quinta-feira, 4 de maio de 2017

Pernambuco em Ação chega a sua terceira rodada


O governador dá início, nesta sexta-feira (05.05), no Sertão do Araripe, à terceira rodada do Pernambuco em Ação. O seminário, que reúne um grande conjunto de iniciativas governamentais em diferentes áreas do Governo de Pernambuco, será realizado no município de Ouricuri. Com o objetivo de prestar contas e anunciar novos investimentos para as regiões, o Pernambuco em Ação vai contemplar ainda, nesta nova etapa, o município de Salgueiro - Sertão Central -, neste sábado (06.05).

Antes da abertura do Seminário, no início da manhã, Paulo Câmara visita o prédio onde será implementada a 9ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Araripina. Em seguida, o chefe do Executivo estadual segue para os municípios de Ipubi, onde inaugura a PE-590, estrada que liga Ipubi à Serrolândia; e para Ouricuri, onde entrega a décima UPA-E do Estado. Juntas, as intervenções vão custar mais de $ 42 milhões (a companhia não tem valor estimado ainda).

Já durante o seminário, será anunciada a liberação de R$ 2,3 milhões através do FEM para atender demandas dos municípios da região. Para a educação, haverá a assinatura da ordem de serviço da quadra coberta da Escola Nelson Araújo, em Exú; lançamento do edital da Escola Técnica Estadual de Exú; e entrega de certificados aos alunos do Programa Ganhe o Mundo da região.

Para reforçar a infraestrutura viária da localidade, será assinada a ordem de reinício do projeto da estrada de Cariri Mirim, em Moreilândia; e anunciada a implantação da estrada de Lagoa do Barro, em Araripina, dentro do Programa Estadual de Rodovias Vicinais do Sertão ? PERVIS.

Durante o ato, também serão entregues mais de 1,6 mil títulos de regularização fundiária; além da entrega simbólica de retro escavadeira cabinada, trator de pneus e caminhões caçamba. Ainda no setor agrícola, será assinada a autorização da distribuição dos Programas de Aquisição de Alimentos e Leite; e será dada a ordem de serviço para a construção do mercado de carne do município de Trindade.

Reforma da Previdência - Danilo Cabral acredita que governo será derrotado no Plenário


Depois da aprovação do relatório da Reforma da Previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados, o deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) acredita que a vitória do governo será revertida no Plenário da Casa. “O governo ainda não tem os 308 votos necessários para aprovar o projeto. É preciso dar um ''calor' nos deputados favoráveis à proposta e nos indecisos. Só com a força da sociedade vamos derrotar a retirada dos direitos dos trabalhadores”, destacou o parlamentar, que acompanhou a votação da noite desta quinta-feira (3). O texto principal foi aprovado por 23 a 14 votos.

Concluída a análise dos destaques da matéria, o texto seguirá para o Plenário da Câmara. De acordo com Danilo Cabral, a expectativa é de que a votação ocorra em duas semanas. “Nesse período, o governo irá tentar convencer os deputados a aprovarem o texto, por isso, precisamos nos manter mobilizados”, afirmou. O deputado, desde que o projeto chegou à Casa no fim do ano passado, tem feito um enfrentamento contra a matéria. “Somos contra qualquer medida que fira as conquistas da classe trabalhadora”, frisou.

Danilo Cabral também ressaltou os votos dos deputados do PSB integrantes da comissão especial. Eles seguiram a orientação do partido, que fechou questão contra a Reforma da Previdência. “O governo tentou substituir os parlamentares, mas o PSB não permitiu e manteve sua posição”, comentou. Os deputados dos partidos da base governista contrários ao projeto que faziam parte do colegiado foram substituídos para que o Palácio do Planalto assegurasse os votos para a aprovação do texto. “O governo mais uma vez usou o rolo compressor, ‘tratorando’ o debate, que deveria ter sido feito de forma ampla com a sociedade”, disse. 

Para Danilo Cabral, com a Reforma da Previdência, o governo Temer errou na forma e no mérito do projeto. “Defendeu um déficit que não existe, podou o diálogo na Câmara e com a sociedade e jogou as contas nas costas dos trabalhadores”, criticou. Ele acrescentou que falta ao texto, por exemplo, a discussão sobre a cobrança de dívidas e de medidas mais rígidas para inibir os devedores. 

Dallagnol e Santos Lima erram ao criticar Supremo

Procuradores não admitem ser contrariados e prejudicam Lava Jato

Blog do Kennedy

O ministro Teori Zavascki, que morreu em janeiro, já havia feito críticas a decisões do juiz Sérgio Moro e da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, como reprovar o que chamou de “espetáculo midiático” em alguns episódios e condenar a divulgação, no início de 2016, de um grampo de uma conversa entre a então presidente Dilma e o ex-presidente Lula.
Mas a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal teve peso muito maior, porque mostra discordância com a forma como vêm sendo aplicadas prisões preventivas por Moro e o Ministério Público Federal. O Supremo coloca freios na Lava Jato ao mandar soltar o ex-ministro José Dirceu.
O ministro Gilmar Mendes tem sido, publicamente, o líder das críticas do Supremo à Lava Jato, mas há desconforto de outros ministros. A maioria formada na Segunda Turma é exemplo desse incômodo, manifestado ontem em voto por Mendes ao falar em “quase uma brincadeira juvenil”. O ministro fez essa crítica ao mencionar a terceira denúncia contra José Dirceu apresentada pelo procurador da República Deltan Dallagnol e cia. no dia de ontem _a exata data do julgamento do pedido de liberdade do ex-ministro da Casa Civil. Foi um movimento para tentar inibir a decisão do STF em relação a Dirceu.
Coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Dallagnol criticou a Segunda Turma do STF. Chamou a decisão de “incoerente”, porque o tribunal teria mantido presas outras pessoas em situações menos graves do que a de Dirceu. O procurador também falou que gostaria de entender o “tratamento diferenciado” dado ao ex-ministro da Casa Civil.
Dallagnol está errado. O STF tem decisão clara no sentido de que o cumprimento de pena pode se dar a partir de condenação em segunda instância. Não é o caso de Dirceu, condenado até agora somente na primeira instância.
Há previsão legal para os casos em que um acusado deve ser mantido preso preventivamente. Com a decisão do STF de deixar nas mãos de Moro medidas cautelares para evitar que Dirceu cometa crimes em liberdade, perde força o argumento para manter o petista preso. Sem entrar no mérito das acusações, no caso de Dirceu há um cumprimento antecipado de pena.
Isso é um abuso. Hoje, muita gente aplaude porque não gosta de Dirceu. Amanhã, quem aplaude pode ser vítima de abuso parecido. Se a Segunda Turma errou ao manter presas pessoas que estavam em situação de menor gravidade, é isso o que tem de ser criticado. Deve ser reivindicada uma correção.
Por último, Dallagnol não é ombudsman do Supremo, como se comporta com frequência, atropelando o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e falando por todo o Ministério Público.

Dinheiro vem, dinheiro vai

Carlos Brickmann
O Governo Federal enfrenta um tremendo déficit orçamentário, mas prevê gastar neste ano R$ 200 milhões com propaganda. O Governo disputa o mercado? Para que propaganda - exceto a obrigatória (editais, etc.) e de temas de interesse público (campanhas de vacinação, problemas com serviços essenciais)? Se o Governo é bom ou não, o eleitor que decida.

A Câmara Municipal de São Paulo está gastando pesado com propaganda. Ao que se saiba, não tem concorrentes. Para que anunciar?

A Câmara Federal decidiu enviar onze deputados para Barcelona,Atenas e Londres. Exilados? Não: para tomar conhecimento do legado olímpico de cada cidade. Por que não estudar o tal legado antes das Olimpíadas do Rio?

O Brasil está há um ano sem vice-presidente da República, desde que o vice Michel Temer passou a presidente. Mas, só nos primeiros três meses de 2017, a vice-presidência já nos custou R$ 370 mil. Uma das despesas do gabinete: R$ 72 mil com uma empresa de terceirização. No gabinete, diz a Folha de S.Paulo, há uma pessoa, com R$ 2 mil e pouco de salário.

R$ 4,5 mil: auxílio-alimentação mais gordo a vereadores

Do Diario de Pernambuco – Sávio Gabriel
Enquanto a sociedade brasileira vem sendo cobrada a se sacrificar em prol do equilíbrio das contas públicas, os vereadores do Recife decidiram aumentar em 48,42% o auxílio-alimentação que recebem:  de R$ 3 mil para R$ 4,5 mil já a partir de maio. Quantia que contrasta com a situação de milhões de brasileiros que tentam sobreviver com apenas um salário mínimo: o benefício dos legisladores recifenses é 4,9 vezes maior. Levando em consideração a cesta básica da capital pernambucana (R$ 356,21, em março, segundo o Dieese), a quantia é 12,6 vezes superior.

A decisão polêmica foi votada em plenário no dia 26 de abril, em caráter extra-pauta (ou seja, não aparecia na ordem do dia, onde constam os assuntos que serão votados numa sessão), e publicada no Diário Oficial no último sábado. Além do aumento de quase 50%, o que chama a atenção é a falta de transparência: os vereadores não são obrigados a apresentar notas fiscais que justifiquem os gastos. O valor também não é descontado dos R$ 15 mil brutos que cada um recebe de salário.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Morre o ex-deputado Maurílio Ferreira Lima

Morreu, hoje de madrugada, por volta das três horas, o ex-deputado federal Maurílio Ferreira Lima, 76 anos, que estava internado em um hospital do Recife há mais de 60 dias com problemas coronários.Segundo familiares, o velório será no cemitério Morada da Paz, onde o corpo será cremado às 16 horas. Maurílio Figueira de Ferreira Lima nasceu em Limoeiro, no Agreste, no dia 20 de setembro de 1940. Iniciou seus estudos superiores na Faculdade de Direito de Recife, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro, onde se tornou bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Estreou na vida pública com 18 anos, sendo oficial-de-gabinete do então prefeito do Recife, Miguel Arraes, permanecendo neste cargo até 1962. Neste ano, tornou-se assessor do ministro da Agricultura, Osvaldo de Lima Filho. No pleito de novembro de 1966, candidatou-se a deputado federal por Pernambuco, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) — partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Elegeu-se suplente de deputado federal, assumindo o mandato em abril de 1968.
No mês de outubro desse ano denunciou, na tribuna da Câmara, um plano que veio a ser conhecido como “caso Pára-Sar”. Tramado por oficiais da Aeronáutica, consistia na utilização do pessoal de um corpo de salvamento (o Pára-Sar) para realizar ações terroristas que seriam imputadas a grupos armados de esquerda, abrindo maior espaço à repressão a esses grupos. Além disso, segundo sua denúncia, o Pára-Sar teria se preparado para, em situações de crise, invadir residências de líderes radicais, raptá-los e jogá-los ao mar, a uma distância de 40 km da costa. O plano não teria sido executado devido à negativa de alguns oficiais em cumpri-lo e à ampla repercussão do caso.
Maurílio Ferreira Lima deixou a Câmara ainda em outubro de 1968. Com a decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5) pelo presidente da República, general Artur da Costa e Silva, em dezembro de 1968 e o consequente fechamento do Congresso Nacional, teve os seus direitos políticos cassados. Refugiou-se inicialmente no Uruguai, contando com o auxílio do presidente deposto João Goulart; em seguida, exilou-se no Chile e, por fim, na Argélia, juntamente com Miguel Arrais, que também tivera seus direitos políticos cassados. Na Argélia, Ferreira Lima fixou residência e passou a trabalhar como assessor econômico do Ministério da Planificação.
Beneficiado com a anistia geral decretada pelo presidente da República, general João Batista de Oliveira Figueiredo, em agosto de 1979, retornou ao Brasil no mês seguinte, demonstrando interesse em se filiar ao MDB. Passou, no entanto, a colaborar com a corrente política do ex-governador gaúcho Leonel Brizola, que pretendia reorganizar o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Tornou-se em seguida membro da comissão executiva provisória do PTB em Pernambuco. Extinto o bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e iniciada a reorganização partidária, já em dezembro de 1979 ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), alegando que o PTB dividia a oposição e que não buscava a aliança com setores oposicionistas não partidários.
Em junho de 1980 teve autorizada a revisão de seus proventos de aposentadoria pelo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). Nas eleições de novembro de 1982, novamente candidatou-se à Câmara dos Deputados pelo estado de Pernambuco, na legenda do PMDB, obtendo apenas a primeira suplência. Em 1985, assumiu a vaga deixada na Câmara pelo seu ex-correligionário Jarbas Vasconcelos que se elegeu para a prefeitura do Recife, na legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Em novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte por Pernambuco, novamente pela legenda do PMDB. Em janeiro de 1987, foi acusado de ter negociado o seu voto à presidência da Câmara para o deputado Ulisses Guimarães em troca de uma viagem à Espanha. Para se defender, Ferreira Lima distribuiu uma nota desqualificando o acusador — o seu correligionário e deputado federal eleito por Pernambuco, Fernando Lira —, chamando-o de leviano e mau-caráter. Em fevereiro de 1987, assumiu a sua cadeira e defendeu com veemência a soberania absoluta da ANC nos trabalhos da elaboração constitucional. 
Em janeiro de 1990, acusou o seu antigo aliado Miguel Arraes, então governador de Pernambuco, de utilizar a administração estadual para fazer campanha visando às eleições de deputado federal. Ainda em 1990, ocupou a vice-liderança do PMDB. No pleito de outubro, reelegeu-se deputado federal por Pernambuco, renovando o seu mandato em fevereiro de 1991.Transferindo-se para o PSDB, nas eleições de outubro de 1994 candidatou-se ao Senado por Pernambuco, na sua nova legenda, sendo derrotado por Roberto Freire (PPS).
Em abril do ano seguinte, foi convidado pelo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, para presidir a Radiobrás. Ocupando este cargo, declarou-se favorável à obrigatoriedade de veiculação do programa Voz do Brasil pelas emissoras de rádio brasileiras. Em 1996, empenhou-se na campanha para aprovação da emenda constitucional referente à reeleição para cargos executivos, tendo sido um dos primeiros a defender a candidatura do presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, à reeleição

Paulo Câmara e a embaixadora dos Emirados Árabes Unidos tratam da ampliação das exportações pernambucanas

A possibilidade de ampliar as relações comerciais entre o Pernambuco e os Emirados Árabes Unidos (EAU) foi tratada, nesta terça-feira (02.05), pelo governador Paulo Câmara e a embaixadora Hafsa Abdullah Mohamed Sharif Al Ulama. Durante reunião no Palácio do Campo das Princesas, o chefe do Executivo estadual detalhou para a representante árabe no Brasil os potenciais do Estado e modelos de parcerias que podem ser implementadas para o fortalecimento dos laços já existentes e possíveis futuros acordos relacionados a programas de assistência técnica. Atualmente, os Emirados Árabes Unidos importam mangas e uvas do Vale do São Francisco, pólo de fruticultura no Sertão do Estado.
“Pernambuco tem se mostrando, ao longo dos últimos anos, um dos melhores lugares do Brasil para se investir. Então, a reunião com a embaixadora teve o objetivo justamente de fortalecer o comércio, principalmente nas áreas que já temos uma boa relação com os Emirados Árabes Unidos. Mas também fizemos questão de destacar outras possibilidades, já que o nosso Estado tem muitos atrativos e uma mão de obra muito qualificada", ressaltou o governador Paulo Câmara, que estava acompanhado do vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry, e o secretário-chefe da Assessoria Especial, José Neto.

Hafsa, que vai à cidade de Petrolina nesta quarta-feira, revelou que o aumento das exportações dos produtos do Vale do rio São Francisco para os Emirados Árabes é o primeiro passo para estreitar ainda mais os laços comerciais com Pernambuco. “Queremos ampliar as nossas importações de manga e uva, mas também aumentar a importação de outros produtos. As pessoas falam sobre as relações comerciais com São Paulo e Rio de Janeiro, mas estamos abertos para realizar um diálogo comercial com outros Estados”, afirmou a embaixadora, que visitou, nesta terça-feira, o Porto de Suape, a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e o Porto Digital.

A embaixadora também ficou impressionada com a melhora apresentada, nos últimos anos, por Pernambuco na educação, quando o Estado deixou a 21a colocação para ocupar o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). A representante árabe lembrou que os Emirados Árabes Unidos também vivenciaram uma experiência de transformação na área. "Em 1971, 93% da nossa população não sabia ler. Hoje em dia, esse percentual caiu para 3%. A educação realmente foi o segredo. Todos têm que ter a oportunidade de serem educados”, afirmou.

Os Emirados Árabes Unidos, cuja capital federal é Abu Dhabi, têm 45 anos e são formados por uma confederação de monarquias árabes, cada uma detendo sua soberania. São elas: Abu Dhabi, Dubai, Sharjah, Ajman, Umm al-Quwain, Ras al-Khaimah e Fujairah. A capital e a segunda maior cidade dos EAU é Abu Dhabi. A cidade também é o centro de atividades políticas, industriais e culturais.

Furnas: Aécio depôs durante uma hora à Polícia Federal

Presidente do PSDB foi acusado de receber propina em Furnas por Delcídio Amaral
O Globo

O senador e presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), prestou depoimento ontem à Polícia Federal, em Brasília. O parlamentar falou por pouco mais de uma hora sobre inquérito que apura a suspeita de desvios em Furnas. Aécio é suspeito de receber propina do ex-diretor da estatal Dimas Toledo. O esquema de corrupção na estatal do setor elétrico foi denunciado pelo senador cassado Delcidio do Amaral (sem partido-MS) em sua delação premiada. Em depoimento prestado em 12 de fevereiro, Delcídio afirmou que Aécio recebeu "sem dúvida" pagamentos ilícitos de Furnas, empresa estatal do setor elétrico que faz parte do sistema Eletrobrás. Segundo ele, Aécio possui vínculo “muito forte” com Dimas Toledo, ex-diretor de Engenharia de Furnas.
— O delegado agiu com absoluta correção, e o senador esclareceu todas as dúvidas de forma cabal — disse o advogado de Aécio ao site G1.
Dimas Toledo foi diretor de engenharia de Furnas, cargo que, segundo Delcídio, era "jóia da coroa" da Eletrobras, uma vez que era usada sistematicamente para repassar valores a partidos, como PSDB, PP e PT.
O depoimento estava previsto para a semana passada, mas foi remarcado por decisão do ministro do STf Gilmar Mendes, que atendeu a um pedido do senador que alegou que a PF lhe negou acesso a depoimentos já prestados pelas testemunhas. Gilmar determinou que a PF liberasse os depoimentos e adiou o depoimento.
Como diz respeito a Furnas, e não à Petrobras, o caso não foi para o então relator da Lava-Jato, Teori Zavascki, mas foi sorteado entre os demais ministros do STF. Acabou indo para o gabinete de Gilmar Mendes. A delação de Delcídio gerou outro inquérito contra Aécio, também com Gilmar, para investigar se ele tentou maquiar dados do Banco Rural em uma CPI no Congresso.
A delação de executivos da Odebrecht levou à instauração de mais cinco inquéritos sobre o tucano. Todos estão com o ministro Edson Fachin, atual relator da Lava-Jato. Um deles trata de irregularidades na construção de hidrelétricas no Rio Madeira, que tiveram participação da Cemig, estatal do setor elétrico pertencente ao Estado de Minas. Nesse caso, a defesa já disse que não há relação com a Lava-Jato e pediu que o inquérito seja encaminhado a Gilmar. O senador nega todas as acusações.

Lula quer seu depoimento a Moro ao vivo na TV


O Globo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados petistas que quer que seu depoimento ao juiz Sérgio Moro, marcado para o próximo dia 10, seja transmitido ao vivo. Lula falou sobre sua expectativa a respeito do depoimento dentro das investigações da Lava-Jato durante conversa com parlamentares do PT, no feriado.
O petista esteve em Rio Grande do Sul (RS) e boa parte da bancada federal o acompanhou. Segundo um dos deputados, Lula disse que quer a maior publicidade ao seu depoimento, assim como ocorreu com outros depoentes que tiveram suas manifestações divulgadas em vídeo.
Lula, segundo os parlamentares, reafirmou que será candidato em 2018. O depoimento, que ocorrerá em Curitiba, será transformando num evento pelo PT. A bancada de deputados e senadores acompanhará Lula, além de ex-ministros de seu governo.
Após pedido da Segurança Pública do Paraná e pela Polícia Federal, o juiz Sérgio Moro decidiu adiar o depoimento do ex-presidente para o dia 10 de maio às 14h. A secretaria e a PF queriam mais tempo para organizar a segurança de eventuais protestos. Inicialmente, a audiência estava marcada para o dia 3.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Ao soltar Dirceu, Gilmar esculacha Dallagnol


247 – Voto decisivo na sessão que concedeu liberdade ao ex-ministro José Dirceu, depois de dois anos de prisão preventiva determinada pelo juiz Sergio Moro, o ministro Gilmar Mendes aproveitou para bater duro no procurador Deltan Dallagnol, que, nesta manhã, apresentou nova denúncia para tentar disputar a batalha da opinião pública contra o STF.

"Não cabe a procurador da República pressionar o STF", disse ele.

Segundo Gilmar, a denúncia apresentada nesta terça foi uma "brincadeira juvenil" feita por "jovens que não tiveram vivência institucional".

O ministro disse ainda aos demais ministros que "se cedêssemos a esse tipo de pressão, deixaríamos de ser o STF". Segundo ele, a suprema corte deu uma lição ao Brasil nesta terça-feira.

STF manda soltar ex-ministro José Dirceu


Do G1
Por três votos a dois, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) mandou soltar, hoje, o ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu. Condenado duas vezes na Operação Lava Jato, o petista está preso em Curitiba desde agosto de 2015.
Votaram a favor da soltura de Dirceu os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes. Votaram contra Edson Fachin (relator da Lava Jato) e Celso de Mello.
Com a decisão, a Segunda Turma acolheu o pedido de liberdade apresentado pela defesa de Dirceu para revogar a ordem de prisão decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal.
Ao final do julgamento, a maioria dos ministros recomendou que o juiz Sergio Moro adote medidas alternativas a prisão, como monitoramento por tornozeleira eletrônica, que evitem risco de cometimento de novos crimes. Caberá a Moro definir tais medidas, que também podem incluir proibição de contato com outros investigados e se apresentar periodicamente à Justiça, por exemplo

Cuidados simples que você pode ter para conservar sua voz

O dia 16 de abril é o Dia Mundial da Voz, entretanto a UPAE Garanhuns realizou durante o mês passado atividades especiais com os pacientes da fonoaudiologia da unidade, conscientizando para os cuidados que se devem ter para conservar as cordas vocais e todos os órgãos relacionados à fala. 

Encerrando este período especial, a fonoaudióloga Anaírda Fernandes coordenou uma sessão de terapia especial com 20 pacientes, com apoio da fisioterapeuta Isabella e a Assistente Social Valderez Barbosa. 

"Além do atendimento ambulatorial, temos um grupo de terapia que acompanhamos semanalmente,  são pacientes encaminhados  pelos especialistas da casa após consultas médicas. O trabalho coordenado pelas fonoaudiólogas Sandra Nayara e Anaírda Fernandes já tem mais de dois anos e tem conseguido excelentes resultados, inclusive de recuperação clínica, em casos em que se aconselhava intervenção cirúrgica. " - Registra Franco Junqueira, coordenador Médico da UPAE Garanhuns.

O Serviço de Fonoaudiologia atende a pacientes nas áreas de linguagem: disartria, motricidade oral, dislalia, distúrbios de leitura e escrita, dislexia afasias, voz e disfagia

Liderança de Lula nas pesquisas pode interferir na aprovação das reformas


247 - Em sua coluna nesta terça-feira, Merval Pereira traça uma análise da atual situação político-econômica no Brasil: a liderança de Lula nos cenários eleitorais pode influir na aprovação das reformas trabalhista e da previdência.

Para Merval, há três pontos chaves:

1) A liderança de Lula na pesquisa Datafolha pode influir na votação das reformas trabalhista e da Previdência;
2) A popularidade do petista já influencia a articulação de alianças eleitorais;
3) Resta saber se Lula será condenado em segunda instância, o que inviabiliza sua candidatura

"A esta altura, os políticos que só pensam na próxima eleição e não na próxima geração, estão pesando as possibilidades de Lula vir a ser candidato para analisar em que direção o vento soprará. Não há novidade no fato de que, condenado em segunda instância, o ex-presidente, assim como qualquer cidadão, estará inviabilizado eleitoralmente. trário, se os juízes de primeira instância o condenassem e o TRF o absolvesse, Lula poderia concorrer.

(...) 

A leitura do ministro Marco Aurélio é que, eleito, o candidato, mesmo sem tomar posse, já está protegido pelas ressalvas constitucionais, e ele tem certamente apoiadores. Outros ministros e juristas, no entanto, pensam de maneira diferente e, se não houver uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral ou do Supremo, poderemos enfrentar uma crise institucional grave. Lula eleito, seria um contrassenso proibi-lo de tomar posse. Fica tudo muito parecido com a famosa frase de Carlos Lacerda: 'Getúlio Vargas não pode ser candidato, se for candidato, não pode vencer, se vencer, não pode tomar posse, se tomar posse, não pode governar'.

A classe política deve estar em polvorosa, buscando sinais do que acontecerá até o próximo ano. Mas as pesquisas que se fazem agora, 17 meses antes da eleição, não esclarecem o futuro, dão apenas indicações precárias."

Governo Temer brinca de incendiário no campo



Josias de Souza
O governo de Michel Temer ainda não notou, mas viver em zona rural conflituosa é muito perigoso. A qualquer instante pode-se morrer. Há três meses, Temer mandou para o Diário Oficial portaria que esvaziou a Funai e criou um grupo com poderes para rever demarcações de terras indígenas. Nas pegadas dessa novidade, o presidente entregou ao correligionário Osmar Serraglio o Ministério da Justiça. Simpático ao agronegócio, Serraglio arpessou-se em escolher um lado: ''O que acho é que vamos lá ver onde estão os indígenas, vamos dar boas condições de vida para eles, vamos parar com essa discussão sobre terras. Terra enche a barriga de alguém?''
Nesta segunda-feira, com atraso de um dia, ganhou as manchetes notícia sobre um ataque contra índios da tribo Gamela. A encrenca ocorreu nos fundões do Maranhão. Produziu 13 feridos. Entre eles um índio que teve as mãos decepadas e levou dois tiros. Em nota, a pasta de Serraglio disse que vai averiguar o que houve entre os “pequenos agricultores e supostos indígenas''. Supostos?!?
Um novo texto foi divulgado na sequência pela equipe de Osmar Serraglio. É igualzinho ao primeiro. A única diferença é que o vocábulo “supostos” foi passado na borracha.
Depois que as demarcações de terras indígenas subiram no telhado, entidades do setor crivaram o governo de críticas. Mas Temer defendeu a portaria que lipoaspirou os poderes da Funai. Disse coisas definitivas sem definir muito bem as coisas: ''Houve estudos conducentes à pacificação da questão das terras indígenas com os fazendeiros. Isso tudo está sendo examinado, muito vagarosamente, com muito critério.''
Dias atrás, como uma espécie de abre-alas do ataque aos índios maranhenses, houve uma chacina num assentamento do Mato Grosso. Nela, um grupo de nove sem-terra foi passado nas armas (espingarda calibre 12 e facões). As execuções foram precedidas de tortura. Um dos mortos teve a orelha decepada.
A confusão entre índios, sem-terra e ruralistas não é invenção do gestão Temer. Entretando, se estiver interessado em se tornar parte da solução, convém ao governo desistir da ideia de acender o fósforo para mostrar que não há pólvora no barril.

Pesquisa mostra crise tucana e força de Lula

Blog do Kennedy

Apontada pela mais recente pesquisa Datafolha, o crescimento do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) aconteceu devido à crise do PSDB, que sofreu desgaste com a Lava Jato. Bolsonaro também se beneficiou do fortalecimento de um segmento de extrema direita no país.
Os senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP) e o governador paulista Geraldo Alckmin dificilmente conseguirão ser candidatos a presidente pelo PSDB por causa de acusações de corrupção. É provável que os tucanos tenham de apostar no projeto presidencial do prefeito João Doria e disputar com Bolsonaro esse eleitorado mais conservador.
A performance do ex-presidente Lula mostra a força do petista mesmo diante do imenso bombardeio da Lava Jato. O mau desempenho da economia e a baixa popularidade do governo Temer vitaminam Lula, que é visto por parte do eleitorado como um presidente que fez o Brasil crescer e gerar emprego.

Luta mais dura


O governo federal avalia que ficou mais difícil aprovar as reformas trabalhista e previdenciária diante das greves de sexta e das manifestações desta segunda. De acordo com o Datafolha, 71% dos entrevistados se opõem à reforma da Previdência.

O presidente Michel Temer gravou o vídeo para não ficar na defensiva e vender o seu peixe. Ele vai reforçar a articulação no Congresso, caminho que abraçou.
Já as centrais sindicais unificaram o discurso contra as reformas, preparam uma grande manifestação em Brasília e planejam até nova greve geral. Ou seja, tudo indica que ficará ainda mais a intensa a batalha entre governo e opositores.  (Kennedy Alencar)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Lava Jato e as Eleições 2018: o efeito reverso

Balaio do Kotscho
Um balanço dos números do primeiro Datafolha deste ano mostra mudanças no cenário eleitoral para 2018, no sentido inverso ao esperado pelos partidos que se uniram no processo de impeachment, um ano atrás, no bojo da Operação Lava Jato.

As delações da Odebrecht acabaram derrubando PSDB e PMDB e ampliando a vantagem do ex-presidente Lula, o principal alvo das operações, réu em cinco processos, que subiu para 29% das intenções de voto. Algo deu muito errado.

Na mesma pesquisa, o governo Lula foi considerado o mais corrupto (32%) e o de Dilma o que mais combateu a corrupção (48%).

Com o governo do peemedebista Michel Temer aprovado por apenas 9% da população, quem mais cresceu no cenário com todos os presidenciáveis foi o deputado Jair Bolsonaro, que chegou a 11%, empatado com a ex-senadora Marina Silva.

Em quarto lugar, com 9%, aparece pela primeira vez o juiz Sergio Moro, que não é candidato nem filiado a partido político.

Empatados com 5% das intenções de voto, os tucanos mais bem avaliados, Aécio Neves e João Doria, surgem a seguir, ao lado de Joaquim Barbosa, que também não é candidato, e Ciro Gomes.

Na rabeira, estão o governador tucano Geraldo Alckmin, padrinho de Doria, e o apresentador Luciano Huck, com três pontos. O senador José Serra, outro pré-candidato do PSDB, não aparece na lista.

Numa projeção de segundo turno, Lula está tecnicamente empatado com Moro e Marina, na faixa de 40%. Em rejeição, Lula (45%) ficou empatado com Aécio Neves (44%).

O efeito reverso pode ser explicado pela nova rodada da pesquisa sobre a avaliação das reformas do governo divulgada nesta segunda-feira.

Defendidas pelo PSDB e condenadas pelo PT de Lula, as reformas previdenciária e trabalhista foram rejeitadas pela maioria dos entrevistados na pesquisa.

Sete em cada dez brasileiros (71%) declararam-se contra a reforma da Previdência; para 64%, a reforma trabalhista, já aprovada na Câmara, só beneficia os patrões.

Mais do que a greve geral de sexta-feira, os números desta pesquisa podem influenciar a posição de deputados e senadores, que ainda vão votar as reformas, pois eles não costumam contrariar a opinião pública quando estão em busca de reeleição.

Vamos ver como se comportam suas excelências quando voltarem de suas bases eleitorais depois de mais um feriadão. Sem números confiáveis divulgados até o momento, só será possível avaliar o alcance da greve quando se fizer um levantamento sobre as perdas econômicas.

Os pesquisadores do Datafolha ouviram 2.731 eleitores em 172 municípios entre quarta e quinta-feira _ antes, portanto, da greve geral.

Vida que segue

TSE: se Temer cair, haverá eleição direta

A resposta é da área técnica do tribunal
André Shalders – Blog Poder 360

Se o processo contra a chapa de Dilma e de Temer resultar na cassação do mandato do atual presidente, o sucessor será escolhido por eleição direta. A resposta é da área técnica do TSE. Leia a íntegra aqui.
Segundo os técnicos do tribunal, o que vale em caso de cassação da chapa completa é o art. 224 do Código Eleitoral. Na minirreforma política de 2015, o Congresso estabeleceu que as eleições só serão indiretas se a cassação se der menos de 6 meses antes do fim do mandato.
A Rede Sustentabilidade pensa da mesma forma. Além disso, propõe uma PEC nesse sentido. O autor é o deputado Miro Teixeira (RJ).
JUDICIALIAÇÃO É A TENDÊNCIA
A manifestação é dos técnicos do TSE. Porém, se Temer efetivamente cair no tribunal, é muito provável que a disputa acabe em outra corte, o STF.
O presidente já afirmou ao Poder360: “A judicialização é o caminho natural.” Segundo ele, cabem “recursos e mais recursos.”

Começou hoje 1ºde maio a campanha de vacinação contra a febre aftosa°

A partir de hoje 1º de maio os produtores pernambucanos devem vacinar todo o rebanho bovino e bubalino contra a febre aftosa. A primeira etapa da campanha de vacinação contra a doença segue até o dia 31 de maio. Mesmo com o status de área livre de febre aftosa com vacinação é preciso continuar protegendo os animais da doença. A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado - Adagro deve imunizar mais de 90% do rebanho pernambucano, que hoje é de 1,9 milhões de bovinos.

O produtor deverá adquirir a vacina nas casas agropecuárias e declarar a vacinação nos escritórios da Adagro. O frasco com 10 doses custa em média R$ 13,50. A vacina deve ser conservada em gelo e para evitar o estresse dos animais, deverá ser aplicada nas horas mais frias do dia, pela manhã ou no fim da tarde, animais recém-nascidos também devem ser imunizados. “ o criador que não vacina fica impedido de tirar a GTA e não pode se cadastrar em programas do Governo, além de pagar multa de no mínimo R$ 60,00” declarou a Diretora Presidente da Adagro, Erivânia Camelo.

É importante que na hora da declaração o produtor, faça sua atualização cadastral, inclusive com o detalhamento do seu rebanho por sexo e idade. Este ano Pernambuco completa 20 anos sem registro da doença.

Febre Aftosa- A febre aftosa é uma doença viral altamente infeciosa que acomete os animais que possuem casco fendido. Sua ocorrência representa veto a mercados importantes e, consequentemente, prejuízos econômicos para o setor, por isso a importância de proteger o rebanho da doença por meio da vacinação.

Globo da greve é pior que nas Diretas Já!


Reprodução: Viomundo


Do Viomundo, por Luiz Carlos Azenha:



Em 1983 eu era repórter da TV Bauru, afiliada da Globo no interior paulista. Porém, vivia “cedido” à emissora em São Paulo, cobrindo férias de colegas. Morava no Hotel Eldorado da rua Marquês de Itu, no Higienópolis, na capital paulista, como repórter do chão de fábrica. 

Fui, como pessoa física, à primeira manifestação pelas Diretas Já em São Paulo, diante do estádio do Pacaembu, à qual compareceram cerca de 15 mil pessoas. Foi em 27 de novembro de 1983, poucos dias depois de meu aniversário. 

Outros protestos já tinham acontecido antes, pedindo que a ditadura estabelecida em 1964 tivesse fim com eleições presidenciais diretas. Outras aconteceriam depois, com destaque para Curitiba, onde se reuniram cerca de 40 mil pessoas.

Portanto, posso dizer que eu estava lá vivendo a realidade paralela pela primeira vez: enquanto as notícias fundamentais para o futuro do Brasil aconteciam do lado de fora, a TV Globo desconhecia as notícias do lado de dentro — especificamente, na sede da emissora em São Paulo, na praça Marechal Deodoro.

Era uma sensação bizarra. As ordens vinham do Rio: na Globo, nada de Diretas Já.

Portanto, não houve exatamente surpresa quando, no aniversário de São Paulo, em 25 de janeiro de 1984, o repórter Ernesto Paglia falou sobre a manifestação de cerca de 300 mil pessoas na praça da Sé, que reivindicava outra vez Diretas Já, como se fosse a comemoração da efeméride. Sim, é fato que a reportagem tratou dos discursos e da manifestação em si, mas foi embalada pelos editores, a mando da direção da Globo no Rio, como se fosse a cobertura de uma festa.

A maneira como a TV Globo tratou a histórica Greve Geral do 28 de abril de 2017 é, na minha avaliação, muito pior do que aconteceu com a cobertura das Diretas Já em 1983/1984.

Àquela época, a emissora poderia alegar — como alguns globais chegaram a alegar — que vivíamos os estertores de uma ditadura militar e que desafiar o regime poderia ter consequências para a própria abertura “lenta, gradual e segura” prometida pelo ditador João Figueiredo.

Agora, não. Graças às redes sociais — facebook, twitter, whatsapp — qualquer pessoa pode avaliar o grau de descontentamento com as medidas de impacto social tomadas por um governo que tem o presidente da República e nove de seus ministros sob suspeita e/ou investigação, medidas que por sua vez são submetidas a um Congresso igualmente sob suspeita.

Mesmo os mais devotos apoiadores do impeachment de Dilma Rousseff e antipetistas vários sabem que Michel Temer não foi eleito vice-presidente para tomar o rumo que tomou, nem tem legitimidade para golpear os direitos sociais da forma como pretende fazê-lo.

Age em nome do 1% do topo, com 4% de ótimo/bom na pesquisa de opinião pública mais recente e desemprego na casa dos 14%, quando a promessa era de que a derrubada de Dilma provocaria um cavalo-de-pau imediato na economia.

Portanto, desta feita a TV Globo e seus satélites não tem onde se esconder: o apoio dado às medidas do governo Temer expressa acima de tudo o interesse político e econômico dos próprios donos da mídia e dos usurpadores do poder no Planalto e no Congresso que os representam.

No caso da emissora, é absolutamente impossível do ponto-de-vista jornalístico que uma organização com tantos tentáculos espalhados por todo o Brasil tenha sido incapaz de registrar o descontentamento popular ANTES da greve geral, de forma a expressá-lo em seu noticiário.

Será que só nós, internautas, vimos por exemplo as manifestações da CNBB e de um terço dos 100 bispos da Igreja Católica, os quais certamente não podemos acusar de agirem a mando do anarco-sindicalismo?

A Globo, para ficar apenas na nave mãe, simplesmente fez mau jornalismo. Não foi pela primeira, nem será pela última vez.

Agora, porém, não tem como se esconder atrás da ditadura, da qual foi a principal beneficiária, como fez em 1984.

Agora, fez mau jornalismo — distorcido, omisso, descontextualizado — porque coloca seus interesses empresariais, representados pelo governo Temer, acima do interesse da maioria dos brasileiros.
PS: Que fique registrado. Quando Lula se elegeu presidente e foi à Globo do Rio dar entrevista ao Jornal Nacional — estava em minha segunda passagem pela emissora — eu fui um dos poucos jornalistas presentes que não o aplaudiram na entrada. Não acho que o papel de jornalista seja bater palma para autoridade, tampouco negar a realidade que o cerca

Carlos Siqueira: “Não sou milagreiro”

Carlos Siqueira
Carlos SiqueiraFoto: Arquivo PSB
Carol Brito e Renata Bezerra de Melo na Folhape

Em meio ao racha instalado no PSB com o fechamento de questão sobre as reformas do Governo Temer, o presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira, sai em defesa da preservação da identidade programática da legenda. Segundo o dirigente, foi preciso reagir para não deixar os ideais liberais e conservadores dominarem as decisões partidárias. Foi com este objetivo que ele promoveu, na última quinta-feira, a destituição de deputados, que divergiram da posição partidária, dos comandos estaduais da sigla. Siqueira defende que era preciso dar um exemplo para afastar a posição pessoal dos deputados da imagem da agremiação socialista.

“O que nós temos que lutar é para que nosso partido não se deforme ao ponto de cada um fazer o que quer. Agora, se um grupo de parlamentares vai para o enfrentamento, o enfrentamento está feito. Eu sou do grupo da conciliação. Agora, eu não sou milagreiro para conciliar ideias inconciliáveis. Se a pessoa tem formação liberal-conservadora e está em um partido socialista, eu não faço milagre de torná-lo socialista. Tem que saber se a pessoa se sente confortável aqui ou não”, afirmou Carlos Siqueira.

O dirigente afasta, categoricamente, qualquer ligação entre sua postura firme em relação às reformas e o processo de eleição interna do PSB, marcado para outubro. “Eu tenho me recusado, terminantemente, a falar sobre isso porque falta muito tempo e temos muito mais coisas a resolver do que ficar falando sobre quem vai ser o próximo presidente do PSB”, assevera o dirigente. 

Em relação à possibilidade da ofensiva contra os infiéis gerar uma debandada de lideranças do PSB, Carlos Siqueira defende que o crescimento do partido depende da manutenção da sua identidade. Ele registra que não deseja que o partido sofra com a saída de quadros, mas que, se isso acontecer, a legenda não vai ficar parada. “Na última janela que se abriu, perdemos três deputados, mas nós substituímos esses três. Perdemos três, mas ganhamos três deputados. Nós não estamos cochilando. Estamos agindo dentro da necessidade que temos de preservar a identidade do partido, mas temos que agir de maneira discreta”, relata.

As lideranças que divergiram do fechamento de questão do PSB na votação da reforma trabalhista passam a se submeter a ações no Conselho de Ética do partido. Siqueira sublinha que o colegiado não está desfalcado após a saída do advogado Antônio Campos da sigla. Ele explica que a estrutura está em plena atividade e possui como membros o ex-ministro Alexandre Navarro, Acelino Ribeiro e Rafael Carneiro.

O dirigente relata que chegou a conversar com diversas lideranças antes de definir voto contra as reformas em reunião da Executiva Nacional do PSB, na semana passada. Segundo Siqueira, deputados chegaram a pedir que ele fechasse questão. E, isso, na visão de alguns, os protege da pressão do Executivo Federal. 

Reforço 
Ontem, setores do PSB divulgaram um documento pedindo para que a líder na Câmara, deputada Tereza Cristina (MS), deixe o cargo. O grupo pediu também a abertura de processo disciplinar administrativo contra 14 dos 30 deputados que descumpriram as decisões da Executiva Nacional.

Trump mantém relação distante com Temer

Após 100 dias recém-completados à frente da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém relação distante com o par brasileiro, Michel Temer.
Peemedebista ainda aguarda convite formal para encontro com presidente dos EUA - REUTERS/EBC
Da BBC Brasil - Ricardo Senna


Enquanto o peemedebista ainda aguarda um convite formal para um encontro com o presidente americano, Trump já recebeu pessoalmente líderes de vizinhos sul-americanos como Peru e Argentina - parceiros econômicos bem menos importantes para os EUA do que o Brasil, que ocupa o posto de principal mercado do país na América do Sul.
Ainda assim, Trump telefonou para outros líderes sul-americanos como Juan Manuel Santos, da Colômbia, e de todos os demais membros do Brics (bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), antes de seu único telefonema para Temer, em 18 de março.
Presidentes brasileiros anteriores, como Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva, se encontraram pessoalmente com seus respectivos pares nos EUA durante os primeiros 100 dias de mandato de George W. Bush e Barack Obama, respectivamente, na Casa Branca.
Dilma Rousseff, por sua vez, recebeu telefonemas pessoais de Obama nos dias seguintes às suas duas vitórias em eleições.
Fernando Collor de Mello teve atenção semelhante do então presidente americano, George Bush. Apenas 25 dias após tomar posse em Brasília, em janeiro de 1990, Collor foi elogiado como alguém que "modernizaria" a política brasileira em encontro na Casa Branca.
À BBC Brasil, o palácio do Planalto disse, em nota, que "o presidente Michel Temer mantém diálogo construtivo com o presidente Donald Trump".
A reportagem também conversou com analistas e fontes ligadas à Casa Branca sobre a discreta relação entre Temer e Trump.

domingo, 30 de abril de 2017

Morre cantor Belchior aos 70 anos

O cantor e compositor cearense Belchior, de 70 anos, morreu na noite de sábado (29) em Santa Cruz do Sul (RS). A família não divulgou a causa da morte. O corpo deve ser trazido para o Ceará, onde ocorrerá o sepultamento na cidade de Sobral, onde o artista nasceu, segundo a Secretaria de Cultura do Estado. 
O Governo do Estado do Ceará confirmou a morte e decretou luto oficial de três dias. “Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior" disse em nota o governador Camilo Santana. "O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará e do Brasil" (veja íntegra da nota abaixo). 
O traslado do corpo será feito pelo Governo do Ceará, que aguarda liberação das autoridades gaúchas. O horário ainda não foi confirmado, mas a expectativa é que o corpo seja levado ainda neste domingo (30). 
A assessoria do governo disse também que o chefe da Casa Militar do Ceará, coronel da Polícia Militar Túlio Studart, entrou em contato com o chefe da Casa Militar do RS, e que eles aguardam o resultado do laudo oficial.