terça-feira, 2 de julho de 2013

QUEDA É PASSAGEIRA, DIZEM ANALISTAS POLÍTICOS

Exemplo do ex-presidente, em 2005, foi lembrado (Foto: Reprodução/Internet)

A queda de 27 pontos percentuais, em um período de três semanas, na avaliação popular do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) deixou a petista e seus aliados assustados. Os números apresentados no fim de semana pelo Instituto Datafolha levaram a chefe de Estado a reunir ministros, pedir celeridade na implementação de ações que atendam às reivindicações das manifestações pelo Brasil e, prontamente, a ensaiar os primeiros passos de um processo de estancamento da atual crise. Analistas alertam que o momento é delicado, mas fazem a ressalva de que ainda há muito tempo para Dilma colher os frutos (leia-se na eleição) de medidas que, no momento, ainda não foram bem digeridas pelos brasileiros.
Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Pernambuco, a professora Juliana Vitorino frisa que qualquer gestor público que seja avaliado nas atuais circunstâncias apresentaria uma queda semelhante à apresentada por Dilma Rousseff. “Não é algo relacionado só a Dilma. O que as ruas nos mostram vai muito além. É momento que seria atravessado por qualquer um que estivesse à frente do Governo. Há uma contestação popular que é geral e ela, por ser a presidente, é amais atingida”, atestou.
Contudo, Juliana Vitorino observa que Dilma precisará empreender uma agenda que afaste uma provável futura relação da atual tensão urbana com a sua própria imagem. A cientista política analisa que, se isso ocorrer, a petista não teria o know how do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, para reverter um quadro assim.
“Quando a avaliação de Lula e do seu governo caíram, em meio à crise do mensalão, em 2005, houve uma distinção popular entre a imagem da gestão e do próprio presidente, que é muito forte. No caso da Dilma, que não goza do mesmo poder, a ligação entre sua imagem e o governo é maior”, indicou a docente.
Já o cientista político e professor da Universidade Católica de Pernambuco Heitor Rocha pontua que a aposta feita por Dilma na convocação popular, através de um plebiscito, para a materialização da tão sonhada reforma política pesará em favor da petista. “A oposição optou pela defesa do referendo, deixando a população de fora do processo de construção da reforma política. É uma opção à direita, com o povo apenas referendando uma decisão do Congresso. Dilma convocou a participação popular de fato, algo que terá um peso considerável na avaliação que será feita em um momento mais ameno. Ela tem tudo para se recuperar e tentar, em outras condições, a sua reeleição”, cravou.(blog da folha)

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