terça-feira, 12 de março de 2019

Tramitação da previdência dará "quebra pau"

Por Fernando Brito, do Tijolaço

Se, de fato, houver a tentativa de instalação da Comissão de Constituição e Justiça na quarta-feira, como anunciou Rodrigo Maia, haverá um "quebra-pau" na Câmara, com consequências imprevisíveis.


Não é o combinado, a menos que o governo apresente, em menos de 48 horas, o projeto que muda aposentadorias e pensões dos militares.

Não é uma exigência da esquerda, mas do "Centrão" e não parece que será cumprida.

E, desde a entrevista de Paulo Guedes, ontem, ao Estadão, colocou-se mais uma peça no tabuleiro: a desvinculação do Orçamento.

Com qualquer governo, parlamentares não costumam fazer negócio sem garantias.

Ainda mais que o presidente divulga textos dúbios e enganosos no Twitter:

"A Nova Previdência define a aposentadoria de políticos nos padrões do INSS, inclui militares e servidores, é mais justa, igualitária e preserva os direitos do trabalhador"

Os bobos podem acreditar na insinuação de que os militares, tal como servidores e políticos, terão o "padrão INSS", ou seja R$ 5.800 de aposentadoria, o que é mentira.

Só que os deputados não são bobos, são deputados.

Agrava-se tudo ainda mais pela escolha de um novato e imaturo – como você chamaria um rechonchudo guri que aparece na TV usando camiseta "Trump 2020"? – para presidir a Comissão de Constituição e Justiça, a primeira a examinar a PEC da Previdência.

Não é preciso ser bidú para saber que coisas assim não dão certo.

Câmara dos Deputados pode atuar para derrubar fundação Lava Jato

Procuradores da operação fecharam um acordo com a Petrobras para administrar um fundo de R$ 2,5 bi
Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo

A Câmara dos Deputados pode atuar institucionalmente para derrubar o acordo que procuradores da Lava Jato fecharam com a Petrobras para administrar um fundo de R$ 2,5 bilhões.
Além do PSOL e do PT, outros partidos já estão consultando seus próprios advogados sobre o tema.
O entendimento das legendas que defendem a atuação formal do parlamento é o de que a Lava Jato tenta criar um “estado paralelo” ao escolher as entidades que administrariam a fortuna.
Os recursos, por essa visão, são públicos e deveriam ir para a União. Já a sua destinação final teria que passar pelo Congresso, que aprova o orçamento.
O procurador Deltan Dallagnol diz que estão sendo espalhadas “fake news” sobre o acordo. Segundo ele, os recursos devem ser revertidos para “toda a sociedade brasileira”: ela é que teria sido lesada pela corrupção —e não a União.

Ameaçada e exilada


A escritora e filósofa Marcia Tiburi diz que, além de receber ameaças de morte, teve a casa invadida no fim do ano passado —pouco depois, ela decidiu sair do Brasil.

Marcia estava em Buenos Aires quando soube que a irmã, que morava com sua família no Rio, tinha encontrado as portas arrombadas “e todas as gavetas escancaradas”.
 “Eu tinha medo inclusive de ficar em casa”, afirma ela, que já recebia ameaças de morte pela internet e até mesmo nas ruas.
A escritora está agora nos EUA e deve se estabelecer em Paris, onde o marido vai fazer um pós-doutorado.  (Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo)

PT critica Bolsonaro por ataque a jornalista


Jair Bolsonaro  pelo PT devido a divulgação de informações falsas sobre uma jornalista do Estadão.  emitiu uma nota condenando os ataques de Bolsonaro.

“Bolsonaro usa de uma fake news – abastecida por veículos ‘ligados’ à sua militância – para atacar a jornalista Constança Rezende. Para além de divulgar uma mentira, o atual presidente do Brasil faz de suas redes sociais um mecanismo de perseguição covarde”.
Disse a sigla em texto assinado pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann e pelo secretário Nacional de Comunicação da sigla, Carlos Árabe.  (Estadão – BR 18)

Operários da Ford fazem assembleia hoje contra fechamento


Os trabalhadores na Ford de São Bernardo do Campo, região do ABC paulista, fazem assembleia nesta terça-feira (12) a partir das 7h, na entrada do turno, e saberão detalhes da reunião realizada na semana passada nos Estados Unidos, que discutiu o futuro da fábrica, ameaçada de fechamento ainda este ano. Representantes dos metalúrgicos conversaram com a direção mundial da montadora, que comanda um processo de reestruturação global e deve priorizar a produção de SUVs e picapes. A portaria onde será realizada a assembleia teve de ser alterada em função da chuva.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a Ford não divulgaram detalhes do encontro realizado na última quinta-feira (7) em Dearborn, onde fica a sede da empresa. Desde que o anúncio do fechamento foi feito, os trabalhadores vêm realizando manifestações, como passeatas por São Bernardo, além de reuniões com autoridades – o prefeito Orlando Morando, o governador João Doria e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.  (Da Rede Brasil Atual)

segunda-feira, 11 de março de 2019

Paulo Câmara inaugura fábrica da Camil Alimentos em Suape

Em mais uma demonstração do amplo potencial econômico e logístico de Pernambuco, o governador Paulo Câmara inaugura, nesta terça-feira (12.03), a nova fábrica da Camil Alimentos no Estado. Instalada no Complexo Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, litoral sul pernambucano, a nova unidade recebeu um investimento de R$ 22 milhões e contou com concessões de incentivos fiscais do Programa de Estímulo à Indústria do Estado de Pernambuco (Proind). Ao todo, serão gerados cerca de 170 empregos diretos e indiretos na região.

O novo parque fabril contará ainda com um centro de distribuição para toda a região Nordeste. A expectativa da empresa é produzir mensalmente cerca de 10 mil toneladas de alimentos, entre grãos (arroz e feijão) e açúcar. Foram 15 meses desde o desenvolvimento do projeto até a implementação da planta, em 6.500 m² de área construída (fábrica e CD). 

EMPRESA - Há 50 anos no mercado, a Camil exporta para mais de 50 países. Sua principal atividade é a industrialização e comercialização de arroz, feijão, açúcar e pescado. A empresa é líder em beneficiamento e comercialização de arroz no Brasil, Chile, Uruguai e Peru.

Sanharó começa a receber água do rio São Francisco em fase de testes

 Foto: Divulgação/Compesa

A cidade de Sanharó, distante 140 quilômetros do Recife, passou a receber, em fase de testes, água da Transposição do Rio São Francisco, desde sábado (9). Agora, já são quatro municípios atendidos por esse sistema que consiste na integração das Adutoras do Agreste/Moxotó: Arcoverde, Pesqueira, Belo Jardim e Sanharó. O município estava enfrentando um rodízio severo, com água apenas uma vez por mês. O local dependia do Sistema Bitury, cuja barragem entrou em colapso há quatro meses.

Segundo o presidente da Compesa, Roberto Tavares, a água do São Francisco está chegando em Sanharó de forma gradativa e a expectativa é que o primeiro ciclo de abastecimento, atendendo todos os bairros da cidade, seja concluído em dez dias.Os primeiros bairros beneficiados são Centro, Salgado, parte do Zacarias Ramalho, parte do Dr. Tonico e Santa Clara. Está sendo aproveitada a parte já implantada da tubulação da Adutora do Agreste, mesmo sem a construção do Ramal do Agreste, obra do governo federal ainda não finalizada.


Para viabilizar o atendimento desses municípios, a Compesa projetou a Adutora do Moxotó, obra que teve investimento de R$ 85 milhões. Ela capta água do Rio São Francisco na Barragem do Moxotó, no Eixo Leste da Transposição, e se interliga na Estação de Tratamento de Água (ETA) de Arcoverde à Adutora do Agreste. Deste ponto, a água do Rio São Francisco percorre 80 quilômetros pela Adutora do Agreste até chegar à Estação de Tratamento de Água do Bitury, em Belo Jardim, onde é tratada e segue até às torneiras dos moradores de Sanharó. De acordo com a Compesa, a fase de testes deve durar 30 dias. "Nesta etapa, fazemos as correções necessárias, a exemplo de vazamentos. Estamos trabalhando também para abastecer o município de São Bento do Una nos próximos dias", afirma o presidente da Compesa, Roberto Tavares.

Maia alerta Bolsonaro

Do portal BR 18
Teve tom de alerta a conversa entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e Jair Bolsonaro no sábado, no Palácio da Alvorada. Participou também do encontro a ministra da Agricultura, Teresa Cristina.

Maia avisou que o governo não tem votos para aprovar a reforma da Previdência. Disse que ou o governo começa a atender pleitos dos deputados, entre os quais a ocupação de cargos de terceiro escalão nos Estados, ou enfrentará um boicote à sua agenda. Bolsonaro resistiu e disse que não tem como dar esta guinada no discurso. Maia argumentou e disse que não há necessidade de ceder a fisiologia para fazer política.
Chamou a atenção na conversa a ausência do titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, correligionário de Maia e Cristina e que tem em tese a missão de cuidar da articulação política no governo. O encontro se deu na véspera de Onyx partir para uma viagem de 4 dias à Antártica.

11 de março de 2011 – Dia para não ser esquecido

Por Heitor Scalambrini Costa*
Oito anos se passaram desde o acidente na usina nuclear Fukushima Dai-Ichi, com a explosão de 3 reatores, e que espalhou poeira radioativa pela província japonesa de Fukushima, em 11 de março de 2011.
A contaminação do ar, da terra e da água forçou o deslocamento de mais de 100.000 pessoas. Antes do acidente, a província de Fukushima tinha 2 milhões de habitantes, e era conhecida como uma área tranquila e turística, que preservava o jeito tradicional do Japão, atraindo muito visitantes para contemplação de suas belas paisagens montanhosas, com seus castelos de samurais e comida de boa qualidade, principalmente arroz, pescados e frutas.
Diante desta tragédia o governo japonês prometeu desmontar a usina, descontaminar a região e trazer a população de volta. Para atingir tal objetivo as cifras estimadas para tal empreendimento são espantosas, 125 bilhões de dólares (100 bilhões de euros) até meados de 2040. Mas ninguém sabe ao certo quando a tarefa será concluída, e quanto custará realmente.
A falta de credibilidade do governo e da empresa operadora da central nuclear de Fushima, a Tokyo Electric Power Company – Tepco, é muito grande no Japão. E mesmo com a campanha publicitária do governo, afirmando que não há mais riscos, e que os moradores podem retornar as suas casas, a seus afazeres, a sua vida; a população da província encolheu, e conta atualmente com 1,8 milhão de habitantes. Mais de 50 mil pessoas vivem na condição de refugiados, em residências provisórias, com auxílio financeiro. O que é relatado e dito com frequência pelos moradores impactados diretamente pela catastrófe, está resumido em uma frase “perdemos nossa cidade, perdemos nossa vida”.
A descontaminação é uma tarefa, além de bilionária, gigantesca, principalmente pelo volume produzido do chamado “lixo atômico”, verdadeira “herança” desta trágica catástrofe.
Segundo informações oficiais do governo da província e do Ministério do Meio Ambiental, prevê-se procedimentos para descontaminação de uma área aproximadamente 30% da província de Fukushima. Neste trabalho de “descontaminar” é retirado uma camada do solo (podendo atingir 5 cm) de toda área usada para plantações, ensacada e empilhada em áreas de depósito provisório de “lixo atômico”. Pés de pera e pêssegos, abundantes na região, foram “lavados” um a um, assim como aproximadamente 420 mil casas e 11.900 instalações públicas e similares, 18.500 km de estradas, que sofreram intervenção para tirar a poeira radioativa.
Estes números revelam, por si só, o significado de um acidente nuclear e de suas consequências econômicas, sociais e ambientais. E que diferentemente de um acidente, por exemplo de avião, que atinge diretamente os passageiros, terminando no local e no instante que ocorrem; um acidente em uma usina nuclear começa no instante e no local, mas depois centenas e mesmo milhares de pessoas em territórios inteiros sofrerão as consequências induzidas pela radiação. E anos depois crianças nascerão com aberrações cromossômicas e desenvolverão leucemia, provocadas pela absorção, por seus pais, de doses de radiação acima do tolerável.
Uma conclusão dos acontecimentos de Chernobyl, TreeMile Island e Fukushima é que uma usina núcleo-elétrica é intrinsecamente perigosa, e os riscos de acidentes são inevitáveis, que vão de pequenos vazamentos de material radioativo até catástrofes com a emissão de grandes quantidades de materiais que contaminam o ar, a terra e a água. Mesmo com baixa probabilidade de ocorrência de um acidente, quando acontecem os danos provocados são muito altos e assustadores, e assim devem ser evitados para a continuidade da vida, como a conhecemos em nosso planeta.
Logo, nesta data, não deixemos passar em branco o ocorrido em Fukushima. É hora de indignação, rebelião, e de ação diante de propostas atuais da administração federal em dar prosseguimento ao programa de desenvolvimento da energia nuclear em nosso país, incluindo a finalização de Angra III, e a construção de novas centrais nucleares no sudeste e nordeste do país.
Alvissareiro são os movimentos que se alastram pelo país contrários ao uso da energia nuclear em usinas elétricas. A mineração do urânio é rejeitada em Caetité (BA), e em Santa Quitéria (CE). Em Minas Gerais, em Caldas, é denunciado o abandono da barragem de resíduos radioativos produzidos pela exploração da 1ª usina de mineração de urânio. Em Angra dos Reis (RJ), em Itacuruba e região (PE), em São Paulo, Recife, Fortaleza grupos organizados da sociedade civil, juntamente com setores da Igreja, ambientalistas, cientistas, comunidades originárias se unem. A rejeição da população e sua ação direta impedirá que o país entre nesta aventura insana, cujos verdadeiros interesses não são devidamente anunciados a população. Xô Nuclear!!!
*Professor aposentado da UFPE e membro da Articulação Antinuclear Brasileira

O Brasil não consegue substituir seus ídolos



Por Ricardo Kotscho no Balaio do Kotscho


Hebe, Pelé, Boni, Lula: O Brasil é um país sem peças de reposição.
Calma, os quatro personagens nada têm a ver um com o outro. Poderia ter citado outros, aleatoriamente.
São apenas exemplos que usei para ilustrar um tema em que há tempos venho pensando e também preocupa meu amigo Adriano Silva, que me pediu para escrever este texto: o Brasil é um país sem peças de reposição, como um velho calhambeque cubano.
Hebe faria 90 anos na última sexta-feira. Existe no horizonte da TV brasileira alguém que possa ocupar o seu lugar?
Os outros três estão vivos, mas também não deixaram herdeiros em suas áreas de atuação.
Para onde a gente olhar na atual paisagem humana brasileira, nos deparamos com um deserto de gente, lideranças e talentos que façam a diferença e saiam do lugar comum.
Vamos pegar a música, por exemplo. Depois de Chico, Caetano e Gil, Tom & e Vinicius, o que tivemos para ficar na história?
Da igreja ao futebol, dos banqueiros aos sindicalistas, do teatro à política, da televisão ao jornalismo, da advocacia ao cinema, acontece o mesmo.
Os grandes nomes lembrados em primeiro lugar são todos da segunda metade do século passado. Poucos deles sobreviveram.
Quem apareceu com autoridade para falar em nome da igreja católica depois de dom Hélder e dom Paulo?
Em lugar de Pelé, eu poderia ter citado Garrincha, mas depois deles quem poderia ser chamado de gênio do futebol? Neymar?
Se você tiver que citar o nome de um grande banqueiro, quem vem à lembrança, depois de Amador Aguiar e Moreira Salles?
Qual foi o grande líder sindical que surgiu depois de Lula? E quem sobrou para ocupar o lugar dele como líder político de esquerda?
No campo oposto, a direita ficou tão órfã de lideranças que o mercado foi buscar um capitão reformado meio esquisitão para ocupar o vazio e voltar ao poder.
No teatro, depois do Oficina e do Arena, de Guarnieri, Boal e Martinez Correa, quem?
Apareceu alguém com a genialidade de Gláuber Rocha depois dele e da turma do Cinema Novo?
Quem pode ser apontado como sucessor de Boni, nome de guerra de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o homem que inventou a televisão brasileira como ela é até hoje?
Da mesma forma, permanecem as marcas de Cláudio Abramo e Alberto Dines nos jornalões paulistas e cariocas, que eles revolucionaram nos anos 60. Vale o mesmo para o Mino Carta no ramo das revistas.
Para quem já teve juristas como Raymundo Faoro e Sobral Pinto, qual o nome do atual STF que pode ser comparado a eles? O Fux?
Antes lembrados por qualquer transeunte, quem sabe hoje os nomes dos presidentes da UNE, da CNBB, da ABI, da OAB, e por aí vai. O que restou da chamada sociedade civil?
Quando se olha, então, para o Congresso Nacional e o ministério bolsonariano, e se compara com outros tempos, dá vontade de chorar.
Não se trata de ser nostálgico ou saudosista e repetir aquele vulgar “no meu tempo era melhor”, porque eu também sou deste tempo de agora.
A falta de peças de reposição acabou nos levando à tragédia de viver num país sem lideranças, em nenhuma latitude, capazes de se confrontar com as viúvas de 1964, agora legitimadas pelo voto popular. E Lula vai completar um ano na prisão de Sergio Moro em Curitiba.
No atual desfile de fardas e togas pelo centros do poder de Brasília, tem alguém que possa ser lembrado daqui a 50 anos?
Os nomes por mim aqui citados de memória podem ser trocados por outros, à vontade do leitor, mas dificilmente vai aparecer algum mais jovem, de outra geração.
Minha geração ganhou e perdeu muitas batalhas, mas produziu lideranças respeitáveis e lembráveis, que reconquistaram a democracia e a liberdade, agora novamente ameaçadas.

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domingo, 10 de março de 2019

A balbúrdia é o passatempo da fraqueza essencial

POR FERNANDO BRITO · no Tijolaço

O Governo Bolsonaro não deixará de seguir, nas próximas semanas, a escalada caricata dos últimos dias.

Precisa disto como “resposta” à sua incapacidade de agir na política.

Em qualquer delas: a parlamentar, a econômica e a social.

De trás para adiante: alguma ação em política social senão os tais “pentes finos” – em aposentadorias e benefícios sociais/previdenciários – aliás, do que já usou e abusou Michel Temer?

Em cadastros com dezenas de milhões de pessoas sempre se acharão incongruências e fraudes, mas isso é absolutamente irrelevante diante do gigantismo que têm. Combatê-los é muito mais questão de rotinas e sistemas de verificação permanente que de espalhafatos e espetaculosidades.

Na política econômica, zero. Até a “euforia” criada com a apresentação da reforma previdenciária se desfez: o dólar voltou ao mesmo patamar do final do ano passado e a bolsa deixou de lado a ideia dos 100 mil pontos que acalentou para o curto prazo.

Previsões de crescimento econômico em queda e, a partir da semana que vem, reversão nos prognósticos de inflação em queda, que só não se acentuam pelo desânimo geral da economia.

Na Câmara, o erro de não ter composto uma base só se acentua. Apelar ao “patriotismo” dos deputados e achar que isso fará a PEC da Previdência andar depressa é uma rematada tolice, porque não há negociação, não há representatividade e não há interlocutores, exceto o próprio Rodrigo Maia, que não vai forças a barra além do que convèm à manutenção de sua autoridade interna.

A “solução” escolhida parece ter sido a de fomentar as polêmicas públicas, mas a alto custo.

O ministro da Educação despareceu, colocado em situação mais constrangedora do que o do Turismo, com seu imenso laranjal.

O Itamarati, em situação de semi-intervenção, virando piada. E Damares, que nunca deixou-se sê-la, aparecendo como heroína da raça.

Do presidente, bananas, radares e cartilhas “sexuais”, além de xixi em praça pública.

E assim vai passando o carro do gás, com a sua musiquinha irritante, mas sem um botijão sequer para aquecer as panelas do povão.

Isso dura?

Saiu a Programação oficial da 103 ª Festa de São José em Angelim

Prefeitura de Angelim acaba de divulgar a programação oficial da festa do padroeiro da cidade, São José, e que terá uma programação voltadas para o público profano como  também  para o publico religioso, as festividades do padroeiro será realizada dos dias 17 à 19 deste mês de março. segue a programação:

dia 17/03 - Gil Mendes e Vicente Nery
dia 18/03 - Bonde do Brasil e Ciel Rodrigues
dia 19/03 - Padre João Carlos e banda

Lava Jato entrega Petrobrás aos americanos



:Por Fernando Martines, do Conjur – 

Ao que tudo indica, a "lava jato" se tornou um canal para o governo dos Estados Unidos ter acesso aos negócios da Petrobras. A multa de R$ 2,5 bilhões que será desviada do Tesouro para um fundo gerido pelo Ministério Público Federal, na verdade, inicialmente seria paga ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ). Em troca do dinheiro vir para o Brasil, a Petrobras se comprometeu a repassar informações confidenciais sobre seus negócios ao governo norte-americano.


Em troca de dinheiro da Petrobras ficar no Brasil, empresa garantirá aos EUA acesso a informações comerciais sigilosas, inclusive patentes, mostram acordos 

Tudo isso está previsto no acordo assinado pela estatal brasileira com o DoJ em setembro de 2018, conforme notou reportagem do site Jornal GGN. O acordo diz que a Petrobras pagaria US$ 853 milhões de multas para que não fosse processada pelos crimes de que é acusada nos EUA. Só que em janeiro foi divulgado que boa parte desse dinheiro será enviado ao Brasil — clique aqui para ler o acordo, em inglês.

A grande jogada é que o dinheiro deveria ir para o Tesouro. Pelo menos é o que vem decidindo o Supremo Tribunal Federal sobre a destinação das verbas recuperadas pela "lava jato". E o acordo da Petrobras com o MPF prevê o depósito do dinheiro numa conta vinculada à 13ª Vara Federal de Curitiba e gerido por uma fundação controlada pelo MPF — embora eles jurem que apenas vão participar do fundo. 

A parte principal do acordo com o DoJ trata das obrigações da estatal brasileira de criar um programa de compliance e um canal interno de relatórios de fiscalização. Mas os anexos é que tratam do principal: o destino do dinheiro em troca das informações sobre as atividades da Petrobras.

"Os relatórios provavelmente incluirão informações financeiras, proprietárias (de patentes), confidenciais e competitivas sobre os negócios (da empresa)", diz uma cláusula do acordo com o DoJ.

E a intenção parece mesmo ser transformar dados sobre a estatal em ativos do governo americano: "Divulgação pública dos relatórios pode desencorajar cooperação, impedir investigações governamentais pendentes ou potenciais e, portanto, prejudicar os objetivos dos relatórios requeridos. Por essas razões, entre outras, os relatórios e o conteúdo deles são destinados a permanecer e permanecerão sigilosos, exceto quando as partes estiverem de acordo por escrito, ou exceto quando determinado pela Seção de Fraude e a Secretaria (Office), pelos seus próprios critérios particulares, quando a divulgação promoveria o avanço da execução das diligências e responsabilidades desses órgãos ou que seja de outra forma requeridos por lei", afirma o termo do acordo. 

A interferência do DoJ vai até o ponto de quem pode ou não ser funcionário e diretor da Petrobras. "A companhia [Petrobras] não irá mais empregar ou se afiliar com qualquer um dos indivíduos envolvidos nos casos desta ação. A companhia deve se engajar em medidas corretivas, incluindo repor seus diretores e a diretoria executiva". 

MPF e DoJ
A relação entre investigadores brasileiros e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos parece já ser algo maduro. Em maio de 2018, o advogado Robert Appleton, ex-procurador do DoJ, disse em entrevista à ConJur que as relações entre as autoridades de persecução penal do Brasil e dos EUA hoje são, em regra, informais.

O compartilhamento de provas, evidências e informações, diz ele, é feito por meio de pedidos diretos, sem passar pelos trâmites oficiais — essa etapa é cumprida depois que os dados já estão com os investigadores, segundo Appleton.

NSA
Nunca é demais lembrar que o esquema de espionagem internacional de larga escala montado pelo governo dos EUA voltou suas baterias contra o Brasil e, especialmente, a Petrobras.

Documentos divulgados em 2013 por Edward Snowden, ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), mostraram que as comunicações da ex-presidente Dilma, do Ministério de Minas e Energia e da Petrobras foram monitoradas pela NSA.

À época, Snowden disse que a espionagem tinha como alvo as tecnologias envolvidas na exploração de petróleo na camada do pré-sal. De acordo com as reportagens feitas pelo jornal The Guardian e pela TV Globo na época, o programa da NSA tinha o objetivo de proteger os EUA de ameaças terroristas. No caso do Brasil, no entanto, os objetivos eram puramente comerciais.

Clique aqui para ler o acordo entre Petrobras e EUA

Um caso de vida ou de morte


Carlos Brickmann

O presidente da República se queixa de que é impossível viajar de carro sem ser multado, critica a fiscalização eletrônica e diz que não vai gastar mais dinheiro com isso. Não investirá em novas lombadas eletrônicas e, quando as atuais esgotarem sua vida útil, não serão renovadas.
Há estradas em que a oscilação da velocidade máxima parece mesmo uma pegadinha para multas. Mas este é problema do Governo, não da tecnologia. E, num país em que mais de 50 mil pessoas morrem por ano no trânsito e 350 mil vão para o hospital, que vale mais: evitar multas ou evitar mortes?
A instalação da lombada eletrônica no Brasil, em 1992, foi decisiva para reduzir os acidentes de trânsito em 70%. O BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento, cita a experiência brasileira como referência mundial. No lugar onde há lombadas eletrônicas, os acidentes se reduziram em 30% e as mortes em 60%. Em pontos mais perigosos, as mortes caíram a quase zero.
Ninguém gosta de ser multado, mas pesquisa de 2002 dá 84% a favor do monitoramento eletrônico. Estudo do Ibmec mostra que em 2004 as lombadas eletrônicas evitaram mais de mil mortes. Custo das lombadas? Comparando, pequeno: cada acidente com morte nas rodovias federais custa R$ 418 mil ao Governo; cada ferido, R$ 86 mil. Mesmo que os acidentados se recuperem totalmente – o que nem sempre ocorre – saturam o SUS.
Vale a pena morrer para não ser multado?

Vereador no RS diz que “mulher que se presta não dá problema”


Estadão – BR 18

O vereador de Nova Petrópolis (RS), Cláudio Gottschalk (PDT), postou um pedido de desculpas de 30 segundos, neste sábado, 9, em rede social, após dizer em uma sessão na Câmara Municipal, na quinta, 7, véspera do Dia Internacional da Mulher, que “uma mulher que se presta, uma mulher decente, não dá tanto problema.O problema são as chinelonas”
 Segundo o UOL, ele se dirigia à vereadora Kátia Zummach (PSDB), única mulher presente no ambiente.
Antes de tentar se redimir, o parlamentar reagiu ainda à proposta da vereadora para que fossem colocadas faixa na cidade com o objetivo de publicizar as denúncias de violência contra as mulheres
 “Aqui no município de Nova Petrópolis, quantos problemas têm? Eu acho que é muito pouco. Eu acho que até fica feio nós irmos botar faixas nos banheiros ou nos órgãos públicos com telefone para denunciar (casos de violência contra a mulher). Eu acho que é muito pouquinho essas coisas aí”.
No vídeo de hoje ele diz que “não teve a intenção de ofender as mulheres”. Diz que é “uma pessoa simples” e que “respeita a todos”. Acrescenta ser casado, ter filha e neta.

Tomo lá e dou cá: esvaziar Moro


Líderes do centrão tentam convencer outros partidos a usar a medida provisória em que Jair Bolsonaro reestruturou o governo para dar um recado definitivo ao Planalto, forçando-o a abrir novo nível de diálogo com o Congresso

 A ideia é aprovar emendas que tirem o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do guarda-chuva de Sergio Moro (Justiça), devolvendo-o à área econômica.
O ex-juiz, por sua vez, receberia a Funai —hoje na Agricultura— de volta à sua estrutura.   (Painel – Daniela Lima)

sábado, 9 de março de 2019

A República de Curitiba não conhece a dignidade, mas Lula não a esquece

FERNANDO BRITO · no Tijolaço

Marcelo Auler conta, em seu blog, mais um sombrio e nojento bastidor da ida de Lula ao velório e cremação de seu neto Arthur, de sete anos, no início do mês.

Desta vez, além da tentativa que sofreu do Ministério Público de que o caixão do menino fosse levado a um quartel para que o avô pudesse ver, revela que houve tentativa de limitar em uma hora a sua presença junto aos familiares, uma exigência sem pé nem cabeça para um momento como este.

Montada a aparatosa operação de “deslocamento e cerco” que se fez – como os fatos provaram, totalmente desnecessária – qual a diferença entre ficar por uma hora, duas ou três? Será que consideram “liberdade” estar num cemitário esperando a cremação do corpo de um neto?

As tentativas de humilhação só não se consumaram, conta Auler, porque Lula permaneceu altivo e digno e as rechaçou.

No regime de exceção, quando o prenderam por organizar greves dos metalúrgicos do ABC, morreu a mãe de Lula, D. Lindu. Lula deixou a cadeia na companhia de apenas dois agentes, a paisana, para comparecer ao seu velório e repetiu a visita no dia seguinte, quando do enterro, com a mesma discrição policial.

Agora, na “democracia”, Polícia, MP e Justiça unem-se para promover um espetáculo público de pequenez e mesquinharia, que só ressalta a grandeza da figura que lhes desperta o ódio dos culpados pelo inocente que condenaram.

As fotos estão aí em cima, para que você não ache exagero.

Há muito eles esqueceram o que é dignidade e é Lula, mesmo debaixo da dor da perda de um neto, aquele que a relembra e exige.

Leia toda a história no Blog do Marcelo Auler.

De braço quebrado


Policial quebra parte do braço de Geovani Doratiotto - Reprodução Internet
André Singer - Folha de S.Paulo
Escalada de violência política no Brasil ameaça o direito à livre expressão
O que se discutirá em seguida pode parecer incidente menor quando o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) está prestes a completar um ano sem esclarecimento. Mas a agressão contra um dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT) de Atibaia (SP), em que o seu braço foi quebrado numa delegacia, talvez represente bem o momento em que o vigilante da esquina se sente autorizado a usar de maneira arbitrária o recurso à violência de que dispõe.
De acordo com o relato obtido pela Folha (5/3), o advogado Geovani Doratiotto, de 29 anos, portava uma camiseta com a inscrição "Lula livre" em um bloco carnavalesco no domingo passado. Houve provocações e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro teriam resolvido bater no petista. Segundo a namorada da vítima, este levou socos e chutes no olho, na cabeça e nas costelas. A confirmar.
O que teria acontecido a partir daí também precisa ser apurado com o devido cuidado, porém confirmada a versão dos acusadores, em lugar de ser socorrido pelas autoridades policiais, Doratiotto foi algemado por elas. Depois de protestar, acabou imobilizado e teve o úmero fraturado por um policial militar numa delegacia.
Em nota, a PM alegou que foi "necessária a aplicação de técnica de defesa pessoal para imobilizar e conduzir o indivíduo até a referida cela", depois que o delegado pediu ajuda devido a "desacato, desobediência e resistência".
Com efeito, em cena aparentemente filmada pela própria namorada da vítima, observa-se que Doratiotto, um homem alto e corpulento, enfrenta verbalmente em altos brados um agente fardado.
Mas tal atitude, que até onde se enxerga não envolvia qualquer tentativa de agressão física, justifica a violência de quebrar o braço daquele que se decidiu prender? Ou ocorreu abuso da força? Espera-se que a devida investigação o esclareça.
Ninguém é obrigado a concordar com a ideia de que Lula deveria sair da prisão e retomar a atividade eleitoral. No entanto, numa democracia, participar de campanha em apoio a um líder popular é direito inalienável. Espera-se daqueles que portam armas, com a aquiescência implícita de todos nós, a garantia de fazê-lo.
Os tiros sobre a caravana lulista no sul do país, os disparos no acampamento de apoio ao ex-presidente instalado na capital do Paraná, a morte de mestre Moa do Catendê durante o processo eleitoral, sem falar no referido atentado fatal a Marielle, significaram uma escalada de violência política ausente do Brasil até então. Se a maré montante não encontrar barreiras fortes o suficiente, no médio prazo o direito à livre expressão será quebrado como o braço roto no Carnaval.

“Lava Jato da educação” é para prender Haddad, diz Reinaldo Azevedo

Do Blog de Esmael Morais



O jornalista Reinaldo Azevedo afirmou neste sábado (9) que a “Lava Jato da educação”, operação policial criada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para apurar supostas irregularidades no Ministério da Educação (MEC), tem como principal alvo o petista Fernando Haddad.

“Os porões do governo já definiram um alvo: querem pegar Fernando Haddad, ex-ministro da Educação e petista que disputou o segundo turno das eleições presidenciais com Bolsonaro. Nas palavras de um extremista, “é preciso pôr Haddad na cadeia”, escreveu Azevedo em seu blog no Uol.

“Os que defendem operações de investigação antes mesmo que existam os indícios de crime — e, que se saiba, não existem — certamente não têm pudor de criar as circunstâncias que justifiquem investigações, prisões, condenações”, completou.

Mesmo sem qualquer indício de crime no MEC, o acordo para instalação da “Laja Jato da educação” foi selado no dia 15 de fevereiro numa reunião entre os ministros Ricardo Vélez Rodríguez (Educação), Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública), Wagner Rosário (Transparência e Controladoria Geral da União) e André Mendonça (advogado geral da União), com a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo.


Contagem furada do Planalto de votos para apoiar aposentadoria


Caciques do centrão fizeram graça da contagem de apoios às novas regras de aposentadoria na Câmara apresentada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) ao Estado de S. Paulo. Em entrevista ao jornal, Guedes disse que faltam menos de 50 votos para aprovar a medida. “Está com febre”, disse um líder.

Na véspera da montagem das comissões que vão analisar a reforma, o Judiciário celebrou o pedido de criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público. O autor da proposta, Professor Israel Batista (PV-DF), registrou o apoio de 235 deputados.
O grupo da articulação política do Planalto diz que espera contar com a ajuda de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Casa, para convencer líderes partidários a indicarem ao  colegiado nomes que “tenham carinho” pela reforma da Previdência.  (Folha de S. Paulo)