Atualmente, as reservas
provadas de gás natural do Brasil somam 458,2 bilhões de metros cúbicos
de gás natural, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás
Natural e Biocombustíveis (ANP). (De o Estado de S.Paulo - Mariana Sallowics)
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Gás: Campo de Libra pode dobrar reservas do País
TSE enfrenta Câmara e muda número de deputados
Agência Brasil - O
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu ontem (27) derrubar o Projeto
de Decreto Legislativo 1.361/13, aprovado pela Câmara dos Deputados em
novembro do ano passado, que anulou a resolução do tribunal sobre o
número de deputados de cada estado para as eleições de outubro. Com a
decisão, fica mantida a mudança na representação de 13 estados.
Por unanimidade, os ministros entenderam que as mudanças deveriam ter
sido aprovadas por meio de lei complementar e não por decreto
legislativo. Conforme decisão original do TSE, definida em abril do ano
passado, perderão uma cadeira: Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco,
Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Duas cadeiras: Paraíba e
Piauí. Ganharão uma cadeira: Amazonas e Santa Catarina. Duas cadeiras:
Ceará e Minas Gerais. O maior ganhador de cadeiras na Câmara é o Pará,
que terá mais quatro deputados.
Durante o julgamento, o presidente do TSE, Dias Toffoli, afirmou que a
Câmara não poderia suspender os efeitos da regra do TSE alegando
invasão da competência legislativa. “Somente uma nova lei complementar
ou decisão jurisdicional que declarasse inconstitucional esse
dispositivo poderia subtrair do TSE a competência que o Congresso lhe
deu”, afirmou.
A nova composição das bancadas foi definida de acordo com o Censo de
2010. Os cálculos levam em conta a população do estado e a quantidade
mínima (8) e máxima (70) de parlamentares permitidos por lei para uma
unidade da federação, além do quesito da proporcionalidade exigido pela
Constituição.
A decisão do tribunal foi tomada com base no questionamento
apresentado pela Assembleia Legislativa do Amazonas. A casa alegou que a
representação populacional do estado na Câmara já não condizia com a
realidade, pois tinha como referência um censo defasado. Sustentou,
ainda, que estados com menor população, como Alagoas e Piauí, tinham
mais representatividade na Câmara: com nove e dez deputados federais,
contra oito do Amazonas.
A mudança na composição das bancadas, definida em processo
administrativo, é contestada no Supremo Tribunal Federal (STF) por cinco
ações de inconstitucionalidade impetradas pelos estados de Pernambuco,
do Espírito Santo, Piauí e pela Assembleia Legislativa e o governo da
Paraíba.
terça-feira, 27 de maio de 2014
Ibope: Dilma tem 50% da preferência dos baianos
Bahia 247 - A pesquisa Ibope feita em parceria
com o jornal Correio*, que sondou a intenção de votos para governador e
senador na Bahia, ouviu os cidadãos também sobre sua preferência entre
os pré-candidatos à presidência da República.
A presidente Dilma Rousseff tem maioria absoluta de preferência dos
baianos: 50% na modalidade estimulada, quando o entrevistador oferece os
nomes ao eleitor.
Em segundo lugar aparece o senador tucano Aécio Neves, com 12%. O
ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tem 7% da preferência
dos eleitores do estado.
O levantamento também ouviu a população sobre o governo da presidente
Dilma e sua gestão foi considerada ótima ou boa por 44% dos
entrevistados; houve 33% de regular e 19% de ruim ou péssima. No total,
60% dos baianos aprovam a petista e 31% desaprovam.
A Bahia é o estado onde o PT teve suas maiores vitórias nas duas eleições do ex-presidente Lula e na eleição de Dilma em 2010.
Julio Lóssio é prestigiado por Dilma em Brasília
O prefeito de Petrolina, Julio
Lóssio (PMDB), compareceu ao lançamento do Plano Safra da Agricultura
Familiar (Pronaf), em Brasília, nessa segunda-feira (26), e foi saudado
pela presidente Dilma Rousseff (PT), que agradeceu a presença de Lóssio
durante o discurso.
O prefeito, que estava ao lado do
presidente nacional do PMDB, o senador Valdir Raupp, foi o único
prefeito citado por Dilma no discurso. Lóssio foi a Brasília a convite
do ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto.(do blog de jamildo)
Paulo Câmara apresenta diretrizes na área de saúde: 3 Hospitais e 6 Upas
Dentro das diretrizes do seu programa de governo o pré-candidato ao Governo de
Pernambuco, o ex-secretário da Fazenda Paulo Câmara (PSB) apresentou algumas propostas na área de Saúde. O documento
prevê investimentos de R$ 478 milhões no setor; incluindo a construção
de três novos hospitais: o Hospital Geral de Cirurgia, no Grande Recife;
o Hospital Geral do Sertão (HGS), em Serra Talhada; e o Hospital da
Mulher do São Francisco, em Petrolina.
Planalto anuncia reforma do Aeroporto de Garanhuns
O ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, anunciou, na última quinta-feira (22), que por meio do Plano de Aviação Regional, o Governo Federal irá investir R$216,8 milhões em obras de reforma e ampliação de nove aeroportos pernambucanos, entre eles o de Garanhuns, no Agreste do Estado. A informação é do vereador garanhuense Alcindo Correia (PROS), autor do requerimento encaminhado no ano passado à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que solicitava, dentre outras, recursos para implementação de melhorias no local.
De acordo com o ministro, projetistas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) encaminharam os projetos com as reformas necessárias para que esses aeroportos possam receber voos regulares de empresas aéreas como GOL, TAM e Azul, o que deve acontecer no início do ano que vem.
Franco destacou ainda que o governo estuda a aprovação de um subsídio para tornar as tarifas aéreas nessas cidades competitivas em relação aos bilhetes de ônibus.
O Plano de Aviação Regional tem como principal objetivo fortalecer e ampliar a malha aérea brasileira. Para isso, o Governo Federal irá investir cerca de R$ 7,3 bilhões, recursos que, somente na primeira fase, irá contemplar 270 aeroportos regionais.
De acordo com o ministro, projetistas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) encaminharam os projetos com as reformas necessárias para que esses aeroportos possam receber voos regulares de empresas aéreas como GOL, TAM e Azul, o que deve acontecer no início do ano que vem.
Franco destacou ainda que o governo estuda a aprovação de um subsídio para tornar as tarifas aéreas nessas cidades competitivas em relação aos bilhetes de ônibus.
O Plano de Aviação Regional tem como principal objetivo fortalecer e ampliar a malha aérea brasileira. Para isso, o Governo Federal irá investir cerca de R$ 7,3 bilhões, recursos que, somente na primeira fase, irá contemplar 270 aeroportos regionais.
artigo de opinião: A encruzilhada do Brasil
MARCELO ZERO
Assim sendo, nessas eleições estará em jogo muitos mais que alternância de poder entre partidos. Estará em jogo o futuro do país e do recente ciclo de desenvolvimento
A América Latina e o Brasil estão numa encruzilhada. É o que afirma o estudo Pactos para a Igualdade- Rumo a um Futuro Sustentável,
lançado pela Cepal em Lima, Peru, no dia 5 deste mês, e já amplamente
debatido em seminário promovido pelo Centro de Gestão e Estudos
Estratégicos (GCEE), instituição vinculada ao MCTI brasileiro, na
Universidade do Ceará.
Elaborado com muita competência, entre outros técnicos, pelo
economista brasileiro Antonio Prado, Secretário Executivo Adjunto da
Cepal, o documento traça um diagnóstico muito amplo e consistente sobre o
recente processo de desenvolvimento com inclusão social da região e os
obstáculos atuais para a sua continuidade.
De acordo com o estudo, muitos países da América Latina, como o
Brasil, passaram, na última década, em maior ou menor grau, por um
processo de desenvolvimento que, em contraste com a tradição regional,
reduziu a pobreza e, em certos casos, também os históricos e agudos
níveis de desigualdade social. Foram feitos, da mesma forma, notáveis
progressos no campo institucional e democrático, com o fortalecimento e a
expansão dos direitos da cidadania, bem como no campo macroeconômico,
com a redução das dívidas públicas, das vulnerabilidades externas e dos
níveis de inflação. Além disso, aumentaram os níveis de escolaridade e a
cobertura da proteção social. Nesse período, a redução da pobreza e das
desigualdades dinamizou o mercado interno de consumo e fortaleceu as
economias, tornando-as mais sólidas e mais preparadas para conviver com a
pior crise internacional desde 1929.
Assim sendo, muitas nações latino-americanas conseguiram implantar,
ainda que em níveis diferenciados e heterogêneos, um novo ciclo virtuoso
de desenvolvimento que contrasta agudamente com o ciclo vicioso do
período do neoliberalismo da década de 1990, no qual foram aumentados os
níveis de pobreza e de desigualdade, as dívidas públicas e as
vulnerabilidades e fragilidades das economias.
Entretanto, o estudo da Cepal alerta que, nos últimos anos, surgiram
limites e obstáculos claros à manutenção e ao aprofundamento desse ciclo
virtuoso surgido na última década.
A primeira série de obstáculos tange aos constrangimentos externos gerados pela crise internacional. O boom das
commodities que contribuiu, em níveis diferenciados, para a superação
dos estrangulamentos externos das economias latino-americanas já deu
sinais de arrefecimento. Com a redução do aumento do comércio mundial e
do crescimento vertiginoso da China, houve significativo decréscimo dos
preços internacionais de algumas matérias primas, como os dos minérios,
por exemplo. Para países que dependem muito da exportação desses bens,
como o Chile e o Peru, por exemplo, isso cria um grave constrangimento.
Além disso, a crise mundial ainda provoca alta volatilidade financeira e
um cenário de incertezas que limitam os investimentos produtivos.
A segunda série de limites diz respeito aos chamados fatores
endógenos. Entre estes, se destacam, segundo a Cepal, a estrutura
produtiva defasada e desarticulada (fator não tão presente no Brasil),
os baixos níveis de investimentos e de inovação tecnológica, a alta
informalidade no mundo do trabalho (que vem caindo bastante no Brasil), a
débil governança dos recursos naturais (desperdício e ineficiência em
sua gestão), as fortes carências nos serviços públicos, as altas
pressões ambientais e energéticas, e o persistente déficit institucional
em matéria de regulação e captação de renda.
Esses obstáculos e limites não são, contudo, intransponíveis. No caso
específico do Brasil, a economia mais desenvolvida da região e país com
muitas vantagens comparativas em nível regional e mundial, eles são
empecilhos plenamente superáveis, caso sejam tomadas algumas decisões
estratégicas. A encruzilhada está justamente nessas decisões. Ela é,
portanto, uma encruzilhada fundamentalmente política.
Pois bem, a Cepal propõe sete grandes pactos sociais e políticos de médio e longo prazo para a superação desses obstáculos.
O primeiro pacto é o pacto pela “fiscalidade com vocação de
igualdade”. Para a Cepal, a política fiscal deve assegurar a
“estabilização macroeconômica anticíclica”, promover o crescimento
econômico e contribuir para a distribuição da renda e a diminuição das
desigualdades. Em outras palavras, a política fiscal, ao contrário da
tradição regressiva e concentradora da região, deve contribuir para
financiar um conjunto de compromissos da agenda para a igualdade social e
a sustentabilidade do desenvolvimento. Trata-se, em suma, de reverter
uma “fiscalidade para a desigualdade”, herdada do período paleoliberal,
que limitava o crescimento e aumentava o desemprego e as desigualdades.
Obviamente, esse primeiro pacto é fundamental para assegurar que os
demais pactos sejam financeiramente viáveis.
O segundo pacto é o pacto para “o investimento, a política industrial
e o financiamento inclusivo”. A produtividade das economias da região
ainda é, em média, baixa, embora muito diferenciada entre setores e
países. Ademais, a capacidade de promover inovação tecnológica é muito
limitada, especialmente no setor industrial. Por conseguinte, é
necessário aumentar as taxas de investimentos para incrementar a
produtividade, a diversificação produtiva e a capacidade de inovar
tecnologicamente. Também é necessário que o sistema financeiro assuma um
papel de potencializar a captação da poupança e direcioná-la para o
investimento e a inovação tecnológica, bem como de facilitador do
crédito para famílias e pequenas e médias empresas. Isso implica,
evidentemente, taxas de juros básicas e de spread baixas e políticas
ativas de inclusão bancária.
O terceiro pacto é o pacto para a “igualdade no mundo trabalho”. O
mercado de trabalho foi e é fundamental para a redução das desigualdades
e a eliminação progressiva da pobreza. No Brasil, em particular, a
ampla geração de empregos formais de trabalho e as políticas de
valorização do salário mínimo tiveram um impacto distributivo bem maior
que os programas de transferência condicionais de renda, como o Bolsa
Família. Assim sendo, a Cepal recomenda que os países da região tenham
uma política trabalhista destinada à valorização dos salários, à
promoção dos empregos formais e ao fortalecimento das instituições do
trabalho.
O quarto pacto é o pacto para um “maior bem-estar social e melhores
serviços públicos”. Trata-se do pacto pelo qual o Estado assume o papel
de condutor da criação de uma ampla rede de proteção social, assim como
de provedor de serviços públicos universais e de qualidade. A Cepal
adverte que “as regulações, os sistemas tributários e os investimentos
urbanos devem limitar as opções de escape da classe alta e da alta
classe média dos males públicos via mercado (bairros privados, segurança
privada e transporte privado, entre outros) e promover os usos
coletivos (transporte público e espaços públicos comuns)”. Além disso,
os serviços públicos básicos de saúde e educação devem ser de qualidade
suficiente para atrair os setores médios. Em outras palavras, é
necessário reverter o ciclo vicioso que cria uma segmentação
público/privada, na provisão de serviços públicos.
O quinto pacto é o pacto pela “sustentabilidade ambiental” do
desenvolvimento. Trata-se aqui de conciliar os desafios da
sustentabilidade ambiental com a necessidade de manter o crescimento
econômico com inclusão social, ao contrário do que apregoam os
neomalthusianos que, como o Clube de Roma na década de 1970, voltaram a
sugerir o crescimento zero ou próximo de zero como solução para os
problemas ambientais do planeta. A implementação de uma economia verde e
o melhor equilíbrio entre o consumo privado e a oferta de bens e
serviços públicos (menos automóveis e mais transporte público, por
exemplo) podem muito bem promover essa imprescindível conciliação.
O sexto pacto é o pacto para a boa “governança dos recursos
naturais”. A América Latina é uma região rica em recursos naturais.
Porém, em geral não os administra bem. A Venezuela é um caso
emblemático. Rica em petróleo há décadas, a Venezuela ainda não
conseguiu transformar essa riqueza natural numa indústria diversificada e
numa agricultura eficiente, apesar dos esforços recentes dos governos
chavistas. A previsão de Celso Furtado, feita em 1974, de que a
Venezuela provavelmente seria o primeiro país latino-americano a se
tornar realmente desenvolvido não se cumpriu. No entanto, o Brasil já dá
mostras de uma maior maturidade com a gestão dos seus recursos
naturais. A exitosa preocupação em usar os recursos do petróleo para
estimular a indústria nacional e a recente decisão de utilizar os
royalties do pré-sal para alavancar a educação e a saúde dos brasileiros
são sinais evidentes dessa maturidade.
Por último, a Cepal propõe um “pacto internacional pelo
desenvolvimento e cooperação pós-2015”. A ideia é produzir um pacto que
não apenas reduza as carências básicas, como no caso dos Objetivos do
Milênio da ONU, mas também que corrija as profundas desigualdades a
assimetrias que existem entre os países.
É óbvio que esses pactos propostos pela Cepal, aqui descritos de
forma muito sumária, não são substancialmente inovadores. Na realidade,
muito do que essa organização propõe já vem sendo feito ou pensado, em
alguns países. No Brasil, diga-se de passagem, a presidenta Dilma
Rousseff propôs pactos semelhantes no ano passado, após as grandes
manifestações de junho. Assim, a importância desses pactos não reside em
propostas inéditas.
A importância desses pactos propostos pela Cepal está em sua
oportunidade política. Neste momento em que a crise se dilata e muitos
governos progressistas da América Latina são questionados pelos setores
mais conservadores das nossas sociedades, os pactos da Cepal mostram
soluções abrangentes e consistentes para a manutenção e o aprofundamento
do virtuoso ciclo econômico, social e político implantado na região.
Há, contudo, alguns empecilhos à implementação dessas propostas.
No caso do Brasil, há dois grandes obstáculos.
O primeiro tange ao nosso sistema político. Pactos sociais e
políticos de médio e longo prazo exigem, em geral, atores consistentes e
permanentes e um sistema político que assegure a representação de todos
os setores da sociedade. Porém, o nosso sistema político e eleitoral
está longe de ter tais características. Trata-se um sistema político (e
de um Estado) ainda muito capturado por interesses privados e
fisiológicos, que tem baixa capacidade de representação e articulação. A
influência excessiva do poder econômico nas eleições, os partidos com
baixo enraizamento orgânico (com algumas exceções) e o presidencialismo
de coalizão criam um sistema de representação restrito e uma
governabilidade fundada essencialmente em interesses fisiológicos de
curto prazo. Ora, os pactos propostos pela Cepal precisariam de um
sistema de representação amplo e de uma governabilidade fundada em
interesses estratégicos de longo prazo. Por isso, a reforma política é
absolutamente essencial. Ela é, na realidade, a mãe de todas as
reformas. Ela é o pacto capaz de dar fundamentação política a todos os
outros pactos progressistas.
O outro grande e principal obstáculo tange à crescente articulação
dos interesses conservadores brasileiros contra a continuidade e o
aprofundamento do recente ciclo virtuoso de desenvolvimento. Em servil
consonância com aquilo que apregoa a ortodoxia internacional desastrosa e
falida, alguns já falam na necessidade de “medidas impopulares”. Outros
se queixam dos supostos “gastos excessivos” e de que o salário mínimo
estaria “muito alto”. Os mais afoitos já prometem reduzir a inflação a
3% ao ano em pouco tempo, uma proposta celerada e desnecessária, que
comprometeria definitivamente nosso crescimento e aumentaria
sobremaneira as nossas atuais e baixíssimas taxas de desemprego. Há até
aqueles que prometem acabar com o Mercosul, como se isso fosse
contribuir em alguma coisa para que o Brasil participe mais das “cadeias
produtivas globais”.
Articulou-se, no Brasil, a bem da verdade, um pacto excludente e
conservador tácito. Um pacto já costurado “por cima”, como convém à
nossa tradição política. Um pacto que vai à contramão daquilo que propõe
a Cepal. Esse pacto tácito é um pacto pela volta da desigualdade como
suposto mecanismo eficiente para a superação dos atuais gargalos ao
crescimento econômico. Trata-se, no fundo, de uma volta ao passado
medíocre dos tempos do paleoliberalismo. A volta das altas taxas de
desemprego, da “precarização” do mercado de trabalho, das assimetrias e
das desigualdades, dos baixos níveis de investimentos e de proteção
social, das vulnerabilidades e de tudo aquilo que nos fez regredir, em
muitos aspectos, na década de 1990.
Assim sendo, nessas eleições estará em jogo muitos mais que
alternância de poder entre partidos. Estará em jogo o futuro do país e
do recente ciclo de desenvolvimento. Teremos de decidir se persistiremos
no rumo da igualdade, como aconselha a Cepal, ou se regrediremos ao que
apregoava o velho FMI e à nossa histórica e carcomida desigualdade.
Igualdade ou desigualdade, essa é a questão. A grande questão desta
encruzilhada histórica.
A nossa experiência demonstra que o FMI nunca foi um bom conselheiro. Melhor dar ouvidos à Cepal.
Papa abre as portas para que padres possam casar
Uma das
questões levantadas é a do celibato obrigatório dos sacerdotes, um velho
assunto que volta a ficar atual depois de que, há apenas alguns dias,
um grupo de 26 mulheres apaixonadas por sacerdotes enviou uma carta a
Jorge Mario Bergoglio lhe pedindo que deixe de proibir “um vínculo tão
forte e bonito”. O Papa não se esconde na resposta à pergunta sobre se
está disposto a levar adiante uma discussão incômoda no seio da Igreja:
“A Igreja católica tem padres casados.
Católicos
gregos, católicos coptas, existem no rito oriental. Por que não é um
debate sobre um dogma, mas sobre uma regra de vida que eu aprecio muito e
que é um dom para a Igreja. Por não ser um dogma da fé, a porta sempre
está aberta”. (Do El País)
Coninue lendo clicando aí: O papa Francisco abre a porta para que os padres possam casar
R$ 20 milhões: PMDB acusa PSDB de tentar comprar apoio
'Eu disse para eles que eu
tenho que ajudar nossa bancada, que estou atrás de R$ 20 milhões e eles
disseram: 'Isso não é problema nenhum. Nós conseguimos os R$ 20 milhões
para a ajudar os pré-candidatos a deputado'', afirmou Andrade. (De O
Estado de S.Paulo - Aline Reskalla)
Continue lendo clicando aí: Presidente do PMDB-MG acusa tucanos de tentar comprar apoio
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Associações da PM terão que arcar com vinda da Força Nacional ao Estado
Do JC Online
A Associação Pernambucana de Cabos e
Soldados Policiais e Bombeiros Militares (ACS-PE) e a Associação dos
Praças de Pernambuco (Aspra-PE) foram condenadas nesta segunda-feira
(26) a pagar mais de R$ 1 milhão, gastos para trazer a Força Nacional ao
Estado, por conta de greve da categoria. De acordo com a 3ª Vara
Federal, cada associação deve pagar 50% do valor. As associações serão
notificadas nesta tarde.
A condenação foi expedida pelo juiz titular da Vara, Frederico José
Pinto de Azevedo. “Os dispêndios existiram e foram narrados pela
Procuradoria da União, devendo ser ressarcidos por aqueles que causaram
os problemas, e não pela sociedade pernambucana, vítima no presente
caso, por meio do Governo do Estado”, determinou o juiz. Cada associação
vai pagar R$ 551 mil.
A ação foi movida pela União na Justiça Federal de Pernambuco (JFPE).
O pedido foi deferido pelo juiz, pois o Judiciário Estadual já havia
declarado que a greve era ilegal, determinando que os efetivos voltassem
às atividades.
O juiz explicou que na Constituição do
Estado de Pernambuco, consta um trecho falando sobre a greve dos
servidores militares. “A Constituição do Estado de Pernambuco deixa
claro em seu artigo 100 que ‘são militares do Estado os membros da
Polícia Militar de Pernambuco e do Corpo de Bombeiros Militar’ e que, no
§ 7º ‘Ao servidor militar são proibidas a sindicalização e a greve, não
podendo, enquanto em efetivo exercício, estar filiado a partidos
políticos.”
As associações já estão sem acesso às contas, para que o pagamento
seja efetuado. As contas foram bloqueadas através do sistema Bacen-Jud,
transferindo o dinheiro para uma conta judicial. Se o valor dentro das
contas for suficiente para pagar, ele será debitado.
A greve dos PMs e bombeiros aconteceu
entre os dias 13 e 15 de maio. O Governo do Estado solicitou a presença
da Força Nacional durante o movimento. “Tal fato ocasionou sérios
problemas à população pernambucana que levou o Governo do Estado a
requisitar ao Governo Federal a presença da Força Nacional de Segurança e
do Exército para a garantia da segurança nas ruas das cidades do
Estado”, disse o magistrado.
Dilma lança Plano Safra e destaca apoio ao semiárido
Valor.
“Essa medida atinge do pequeno ao grande agricultor, porque o licenciamento só vai ser feito uma única vez para toda a vida útil da máquina”, disse ela ao lembrar que essa exigência envolve apenas as máquinas que trafegam em vias públicas. A medida também estabelece apenas a exigência da carteira de habilitação do Tipo B para o motorista dessa máquinas, que vai conduzi-las em vias públicas.
A presidente confirmou crédito total de R$ 24,1 bilhões para o segmento em 2014/15, lembrando que o montante é dez vezes superior ao liberado em 2002/2003. “Isso mostra a força da agricultura familiar e que o governo está sensível e atento à sua importância”, afirmou.
Ao destacar que nos últimos 12 anos, o investimento da indústria na fabricação de máquinas e equipamentos agrícolas passou de R$ 80 milhões para R$ 4,5 bilhões, a presidente ressaltou que, para a compra de máquinas e equipamentos, foi liberado um total de R$ 12 bilhões, segundo ela, valor 15 vezes superior àquele de quando chegou ao governo.
Ao garantir as mesmas taxas de juros do que as do Plano Safra do ano anterior, a petista observou que o governo ampliou o subsídio ao custeio e ao investimento e ressaltou que, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o produtor vai ter acesso à assistência técnica para a aplicação do investimento. “No futuro, a agricultura familiar será uma marca diferenciada, pautada pela qualidade dos alimentos. Teremos um casamento entre agricultura familiar e agroecologia. Esse é esse o nosso caminho”.
Dilma procurou contemporizar os efeitos da maior seca dos últimos anos, que vitimou os produtores da região do semiárido. A presidente lembrou que o governo investe cerca de R$ 33 bilhões em segurança hídrica, citando projetos como a transposição das bacias do Rio São Francisco, e a construção de cisternas, que podem chegar a 750 mil até o fim do ano. “Fazemos uma espécie de distribuição de renda da água”, afirmou.
Por fim, a presidente lembrou os agricultores que, no lançamento da terceira etapa do programa Minha Casa, Minha Vida, agendado para a próxima quinta-feira (29), o programa Minha Casa Rural terá um “espaço significativo”.
Diretores da UPE buscam recursos para novos investimentos
Dando continuidade a encontros com parlamentares em Brasília, na
última sexta-feira, em busca de recursos para novos projetos, o
Diretor da UPE Campus Garanhuns, Prof. Clóvis Gomes Junior, junto com
o diretor da UPE Petrolina, Prof. Moisés Diniz, e a assessora para
assuntos institucionais da Universidade, Norma Gouveia, foram
recebidos pelo deputado federal Fernando Ferro, que tem sido um
colaborador constante das demandas da Universidade de Pernambuco,
liberanço recursos através de emendas ao orçamento da União.
A discussão para 2015 também foi objeto da conversa com a chefe de
gabinete da deputada Luciana Santos e o chefe de gabinete do deputado
Gonzaga Patriota em visitas aos seus gabinetes. A comitiva da UPE já
havia visitado o Deputado Federal Fernando Bezerra Coelho e
participado de reuniões no Ministério da Educação.
"São parlamentares que têm compromisso com a Universidade e se colocam
como canal para que nossa instituição possa estar em desenvolvimento,
principalmente no interior do estado. Contamos com o apoio para as
demandas apresentadas. " Afirmou Clovis Gomes Jr.
Em tempos de inconformismo social, João Lyra Neto propõe debate sobre a origem do vandalismo e da violência
Com
o objetivo de identificar as reais causas e coibir os atos de
vandalismo e violência em Pernambuco, o governador João Lyra Neto,
anunciou, nesta segunda-feira (26/05), a realização de um estudo de
cunho comportamental. O levantamento, que será contratado até o final
desta semana, vai nortear futuras ações do Governo do Estado na área da
segurança pública. A decisão do governador é uma resposta às ocorrências
de desequilíbrio social registradas durante a paralisação da Polícia
Militar de Pernambuco. O anúncio foi feito ainda pela manhã, durante
entrevista concedida ao comunicador Geraldo Freire, da Rádio Jornal de
Pernambuco, no Recife.
O
estudo vai aprofundar a discussão sobre os motivos que levam uma pessoa
sem antecedentes criminais a cometer um delito. É importante ressaltar
que o vandalismo e a violência têm aumentado no Brasil, e o Governo de
Pernambuco, apesar de ser o único Estado a reduzir estes índices nos
últimos sete anos, se mantém em busca de uma solução permanente. "A
repressão não deve ser a única alternativa para resolver, pois temos que
entender e nos aprofundar ainda mais nessa questão", disse governador,
enfatizando que a gestão vai continuar monitorando a questão e
garantindo a ordem para os pernambucanos.
"Além
de uma reforma política e tributária, o Brasil precisa de um novo pacto
social", afirmou o governador, explicando que as recentes manifestações
representam um reflexo do inconformismo com a atual conjuntura
brasileira. Segundo Lyra Neto, o Brasil tem avançado bastante nesses
últimos anos, mas as conquistas ainda não satisfazem uma parcela da
população. "Há uma falta de sintonia entre os governantes e a maioria do
povo brasileiro", pontuou o chefe do Executivo pernambucano,
enfatizando que o estudo encomendado vai trabalhar nas comunidades
envolvidas nos recentes incidentes.
Artigo de opnião: Cadê o embutimento da fiação?
Heitor Scalambrini Costa
Professor da Universidade Federal de Pernambuco
Um
velho ditado referente ao poder diz que, quando não se quer fazer alguma coisa,
cria-se uma comissão.
Sinto
dizer, mas é o caso do embutimento da fiação elétrica em Recife. Tal decisão,
que aparentemente todos querem que aconteça, é, na prática e não
explicitamente, boicotada. Hoje, quem provoca o caos da fiação aérea, vista por toda cidade do Recife
e em outras metrópoles, são os fios e cabos que distribuem a energia, as linhas
telefônicas, os canais de televisão a cabo, a Internet e o que mais houver.
Sinal
evidente de que nada vai acontecer de mais relevante nesse terreno ocorreu após
a aprovação do Projeto de Lei nº 99/2013, pela Câmara de Vereadores, dispondo
sobre a substituição e instalação subterrânea de toda fiação aérea na cidade do
Recife. Ao sancionar, tornando a Lei nº 17.984, um mês depois de aprovada, em
13/01/2014, o prefeito vetou o artigo 2º que fixava o prazo de dois anos para
cumprimento da medida.
Na
oportunidade, em nota oficial, a Secretaria de Infraestrutura e Serviços
Urbanos informou que, por meio de uma Portaria, foi criado um grupo de trabalho
para estruturar a proposta de “enterrar” a rede de cabos aéreos, com prazo de 4
meses para a finalização da proposta.
Concluído
o prazo em 13 de maio último, nem uma satisfação à sociedade foi dada. Silêncio
total a um problema gravíssimo para aqueles que habitam as grandes cidades, em
particular Recife, e que aguardam medidas concretas do poder público.
Mesmo
que tardiamente, a iniciativa dos vereadores foi uma medida de interesse
público almejada pela população recifense, que reclamava e pressionava os órgãos
responsáveis diante do absurdo das frequentes mortes por eletrocutamento ao
longo dos últimos anos. Do ponto de vista da segurança, sem dúvida a fiação
elétrica embutida contribuirá drasticamente na redução, ou mesmo na supressão,
de tragédias fatais; e também permitirá um aumento da confiabilidade do sistema
elétrico, que recorrentemente interrompe o fornecimento de energia
(“apaguinhos”) aos usuários.
Com
relação ao numero de óbitos por choques elétricos, segundo a Agencia de
Regulação de Pernambuco (Arpe), 81 pessoas perderam a vida por choque elétrico causados
pela rede de fiação de 2011 até maio de 2014. O que torna Pernambuco um dos estados onde
mais se morre por eletrocutamento.
Além do descaso e da falta de
transparência, a Prefeitura do Recife age em caminho oposto, permitindo a
instalação de novas redes aéreas no município, conforme denúncias mostradas
pela mídia.
Outro fato que chama a atenção
são os factóides criados com relação à iluminação pública na cidade, também de
grande preocupação da população. Manchetes de jornais, que reproduzem os
release da comunicação do poder executivo municipal, apresentam a cidade
adotando uma iluminação mais eficiente, aquela proporcionada por lâmpadas tipo
led (diodos emissores de luz). Tecnologia inovadora cujas principais
características é o elevado tempo de vida, mais de 80.000 horas, e um consumo
de energia muito econômico, em relação às lâmpadas convencionais.
Lembrando que Recife dispõe
de mais de 120.000 pontos de iluminação pública (aproximadamente 70.000 com
lâmpadas de vapor de mercúrio, podendo causar graves danos ao meio ambiente e às
pessoas, por conter o mercúrio, que é um metal cancerígeno). Portanto, o que
propagandeia a Prefeitura é insignificante do ponto de vista dos impactos que
100 ou 200 luminárias com led proporcionarão à cidade. Sem contar que não
existe um planejamento estratégico para a substituição gradativa das lâmpadas
existentes por luminárias com leds.
De promessas, a população
recifense já está saturada. Lembrando ainda que o próprio chefe do executivo
municipal, na época candidato, prometeu durante a campanha eleitoral reduzir a
Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (CIP), cujo valor cobrado
depende do consumo. Passado 16 meses desde a posse do atual prefeito, não se
falou mais a respeito.
Será que o embutimento da
fiação vai trilhar o caminho das promessas não cumpridas, das medidas apenas
anunciadas e jamais executadas? Ou de uma
lei que “não pegou”?
VOX POPULI em Minas: Dilma empata com Aécio
Na
disputa presidencial, Aécio aparece com 22% dos votos empatado tecnicamente com a da
presidente Dilma Rousseff, com 20%, enquanto o ex-governador de PE o socialista Eduardo Campos, com
2%.
Registrada junto à
Justiça Eleitoral, sob o protocoloBR-00129/2014, no
dia 21 de maio de 2014, a pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 21
de maio. Foram entrevistadas 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2,19
pontos percentuais para mais ou para menos.
Em Minas, Pimentel(PT) seria eleito no primeiro turno
Minas 247 –
Pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira (26) aponta vitória,
em primeiro turno, do pré-candidato do PT ao Governo de Minas Gerais,
Fernando Pimentel.
O ex-prefeito de
Belo Horizonte reúne mais intenções de voto do que todos os adversários
juntos em quatro cenários eleitorais diferentes.
No confronto direto
com seu principal adversário, Pimentel tem 35% das intenções de voto,
enquanto Pimenta da Veiga aparece com apenas 19%. Não votam em ninguém,
brancos e nulos somam 20%. Não sabem e não responderam, 26%.
Em outro cenário, se
as eleições fossem hoje, Fernando Pimentel teria 29% das intenções de
voto contra 16% de Pimenta da Veiga (PSDB), 2% de Maria da Consolação
Rocha (PSOL), 2% de Vanessa Portugal (PSTU) e 1% de Apolo Heringer
(PSB). Não votam em ninguém, brancos e nulos somam 20%. Não sabem e não
responderam, 30%.
No cenário mais
provável, com 28% das intenções de voto, Fernando Pimentel também bate
todos os adversários. O pré-candidato do PT é seguido por Pimenta da
Veiga, com 18%, Maria da Consolação, 2%, Vanessa Portugal, também com
2%, e Julio Delgado, com 1%. Não votam em ninguém, brancos e nulos somam
19%. Não sabem e não responderam, 28%.
Quando Pimenta da
Veiga é substituído por Marcus Pestana como pré-candidato do PSDB,
Fernando Pimentel aparece com 33% das intenções de voto, contra apenas
4% de Pestana. Nesse cenário, Maria da Consolação e Vanessa Portugal têm
com 3%. Não votam em ninguém, brancos e nulos somam 23%. Não sabem e
não responderam, 34%.
Para 38% dos
entrevistados, Fernando Pimentel é o nome com maior chance de vitória
nas eleições de outubro. Apenas 15% acreditam Pimenta seja capaz de
vencer a disputa para o Governo de Minas Gerais.
Registrada junto à
Justiça Eleitoral, sob os protocolos MG-00025/2014 e BR-00129/2014, no
dia 21 de maio de 2014, a pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 21
de maio. Foram entrevistadas 2 mil pessoas. A margem de erro é de 2,19
pontos percentuais para mais ou para menos.
Para o PSDB, o que a pesquisa traz de positivo é a simulação para o Senado, onde o ex-governador Antonio Anastasia teria 56% das intenções de votos.
Para o PSDB, o que a pesquisa traz de positivo é a simulação para o Senado, onde o ex-governador Antonio Anastasia teria 56% das intenções de votos.
Em carta aberta, boleiro critica caráter de Ronaldo
247 - O atacante Ronaldo levou um duro puxão de orelhas do blog do Menon, um dos mais respeitados do País na área esportiva, que criticou sua nova atitude em relação à Copa de
Caro Ronaldinho, Ronaldo ou Fenômeno.
Nem sei como te chamar. Através de sua carreira, os nomes foram
mudando. Eu me lembro da primeira vez em que te entrevistei – foram
poucas, muito menos do que eu desejaria – no vestiário do Palmeiras,
após um jogo contra o Cruzeiro. Você disse que estava pronto para a Copa
de 94. E foi convocado. O início de uma carreira que maravilhou o
mundo.
Olha, acho melhor chamá-lo de Ronaldo Nazário de Lima, afinal o assunto não é apenas futebol.
Ronaldo, os seus dribles são eternos. Desde aquela série imensa em um
jogo contra o Barcelona até aquele que não se completou, em um abril de
2000. Aquele que deixou o mundo triste, calado, sofrendo. Você voltava
após cinco meses de paralisação por uma problema no joelho, voltou e,
ali pela esquerda do ataque da Inter, gingou diante de Fernando Couto e
rompeu novamente o tendão do joelho.
E o seu oportunismo? Não era como Romário, que ficava ali quietinho
na área, esperando a bola chegar. Com seu tamanho, não dava para passar
despercebido, mas, como o Baixinho, foram muitas alegrias vindas de puro
oportunismo, de saber estar no lugar certo na hora certa.
Pois é, Ronaldo Nazário de Lima, drible e oportunismo são
fundamentais na vida de um artilheiro. São desprezíveis na vida de um
cidadão.
Falo isso por causa de sua declaração de que tem vergonha dos atrasos
nas obras da Copa. Que elas passam uma imagem ruim lá fora. Aquele
velho papo de quem deseja agradar os de fora.
Ora, Ronaldo, você estava lá, no dia em que o Brasil ganhou o direito
de sediar a Copa. Estava com Paulo Coelho, com Lula, com Aécio Neves e
Eduardo Campos.
Você ao contrário deles, passou a ser membro do Comitê Organizador
Local. Ronaldo, você é um dos responsáveis por tudo que envolve a Copa.
Ronaldo, você ganhou dinheiro com a Copa. Suas publicidades
aumentaram. Você alugou sua casa para um figurão da Fifa, nem vou
procurar no Google o nome dele, não interessa.
Ronaldo, que coisa feia!!!. Depois de ser o responsável, depois de
faturar dinheiro, você estica o dedo e diz que “sente vergonha”.
Ah, quer dizer que você não é responsável por nada? Nadica de nada? O
que está errado é culpa dos outros? Trabalhou com o governo, diz que
está tudo errado e apoia Aécio Neves na eleição. Drible e oportunismo.
Ronaldo, eu não deveria me surpreender com suas idas e vindas.
Em 2009, você disse que não gostaria de ser relacionar com Ricardo
Teixeira, uma pessoa de “duplo caráter”. Em 2012, disse que “ele é meu
amigo e estou com ele no que precisar”, antes de Ricardo Teixeira ser
obrigado a renunciar à CBF.
Você jogou no Barça e Real, na Inter e no Milan, se recuperou no Flamengo e assinou com o Corinthians.
Aliás, Ronaldo, você pensou que ao dizer que “os atrasos te dão
vergonha” poderia atingir Andrés Sanchez, que foi seu parceiro na
recuperação do Corinthians?
Ronaldo, no caso de Aécio vencer, você terá muitas chances de ser o
Ministro dos Esportes. Mas, saiba que o Aécio estará de olho em você.
Ele é neto de Tancredo, uma das grandes raposas da política brasileira.
Como o avô, ele é desconfiado. Sabe que os que traem uma vez, traem
sempre.
É questão de índole. De caráter. Ou, da falta de ambos.
Dinamarquesa nega pagamento de propina à Petrobras
Na nota, a empresa reitera
sua política de trabalho contra a corrupção. “Subornos e propinas são
estritamente proibidos para qualquer colaborador da Maersk ou grupo
parceiro que colabore com a empresa”, afirma o comunicado oficial.
Ainda
na nota, a companhia dinamarquesa esclarece que por vários anos tem
realizado negócios com a Petrobras e, em 1977, decidiu estabelecer uma
filial no Rio de Janeiro, para fortalecer o seu relacionamento com
clientes brasileiros e parceiros em geral. (De O Globo)
Artigo de opinião:Será que querem sufocar o grito da torcida?
"Determinados setores parecem desejar o fracasso
da Copa, como se disso dependessem as suas chances eleitorais", disse o
ex-presidente Lula, num artigo publicado recentemente; coincidência ou
não, o tema do fim de semana foi a "vergonha" sentida por Ronaldo, que
inspirou até uma enquete do site O Globo; capas de Veja e Época também
transmitiram uma visão negativa do Brasil; "Na verdade, não é fácil
superar o complexo de vira-lata. Fomos colônia por mais de 320 anos, e a
pior herança dessa condição é a persistência da mentalidade colonizada
de servidão voluntária", disse Lula; quem tem razão: ele, que gostaria
de gritar "sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor", ou os
envergonhados?
247 - "Na
verdade, não é fácil superar o “complexo de vira-lata”. Fomos colônia
por mais de 320 anos, e a pior herança dessa condição é a persistência
da mentalidade colonizada de servidão voluntária…", disse o
ex-presidente Lula, num recente artigo sobre a Copa de 2014.
No mesmo texto, Lula afirmou que a
Copa é hoje um dos elementos-chave na sucessão presidencial de 2014.
"Recentemente, a Copa do Mundo tornou-se objeto de feroz luta política e
eleitoral no Brasil. Á medida que se aproxima a eleição presidencial de
outubro, os ataques ao evento tornam-se cada vez mais sectários e
irracionais. As críticas, naturalmente, são parte da vida democrática.
Quando feitas com honestidade, ajudam a aperfeiçoar a preparação do país
para esse grande acontecimento esportivo", afirmou. "Mas determinados
setores parecem desejar o fracasso da Copa, como se disso dependessem as
suas chances eleitorais. E não hesitam em disseminar informações falsas
que às vezes são reproduzidas pela própria imprensa internacional sem o
cuidado de checar a sua veracidade. O país, no entanto, está preparado,
dentro e fora de campo, para realizar uma boa Copa do Mundo – e vai
fazê-lo."
Coincidência ou não, o fim de semana
foi marcado pela discussão do complexo de vira-latas, depois que
Ronaldo, membro do Comitê Organizador Local, se disse "envergonhado" com
os atrasos da Copa e duas revistas semanais – Veja e Época – circularam
com capas derrotistas, que disseminam uma imagem negativa do País. Além
disso, o site do jornal O Globo publicou uma enquete para checar se os
brasileiros também se sentem envergonhados, assim como Ronaldo.
Recife: torcedores violentos e assassinos ainda soltos
É o capítulo mais recente de uma rotina de violência no futebol. Também no Recife, outra história deixou o Brasil perplexo.
“Eu chorava, quando eu via na televisão, as dores de outras mães e,
hoje, eu choro a dor, sentindo na pele a perda do meu filho”, desabafa a
dona de casa Joelma da Silva. “Tem que dar um basta nessa violência,
porque é em todo o Brasil e está manchando até o nome do nosso país”,
pede José Paulo Ramos.
O filho de Seu José e Dona Joelma morreu no Estádio do Arruda, no Recife, no dia 2 de maio. Torcedor do Sport, Paulo Ricardo tinha ido a um jogo do rival Santa Cruz. Na saída, dois vasos sanitários foram jogados do alto da arquibancada e atingiram quatro pessoas. Entre elas, Paulo Ricardo. Três homens foram presos e confessaram ter arremessado os vasos sanitários em cima dos torcedores.
Os três homens foram denunciados pelo Ministério Público de Pernambuco pelo homicídio de Paulo Ricardo e por tentativa de homicídio contra os outros torcedores que também ficaram feridos. Para a polícia, e até para ex-integrantes de torcidas organizadas, Paulo Ricardo morreu por causa da impunidade no futebol.
O filho de Seu José e Dona Joelma morreu no Estádio do Arruda, no Recife, no dia 2 de maio. Torcedor do Sport, Paulo Ricardo tinha ido a um jogo do rival Santa Cruz. Na saída, dois vasos sanitários foram jogados do alto da arquibancada e atingiram quatro pessoas. Entre elas, Paulo Ricardo. Três homens foram presos e confessaram ter arremessado os vasos sanitários em cima dos torcedores.
Os três homens foram denunciados pelo Ministério Público de Pernambuco pelo homicídio de Paulo Ricardo e por tentativa de homicídio contra os outros torcedores que também ficaram feridos. Para a polícia, e até para ex-integrantes de torcidas organizadas, Paulo Ricardo morreu por causa da impunidade no futebol.
"Já houve, em anos
anteriores, casos de eles jogarem privada, extintor de incêndio em
policiais, também tentando atingir torcedores de torcidas rivais”,
lembra o delegado José Silvestre. (Do Portal G1)
Leia mais clicando aí: Torcedores denunciados por brigas em estádios continuam soltos
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