terça-feira, 9 de junho de 2015

Dilma: plano de concessões é “virada de página”

A presidente Dilma Rousseff classificou, hoje, de "virada de página" o plano de concessões de R$ 198,4 bilhões anunciado pelo governo para melhorar a infraestrutura logística do país e ajudar no combate à crise econômica. Além de mais uma tentativa de modernizar o escoamento da produção brasileira, o pacote federal também é uma tentativa de Dilma de reagir à queda de sua popularidade provocada pela desaceleração da economia.
A nova fase do Programa de Investimento em Logística (PIL) prevê concessões em áreas como aeroportos, portos, rodovias e ferrovias. Dos R$ 198,4 bilhões estimados pelo governo em investimentos por parte da iniciativa privada, R$ 66,1 bilhões devem ser aplicados na modernização (duplicação e melhorias) de rodovias federais. O Executivo federal prevê o leilão de 11 lotes de estradas, totalizando 4.371 quilômetros.
"[Estamos aqui] para lembrar que, para nós, desenvolvimento significa investimento, emprego, renda e qualidade de vida. Significa capacidade de crescer, trabalhar e produzir. Estamos iniciando progressiva virada de página, virada gradual e realista para mostrar que, se são grandes as dificuldades, maiores são a energia e a disposição do povo e do governo de fazer nosso país seguir em frente", disse Dilma.
Em meio ao discurso, Dilma aproveitou para responder, indiretamente, às críticas que têm sido direcionadas ao seu governo. A petista destacou que está apenas iniciando seu segundo mandato e que ainda tem praticamente quatro anos para colocar em prática suas promessas eleitorais.


"Para lembrar que nosso governo não é de quatro meses, é de quatro anos. Estamos na linha de saída, e não na linha de chegada", enfatizou.

Concessões para rodovias chegam a R$ 152 bi

Presente ao anúncio do pacote de concessões na área de infraestrutrura, feito há pouco pela presidente Dilma, o governador Paulo Câmara (PSB) comemorou a entrada do Estado nos seguintes projetos: duplicação da BR-232 de São Caetano a Cruzeiro do Nordeste, construção do Arco Metropolitano nas imediações da BR-101 e três terminais do Porto de Suape (grãos, minérios e contêineres). Segundo o governador, no caso do aeroporto dos Guararapes só deve entrar na primeira rodada de 2016."Esperamos que nossos projetos sejam atrativos à iniciativa privada", disse.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Governador estará em Brasilia em anuncio de programa federal

O governador de Pernambuco Paulo Câmara participará nesta terça feira em Brasilia, 9 de junho às 10: 00 horas da Cerimônia de anúncio da nova etapa do Programa de Investimento em Logística, do Governo Federal.

o Local será o Salão Nobre, no  2° andar do Palácio do Planalto, Brasília (DF).

Escritório de Projetos divulga balanço final da entrega de propostas

O Escritório de Projetos recebeu um total de 123 propostas que concorrem ao financiamento para a elaboração de projetos de engenharia nas áreas de infraestrutura urbana e rural, educação, saúde, segurança, desenvolvimento social, meio ambiente e sustentabilidade. Desse total, 14 são de consórcios municipais. O valor total solicitado pelos municípios foi de R$ 23,1 milhões, mais do que o dobro disponível, de acordo com o edital lançado em março.

O secretário de Planejamento e Gestão, Danilo Cabral, comemora o resultado e destaca o fortalecimento da parceria do Estado com os municípios pernambucanos. “O Escritório de Projetos faz parte da iniciativa de estruturar parcerias permanentes do Estado com os municípios no sentido de eles captarem recursos para que eles possam viabilizar as ações que eles acham importantes”, afirma.

O balanço geral foi divulgado nesta segunda-feira (8) após a prorrogação do prazo da entrega das propostas por mais cinco dias. Inicialmente, o edital determinava a entrega no dia 31 de maio, mas, atendendo a um pedido dos prefeitos, esse prazo foi estendido. Ao todo, 156 municípios foram contemplados nas propostas. “É um número bastante positivo, que vai nos dar subsídio para uma análise mais integrada e abrangente de todas as propostas”, afirma a gerente do Escritório de Projetos, Daniela Medeiros.

A maior parte das propostas apresentadas é referente a projetos de urbanização e pavimentação (50%). As áreas de abastecimento d’água e gestão de resíduos sólidos tiveram 32% e 10% das demandas respectivamente. Também há demandas nos segmentos de saúde (5%), educação (2%) e desenvolvimento econômico (1%). A região do Agreste foi a que mais apresentou propostas, seguida pelo Sertão (28%), pela Zona da Mata (26%) e Região Metropolitana do Recife (5%).


O resultado da seleção do edital será divulgado no dia 30 de agosto. As propostas serão analisadas e selecionadas a partir de critérios de hierarquização. Terão prioridade, por exemplo, as demandas apresentadas por consórcios. Também serão levados em consideração requisitos como a existência de linhas de financiamento garantidas, a população com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o maior número de pessoas beneficiadas e o atendimento à população residente em áreas de risco. 

UPE: Evento CombinaTIvidade reúne mundos da computação, tecnologia e educação.

O curso de Licenciatura em Computação da UPE - Universidade de
Pernambuco - Campus Garanhuns, em parceria com a TEC Jr (Empresa
Júnior), está realizando no dia 17 de junho o evento combinaTIvidade -
Reflita, Combina e Resolva! Das 8h às 18h, serão realizadas Palestras,
Oficinas, Minicursos e Competições, simultaneamente.
 
O evento combinaTIvidade proporcionará aos participantes um dia de
muito conhecimento sobre Tecnologia, Educação, Criatividade e
Inovação! Além disso, haverá competições de jogos virtuais propiciando
momentos de diversão e integração entre os participantes.
 
O título do evento é uma analogia ao nome Criatividade criada pelo
empreendedor, comediante e palestrante Murilo Gun. Sabemos que a
criatividade é uma habilidade humana de resolução de problemas. Como a
palavra CRIAtividade é ruim por passar a ideia de que para ser
criativo é necessário criar coisas, Murilo afirma que na maioria das
vezes a solução encontrada é simplesmente a combinação de ideias já
existentes. Diante disso, foi criada uma programação que combina
diversas atividades e variados temas em apenas um dia!
 
O evento deve contar com estudantes de ensino básico, técnico e
superior, professores, profissionais, gamers e entusiastas nas áreas
de Computação, Tecnologia e Educação!
 
Confira a programação do evento em http://www.combinatividade.kinghost.net/
 
Acompanhe também o evento no Facebook em
https://www.facebook.com/events/481088512040631/
 

Pernambuco tem menor taxa de abandono escolar do Brasil

Pelo segundo ano consecutivo, Pernambuco segue tendo a escola pública mais atrativa do Brasil. Segundo o ranking anual divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as escolas da Rede Estadual de Ensino Médio registraram, em 2014, a menor taxa de abandono escolar do Brasil: apenas 3,5% dentre todos os alunos matriculados não concluíram o ano letivo.

Ainda conforme o ranking 2014 do Inep, o segundo estado com a menor taxa de abandono do País é São Paulo, com 5,0%, seguido por Goiás, com 6,9%. 

Em 2013, Pernambuco já havia registrado uma taxa de 5,2% - também a menor do país, naquela ocasião. E em 2014, mesmo já ostentando o primeiro lugar no ranking, foi o que mais reduziu, também, em termos percentuais: 32,7% (de 2013 para 2014). 


Em 2007, Pernambuco chegou a ser o segundo Estado com a maior taxa de abandono escolar do Brasil, ou seja, saiu de uma das piores posições para a melhor.

Acabou a greve de professores estaduais de PE



Em assembleia, agora há pouco, os professores da rede estadual de ensino resolveram acabar a greve, voltando ao trabalha  amanhã. A categoria  aceitou a proposta oferecida antes pelo Governo de escalonar o percentual de aumento.

Como qualificar colunista da Veja "que pediu mais prisões e menos escola"

Eduardo Guimarães

 
 
 
 
 Texto de Eduardo Guimarães para o blog da Cidadania

Quem achou que a agressão moral praticada por um dos “ideólogos” do grupo fascista “Revoltados On Line” a um frentista seria o fundo do poço da ultradireita brasileira, errou. Mesmo as agressões físicas que os neofascistas tupiniquins vêm praticando não se comparam a recente ato criminoso praticado pelo colunista da revista Veja Rodrigo Constantino.
Em seu “blog”, asquerosamente instalado no portal da revista semanal, esse elemento publicou um post cujo título é mais do que suficiente para definir não apenas a “obra”, mas o autor: “Menos escolas, mais prisões!”
Um texto com esse título não precisa ser lido para ser repudiado. Infelizmente, por falta de Educação e excesso de encarceramentos até mesmo os setores mais instruídos da sociedade têm o péssimo hábito de ler apenas os títulos dos textos, que, na era da avalanche de informações na internet, têm que resumir o conteúdo a que remetem para não ser ignorados.
Houve tempo em que um título bem engendrado estimulava o leitor a descobrir o conteúdo a que remetia. Hoje, porém, as pessoas formam conceitos com base em frases curtas que intitulam textos que frequentemente não dizem o que a chamada insinua. Desse modo, uma frase como a que intitula o post do colunista da Veja tem, por si só, um efeito altamente danoso.
Só por isso o texto “Menos escolas, mais prisões” já deveria ser repudiado, pois quem escreve em um veículo de grande alcance tem que ter responsabilidade. Todavia, a leitura completa dessa excrescência elucubrada por Constantino não atenua a barbaridade que é o título.
Ao ser cobrado por seus leitores pela barbaridade que cometeu, Constantino ainda tentou minimizar seu crime de lesa-pátria – e, muito provavelmente, de lesa-humanidade – com um post scriptum que acusa quem ficou chocado de “não saber” o que é uma “hipérbole”, que é o que teria usado no título.
Eis o remendo de Constantino:
“PS: Algum esquerdista qualquer divulgou esse meu texto e o blog foi invadido por bárbaros. Já tem até gente pedindo minha prisão pelo texto, ou seja, querem mais prisão para gente como eu, não para o assassino do médico ciclista Jaime Gold. É que são grandes humanistas, como Lenin, Stalin e Che. Ironicamente, eles me dão razão, corroboram a crítica de que temos uma péssima qualidade de ensino. Só sabem me xingar de “fascista”, não entenderam a crítica que faço ao sistema de ensino, não sabem o que significa “hipérbole” e ainda negam que exista doutrinação marxista em nossas escolas. Alguns leram apenas o título! Ou seja, uns alienados deformados justamente por esse ensino que critico, e gente que, por isso, acha que não precisamos de mais prisões ou do fim dessa doutrinação da qual foram vítimas”
Quem, evidentemente, não sabe o que é uma hipérbole é o próprio Constantino. Senão, vejamos: hipérbole é um recurso de estilo que se baseia em um exagero altamente evidente e propositado para conferir dramaticidade a uma ideia. Exemplo: se eu digo que já expliquei alguma coisa “um bilhão de vezes” a alguém, é evidente que se trata de uma figura de linguagem porque ninguém conseguiria explicar nada tantas vezes. Não é necessário, pois, explicar que, em verdade, a explicação não foi repetida nessa proporção. Isso é uma legítima hipérbole.
Não é o caso do título do texto de Constantino, pois já no primeiro parágrafo o autor justifica a proposta maluca de construirmos menos escolas e mais prisões.
“Não há discurso mais fácil do que repetir que a solução é mais educação. Nada mais é preciso depois dessa sentença mágica: seu autor é automaticamente visto como um ser nobre, sensível, um humanista. Quem pode ser contra mais educação? Claro que o debate sério e honesto deverá ser qualificado depois: qual educação? Quem paga? Que modelo? E esse ensino público que temos? Será que mais dinheiro público resolve mesmo? E há garantia de que mais escolas levam a menos crime, por exemplo? (…)”.
Quem paga pela Educação para quem quiser estudar e não tiver dinheiro para pagar escola? Em qualquer país civilizado, é o Estado. Até mesmo na Disneylândia do neoliberalismo, os Estados Unidos, o Estado banca Educação para todos. Nesse primeiro parágrafo, porém, Constantino põe em questão a mera existência do ensino público e gratuito.
Como se não bastasse, ainda formula uma questão cuja resposta não pode ser outra a não ser um sonoro SIM. Nem o neoliberal mais empedernido duvidaria de que Educação para quem não tem acesso certamente não eliminaria a opção de todos pela criminalidade, mas, por certo, reduziria o contingente dos que fazem essa opção.
Há uma vastidão de trabalhos científicos que dão conta de que a Educação é um poderoso instrumento de combate à criminalidade. Quem não sabe disso?
Um exemplo: a potencialidade da escola como um fator para influenciar o comportamento dos alunos e reduzir a violência foi comprovada pela economista Kalinca Léia Becker em sua tese de doutorado realizada no programa de pós-graduação em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultutra Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. A pesquisa foi orientada por Ana Lúcia Kassouf, professora do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES) da Esalq e mostra que quando ocorre o investimento de 1% na educação, 0,1% do índice de criminalidade é reduzido.
Se formos buscar estudos que comprovem o potencial da Educação no combate à degeneração moral das sociedades, haverá tanto material disponível que demoraria uma vida para ler.
Ao fim dessa peça tétrica de estupidez composta pelo colunista da Veja, ele ainda trata de reafirmar sua tese de que é melhor construir mais prisões e menos escolas. O último parágrafo de seu texto não deixa dúvida de que ele não usou uma hipérbole em seu texto e que acredita piamente na ideia-força dele:
“(…) Diante desse quadro de ensino público caótico e marxista, e da falta de lugar nas prisões, talvez seja o caso de concluir, com alguma hipérbole, que precisamos de MENOS ESCOLAS, MAIS PRISÕES!”.
Que “hipérbole”? Constantino está ou não pregando que, em vez de educar jovens, é melhor construir mais prisões? A premissa imbecil de que estudar Karl Marx leva o indivíduo a cometer crimes não anula a “solução final” do indigitado “colunista” de que é melhor prender jovens do que permitir que tenham contato com a obra de um dos maiores pensadores da história da humanidade, estudada nos quatro cantos da Terra.
Há um projeto de lei na Câmara dos Deputados que poderia resolver o dilema que perturba o colunista da Veja. Um deputado federal desocupado, Rogerio Marinho (PSDB-RN), titular da Comissão de Educação daquela casa, propôs, recentemente, lei que torna crime o “assédio ideológico” em ambiente escolar. O projeto psicótico prevê pena de detenção de três meses a um ano e multa, com possibilidade de aumento da punição, caso o ato seja praticado por educadores ou “afete negativamente a vida acadêmica da vítima”.
Esse projeto fascista, por incrível que pareça, é menos danoso que a proposta de Constantino porque ao menos não busca eliminar a Educação pública em prol de mais vagas nas prisões. Ao menos admite que é preciso educar os nossos jovens, ainda que incorra na loucura de querer impedir que um professor expresse um ponto de vista legítimo que o educando pode ou não assimilar no decorrer da vida.
Se houvesse no Brasil essa doutrinação “marxista” nas escolas a que o tal colunista alude, esta sociedade seria majoritariamente pró comunismo. É preciso dizer que isso não existe?
O post escrito por Constantino em seu “blog” no portal da Veja alcançou – até o momento em que este texto foi escrito – nada mais, nada menos do que incríveis 13 mil “curtidas” no Facebook. Mais de uma dezena de milhar de pessoas alfabetizadas concordaram com ele. Previsivelmente, grande parte delas concordou com o título “curtindo-o” naquela rede social sem sequer ter lido mais nada além da linha fina da matéria.
Ao fim e ao cabo desta reflexão, o que aflige seu autor é encontrar uma forma de qualificar Constantino que esteja à altura de seu nível de boçalidade, de egoísmo, de truculência, de falta de caráter. Infelizmente, não é tarefa fácil. Pensei nisso desde a noite de sábado até o fim da tarde de domingo e não consegui encontrar um qualificativo à altura.
Convido o leitor a sugerir um adjetivo que dê conta de definir adequadamente alguém como esse colunista da Veja. Mas, sendo sincero, duvido que alguém encontre definição que esteja à altura de alguém que comete um crime de tal envergadura.

Paulo Rubem diz que Pernambuco tem dinheiro para investir em educação


Paulo Rubem Santiago - foto Agencia Congresso


O presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Paulo Rubem Santiago (PDT) disse no V Seminário de Educação do Poder Legislativo, realizado na última sexta-feira, no Recife, que o Estado de Pernambuco “tem dinheiro” para investir em política educacional, falta apenas gastá-lo.
“Tem dinheiro (para investir em educação). É só olhar em que base o Estado desenvolve sua política tributária. Temos uma dívida ativa monstruosa e precisamos investigar porque a dívida ativa não é executada de uma forma mais contundente”, disse o ex-deputado pedetista, lembrando casos em que devedores do Estado passam mais de 10 anos sem pagar seus empréstimos e tributos.
Ele apontou o combate à sonegação fiscal e a revisão da matriz tributária como medidas importantes capazes de garantir recursos para a educação.
“Há muitos governadores e prefeitos reclamando da incapacidade de arcar com o reajuste do piso dos professores e de melhorar a qualidade das escolas, mas o problema não é de escassez fiscal e sim de inversão de prioridades”, afirmou.
Disse também que “o financiamento da educação é a estratégia mais importante para assegurar que o Plano Nacional de Educação e os planos estaduais e municipais possam garantir as grandes transformações no combate às desigualdades sociais”.
Ao final da palestra, a presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, deputada Teresa Leitão (PT), disse que o seminário teve uma participação plural: professores de todos os níveis de educação, gestores municipais e estaduais, além de entidades que compõem o Fórum Estadual de Educação.
O Seminário teve por finalidade aprofundar temáticas que deverão ser incluídas no Plano Estadual de Educação.
De acordo com a Lei Federal 13.005/2014, estados e municípios têm até o dia 25 de junho para aprovar os planos estadual e municipais de educação.

Colunista de Veja pede menos escolas e mais prisões

247 - Assunto polêmico prestes a ser apreciado pela Câmara dos Deputados, a redução da maioridade penal é, sim, 'solução' para combater a violência no Brasil, na opinião de Rodrigo Constantino, colunista da Veja. Ele critica texto do jornalista Luiz Garcia, que demonstra preocupação com a probabilidade de a redução da maioridade piorar a superlotação carcerária em todo o País. Para Constantino, "a esquerda é contraditória".
"Há uma clara contradição no discurso da esquerda. Ou os casos de adolescentes criminosos são poucos, quase insignificantes, ou são muitos, a ponto de representarem uma grande ameaça ao já excessivo contingente de presos nas cadeias brasileiras. Não dá para usar os dois argumentos juntos, pois um derruba o outro. Infelizmente, a esquerda nunca ligou muito para suas infindáveis contradições, e por isso continua sendo esquerda".
Mais além, o colunista de Veja propõe a construção de novos presídios para abrigar possíveis novos presos em decorrência da redução da maioridade pela dos atuais 18 para 16 anos, mesmo que os custos impliquem em corte de recursos para construção de novas escolas públicas. Constantino ataca até as escolas, que, segundo ele, são as que formam "esse tipo de gente de esquerda".

"Se o problema é mesmo a superlotação dos presídios, a solução jamais deveria ser soltar marginais e assassinos, e sim construir mais presídios. Elementar, meu caro Watson. Como cheguei a 'brincar' aqui, deveríamos construir mais prisões, mesmo que isso significasse menos escolas. Até porque são dessas nossas escolas públicas que vem esse tipo de gente de esquerda, que não liga para as próprias contradições tão escancaradas..."

TCU acusa Dilma mas também pedala



A AGU (Advocacia Geral da União) levantou uma série de contratos em que o TCU (Tribunal de Contas da União) incluiu cláusulas segundo as quais as empresas contratadas podem realizar pagamentos, mesmo a descoberto, para receber depois. Isso será usado na defesa do governo Dilma Rousseff no processo das “pedaladas” que corre no tribunal, em que a Caixa Econômica Federal adiantou o pagamento de benefícios sociais antes de receber do Tesouro Nacional.

“Como o TCU pode questionar algo que ele mesmo pratica? Ele admite que os contratados façam pagamentos que seriam sua responsabilidade”, questiona o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams.
Para Adams, o tribunal promove um “esforço brutal” para caracterizar como crime o que seria uma “prática corriqueira, que não foi questionada inclusive em auditorias do próprio TCU”.

O advogado-geral diz que, em 2013, houve um boato de que o Bolsa-Família iria acabar, o que forçou a Caixa a antecipar pagamentos para evitar caos social –e explicaria a disparada da “pedalada” naquele ano.(Vera Magalhães - Folha de S.Paulo)

O troco em nome de Dilma



O ministro Arthur Chioro (Saúde) cancelou sua ida a almoço-debate do Lide nesta segunda-feira. No governo, a decisão foi vista como resposta às críticas de João Doria Jr. a Dilma.

Chioro alegou ter compromisso no Rio de Janeiro, mas irá a São Paulo à noite para a festa de 60 anos do hospital Albert Einstein. "Minha relação com o ministro é republicana", diz Doria.

A propósito, Roberto Kalil, médico que cuida da saúde de Dilma, tem dito a amigos que está impressionado com a melhora dos índices de todos os exames clínicos da presidente depois que ela perdeu 15 kg e introduziu exercícios físicos na rotina.(Com informações de Vera Vagalhães - Folha de Paulo)

Parlamentares: de boas intenções...



Durante a viagem à reunião do parlamento dos Brics, em Moscou, líderes da Câmara definiram a estratégia que será adotada para propor e aprovar a redução das campanhas e do tempo de propaganda na TV. Essas mudanças são polêmicas, mas devem ser incluídas no relatório com o argumento de que barateiam as campanhas e reduzem o peso do poder econômico nas eleições. 


O relatório do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) acaba com os programas, pela manhã e à noite, a que partidos e candidatos têm direito diariamente. A alegação é a mesma: reduzir os gastos das campanhas, que têm como componentes o custo com marketing e produção. Seriam mantidas apenas as inserções no meio da programação, cujo volume deve ser ampliado para compensar o fim dos programas em bloco. Uma das alterações que serão propostas beneficia os parlamentares que têm mandato. Um dos textos em análise reduz o tempo das campanhas de 90 para 30 dias. Outro diminui a propaganda na TV de 45 para 15 dias. Vai ser uma guerra.  (Ilimar Franco - O Globo)

domingo, 7 de junho de 2015

Hackers invadem site de Feliciano e deixam mensagens contra homofobia

Foto: reprodução do site
Foto: reprodução do site
Um grupo de hackers invadiu o site oficial do pastor Marco Feliciano, na tarde deste domingo (7), e deixou várias mensagens contra a homofobia. Conhecido pela postura conservadora e contrária à união entre pessoas do mesmo sexo, o religioso é alvo de críticas por causa das declarações de caráter homofóbico. A invasão à página eletrônica aconteceu no mesmo dia em que está sendo realizada a 19ª Parada do Orgulho LGBT, na capital paulista.
Para satirizar o político, os hackers inseriram no lugar das informações sobre o deputado a bandeira do arco-íris, símbolo da luta LGBT. Uma imagem de um Jesus negro também foi colocada segurando em uma das mãos a cabeça de Feliciano e na outra um perfume da marca Boticário. A marca de perfumes também se envolveu recentemente em polêmicas nas redes sociais por ter produzido campanha publicitária defendendo a união entre casais do mesmo sexo.
“Marco Feliciano, você acaba de tomar no aparelho excretor. Abaixo o preconceito”, diz a mensagem deixada no endereço eletrônico pelo grupo intitulado “ProtoWave”.
Para completar, de fundo, uma sátira da música I will survive de Glória Gaynor toca quando o internauta entra no site.

Feliciano ganhou destaque nacional na época em que presidiu a Comissão de Direitos Humanos. Acusado de homofobia e racismo, ele conquistou a antipatia dos movimentos LGBT por causa de projetos polêmicos, entre eles a “cura gay”. A iniciativa orientava os homossexuais a procurarem psicólogos “para se tratar”.

Politização do Judiciário é ameaça à democracia

“O século do Poder Judiciário”
Luiz Moreira, especial para o 247
O Ministro Ricardo Lewandowski tem defendido a tese segundo a qual há uma hegemonia judiciária decorrente de um período que contempla tanto democracia quanto universalização de direitos. Segundo ele “estamos no século do Poder Judiciário”. 
Independentemente da validade dessa tese, cumpre-nos discutir com Lewandowski tanto a tarefa que cabe ao Judiciário em um cenário institucional em que há crescente demanda por participação popular nas instâncias decisórias, quanto possível subordinação do Judiciário aos interesses dos grupos que detêm hegemonia política e a maneira pela qual essas questões interferem na produção de um consenso expresso pela opinião pública, induzido ou formulado pela mídia.
Em primeiro lugar, surge a pergunta pela tarefa do Judiciário em uma democracia constitucional, na qual se exige das instituições uma rigorosa justificação de suas funções. Assim, não se atribui ao Poder Judiciário “fazer” justiça, pois o voluntarismo ou o decisionismo judicial cede lugar a uma atuação institucional em que o “fazer justiça” significa o cumprimento correto dos procedimentos estabelecidos pelo ordenamento jurídico. Portanto, fazer justiça é o desincumbir-se de uma correção procedimental em que há uma sucessão lógica de acontecimentos, não sujeita a humores, a arbitrariedades ou a caprichos. Desse modo, aliando-se um sistema coerente de direitos a uma lógica piramidal judiciária, com primazia das decisões colegiadas sobre as individuais, em que juízes mais experientes, reunidos em um colegiado, controlam as decisões dos demais juízes, há a institucionalização do judiciário como garantidor dos direitos fundamentais dos cidadãos. 
No entanto, na medida em esse sistema obtém sua legitimidade da política, passa ele a sofrer influência tanto de grupos capazes de representação quanto de consensos que traduzem modos de vida desses mesmos agrupamentos. Assim, se é verdade que o direito só é legítimo na medida em que é produzido pela democracia, também o é a necessidade de uma contenção, a fim de distinguir sistema de justiça de instituições políticas. Nesse contexto de divisão horizontal de tarefas é que a Constituição brasileira estabeleceu uma diferenciação entre poderes políticos, aos quais compete estabelecer as regras de conduta, pois regidos pelo princípio majoritário, e o poder judiciário, cuja tarefa é decidir os conflitos utilizando-se das regras anteriormente criadas, contrariando, se necessário, opinião dos grupos hegemônicos, econômicos, corporativos ou midiáticos.
Em segundo lugar, como em qualquer sistema no de justiça há uma falha estrutural que propicia o surgimento de um estado de exceção na democracia constitucional.  Essa exceção autoritária na democracia constitucional permite a institucionalização da violência, transformando cidadãos em inimigos. Na mídia, essa violência se cristaliza quando o cidadão é transformado em alvo de campanha jornalística cujo propósito é caracterizá-lo como inimigo do agrupamento hegemônico. Essa exposição midiática se caracteriza como justiçamento. A outra face desse justiçamento ocorre, no sistema de justiça, com a transformação do processo em pena, isto é, a pena a que o cidadão é submetido é justamente responder a um processo judicial, não importando se ele é culpado ou inocente. Afligido pelas peculiaridades burocráticas, pela linguagem própria e pela demora inerente ao processo judicial, o castigo do cidadão é responder ao processo judicial.
Tendo essa advertência como pano de fundo, cumpre-nos rapidamente analisar o papel conferido pela Constituição ao STF. Fundamentalmente possui o STF três tarefas: (I) funcionar com última instância recursal do judiciário brasileiro; (II) exercer jurisdição nas ações que lá se originam; e (III) exercer o papel de Tribunal Constitucional. 
Ora, resta saber se essa atividade jurisdicional conferida ao STF pela Constituição se coaduna com o protagonismo pretendido e como tal protagonismo será visto pelas demais instituições republicanas e pela sociedade brasileira.
É certo que o prestígio do Judiciário decorre da posição eqüidistante adotada ante os conflitos existentes na sociedade. Conflitos não apenas jurídicos. Qual a razão de os poderes políticos deferirem a um rival normativo o poder de arbitrar suas demandas? A sociedade conferirá a um membro das disputas partidárias a tarefa de arbitrá-las?
Convém recordar que a aferição dos aspectos constitucionais e legais da legislação é realizada tanto no Legislativo (pelas Comissões de Constituição e Justiça) quanto pelo Executivo. Assim, a expertise jurídica não é privativa do Judiciário. A constituição de quadro de pessoal com alta sofisticação jurídica é antes uma questão de remuneração do que vocacional. Assim, creio que a imparcialidade que se espera do Judiciário é a razão de seu prestígio e não o desbordamento de suas históricas atribuições.
No entanto, é cada vez mais freqüente que ministros do STF emitam opiniões sobre os assuntos mais diversos da vida política nacional. Não raro essas opiniões expressam críticas a poderes, censuras a instituições ou contêm até mesmo prognósticos políticos. Essas condutas não são ortodoxas, contrariam não apenas a tradição judiciária segundo a qual ao juiz compete uma atuação reservada aos feitos judiciais sob seus cuidados. É o que comumente se chama de liturgia do cargo. A fim de se manter eqüidistante das disputas, o magistrado não disputa a hegemonia política, não cria narrativas para que, assim, possa desfrutar do prestígio que a função de magistrado angariou.
Na medida em que magistrados angariam simpatia popular, imiscuindo-se em assuntos tradicionalmente reservados aos partidos, à sociedade organizada, aos poderes políticos e à construção das narrativas políticas, tornam-se atores políticos como os demais, não podendo mais desfrutar de papel de árbitros das disputas. Em um mundo em que não há mais oráculos a consultar nem tradições donde se obter normas, talvez seja conveniente reservar a alguma instituição a tarefa do distanciamento institucional dos negócios públicos. Espera-se que o Judiciário preserve para si tal incumbência. Caso contrário, outra surgirá. 

Luiz Moreira, Doutor em Direito pela UFMG, ex-Conselheiro Nacional do Ministério Público, é professor de Direito Constitucional.

Manifesto contra manobra de Cunha



Um grupo de mais de duas centenas de juristas assinou manifesto público contra a aprovação da emenda que libera doações de campanha de empresas a partidos, aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados na semana passada, após manobra do presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


Fábio Konder Comparato, Dalmo Dallari e Celso Bandeira de Mello, entre outros nomes, afirmam que o fato de Cunha colocar pela segunda vez em votação uma emenda rejeitada na véspera fere o artigo 60 da Constituição, que proíbe que uma matéria seja votada duas vezes no mesmo ano. O documento será entregue na próxima quarta-feira (10/6) à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, relatora do Mandado de Segurança que pede a suspensão do ato. (De O Estado de S. Paulo)

Mais uma de juiz artiloso e sem lei



O Globo-Em um acidente ocorrido há dois meses na Estrada das Canoas, em São Conrado, uma Mercedes-Benz bateu, em alta velocidade, em um Palio. O responsável pela colisão foi embora, mas a placa de seu carro (LQW-8679) ficou grudada no veículo atingido.

O carro era do juiz João Carlos de Souza Corrêa, o mesmo que deu voz de prisão a uma agente da Lei Seca em 2011, após ser parado numa blitz sem carteira de habilitação e documento do automóvel, que não estava emplacado.

Agora, ele está sendo processado em uma ação que corre no 2º Juizado Especial Cível do Tribunal de Justiça do Rio, pelo prejuízo de R$ 8 mil que causou ao Palio. 

INÉDITO E HISTÓRICO: Tem início na UPE Garanhuns as primeiras defesas de Mestrado Profissional em Letras‏

A Universidade de Pernambuco (UPE), através de seu Campus em
Garanhuns, traz um avanço na educação em Garanhuns e no interior do
estado. A partir do dia 10 deste mês, a UPE dará início ao cronograma
de defesa de dissertações do Programa de Mestrado Profissional em
Letras (Profletras). Ao todo, são 18 programadas para este ano na
instituição, entre os meses de junho e agosto, as primeiras no Campus
de nossa cidade.
 
A primeira da série será defendida, às 10h, pela aluna Rivaldízia do
Nascimento, que é orientada pela professora Rossana Ramos. “Será um
momento histórico para o Campus Garanhuns pelo ineditismo”, ressaltou
o  coordenador do Mestrado no Campus Garanhuns, o professor Benedito
Gomes Bezerra. Segundo ele, o programa é inédito no Estado. “Nós fomos
pioneiros no interior e a UFPE na capital. Agora existe também uma
unidade da UFRPE, em Garanhuns, e outra da UPE em Nazaré da Mata”,
informou. A próxima defesa está marcada para o dia 18/06 e o
cronograma se estende até 19/08.
 
A UPE está formando professores de diversas cidades do interior, da
Zona da Mata ao Sertão, com alunos de Petrolina a João Alfredo,
Arcoverde, Panelas, Garanhuns, Venturosa e até do estado de Alagoas.
“Pesquisas iniciais mostram já um impacto muito positivo sobre as
práticas de ensino dos professores, além de o curso possibilitar
também que esses professores compartilhem o bom trabalho que vêm
fazendo”, destacou o coordenador.
 
Na UPE, o programa funciona desde 2013, com 18 alunos nessa primeira
turma. De acordo com a coordenação, o edital para novas inscrições
está previsto para ser publicado no próximo mês e as aulas devem
começar em 2016.
 
 

TCE emite alerta sobre LRF

Da Folha de Pernambuco
Diante da constatação de que o governo estadual ultrapassou o limite prudencial de gastos compessoal no primeiro quadrimestre do ano, o Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) emitiu a notificação de alerta ao governador Paulo Câmara, como prevê a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Com 47,23% da receita comprometida coma folha de pagamento, o gestor não poderá conceder reajustes salariais e realizar novas contratações.
Esta é a primeira vez em 12 anos que o governo estadual é notificado pelo órgão de controle. Segundo o ofício n/ 098/2015 do TCE, baseado no despacho do relator das contas do governador, o conselheiro Ranilson Ramos, “o montante da despesa com pessoal do Poder Executivo do Estado ultrapassou 95% do seu limite de 49% da receita corrente líquida”. Baseado no relatório de gestão fiscal feito entre janeiro e abril deste ano, o alerta poderá evitar que o governo estadual sofra outras penalizações, caso ultrapasse ainda mais o teto estabelecido.
Conforme o presidente do TCE-PE, Valdecir Pascoal, o governador ainda não precisa fazer novos cortes, por ainda estar enquadrado dentro da LRF. Em nota oficial, emitida ontem, o órgão esclareceu que não compete à instituição determinar a concessão de aumentos aos servidores do Executivo e estes alertas são emitidos trimestralmente também para os municípios. As vedações, neste caso, são determinadas pela própria LRF.

De acordo com a legislação, Paulo Câmara (PSB), que já havia adotado um plano de contingenciamento no início do ano, com o corte de 11,17% no total de cargos comissionados poderá ter que realizar novas demissões, caso não consiga estancar as despesas no setor de pessoal. De acordo com a Lei, se os gastos chegarem a 49%, a gestão terá que extinguir, pelo menos, 450 cargos comissionados, de um total de 2.269 que fazem parte da atual estrutura. Se a medida não for suficiente, os cargos efetivos também podem ser afetados.

José Graziano é reeleito diretor-geral da FAO

O brasileiro José Graziano foi reeleito, neste sábado (6), diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), o principal órgão das instituições internacionais para o combate à fome no mundo. Ex-ministro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, quando ajudou a criar o programa Fome Zero no Brasil, Graziano era candidato único e foi reeleito com o apoio do ex-presidente, que esteve em Roma hoje.
Graziano teve 177 votos de um total de 182 delegados nacionais que votaram hoje na 39ª assembleia-geral da instituição. Com isso, o brasileiro, que assumiu a posição em 2011, graças às gestões diplomáticas de Brasília, permanecerá no cargo até 2019. Graziano agradeceu a confiança dos delegados e, em um breve discurso, disse que seguirá trabalhando para aprimorar a gestão da FAO e aperfeiçoar a luta contra a fome e a insegurança alimentar no mundo. “Tentarei fazer o melhor nos próximos quatro anos do que já fiz até aqui”, afirmou. “Há sempre oportunidades de melhorar.”
Um dos desafios de Graziano, engenheiro agrônomo formado nos Estados Unidos, é convencer a comunidade internacional a ampliar o financiamento às ações da FAO, que, segundo ele, não conta com os recursos necessários. Além do ex-presidente Lula entre os apoiadores, o congresso de FAO teve também a presença da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e do Chile, Michelle Bachelet, além do presidente da Itália, Sergio Mattarella, que fez o discurso de abertura do evento.

(Fonte: Estadão Conteúdo)