terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Ensino a distância pior que presencial

Ensino a distância: liberados para ensino médio, cursos EaD ainda são piores que presenciais
Vanessa Fajardo - De São Paulo para a BBC News Brasil

Defendido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o ensino a distância (EaD) cada vez mais se expande e se consolida no ensino superior brasileiro, e a perspectiva é de que cresça ainda mais. Desde novembro, já pode ser adotado parcialmente no ensino médio, etapa obrigatória do ciclo de educação básica do ensino.
As novas diretrizes curriculares para o ensino médio, aprovadas em novembro, limitaram o uso do EaD em até 30% da carga horária para os cursos noturnos; 20% para os diurnos e até 80% para os de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Para adotar a prática, os Estados, responsáveis pela formação dos currículos, precisam da aprovação dos conselhos locais, o que pode ocorrer já em 2019.
No ensino superior, a oferta de cursos de graduação e pós-graduação nesta modalidade já é regulamentada desde 1996, pela Lei de Diretrizes e Bases. No ano passado, no entanto, a assinatura do decreto 9.054/17 permitiu que instituições já credenciadas expandissem o número de polos, sem autorização prévia do Ministério da Educação.
Um novo cenário se desenvolveu desde então. Antes do decreto, até 2016, havia cerca de 4.000 polos que oferecem cursos EaD; hoje, passam de 15 mil. Os cursos, no entanto, ainda apresentam indicadores de qualidade piores em relação aos presenciais.
Para Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp (entidade que reúne as mantenedoras do ensino superior),o Brasil concentra um modelo específico de EaD, sem oferecer muita diversidade, diferentemente do que há no exterior.

Paulo Guedes aciona a metralhadora na Firjan


Helena Chagas no Blog Os Divergentes

É o próprio Satanás, encarnado pelo magistral Al Pacino, quem, na cena final do filme “O advogado do Diabo”, faz a revelação e diz que seu pecado predileto é a vaidade. Pelo menos em relação ao poder, Brasília sabe que esse é um dos mais mortais, e se pudesse falar contaria as histórias de ascensão e queda que presenciou, motivadas sobretudo pela vaidade de seus personagens. Essa silenciosa observadora está prestes a receber mais um governo, com sua nova fornada de presas do pecado preferido de Satanás. Quem sucumbirá primeiro?
O superministro Paulo Guedes, que até agora tinha se preservado bastante, conseguindo inclusive aplausos por nomear uma equipe elogiada pelo PIB e pelo mercado, virou candidato. Não se sabe o vinho servido hoje no almoço da Firjan, mas Guedes, segundo relato de alguns comensais, esqueceu a humildade em casa, passou do tom e atirou para tudo que é lado.
O momento de maior constrangimento foi quando ele investiu contra o Sistema S, galinha dos ovos de ouro das confederações e federações empresariais de norte a sul do país. À plateia repleta de empresários, disse: “Tem que meter a faca no sistema S também. Estão achando que a CUT perde o sindicato, mas aqui fica tudo igual?”. E explicou que, se os empresários forem parceiros, será melhor. Caso contrário, o corte será pior: “se tiver a visão do Eduardo Eugênio (presidente da Firjan), corta 30%; se não tiver, corta 50%”.
Os governadores de Estado receberam de Guedes uma dura advertência: ” Se não apoiar (as reformas), vai lá pagar sua folha. Como ajudar quem não  está me ajudando? Quero que dinheiro vá para estados e municípios, mas me dê reforma primeiro”.
Até a imprensa, que é persona non grata no governo eleito mas costuma tratar bem o futuro ministro da Economia, entrou na linha de tiro: segundo ele, a imprensa, que seria um “quarto poder”, “não entendeu” o fenômeno político da eleição de Bolsonaro.

Não desistem: querem moradia para todos

Integrantes do Conselho Nacional do Ministério Público consideraram muito restritiva proposta do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, para retomada do pagamento do auxílio-moradia a juízes e procuradores.

A ideia de Toffoli é que o benefício seja concedido apenas aos que forem transferidos para trabalhar em cidades onde não têm casa própria, o que limitaria o alcance da medida a uma parcela pequena da categoria.
O CNJ e o CNMP devem definir nesta terça as novas regras para o auxílio-moradia, que foi suspenso após a aprovação do aumento salarial concedido aos juízes em novembro. A ideia é que as normas para as duas categorias sejam as mesmas.  (Painel)

Preso suspeito de envolvimento na morte de Marielle

Do G1
A polícia carioca prendeu, na manhã de hoje, suspeito de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. É o ex-policial militar Renato Nascimento Santos, mais conhecido como “Renatinho Problema”.
Renatinho Problema foi preso na Baixada Fluminense. Ele é suspeito de integrar milícia e tinha dois mandados de prisão por homicídio e outro por porte ilegal de arma. Outro ex-PM que acompanhava Renatinho foi preso em flagrante por porte ilegal de arma.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Em última sessão de 2018, CNJ deve votar retorno de auxílio-moradia

Está na pauta da última sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deste ano, marcada para amanhã (17) às 14h, a regulamentação de um novo auxílio-moradia para juízes, após o benefício ter sido extinto em novembro deste ano.

De acordo com a proposta que deve ser votada pelos conselheiros, o novo auxílio-moradia deve ter como teto o valor de R$ 4,377,73, que era o que já vinha sendo pago anteriormente. A diferença é que estão previstas restrições para a concessão do benefício, como a necessidade de comprovação do gasto efetivamente com aluguel.

O presidente do CNJ e do STF, Dias Toffoli, costurou nova proposta para o auxílio-moradia - Arquivo/Agência Brasil


Outra restrição é que o benefício só deverá ser concedido ao magistrado designado para atuar em localidade diferente daquela para qual prestou concurso, e somente se um imóvel funcional não esteja disponível. Também não terá direito aquele juiz que possua imóvel próprio onde trabalha.

A tendência é que a proposta, cujo texto foi costurado pelo presidente do CNJ, ministro Dias Toffoli, seja aprovada pelos conselheiros. Não há uma estimativa de quantos magistrados estariam aptos a receber o novo auxílio-moradia.

O auxílio-moradia vinha sendo pago a todos os magistrados e membros do Ministério Público brasileiros desde setembro de 2014, por força de uma liminar concedida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em 26 de novembro, Fux revogou a própria liminar, ressalvando, porém, que caberia ao CNJ regulamentar a questão, abrindo caminho para o retorno do benefício. A decisão foi proferida no mesmo dia em que o presidente Michel Temer sancionou o reajuste de 16,38% no salário dos ministros do STF, que serve de referência para toda a magistratura.

A tendência é que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) também aprove uma regulamentação do auxílio-moradia nos moldes do CNJ, uma vez que magistrados e membros do MP tem simetria de vencimentos.

O vexame da exclusão de Cuba e Venezuela

Pode-se discordar do regime cubano e lamentar o desastre causado por Maduro, mas para todos os efeitos formais os países que eles presidem são nações amigas
Por Maílson da Nóbrega - VEJA
O presidente eleito Jair Bolsonaro e seu futuro ministro de Relações Exteriores anunciaram hoje que os presidentes de Cuba e da Venezuela não serão convidados para a próxima cerimônia de posse do cargo de presidente da República. Tudo indica que se trata de caso inédito.

Pode-se discordar do regime comunista cubano e lamentar o desastre causado ao povo venezuelano pela administração de Nicolás Maduro, mas para todos os efeitos formais os países que eles presidem são considerados nações amigas.
Nações amigas foi a expressão utilizada por D. João VI quando abriu o Brasil para o comércio com outros países, logo que a família real portuguesa chegou por aqui em 1808. Nação amiga é, por definição, aquela com as quais mantemos relações diplomáticas.
Se o Brasil mantém relações diplomáticas com Cuba e Venezuela, para as quais exportamos bens e serviços, não convidar seus presidentes para a posse de Bolsonaro constitui uma descortesia, que pode resultar em retaliações, seja de comércio, seja de finanças (os dois países são nossos devedores). O Brasil nada ganha com esse gesto, a menos que Bolsonaro pretenda romper relações com os dois países.
Para complicar, o chanceler venezuelano, Jorge Arrreaza, afirmou neste domingo que Maduro foi convidado. Ao que parece, o convite terá sido automaticamente enviado pelo Itamaraty, como aconteceu em todas as posses de presidentes do Brasil.
Se for assim, junta-se o vexame à descortesia.

Na canelada, o Brasil entrou com a canela


Elio  Gaspari – Folha de S.Paulo

A União Europeia nunca esteve disposta a fechar um acordo comercial com o Mercosul, e Bolsonaro presenteou-a com um álibi.
Em poucas semanas a França e a Alemanha afastaram-se das negociações atribuindo as dificuldades ao novo governo brasileiro.
Com um ministro da Economia dizendo que o Mercosul "não é prioridade" e um chanceler condenando o "globalismo", a equipe de Bolsonaro pôs a cereja no bolo da Europa.
Na diplomacia da canelada, o Brasil entrou com a canela.
A ekipekonômica de Bolsonaro namora a ideia de cobrar anuidades aos alunos das universidades públicas. A ideia é velha e tem razoável apoio na opinião pública.
Para evitar desastres, os sábios do futuro governo devem tratar do caso na sua verdadeira dimensão. 
Admitindo-se que a carta da cobrança das anuidades vá para a mesa, o que os sábios pretendem fazer quando estourar uma greve de professores e alunos?

Brasil desconvida Cuba e Venezuela à posse de Bolsonaro


Por solicitação da equipe de Jair Bolsonaro, o Itamaraty enviou novos comunicados aos governos de Cuba e Venezuela os desconvidando de participar da cerimônia de posse do presidente eleito no dia 1.º de janeiro, em Brasília. Os termos são protocolares. A sinalização inicial foi chamar todos os países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas – razão pela qual o convite foi feito.

Mas houve mudança de posição, o que levou o Itamaraty a enviar uma segunda comunicação aos governos dos dois países os desconvidando para a cerimônia.
O futuro chanceler Ernesto Araújo negou pelo Twitter, ontem, que o Itamaraty tenha convidado o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Os desconvites, porém, foram enviados às embaixadas dos dois países na semana passada. (Coluna do Estadão – Andreza Matais)

Casos de Flávio Bolsonaro e Paulo Ramos na PGR

MP do Rio vai investigar individualmente funcionários da Alerj citados pelo Coaf
Casos de Flávio Bolsonaro e Paulo Ramos serão encaminhados à Procuradoria-Geral da República
Chico Otávio e Juliana Dal Piva - O Globo

As investigações sobre movimentações financeiras suspeitas de assessores de pelo menos 20 deputados da Assembleia Legislativa do Rio ( Alerj ) serão individualizadas. O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras ( Coaf ) que rastreou as contas de 75 funcionários e ex-funcionários da Alerj, apurando um total de R$ 207 milhões em transações atípicas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, encontra-se no gabinete do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem. Dois casos — os do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) e do deputado federal eleito Paulo Ramos (PDT) — serão encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR), por deslocamento de competência.
Como na lista do Coaf aparecem dez deputados estaduais que não se reelegeram, Gussem deverá encaminhar os casos à Procuradoria da Tutela Coletiva da Capital, para livre distribuição entre os promotores de primeiro grau.
No gabinete do procurador-geral, só ficarão os casos de deputados estaduais que se reelegeram e permanecerão na Alerj.  

domingo, 16 de dezembro de 2018

Náutico celebra retorno aos Aflitos com vitória sobre Newell’s Old Boy

Do Ne 10:  Blog do Torcedor

Timbu, enfim, voltou para casa. Foto: Arnaldo Carvalho/JC ImagemTimbu, enfim, voltou para casa. Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
A Avenida Conselheiro Rosa e Silva e a Rua da Angustura com grande fluxo de pessoas em um domingo? Pois é. Depois de cinco anos, voltou a acontecer. Era o Náutico, mais ilustre “residente” do bairro dos Aflitos voltando para casa. O jogo preliminar homenageou o ídolo Kuki e o amistoso principal do domingo (16) colocou o Alvirrubro frente ao argentino Newell’s Old Boys. A vitória por 1×0 veio com gol de Thiago, garoto do sub-17 recém promovido ao profissional.
Se a festa de reabertura deu para amenizar a falta que o alvirrubro sentia, agora resta esperar o ano novo. Na temporada 2019, a equipe mandará todos os seus jogos em casa. Antes que o torcedor fique com saudades nas festividades de fim de ano, é justo lembrar. O Náutico volta, agora para uma partida oficial, no estádio dos Aflitos no dia 15 de janeiro. O adversário será o Fortaleza, pela Copa do Nordeste 2019.

Festa?

Só se for para a torcida. Logo aos 4 minutos de jogo, o garoto Thiago, do sub-17 recém integrado ao profissional, abriu o placar para o Náutico depois de grande jogada do camisa 9 Wallace Pernambucano. O Newell’s também não estava nos Aflitos apenas para fazer graça ao anfitrião. O time argentino ensaiou miar a comemoração. Aos 12 minutos, uma bola no travessão sobrou e, na segunda tentativa, Bruno fez boa defesa.
Ainda nesta etapa, o Timbu teve mais uma chance de comemorar gol. Aos 33 minutos, o vice-artilheiro de 2018 Wallace Pernambucano teve uma boa oportunidade. Ele fez boa jogada e finalizou para a defesa de Bustos. Depois, ao recuperar a bola na defesa, Bustos interceptou um cruzamento alvirrubro no caminho.
thiago, náutico, aflitosThiago marcou o primeiro gol na volta para casa. Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

CELEBRAÇÃO

No segundo tempo, o Náutico voltou a campo vestindo o uniforme branco. O segundo tempo até teve algumas jogadas, com Wallace Pernambucano chegando sozinho na área argentina e depois perdendo a bola para seu único marcador, seguido por um arremate perto da trave de Luís Felipe.
Nesta etapa, o goleiro Luiz Carlos foi chamado a ação. O titular Bruno sentiu lesão e foi substituído. Outros jogadores também puderam participar da comemoração. A saída de Wallace Pernambucano rendeu aplausos por parte dos alvirrubros. Mas, o jogo seguiu morno.
Quer dizer, morno dentro de campo. Nas arquibancadas dos Aflitos, a torcida seguia celebrando a volta para casa. Uma orquestra de frevo fazia a o carnaval antecipado, andando ao redor do estádio entoando as populares canções pernambucanas. E assim, o bom filho a casa, enfim, tornou. Com uma vitória em amistoso por 1×0.

FICHA DA PARTIDA – NÁUTICO 1 x 0 NEWELL’S OLD BOYS

Náutico: Bruno (Luiz Carlos); Joazi (Hereda), Camutanga, Diego e Assis; Josa, Rhaldney, Lucas (Allan Patrick) e Luis Felipe (Rafael Assis); Thiago e Wallace Pernambucano (Tharcysio). Técnico: Márcio Goiano
Newell’s Old Boys: Bustos; D. Gonzales, Manenti, Bedouret e Bagala (Gambarte); Requena, Vega e Cisneros (Llano); Marcioni, Gonzales e Cabrebra. Técnico: Hector Bidoglio
Amistoso. Local: estádio dos Aflitos, no Recife (PE). Árbitro: Péricles Bassols Assistentes: Clovis Amaral e Bruno Vieira Gol: Thiago, aos 4′ do 1T (N) Público: 17.357 Renda: R$ 1.576.220

Guerra contra Globo vai triturar Bolsonaro

Do Blog da Cidadania




Bolsonaro cometeu um erro descomunal. Nem a sorte incrível desse político medíocre – que, apesar de em 27 anos na Câmara não ter aprovado um mísero projeto, virou “mito” para seu eleitorado idiota – irá ajudá-lo. A guerra que ele comprou com a mídia conservadora irá fazer picadinho desse fascista que a burrice obrou em cima do assento da cadeira presidencial.

Não vai tardar para todos enxergarem a sorte incrível de Bolsonaro ao chegar à Presidência da República sem ter praticado um só feito que justificasse. A comparação com Fernando Collor nem é apropriada, pois este chegou ao poder por descender de uma família de políticos ricos de Alagoas detentora de uma concessão da Globo.

PUBLICIDADE


Bolsonaro chegou ao poder de paraquedas. Por conta de uma sorte incrível e de uma falta de educação social tão grande que encantou todos os cretinos, mal-educados, mesquinhos e truculentos deste país – entre homens e mulheres.


Intelectualmente, chamá-lo de anão seria pouco. É uma besta quadrada. E ter baixa escolaridade nem é a causa, pois Lula também tem e, assim mesmo, realizou uma imensa obra no sindicalismo brasileiro, confundindo-se com a redemocratização do Brasil de uma forma que, aí sim, justificaria chama-lo de mito.


Mas a ignorância e a burrice proverbiais de Bolsonaro já estão lhe custando caro. De todas as burrices que vem cometendo – como a de mandar o laranja de sua família sumir do mapa, levantando muito mais suspeitas –, a guerra com a mídia conservadora, que o apoiaria gostosamente se ele tivesse cérebro, é inexplicável.



Durante e após a campanha, Bolsonaro ameaçou cortar verbas de publicidade da Globo e do resto da grande mídia e vem barrando todos os órgãos de imprensa, de esquerda e de direita, em suas aparições em público – ainda não se submeteu a nenhuma coletiva de imprensa de verdade.


Agora, Bolsonaro já começa a colher os resultados. Antes mesmo da posse, já enfrenta um enorme escândalo, cheio de fatos concretos, mas que seria docemente engavetado pela mídia se não estivesse provocando essa guerra com órgãos de imprensa que até tentaram bajulá-lo, como o Estadão em seus editoriais fascistas, mas o jornal foi barrado em entrevistas coletivas.

A reação do jornal reacionário e praticamente de extrema-direita não tardou. O Estadão rompeu a bajulação de seus colunistas e editorialistas a Bolsonaro e divulgou – timidamente – a matéria sobre o Coaf ter localizado as movimentações “atípicas” do laranja bolsonário, Fabrício Queiroz.


A Folha, pela matéria que publicou durante a campanha denunciando o abuso de poder econômico de Bolsonaro ao gastar bilhões com fake news propagadas por Whats App, também entrou na linha de tiro bolsonariana.


Agora, porém, a Globo sinaliza que vai trucidar o novo governo. O porta-voz oficioso das organizações Globo, Merval Pereira, já deixa claro que irá partir pra cima. Diz Merval em sua última coluna:

“Se analisado em suas diversas facetas, o caso do motorista de Flavio Bolsonaro é mais grave do que o provável desvio de parte do salário dos seus funcionários. O STF proíbe a contratação de parente de servidor comissionado. No caso, há o motorista, a esposa dele, as duas filhas, o ex-marido da esposa e a filha dele. Muitos sem prestar qualquer serviço. E se completa com a indisfarçável cumplicidade do futuro presidente, ao contratar uma das filhas, exonerada ao mesmo tempo que o motorista, quando o escândalo veio à tona, numa provável tentativa de encobrimento”

Para quem conhece a Globo, é uma declaração de guerra em um contexto em que a popularidade de Bolsonaro deve despencar em breve devido não só à crise internacional que vem por aí, mas, também, por conta das medidas contra os trabalhadores e pró empresários, como a eliminação total de direitos trabalhistas que ele prometeu recentemente.

A sorte – e o azar – do Brasil é que Bolsonaro é muito, muito burro, apesar de sortudo. Sorte porque seu governo vai ensinar uma lição aos insensatos que votaram nele; azar porque o mal que irá causar não será só aos seus eleitores, mas também a quem conseguiu enxergar a loucura que era eleger alguém como ele.

Médium João de Deus se entrega à polícia e é preso em Goiás

Encontro dele com as autoridades ocorreu em encruzilhada de uma estrada de terra em Abadiânia
Mônica Bergamo

O médium João Teixeira de Faria, 76, conhecido como João de Deus, se entregou à polícia e foi preso neste domingo (16).
O encontro dele com as autoridades ocorreu na encruzilhada de uma estrada de terra no município de Abadiånia, às margens da BR 060.
A negociação foi feita entre o advogado de João de Deus, Alberto Toron, e o delegado geral da Polícia Civil.
A polícia chegou em três carros. O médium, que estava num sítio, chegou no veículo de um de seus advogados.
Minutos antes de se entregar, ele chegou a passar mal. Trêmulo, pediu aos defensores para tomar um remédio sublingual. João de Deus é cardíaco.
Ele é suspeito de ter abusado sexualmente de mulheres durante os atendimentos espirituais que realizava na cidade de Abadiânia (GO). 
O médium era considerado foragido pela força-tarefa que investiga o caso desde as 14h de sábado (15) e estava em local desconhecido desde que o pedido de prisão temporária, feito pelo Ministério Público de Goiás, foi aceito pela Justiça na sexta (14). Seu nome foi encaminhado para a lista de procurados da Interpol.
Para tentar cumprir o mandado, policiais chegaram a procurá-lo em Goiânia, Anápolis e Abadiânia, mas não tiverem êxito. Mais de 20 locais foram vistoriados em busca do paradeiro do suspeito. 
A defesa de João havia dito que o médium iria apresentar-se voluntariamente ainda na sexta, o que não aconteceu. Os advogados que defendem João de Deus também afirmaram que a ordem de prisão preventiva é ilegal e injusta e que iriam impetrar habeas corpus contra a decisão judicial.
Segundo eles, “apenas alguns depoimentos, de poucas vítimas, acompanham o pedido de prisão preventiva, ainda assim, sem os seus nomes”.

Alegação de Bolsonaro sobre ex-assessor de filho está longe do necessário

Janio de Freitas na Folha de São Paulo 

Trata-se de um fato que tem como interesse central o futuro presidente da República 

O principal já está posto no escuro da gaveta. O PM Fabrício Queiroz e, de quebra, o futuro senador Flávio Bolsonaro são o que sobra para o interesse criado pela movimentação financeira do primeiro. A destinação, pelo PM, de uma quantia à mulher de Jair Bolsonaro perdeu a relevância merecida, mas não a importância. Antes de qualquer outra consideração, trata-se de um fato que tem como interesse central o futuro presidente da República. Ele, sua demora em abordar o fato e a vulnerável explicação que deu. 
Ainda que seja verdadeiro o alegado empréstimo de R$ 40 mil a Queiroz, dos quais o cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaroseria quitação parcial, essa afirmação de Bolsonaro fica longe do necessário. Não informa, por exemplo, quem concedeu o empréstimo, o que importa até por não cumprimento da exigência legal de declaração à Receita. Mas importa, sobretudo, para verificação da saída e da entrada do dinheiro, se reais entre quem emprestou e quem recebeu. É o começo do teste de comprovação que Bolsonaro não deu, nem sugeriu. 

A volta parcial do empréstimo foi em cheque, mas a ida pode ter sido em dinheiro. O que já seria anormal, considerado o valor de R$ 40 mil. E ainda pior, dada esta sentença recente de Bolsonaro: "Ninguém dá dinheiro sujo em cheque". Razão bastante para que o país não fique sem as informações básicas sobre esse caso, como a prova dos cheques de empréstimo e da finalidade desse empréstimo. 

A esta altura, a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República e seus procuradores já deveriam saber e informar tudo sobre a movimentação financeira de R$ 1,2 milhão do PM em 2016, com entrada e saída do dinheiro, sua origem e seu destino, e a necessidade do empréstimo de R$ 40 mil por quem recebeu 15 vezes isso no ano. Mas Sergio Moro se deu por satisfeito com a explicação vazia de Bolsonaro, e Moro tem bastado para a PF, para o MP e para outros.

É a moralização em marcha. 

Um só 

De 1986 para cá, o cartel dos ônibus no Rio deu dinheiro —em doação legal ou suborno ou ambos-- a todos os governadores fluminenses, com uma só exceção: Brizola. Depoimento, em juízo, do empresário e chefe desse cartel, Jacob Barata. 

Duas figuras se destacam no rio de dinheiro. O ano inaugural foi o de um acerto que bancou, juntando donos de ônibus e empreiteiros, o alto custo da eleição de Moreira Franco para o governo. Sérgio Cabral, por sua vez, recebeu do cartel dos ônibus R$ 145 milhões, parte deles para campanhas de outros. 

Paralelos 

A tensão provocada pela violência desanuviou muito uma parte do Rio —a zona sul e a Barra. Não as áreas mais próximas da Baixada Fluminense, onde a grande favelização é o terreno das operações antitráfico. 

Mas os militares da intervenção anteveem a volta de problemas maiores, com a chegada de novo governo estadual. É que os planos do eleito Wilson Witzel, entre os quais a extinção da Secretaria de Segurança, interrompem o atual trabalho e, acham os militares, não o substituem por nada promissor. Witzel mostra muitas semelhanças com Bolsonaro. 

Batalhas

Pela segunda vez, Bolsonaro tenta conter as divergências e disputas no seu círculo submetendo-as à censura. Se obedecida, a ordem obtém silêncio, não entendimento. Mas nem o silêncio é esperado. Como o maior interessado não é capaz de encaminhar composições, e os demais são as peças opostas entre si, não há o que ou quem mude a situação. Assim, daqui a duas semanas, eles estarão levando a inconciliação, intacta, para cargos de governo. Ou trincheiras.

Os funcionários ‘batendo ponto’ no gabinete de Bolsonaro, segundo as redes sociais

Do Blog de Esmael
O ex-juiz Sérgio Moro pode até perdoar, com fez no caso Onyx Lorenzoni, mas as redes sociais jamais passam a mão na cabeça de quem pratica malfeitos.

Internautas disseminam fantasminhas ‘batendo ponto’ no que seria o gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o deputado da Alerj eleito senador da República.

De acordo com suspeitas do Coaf, funcionários fantasmas do filho de Jair Bolsonaro movimentaram milhões em favor do clã.




Funcionários do gabinete dos Bozo chegando pra trabalhar: 
208 pessoas estão falando sobre isso

Flávio: explicação sem nexo; Major Olímpio cresce

Difícil de engolir: Interlocutor não entendeu explicação de Flavio Bolsonaro sobre assessor. Já Major Olímpio cresce no vácuo de Flávio Bolsonaro.
               Reprodução/Reprodução                                          Ricardo Matsukawa/VEJA.com                                                    
Da Veja - Coluna Radar - Por Maurício Lima e Pedro Carvalho


O títular da Coluna, o jornalista Maurício Lima informa que Flávio Bolsonaro contou a um amigo a explicação que ouviu de Fabricio Queiroz para o 1,2 milhão de reais em suas contas. Mesmo com boa vontade, o interlocutor ficou sem entender nada.
Enquanto isso, o seu colega de coluna, o jornalista, Pedro Carvalho nos conta que nem todos os bolsonaristas ficaram tristes com o caso do motorista. Antes, Flávio era um dos favoritos ao posto de líder do governo no Senado. Agora crescem as chances do Major Olimpio

Gestão Bolsonaro propõe novo toma lá, dá cá

Meta é ter canal direto com parlamentares e fragmentar poder dos líderes de bancada tradicionais
Antes de encerrar uma discussão acalorada na semana passada, Leonardo Quintão (MDB-MG), um dos principais articuladores políticos do novo governo, puxou Levy Fidélix (PRTB) pelo braço e o conduziu até debaixo de uma árvore.

Estavam no estacionamento do prédio que abriga a sede do governo de transição, em Brasília, e se afastaram dos assessores para terminar a conversa reservadamente.
Sob gestos enfáticos do presidente da sigla que indicou o vice de Jair Bolsonaro, Quintão pediu calma a Fidélix e disse que as coisas se resolveriam logo para o PRTB.
O pai do aerotrem, que tem reclamado publicamente da falta de espaço na nova gestão, é a alegoria perfeita do “toma lá, da cá” inaugurado pelo governo de Jair Bolsonaro.
Após escolher 22 ministros ancorados nas chamadas bancadas temáticas do Congresso, o presidente eleito não conseguiu impedir negociações no varejo para indicações ao segundo e terceiro escalões.
Nomeado por Onyx Lorenzoni (Casa Civil) para fazer parte da articulação política, Quintão montou gabinete e implementou um novo formato de “toma lá, dá cá”, que dispensa as tratativas diretas com presidentes e líderes dos partidos e negocia individualmente com os parlamentares.
A estratégia de Onyx e seus aliados é oferecer cargos nos Estados aos deputados avulsos, vendendo a ideia de que, assim, eles se tornarão uma forte liderança regional.
O objetivo é criar um canal direto com os parlamentares e tentar fragmentar o poder dos líderes de bancada —até aqui, fundamentais para a governabilidade no presidencialismo de coalizão.
Nos últimos dias, o time da futura Casa Civil —formado por deputados do baixo clero que não conseguiram se reeleger para um novo mandato— tem conversado com integrantes de diversas legendas e seduzido, principalmente, nomes do PSD e do PR.
Juntas, essas bancadas terão 67 deputados a partir de 2019.
O ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão, por exemplo, lidera o PR para tentar manter influência no Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), responsável pelo setor ferroviário.
As tratativas com o futuro ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, estão avançadas e o PR já sinalizou que quer abocanhar também a vice-presidência da Caixa, indicando o deputado Milton Monti (SP) para o posto.
Na outra ponta, o PSD, de Gilberto Kassab, foi abordado pelos articuladores do presidente eleito para que deixasse o bloco formado na Câmara por siglas do centrão, com o objetivo de isolar o PT e o PSL.
A proposta era que o partido de Bolsonaro apoiasse um nome do PSD para a liderança do governo na Casa. Onyx e Quintão foram os principais interlocutores dessas conversas.

Além dele, Danilo Forte (PSDB), Alberto Fraga (DEM), Ronaldo Nogueira (PTB) e Carlos Manato (PSL) formam a linha de frente da tropa que tem atuado para costurar a base de apoio para Bolsonaro.
A partir de 1º de janeiro, eles querem alocar uma sala no Congresso para ser QG da articulação do novo governo.

Manato afirmou à Folha que ele e Quintão inclusive já acertaram com o presidente eleito que começarão a trabalhar oficialmente logo após a posse, mas não renunciarão ao resto de seus mandatos, que só terminam em 31 de janeiro.
O salário na Câmara é de R$ 33,7 mil e o cargo que ocuparão no Executivo deve pagar algo em torno de R$ 16 mil.
Para driblar a diferença nos vencimentos, deputados derrotados nas urnas já pressionam o novo governo para conseguir participação em conselhos de administração pública que remuneram seus participantes.
Segundo a assessoria do próprio presidente eleito, nas últimas semanas ele e sua equipe receberam cerca de 300 parlamentares, com reuniões formais com as bancadas de PSL, PP, MDB, PR, PRB, DEM, PSDB, PSD e Podemos.
Siglas como PP e MDB tiveram alguns de seus parlamentares abordados individualmente, mas o comando das legendas diz que vai esperar o modelo “dar errado logo na primeira votação”.
Em conversa com alguns aliados, o presidente Michel Temer fez um prognóstico: nomear deputados sem mandato para negociar cargos e emendas não tem chance de dar certo.   (Marina Dias , Ranier Bragon e Camila Mattoso)