quinta-feira, 10 de maio de 2018

Máfia: prefeito preso com R$ 4,6 mihões e U$ 200 mil

Agentes localizaram quantia enquanto cumpriam mandados de busca e apreensão na residência dele, durante a operação Prato Feito. Seis cidades da região foram alvos.

Por José Claudio Pimentel, G1 Santos

O prefeito Artur Parada Prócida (PSDB), de Mongaguá, no litoral de São Paulo, foi preso em flagrante pela Polícia Federal nesta quarta-feira (9) com mais de R$ 4,6 milhões e U$ 217 mil guardados em casa. A residência dele foi alvo de um dos mandados de busca e apreensão da operação Prato Feito, que visa apurar desvios de verbas da União para a educação.
Durante a manhã, agentes da Polícia Federal estiveram na residência do prefeito, na Avenida São Paulo, no bairro Jardim Caiahu. Documentos que pudessem ser utilizados como provas nas investigações eram procurados no local, mas os policiais depararam-se com grande quantia em dinheiro guardada em um dos cômodos.

Sem conseguir justificar a procedência do valor, o prefeito foi, então, detido e conduzido à Superintendência da Polícia Federal, na capital paulista, para onde se destinaram todas as equipes envolvidas na operação. Ao sair da residência e entrar em uma viatura descaracterizada, Prócida tentou esconder o rosto para não ser fotografado, nem filmado.
Em depoimento à delegada Melissa Maximino Pastor, que coordenou a operação, o chefe do Executivo de Mongaguá não soube informar a origem legal da quantia que, ao todo, supera os R$ 5,3 milhões. Por essa razão, segundo a assessoria do órgão, ele deverá ser indiciado por lavagem de dinheiro e permanece preso na carceragem do prédio.

Faltam peças importantes para revelar morte de Marielle

Blog do Kennedy
Ainda faltam muitas peças para completar o quebra-cabeça da morte da vereadora Marielle Franco, do PSOL. As revelações de um delator que acusa o vereador Marcello Siciliano (PHS) e um ex-PM preso, Orlando Oliveira de Araújo, ainda precisam ser confirmadas pelas autoridades policiais.
Há indícios de mais gente envolvida no crime. Cinco câmeras da Secretaria de Segurança Pública que ficavam no trajeto pecorrido por Marielle foram desligadas entre 24h e 48h antes do assassinato. Isso levanta suspeita sobre eventual uso de pessoal da ativa da polícia.
É preciso também dar respostas às acusações de violência policial denunciadas por Marielle na véspera de sua morte. Ela relatou abusos do 41º Batalha da Polícia Militar do Rio, que opera na região de Acari. Essas acusações contra policiais têm relação com o assassinato? Ainda faltam muitas respostas para esclarecer o crime.
A intervenção federal no Rio tem dado sinais de que não está funcionando. Claro que resultados devem ser esperados a médio e longo prazo, mas os três meses da operação não indicam sucesso. Improviso e marketing foram guias ruins para decisão tão importante

Tucanos põem Alckmin contra a parede em São Paulo

Alckmin voltou a ser cobrado sobre a montagem de um palanque único em São Paulo, estado que governou por mais de uma década.

Na reunião do PSDB desta quarta, dirigentes estaduais da sigla disseram que se ele não organizar o próprio terreno, as coisas vão continuar mal aparadas pelo país.
O presidenciável tucano tem dois apoiadores no estado: João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB). Há sugestões para todos os gostos.
Alguns pregam a adoção de uma chapa pura, com Doria na vice, abrindo terreno a França. Outros querem que Alckmin convença o pessebista a desistir da eleição.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

SARA muda de endereço e reúne órgãos vinculados

A Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (SARA) está funcionando na Avenida General San Martin, 1371, no bairro do Bongi, no Recife. A finalidade da mudança foi a integração entre órgãos o que permite melhor otimização de recursos e facilidade na resolução de demandas do setor. As novas instalações estão na mesma área “batizada” como Centro Integrado de Pesquisa Governador Miguel Arraes (CIGMA), a construção foi possibilitada através de convênio com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), através do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC – Embrapa) - uma ação que repassava recursos às instituições de pesquisa estaduais do País.
A mudança é importante também no quesito acesso ao público alvo atendido por esta secretaria de governo, já que muitos que aqui buscam atendimento se deslocam do interior do estado e teriam que se dirigir a unidades institucionais situadas em pontos diferentes, na capital, para solução de suas demandas. A concentração dos prédios da SARA com as vinculadas permite assim, à sociedade pernambucana a facilidade no atendimento dos pleitos ligados à agricultura, além de resultar em economia aos cofres do Estado.
A sede do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), no bairro do Bongi, no Recife, engloba a sede da SARA e as vinculadas Iterpe, Seaf e o espaço do Programa do Leite para Todos, facilitando o trato de assuntos relativos à cultura do campo. Em breve, o Centro também abrigará o Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (ProRural) e a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro) como pontua o secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Wellington Batista “Com a mudança ocorrida do IPA para sua nova estrutura, a SARA pôde realizar uma grande ação de integração com os órgãos vinculados à sua gestão. O objetivo é facilitar o atendimento às principais demandas, além de promover a integração entre os órgãos, ao mesmo tempo otimizando os recursos, com a economia gerada com a junção dos órgãos ligados à agricultura num mesmo espaço”.

Quanto tempo a inflação resiste ao dólar a 3,61?

POR FERNANDO BRITO · 09/05/2018



No momento em que escrevo, o dólar é negociado a R$ 3,61.

Uma variação de 15% sobre sua cotação de 12 meses atrás: em 9 de maio de 2017, a cotação estava em R$ 3,18.

Hoje ou amanhã, a Petrobras anunciará novo reajuste dos combustíveis, pressionados pela alta do petróleo, que segue subindo depois do “rompimento moderado” de Donald Trump do acordo atômico com o Irã, porque desacompanhado (ainda) de sanções econômicas.

Há um limite para que a baixa demanda por produtos “segure” a inflação em níveis relativamente baixos.

A fala do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, insinuando que os juros ainda podem cair, não recebeu crédito nem mesmo entre os “adoradores do BC”.

O motivo é simples: a alta da moeda americana vai, necessariamente, refletir-se na taxa de inflação e, portanto, no juro real.

Porque sem uma política de compensações, um aumento no dólar não será absorvido sem repasses pelo mercado.

No final do ano passado, entre as 57 empresas que detinham metade da dívida das dívidas de pessoas jurídicas, 40% dos compromissos eram em dólar, contra 28% em 2014.

Não há mágica em economia.

O que há é uma tranquilidade aparente, dados os compromissos da imprensa com o modelo de estagnação e arrocho fiscal que se implantou aqui como se implantou na Argentina, que acaba de se esborrachar contra a parede.

Os argumentos de que a situação é diferente da de nossos vizinhos – em razão das fortes reservas cambiais acumuladas nos governos petistas – são apenas parcialmente verdadeiros. Um movimento mais forte de venda de dólares pelo Banco Central representaria, como de alguma forma já representa, mais especulação contra a moeda brasileira.

Com a crise externa que não dá qualquer pinta de caminhar para acalmar-se e as incertezas eleitorais que só aumentam, vai se criando um caldo fortemente inflamável

Escola de Aplicação da UPE Garanhuns recebe novas bancas e aparelhos de ar-condicionado




A Escola de Aplicação Ivonita Alves Guerra, da UPE Garanhuns e Rede Estadual de Educação, recebeu recentemente 400 novos conjuntos de bancas e cadeiras escolares, e quatro novos aparelhos condicionadores de ar, de 24 mil BTUs. A aquisição foi uma conquista da reitoria da Universidade, segundo a diretora da escola, profª Joscivânia Rodrigues. 

"Nossa escola tem conseguido excelentes colocações nos sistemas que aferem a qualidade de ensino, e isto se deve também ao apoio que recebemos da Universidade de Pernambuco, e em especial do reitor, profº Pedro Falcão, que conhece nossa realidade e busca investir sempre em melhores condições de ensino." - Registra a gestora.

Os novos conjuntos adquiridos oferecem melhor conforto aos estudantes. Cadeiras e bancas são separadas e consideradas mais anatômicas para as faixas etárias dos estudantes. A Escola de Aplicação Ivonita Alves Guerra conta com turmas do 6º Ano Fundamental ao 3º Ano do Ensino Médio. O reitor Pedro Falcão, reiterou que com o apoio do Governo do Estado, uma nova remessa com mais 150 conjuntos de bancas e cadeiras devem chegar à escola em breve.

“O PSB não tem plano B”, diz líder do partido na Câmara


O líder do PSB na Câmara, deputado Julio Delgado (MG), disse, hoje, ao Broadcast/Estadão que o PSB “não tem um plano B” na eleição presidencial após o ex-ministro Joaquim Barbosa desistir da disputa. “Acho muito difícil (outra candidatura própria). O PSB não tem plano B. A eleição perdeu seu grande nome”, disse o parlamentar.

A sigla trabalha agora com dois cenários: liberar a bancada ou abrir uma negociação com Ciro Gomes, pré-candidato do PDT. Um acordo com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), opção preferencial do PSB paulista, foi descartado após uma resolução partidária restringir o diálogo à legendas de centro-esquerda.
Embora alguns caciques defendam que o PSB apresente outro nome na disputa presidencial, a tendência, segundo apurou a reportagem, é que ocorra a liberação do partido nos estados.
Em Brasília, o vice-presidente de Relações Governamentais do PSB, ex-deputado Beto Albuquerque, defendeu que o partido escolha um novo candidato para evitar uma cisão na legenda. 

Vereador e ex-PM acusados da morte de Marielle

Testemunha liga vereador e ex-PM ao assassinato de Marielle, diz jornal
Marcello Siciliano e ex-PM suspeito de chefiar milícia teriam planejado crime
Folha de S.Paulo

Um vereador do Rio e um ex-policial militar são apontados por uma testemunha como os mandantes da morte de Marielle Franco (PSOL), conforme publicado pelo jornal O Globo na noite desta terça-feira (8).
Segundo a reportagem, o vereador Marcello Siciliano (PHS) e Orlando Oliveira de Araújo —ex-PM preso sob suspeita de chefiar uma milícia— foram apontados como responsáveis pelo planejamento do crime.
Além da vereadora, o motorista Anderson Gomes também foi morto numa rua do bairro do Estácio, na zona norte do Rio, no dia 14 de março. O carro foi atingido quando Marielle voltava para casa.
As informações foram dadas por um homem que trabalhou para um grupo paramilitar do Rio, segundo o jornal carioca. Ele teria procurado os policiais para contar, em troca de proteção.
Siciliano tem como reduto eleitoral o bairro de Vargem Grande, região dominada por milícias, que cobram de comerciantes e moradores por serviços nas comunidades. 
De acordo com a reportagem, o homem que revelou o esquema trabalhou como segurança do ex-policial militar, que estava foragido na época no início do planejamento do assassinato.
Nos seus depoimentos à polícia, ele contou com detalhes o planejamento do assassinato da vereadora do Rio.
Segundo O Globo, a testemunha contou que o crime começou a ser planejado em junho do ano passado. Ele disse que presenciou pelo menos quatro conversas entre o político e o ex-policial. Também informou nomes de quatro homens escolhidos pela dupla para cometer o crime.
De acordo com a reportagem, pelo menos dois homens foram mortos depois do assassinato de Marielle Franco, como queima de arquivo.
Carlos Alexandre Pereira Maria, 37, o Alexandre Cabeça, e Anderson Claudio da Silva, 48, foram mortos pelos milicianos, segundo o jornal.
O corpo de Alexandre Cabeça foi encontrado no último dia 8 de abril, mais de três semanas depois do assassinato de Marielle, dentro de um carro, por policiais militares do 18º BPM (Jacarepaguá).
Já o policial reformado Anderson Claudio da Silva foi morto com vários tiros, inclusive de fuzil, ao entrar em seu carro, na praça Miguel Osório, no Recreio dos Bandeirantes.
Anderson dirigia uma BMW blindada. Ele se aposentou como subtenente em 2015, após ser baleado em operação no Complexo do Chapadão.
Um dos carros envolvidos na ação foi visto circulando antes do crime próximo ao campo de futebol na comunidade da Merk, controlada pelo ex-policial militar.
Folha não conseguiu contato até a conclusão desta edição com o vereador e o ex-PM.

CNT divulga segunda-feira 1ª pesquisa sem Barbosa


POR FERNANDO BRITO · No TIJOLAÇO


Os que especulam sobre quem seria o “beneficiário” da desistência de Joaquim HuckBarbosa vão ter material para suas análises apressadas na segunda-feira, data a partir da qual está liberada a divulgação da pesquisa registrada ontem pela Conferderação Nacional dos Transportes, através da empresa MDA. É uma pesquisa tradicional, que esta em sua 136ª rodada e, por isso, permite comparações.

As perdas e ganhos dos demais candidatos, porém, não podem ser aferidas assim, ao sabor de superficialidades aritméticas do “mais um ponto, menos dois pontos”.

A “conta” política é, neste caso, francamente favorável à esquerda, porque significa que sai da disputa alguém que, apoiado por interesses conservadores, poderia criar confusão na cabeça do eleitor.

Ciro Gomes, em primeiro lugar, porque deixa “solteiro” o PSB para, em aliança formal ou informal, apoiá-lo, especialmente no Nordeste, onde a entrevista do governador maranhense Flávio Dino (PCdoB) mostra que não são suficientes as burradas do ex-governador do Ceará para interditar o caminho de uma aliança, caso persista o bloqueio à candidatura Lula.

Lula, por sua vez, sabe que anunciar agora o apoio a um “substituto” seria um duplo desastre.

Primeiro, enfraqueceria sua defesa, que perderia o seu eixo principal (e verdadeiro): a prisão do ex-presidente é, antes de tudo, apenas uma fórmula para evitar que dispute e ganhe as eleições presidenciais.

Em seguida, reduziria seu capital político, que tende a crescer quanto mais os outros concorrentes seguem embolados em degraus bem abaixo do patamar onde o ex-presidente se encontra. Nesta situação, apoio é algo que não se pode dispensar e muito mais ainda o do líder, disparado, das pesquisas de opinião.

Há, ainda, um terceiro fator, ainda não muito claro mas, a confirmar-se, certamente mais importante: os sinais de um aprofundamento da crise são evidentes e muito agudos. Recorde-se que o bem é lentamente percebido, mas o mal é imediatamente sentido.

A Argentina, aliás, fica aqui do lado.

No campo conservador, é certo que Geraldo Alckmin lucra com o sumiço de um candidato que poderia “comer” seus votos na elite, mas sua situação de subnutrição eleitoral é tão dramática que admite até roer os ossos do Governo Temer para chegar ao segundo turno.

Marina Silva, o ectoplasma da política brasileira, é algo difícil de avaliar pois, afinal, só existe nas pesquisas eleitorais. Não tem, como é possível sentir na vita prática, existência material e vaga apenas no mundo dos que crêem em sua existência.

A ausência de Joaquim Barbosa no processo eleitoral, sob todos os pontos de vista, ajuda a que haja uma mais clara compreensão do processo polar que, queira-se ou não, a eleição tende a tomar e, no qual Lula, candidato ou indicador de candidato, será a força decisiva.

Se Ciro Gomes quiser, tem tudo para ser o estuário desta força. Mas terá de reabir os canais com uma posição muito clara de solidariedade a Lula e ao PT. Não sou dos que enxergam como algo impossível: afinal, ele o fez (muito mais que nos seus rompantes e palavras) na prática, quando chega a “hora H”, desde o segundo turno de 2002.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Joaquim Barbosa não será candidato a presidente

247 -  O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, filiado ao PSB, informou, por meio de sua conta pessoal no Twitter, na manhã desta terça-feira (8), que não será candidato à Presidência da República. 
"Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal", escreveu.
Joaquim Barbosa vinha sendo apontado como um nome capaz de representar "o novo" na disputa, capaz de representar uma opção de direita ou centro-direita. Logo depois do anúncio de sua pré-candidatura, ele obter índices ao redor de 10% nas pesquisas eleitorais. Com  decisão, muda todo o cenário eleitoral mais uma vez. Aparentemente, a candidatura de Ciro Gomes deve ser favorecida e Marina Silva perde sua única chance de composição na disputa. 

Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal.

O suicídio de um país

POR FERNANDO BRITO no TIJOLAÇO




É preciso ser muito otimista – ou ingênuo, se preferir – para não crer que estamos a caminho de uma ainda maior deterioração da já precária ordem econômica mundial.

A esta altura, não é difícil prever que a “guerra comercial” de Donald Trump mais cedo ou mais tarde perderá o apêndice “comercial”.

A “retomada econômica” – aquela que seria imediata, com a “invasão” de investidores estrangeiros logo após a queda do governo do PT, depois passou a ser “lenta, gradual, porém segura” e, afinal, virou um festival de sinais de alerta se acendendo à nossa frente – deu chabu.

Some-se ainda a isso um cenário eleitoral absolutamente anárquico, onde a direita tem vários candidatos, a esquerda, quase nenhum e, ainda assim, o conservadorismo não sabe se e como vencerá.

No entanto, tudo o que se lê e se vê acontecer é um sem fim de ações policiais, provocações do MP e arreganhos do Judiciário.

Será que, diante disso, ficaremos diante de afirmações de “purismo” eleitoral – de uns e de outros – e deixaremos de compreender que estão dadas, como poucas vezes, as condições de enfrentar uma direita dividida em um país onde teve toda a liberdade de agir e só colheu fracassos?

Verdade que processos políticos exigem maturação. Não tenho a menor dúvida de que, neste momento, Lula está atento a isso. Decisões e adesões de afogadilho nunca são bom caminho. Muito menos as fundadas em simpatias ou antipatias pessoais.

Será preciso que se perceba a inviabilidade de qualquer projeto excludente.

Que se veja, com clareza, que o Brasil, como nação, está morrendo e que não se pode, diante deste risco, também ser suicida

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Maia: R$ 77 mil do presidente da Eletrobras é imoral

Da coluna Painel na Folha de São Paulo
A tentativa do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, de aumentar o próprio salário para R$ 77 mil em meio ao debate sobre a privatização da estatal irritou o presidente da Câmara.
“Essa proposta de reajuste é imoral”, criticou Rodrigo Maia.
Para Maia, “se há crise no sistema, não faz qualquer sentido aumentar salário”. “Assim eles perdem as condições de propor a privatização. O silêncio do Ministério de Minas e Energia é grave”, concluiu.
A pasta é comandada por Moreira Franco (MDB). 

A 5 meses da eleição, não se sabe o que pensa Barbosa



Já passou da hora de ex-ministro se definir e expor suas ideias ao escrutínio público

Ranier Bragon – Folha de S.Paulo

Daqui a exatos cinco meses os brasileiros irão às urnas escolher o novo presidente da República, mas um dos principais nomes da disputa abriga-se até agora debaixo de um confortável e enigmático silêncio.

Se ainda faltavam exemplos de como precisamos aperfeiçoar nossa jovem democracia, Joaquim Barbosa está aí para nos lembrar disso. 

Há quatro anos ausente da vida pública após se aposentar no Supremo, o ex-ministro de 63 anos —faz 64 justamente no dia do 1º turno— arrasta-se há meses no suposto dilema de se lançar oficialmente na disputa ou continuar fora da política.

Por mais sinceras que sejam suas dúvidas, por mais real que seja a resistência familiar e de setores do PSB, partido ao qual se filiou, trata-se da candidatura ao comando de um país de 209 milhões habitantes e problemas pra dar, vender e exportar.

Já passou da hora, faz muito tempo, de Joaquim Barbosa anunciar publicamente se pretende de fato se lançar a esse monumental desafio, e daí se submeter abertamente e sem melindres a todo o extenso, rigoroso e necessário escrutínio público. Ou se vai ficar de fora dessa —e aí ninguém vai ter nada a ver com isso.

Faltando apenas cinco meses para o dia D, o que Barbosa pensa sobre a economia? Está boa, tem que manter isso, viu, não tem? Da política? Do Congresso? Da miséria, do desemprego, da morte da bezerra? 

O que pensa hoje Barbosa sobre sua atitude de 2013, quando presidia o STF e mandou o jornalista Felipe Recondo chafurdar no lixo? A atitude lhe rendeu uma condenação por danos morais. Arrependeu-se ou acha que agiu de forma correta?

Sobre tudo isso e algo mais, as precárias informações brotam de restritos interlocutores, escassos pronunciamentos ou limitadas análises de sentenças dos anos de toga.

Barbosa parece ainda apegado a maneirismos imperiais de um mundo jurídico cerimonialista e blindado do contraditório. Cenário inimaginável para um candidato a presidente de um país que se quer democrático e com instituições sólidas.

Maioria dos brasileiros chama o golpe de… golpe


POR FERNANDO BRITO ·no Tijolaço



Para desespero dos comentaristas de política, que insiste em dizer que o impeachment foi “democratico” e chegam a criticar instituições acadêmicas dispostas a estudar o golpe de 2016 com este nome, a maioria dos brasileiros acha que o golpe foi… um golpe.

Pesquisa do Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação, braço do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INTC), com 2.500 entrevistas domiciliares em 179 municípios, mostrou que 47,9% dos brasileiro identifica a derrubada da presidenta como um golpe de estado, contra 43,5% que acha que o episódio seguiu ritos democráticos.

O levantamento está publicado no Valor e revela porcentagem muito semelhante aos que concordam, no todo ou em parte com a condenação de Lula (45,5%)

É incrivel que uma das maiores ofensivas de mídia de que se tem notícia na vida brasileira não tenha conseguido arrastar sequer a metade da opinião pública.

A verdade é uma rocha que as ondas de mídia podem encobrir, mas não podem destruir.

PS. A proposito, para os que acham que as redes sociais são as rainhas da formação da opinião sobre a política, o mesmo levantamento indica que 52,4% das pessoas se informa pelos noticiários de TV e apenas 5,6% que fazem isso via fecebook e outros programas de relacionamento via web.

domingo, 6 de maio de 2018

Brasil e Argentina na Copa da derrota

Reformas fraquejam nas duas economias mais fracassadas da década na América Latina

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo

A Argentina voltou às manchetes com um de seus produtos típicos, o risco de crise externa, tão clichê quanto seus bifes, doces de leite e alfajores.


Não parece que os vizinhos vão quebrar, mas o sucesso do governo de reformas liberais de Mauricio Macri subiu no telhado, de onde pode mergulhar numa tina de vinagre. O reformismo brasileiro corre o mesmo risco.
Seja com saídas pela direita ou pela esquerda, Brasil e Argentina são as economias mais fracassadas da América Latina da década. Não entram nessa comparação os pequenos países da América Central. A Venezuela não conta porque ora não existe.
Desde 2010, o Brasil cresceu 3,2%. A Argentina, 8,1%. Chile, Colômbia, Equador, México e Uruguai cresceram entre 22% e 30%. Bolívia, Paraguai e Peru, entre 35% e 41%.
Não adianta dizer que a comparação é injusta para o Brasil, por levar em conta justamente os anos de crise. Ficamos na rabeira distante em quase qualquer período considerado, desde 1990. A exceção foram os anos prateados de Lula, 2004-2010, quando este país ficou apenas na média latino-americana.
Os governos nacionais têm déficits feios, em torno de 2% do PIB no Brasil e de horrendos 3,9% do PIB na Argentina (em 2017), embora paguemos juros maiores pela nossa dívida, também bem maior.
O problema dos vizinhos é que o governo pega dinheiro emprestado no exterior a fim de financiar o rombo. Desde que Macri assumiu a Presidência, quase 70% do déficit foi coberto por meio de endividamento externo (sob os Kirchner, o país estava fora do mercado mundial, na prática).
As reservas internacionais são pequenas e minguantes. O déficit externo anda em 4,8% do PIB, o maior em 20 anos (é de 0,5% do PIB no Brasil). Isto é, as transações de bens e serviços com o exterior estão em alerta vermelho crítico.
Para terminar este resumo breve, a inflação na Argentina está em 25% ao ano, embora tenha sido de 40% em 2016, em parte resultado de reajustes de preços de serviços públicos, tabelados e subsidiados pelos Kirchner, o que ajudou a estourar o déficit público.
O diagnóstico sumário é que a Argentina consome muito mais do que pode e se endivida no exterior a fim de pagar a conta.
Enquanto houvesse dinheiro sobrando no mundo, a custo baixo, seria possível fazer um ajuste gradual e evitar tumulto político em um país muito mais inflamável do que o Brasil. Era o plano Macri, que de resto faz ou negocia reformas muito mais suaves que as brasileiras, da Previdência ao trabalho.
O problema é que há risco de que o crédito mundial comece a minguar. Quem tem mais dívida, déficits e poucas reservas padece primeiro.
A fim de estancar a sangria e evitar disparada do dólar, a Argentina elevou brutalmente suas taxas de juros e prometeu déficit público menor. Caso esse arrocho simultâneo, juro e gasto, persista por muito tempo, o crescimento também vai minguar.
Assim, o controle das contas públicas dependerá de arrocho mais profundo, com risco de crise política, ou não ocorrerá, com risco de crise externa aberta.

Não é tempestade ainda, mas o tempo fechou.

No carro-forte, Temer?


POR FERNANDO BRITO no TIJOLAÇO


Na revelação, manchete da Folha, do policial militar Abel de Queiroz, motorista do carro blindado que transportou dinheiro para o amigo e assessor de Michel Temer, aparecem dois outros nomes de seguranças que participaram das entregas de dinheiro vivo – Oliveira e Alves – que, a esta altura, já devem ter tido seus depoimentos tomados.

Três pessoas de uma empresa de transporte de valores – e outras mais, pois alguém os mandou ao “serviço” – formam uma base testemunhal difícil de ser demolida pela defesa de José Yunes que, no máximo, poderá tentar dizer que o dinheiro era para ele ou para outro auxiliar do presidente que, como o primo de Aécio Neves, possa ser morto antes de delatar.

Michel Temer, sem ter mais o que dizer ou fazer, é um molambo presidencial.

Ainda assim, a situação do campo golpista é de tal maneira desesperadora que O Globo confirma as tratativas de Geraldo Alckmin para recolher “o legado” de Temer, numa insensatez tão grande quanto a de Henrique Meirelles, que disse ontem que o país ” está na direção certa” e que “o futuro do Brasil requer continuidade, requer o MDB no poder para um País desenvolvido”.

Será que alguém acredita que possa sair alguma coisa deste aglomarado golpista que seja minimamente palatável ao eleitor?

O país está “prontindo” para uma aventura político-judicial, que vai nos levar para mais perto da dissolução, muito mais do que já nos levaram os golpistas tucano-temeristas.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

As duas constituições do Brasil , a pré e a pós-impeachment

Em um longo artigo na Piauí – a meu ver com distorções que não invalidam o texto – Celso Rocha de Barros, colunista da Folha, resume de forma brilhante , em três parágrafos, a “legalidade” praticada pela mídia e pela Justiça brasileira.

Antológico, vale a pena ler:

Na verdade, o Brasil teve outra Constituição em 2015-2016, e ela foi revogada após o impeachment. Em 2015, delações eram provas suficientes para derrubar políticos e encerrar carreiras. Em 2017, deixaram de ser. Em 2016, era proibido nomear ministros para lhes dar foro privilegiado; em 2017 deixou de ser. Em 2016, os juízes eram vistos como salvadores da pátria, em 2017 viraram “os caras que ganham auxílio-moradia picareta”. Em 2015, o sujeito que sugerisse interromper a guerra do impeachment em nome da estabilidade era visto como defensor dos corruptos petralhas; em 2017 tornou-se o adulto no recinto, vamos fazer um editorial para elogiá-lo. Em 2015, presidentes caíam por pedaladas fiscais; em 2017 não caíam nem se fossem gravados na madrugada conspirando com criminosos para comprar o silêncio de Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro. Em 2015, a acusação de que Dilma teria tentado influenciar uma decisão do ministro Lewandowski deu capa de revista e inspirou passeatas. Em 2017, Temer jantou tantas vezes quanto quis com o ministro do Supremo Tribunal Federal que o julgaria no TSE e votaria na decisão sobre o envio das acusações da Procuradoria-Geral da República contra ele, Temer, ao Congresso. Em 2015, Gilmar teria cassado a chapa Dilma-Temer. Em 2017, não cassou.

O leitor pode ter qualquer opinião sobre temas jurídicos: talvez não lhe pareça razoável considerar delação como prova; talvez não fosse razoável cassar a chapa no TSE; talvez seja legítimo nomear ministros para lhes dar foro privilegiado; talvez seja errado prender logo após o julgamento em segunda instância; talvez valha o benefício da dúvida quando o presidente é gravado combinando crimes.

O que é obviamente errado, e indiscutivelmente aconteceu no Brasil nos últimos anos, é um dos lados da disputa política ter o poder de ligar ou desligar instituições conforme seus interesses.

É isso: a lei, aqui, é conforme o freguês. Porque a Justiça, com a mídia, tornaram-se um partido político, de ideologia bem definida.

O texto de Barros, na íntegra, foi publicado aqui.

De caçador a caça

O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima viveu seu dia de caça nesta semana, num voo da Gol. Um dos passageiros passou por ele e disse “que cheiro de enxofre!”.

Depois, outros passaram a gritar “corrupto” e “Lula Livre” e a perguntar quando ele pediria a prisão de “um tucano”. Um comissário pediu silêncio. (Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo)

Sobrou: PSDB negocia sua chapa em Minas sem Aécio


Josias de Souza

Depois de alguma relutância, o senador Antonio Anastasia conformou-se com a ideia de disputar novamente o governo de Minas Gerais pelo PSDB. Marcou para o dia 14 de maio o ato de formalização de sua candidatura. Já dispõe até de slogan: “Reconstruir Minas.” A primeira obra da reconstrução deve ser a destruição da candidatura tóxica de Aécio Neves ao Senado.
O tucanato mineiro negocia com o PMDB a indicação dos dois candidatos a senador da coligação encabeçada por Anastasia. Se tudo correr como planejado, não haverá vestígio de Aécio na chapa majoritária. Nessa hipótese, o personagem que quase virou presidente da República em 2014 terá de se contentar em pedir votos para uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ou nem isso.
No mês passado, quando o presidenciável Geraldo Alckmin declarou que a conversão de Aécio em réu deixara “evidente” que ele tinha dois milhões de motivos para não ser candidato em 2018, o amigo de Joesley Batista dissera que sua candidatura seria decidida em Minas. Àquela altura, Aécio já era um cadáver político mal informado. Não sabia que sua candidatura à reeleição já tomara o caminho da cova.
Suprema ironia: aliado do governador petista Fernando Pimentel, que guerreia para ser reconduzido ao cargo, o PMDB passou a flertar com o PSDB em Minas depois que o PT ameaçou lançar Dilma Rousseff como postulante ao Senado. Brotaram resistências dentro do próprio petismo. Os companheiros também gostariam que madame concorresse à Câmara

quarta-feira, 2 de maio de 2018

De que adianta um presidente que não pode sair às ruas

Ricardo Kotscho
Costumo me colocar no lugar dos outros para saber o que eles estão sentindo para fazer a pergunta do título desta coluna.

Acuado, assustado, gaguejando diante dos microfones da imprensa, cheio de “naturalmente”, “exatamente”, “lamentavelmente”, sem saber o que dizer, ouvindo gritos de “golpista!”, diante de mais uma tragédia, a deprimente figura de Michel Temer era o próprio retrato de um país sem governo, após o incêndio e o desabamento de um prédio em São Paulo.
Foi para isso que ele tramou desde a posse de Dilma Rousseff no segundo mandato para derrubá-la e tomar seu lugar?
Só para botar a faixa de presidente e receber os rapapés dos bobos da corte deslumbrados com o poder que lhes caiu no colo?
Alcançados os objetivos da aliança golpista para derrubar Dilma e jogar Lula numa cela solitária, Temer descobriu que não pode mais nem mais sair à rua.
Confinado nos Palácios do Planalto e do Jaburu, o que sobra para Temer fazer nos oito meses que faltam para terminar seu mandato?
Devem ser muitas as perguntas que o presidente está se fazendo neste momento.
“Eu não poderia deixar de vir aqui, sem embargo dessas manifestações, porque, afinal, eu estava em São Paulo e ficaria muito mal eu não comparecer aqui para dar exatamente apoio àqueles que perderam, enfim, suas casas”, limitou-se a balbuciar para os repórteres, cercado por uma multidão que gritava: “Nós queremos casas!”.
Se “ficaria muito mal eu não comparecer”, ficou muito pior ele ir embora correndo empurrado por seguranças, sem falar com as vítimas.
Que tipo de apoio o presidente da República poderia dar, se ele não manda mais nada e, do vice de Dilma que não queria mais ser, passou a ser um presidente decorativo?
Ao completar dois anos no poder que usurpou, cercado por denúncias de corrupção dele mesmo e do seu bando, desconfio que Temer deve estar profundamente arrependido.
Agora é tarde.
Vida que segue.

Leilão do triplex de Lula não recebeu nenhum lance

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo
tríplex atribuído a Lula pelo juiz Sergio Moro segue encalhado: até o fim da semana passada, nenhum lance tinha sido feito pelo imóvel, que foi levado a leilão por R$ 2,2 milhões.
O site Canal Judicial dá informações detalhadas sobre a situação jurídica do apartamento como, por exemplo, a de que ele está “registrado em nome da OAS Empreendimentos” e tem dívidas de R$ 47 mil de condomínio “que serão de responsabilidade do arrematante”.
A página afirma que os móveis do tríplex como armários e camas estão “em bom estado de conservação”. Mas não pode garantir o mesmo sobre o elevador, já que “a luz da unidade não está ligada”.
Cerca de 32 mil pessoas já visitaram o site em que o tríplex está sendo anunciado, sem oficializar, no entanto, interesse por ele.
Obs do Blog: Elevador que não existe.

STF: ministros vão dar o troco ao MPF dando poder à PF


Coluna do Estadão - Andreza Matais
Um dos argumentos que será usado por ministros do STF para defender que a Polícia Federal faça delação premiada é que a medida enfraquece o poder do Ministério Público, detentor da prerrogativa. O tema, que deve ser pautado em breve pela ministra Cármen Lúcia, começou a ser julgado em dezembro passado, mas foi adiado porque os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski estavam ausentes. Na ocasião, a maioria votou a favor das polícias firmarem acordos de colaboração, mas divergiram sobre o aval do MP para a homologação.
A discussão voltou aos holofotes depois de o ex-ministro Antônio Palocci fechar um acordo com a PF, sem a participação dos procuradores.
Entre os acordos do MPF mais polêmicos está o que garantia o perdão judicial ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, e que foi revogado meses depois de concedido pelo então procurador-geral, Rodrigo Janot.

Paulo leva ações ao Sertão do Pajeú

O governador Paulo Câmara estará, hoje, nos municípios de São José do Egito e de Tabira, ambos no Sertão do Pajeú do Estado, para, entre outras atividades, comandar ações no âmbito da educação e da agricultura familiar. 
Em São José do Egito, Paulo irá conduzir a Caravana da Educação e a Pactuação de Metas. Ainda no município, o governador inaugurará a 3ª Seção do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco e o Sistema de Abastecimento de Água Riacho do Meio.
Em seguida, Paulo irá ao município de Tabira para fazer uma visita de inauguração ao Curral do Gado Tabira. O equipamento, que recebeu um investimento de R$ 1,6 milhão, irá proporcionar melhores condições de trabalho e de acomodação de animais. 
Além disso, o governador irá inaugurar o entreposto do mel da Cooperativa de Agricultura Familiar, Indígena e Assentados do Nordeste Brasileiro, beneficiando cerca de 320 famílias. Durante solenidade, será lançada a primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa. A medida é uma forma de manter o status de Pernambuco ser área livre de febre aftosa, obtido em 2014, e reconhecido pela organização internacional de epizootias (OIE).