quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

FAMÍLIA DE GRAVIDA MORTA PELO MARIDO NÃO QUER FICAR COM O BEBÊ

Governador chegou a visitar UTI antes da morte de mulher grávida 
Governador chegou a visitar UTI antes da morte de mulher grávida

Ainda é incerto o futuro do bebê que nasceu prematuro depois que a mãe, a dona de casa Gilvanete Rosendo da Silva, foi agredida com uma barra de ferro pelo marido. Gilvanete morreu no último dia 29, vítima de uma parada cardíaca, e a filha recém-nascida continua internada no Hospital Universitário recebendo cuidados médicos. Por enquanto, ainda não se sabe com quem ficará a guarda da menina após deixar a maternidade e a questão será resolvida pelo Ministério Público, que instaurou procedimento administrativo nesta quarta-feira (6), já que a família de Gilvanete se recusa a ficar com a criança.
O processo foi instaurado pela promotora de Limoeiro de Anadia, Cecília Carnaúba, que ressaltou haver indefinição sobre o futuro da criança ao deixar o hospital. Segundo o MP, a situação é complicada, já que o responsável natural pela guarda da criança com a morte da mãe seria o pai, mas este está preso justamente acusado de ter matado a esposa com um golpe de barra de ferro nas costas.
Cecília Carnaúba ressalta, na portaria que instaura o processo, que a família de Gilvanete já declarou não ter interesse em ficar com a menina. A família do pai, Adriano dos Santos, disse que aceita ficar com a criança, mas a ideia parece não agradar à promotora.
"As circunstâncias do nascimento da criança geram dúvidas de que sua guarda pela família paterna seja salutar ao seu desenvolvimento emocional e à sua segurança física", ressalta a promotora, ao determinar a instauração do procedimento que deve definir com quem ficará a guarda da recém-nascida.
Lembre o caso:
O caso de Gilvanete Rosendo chocou Alagoas e virou marco da violência doméstica contra a mulher no estado. Mesmo grávida de oito meses, ela foi espancada pelo marido e teve de ser internada no Hospital Universitário com uma grave lesão na coluna. Os médicos conseguiram salvar a vida da criança, mas a mãe acabou morrendo após sofrer uma parada cardíaca.
A gravidade do caso levou o próprio governador Teotonio Vilela Filho a fazer uma visita à UTI onde estava internada a dona de casa. Além do bebê, ela deixa ainda outros quatro filhos. Adriano dos Santos, acusado pela agressão e morte da esposa, está preso e vai responder a processo por homicídio qualificado.

Fonte: TNH 1

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