sexta-feira, 22 de junho de 2018

Morre Waldir Pires, ex-governador da Bahia

Do Blog do Magno Martins

O ex-ministro da Defesa, da Previdência Social, da Controladoria Geral da União (CGU) e ex-governador da Bahia Waldir Pires morreu, na manhã de hoje, em Salvador, aos 91 anos. A morte de um dos mais longevos e influentes políticos baianos ocorreu um dia após o ex-governador dar entrada no Hospital da Bahia com quadro de pneumonia.

De acordo com nota da unidade de saúde, ele teve uma parada cardiorrespiratória por volta de 10h e não respondeu às manobras de reanimação. O governador da Bahia, Rui Costa (PT), decretou luto oficial de cinco dias no Estado.
Waldir Pires foi consultor-geral da República no governo de João Goulart e, após o golpe militar de 1964, acabou exilado no Uruguai e na França, voltando ao Brasil em 1970. Primeiro governador da Bahia eleito após o regime militar, ocupou o cargo entre 1987 e 1989.

Datafolha: Lula é o mais preparado, diz eleitor

Lula é o mais preparado para acelerar o crescimento da economia, diz eleitor
Segundo pesquisa Datafolha, 32% dos entrevistados citaram o ex-presidente
Folha da S.Paulo
O ex-presidente Lula é o pré-candidato ao Planalto mais preparado para acelerar o crescimento da economia do país, avalia o eleitor brasileiro. Segundo pesquisa Datafolha, 32% dos entrevistados citaram o petista como o melhor nome para desempenhar essa missão. 

O resultado da pesquisa é bastante similar ao quadro geral de intençãode voto do eleitor, com o ex-presidente sendo seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 15%, e Marina Silva (Rede), 8%.    
Lula encerrou seu segundo mandato na Presidência, em 2010, com alta aprovação popular e uma taxa de crescimento do PIB de 7,6%, o maior índice desde 1985. Mas o PT depois levaria o país, no governo de Dilma Rousseff, a uma de suas mais graves recessões.
De 2014 a 2016, a produção e a renda do país encolheram 8,2%. Neste ano, o mercado estima um crescimento em torno de 1,7%. 
Para reverter esse quadro de estagnação, Lula é o favorito de eleitores de todas as faixas etárias e regiões do país. No Nordeste, onde tradicionalmente tem maior aprovação, o petista é visto como o  melhor remédio para a economia por 51% dos entrevistados, contra apenas 8% do segundo colocado, Bolsonaro. 
A vantagem do ex-presidente, porém, diminui conforme aumentam a escolaridade e a renda dos eleitores. 
No grupo que possui apenas o ensino fundamental, ele atinge 37%, contra 9% de Bolsonaro. Entre os entrevistados com nível de ensino superior, ambos estão empatados, com 20%. 

Maia janta com Temer e Aécio no escurinho de Brasília

POR FERNANDO BRITO · no TIJOLAÇO



Fora da agenda presidencial, como o encontro com Joesley Batista, um jantar reservado reuniu ontem à noite os senhores Michel Temer, Aécio Neves e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Fica-se sabendo pela reportagem de Marcelo Ribeiro, do Valor, que “os três discutiram o cenário eleitoral e avaliaram as possibilidades de suas legendas, DEM, MDB e PSDB, se unirem em torno de uma candidatura única à Presidência da República”.

“Aécio teria destacado a importância de os partidos do chamado centro político estarem unidos em torno de um postulante ao comando do Palácio do Planalto para garantir uma vaga no segundo turno”.

Como Geraldo Alckmin, mesmo na UTI, é o único que ainda não tem o atestado de óbito eleitoral passado em cartório, o repórter supõe que os três poderiam raspar ou poucos grãos de seus pratos para dar de comer ao tucano.

É tão pouco que menor serventia ainda terá.

Ocorre que Alckmin não vai bem ao fígado de nenhum dos três e não parece ser palatável, ainda mais com suas parcas chances.

Meirelles, nem há que dizer, nem para tira-gosto serve.

Ciro, então, é intragável mesmo ao estômago de avestruz de Michel Temer, “um bandido”, nas palavras do candidato neopedetista.

O encontro tem todos os ares de conspiração.

Como se dizia no tempo dos nossos avós, boa coisa não foi.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Paulo Câmara entrega PE-414 ao distrito de Bernardo Vieira, em Serra Talhada


Governador inaugurou, nesta quarta-feira, a obra, que recebeu um investimento de R$ 26 milhões e tem 26 quilômetros de extensão



Em seu último compromisso desta quarta-feira (20.06), o governador Paulo Câmara foi até o distrito de Bernardo Vieira, neste município, no Sertão do Pajeú, para inaugurar a PE-414, denominada Rodovia Argemiro Pereira, no trecho do entroncamento da BR-232 e a entrada da localidade, totalizando 26 quilômetros de extensão. Na ocasião, Paulo - primeiro governador a ter visitado o distrito - ressaltou o compromisso do Governo de Pernambuco de criar as condições necessárias para a garantia do desenvolvimento de todas as regiões do Estado. A intervenção contou com um investimento de R$ 26 milhões e vai permitir o ir e vir da população com mais segurança e rapidez. 

“É muito bom vir até Serra Talhada, principalmente porque é estando junto da população que conseguimos ver de perto os desafios e buscar soluções para a vida do povo. Buscamos, desde o início, alternativas para que essa obra simbolizasse o que queremos para todo o Estado de Pernambuco: levar pavimentação para todas as estradas. E esse é um dos nossos grandes desafios: manter toda a malha rodoviária adequada para uso. Os distritos precisam ter um olhar diferenciado para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Ainda temos muito o que fazer, mas fica mais fácil quando se tem unidade e se busca, juntos, soluções que possam beneficiar toda a população. Venho aqui hoje e saio muito feliz por saber que o Governo do Estado pôde contribuir para o desenvolvimento do distrito de Bernardo Vieira”, afirmou o governador Paulo Câmara.

O prefeito Luciano Duque registrou a alegria e a satisfação de ter uma obra dessa importância entregue pelo governador Paulo Câmara à população. “Hoje, Bernardo Vieira pode comemorar uma grande vitória: uma obra que vai encurtar distâncias e trazer desenvolvimento. Estradas são importantes para o desenvolvimento local, para o transporte de produção e das pessoas. Obrigado, governador, por mais esse gesto pela nossa cidade. Parabéns por mais essa obra. Serra Talhada e Bernardo Vieira lhe são muito gratos por isso”, destacou o gestor municipal.

PSB emite nota oficial sobre rompimento da Família Ferreira







                                                           NOTA DO PSB-PE

Nos últimos anos não faltou ao governador Paulo Câmara capacidade de dialogar com todas as forças políticas de Pernambuco. Nosso Estado se firma na Federação como um dos poucos que consegue atravessar a grave crise econômica causada pelos problemas vindos de Brasília, sem descuidar de importantes investimentos na segurança pública, na saúde e sobretudo na educação.

No processo eleitoral que se avizinha, o grupo familiar dos Ferreira enxerga apenas sua participação ocupando uma das vagas que disputará o Senado da República.

Diante disso, entendemos que o atual afastamento, depois de quarenta e dois meses de presença no Governo do Estado e na Prefeitura do Recife, se dá unicamente no fato de termos demonstrado que não haverá espaço na futura chapa majoritária da Frente Popular para o referido grupo familiar, uma vez que não faz parte da história do nosso conjunto aceitar esse tipo de imposição.



Sileno Guedes

Presidente Estadual do PSB-PE

Familia Ferreira rompe com Paulo Câmara

Nota oficial 
Há alguns meses o nosso grupo vem dialogando com vários segmentos da sociedade sobre a necessidade do Estado de Pernambuco iniciar um novo ciclo de mudança. A este Governo falta diálogo, capacidade administrativa e, principalmente, liderança.
Hoje a sociedade cobra coragem nas posições políticas. Nós temos essa coragem e fazemos política por convicção. Não concordamos com a prática do poder pelo poder e nem aceitamos um governo que seja refém da barganha.
Que se submete a trocar cargos por apoio eleitoral e ainda interfere na vida orgânica de alguns partidos.
O nosso grupo faz parte de uma geração de políticos que tem compromisso com a verdadeira mudança. Sabemos o exato tamanho que temos e como podemos contribuir para um novo Pernambuco.
Queremos um Estado em que as pessoas se sintam protegidas e amparadas. Por vezes, fomos a público alertar sobre os problemas que vêm se acumulando e que este Governo não demonstra mais qualquer capacidade para resolvê-los.
Nos últimos três anos e meio procuramos colaborar da melhor forma possível com o Governo do Estado, mas, diante do que foi exposto, o nosso grupo político optou por tomar um novo caminho nas eleições deste ano em Pernambuco.
Anderson Ferreira, prefeito de Jaboatão dos Guararapes
André Ferreira, deputado estadualiza e presidente regional do PSC

2025: metade das estradas brasileiras intransitáveis


A partir de 2025, mais de 50% das estradas brasileiras vão estar em péssimas ou inaceitáveis condições de conforto e conveniência

É o que  afirma um estudo da Plataforma de Infraestrutura em Logística de Transportes da escola de negócios Fundação Dom Cabral. 
Segundo Paulo Resende, professor de logística da fundação, “continuaremos um país sobre rodas se não houver um plano ousado para não só ampliar as qualidades das rodovias, como o potencial das ferrovias, portos e dutos”.
O estudo será lançado nesta quinta (21).  (Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo)

Sem candidato, bloco do centro pode romper


Coluna do Estadão - Andreza Matais
As dificuldades em encontrar um presidenciável que agrade a todos podem descolar o bloco formado hoje por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade. Como grupo, esses partidos impulsionam qualquer candidatura, garantindo tempo de TV e base congressual. Por isso, são cobiçados por todos os candidatos. Ocorre que o PR resiste a apoiar Ciro Gomes (PDT), nome hoje preferido do DEM e do PP. Outro cotado por integrantes do grupo é Geraldo Alckmin (PSDB). O DEM gosta do tucano, mas acha que ele não vence. Alvaro Dias (Podemos) também não é unanimidade.
Os três presidenciáveis já foram procurados por integrantes desses partidos, que apresentaram suas faturas. O PRB trabalha para emplacar o empresário Flávio Rocha, hoje seu candidato ao Planalto, de vice.
O DEM quer apoio para reeleger Rodrigo Maia presidente da Câmara. PR e PP, cargos. O PR, de Valdemar Costa Neto, pode ser o primeiro a sair do grupo. Já avisou que só fica se o escolhido for do seu gosto. A sigla tem Josué Gomes como trunfo.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Em São Paulo, rejeição a Temer cresce e bate 90%


O presidente Michel Temer (MDB) deve mesmo deixar o governo com recordes de rejeição. Em São Paulo, um levantamento do Instituto Paraná mostra que o presidente é desaprovado por 90% da população. Segundona Radar Online, em fevereiro, a parcela que não chancelava sua administração era de “apenas” 81,7%.

Sua aprovação é de apenas 7,1% entre os paulistas. No começo do ano, patamar era mais que o dobro: 15,3%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR- 09235/2018

Empresários e banqueiros pressionam Meirelles a desistir de candidatura presidencial

Reportagem de Marina Dias na Folha de S.Paulo afirma que a resistência à candidatura de Henrique Meirelles do MDB ao Planalto ultrapassou as fileiras de seu partido e chegou ao terreno em que o ex-ministro da Fazenda costumava circular com mais destreza: o mercado. Segundo a Folha, empresários e investidores, antes entusiastas de uma eleição com o nome de Meirelles nas urnas, agora pressionam para que ele desista de concorrer à Presidência.

A reportagem ainda informa que, nas últimas semanas, três dos principais banqueiros do país, Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco), Roberto Setúbal (Itaú) e André Esteves (BTG), conversaram com aliados do ex-ministro e manifestaram preocupação com os rumos da economia desde que ele deixou a Fazenda, em abril.

Desde sua saída do governo Temer, o dólar disparou, a previsão do PIB caiu (de 2,5% para 2%) e houve redução significativa dos investimentos privados. A economia sob Meirelles segue bagunçada.

A Copa já começou? Por Adnael


Governo leva Caravana da Educação ao Sertão

Hoje, o governador Paulo Câmara estará no Sertão do Estado participando de uma série de ações. A programação tem início em Arcoverde onde, no período da manhã, ele comanda a Caravana da Educação, que inclui Pactuação de Metas 2018 e visitas aos polos Central, Cultural e Esportivo da cidade. As ações, que vão contemplar todas as escolas da Gerência Regional de Educação (GRE) Sertão Moxotó-Ipanema, contemplam um momento de discussão de metas para o ano corrente e um circuito de atividades pedagógicas, culturais, esportivas e de orientações aos estudantes.

Ainda em Arcoverde, Paulo inaugura a Unidade Regional da Polícia Científica do Sertão do Moxotó, que beneficiará mais de 350 mil moradores de dez municípios da Região, levando atendimento especializado para mulheres e crianças vítimas de crime sexuais, além de perícias criminais e médicos legais. O governador assina, ainda, ordens de serviços para o início de obras na área de saneamento, de pavimentação e de reforma do estádio municipal; além de licitação para elaboração de projeto do COMPAZ.
À tarde, o governador Paulo Câmara estará em Sertânia, onde autoriza a licitação do Sistema de Abastecimento de Água do município, cujo investimento é estimado em R$ 700 mil e contemplará 25 mil habitantes. Ainda em Sertânia, Paulo assina a autorização de contratação do Sistema de Abastecimento de Água Rio da Barra, que, com um aporte de R$ 6 milhões, beneficiará 4 mil pessoas. Finalizando os compromissos do dia, o governador segue para o município de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, para inaugurar a PE-414, no trecho do entroncamento da BR-232 com a Bernardo Vieira, no distrito de mesmo nome. Com 26 quilômetros de extensão, a via recebeu um investimento de R$ 25 milhões.

Contra impopularidade, Temer usa empulhação

Josias de Souza
Rejeitado por 8 em cada 10 brasileiros, o governo de Michel Temer decidiu promover uma campanha publicitária na internet. Foi ao ar a primeira peça. Mostra uma atriz, num ambiente doméstico, conversando com a câmera, como se gravasse um vídeo espontâneo para as redes sociais. Sem citar Temer nem Dilma, ela diz que o atual governo herdou um “pepino”, um país “no caos”. Mudou o rumo. Mas como “em economia não existe solução mágica”, diz ela, os resultados demoram a aparecer.

Diz a atriz no vídeo a certa altura: ''Esse governo sempre se colocou como uma ponte, já sabia que era uma tarefa inglória, que ia levar pedrada de todo o canto, que seria impopular mesmo, porque uma ponte é uma coisa que te tira da lama e te leva para um lugar legal. Ela não é um lugar legal em si, mas sem ela não dá para chegar do outro lado. O problema é que a gente só enxerga isso depois que atravessou.'' Ai, ai, ai…
Dilma produziu ruína econômica. Mas o fiasco de Temer é dele, não da antecessora. É a voz de Temer que soa na conversa vadia do grampo do Jaburu. Foi por opção de Temer que o Planalto trocou a reforma da Previdência pelo sepultamento de duas denúncias criminais na Câmara. Foi a caneta de Temer que nomeou cleptoministros. É Temer quem protagoniza dois inquéritos por corrupção no STF. A propaganda de Temer e o governo de Temer são feitos da mesma matéria-prima: empulhação.

A xenofobia bate à porta

Bernardo Mello Franco - O Globo

Nunca houve tantas famílias obrigadas a deixar a sua terra natal. A ONU informou ontem que o número de pessoas deslocadas à força chegou a 68,5 milhões em 2017. A crise humanitária pôs o tema dos refugiados no centro do debate político dos países desenvolvidos.

Na Europa e nos EUA, a xenofobia voltou a ser uma poderosa arma de campanha. Donald Trump chegou à Casa Branca com a promessa de construir um muro para barrar a entrada de mexicanos. No Reino Unido, o discurso anti-imigração levou a população a aprovar o Brexit, o rompimento com a União Europeia.
Agora a onda cresce em outros países europeus. Na Alemanha, a reação aos refugiados ameaça o longo reinado de Angela Merkel. Na Itália, os ultranacionalistas da Liga Norte acabam de se instalar no poder. Na segunda-feira, o vice-premiê anunciou um plano para expulsar ciganos.
Se o leitor já está cansado de más notícias, aí vai mais uma: a xenofobia tem tudo para desembarcar na eleição brasileira. É o que indicam a atuação de grupos radicais na internet e o discurso do candidato que lidera as pesquisas.
No ano passado, militantes de ultradireita fizeram barulho contra a nova Lei de Migração, que assegurou direitos básicos aos imigrantes. O texto teve apoio suprapartidário: foi apresentado por um senador do PSDB e relatado por um deputado do PCdoB. Isso não conteve os protestos. Uma marcha na Avenida Paulista terminou com quatro menifestantes detidos.
O presidenciável Jair Bolsonaro tenta surfar a onda da intolerância. Ele já chamou de “escória do mundo” imigrantes de países como Haiti e Síria. Depois defendeu a construção de campos de refugiados para isolar venezuelanos em Roraima, sob a alegação de que “já temos problemas demais aqui”.
Quem estuda o tema a sério garante que a imigração está longe de ser um risco para o Brasil. O pesquisador Leonardo Monasterio, do Ipea, lembra que o país tem apenas 0,9% de estrangeiros — nos EUA, são 14%. Ele elogia a nova lei e afirma que a economia se beneficiou da última grande onda imigratória, encerrada em 1920.
“Se o Brasil não tivesse recebido tantos italianos, japoneses e alemães, nossa renda per capita seria 18% menor”, diz Monasterio, com base num estudo que pretende apresentar em agosto, no Insper. “E esses imigrantes sofreram o mesmo preconceito que nós vemos hoje”, observa.

Gleisi é inocente. E quem paga pelo que se fez a ela?

POR FERNANDO BRITO no TIOLAÇO


Foi absolvida, por unanimidade, das acusações de corrupção e de lavagem de dinheiro, embora Edson Fachin, acompanhado por Celso de Mello, tenha tentado fazer um arranjo para incriminá-la por “caixa-dois” eleitoral.

E, por isso, a mídia vá dizer que ela foi absolvida por 3 a 2, quando todos os 5 ministros reconheceram (dois a contragosto) que não havia nenhum dos dos crimes que lhe foram imputados.

Infelizmente, não se pode chamar a isso uma vitória da Justiça.

É, antes, uma condenação de um sistema policial-judicial que, impunemente e por mais de três anos, enxovalhou a reputação de uma pessoa contra a qual nada se tinha além dos depoimentos dos dedo-duros de Sérgio Moro, que falam e acusam, como todos sabem, de acordo com a vontade dos lavajateiros.

Quem é que irá restituir o que essa mulher e sua família passaram? Quem vai devolver os sobressaltos e humilhações a que a histeria udenista os infernizaram?

A máquina de moer reputações engasgou na hora de devorar Gleisi, mas continua funcionando a todo o vapor.

Mesmo quando ocorre, como se passou com ela, a demonstração de que não há provas, chegamos ao ponto de que dois ministros fazem um malabarismo antijurídico para que, afinal, a alguma coisa se possa condená-la, apenas porque “o Direito da Lava Jato” não admite que possa estar investindo contra inocentes, porque são todos “ideologicamente culpados”.

Vai custar até que se desmonte esta máquina perversa e, com toda a sinceridade, não de deve ser muito otimista quanto ao julgamento dos recursos pela mesma Segunda Turma do STF, marcado para terça-feira.

Fez-se um pingo de Justiça a Gleisi, verdade que depois de muitas injustiças. Mas contra Lula ainda há um oceano do mal a cruzar-se até que se restabeleça a verdade.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Moro vira lebre e o TRF-4, tartaruga

POR FERNANDO BRITO · no TIJOLAÇO




Para o juiz Sérgio Moro e sua corte lavajatista, o processo judicial e o julgamento são formalidades enfadonhas, apenas ritos necessários a revestir a consumação daquilo que têm como convicção pré-formulada.

Assim, não há razão para que Moro atenda ao que, corretamente, diz-lhe hoje Bernardo de Mello Franco, em sua coluna em O Globo: “Deixe as testemunhas falarem, doutor Moro“, que reproduzo ao final do post, reclamando do sistemático cerceamento da expressão de todos os que são chamados a depor em defesa do ex-presidente Lula.

Faz tempo que o juiz de Curitiba, como os promotores da tal da Força Tarefa deixaram de lado qualquer dever de uma ponderação ampla dos casos entregues à sua função profissional, se é que algum dia a tiveram.

Agora, menos ainda. O que os move é a pressa em terminar logo o julgamento do caso do sítio em Atibaia e produzir uma segunda condenação de Lula, que reforce (ao menos politicamente) sua exclusão do processo político, dada a fragilidade do caso Guarujá, que os leva a temer que, apesar de toda a blindagem que lhes dá a mídia, seja insustentável a execução da sentença que o mantém preso e distante das urnas de 2018.

Pressa de um lado, lentidão de outro, pois o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, pela mesma razão, desliga o modo “rapidinho” com que julgou o caso e se arrasta no exame – este sim, uma mera formalidade, da admissibilidade dos recursos ao STJ e ao STF. Estes, por ainda não estarem em tramitação – a admissibilidade é que inicia seu processamento nas cortes superiores -, diminuem as chances de que aqueles tribunais concedam qualquer efeito suspensivo, sob o argumento de que não cabe julgar recursos que ainda não tramitam ali.

Tudo é viciado nestes processos porque, tanto num quanto noutro, não é possível identificar o pedido ou o recebimento de vantagem indevida ou o ato de ofício que tenha gerado tal benemerência. Mas, neste caso, o que poderia defini-los é que um virou lebre e o outro, tartaruga.

Deixe as testemunhas falarem, doutor Moro


Bernardo Mello Franco, em O Globo

Uma testemunha de defesa existe para defender o réu. É direito do acusado indicá-la para reforçar sua versão dos fatos. A testemunha tem o dever de dizer a verdade. Se mentir, pode virar alvo de outro processo. Dentro dessas regras, quem é convocado deve ter liberdade para falar. Se vai convencer o juiz, são outros quinhentos.

Ontem Sergio Moro voltou a interromper um depoimento a favor de Lula no processo sobre o sítio de Atibaia. O juiz cassou a palavra de Rui Falcão, ex-presidente do PT. Ele sustentava a tese de que o aliado seria perseguido pela Lava-Jato.

Falcão respondia a uma pergunta do advogado Cristiano Zanin. “O senhor conhece o ex-presidente Lula, tem relação pessoal e política com ele?”, perguntou o defensor. “Principalmente relação política. E estou muito preocupado com o processo de perseguição que vem sendo movido contra ele”, disse o petista.

Neste momento, o procurador interrompeu o depoimento. Falcão tentou prosseguir: “Cujo único objetivo é impedir que ele seja candidato a presidente da República”… Foi a senha para Moro cassar sua palavra: “Não é propaganda política aqui, viu, ô senhor Rui?”.

Na semana passada, o juiz já havia se irritado com Fernando Morais. Ele repreendeu o escritor por descrever um encontro de Lula com o cantor Bono. A defesa queria provar que o ex-presidente fez as palestras pelas quais recebeu. Para Moro, a pergunta não teria “nenhuma relevância”. “O processo não deve ser usado para esse tipo de propaganda”, disse.

O autor de “Chatô” se incomodou com o cala-boca. “Posso fazer uso da palavra, excelência?”, perguntou. “Não. O senhor responde às perguntas que forem feitas”, cortou Moro, recusando-se a ouvi-lo.

O processo do sítio tem provas mais fortes que o do tríplex, que rendeu a primeira condenação de Lula. É difícil que a defesa explique por que duas empreiteiras fizeram obras de graça na propriedade frequentada pelo ex-presidente.

Mesmo assim, Moro deveria ouvir o que as testemunhas têm a dizer. Ontem ele voltou a demonstrar pouco interesse pelo contraditório. Cruzou os braços, deu sinais de impaciência e não quis fazer perguntas. O procurador imitou o juiz, e o depoimento terminou em apenas sete minutos

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Economia desce o vale eleitoral e aprofunda crise

POR FERNANDO BRITO · no TIJOLAÇO


Ninguém comemorou o jogo de futebol de domingo e ninguém pode aplaudir os primeiros lances do jogo econômico do início da semana.

A Bolsa, depois de “ameaçar” por alguns dias, perdeu a marca dos 70 mil pontos, ultrapassados em agosto do ano passado com a valorização provocada pelo anúncio da privatização da Eletrobras.

As previsões de final de ano dos bancos, expressa no Boletim Focus do Banco Central e, nos últimos tempos, sempre otimista, vão se ajustando lentamente ao que todos ele já sabem que será o cenário ao fim de 2018: crescimento do PIB perto de 1% (contra os 3% previstos no início do ano), inflação acima de 4% (o dobro dos festejados 2%) e o dólar valendo mais de R$ 3,60 em dezembro, o que hoje parece ser um cenário de sonho.

Isso se ficar por aí, porque o Valor publica hoje um apanhado sobre o desempenho da indústria e dos serviços em São Paulo depois do movimento dos caminhoneiros:

Levantamento da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, obtido com exclusividade pelo Valor, mostra que as vendas da indústria paulista caíram 13%, ou R$ 635,5 milhões, nas duas semanas seguintes ao fim da greve. O estudo usa as notas fiscais eletrônicas e compara o faturamento das empresas com os mesmos dias úteis do ano anterior.A perda de fôlego também é sentida no varejo paulista, cujo ritmo de compra de bens, um indicador da atividade esperada para o setor, está 4,4% abaixo ante igual período de 2017.

Todos os sinais são de uma piora progressiva até as eleições, pelo menos.

País vive uma crise de credibilidade que vai cobrar um preço salgado ao sacrificado povo brasileiro.

Governador entrega posto do Detran em Lagoa Grande


Com o objetivo de expandir o atendimento para garantir um maior conforto e melhor serviço aos cidadãos do interior do Estado, o governador Paulo Câmara, acompanhado do diretor presidente do Detran-PE, Charles Ribeiro, do prefeito e vice-prefeito de Lagoa Grande, Vilmar Cappellaro e Ítalo Ferreira, respectivamente, e do coordenador de Articulação Municipal do Órgão, Lázaro Medeiros, entregou um Posto Avançado do Detran em Lagoa Grande, Sertão do São Francisco.

A ação é uma parceria da Secretaria Estadual das Cidades, por meio do Detran e a Prefeitura local, onde os servidores foram capacitados pela Gerência de Recursos Humanos do Órgão sobre habilitação de condutores, serviços para veículos, psicomédica, recurso de infração, ética profissional, protocolo e Detran na internet.
Segundo o diretor presidente do Detran, Charles Ribeiro, Lagoa Grande, considerada Capital da Uva e do Vinho do Nordeste, é uma das mais novas cidades do Vale do São Francisco. O município conta com uma frota de 4.211 veículos, desses, 2.178 são motos. A cidade recebeu um posto avançado devido à grande demanda.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

9º BPM, Cariri Cangaço e prefeitura de Angelim homenageiam oficial das Forças Volantes

Por Junior Almeida, publicado no Blog Capoeiras


Na manhã do dia 14 de junho de 2018 dezenas de pessoas estiveram em Angelim, no Agreste Meridional de Pernambuco, para prestar homenagens ao oficial das Forças Volantes, CAPITÃO JOSÉ CAETANO DE MELLO, nascido em Pesqueira, no mesmo Estado, em julho de 1872. A referida cerimônia teve como objetivo resgatar a história de um dos mais valentes oficiais de volantes que combateu o cangaço de Porcinos, Matildes, Augusto Santa Cruz, Antônio Silvino, Sinhô Pereira e por último Lampião.


Numa iniciativa do Instituto Cariri Cangaço do Brasil, através do seu conselheiro, pesquisador Junior Almeida, Polícia Militar de Pernambuco, na pessoa do comandante do 90 BPM, Tenente Coronel Paulo César Gonçalves e Prefeitura Municipal de Angelim, que tem à frente o gestor Douglas Duarte, a cerimônia cívico militar foi realizada no centro da cidade, em frente ao cemitério local. Coronel Iturbison Agostinho dos Santos, ex-comandante geral da corporação, foi quem presidiu a cerimônia.


Um resumo da carreira de Zé Caetano foi lido pelo cerimonial, e o Coronel Iturbison, ao usar da palavra, ressaltou a importância dos antigos volantes, a exemplo, do homenageado, na preservação da lei e da ordem. No interior do campo santo, uma placa com as logomarcas do Governo de Pernambuco, Secretaria de Defesa Social, PMPE, Batalhão Arruda Câmara (90 BPM), Prefeitura de Angelim e Instituto Cariri Cangaço, foi descerrada pelo neto de José Caetano, Humberto Marcos, e pelos representantes das instituições à frente da homenagem.


Ao lado do túmulo do antigo volante, o Grupo de Ações Tática Itinerante – GATI - homenageou José Caetano com salvas de tiros de fuzil. Do lado de fora do cemitério, a banda do 40 Batalhão de Polícia Militar, em Caruaru, executou o Hino Nacional, da PMPE, e dobrados militares, um em cada momento da solenidade.

PSB de Pernambuco reúne vereadores em seminário de formação política em Gravatá


Com a finalidade de promover a formação política, fortalecer as lideranças parlamentares e a integração entre os vereadores socialistas, o PSB de Pernambuco e a Fundação João Mangabeira irão realizar, nos dias 18 e 19 de junho, no Hotel Canariu’s, em Gravatá, o Seminário de Formação Política – Vereador (a) Presente. No evento, serão apresentados painéis acerca da conjuntura nacional, estadual e ações desenvolvidas e os resultados da gestão do PSB no estado de Pernambuco, além da história de 70 anos do partido. O evento também vai tratar as novas ferramentas de comunicação e trazer exemplos exitosos de projetos elaborados por legisladores do PSB.
Todos os vereadores do PSB em Pernambuco estão sendo convidados para a atividade. As principais lideranças do partido também estarão presentes na atividade. “Nosso objetivo é promover a formação política e técnica dos nossos vereadores, a interação entre os nossos parlamentares municipais para troca de experiências e debater temas a respeito da administração do PSB em Pernambuco e novas formas de comunicação”, destaca o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes.

A abertura será feita pelo presidente estadual Sileno Guedes. O dirigente nacional Carlos Siqueira falará em seguida sobre a realidade brasileira e o que o PSB espera do futuro. Às 12h, o governador e vice-presidente nacional Paulo Câmara abordará os desafios e avanços na gestão em Pernambuco.

Na parte da tarde, haverá explanação da vereadora de João Pessoa, Sandra Marrocos, que falará como projetos de lei elaborados por socialistas estão beneficiando a população. Ainda durante a tarde, o coordenador da Escola Miguel Arraes, professor Adriano Sandri, faz uma exposição sobre o Projeto Brasil, documento elaborado pelo PSB e que mostra as diretrizes e princípios para o desenvolvimento nacional. A última palestra do dia 18 será do secretário estadual de Planejamento e Gestão, Márcio Stefanni, que mostrará como Pernambuco se manteve em desenvolvimento em período de crise nacional.

No dia 19, a especialista em Marketing Natália Marques e o jornalista Marco Bahe abordam a temática da Comunicação e Política. Em seguida, o jornalista Evaldo Costa fala sobre os 70 anos de história do
PSB. Para participar da atividade, é necessário que o vereador realize a inscrição até o próximo dia 15 de junho, no site do partido, preenchendo dados pessoais e informações acerca do mandato no link (http://www.psbpe.org.br/seminario-de-formacao-para-vereadores-do-psb-de-pernambuco/).

Paulo autoriza construção de ponte em Bodocó

O governador Paulo Câmara autorizou e entregou importantes obras para a mobilidade urbana e o fortalecimento da agricultura familiar local, ontem, durante visita ao município de Bodocó. Na ocasião, Paulo autorizou a execução emergencial das obras de construção da nova ponte sobre o Rio Pequi. O empreendimento contará com um investimento de R$ 4 milhões, beneficiando diretamente cerca de 105 mil pessoas. Outra importante ação foi a entrega de 547 títulos de propriedade para agricultores da Zona Rural do município.

 
“Fizemos questão de vir aqui para continuar ajudando Bodocó, fazendo obras em parceria a partir do FEM, fazendo as parcerias necessárias para melhorar a vida do povo. Eu sei que não foi fácil esse momento que vocês passaram, com essas chuvas que destruíram e criaram tantos transtornos. Nós, de imediato, mandamos nossas equipes para cá, para ajudar. E vamos continuar ajudando. Hoje, dando a ordem de serviço da ponte. São R$ 4 milhões para a gente construir esse equipamento e vocês terem o direito de ir e vir garantido”, afirmou o governador Paulo Câmara.
 
Diante do acidente estrutural provocado pela última cheia do Rio Pequi, o Departamento Estadual de Estrada e Rodagem (DER-PE) optou pela demolição da ponte danificada e sua substituição por uma nova obra. O equipamento será construído conforme as normas e procedimentos atualmente vigentes, em caráter de emergência, visando o restabelecimento da trafegabilidade da Rodovia PE-545, na ligação entre Exú e Ouricuri, principalmente, no sub-trecho entre Bodocó e Ouricuri. A nova ponte sobre o rio Pequi deverá apresentar 45 metros de vão e plataforma de 13 metros de largura, sendo 9 metros de pista e passeios de 2 metros de largura em cada lado, além de guarda-corpos.
 
Visando garantir os direitos fundiários dos agricultores rurais do município, o governador realizou, ainda, a entrega de 547 títulos de domínio, cujo investimento foi de R$ 547 mil. Com os títulos em mãos, as famílias de agricultores têm a segurança jurídica e social como elementos fundamentais para sua liberdade, dignidade e consequente bem-estar social com o resgate de sua cidadania. Além disso, as famílias acessam diversas políticas públicas rurais, que possibilitam o desenvolvimento da produção. Os agricultores Antonio Neto da Silva, João Elias, Fátima Maria da Silva e 
Maria das Graças da Silva receberam os títulos das mãos do governador.
 
“É muito importante quando a gente tem uma terra que é nossa e que ninguém pode tomar. Além do mais, eles terão a oportunidade de acessar o crédito e aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida da sua família e da sua própria terra”, destacou o secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Wellington Batista.

Os patéticos

POR FERNANDO BRITO · no TIJOLAÇO





No início de 2016, ano do golpe parlamentar-judicial que atirou o Brasil no imponderável, seria louco quem dissesse que chegaríamos às eleições presidenciais de 2018 com a direita reduzida a candidaturas patéticas.

No infeliz ano novo que começava, as pesquisas indicavam – pode parecer incrível a você, hoje – Aécio Neves com o líder das intenções de voto, com 27% das intenções de voto no Datafolha. Fosse Alckmin o candidato tucano, ainda teria um patamar do qual partir, com seus então 14%

Jair Bolsonaro era apenas um pequeno quisto (4%, na pesquisa de dezembro de 2015) e Henrique Meirelles estava a poucos meses de ser apresentado como líder do “dream team” que salvaria o país da recessão.

Hoje, exceto por Bolsonaro, que virou mesmo um tumor, a direita brasileira reduziu-se a candidaturas patéticas.

Henrique Meirelles é uma piada dentro do próprio (P)MDB, apenas um “é o que temos” com dinheiro suficiente para que os deputados do partido não tenham de gastar o fundo partidário com um fiasco, digo, uma candidatura presidencial.

O PSDB, agora sem o seu falecido Aécio, amarga índices de inacreditáveis 5 ou 6% para Alckmin e se vê diante da inimaginável situação de poder perder até mesmo em seu quartel general, São Paulo.

Meirelles e Alckimin vivem a patética situação de não serem defenestrados das candidaturas apenas por absoluta falta de outros que caibam nesse lugar. Dória, o aventureiro que surgia como opção, esfarinhou-se e Temer e a Lava Jato encarregarem-se, no MBD, de moer qualquer sonho de continuidade do infeliz ocupante do Planalto.

Bolsonaro virou seu candidato, apesar do teto da repugnância em que esbarra e o patético da situação agora se agrava com a anunciada tentativa de Geraldo Alckmin em “polarizar” o debate com ele.

Os tucanos verificarão, amargamente, que não há debate possível com o candidato que construíram com seu ódio, porque poucos, entre os dele, se importam com qualquer traço de razão. Bolsonaro cresce em seu próprio silêncio e deixa que seu discurso seja o ódio que tucanos e mídia construíram e constróem.

A polarização que decidirá a eleição está em Curitiba e não dá sinais de se abrandar: na pesquisa que citei, Lula tinha 20% das intenções de voto e hoje, mesmo encarcerado e apresentado ao país como alguém que está inexoravelmente fora da disputa, tem 30%.

O golpe é patético, como patética é a situação de seus promotores.

Levaram o país a um torvelinho que, infelizmente, está muito longe de seu fim.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

CBF traiu acordo com a Conmebol e votou no Marrocos para sediar a Copa de 2026




Do IG:

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) traiu a promessa pública de defender a candidatura tripla de Canadá, Estados Unidos e México como países-sede da Copa do Mundo de 2026 , e registrou voto pela campanha derrotada do Marrocos no congresso da Fifa realizado nesta quarta-feira (13), em Moscou.

Todas as entidades que integram a Conmebol, a Confederação Sul-Americana de Futebol, haviam se comprometido a apoiar os norte-americanos, incluindo a própria CBF . Na hora de votar, no entanto, o presidente da confederação brasileira, coronel Nunes, depositou sua confiança na campanha africana. Acabou não fazendo diferença: o Marrocos foi derrotado, com 65 votos (em sua maioria, de países africanos), enquanto a candidatura vencedora obteve 134. A Federação de Futebol da República Islâmica do Irã votou em branco.

Quebra de acordo pegou mal
Na saída do congresso, o coronel Nunes explicou à reportagem do jornal O Estado de São Paulo que considera “injusto” o Mundial retornar a países que já sediaram a Copa, enquanto o Marrocos nunca teve essa oportunidade. “Era bom que fosse o Marrocos. Nunca teve Copa lá”, afirmou o cartola.

As declarações e, obviamente, o voto do coronel Nunes, surpreenderam os representantes da candidatura tripla de Canadá, Estados Unidos e México. Os americanos, conforme reportou o Estadão , entendem que o gesto do cartola brasileiro foi uma espécie de represália à investigação e julgamento realizados nos Estados Unidos que culminou na prisão de José Maria Marin, ex-presidente da CBF , e na queda de Marco Polo Del Nero, o antecessor do coronel Nunes no cargo.

De acordo com o jornalista Rodrigo Mattos, o coronel Nunes imaginou que o voto para o país-sede da Copa de 2026 (que será a primeira a contar com 48 seleções) seria secreto, mas foi surpreendido e tentou num primeiro momento se eximir da culpa pela traição ao acordo com a Conmebol. Os representantes da confederação sul-americana e das delegações da candidatura vencedora, no entanto, não acreditam que se tratou de um engano.

Datamétrica: Lula lidera com 59% dos votos em PE

Força do ex-presidente no estado é ratificada junto a perfis diferentes de eleitores, mas em disputa sem o petista quem ganha é Marina Silva (Rede)

Do Diario de Pernambuco
As intenções de voto espontâneas para presidente sinalizam a força do ex-presidente Lula em Pernambuco. Lula aparece em primeiro lugar, com 41% das intenções de votos, seguido distantemente por Jair Bolsonaro com 9%, Ciro Gomes, com 2%, e os demais com 1% ou menos. Os resultados são da pesquisa Datamétrica, realizada nos dias 8 e 9 de junho.
Nas intenções de voto estimuladas, foram feitos dois exercícios: com Lula e sem Lula. Na simulação com Lula (PT), o ex-presidente aparece com 59%, Jair Bolsonaro (PSL) com 11%, Marina Silva (Rede) com 3%, Ciro Gomes (PDT) com 3%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 2% e o restante com 1% ou menos.

Avaliando os estratos da pesquisa, vê-se que Lula é forte em todos os cortes. Na camada até o ensino fundamental, ele aparece com 68% das intenções. Entre os que têm 60 anos ou mais, ele atinge 74%. 
E, por outro lado, no segmento de menor frequência de intenções de voto, que é de eleitores com até o ensino médio, ainda assim as intenções de voto no ex-presidente são elevadas: 46%. Do ponto de vista da distribuição geográfica, sua força é bem distribuída: 59% das intenções de voto da Região Metropolitana do Recife e 58% dos votos das demais mesorregiões agrupadas.
Na simulação sem a opção de Lula, branco/nulo/ninguém cresce de 16% para 45%.  Marina, dentre os pré-candidatos, é quem mais se beneficia, crescendo de 3% para 15%. Ciro Gomes sobe de 3% para 6%. Os demais crescem 1% ou menos. 
Observada a migração dos votos em Lula na estimulada de primeiro turno, entre o cenário com ele e sem ele, 21% dos que apontaram Lula como opção migraram para Marina Silva e 6% escolheram Ciro Gomes. São os pré-candidatos percebidos hoje como de maior capacidade de substituí-lo. Metade dos eleitores de Lula, exatos 50% dos entrevistados, afirmam que, na falta de opção com Lula, votam branco/nulo/ninguém.

SEGUNDO  TURNO
Nas simulações de segundo turno, os resultados mostram um pré-candidato sem concorrentes, praticamente. Entre o pré-candidato do PT, Lula, e o pré-candidato do PSL, Jair Bolsonaro, Lula aparece com 69% e Bolsonaro com 14%. Na simulação entre Lula e Geraldo Alckmin, o ex-presidente apareceu com 71% o ex-governador de São Paulo com 7%.
O cenário entre Marina Silva e Jair Bolsonaro mostra Marina com 34% e Bolsonaro com 16%. Quando se substitui Bolsonaro por Alckmin nesta simulação, Marina permanece com 34% e Alckmin mostra ainda menos força, 10%. Na possibilidade de Ciro Gomes enfrentar Jair Bolsonaro ou Geraldo Alckmin, os resultados hoje não seriam mais expressivos. No primeiro caso, Ciro Gomes aparece com 22% e Jair Bolsonaro com 16%; entre Ciro Gomes e Geraldo Alckmin, temos 20% a 12%.
A pesquisa tem margem de erro de 4 pontos percentuais. Foi realizada com 600 pessoas e registrada no TRE-PE sob a numeração PE-02648/2018.

EXPECTATIVA
Hoje, 49% dos pernambucanos acreditam que Lula será eleito presidente nestas eleições, outros 16% acreditam que Bolsonaro vencerá. Os demais pré-candidatos são citados em 1% ou menos dos casos. Esta expectativa de vitória é um indicador curioso. Quando os entrevistados são perguntados se acham que Lula será realmente candidato, 58% disseram que sim e 35% disseram que não. Dos 58% que acreditam na candidatura dele, 67% acham que ele se elegerá. Entre os 35% que acreditam que ele não será candidato, ainda assim, 18% afirmaram que ele será eleito presidente. Dentre esses mesmos 35% que não acreditam na viabilidade da candidatura de Lula, 32% disseram que não sabem quem será eleito presidente.

O eleitor de Lula, ao ser perguntado sobre a intenção de voto para governador, não apresenta até o momento um viés de favorecimento à pré-candidata do PT, Marília Arraes. Na pesquisa publicada ontem pelo Diario, viu-se que Paulo Câmara teria 20%, Marília Arraes 17% e Armando 14%. Demais votos somam 49%. 
Dentre os 59% dos eleitores entrevistados que revelaram intenção de voto a presidente em Lula, os votos para governador se distribuiriam da seguinte forma: 24%, 22% e 16%, para Paulo Câmara, Marília Arraes e Armando Monteiro, respectivamente. Não há, dentre os três, um que seja particularmente preferido do eleitor de Lula neste momento.
“O que parece ser um erro de pesquisa, é na verdade uma contradição real que demonstra que muitos eleitores ainda não internalizaram a possibilidade de Lula não ser candidato. Ele (o eleitor entrevistado) cai em contradição ao reconhecer que é improvável a candidatura do ex-presidente mas, ao mesmo tempo, diz que acredita que ele será eleito”, afirma Analice Amazonas, sócia-diretora da Datamétrica Pesquisa e Consultoria Econômica.

jornalismo (?)

O papa enviou um terço a lula, leio no portal UOL. reproduzo a foto do terço na página do site no facebook.
hoje pela manhã, o perfil no twitter "vatican news", que diz ser ligado à secretaria de imprensa do vaticano, afirma que juan grabois, a pessoa que entregou o terço, o fez por conta própria.
apago imediatamente a foto do dia anterior e me desculpo com os leitores, aguardando mais informações, porque a história parece mal contada.
mas as "agências de checagem" cravam: FAKE NEWS!!! segundo elas, o terço não foi enviado pelo papa e o emissário juan grabois sequer é consultor do papa francisco. 
as agências apontam o dedo para vários sites alternativos que reproduziram a suposta notícia falsa, citando textualmente o Diário do Centro do Mundo, aRevista Fórum e o Brasil 247.
vejam bem: a "fonte" da checagem não foi o próprio vaticano ou alguma fonte ligada ao papa. os checadores não fizeram o básico do jornalismo: ouvir a fonte da notícia.
se limitaram a copiar o tweet do tal vatican news para carimbar como propagadores de notícia falsa estes três sites. e não citaram em nenhum momento o portal UOL, um dos primeiros em dar a notícia.
pois bem: o vatican news acaba de dar o desmentido do desmentido, dizendo que o papa francisco abençoou o tal terço e que grabois é, sim, consultor do papa.
detalhe: o papa já enviou terços a outras pessoas presas. milagro sala, presa por macri na argentina, ganhou um. jorge glas, o vice-presidente do equador, também ganhou. quer dizer, não é nenhuma insanidade afirmar que o terço de lula foi enviado pelo papa.
que espécie de checagem é essa? que jornalismo é esse?

Duque declara apoio a Sílvio Costa para o Senado


Um dos principais defensores da pré-candidatura da petista Marília Arraes ao governo do Estado, o prefeito de Serra Talhada – maior cidade do Sertão do Pajeú –, Luciano Duque (PT), declarou, hoje, apoio à pré-candidatura do deputado federal Sílvio Costa (Avante) ao Senado nas eleições de outubro. O prefeito e o vice-líder da oposição ao governo Temer, na Câmara, estiveram reunidos na tarde desta terça na cidade onde nasceu Lampião, a 415 Km do Recife.

Prefeito reeleito da “Capital do Xaxado”, com a gestão destacada pela modernização da máquina administrativa, políticas sociais e o desenvolvimento econômico da cidade, Luciano Duque ressaltou que a decisão de apoiar Sílvio Costa ao Senado é um reconhecimento à atuação do deputado contra o impeachment da presidente Dilma e por sua lealdade ao ex-presidente Lula. “O deputado Sílvio Costa foi um guerreiro, é destemido e não muda de lado. Está preparado para defender Pernambuco no Senado”, assinalou o prefeito.
O vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, Sílvio Costa, tem defendido a candidatura própria do PT ao governo do Estado, considera que a pré-candidatura de Marília Arraes contribui para o processo democrático e fortalece a possibilidade de mudanças em Pernambuco. O encontro entre o deputado Sílvio Costa e o prefeito Luciano Duque faz parte da agenda de visitas do pré-candidato ao Senado pelo Agreste, Zona da Mata e Sertão.

Esperança, a chicória do debate eleitoral

Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo

O pessimismo com a economia voltou a crescer, o governo ficou ainda mais impopular e nunca houve tanta gente disposta a anular o voto. A nova rodada do Datafolha fotografou um país em desalento. É neste clima de mal-estar que os brasileiros vão escolher seu candidato a presidente.

O diretor do instituto de pesquisas, Mauro Paulino, descreve o sentimento nacional com palavras como letargia e torpor. Ele diz que o eleitor anda com medo: de sair à rua, de ficar desempregado, de não conseguir atendimento nos hospitais. “O brasileiro está atravessando uma fase de muita insegurança”, resume.
Uma fase de insegurança e de desencanto com a política, indica a pesquisa divulgada no domingo. Aproximadamente um em cada quatro brasileiros (23%) afirma que pretende votar nulo ou em branco. É quase o triplo dos 8% que diziam o mesmo há quatro anos, em junho de 2014.
Nem a crise de abastecimento foi capaz de quebrar o marasmo eleitoral. Apesar dos transtornos, não houve mudanças nas intenções de voto dos principais candidatos. O principal efeito da paralisação foi cavar ainda mais o poço da impopularidade de Michel Temer, cuja aprovação desceu a míseros 3%.
Nada menos que 92% se recusam a votar num candidato apoiado pelo atual presidente. Isso explica por que até o emedebista Henrique Meirelles passou a atravessar a rua quando vê o ex-chefe na mesma calçada. Nem o ex-ministro da Fazenda está disposto a defender o que Temer chama de “legado”.
Quem ganha com o clima de medo? Por enquanto, o deputado Jair Bolsonaro. O ex-capitão mantém a liderança em todos os cenários sem Lula, com 19% das intenções de voto. Só fica atrás do candidato “nenhum”, que chega a 34% nas simulações que excluem o ex-presidente.
Apesar dos pesares, o Datafolha mostrou que 45% dos brasileiros acreditam que a vida vai melhorar depois da eleição. Outros 35% acham que tudo ficará igual, e apenas 7% dizem que as coisas vão piorar.
Os números indicam que há uma demanda reprimida por esperança e otimismo. As duas mercadorias andam em falta no debate eleitoral. Parecia mais fácil encontrar chicória na feira durante a greve dos caminhoneiros.

Moro e seus X-9. “Não põe a mão neles, porque são meus”


POR FERNANDO BRITO · no TIJOLAÇO


Daniela Lima e Ricardo Balthazar, na Folha de hoje, oublicam a escandalosa informação de que, por meio de um despacho mantido em sigilo, Sérgio Moro proíbe que órgãos públicos utilizem provas colhidas nos processos da Lava Jato para impor sanções e pedir indenização ao Estado pelos atos de corrupção e pelos sobre preços cobrados pelas empreiteiras cujos dirigentes tenham firmado acordo de delação premiada.

Sim, é isso mesmo que você leu: AGU (Advocacia-Geral da União), a CGU (Controladoria-Geral da União), o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), o Banco Central, a Receita Federal e o TCU (Tribunal de Contas da União) não podem usar o conteúdo dos processos para multar e obrigar empresas que fraudaram os cofres públicos a devolverem dinheiro aos cofres públicos.

Moro, com essa decisão – e diante da covardia dos tribunais brasileiros – proclama-se juiz universal.

É evidente que os acordos de delação premiada, na esferal criminal, são – embora absurda sua obtenção por coação das “alongadas prisões de Curitiba – da competência de um juiz criminal, mas referem-se à punição do indivíduo, não da empresa. As empresas, porém, seguem respondendo pelos prejuízos que causaram e os acordos que ponham fim a estes contenciosos não são de sua competência legal.

O juiz que não vê problemas em divulgar áudios de uma gravação ilegal da então presidenta da República, príbe não só o uso “das informações da Lava Jato em ações contra colaboradores como submete à sua autorização o prosseguimento de medidas que já tenham sido tomadas contra eles e que tenham entre os seus fundamentos documentos enviados pelos procuradores”.

Isto inclui qualquer – veja bem, qualquer – documento que tenha sido obtido até mesmo fora das delações, dando uma espécie de “anistia” a todo tipo de fraude contratual, sonegação ou evasão fiscal.

Moro e os procuradores da “Força Tarefa” que lhe deram base para esta decisão absurda, dizem que isso é necessário para que não se “desestimule novos colaboradores, prejudicando o combate à corrupção”. Certamente, faz parte deste “estímulo” que as empresas, para não serem pubidas por aqueles crimes, assumam acordos que transfiram a eles o necessário para pagar as indenizações estabelecidas na esfera criminal, em lugar de terem de pagar ao Estado pelo que fizeram.

De quebra, o juiz de Curitiba amplia seu poder para todas as esferas administrativas e judiciais, com uma decisão que, traduzida para o “popular” quer dizer que “quem manda aqui sou eu” e que todos só farão o que o “Mestre” mandar ou, pelo menos, deixar.

Tal como aconteceu com Alberto Youssef, que praticou todas as suas falcatruas estando debaixo de um acordo de delação com Moro pelo caso Banestado, toda a fauna de bandidos empresariais da Lava Jato agora “pertencem” ao juiz de Curitiba, como no jargão policial, os “X-9” pertencem ao “Doutor Delegado”e “deduram” quem ele quiser.

-Não põe a mão neste que ele é meu.