sexta-feira, 13 de março de 2015

Feliipe toledo deu show e vence prova de surf na Australia

 
Do UOL, em São Paulo

  • Em sua 1ª final na elite do surfe, Filipe Toledo venceu o australiano Julian Wilson na final de Gold Coast
  • Em sua 1ª final na elite do surfe, Filipe Toledo venceu o australiano Julian Wilson na final de Gold Coast
                                             
Filipe Toledo deu show! Caçula brasileiro no circuito com apenas 19 anos, ele disputou sua primeira final na elite do surfe mundial e se sagrou campeão da etapa de Gold Coast, na Austrália, nessa sexta-feira. E teve até nota 10.

Filipinho venceu na final o xodó australiano Julian Wilson e fez a festa da torcida brasileira presente na praia de Snapper Rocks. Surfando ao seu estilo, com rasgadas e aéreos intensos e agressivos, o brasileiro obteve duas notas altíssimas (incluindo uma onda perfeita) e dominou Wilson na final. Toledo anotou 19,60 (10,00+9,60) e superou os 14,70 de Wilson.
"Foi uma das melhores vitórias da minha vida, minha primeira no WSL. Terminar a bateria com uma nota dez, com meu pai e meus amigos aqui, esse crowd brasileiro, todo mundo dando o suporte que eu preciso. E, claro, Deus me ajudando, me ajudou a semana inteira. Ajudou a definir a prancha que eu deveria cair, a escolher as ondas certas e ficar bem tranquilo", comemorou ele.

Tião Viana se defende de bandido Paulo Roberto Costa


CPI poupou Cunha, diz deputado do PSB




O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) saiu irritado da sessão da CPI da Petrobras que ouviu o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), revela Clarissa Oliveira, no blog Poder Online.

Segundo a colunista,  Delgado afirmava que o peemedebista foi poupado pelos integrantes da comissão e queixava-se do tratamento desequilibrado dado a ele pela oposição, na comparação com o PT.

“A oposição se aliou no sentido de pegar só o PT. Como se o PT fosse o único partido que compõe o governo”, diz o socialista, que também defendeu que Cunha disponibilize a quebra de seu sigilo para a comissão.

Battisti teve prisão revogada e já está solto



O italiano Cesare Battisti foi solto no fim da noite desta quinta-feira (12). O advogado de Battisti, Igor Sant'Anna Tamasauskas, informou que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região aceitou o pedido de liberdade provisória feito pela defesa nesta quinta. A decisão do juiz federal Cândido Ribeiro determinou "o imediato cumprimento" do pedido liminar de soltura. Na decisão, o magistrado deixou claro que não compete à Justiça Federal modificar decisões tomadas por instâncias superiores.

"Com o habeas corpus, o caso foi resolvido com a celeridade que precisava e a Justiça foi feita", disse Tamasauskas. "Agora acreditamos que as coisas irão entrar no eixo", acrescentou. Battisti havia sido detido pela Polícia Federal na tarde desta quinta e conduzido para a superintendência da PF de São Paulo.
Atendendo a um pedido do Ministério Público, a juíza Adverci Rates, da 20ª Vara Federal de Brasília, determinou, no último dia 26, a deportação do italiano. Integrante do grupo PAC (Proletários Armados pelo Comunismo) nos anos 1970, Battisti foi condenado à prisão perpétua pela Itália sob acusação de ter cometido quatro assassinatos. Ele conseguiu fugir da Itália, morou alguns anos na França, passou pelo México e, em 2004, veio para o Brasil. A defesa de Battisti ingressou nesta quinta com recurso da decisão que determinou a deportação. O advogado anunciou ainda que com medida correcional contra a juíza Adverci Rates. "Não cabe a uma juíza de primeiro grau decidir sobre a deportação dele", disse Tamasauskas.  (Da Folha Online)


Um circo para Eduardo Cunha



Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo

Sério. Brilhante. Íntegro. Coerente. Honesto. Todos esses adjetivos foram pronunciados ontem na CPI da Petrobras. O sujeito das frases era Eduardo Cunha, investigado no STF por suspeita de receber dinheiro vivo do petrolão.
O presidente da Câmara alegou que desejava depor para apresentar sua defesa. Na prática, montou um circo para demonstrar força. Recebeu apoio e até aplausos dos colegas.
Cunha atacou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e tentou desqualificar os indícios que motivaram o ministro Teori Zavascki a abrir inquérito contra ele.
A maioria dos deputados abriu mão de fazer perguntas para exaltá-lo. "O presidente Eduardo Cunha rebateu ponto a ponto de maneira brilhante. Não resta nada a ser esclarecido", proclamou o deputado Aluisio Mendes (PSDC-MA).
"O senhor tem uma grande história e uma luz que há de brilhar neste país", desmanchou-se Marcelo Aro (PHS-MG). "Deus lhe abençoe, parabéns pela exposição e muito obrigado pela oportunidade de estar vivendo este momento", agradeceu Silas Câmara (PSD-AM).
Em disputa aberta pela simpatia do PMDB, petistas e tucanos se uniram para bajular Cunha. "Confio nas suas palavras", disse o líder do PT, Sibá Machado (AC). "Vossa Excelência não perde em momento nenhum a autoridade para presidir esta Casa", reforçou o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP).
A CPI já havia deixado claro que não vai investigar as empreiteiras do petrolão. Agora indica que os políticos acusados de receber propina também não precisam se preocupar.
Nos últimos dois dias, Dilma Rousseff saiu de Brasília para prestigiar os dois governadores investigados na Lava Jato. Nesta quinta, foi ao Rio inaugurar obra com Luiz Fernando Pezão (PMDB). Na véspera, visitou o Acre para entregar casas populares com Tião Viana (PT).


Ministério Público Federal pede prisão preventiva de juiz do caso Eike

O Ministério Público Federal confirmou no início da tarde desta quinta-feira (12) que fez pedido de prisão preventiva do juiz Flávio Roberto Souza, que julgava as ações contra Eike Batista. Até o momento, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio e Espírito Santo), que conduz o processo de investigação contra o magistrado, não havia confirmado se o pedido foi ou não aceito.
De acordo com a coluna “Radar” do site da revista “Veja”, a Justiça Federal já teria negado o pedido.
O juiz Souza era o titular da 3ª Vara Criminal Federal, da Justiça Federal do Rio, mas foi afastado da condução dos processos contra o Eike depois de ter sido flagrado dirigindo um carro do empresário e ter guardado em seu condomínio outros dois carros e um piano do réu. À época, o juiz alegou ser “absolutamente normal” o juiz ter a guarda de bens apreendidos de réus em processos que ele mesmo julga.
Eike responde a ações criminais por suposta prática de manipulação de mercado e “insider trading”, que é o uso de informações privilegiadas, no processo de vendas das ações das empresas OGX e OSX. A defesa do empresário nega.
Depois de o magistrado ser retirado do caso, a procuradoria da República instaurou inquérito para investigar, além da conduta do juiz no episódio dos bens, o desaparecimento de R$ 27 mil dos R$ 90 mil apreendidos de Eike da 3ª Vara Federal. O dinheiro deveria estar em um banco, mas foi guardado em um cofre na vara.
Sumiram ainda da antessala de Souza US$ 443 e 1.000 euros de outros casos julgados pela vara. Em moeda estrangeira, a Polícia Federal apreendeu o equivalente a R$ 37 mil. Servidores da Vara Federal estão sendo convocados para prestar depoimento.
Outras pessoas também tinham acesso a onde o dinheiro estava guardado e ainda não há uma ação penal aberta contra o juiz. A reportagem não conseguiu com o juiz ou seu advogado nenhuma declaração sobre a investigação ou sobre desaparecimento do dinheiro.
Atualmente de licença médica, Souza está neste momento sendo investigado pela corregedoria e também pelo Ministério Público Federal. Ainda não há uma ação penal instaurada contra o empresário. O MPF ainda não apresentou denúncia, embora tenha pedido a prisão preventiva do juiz investigado.
O passaporte de Souza já havia sido solicitado pela Justiça e foi entregue nesta segunda (9) pelo seu advogado, Renato Tonini à Justiça. A reportagem não conseguiu contato com o juiz Souza nem com seu advogado para comentar sobre o pedido de prisão preventiva.
Na última quarta-feira (11), a Corregedoria Nacional de Justiça determinou que os processos contra Eike não deixem de tramitar na 3ª Vara Criminal Federal. As ações, antes sob responsabilidade do juiz investigado, passarão a ser conduzidas pelo juiz substituto da vara, Vitor Barbosa Valpuesta.

Os processos contra Eike não terão de ser reapresentados pelo Ministério Público. Com o afastamento do juiz, as decisões ficam suspensas, à exceção da apreensão de bens, mantida pela Justiça Federal.

Uma longa estrada para Fernando Bezerra

Márcio Didier
Editor do Blog da Folha
A inclusão pela Procuradoria-Geral da República do nome do senador socialista Fernando Bezerra Coelho no rol dos investigados na operação Lava Jato coloca o PSB na lista dos partidos maculados pelo episódio de corrupção na Petrobras. Além disso, de certa forma, justifica a decisão do governador Paulo Câmara, na época da formação do secretariado, de não dar a Pasta de Desenvolvimento Econômico ao grupo do senador.
Durante a campanha eleitoral, o nome de Bezerra Coelho apareceu como um dos citados nas delações premiadas de Paulo Roberto Costa. Afirmou que o parlamentar teria citado doação para a campanha à reeleição de Eduardo Campos (PSB), em 2010.
À época como candidato ao Senado, FBC negou as informações e prosseguiu a campanha. Eduardo já havia falecido.
Mas sempre pairou dúvida sobre o aparecimento ou não do nome do senador na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Como o nome de nenhum socialista foi incluído na relação divulgada na última sexta-feira (6), julgava-se que o suposto envolvimento do PSB no episódio estava na cota dos vazamentos seletivos, que careciam de comprovação.
Mas a dúvida que existia até a última sexta-feira voltou a pairar sobre as hostes socialistas. A decisão da procuradoria de pedir inquérito para investigar Fernando Bezerra coloca o senador, mais uma vez, no olho do furacão.
Essa suspeita teria sido, inclusive, um dos motivos, para que o governador Paulo Câmara excluísse o grupo do senador do seu secretariado. Fontes governistas falavam, nos bastidores, que uma eventual inclusão do nome do senador nas investigações colocava o escândalo do Lava Jato no colo do governador Paulo Câmara.

Agora resta ao senador aguardar as diligências para saber se o senador responderá ou não processo no Supremo Tribunal Federal (após as diligências, se a procuradoria entender que há fatos que comprometam o socialista, haverá a denúncia ao STF, que poderá acatá-la ou não, dando início ao processo em si). Se nada for comprovado, vira céu de brigadeiro para ele. Caso contrário, FBC entrará em uma longa turbulência, até o final de todo o caso.

Manifesto de senadores pede 'respeito às urnas'

Leia, o manifesto dos nove senadores:
Pelo Brasil, pela Justiça e pela Democracia
O Brasil vive grave momento de crise na política e na economia. A abertura formal de processos de investigação no STF contra 49 políticos dos principais partidos do País contamina o ambiente político e compromete a produção legislativa do Congresso Nacional. O Parlamento deve permanente subordinação à vontade popular. Dos políticos investigados, contam-se 12 Senadores e 23 Deputados Federais em pleno exercício de seus mandatos, elevando o grau de constrangimento vivido no Congresso Nacional, atingido em cheio na credibilidade intrínseca à representação popular. O povo brasileiro, com certeza, não merece ser fraudado na sua expectativa de ser bem representado no Parlamento.
É dever moral e ético do Congresso e dos Partidos que o integram impedir que as posições de mando no Senado Federal e na Câmara dos Deputados — incluindo Mesa Diretora, Comissões Permanentes ou Temporárias, Relatorias e o colegiado do Conselho de Ética —, sirvam a qualquer pretexto para embaraçar, constranger ou interferir nas investigações agora determinadas pelo STF.
O agravamento dos problemas na economia, com sinais de claro descontrole da inflação e de depressão nos agentes econômicos, sinaliza momentos de maior tensão sobre a sociedade, já fragilizada pelo impacto negativo do escândalo na esfera parlamentar.
A economia e a política se juntam, dramaticamente, nos contornos assustadores da 'Operação Lava Jato'. A maior empresa do Brasil, a Petrobrás, foi vítima de uma ação criminosa engendrada por dirigentes e executivos de uma dezena das maiores empreiteiras nacionais, organizados em cartel para pagar propinas em contratos superfaturados, com intermediação de operadores representantes de importantes partidos políticos.
Agindo há quase duas décadas, num fluxo financeiro que caracterizava pagamentos mensais, segundo delações premiadas feitas à Justiça, a quadrilha lesou a Petrobrás em valores estimados, até agora, em R$ 10 bilhões.

A investigação da Polícia Federal (DPF) forneceu ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba, os elementos necessários para o cumprimento de uma centena de mandados de busca e apreensão, prisões temporárias e conduções coercitivas de agentes e operadores criminosos espalhados por 232 empresas investigadas.
A ação decidida do Supremo Tribunal Federal e da Justiça em defesa do dinheiro público e no combate aos criminosos de colarinho branco sinaliza ao País a certeza de que ainda temos na esfera do Estado brasileiro quem zela pela Justiça, pela Ética e pela proteção aos direitos do cidadão.

Os Senadores abaixo-firmados, diante do impacto devastador que vive o Brasil, após investigações formalizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da 'Operação Lava Jato' — que o Ministério Público Federal (MPF) classifica como 'a maior investigação de corrupção e lavagem de dinheiro que o País já teve' —, adotam as seguintes decisões, que passam a sustentar de forma pública e suprapartidária:
1. Apoio às ações do Ministério Público Federal, que deve ser independente e autônomo, capaz de realizar seu trabalho de forma diligente, sem qualquer interferência dos chefes dos três Poderes da República, dos quais devem receber apenas estímulo, respeito e apoio.
2. Confiança no Supremo Tribunal Federal, instância maior da Justiça e do Direito, de quem esperam o rigor, a celeridade e a eficiência de suas decisões, que o Brasil espera ver exemplarmente cumpridas, condenando os culpados e absolvendo os inocentes, resgatando nos brasileiros a certeza de que a lei será aplicada de forma justa e implacável, sem privilégios, sem distorções.
3. Respeito integral às determinações da Constituição da República Federativa do Brasil, que emanam de uma Constituinte soberana, democrática e cidadã que estabeleceu, a partir de 1988, os fundamentos do Estado Democrático de Direito, ancorado na vontade suprema do povo brasileiro, consultado regularmente pelo voto livre e secreto de mais de 100 milhões de eleitores.
Esta é a posição dos Senadores que subscrevem este manifesto.
Brasília, 12 de março de 2015
Assinam os senadores:

Lídice da Mata (PSB), Ana Amélia Lemos (PP), Telmário Mota (PDT), Reguffe (PDT), Randolfe Rodrigues (PSOL), Lasier Martins (PDT), Cristovam Buarque (PDT), João Capiberibe (PSB) e José Medeiros (PPS)."

quinta-feira, 12 de março de 2015

Hospital Dom Moura comemorou Dia da Mulher

O Hospital Regional Dom Moura viveu um dia mais que especial na última
sexta-feira, 06/03, antecipando o Dia Internacional da Mulher, com
muita alegria, música e serviços de prevenção e estética para o
público feminino.
 
Com um café da manhã especial, A Rede Feminina de Combate ao Câncer
realizou junto à direção do Hospital, uma série de atividades, tanto
dentro da Unidade de Saúde, quanto em tendas armadas na entrada do
setor administrativo. "As mulheres foram recepcionadas com boa música,
trouxemos um saxofonista que passou pelos departamentos, coordenações,
quartos, enfermarias e outras áreas permitidas, deixando o ambiente
alegre e emotivo, conquistando sorrisos de todos." - Afirmou o gestor
do HRDM, Luiz Melo.
 
Dentre os serviços oferecidos, orientações sobre a prevenção do Câncer
de Mama e de Colo do Útero, com voluntárias da Rede Feminina de
Combate ao Câncer, além de tratamentos de beleza, maquiagem, etc. A
direção fez distribuição de flores às mulheres.
 
"São ações que humanizam o hospital, integram nossos serviços às
instituições importantes da sociedade, e criam um clima agradável para
trabalhar. Neste caso específico, comemorar o Dia Internacional da
Mulher foi muito prazeroso, pois reconhecemos a importância da mulher
profissional, sendo a grande maioria das nossas colegas de trabalho" -
Encerra Luiz Melo.
 
 

Paulo sanciona lei criando duas varas para julgar casos de violência contra a mulher‏

Um dia após anunciar a criação do Fundo Estadual de Apoio às Políticas Públicas Municipais para as Mulheres, o FEM Mulher, o governador Paulo Câmara sancionou, nesta terça-feira (10), a lei complementar que altera o Código de Organização Judiciária de Pernambuco. A mudança na legislação estadual vai permitir, entre outras coisas, a criação das duas primeiras varas de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher do interior. As unidades serão instaladas em Caruaru, no Agreste, e em Petrolina, no Sertão. A solenidade desta tarde aconteceu no Palácio da Justiça, no Recife.

Para o governador, a nova legislação proporcionará mais agilidade aos processos das duas regiões, considerando que antes as ocorrências eram acompanhadas pelas varas criminais dos municípios. "Essas novas unidades criadas hoje são muito importantes, pois são no interior. O Estado também vem buscando estruturar as delegacias da Mulher, para que haja, desde a ocorrência até o julgamento, mais celeridade nesses casos", garantiu Paulo, pontuando a relevância de manter um serviço público de qualidade e que chegue a todo o cidadão.

Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanhou a cerimônia, salientou que a luta pelos direitos é permanente. "É importante conscientizar a sociedade que todas as formas de violência são condenáveis. Mas a violência contra mulher é silenciosa e por isso chega a ser invisível. Nós, mulheres, não queremos ter direitos sozinhas. Nós queremos ter os mesmos direitos que os nossos companheiros", argumentou.

Governo instala comitê de Convivencia com a Estiagem

O Governo de Pernambuco, ciente dos impactos causados pela ausência de chuvas no Nordeste, decidiu instalar o Comitê Estadual de Convivência com a Estiagem, com a finalidade de coordenar e articular ações de combate à seca nos municípios do semiárido pernambucano. A instalação será feita nesta quarta-feira (11), no Palácio do Campo das Princesas, às 11h, quando o governador Paulo Câmara assina um decreto instituindo a medida. A cerimônia contará com a presença da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.


O comitê será coordenado pela Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (Sara) e terá a participação de diversos órgãos estaduais e da sociedade civil organizada. As reuniões serão mensais e sempre que necessário. Seus membros acompanharão o panorama climático, com o detalhamento do monitoramento da seca, prognósticos de chuva e evolução do volume dos reservatórios.

 

Para o governador, o cenário de ausência de chuvas que vem se intensificando nos municípios do semiárido, reduzindo, inclusive, o volume de água armazenada na região, é um problema que precisa ser enfrentado. “A instalação do comitê reforça a nossa necessidade de reavivar o debate sobre o tema, avaliando as iniciativas já realizadas, as que estão em execução e as novas propostas; de modo que haja um planejamento integrado e efetivo das ações do Governo do Estado”, argumentou Paulo Câmara.

 

Participam do Comitê, além da Sara, o IPA; a Secretaria Executiva de Agricultura Familiar; as secretarias de Planejamento e Gestão; Desenvolvimento Econômico; Desenvolvimento Social, Criança e Juventude; Executiva de Recursos Hídricos; Educação; Saúde; Defesa Social; Casa Militar/Coordenadoria da Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe); Casa Civil; Ciência, Tecnologia e Inovação; Micro e Pequena Empresa, Qualificação e Trabalho e da Mulher; além da Compesa; Procuradoria Geral do Estado, Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – Condepe/Fidem e do PRORURAL.

 

Pela sociedade civil, participam a Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco; a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe); o Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável; o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional e a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA).


A crise elétrica e a grande imprensa‏

Heitor Scalambrini Costa
 Professor da Universidade Federal de Pernambuco

Sem dúvida é grave a situação do setor elétrico. E pode se tornar dramática se medidas urgentes não forem tomadas. Pode-se até repetir o desabastecimento ocorrido há 15 anos, por deliberada decisão política de não se fazer os investimentos necessários na geração, transmissão e distribuição de energia.

As condições de hoje não são as mesmas do passado recente, mas os resultados da atual crise poderão ser idênticos. A oferta e o consumo de energia cresceram, como também cresceu a malha de transmissão. Mas nada cresceu como a ganância das distribuidoras privatizadas que – lastreadas em contratos draconianos de concessão (também chamados de privatização)– impõem ao consumidor uma das mais caras tarifas de energia elétrica do mundo, enquanto a qualidade dos serviços prestados é sofrível. E piora com o passar do tempo.

Para o não especialista, ávido por compreender o que se passa para ter a sua opinião, reina uma grande confusão. Pois uma grande parte dos chamados “especialistas”, convidados a opinar e debater, e dos chamados “articulistas”,ou “formadores de opinião”, acaba cometendo uma fraude contra os cidadãos. Querem fazer crer que o que dizem são comentários objetivos, isentos, sem ideologia. Quando estão, na verdade, comprometidos com os interesses das empresas, do capital, do mercado.

Não assumir a visão ideológica é cinismo, empulhação. Dizem acreditar de fato que a mão invisível do mercado pode tudo, que o liberalismo é o que pode resolver os problemas existentes.  Problemas esses resultantes essencialmente da mercantilização da energia elétrica, promovida pelos guardiões do pensamento do mercado a partir de 1995, e que culminou no racionamento de 2001/2002. Em 2004, depois de sofrer pequenas mudanças cosméticas, o Modelo do Setor Elétrico passou a ser chamado de “Novo Modelo do Setor Elétrico”.

Dizem que a situação vai de mal a pior por obra e culpa do governo de plantão. Falam em nome de uma ideologia à qual devotam uma crença inabalável, e prestam um desserviço aos interessados em informações, quando emitem opiniões baseados em um só lado da moeda. Partidarizam a discussão, fazem a luta política em um contexto no qual a política elétrica atual é uma continuação daquela de governos e partidos políticos que governaram o país desde o começo da Nova República. É o sujo falando do mal lavado.

O que esses “especialistas” não questionam é a existência de uma concentração de poderes e de um acentuado caráter autoritário na condução da política do setor elétricono país, o que acaba subordinando o futuro ao presente. Verifica-se que, ao longo do tempo, feudos partidários foram instalados no governo federal, sendo um deles o Ministério de Minas e Energia, cujo segundo escalão concentra muitos órgãos com alto e forte poder de decisão financeira e administrativa. É uma excrescência este ministério, tão relevante e estratégico ao país, ser considerado como moeda de troca no “toma lá, dá cá” das composições políticas. E o loteamento político do atual Ministério de Minas e Energia repete fórmulas já usadas nos governos anteriores.

Preconiza-se, com urgência, uma maior publicização da questão energética na sociedade, incentivando o debate de ideias e o confronto de interesses em condições adequadas de informação e conhecimento, se constituindo assim em instrumentos fundamentais na formulação de uma estratégia energética sustentável e democrática. A democratização do planejamento do setor energético por meio da abertura de espaços efetivos e transparentes de participação e controle social é tarefa para ontem.

Dentre as medidas recentes tomadas para combater a crise elétrica, uma que se convencionou chamar de “realismo tarifário” promoveu um aumento desproporcional e despropositado das tarifas elétricas, beneficiando diretamente o caixa das distribuidoras, que exercem um forte lobby junto às autoridades do setor elétrico. Sem dúvida, energia mais cara acarretará menor consumo, que assim aliviará, em parte, a pressão sobre a demanda, i.e. sobre o sistema como um todo.

Entre essas e tantas, debater a regulação econômica da mídia é mais do que necessário é urgente. Somente assim poderemos almejar uma sociedade com mais pluralismo e mais democracia, com cidadãos que poderão olhar criticamente uma notícia sob variados pontos de vista e não apenas a partir da “verdade única” dos colunistas, dos “especialistas”, desses endeusadores do oráculo do mercado.

    Marina Silva e sua Lucidez sobre o cenário nacional

    A ex-senadora Marina Silva (PSB) e futura REDE, teve um rompante e fez uma analise com lucidez ao analisar o cenário político nacional. Em visita à Universidade Harvard (EUA), onde foi homenageada pela passagem do Dia Internacional da Mulher, ela disse que a corrupção no Brasil não é obra de Lula, FHC, Collor ou Sarney, e sim da própria sociedade, que se acostumou a viver com ela e não consegue livrar-se desse mal.
    E que presidente não se tira como se fosse trocar de roupa.

    Desse jeito não dá para condenar ninguém




    Ministros do Supremo Tribunal Federal que deram uma olhada nos pedidos de abertura de inquérito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, consideraram algumas peças frágeis. Dizem que não vai dar para denunciar alguém por “eu acho que...” ou “parece”. Muitos sairão dali inocentados. O problema é que o estrago político já está feito.

    Por falar em STF, o encontro de Dilma com o ministro José Antonio Toffoli ontem foi visto por alguns parlamentares como um recado de que o Planalto detém alguma ascendência sobre os julgadores da Lava-Jato. Toffoli já recebeu o apelido de “zagueirão da tia”. Pode não ser, mas é assim que os aliados viram a audiência num momento como esse. (Denise Rothenburg – Correio  Braziliense)

    PMDB será protagonista no governo Dilma

    Do blog de Magno Martins




    Segundo a colunista Vera Magalhães, hoje na sua coluna da Folha de S.Paulo,  a principal conclusão do jantar de Dilma e Lula foi que é necessário integrar de uma vez por todas o PMDB ao governo.
    O esboço de pacote de afago à sigla, diz a colunista, inclui os seguintes e importantes ítens:
    A articulação política
    O Ministério da Integração Nacional
    A direção de estatais
    A promessa de que terão "porteira fechada" (todos os cargos) nas pastas que comandam.

    Agitadora tucana cai na lista do Swissleaks

    247 O caso que denunciou o esquema de evasões do HSBC, na Suíça, inclui entre os brasileiros envolvidos a família de Paulo Celso Mano Moreira da Silva. Ex-diretor do Metrô de São Paulo, ele é acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público do Estado por suspeita de corrupção com a Alstom.
    Em 1997, Moreira da Silva abriu uma conta no país helvético e acrescentou duas filhas como beneficiárias da conta: Fernanda Mano de Almeida, 41 anos, e Mariana Mano Moreira da Silva, 38 anos. No período em que o Swissleaks é investigado, ele apresentava um saldo de US$ 3,032 milhões.
    A ironia do caso é que Fernanda é uma agitadora das redes sociais, militante tucana. Em fevereiro do ano passado, ela postou uma imagem em seu perfil no qual aparece a seguinte inscrição: “Campanha contra a corrupção no Brasil – Eu tenho vergonha dos políticos brasileiros”. Ela também compartilhou imagens de apoio à candidatura de Aécio Neves à Presidência.
    Leia aqui reportagem de Fernando Rodrigues sobre o assunto.

    Barbosa é também analfabeto em história

     

    Por Paulo Nogueira

    Ou, pelo menos, deu a louca em Joaquim Barbosa.
    No Twitter, ele conseguiu comparar o atual momento brasileiro às vésperas de duas revoluções, a Francesa e a Russa.
    Nesta visão turvada e obtusa, é como se na França de 1789 a insatisfação revolucionária houvesse partido da aristocracia. E na Rússia de 1917 da corte czarista.
    Que JB era insuficiente em direito já sabíamos. Que era incapaz de articular frases que fizessem sentido, também.
    Mas que era analfabeto em história é uma novidade.
    O Brasil de 2015 se aproximaria da França de 1789 e da Rússia de 1917 se os privilegiados estivessem na iminência de ser varridos.
    Mas não.
    Os privilegiados brasileiros – cujo porta-voz é a mídia – se batem ferozmente para derrubar um governo popular.
    Na verdade, o Brasil de 2015 lembra, sinistramente, o Brasil de 1954 e o Brasil de 1964. A plutocracia, mais uma vez, se insurge contra a democracia.
    Leia a íntegra no DCM.

    quarta-feira, 11 de março de 2015

    PT promete processar Barusco




    O diretório nacional do PT informou em nota divulgada, ontem, que vai processar o ex-gerente executivo da Diretoria de Serviços da Petrobras Pedro Barusco pelas acusações feitas contra o partido durante sessão da CPI instaurada na Câmara dos Deputados para apurar irregularidades cometidas na estatal. O PT aponta falta de provas nas afirmações.
    Na sessão, o ex-gerente da Petrobras falou sobre sua relação com o secretário de finanças do PT, João Vaccari Neto, com quem afirma ter negociado porcentagens de propina.
    A nota do PT, assinada pelo presidente do partido, Rui Falcão, prossegue: “O senhor Barusco não apresentou nenhuma prova ou mesmo indício que liguem o secretário João Vaccari Neto ao recebimento de propinas, apesar de falar por mais de 5 horas e ser reiteradamente questionado pelos integrantes da bancada do Partido dos Trabalhadores, e também por deputados de outros partidos.” A nota diz ainda que “o PT só recebe doações dentro dos parâmetros legais, que são declaradas na prestação de contas ao TSE”.

    Educação com cobertor curto. Será?


    Prefeitos de 40 municípios em Pernambuco têm encontro agendado, hoje, em Brasília, com a bancada federal, incluindo os três senadores – Humberto Costa (PT), Fernando Bezerra Coelho (PSB) e Douglas Cintra (PTB). A pauta da choradeira inclui 11 itens, mas a principal diz respeito à falta de condições financeiras para assumir o aumento dos professores da rede municipal.
    Alegam os gestores que até o final da era Lula, o reajuste da categoria se dava em cima do INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor – que cobria apenas a reposição da inflação. Mas agora eles estão sendo obrigados a dar um aumento de 13%, sem contar o reajuste do salário mínimo, na ordem de 7,5%.
    Em janeiro, segundo a Confederação Nacional dos Municípios, que também terá assento na reunião, o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) chegou 15% menor aos municípios e em janeiro, 9%. “Não temos, assim, condições de pagar 13% aos professores, que formam o maior contingente da folha, acima de 50%”, desabafa o prefeito de Cumaru, Eduardo Tabosa (PSD), tesoureiro da Amupe.
     
    Do blog: Os prefeitos procuram convencer a opinião pública de que não podem pagar o aumento constitucional que é devido aos professores, falando em FPM que diminuiu, ora senhores prefeitos os recursos que se destinam ao pagamento de professores é outro fundo chamado FUNDEB e segundo dados públicos foram aumentados em 13 % com relação ao ano anterior, então não cabe se falar em FPM que diminuiu e que por isso não tem condições de se pagar de acordo com o que manda a lei.
    fonte:coluna de magno martins

    Barusco cala sobre atos na Petrobras da era FHC

    Do blog de Magno Martins




    Ao depor nesta terça-feira (10) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o ex-gerente da estatal Pedro Barusco, indagado por deputados do PT, não respondeu se havia um esquema de corrupção na Petrobras durante o período de governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Porém, sem entrar em detalhes, informou que começou a receber propina na empresa em 1997 e por conta própria.

    Barusco disse ainda que não ia se aprofundar sobre a questão pois está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo governo holandês. “Não vou entrar em detalhes sobre esse período. O que tenho a detalhar estou fazendo com o Ministério Público”.

    A deputada Maria do Rosário (PT-RS) criticou a postura de Barusco em evitar responder às perguntas dos parlamentares petistas sobre o início do recebimento de propina. A deputada disse que o depoimento de Barusco era de “meias verdades” e criticou: "Nós queremos aqui investigar os governos passados e o governo presente". " Estão querendo fazer uma meia CPI", completou Maria do Rosário. (Agência Brasil)