quarta-feira, 28 de maio de 2014

Gás: Campo de Libra pode dobrar reservas do País



 As reservas de gás natural do País poderão dobrar caso se confirme estimativa de volume no campo de Libra, pré-sal da bacia de Santos. O presidente da Pré-Sal Petróleo (PPSA), Oswaldo Pedrosa, afirmou hoje que o volume total de gás estimado no campo de Libra, na bacia de Santos, varia de 560 bilhões a 840 bilhões de metros cúbicos, sendo de 314 bilhões a 470 bilhões de metros cúbicos de gás natural.
Atualmente, as reservas provadas de gás natural do Brasil somam 458,2 bilhões de metros cúbicos de gás natural, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).  (De o Estado de S.Paulo - Mariana Sallowics)

TSE enfrenta Câmara e muda número de deputados

Por unanimidade, os ministros entenderam que as mudanças deveriam ter sido aprovadas por meio de lei complementar e não por decreto legislativo. Conforme decisão original do TSE, definida em abril do ano passado, perderão uma cadeira: Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Duas cadeiras: Paraíba e Piauí. Ganharão uma cadeira: Amazonas e Santa Catarina. Duas cadeiras: Ceará e Minas Gerais. O maior ganhador de cadeiras na Câmara é o Pará, que terá mais quatro deputados.
Durante o julgamento, o presidente do TSE, Dias Toffoli, afirmou que a Câmara não poderia suspender os efeitos da regra do TSE alegando invasão da competência legislativa. “Somente uma nova lei complementar ou decisão jurisdicional que declarasse inconstitucional esse dispositivo poderia subtrair do TSE a competência que o Congresso lhe deu”, afirmou.
A nova composição das bancadas foi definida de acordo com o Censo de 2010. Os cálculos levam em conta a população do estado e a quantidade mínima (8) e máxima (70) de parlamentares permitidos por lei para uma unidade da federação, além do quesito da proporcionalidade exigido pela Constituição.
A decisão do tribunal foi tomada com base no questionamento apresentado pela Assembleia Legislativa do Amazonas. A casa alegou que a representação populacional do estado na Câmara já não condizia com a realidade, pois tinha como referência um censo defasado. Sustentou, ainda, que estados com menor população, como Alagoas e Piauí, tinham mais representatividade na Câmara: com nove e dez deputados federais, contra oito do Amazonas.
A mudança na composição das bancadas, definida em processo administrativo, é contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) por cinco ações de inconstitucionalidade impetradas pelos estados de Pernambuco, do Espírito Santo, Piauí e pela Assembleia Legislativa e o governo da Paraíba.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Ibope: Dilma tem 50% da preferência dos baianos



Bahia 247 - A pesquisa Ibope feita em parceria com o jornal Correio*, que sondou a intenção de votos para governador e senador na Bahia, ouviu os cidadãos também sobre sua preferência entre os pré-candidatos à presidência da República.
A presidente Dilma Rousseff tem maioria absoluta de preferência dos baianos: 50% na modalidade estimulada, quando o entrevistador oferece os nomes ao eleitor.
Em segundo lugar aparece o senador tucano Aécio Neves, com 12%. O ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tem 7% da preferência dos eleitores do estado.
O levantamento também ouviu a população sobre o governo da presidente Dilma e sua gestão foi considerada ótima ou boa por 44% dos entrevistados; houve 33% de regular e 19% de ruim ou péssima. No total, 60% dos baianos aprovam a petista e 31% desaprovam.
A Bahia é o estado onde o PT teve suas maiores vitórias nas duas eleições do ex-presidente Lula e na eleição de Dilma em 2010.

Julio Lóssio é prestigiado por Dilma em Brasília

O prefeito de Petrolina, Julio Lóssio (PMDB), compareceu ao lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar (Pronaf), em Brasília, nessa segunda-feira (26), e foi saudado pela presidente Dilma Rousseff (PT), que agradeceu a presença de Lóssio durante o discurso.
O prefeito, que estava ao lado do presidente nacional do PMDB, o senador Valdir Raupp, foi o único prefeito citado por Dilma no discurso. Lóssio foi a Brasília a convite do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto.(do blog de jamildo)

Paulo Câmara apresenta diretrizes na área de saúde: 3 Hospitais e 6 Upas

Dentro das diretrizes do seu programa de governo o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, o ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara (PSB) apresentou algumas propostas na área de Saúde. O documento prevê investimentos de R$ 478 milhões no setor; incluindo a construção de três novos hospitais: o Hospital Geral de Cirurgia, no Grande Recife; o Hospital Geral do Sertão (HGS), em Serra Talhada; e o Hospital da Mulher do São Francisco, em Petrolina.

Planalto anuncia reforma do Aeroporto de Garanhuns



O ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, anunciou, na última quinta-feira (22), que por meio do Plano de Aviação Regional, o Governo Federal irá investir R$216,8 milhões em obras de reforma e ampliação de nove aeroportos pernambucanos, entre eles o de Garanhuns, no Agreste do Estado. A informação é do vereador garanhuense Alcindo Correia (PROS), autor do requerimento encaminhado no ano passado à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que solicitava, dentre outras, recursos para implementação de melhorias no local.

De acordo com o ministro, projetistas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) encaminharam os projetos com as reformas necessárias para que esses aeroportos possam receber voos regulares de empresas aéreas como GOL, TAM e Azul, o que deve acontecer no início do ano que vem.

Franco destacou ainda que o governo estuda a aprovação de um subsídio para tornar as tarifas aéreas nessas cidades competitivas em relação aos bilhetes de ônibus.

O Plano de Aviação Regional tem como principal objetivo fortalecer e ampliar a malha aérea brasileira. Para isso, o Governo Federal irá investir cerca de R$ 7,3 bilhões, recursos que, somente na primeira fase, irá contemplar 270 aeroportos regionais.

artigo de opinião: A encruzilhada do Brasil

Marcelo Zero
MARCELO ZERO
Assim sendo, nessas eleições estará em jogo muitos mais que alternância de poder entre partidos. Estará em jogo o futuro do país e do recente ciclo de desenvolvimento

A América Latina e o Brasil estão numa encruzilhada. É o que afirma o estudo Pactos para a Igualdade- Rumo a um Futuro Sustentável, lançado pela Cepal em Lima, Peru, no dia 5 deste mês, e já amplamente debatido em seminário promovido pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (GCEE), instituição vinculada ao MCTI brasileiro, na Universidade do Ceará.
Elaborado com muita competência, entre outros técnicos, pelo economista brasileiro Antonio Prado, Secretário Executivo Adjunto da Cepal, o documento traça um diagnóstico muito amplo e consistente sobre o recente processo de desenvolvimento com inclusão social da região e os obstáculos atuais para a sua continuidade.
De acordo com o estudo, muitos países da América Latina, como o Brasil, passaram, na última década, em maior ou menor grau, por um processo de desenvolvimento que, em contraste com a tradição regional, reduziu a pobreza e, em certos casos, também os históricos e agudos níveis de desigualdade social. Foram feitos, da mesma forma, notáveis progressos no campo institucional e democrático, com o fortalecimento e a expansão dos direitos da cidadania, bem como no campo macroeconômico, com a redução das dívidas públicas, das vulnerabilidades externas e dos níveis de inflação. Além disso, aumentaram os níveis de escolaridade e a cobertura da proteção social. Nesse período, a redução da pobreza e das desigualdades dinamizou o mercado interno de consumo e fortaleceu as economias, tornando-as mais sólidas e mais preparadas para conviver com a pior crise internacional desde 1929.
Assim sendo, muitas nações latino-americanas conseguiram implantar, ainda que em níveis diferenciados e heterogêneos, um novo ciclo virtuoso de desenvolvimento que contrasta agudamente com o ciclo vicioso do período do neoliberalismo da década de 1990, no qual foram aumentados os níveis de pobreza e de desigualdade, as dívidas públicas e as vulnerabilidades e fragilidades das economias.
Entretanto, o estudo da Cepal alerta que, nos últimos anos, surgiram limites e obstáculos claros à manutenção e ao aprofundamento desse ciclo virtuoso surgido na última década.
A primeira série de obstáculos tange aos constrangimentos externos gerados pela crise internacional. O boom das commodities que contribuiu, em níveis diferenciados, para a superação dos estrangulamentos externos das economias latino-americanas já deu sinais de arrefecimento. Com a redução do aumento do comércio mundial e do crescimento vertiginoso da China, houve significativo decréscimo dos preços internacionais de algumas matérias primas, como os dos minérios, por exemplo. Para países que dependem muito da exportação desses bens, como o Chile e o Peru, por exemplo, isso cria um grave constrangimento. Além disso, a crise mundial ainda provoca alta volatilidade financeira e um cenário de incertezas que limitam os investimentos produtivos.
A segunda série de limites diz respeito aos chamados fatores endógenos. Entre estes, se destacam, segundo a Cepal, a estrutura produtiva defasada e desarticulada (fator não tão presente no Brasil), os baixos níveis de investimentos e de inovação tecnológica, a alta informalidade no mundo do trabalho (que vem caindo bastante no Brasil), a débil governança dos recursos naturais (desperdício e ineficiência em sua gestão), as fortes carências nos serviços públicos, as altas pressões ambientais e energéticas, e o persistente déficit institucional em matéria de regulação e captação de renda.
Esses obstáculos e limites não são, contudo, intransponíveis. No caso específico do Brasil, a economia mais desenvolvida da região e país com muitas vantagens comparativas em nível regional e mundial, eles são empecilhos plenamente superáveis, caso sejam tomadas algumas decisões estratégicas. A encruzilhada está justamente nessas decisões. Ela é, portanto, uma encruzilhada fundamentalmente política. 
Pois bem, a Cepal propõe sete grandes pactos sociais e políticos de médio e longo prazo para a superação desses obstáculos.
O primeiro pacto é o pacto pela “fiscalidade com vocação de igualdade”. Para a Cepal, a política fiscal deve assegurar a “estabilização macroeconômica anticíclica”, promover o crescimento econômico e contribuir para a distribuição da renda e a diminuição das desigualdades. Em outras palavras, a política fiscal, ao contrário da tradição regressiva e concentradora da região, deve contribuir para financiar um conjunto de compromissos da agenda para a igualdade social e a sustentabilidade do desenvolvimento. Trata-se, em suma, de reverter uma “fiscalidade para a desigualdade”, herdada do período paleoliberal, que limitava o crescimento e aumentava o desemprego e as desigualdades. Obviamente, esse primeiro pacto é fundamental para assegurar que os demais pactos sejam financeiramente viáveis.
O segundo pacto é o pacto para “o investimento, a política industrial e o financiamento inclusivo”. A produtividade das economias da região ainda é, em média, baixa, embora muito diferenciada entre setores e países. Ademais, a capacidade de promover inovação tecnológica é muito limitada, especialmente no setor industrial. Por conseguinte, é necessário aumentar as taxas de investimentos para incrementar a produtividade, a diversificação produtiva e a capacidade de inovar tecnologicamente. Também é necessário que o sistema financeiro assuma um papel de potencializar a captação da poupança e direcioná-la para o investimento e a inovação tecnológica, bem como de facilitador do crédito para famílias e pequenas e médias empresas. Isso implica, evidentemente, taxas de juros básicas e de spread baixas e políticas ativas de inclusão bancária.
O terceiro pacto é o pacto para a “igualdade no mundo trabalho”. O mercado de trabalho foi e é fundamental para a redução das desigualdades e a eliminação progressiva da pobreza. No Brasil, em particular, a ampla geração de empregos formais de trabalho e as políticas de valorização do salário mínimo tiveram um impacto distributivo bem maior que os programas de transferência condicionais de renda, como o Bolsa Família. Assim sendo, a Cepal recomenda que os países da região tenham uma política trabalhista destinada à valorização dos salários, à promoção dos empregos formais e ao fortalecimento das instituições do trabalho.
O quarto pacto é o pacto para um “maior bem-estar social e melhores serviços públicos”. Trata-se do pacto pelo qual o Estado assume o papel de condutor da criação de uma ampla rede de proteção social, assim como de provedor de serviços públicos universais e de qualidade. A Cepal adverte que “as regulações, os sistemas tributários e os investimentos urbanos devem limitar as opções de escape da classe alta e da alta classe média dos males públicos via mercado (bairros privados, segurança privada e transporte privado, entre outros) e promover os usos coletivos (transporte público e espaços públicos comuns)”. Além disso, os serviços públicos básicos de saúde e educação devem ser de qualidade suficiente para atrair os setores médios. Em outras palavras, é necessário reverter o ciclo vicioso que cria uma segmentação público/privada, na provisão de serviços públicos.
O quinto pacto é o pacto pela “sustentabilidade ambiental” do desenvolvimento. Trata-se aqui de conciliar os desafios da sustentabilidade ambiental com a necessidade de manter o crescimento econômico com inclusão social, ao contrário do que apregoam os neomalthusianos que, como o Clube de Roma na década de 1970, voltaram a sugerir o crescimento zero ou próximo de zero como solução para os problemas ambientais do planeta. A implementação de uma economia verde e o melhor equilíbrio entre o consumo privado e a oferta de bens e serviços públicos (menos automóveis e mais transporte público, por exemplo) podem muito bem promover essa imprescindível conciliação.
O sexto pacto é o pacto para a boa “governança dos recursos naturais”.  A América Latina é uma região rica em recursos naturais. Porém, em geral não os administra bem. A Venezuela é um caso emblemático. Rica em petróleo há décadas, a Venezuela ainda não conseguiu transformar essa riqueza natural numa indústria diversificada e numa agricultura eficiente, apesar dos esforços recentes dos governos chavistas. A previsão de Celso Furtado, feita em 1974, de que a Venezuela provavelmente seria o primeiro país latino-americano a se tornar realmente desenvolvido não se cumpriu. No entanto, o Brasil já dá mostras de uma maior maturidade com a gestão dos seus recursos naturais. A exitosa preocupação em usar os recursos do petróleo para estimular a indústria nacional e a recente decisão de utilizar os royalties do pré-sal para alavancar a educação e a saúde dos brasileiros são sinais evidentes dessa maturidade.
Por último, a Cepal propõe um “pacto internacional pelo desenvolvimento e cooperação pós-2015”. A ideia é produzir um pacto que não apenas reduza as carências básicas, como no caso dos Objetivos do Milênio da ONU, mas também que corrija as profundas desigualdades a assimetrias que existem entre os países.
É óbvio que esses pactos propostos pela Cepal, aqui descritos de forma muito sumária, não são substancialmente inovadores. Na realidade, muito do que essa organização propõe já vem sendo feito ou pensado, em alguns países. No Brasil, diga-se de passagem, a presidenta Dilma Rousseff propôs pactos semelhantes no ano passado, após as grandes manifestações de junho. Assim, a importância desses pactos não reside em propostas inéditas.
A importância desses pactos propostos pela Cepal está em sua oportunidade política. Neste momento em que a crise se dilata e muitos governos progressistas da América Latina são questionados pelos setores mais conservadores das nossas sociedades, os pactos da Cepal mostram soluções abrangentes e consistentes para a manutenção e o aprofundamento do virtuoso ciclo econômico, social e político implantado na região.
Há, contudo, alguns empecilhos à implementação dessas propostas.
No caso do Brasil, há dois grandes obstáculos.
O primeiro tange ao nosso sistema político. Pactos sociais e políticos de médio e longo prazo exigem, em geral, atores consistentes e permanentes e um sistema político que assegure a representação de todos os setores da sociedade. Porém, o nosso sistema político e eleitoral está longe de ter tais características. Trata-se um sistema político (e de um Estado) ainda muito capturado por interesses privados e fisiológicos, que tem baixa capacidade de representação e articulação. A influência excessiva do poder econômico nas eleições, os partidos com baixo enraizamento orgânico (com algumas exceções) e o presidencialismo de coalizão criam um sistema de representação restrito e uma governabilidade fundada essencialmente em interesses fisiológicos de curto prazo. Ora, os pactos propostos pela Cepal precisariam de um sistema de representação amplo e de uma governabilidade fundada em interesses estratégicos de longo prazo. Por isso, a reforma política é absolutamente essencial. Ela é, na realidade, a mãe de todas as reformas. Ela é o pacto capaz de dar fundamentação política a todos os outros pactos progressistas. 
O outro grande e principal obstáculo tange à crescente articulação dos interesses conservadores brasileiros contra a continuidade e o aprofundamento do recente ciclo virtuoso de desenvolvimento. Em servil consonância com aquilo que apregoa a ortodoxia internacional desastrosa e falida, alguns já falam na necessidade de “medidas impopulares”. Outros se queixam dos supostos “gastos excessivos” e de que o salário mínimo estaria “muito alto”. Os mais afoitos já prometem reduzir a inflação a 3% ao ano em pouco tempo, uma proposta celerada e desnecessária, que comprometeria definitivamente nosso crescimento e aumentaria sobremaneira as nossas atuais e baixíssimas taxas de desemprego. Há até aqueles que prometem acabar com o Mercosul, como se isso fosse contribuir em alguma coisa para que o Brasil participe mais das “cadeias produtivas globais”.
Articulou-se, no Brasil, a bem da verdade, um pacto excludente e conservador tácito. Um pacto já costurado “por cima”, como convém à nossa tradição política. Um pacto que vai à contramão daquilo que propõe a Cepal. Esse pacto tácito é um pacto pela volta da desigualdade como suposto mecanismo eficiente para a superação dos atuais gargalos ao crescimento econômico. Trata-se, no fundo, de uma volta ao passado medíocre dos tempos do paleoliberalismo. A volta das altas taxas de desemprego, da “precarização” do mercado de trabalho, das assimetrias e das desigualdades, dos baixos níveis de investimentos e de proteção social, das vulnerabilidades e de tudo aquilo que nos fez regredir, em muitos aspectos, na década de 1990.
Assim sendo, nessas eleições estará em jogo muitos mais que alternância de poder entre partidos. Estará em jogo o futuro do país e do recente ciclo de desenvolvimento. Teremos de decidir se persistiremos no rumo da igualdade, como aconselha a Cepal, ou se regrediremos ao que apregoava o velho FMI e à nossa histórica e carcomida desigualdade. Igualdade ou desigualdade, essa é a questão. A grande questão desta encruzilhada histórica.
A nossa experiência demonstra que o FMI nunca foi um bom conselheiro. Melhor dar ouvidos à Cepal.  

Papa abre as portas para que padres possam casar


 “Por não ser um dogma da fé, a porta sempre está aberta...” Não há regras nem zonas vermelhas. Os jornalistas perguntam o que consideram oportuno e o papa Francisco responde. Já tinha feito isso no seu regresso do Rio de Janeiro –“quem sou eu para julgar os gays?” – e volta a fazê-lo agora no avião da El Al, a companhia aérea israelense, no trajeto entre Tel-Aviv e Roma.
Uma das questões levantadas é a do celibato obrigatório dos sacerdotes, um velho assunto que volta a ficar atual depois de que, há apenas alguns dias, um grupo de 26 mulheres apaixonadas por sacerdotes enviou uma carta a Jorge Mario Bergoglio lhe pedindo que deixe de proibir “um vínculo tão forte e bonito”. O Papa não se esconde na resposta à pergunta sobre se está disposto a levar adiante uma discussão incômoda no seio da Igreja: “A Igreja católica tem padres casados.
Católicos gregos, católicos coptas, existem no rito oriental. Por que não é um debate sobre um dogma, mas sobre uma regra de vida que eu aprecio muito e que é um dom para a Igreja. Por não ser um dogma da fé, a porta sempre está aberta”. (Do El País)

R$ 20 milhões: PMDB acusa PSDB de tentar comprar apoio


 O presidente do PMDB de Minas Gerais, deputado federal Antônio Andrade (Foto), acusou nesta segunda-feira, 26, o PSDB mineiro de tentar comprar o apoio do partido nas eleições para o governo do Estado. Durante reunião do diretório estadual, em Belo Horizonte, Andrade afirmou que, pela 'aliança', um 'porta-voz' do PSDB ofereceu R$ 20 milhões e a vaga para a disputa pelo Senado.
'Eu disse para eles que eu tenho que ajudar nossa bancada, que estou atrás de R$ 20 milhões e eles disseram: 'Isso não é problema nenhum. Nós conseguimos os R$ 20 milhões para a ajudar os pré-candidatos a deputado'', afirmou Andrade.  (De O Estado de S.Paulo - Aline Reskalla)

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Associações da PM terão que arcar com vinda da Força Nacional ao Estado

A Associação Pernambucana de Cabos e Soldados Policiais e Bombeiros Militares (ACS-PE) e a Associação dos Praças de Pernambuco (Aspra-PE) foram condenadas nesta segunda-feira (26) a pagar mais de R$ 1 milhão, gastos para trazer a Força Nacional ao Estado, por conta de greve da categoria. De acordo com a 3ª Vara Federal, cada associação deve pagar 50% do valor. As associações serão notificadas nesta tarde.
A condenação foi expedida pelo juiz titular da Vara, Frederico José Pinto de Azevedo. “Os dispêndios existiram e foram narrados pela Procuradoria da União, devendo ser ressarcidos por aqueles que causaram os problemas, e não pela sociedade pernambucana, vítima no presente caso, por meio do Governo do Estado”, determinou o juiz. Cada associação vai pagar R$ 551 mil.
A ação foi movida pela União na Justiça Federal de Pernambuco (JFPE). O pedido foi deferido pelo juiz, pois o Judiciário Estadual já havia declarado que a greve era ilegal, determinando que os efetivos voltassem às atividades.
O juiz explicou que na Constituição do Estado de Pernambuco, consta um trecho falando sobre a greve dos servidores militares. “A Constituição do Estado de Pernambuco deixa claro em seu artigo 100 que ‘são militares do Estado os membros da Polícia Militar de Pernambuco e do Corpo de Bombeiros Militar’ e que, no § 7º ‘Ao servidor militar são proibidas a sindicalização e a greve, não podendo, enquanto em efetivo exercício, estar filiado a partidos políticos.”
As associações já estão sem acesso às contas, para que o pagamento seja efetuado. As contas foram bloqueadas através do sistema Bacen-Jud, transferindo o dinheiro para uma conta judicial. Se o valor dentro das contas for suficiente para pagar, ele será debitado.
A greve dos PMs e bombeiros aconteceu entre os dias 13 e 15 de maio. O Governo do Estado solicitou a presença da Força Nacional durante o movimento. “Tal fato ocasionou sérios problemas à população pernambucana que levou o Governo do Estado a requisitar ao Governo Federal a presença da Força Nacional de Segurança e do Exército para a garantia da segurança nas ruas das cidades do Estado”, disse o magistrado.

Dilma lança Plano Safra e destaca apoio ao semiárido

Valor.
A presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou nesta segunda-feira (26), durante o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2014/2015, que o governo “rompeu com a armadilha da seca” porque passou a olhar o semiárido como uma “região produtiva que pode e será sustentável”, e não apenas como objeto de políticas emergenciais. Dilma anunciou ainda a publicação de medida provisória que simplifica o emplacamento de tratores e equipamentos agrícolas.

“Essa medida atinge do pequeno ao grande agricultor, porque o licenciamento só vai ser feito uma única vez para toda a vida útil da máquina”, disse ela ao lembrar que essa exigência envolve apenas as máquinas que trafegam em vias públicas. A medida também estabelece apenas a exigência da carteira de habilitação do Tipo B para o motorista dessa máquinas, que vai conduzi-las em vias públicas.

A presidente confirmou crédito total de R$ 24,1 bilhões para o segmento em 2014/15, lembrando que o montante é dez vezes superior ao liberado em 2002/2003. “Isso mostra a força da agricultura familiar e que o governo está sensível e atento à sua importância”, afirmou.

Ao destacar que nos últimos 12 anos, o investimento da indústria na fabricação de máquinas e equipamentos agrícolas passou de R$ 80 milhões para R$ 4,5 bilhões, a presidente ressaltou que, para a compra de máquinas e equipamentos, foi liberado um total de R$ 12 bilhões, segundo ela, valor 15 vezes superior àquele de quando chegou ao governo.

Ao garantir as mesmas taxas de juros do que as do Plano Safra do ano anterior, a petista observou que o governo ampliou o subsídio ao custeio e ao investimento e ressaltou que, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o produtor vai ter acesso à assistência técnica para a aplicação do investimento. “No futuro, a agricultura familiar será uma marca diferenciada, pautada pela qualidade dos alimentos. Teremos um casamento entre agricultura familiar e agroecologia. Esse é esse o nosso caminho”.

Dilma procurou contemporizar os efeitos da maior seca dos últimos anos, que vitimou os produtores da região do semiárido. A presidente lembrou que o governo investe cerca de R$ 33 bilhões em segurança hídrica, citando projetos como a transposição das bacias do Rio São Francisco, e a construção de cisternas, que podem chegar a 750 mil até o fim do ano. “Fazemos uma espécie de distribuição de renda da água”, afirmou.

Por fim, a presidente lembrou os agricultores que, no lançamento da terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, agendado para a próxima quinta-feira (29), o programa Minha Casa Rural terá um “espaço significativo”.

Diretores da UPE buscam recursos para novos investimentos‏


Dando continuidade a encontros com parlamentares em Brasília, na
última sexta-feira, em busca de recursos para novos projetos, o
Diretor da UPE Campus Garanhuns, Prof. Clóvis Gomes Junior, junto com
o diretor da UPE Petrolina, Prof. Moisés Diniz, e a assessora para
assuntos institucionais da Universidade, Norma Gouveia, foram
recebidos pelo deputado federal Fernando Ferro, que tem sido um
colaborador constante das demandas da Universidade de Pernambuco,
liberanço recursos através de emendas ao orçamento da União.
 
A discussão para 2015 também foi objeto da conversa com a chefe de
gabinete da deputada Luciana Santos e o chefe de gabinete do deputado
Gonzaga Patriota em visitas aos seus gabinetes. A comitiva da UPE já
havia visitado o Deputado Federal Fernando Bezerra Coelho e
participado de reuniões no Ministério da Educação.
 
"São parlamentares que têm compromisso com a Universidade e se colocam
como canal para que nossa instituição possa estar em desenvolvimento,
principalmente no interior do estado. Contamos com o apoio para as
demandas apresentadas. " Afirmou Clovis Gomes Jr.

Em tempos de inconformismo social, João Lyra Neto propõe debate sobre a origem do vandalismo e da violência

 Com o objetivo de identificar as reais causas e coibir os atos de vandalismo e violência em Pernambuco, o governador João Lyra Neto, anunciou, nesta segunda-feira (26/05), a realização de um estudo de cunho comportamental. O levantamento, que será contratado até o final desta semana, vai nortear futuras ações do Governo do Estado na área da segurança pública. A decisão do governador é uma resposta às ocorrências de desequilíbrio social registradas durante a paralisação da Polícia Militar de Pernambuco. O anúncio foi feito ainda pela manhã, durante entrevista concedida ao comunicador Geraldo Freire, da Rádio Jornal de Pernambuco, no Recife.

O estudo vai aprofundar a discussão sobre os motivos que levam uma pessoa sem antecedentes criminais a cometer um delito. É importante ressaltar que o vandalismo e a violência têm aumentado no Brasil, e o Governo de Pernambuco, apesar de ser o único Estado a reduzir estes índices nos últimos sete anos, se mantém em busca de uma solução permanente. "A repressão não deve ser a única alternativa para resolver, pois temos que entender e nos aprofundar ainda mais nessa questão", disse governador, enfatizando que a gestão vai continuar monitorando a questão e garantindo a ordem para os pernambucanos.

"Além de uma reforma política e tributária, o Brasil precisa de um novo pacto social", afirmou o governador, explicando que as recentes manifestações representam um reflexo do inconformismo com a atual conjuntura brasileira. Segundo Lyra Neto, o Brasil tem avançado bastante nesses últimos anos, mas as conquistas ainda não satisfazem uma parcela da população. "Há uma falta de sintonia entre os governantes e a maioria do povo brasileiro", pontuou o chefe do Executivo pernambucano, enfatizando que o estudo encomendado vai trabalhar nas comunidades envolvidas nos recentes incidentes.

Artigo de opnião: Cadê o embutimento da fiação?


Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Um velho ditado referente ao poder diz que, quando não se quer fazer alguma coisa, cria-se uma comissão.

Sinto dizer, mas é o caso do embutimento da fiação elétrica em Recife. Tal decisão, que aparentemente todos querem que aconteça, é, na prática e não explicitamente, boicotada. Hoje, quem provoca o caos da fiação aérea, vista por toda cidade do Recife e em outras metrópoles, são os fios e cabos que distribuem a energia, as linhas telefônicas, os canais de televisão a cabo, a Internet e o que mais houver.

Sinal evidente de que nada vai acontecer de mais relevante nesse terreno ocorreu após a aprovação do Projeto de Lei nº 99/2013, pela Câmara de Vereadores, dispondo sobre a substituição e instalação subterrânea de toda fiação aérea na cidade do Recife. Ao sancionar, tornando a Lei nº 17.984, um mês depois de aprovada, em 13/01/2014, o prefeito vetou o artigo 2º que fixava o prazo de dois anos para cumprimento da medida.

Na oportunidade, em nota oficial, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos informou que, por meio de uma Portaria, foi criado um grupo de trabalho para estruturar a proposta de “enterrar” a rede de cabos aéreos, com prazo de 4 meses para a finalização da proposta.

Concluído o prazo em 13 de maio último, nem uma satisfação à sociedade foi dada. Silêncio total a um problema gravíssimo para aqueles que habitam as grandes cidades, em particular Recife, e que aguardam medidas concretas do poder público.

Mesmo que tardiamente, a iniciativa dos vereadores foi uma medida de interesse público almejada pela população recifense, que reclamava e pressionava os órgãos responsáveis diante do absurdo das frequentes mortes por eletrocutamento ao longo dos últimos anos. Do ponto de vista da segurança, sem dúvida a fiação elétrica embutida contribuirá drasticamente na redução, ou mesmo na supressão, de tragédias fatais; e também permitirá um aumento da confiabilidade do sistema elétrico, que recorrentemente interrompe o fornecimento de energia (“apaguinhos”) aos usuários.

Com relação ao numero de óbitos por choques elétricos, segundo a Agencia de Regulação de Pernambuco (Arpe), 81 pessoas perderam a vida por choque elétrico causados pela rede de fiação de 2011 até maio de 2014.  O que torna Pernambuco um dos estados onde mais se morre por eletrocutamento.

Além do descaso e da falta de transparência, a Prefeitura do Recife age em caminho oposto, permitindo a instalação de novas redes aéreas no município, conforme denúncias mostradas pela mídia.

Outro fato que chama a atenção são os factóides criados com relação à iluminação pública na cidade, também de grande preocupação da população. Manchetes de jornais, que reproduzem os release da comunicação do poder executivo municipal, apresentam a cidade adotando uma iluminação mais eficiente, aquela proporcionada por lâmpadas tipo led (diodos emissores de luz). Tecnologia inovadora cujas principais características é o elevado tempo de vida, mais de 80.000 horas, e um consumo de energia muito econômico, em relação às lâmpadas convencionais.

Lembrando que Recife dispõe de mais de 120.000 pontos de iluminação pública (aproximadamente 70.000 com lâmpadas de vapor de mercúrio, podendo causar graves danos ao meio ambiente e às pessoas, por conter o mercúrio, que é um metal cancerígeno). Portanto, o que propagandeia a Prefeitura é insignificante do ponto de vista dos impactos que 100 ou 200 luminárias com led proporcionarão à cidade. Sem contar que não existe um planejamento estratégico para a substituição gradativa das lâmpadas existentes por luminárias com leds.

De promessas, a população recifense já está saturada. Lembrando ainda que o próprio chefe do executivo municipal, na época candidato, prometeu durante a campanha eleitoral reduzir a Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (CIP), cujo valor cobrado depende do consumo. Passado 16 meses desde a posse do atual prefeito, não se falou mais a respeito.

Será que o embutimento da fiação vai trilhar o caminho das promessas não cumpridas, das medidas apenas anunciadas e jamais executadas?  Ou de uma lei que “não pegou”?

      

VOX POPULI em Minas: Dilma empata com Aécio

Na disputa presidencial, Aécio aparece com 22% dos votos empatado tecnicamente com a  da presidente Dilma Rousseff, com 20%, enquanto o ex-governador de PE o socialista Eduardo Campos, com 2%.
Registrada junto à Justiça Eleitoral, sob o protocoloBR-00129/2014, no dia 21 de maio de 2014, a pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 21 de maio. Foram entrevistadas 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos.

Em Minas, Pimentel(PT) seria eleito no primeiro turno


Minas 247 – Pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira (26) aponta vitória, em primeiro turno, do pré-candidato do PT ao Governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

O ex-prefeito de Belo Horizonte reúne mais intenções de voto do que todos os adversários juntos em quatro cenários eleitorais diferentes.

No confronto direto com seu principal adversário, Pimentel tem 35% das intenções de voto, enquanto Pimenta da Veiga aparece com apenas 19%. Não votam em ninguém, brancos e nulos somam 20%. Não sabem e não responderam, 26%.

Em outro cenário, se as eleições fossem hoje, Fernando Pimentel teria 29% das intenções de voto contra 16% de Pimenta da Veiga (PSDB), 2% de  Maria da Consolação Rocha (PSOL), 2% de Vanessa Portugal (PSTU) e 1% de Apolo Heringer (PSB). Não votam em ninguém, brancos e nulos somam 20%. Não sabem e não responderam, 30%. 

No cenário mais provável, com 28% das intenções de voto, Fernando Pimentel também bate todos os adversários. O pré-candidato do PT é seguido por Pimenta da Veiga, com 18%, Maria da Consolação, 2%, Vanessa Portugal, também com 2%, e Julio Delgado, com 1%. Não votam em ninguém, brancos e nulos somam 19%. Não sabem e não responderam, 28%.

Quando Pimenta da Veiga é substituído por Marcus Pestana como pré-candidato do PSDB, Fernando Pimentel aparece com 33% das intenções de voto, contra apenas 4% de Pestana. Nesse cenário, Maria da Consolação e Vanessa Portugal têm com 3%. Não votam em ninguém, brancos e nulos somam 23%. Não sabem e não responderam, 34%.

Para 38% dos entrevistados, Fernando Pimentel é o nome com maior chance de vitória nas eleições de outubro. Apenas 15% acreditam Pimenta seja capaz de vencer a disputa para o Governo de Minas Gerais.

Registrada junto à Justiça Eleitoral, sob os protocolos MG-00025/2014 e BR-00129/2014, no dia 21 de maio de 2014, a pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 21 de maio. Foram entrevistadas 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2,19 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para o PSDB, o que a pesquisa traz de positivo é a simulação para o Senado, onde o ex-governador Antonio Anastasia teria 56% das intenções de votos.

Em carta aberta, boleiro critica caráter de Ronaldo

247 - O atacante Ronaldo levou um duro puxão de orelhas do blog do Menon, um dos mais respeitados do País na área esportiva, que criticou sua nova atitude em relação à Copa de
Caro Ronaldinho, Ronaldo ou Fenômeno.
Nem sei como te chamar. Através de sua carreira, os nomes foram mudando. Eu me lembro da primeira vez em que te entrevistei – foram poucas, muito menos do que eu desejaria – no vestiário do Palmeiras, após um jogo contra o Cruzeiro. Você disse que estava pronto para a Copa de 94. E foi convocado. O início de uma carreira que maravilhou o mundo.
Olha, acho melhor chamá-lo de Ronaldo Nazário de Lima, afinal o assunto não é apenas futebol.
Ronaldo, os seus dribles são eternos. Desde aquela série imensa em um jogo contra o Barcelona até aquele que não se completou, em um abril de 2000. Aquele que deixou o mundo triste, calado, sofrendo. Você voltava após cinco meses de paralisação por uma problema no joelho, voltou e, ali pela esquerda do ataque da Inter, gingou diante de Fernando Couto e rompeu novamente o tendão do joelho.
E o seu oportunismo? Não era como Romário, que ficava ali quietinho na área, esperando a bola chegar. Com seu tamanho, não dava para passar despercebido, mas, como o Baixinho, foram muitas alegrias vindas de puro oportunismo, de saber estar no lugar certo na hora certa.
Pois é, Ronaldo Nazário de Lima, drible e oportunismo são fundamentais na vida de um artilheiro. São desprezíveis na vida de um cidadão.
Falo isso por causa de sua declaração de que tem vergonha dos atrasos nas obras da Copa. Que elas passam uma imagem ruim lá fora. Aquele velho papo de quem deseja agradar os de fora.
Ora, Ronaldo, você estava lá, no dia em que o Brasil ganhou o direito de sediar a Copa. Estava com Paulo Coelho, com Lula, com Aécio Neves e Eduardo Campos.
Você ao contrário deles, passou a ser membro do Comitê Organizador Local. Ronaldo, você é um dos responsáveis por tudo que envolve a Copa.
Ronaldo, você ganhou dinheiro com a Copa. Suas publicidades aumentaram. Você alugou sua casa para um figurão da Fifa, nem vou procurar no Google o nome dele, não interessa.
Ronaldo, que coisa feia!!!. Depois de ser o responsável, depois de faturar dinheiro, você estica o dedo e diz que “sente vergonha”.
Ah, quer dizer que você não é responsável por nada? Nadica de nada? O que está errado é culpa dos outros? Trabalhou com o governo, diz que está tudo errado e apoia Aécio Neves na eleição. Drible e oportunismo.
Ronaldo, eu não deveria me surpreender com suas idas e vindas.
Em 2009, você disse que não gostaria de ser relacionar com Ricardo Teixeira, uma pessoa de “duplo caráter”. Em 2012, disse que “ele é meu amigo e estou com ele no que precisar”, antes de Ricardo Teixeira ser obrigado a renunciar à CBF.
Você jogou no Barça e Real, na Inter e no Milan, se recuperou no Flamengo e assinou com o Corinthians.
Aliás, Ronaldo, você pensou que ao dizer que “os atrasos te dão vergonha” poderia atingir Andrés Sanchez, que foi seu parceiro na recuperação do Corinthians?
Ronaldo, no caso de Aécio vencer, você terá muitas chances de ser o Ministro dos Esportes. Mas, saiba que o Aécio estará de olho em você. Ele é neto de Tancredo, uma das grandes raposas da política brasileira. Como o avô, ele é desconfiado. Sabe que os que traem uma vez, traem sempre.
É questão de índole. De caráter. Ou, da falta de ambos.

Dinamarquesa nega pagamento de propina à Petrobras



 Em resposta à reportagem da edição dessa semana da revista “Época”, o Grupo Maersk divulgou nota oficial informando que o pagamento de taxas para corretores é de 1,25% sobre o total de ganhos acordado em carta-contrato é uma norma internacional. A publicação semanal denunciou após ter acesso a documentos apreendidos pela Polícia Federal no apartamento de ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que a transportadora de petróleo dinamarquesa teria pago ao menos R$ 6,2 milhões de propina entre 2006 e 2010 para alugar navios à Petrobras.
Na nota, a empresa reitera sua política de trabalho contra a corrupção. “Subornos e propinas são estritamente proibidos para qualquer colaborador da Maersk ou grupo parceiro que colabore com a empresa”, afirma o comunicado oficial.
Ainda na nota, a companhia dinamarquesa esclarece que por vários anos tem realizado negócios com a Petrobras e, em 1977, decidiu estabelecer uma filial no Rio de Janeiro, para fortalecer o seu relacionamento com clientes brasileiros e parceiros em geral. (De O Globo)

Artigo de opinião:Será que querem sufocar o grito da torcida?

247 - "Na verdade, não é fácil superar o “complexo de vira-lata”. Fomos colônia por mais de 320 anos, e a pior herança dessa condição é a persistência da mentalidade colonizada de servidão voluntária…", disse o ex-presidente Lula, num recente artigo sobre a Copa de 2014.
No mesmo texto, Lula afirmou que a Copa é hoje um dos elementos-chave na sucessão presidencial de 2014. "Recentemente, a Copa do Mundo tornou-se objeto de feroz luta política e eleitoral no Brasil. Á medida que se aproxima a eleição presidencial de outubro, os ataques ao evento tornam-se cada vez mais sectários e irracionais. As críticas, naturalmente, são parte da vida democrática. Quando feitas com honestidade, ajudam a aperfeiçoar a preparação do país para esse grande acontecimento esportivo", afirmou. "Mas determinados setores parecem desejar o fracasso da Copa, como se disso dependessem as suas chances eleitorais. E não hesitam em disseminar informações falsas que às vezes são reproduzidas pela própria imprensa internacional sem o cuidado de checar a sua veracidade. O país, no entanto, está preparado, dentro e fora de campo, para realizar uma boa Copa do Mundo – e vai fazê-lo."
Coincidência ou não, o fim de semana foi marcado pela discussão do complexo de vira-latas, depois que Ronaldo, membro do Comitê Organizador Local, se disse "envergonhado" com os atrasos da Copa e duas revistas semanais – Veja e Época – circularam com capas derrotistas, que disseminam uma imagem negativa do País. Além disso, o site do jornal O Globo publicou uma enquete para checar se os brasileiros também se sentem envergonhados, assim como Ronaldo.

Recife: torcedores violentos e assassinos ainda soltos



 Imagens gravadas por câmeras de segurança no Recife mostram brigas violentas entre torcidas organizadas. E levaram à prisão de dois homens, nessa sexta-feira.
É o capítulo mais recente de uma rotina de violência no futebol. Também no Recife, outra história deixou o Brasil perplexo.
“Eu chorava, quando eu via na televisão, as dores de outras mães e, hoje, eu choro a dor, sentindo na pele a perda do meu filho”, desabafa a dona de casa Joelma da Silva. “Tem que dar um basta nessa violência, porque é em todo o Brasil e está manchando até o nome do nosso país”, pede José Paulo Ramos.
O filho de Seu José e Dona Joelma morreu no Estádio do Arruda, no Recife, no dia 2 de maio. Torcedor do Sport, Paulo Ricardo tinha ido a um jogo do rival Santa Cruz. Na saída, dois vasos sanitários foram jogados do alto da arquibancada e atingiram quatro pessoas. Entre elas, Paulo Ricardo. Três homens foram presos e confessaram ter arremessado os vasos sanitários em cima dos torcedores.
Os três homens foram denunciados pelo Ministério Público de Pernambuco pelo homicídio de Paulo Ricardo e por tentativa de homicídio contra os outros torcedores que também ficaram feridos. Para a polícia, e até para ex-integrantes de torcidas organizadas, Paulo Ricardo morreu por causa da impunidade no futebol.
"Já houve, em anos anteriores, casos de eles jogarem privada, extintor de incêndio em policiais, também tentando atingir torcedores de torcidas rivais”, lembra o delegado José Silvestre. (Do Portal G1)