segunda-feira, 8 de maio de 2017

Ministro Serraglio na corda bamba

Pessoas próximas ao presidente Michel Temer admitem que a situação do ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), se agravou nos últimos dias e que há desconforto com seu desempenho no governo.
Serraglio começou a ser alvejado pela base do governo após aparecer em grampo da Operação Carne Fraca. Mais recentemente, foi criticado pela atuação diante de questões indígenas, especialmente após confronto em área do Maranhão.
Guiomar Mendes, mulher do ministro Gilmar Mendes, do STF, disse que não tinha intenção de fazer defesa pública do magistrado — e nem acha que ele precise disso. Afirmou ter enviado em caráter privado, a amigos e familiares, a mensagem na qual reagiu a ataques que o casal sofre na internet.
Advogada, Guiomar ressaltou ter mandado o texto apenas aos amigos que manifestaram inquietação. “Afastem as preocupações conosco. O Brasil é tema mais urgente.”  (Painel – Folha de S.Paul

domingo, 7 de maio de 2017

Foto: Arthur Mota\folhape
Da folha de PE
Momento histórico no futebol brasileiro. Pela primeira vez na América Latina um jogo foi definido com influência do "árbitro de vídeo", em pênalti marcado já nos descontos da partida. Com isso, o Sport empatou em 1x1 com o Salgueiro e deixou tudo em aberto para o segundo e decisivo duelo, marcado para acontecer apenas no dia 18 de junho, no Cornélio de Barros. Na atual fórmula do Estadual, não existe o critério do gol qualificado, marcado fora de casa. Portanto, empate por qualquer resultado leva a decisão para os pênaltis.

A maratona de jogos expôs um certo cansaço no Sport, sem aquele "clima de decisão" no olhar dos rubro-negros. Talvez por isso, o jogo demorou a engrenar. Com um sistema defensivo forte e compacto, o Salgueiro controlava as investidas leoninas. A primeira chance veio aparecer apenas aos 25 minutos, quando Mondragon tirou com a ponta do dedo um chute rasteiro de Everton Felipe. Dois minutos depois veio a explosão na Ilha do Retiro. Após cabeçada de Rithely, o goleiro salvou como pode e a bola sobrou para André, cheio de confiança, mandar uma bomba para abrir o placar: 1x0.

Na segunda etapa, o Leão continuava com mais volume de jogo, mas também sem poder de penetração. Assim, a primeira oportunidade surgiu de bola parada. Em escanteio batido por Everton Felipe, Durval subiu sozinho e obrigou Mondragon a fazer grande defesa. O lamnce acordou o Carcará, que aos 12 perdeu chance incrível com Luís Eduardo sozinho e aos 19, com William Lira acertando o travessão de Magrão. Aos 49, o lance polêmico e decisivo. Após Raul Prata derrubar Toty, o árbitro José Woshington deu pênalti. Para ter a certeza, foi consultar o vídeo e demorou cinco minuitos para tomar a decisão de confirmar a penalidade. Na cobrança, Jean bateu firme e deixou tudo igual. Decisão aberta para o Sertão.

SPORT 1

Magrão; Samuel Xavier (Raul Prata), Henríquez, Durval e Mena; Fabrício, Ronaldo e Rithely (Fábio); Everton Felipe (Lenis), Rogério e André. Técnico: Ney Franco

SALGUEIRO 1

Mondragon, Tamandaré, Luiz Eduardo, Ranieri e Daniel; Rodolpho Potiguar, Moreilândia, Toty e Valdeir; Álvaro (Jean) e William Lira. Técnico: Evandro Guimarães

Local: Ilha do Retiro (Recife). Árbitro: José Woshington da Silva (PE). Assistentes: Marlon Rafael Gomes e Fabrício Leite Sales (PE). Gols: André (aos 27 do 2ºT) e Jean (aos 55 do 2ºT). Cartões amarelos: Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Rogério Raul Prata e Rithely (Sport). Mondragon (Salgueiro). Público: 22.757 Renda: R$ 501.165,00

Moro teme que circo que armou para Lula pegue fogo

Eduardo Guimarães é responsável pelo Blog da Cidadania
Sergio Moro divulgou vídeo no perfil que sua mulher criou no Facebook para cultuá-lo no qual pede a seus fãs que não compareçam a disputa que o magistrado mesmo marcou quando decidiu tomar o depoimento de Lula na sede da Justiça Federal em Curitiba.

Para quem não assistiu a essa fala de Moro, vale a pena ver no vídeo abaixo a edição que o Blog da Cidadania fez do pronunciamento do magistrado.

Alguns estão dizendo que Moro está com medo de perder de Lula em número de manifestantes ou até de não haver manifestantes do seu lado. Na análise desta página, porém, não é isso o que move o magistrado.

Não dá para subestimar o antipetismo dos curitibanos. Movimentos fascistas como o MBL, financiados pelo governo Temer, certamente iriam, em caravana, somarem-se ao antipetismo da Morolândia.

E não acho que os fascistas irão desistir de irem brigar com os “comunistas” que lhes tiram o sono.

O mais provável, portanto, é que ocorra um grande trauma no centro de Curitiba em um dia útil, com uma guerra campal entre simpatizantes do ex-presidente Lula e do juiz Moro, caso os fãs do magistrado não o escutem.

Moro teme as consequências de sua insensatez ao alardear aos quatro ventos que ouviria Lula pessoalmente em Curitiba.

O que ele podia ter feito para evitar choques que podem vir a ter consequências trágicas? Muita coisa. Em primeiro lugar, poderia ter marcado um depoimento sigiloso.

Ou ouvir Lula por teleconferência.

Ou escolher local que não fosse tão fácil de manifestantes acessarem.

Moro está fazendo a mesma coisa que na condução coercitiva de Lula, em 4 de março do ano passado. Marcou depoimento de Lula em um aeroporto, local de fácil acesso, e deu ampla publicidade.

O que fica parecendo é que o magistrado não esperava tal mobilização em torno de Lula, mas a inteligência da ditadura vigente já o informou do que ele não sabe, que Lula é o maior líder político deste país e ninguém permitirá que seja massacrado por hordas fascistas.

O juiz Sergio Moro deveria desmarcar esse depoimento público e realizá-lo de novo em local, dia e hora não divulgados. Poderia evitar uma tragédia. Não adianta ele se dirigir aos descerebrados que o seguem. São fascistas e fascistas querem confronto.

Eleitores que rejeitam PSDB reprovam reformas

Dois terços dos eleitores que hoje rejeitam o PSDB reprovam o apoio à reforma da Previdência
Folha de S. Paulo

Coluna Painel

O preço que se paga
O PSDB encomendou uma pesquisa para tentar encontrar as raízes do desencanto de eleitores que optaram pelo partido em 2014, mas hoje o rejeitam. O resultado surpreendeu alguns caciques da sigla. Quase dois terços dos que já votaram na legenda e agora torcem o nariz para ela citam o apoio às reformas da Previdência e trabalhista como o motivo do desgosto. As acusações contra nomes da sigla na Lava Jato, claro, são a principal reclamação do restante do eleitorado.
Colou 
O levantamento mostra que o PSDB ficou fortemente associado às reformas, que foram interpretadas pelos eleitores como mecanismos criados para “tirar direitos dos trabalhadores”.

Secretário anuncia investimentos para a saúde no Sertão


No sertão pernambucano, onde também participou do Pernambuco em Ação, o secretário estadual de Saúde, Iran Costa, visitou equipamentos de saúde da região e anunciou reformas e investimentos. Em Ouricuri, nesta sexta-feira (5), foi ao Hospital Regional Fernando Bezerra, unidade de média complexidade e referência em urgência e emergência, acompanhado de gestores para avaliar atendimentos e os novos serviços oferecidos pelo equipamento.

Após ampliação do hospital e implementação de um centro cirúrgico, desde o ano passado, a unidade ampliou em 170% o número de cirurgias ortopédicas. "Fizemos um planejamento para que houvesse o serviço cirúrgico, solicitação pelos onze prefeitos dos municípios que compõem esta Regional de Saúde e que é, sem dúvida, um anseio da população.
Então, já estamos mostrando estes resultados", ressaltou Iran Costa. Desde 2016, a unidade vem passando por reestruturação com a aquisição contínua de equipamentos, contratação de médicos cirurgiões, implementação de serviços de assistência e ampliação de leitos. A população do sertão do Araripe também foi beneficiada com a inauguração da Unidade Pernambucana de Atenção Especializada (UPAE) de Ouricuri feita pelo governador Paulo Câmara nesta sexta (5).
O equipamento irá oferecer consultas com especialistas e exames em um mesmo ambiente. Já na manhã deste sábado (6), Iran Costa anunciou reforma da emergência pediátrica e investimento de R$ 2 milhões para o Hospital Inácio de Sá, em Salgueiro, para compra de equipamentos.
A verba é fruto de uma emenda parlamentar da deputada federal Creuza Pereira (PSB). Atualmente, o hospital conta com mais de 127 leitos e relizou, em 2016, quase 8 mil internações, 3 mil partos, mais de 700 cirurgias eletivas e 50 mil atendimentos de urgência. Ambulância - Durante o Pernambuco em Ação, no município de Salgueiro, neste sábado, o governador Paulo Câmara e Iran Costa também entregaram uma nova ambulância para o Hospital Regional Inácio de Sá. A ação faz parte do projeto de qualificação e renovação da frota de ambulâncias que presta serviço às unidades da rede estadual de saúde.
“Temos implementado ações com o intuito de qualificar nossos contratos, o que nos permite investir melhor em manutenção e renovação da frota e oferecer um serviço mais eficiente aos usuários do SUS. São veículos novos, com um sistema de monitoramento eletrônico, que possibilitará melhor integração e controle da frota, otimizando os gastos com manutenção e combustível”, explica o secretário estadual de saúde, Iran Costa.
Equipada com equipamentos de suporte à vida, como monitor; respirador, cardioversor e incubadora de transporte, a USA é destinada ao atendimento e transporte de pacientes de alto risco em emergências que necessitam de cuidados médicos intensivos. O custo de aluguel e manutenção mensal do veículo é de R$ 25,5 mil.

Duque devolverá 20 milhões de euros da propina

Por G1 PR, Curitiba
O ex-diretor da área de Serviços da Petrobras Renato Duque afirmou ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, que está disposto a devolver 20 milhões de euros (cerca de R$ 69 milhões), que recebeu como propina. O dinheiro, segundo ele, está em duas contas no exterior.
“Gostaria novamente de enfatizar meu interesse de assinar uma repatriação que for necessário para que esse dinheiro venha e volte aí pra quem de direito”, disse Duque.
A afirmação faz parte do interrogatório de sexta-feira (5) - a primeira vez que ele falou sobre o esquema de corrupção descoberto na Petrobras. O ex-diretor de Serviços da Petrobras foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro em uma ação que apura se o ex-ministro Antonio Palocci recebeu propina para atuar a favor da Odebrecht. A denúncia trata de pagamentos feitos para beneficiar a empresa SeteBrasil, que fechou contratos com a Petrobras para a construção de 21 sondas de perfuração no pré-sal.
Como réu neste processo, ele havia ficado em silêncio durante interrogatório realizado em 17 de abril e pediu para ser interrogado novamente pelo juiz.
Além destes 20 milhões de euros, Duque também se comprometeu a devolver valores que estão em uma terceira conta no exterior. Contudo, não mencionou o valor. De acordo com o ex-diretor, estas são as únicas contas que ele possui fora do país.
Duque afirmou que há uma acusação de que ele tenha movimentado dinheiro no exterior já com a Lava Jato em andamento e que isso foi colocado como uma falta de respeito à operação. O ex-diretor confirmou que houve a movimentação, mas negou desrespeito. Disse que o banco exigiu esta operação.
“O banco exigiu que este dinheiro fosse tirado (...) Banco na Suíça. Então, em função desta exigência, que houve a transferência. Para deixar claro que não houve intenção de esconder”.
Duque já foi condenado a mais de 50 anos de prisão em quatro ações da Lava Jato e é réu em pelo menos outros seis processos decorrentes da operação que estão em andamento na 13ª Vara Federal de Curitiba.
O ex-diretor da Petrobras foi preso pela primeira vez em novembro de 2014. Depois de 20 dias, conseguiu um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). A segunda prisão ocorreu em março de 2016. Atualmente, ele está detido na carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba.

O trator avança

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo
"A bancada ruralista nunca mandou tanto num governo"
Durou 112 dias a gestão de Toninho Costa na presidência da Funai. Demitido na sexta-feira, ele saiu atirando. Convocou a imprensa e acusou o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, de interferir no órgão para favorecer o lobby ruralista.

Especialista em saúde indígena, Costa relatou pressões para entregar cargos técnicos a políticos aliados ao governo. Acrescentou que Serraglio, filiado ao PMDB de Michel Temer, atua como despachante do agronegócio na Esplanada. "Ele não está sendo ministro da Justiça, está sendo ministro de uma causa", resumiu.
A captura da pasta e a intervenção na Funai são faces da mesma ofensiva. Ela também desossou o Ministério do Meio Ambiente, que perdeu quase metade do orçamento, e abriu caminho para uma nova escalada da violência no campo. Só nas últimas três semanas, a pistolagem matou nove lavradores em Mato Grosso e feriu dez índios no Maranhão.
O trator avança com combustível garantido pelo Planalto. A bancada ruralista nunca mandou tanto num governo, e tem aproveitado cada chance para demonstrar força e acertar contas com adversários.
Há quatro dias, o deputado tucano Nilson Leitão apresentou o relatório final da CPI da Funai e do Incra. Propôs o indiciamento de mais de cem pessoas, incluindo antropólogos, líderes indígenas, ativistas católicos e até procuradores que defendem a demarcação de terras. Como os ruralistas dominam a comissão, o texto deve ser aprovado com folga.
Leitão é o mesmo deputado que quer abolir a CLT no campo e permitir que os trabalhadores rurais passem a receber parte do salário em casa e comida. Se deixarem, a turma ainda propõe a revogação da Lei Áurea, prestes a completar 129 anos.
O agronegócio é vital para a economia brasileira e pode ajudar o país a sair da crise. Para isso, não precisa tratorar índios, devastar florestas ou ser representado por gente que defende ideias retrógradas, derrotadas pelo movimento abolicionista.

sábado, 6 de maio de 2017

O jogo sujo da Lava Jato continua: Duque delata sem provas



Como ninguém tem provas contra Lula, os procuradores golpistas da Lava Jato, em associação com um juiz irresponsável e criminoso, fizeram acordos desesperados com réus para que estes digam alguma coisa contra Lula.

E tinha que ser algo rápido, entrando primeiro na Veja, em seguida no Jornal Nacional de hoje e nas revistas de final de semana, preparando o terreno para o depoimento de Lula na semana que vem.

A estratégia é casada com o estrangulamento dos direitos políticos e sociais que vemos no Congresso. No mesmo dia em que o presidente da Funai, exonerado, dispara contra o governo, alertando o povo brasileiro que estamos muito perto de uma ditadura imposta por um Executivo corrupto, os holofotes da mídia se voltam para… uma delação contra Lula.

O ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque, entrou no jogo sujo da Lava Jato. Em vídeo vazado praticamente online para a Veja, fala que “Lula sabia de tudo”, e que o ex-presidente pediu para destruir provas.

As únicas “provas” são histórias contadas por um delator desesperado para sair da cadeia, após ter sido submetido a meses de tortura física e psicológica, num modus operandi de fazer inveja a Santa Inquisição.

A Lava Jato figura, cada vez mais, como uma operação violenta e corrupta, que destruiu o Estado de Direito, subsidiou o golpe de Estado e produziu uma instabilidade política e uma insegurança jurídica tão terríveis que devastou a economia brasileira.

Que empresa irá querer investir num país que tem uma mídia e uma justiça como essas, que usam métodos aposentados desde o fim da Inquisição?

Mais pobres pagarão conta da reforma da Previdência

Trabalhadores de menor renda terão mais dificuldade para se aposentar
Bl0g do Kennedy

O governo acertou ao recuar e suavizar regras em relação à aposentadoria rural e também deixou de lado a possibilidade de que um benefício previdenciário pudesse ser menor do que um salário mínimo. Foram concessões para proteger os mais pobres e mais vulneráveis.
Mas a reforma, como está neste momento, aprovada na comissão especial da Câmara, deixará a maior parte da conta ser paga pelos trabalhadores mais pobres e menos escolarizados do regime geral do INSS.
É fato que os trabalhadores mais escolarizados e mais ricos terão de trabalhar mais. No entanto, com o endurecimento das regras para aposentadoria, eles sofrerão prejuízo menor do que as pessoas de escolaridade e renda mais baixas.
Para se aposentar por idade hoje, existe uma condição: ter contribuído por pelo menos 15 anos. Nesse caso, o homem pode pedir aposentadoria aos 65 anos e a mulher aos 60. Agora, haverá a exigência de contribuir no mínimo por 25 anos para se aposentar pela idade mínima fixada na regra de transição até que se atinjam os limites de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres.
O governo tem razão ao combinar a fixação de uma idade mínima para aposentadoria com um tempo mínimo de contribuição. Isso é importante. Faz sentido o argumento do governo de que os trabalhadores mais escolarizados e que ganham mais na iniciativa privada já não se aposentam por idade atualmente. Ou seja, os mais ricos conseguem contribuir por 35 anos, no caso dos homens, e por 30 anos, na situação das mulheres, para pedir aposentadoria sem limite de idade mínima.
Por isso, temos esses casos de trabalhadores da iniciativa privada aposentados aos 50 e poucos anos. Nesse ponto, a proposta vai no sentido correto. É justo endurecer as regras para esse grupo, exigindo idade mínima.
Por exemplo, mesmo com o pedágio de trabalhar por mais tempo, quem já tem 26 anos de contribuição pode pedir aposentaria por idade com um benefício relativamente alto para o padrão da iniciativa privada. Essa hipótese, que se aplica à situação real deste jornalista, é injusta socialmente, por mais que se invoque o argumento de que se trata de um direito pelo cumprimento das regras.
Os trabalhadores menos escolarizados e mais pobres têm dificuldade para contribuir pelos 15 anos que são exigidos hoje para se aposentar por idade. Com 25 anos de contribuição, ficará ainda mais difícil para essas pessoas obter a aposentadoria.
No governo Lula, foi editada regra para dar um salário mínimo a quem provou contribuição por 10 anos. Ora, essa nova regra de 25 anos pode desestimular os mais pobres a contribuir para a Previdência. Pior: poderia deixar fora do sistema muitos trabalhadores da iniciativa privada que têm dificuldade de contribuir para a Previdência, porque vivem na informalidade, sem carteira assinada. Isso criaria um regime de Previdência bom para os funcionários públicos e os trabalhadores mais ricos da iniciativa privada.
A nova regra prevê que quem contribuir por 25 anos terá direito a 70% da aposentadoria do regime geral calculada pela média salarial de contribuição. Ora, poderiam ser pensadas faixas de contribuição. Por exemplo: dar 50% de aposentadoria para quem contribuiu por 20 anos, dar um percentual menor, de 40%, para quem contribuiu por 15 anos ou 10 anos ou garantir o piso de um salário mínimo para um determinado tempo de contribuição.
Ou seja, o governo deveria fazer cálculos para permitir aposentadoria com tempo menor de contribuição. Isso estimularia trabalhadores na faixa de 35, 40 e 45 anos de idade que estão completamente na informalidade a contribuir para a Previdência e criaria uma regra de amparo na velhice. Há muita gente em dúvida se valerá a pena contribuir para a Previdência. O governo precisa criar um sistema que atraia as pessoas.
Pela regra que se pretende estabelecer, quem contribuir por 24 anos e 11 meses não poderá se aposentar. Teria de esperar alcançar 68 anos de idade para pedir um benefício da Loas, a Lei de Assistência Social, desde que atendido o critério de renda familiar mensal menor do que um quarto de salário mínimo por pessoa.
Se isso se confirmar, teremos um país de pobres sem aposentadoria ou com apenas um salário mínimo aos 68 anos depois de uma vida de sacrifícios. Não parece justo.

O método Moro sofre questionamentos


Rudolfo Lago - Blog Os Divergentes
Esta não foi uma boa semana para o juiz Sergio Moro. Duas decisões tomadas pela Justiça atingiram a proa da sua estratégia na Operação Lava-Jato. Em boa parte, o caminho de Moro passa pela forte pressão psicológica sobre os envolvidos. É a tática que ele aprendeu estudando a Operação Mãos Limpas, na Itália. Nas decisões tomadas pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) primeiro e depois pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, ficou um recado ao juiz: há limites para essa estratégia.
Na primeira decisão, a Segunda Turma do STF decidiu pela libertação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que vinha preso por decisão de Moro, após condenação em primeira instância. No segundo caso, nesta quinta-feira (4), o TRF da 4ª Região rejeitou a determinação de Moro de que o ex-presidente Lula precisaria comparecer pessoalmente a todas as audiências marcadas para ouvir as 86 testemunhas de defesa que arrolou.
Não são posicionamentos unânimes, que necessariamente reflitam uma visão do restante do Judiciário no sentido de achar que Moro esteja extrapolando. Há quem não pense assim. E sobre os perigos que podem vir dessas divisões na Justiça e no Ministério Público já se comentou aqui. De qualquer modo, as duas decisões demonstram resistência a métodos de Moro. Como demonstra o nosso colaborador João Gabriel Alvarenga, também pode não haver sucesso na estratégia do ministro Edson Fachin de levar diretamente para o pleno do STF o caso do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.
A questão é que muito do que Moro e sua turma obtêm no processo da Lava-Jato está relacionado à pressão psicológica que exercem sobre os investigados. Isso fica bem claro na leitura do famoso artigo que Moro escreveu sobre a Operação Mãos Limpas. Moro considera a Mãos Limpas “um momento extraordinário na história contemporânea do Judiciário”. E, já nesse artigo que escreveu em 2004, avalia que há no Brasil condições de a Justiça reproduzir trabalho semelhante para obter o saneamento das suas práticas políticas. Como o próprio Moro descreve, a estratégia da Justiça italiana para desmontar o esquema de corrupção que lá havia baseou-se muito nas delações premiadas dos envolvidos.
Eles eram presos. Isolados, eram pressionados a colaborar a partir da impressão que lhes era passada de que outros tinham delatado e que essas delações os incriminavam. A estratégia passava também pelo próprio desconforto da privação de liberdade. Diante do tempo de prisão, os envolvidos cediam e acabavam colaborando. O vazamento de informações à imprensa era outra parte da estratégia, que visava a fazer com que a opinião pública pressionasse para que as investigações não parassem.
Em boa parte, o que foi contestado nas duas decisões tomadas esta semana refere-se a essa estratégia de Moro de gerar pressão e desconforto sobre os envolvidos para obter deles respostas. É preciso ainda avaliar se tais derrotas daqui para a frente vão virar regra. O que talvez obrigue Moro a rever estratégias.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Duque acusa Lula. E, de novo, história inverossímil



POR FERNANDO BRITO  No Tijolaço·

O depoimento de Renato Duque a Sérgio Moro não tem nenhuma lógica senão a de um homem que vê em acusar a única chance de sair da cadeira.

Diz que foi indicado (genericamente) para compor a diretoria da Petrobras, sem especificar por quem ou porque.

Diz que nunca participou do famoso acordo que previa a transferência de valores ao PT, que, segundo ele, era solicitado pelo partido como doação diretamente às empresas. Neste caso, lógico, alguém teria – do lado do partido ou do lado das empresas, de dizer a ele que tinha sido pedido ou que tinha sido dado.

Diz que doar ou não doar não afetava o resultado da licitação. “Não precisava chegar na empresa e dizer que tinha que contribuir, até porque não tinha que contribuir, não era algo obrigatório. Ganhou a licitação, vai levar a licitação”, disse ele.

Ué, então não tinha propina para ganhar licitação?

E os milhões que ele e seu auxiliar, Pedro Barusco, vieram então de simples generosidade das empresas, sem contrapartidas? “Eu nunca pedi”disse, “eu só aceitei”. “Não havia necessidade de pagar”, assegura.

– Se alguém se recusasse a pagar, não havia nenhuma penalidade.

Temos então que as empresas davam porque eram boazinhas e deram 20 milhões de euros espontaneamente a Duque sem nada em troca. Até Sérgio Moro estranhou: “mas as empresas davam em troca de quê?”.

Mas o mais incrível é o fato de que, mais uma vez, a acusação a Lula é na simplória base do “eu tenho certeza de que ele sabia”, apoiada em histórias de que”Lula tinha muito conhecimento sobre a questão das sondas e fez varias perguntas sobre isso”. O detalhe, porém, é que ele diz que todos os encontros se deram depois de ele ter sido demitido da Petrobras, em 2012. O que levaria Lula, se tivesse interesse em “desenrolar” algo neste assunto, a tratar com um ex-diretor.

O último encontro é especialmente inacreditável. Lula, nas próprias palavras de Duque, teria dito que Dilma estava preocupada com boatos de que um ex-diretor tinha contas na Suíça, abastecidas com dinheiro da SBM, uma armadora de navios.

Ora, se sua relação era com Vaccari, porque seria necessário Lula perguntar? Lula iria tratar, quando a Lava Jato já estava em curso, pessoalmente deste assunto com alguém com quem não tinha quase nenhuma intimidade?

Acusar Lula virou a tábua de salvação dos náufragos da Lava Jato. A elas, todos se agarram mas sem conseguir apontar sequer um dado concreto, senão que “teriam se encontrado” com ele e “teriam tratado” disso.

O que, na varado Dr. Sérgio Moro, é “prova suficiente”.

Governo cria Companhia Independente em Araripina


O Governo de Pernambuco segue implementando ações e tirando do papel instrumentos do Plano de Segurança, lançado no último dia 12 de abril. Hoje, o governador Paulo Câmara assinou, em visita ao Sertão do Araripe, Projeto de Lei para a criação da 9ª Companhia Independente da Polícia Militar, no município de Araripina. No início da manhã, o chefe do Executivo estadual e sua comitiva visitaram o local que abrigará a unidade. O equipamento, quando estiver em funcionamento, vai atender também as cidades de Ipubi e Trindade, totalizando cerca de 150 mil habitantes beneficiados. A pauta deverá ser votada ainda este mês na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Para Paulo, a ação representa os esforços da gestão estadual no planejamento e execução de ações para reforçar o combate ao crime organizado e ao aumento da violência. ”Serão 250 policiais a mais, reforçando a segurança na região, que é de fronteira com três estados (Bahia, Ceará e Piauí) e precisa de um olhar especial do Governo do Estado”, destacou, pontuando que o equipamento será batizado com o nome do Governador Miguel Arraes Alencar.
A unidade atuará no policiamento ostensivo, prevenindo crimes e aumentando a segurança. Equipada com viaturas e armamentos, a tropa terá capacidade de combater o crime organizado e dar pronta resposta em caso de incidentes críticos.
O secretário de Defesa Social, Angelo Gioia, reforçou que a implantação da Companhia Independente de Araripina trará mais tranquilidade para a população dessa região. "Certamente, com a criação da Companhia, o número de efetivo, de viaturas, os equipamentos para os policiais, os armamentos, a gente pretende reduzir a criminalidade dessa localidade", ressaltou.
PLANO DE SEGURANÇA – Entre as primeiras ações do Plano de Segurança de Pernambuco constam a renovação e ampliação da frota de viaturas para as Polícias Militar e Civil de Pernambuco e para o Corpo de Bombeiros, com a entrega de 61 ve; entrega de 20 caminhonetes 4x4 e 41 veículos do modelo Chevrolet Spin para o atendimento da RMR e do Interior; sanção da Lei que cria o 1º Batalhão Integrado Especializado de Policiamento (Biesp), em Caruaru; e a transformação da Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE) no Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Ao todo, o Plano prevê um investimento de R$ R$ 290,8 milhões para o setor.

Prefeitura de Angelim realiza Operação Tapa Buracos e restaura asfalto em varias ruas da cidade

Restauro da Rua Miguel Calado(foto\Josenildo)
A Prefeitura de Angelim, através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Rural em parceria com o Governo do Estado, está realizando durante toda semana a operação tapa-buracos, e está restaurando o asfalto em varias ruas e avenidas da cidade, hoje foi a vez da Rua Miguel Calado Borba (foto acima), porém a operação já recuperou a avenida que dá acesso a cidade, no Bairro Nova Aliança (foto abaixo).
O trabalho se estenderá ainda  a outras ruas  da cidade que estão com o seu pavimento asfáltico necessitando  de reparos.

Esses trabalhos  ja foram executados em vários trechos que se encontravam com asfalto danificado, dificultando a mobilidade urbana. “Além das melhorias no trânsito da nossa cidade, a operação tapa-buracos traz mais segurança aos pedestres e condutores”, ressalta o prefeito Douglas Duarte (PSB). A meta é melhorar todos os trechos em asfalto e que se encontram danificados, ações essas que irão melhorar o tráfego.
A operação tapa-buracos será uma ação permanente em toda cidade. Os moradores podem solicitar os serviços por meio da secretaria de Infraestrutura no número (87) 3788 1106. Ainda de acordo com o secretário da referida pasta, o serviço visa melhorar à qualidade das vias da nossa cidade.
Prefeito Douglas acompanhando o restauro da Entrada da Cidade no Bairro Nova Aliança(foto \Josenildo)

Moro tenta fabricar uma acusação contra Lula, diz defesa



247 - Às vésperas do depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro, Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, tentou entregar uma bala de prata contra o petista, depois de ter ficado em silêncio num interrogatório no dia 17 de abril - Duque pediu então para ser ouvido novamente pelo juiz da Lava Jato.

O novo depoimento aconteceu nesta sexta-feira 5 em Curitiba, quando Duque disse a Moro que Lula 'tinha pleno conhecimento de tudo, tinha o comando' do esquema de corrupção instalado na estatal, em palavras similares aos dos procuradores da investigação, como Deltan Dallagnol, que designou ao ex-presidente o papel de "grande general" da organização criminosa.

Duque afirmou que Lula pediu para que ele fechasse contas no exterior, onde recebia propinas. Segundo o depoente, o ex-presidente quis saber sobre conta que ele teria na Suíça e se nela recebeu recursos da multinacional SBM.

"Ele me pergunta se eu tinha uma conta na Suíça com recebimentos da SBM", relatou. "Eu falei não, não tenho dinheiro da SBM nenhum, nunca recebi dinheiro da SBM. Aí ele vira pra mim fala assim 'olha, e das sondas tem alguma coisa?' E tinha né, eu falei não, também não tem".

Renato Duque atribuiu então a seguinte frase ao ex-presidente: 'Olha, presta atenção no que vou te dizer. Se tiver alguma coisa não pode ter, entendeu? Não pode ter nada no teu nome entendeu?'.

O ex-diretor da Petrobras está preso - foi preso pela primeira vez em novembro de 2014 - e já foi condenado em quatro ações da Lava Jato a mais de 50 anos de prisão, além de ser réu em pelo menos outros seis processos decorrentes da operação.

Para a defesa de Lula, o depoimento de Duque "é mais uma tentativa de fabricar acusações ao ex-presidente Lula nas negociações entre os procuradores da Lava Jato e réus condenados, em troca de redução de pena. Como não conseguiram produzir nenhuma prova das denúncias levianas contra o ex-presidente, depois de dois anos de investigações, quebra de sigilos e violação de telefonemas, restou aos acusadores de Lula apelar para a fabricação de depoimentos mentirosos".

"O desespero dos procuradores aumentou com a aproximação da audiência em que Lula vai, finalmente, apresentar ao juízo a verdade dos fatos. A audiência de Lula foi adiada em uma semana sob o falso pretexto de garantir a segurança pública. Na verdade, como vinha alertando a defesa de Lula, o adiamento serviu unicamente para encaixar nos autos depoimentos fabricados de ex-diretores da OAS (Leo Pinheiro e Agenor Medeiros) e, agora, o de Renato Duque.

Os três depoentes, que nunca haviam mencionado o ex-presidente Lula ao longo do processo, são pessoas condenadas a penas de mais de 20 anos de prisão, encontrando-se objetivamente coagidas a negociar benefícios penais. Estranhamente, veículos da imprensa e da blogosfera vinham antecipando o suposto teor dos depoimento

Governo mostrou força em seminário

O governador Paulo Câmara abriu, há pouco, numa quadra coberta de uma escola em Ouricuri, a 630 km do Recife, o seminário Pernambuco em ação da etapa Sertão do Araripe. De todos, um dos maiores. O público lotou e ainda ficou muita gente de fora. Em termos de representação política, todos os prefeitos da região atenderam ao convite, com exceção de Raimundo Pimentel (PSL), de Araripina, o maior município da região. 

Entre os prefeitos, dois da oposição: João Bosco e Túlio Alves, respectivamente de Granito e Bodocó, o primeiro do PT. Ambos, aliás, foram contemplados com recursos do pacote de R$ 150 milhões anunciados pelo governador durante o evento. Eles se recusaram a comentar a informação do prefeito de Araripina de que não havia recebido convite.


"Eu recebi e vim aqui com todo prazer cumprir minha função institucional, mesmo não sendo da chamada base do Governo", disse o prefeito de Granito. Túlio Alves, de Bodocó, disse que, além do convite formal, recebeu uma ligação de um secretário do governador.
(Do blog de Magno Martins)

Paulo Câmara inaugura UPAE em Ouricuri e reforça os serviços de saúde no Sertão do Araripe

OURICURI - Mantendo o compromisso de ampliar e melhorar a assistência à saúde em Pernambuco, o governador Paulo Câmara entregou, nesta sexta-feira (05.05), a Unidade Pernambucana de Atenção Especializada (UPAE) de Ouricuri, no Sertão de Araripe. O equipamento, que já é o sexto do tipo no território sertanejo e o décimo do Estado, vai atender a população de 11 municípios da região. Com um investimento de R$ 9,8 milhões, entre obras e aquisição de equipamentos, a nova UPAE vai oferecer consultas com especialistas e exames em um mesmo ambiente.

“Esse é um equipamento importante que vai dar um reforço fundamental aqui para a região. Vamos encurtar o deslocamento e o tempo de espera para a realização dos exames, desafogando o hospital do município. Onde tem UPAE no Estado, as respostas são muito boas, os serviços de prevenção ocorrem de maneira satisfatória. E a gente quer continuar a trabalhar e investir assim, em uma saúde cada vez mais humanizada e mais próxima da população”, destacou o governador Paulo Câmara. Além de Ouricuri, a unidade vai atender os municípios de Araripina, Bodocó, Exu, Granito, Ipubi, Moreilândia, Parnamirim, Santa Cruz, Santa Filomena e Trindade.

Na UPAE, serão oferecidos os serviços médicos nas especialidades de cardiologia, dermatologia, otorrinolaringologia, urologia, ginecologia, endocrinologia e gastroenterologia. No seu moderno centro de apoio diagnóstico, haverá aparelhos para realização de exames de ultrassom, eletrocardiograma, ecocardiograma, audiometria, ergometria, espirometria, endoscopia, entre outros. Além disso, o local dispõe ainda de espaço para reabilitação física e consultas com profissionais das áreas de fisioterapia, enfermagem, psicologia, terapia ocupacional, serviço social, nutrição e fonoaudiologia. 

O equipamento irá oferecer aos moradores do Sertão do Araripe cerca de 12 mil consultas médicas, mais de 1,6 mil não médicas e cerca de 1,7 mil sessões de fisioterapia por ano. O processo de implantação dos serviços se dará de forma gradativa, dentro de um cronograma específico, como sempre acontece na implantação de novos centros de Saúde. A expectativa é de que a UPAE esteja funcionando com 100% da sua capacidade em nove meses. 

O secretário estadual de Saúde, Iran Costa, destacou que essa inauguração representa mais um passo importante na descentralização da oferta de serviços e interiorização da assistência médica de qualidade no Estado. “A UPAE é um equipamento de Saúde importantíssimo, pois fortalece a Atenção Básica dos municípios, evita que a população precise se deslocar e peregrinar até a capital para cuidar da sua saúde e, por fazer a medicina preventiva, diminui o adoecimento e os internamentos hospitalares", afirmou. 

Toda a oferta de serviços na UPAE foi pactuada com os municípios beneficiados, promovendo a integração da rede estadual com a Estratégia de Saúde da Família em âmbito regional. Para ser consultado com um especialista, o usuário precisa ser, primeiramente, atendido e referenciado pela Atenção Primária do município (posto de saúde ou unidade de Saúde da Família). Quando identificada a necessidade da consulta, a unidade de saúde ou a secretaria de Saúde do município faz o encaminhamento para a UPAE. 

O prefeito Ricardo Ramos agradeceu a confiança e a parceria com o Governo do Estado na construção de um município melhor e mais dignos para seus habitantes. “Em nome de todo o povo de Ouricuri, eu agradeço ao nosso governador Paulo Câmara por atender o nosso pedido e trazer essa unidade de saúde tão bem construída e equipada. Vamos começar o atendimento gradativamente, mas, se Deus quiser, em até 180 dias, essa UPAE vai funcionar em tua totalidade”, salientou.

O agricultor Bruno Marcos Pires, de 41 anos, disse estar ansioso para utilizar a especialidade de cardiologia. “Como eu moro na área rural, fica muito difícil ter que me deslocar, muitas vezes, até Petrolina para conseguir vaga de exame cardiológico. Então, a gente fica feliz em saber que vamos poder contar com uma unidade que oferece esse tipo de atendimento aqui, próximo da nossa casa, evitando até gastos financeiros com o deslocamento”, confessou.

SERVIÇO - A primeira Unidade Pernambucana de Atenção Especializada de Pernambuco foi inaugurada no município de Garanhuns em julho de 2013. No Sertão do Estado, além da UPAE de Ouricuri, já estão em funcionamento as unidades de Petrolina, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, Salgueiro e Arcoverde. Além delas, há UPAEs estaduais em Caruaru, Belo Jardim e Limoeiro. Juntas, elas realizaram, em 2016, mais de 385 mil consultas com médicos especialistas, 855 mil exames e 72 mil sessões de fisioterapia.

Suape: Belo Monte esquecida


Heitor Scalambrini Costa

Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco


Um amigo sulista, ao conhecer mais detalhes das violações socioambientais ocorridas no território do Complexo Industrial Portuário de Suape (CIPS), cunhou a frase utilizada como titulo deste artigo.

Sem dúvida a comparação entre as duas realidades destas mega-obras tem tudo a ver. Refletem a crueldade, perversidade, destruição, truculência, barbaridade, improbidade, desumanidade , indignidade, crime; cometido contra as populações nativas/tradicionais e contra a natureza. O que deve ser ressaltado é o papel do Estado brasileiro; por um lado o governo federal e por outro o governo de Pernambuco, como o grande e maior violador de direitos humanos e da natureza. Sem dúvida, não esquecendo a responsabilidade das empresas

Com relação ao número de trabalhadores envolvidos nestas duas mega obras, a de Suape foi o dobro de Belo Monte. No ápice das obras de Belo Monte, em outubro de 2013, atingiu 25 mil pessoas; e em Suape, entre 2012 e 2013 superou 50 mil pessoas (segunda maior desmobilização de trabalhadores depois da construção de Brasília). O que existe em comum neste caso foi a total falta de planejamento na desmobilização dos trabalhadores finda a parte da construção civil destes empreendimentos.

Diferentemente do que prometiam os governos, a grande maioria dos empregados das construtoras contratadas não eram da região, vinham de toda parte do Brasil. E nada foi feito para realoca-los em outras atividades econômicas. O que gerou, e tem gerado um alto desemprego, resultando em graves problemas nas áreas urbanas dos municípios onde se encontra o Complexo Suape, como a favelização, violência, prostituição, aumento significativo da criminalidade. Além de déficits em áreas como saúde, saneamento, moradia, etc, etc. Nada diferente do que ocorreu em Altamira.

Foram incalculáveis a destruição ambiental promovida, tanto na construção da hidrelétrica, a terceira maior do mundo, quanto na instalação das indústrias no CIPS. Neste caso atingindo mangues (mais de 1.000 ha foram e continuam sendo destruídos), restinga, resquícios da Mata Atlântica, corais marinhos. Ademais a poluição de riachos, rios, e nascentes que compõem a bacia hidrográfica da região metropolitana do Recife.

É de ressaltar a atração e o incentivo para que as indústrias sujas viessem se instalar em Suape. Como é o caso de termoelétricas a combustíveis fosseis, estaleiros, refinaria, petroquímica, parque de armazenamento de derivados de petróleo.

Hoje estes dois territórios, o de Belo Monte, e o de Suape sofrem as perversas consequências de um desenvolvimento predatório, excludente e concentrador de renda. Cuja principal característica comum é a destruição da vida.

Enquanto acontecem estes crimes contra as populações nativas e tradicionais (índios, ribeirinhos, pescadores catadores de mariscos, agricultores familiares), com reflexos nas áreas urbanas; a sociedade brasileira, em sua maioria, finge em desconhecer esta triste realidade cometida pelo poder público com cumplicidade das empresas. Tudo em nome do “progresso”. De alguns, evidentemente.

Até quando?

Vereadores revogam aumento do auxílio-alimentação


Do JC Online

Em meio à pressão da opinião pública com o aumento do auxílio-alimentação na Câmara do Recife, os vereadores se reuniram, na manhã de hoje, para revogar a decisão e desistir do reajuste. Na prática, a verba volta para os R$ 3.095 anteriores. No Diário Oficial do último sábado (29), havia saído resolução que aumentava o valor para R$ 4.595.

A reunião dos vereadores acabou há cerca de 15 minutos e foi realizada no “buraco frio”, local reservado onde os vereadores se reúnem para tomar decisões importantes, da Casa José Mariano.

“Os mesmos vereadores que nos procuraram querendo que nos reajustássemos o auxílio, nos procuraram agora para que a gente pudesse revogar a medida e, no mesmo momento, nós acatamos o pedido e voltamos, portanto, ao que estávamos fazendo no início da gestão”, afirmou Marco Aurélio (PRTB), primeiro secretário da Casa, responsável pelas finanças.

Ruralistas levam perdão de dívida nas costas dos aposentados



Por Fernando Brito, do Tijolaço - A Folha, como se não bastassem tantas, registra mais uma vergonha no escandaloso processo de corrupção de parlamentares levado desesperadamente em frente por Michel Temer para conseguir aprovar a reforma previdenciária. Agora é o perdão de até 90% das multas e juros sobre os R$ 26 bilhões de dívidas com o fisco empresas e produtores rurais, que já tinham direito a 10 anos de prazo para quitá-las.

A contribuição patronal para o Funrural que incide sobre a produção agropecuária é, segundo a lei, de 2,1% da receita bruta de venda da produção, sendo 2% para o INSS. Nenhum absurdo, portanto: R$ 21 sobre cada mil reais em faturamento bruto.

Explica a reportagem:

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal declarou constitucional a cobrança sobre a receita bruta com a venda da produção agrícola devida pelo empregador rural pessoa física. Mais de 15 mil processos estavam suspensos na instância de origem à espera do desfecho do julgamento.

Representantes do governo disseram ter ouvido do deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), relator do projeto, que tinha 54 votos contrários às reformas propostas pelo governo Temer se as mudanças forem vetadas.

O “bom negócio” nas costas dos aposentados veio em meio às negociações com os ruralistas, que acharam “pouco” a proposta oficial de baixar a alíquota para 0,25% ou então pagarem 1% sobre sua folha salarial ao INSS. Um por cento, vejam!

No final de semana que passou, produtores rurais estiveram em Brasília para pressionar os deputados a “segurarem” a reforma previdenciária até que o governo anistiasse totalmente multas e juros de suas dívidas fiscais. Levaram quase tudo: 90%.

O curioso – e trágico – que é este dinheiro que custeia a aposentadoria rural, uma da áreas do sistema de seguridade social que, segundo o próprio governo, é deficitária.

Embora nada no governo Temer seja mais deficitário que seu espírito público e a seriedade desta “reforma” que só visa, mesmo, desmontar a previdência brasileira.

Adiar 2018 é absurdo, mas...

Helena Chagas – Blog Os Divergentes
Até agora, ficavam no terreno dos discursos acirrados da luta política e até da paranóia as afirmações de que haveria algum risco de as eleições de 2018 não se realizarem. A instalação de comissão especial na Câmara para votar a PEC 77A/2003 – que prevê o fim da reeleição e a coincidência de mandatos e de eleições a partir de 2022 – porém, chega em má hora e vem reforçar esses temores.
A leitura da resolução de instalação da comissão, hoje em plenário, foi trazida à luz agora à tarde pelo petista Paulo Pimenta. A notícia se espalhou pelas redes em tom de alarme.
O deputado Vicente Candido, (foto) também petista, correu a esclarecer que a possível coincidência de mandatos é apenas mais um item da reforma política e, se aprovada, só valeria para as eleições de 2022 ou 2026. De fato, não há nada escrito na PEC sobre o adiamento do pleito de 2018.
Mas jabuti não sobe em árvore, e quem conhece o parlamento sabe que, em plenário, alteram-se datas e prazos com muita facilidade – sobretudo quando eles dão de presente mais dois anos de mandato a deputados e senadores, ao lado do presidente da República. Um senhor presente para a classe política, que chafurda hoje no mar da impopularidade.
E fica a pergunta: por que ressuscitar uma PEC de 2003, com admissibilidade já aprovada? Provavelmente porque alguém tem pressa. Para tratar de uma norma que entra em vigor só em 2022?
Pelo sim, pelo não, muita gente vai começar a dormir de olho aberto.

Brasileiro, profissão desesperança

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo
O espetáculo da Lava Jato já está em cartaz há mais de três anos, mas ainda não convenceu a plateia de que o país vai mudar. De acordo com o Datafolha, 51% dos brasileiros acham que a corrupção deve continuar igual ou até aumentar. A pesquisa mostra que a sociedade está mais cética —o que não é necessariamente uma má notícia.
O levantamento retrata um clima de descrença geral. A população apoia e torce pelas investigações, mas não acredita em milagres. Isso reforça a ideia de que a fiscalização do poder deve ser permanente. Não pode se esgotar com uma operação, por mais eficiente que ela pareça.
A experiência mostra que o ceticismo é sempre a opção mais prudente. O Brasil já festejou o fim da inflação, da corrupção e de outras mazelas ancestrais. Quando a sociedade relaxa, os problemas voltam ao lugar de sempre. Vale até para o mosquito da dengue, que chegou a ser declarado extinto na década de 1950.
A lista do ministro Edson Fachin mostrou que a contaminação do sistema político é mais grave do que alguns gostariam de acreditar. O propinoduto da Odebrecht abasteceu campanhas de todos os grandes partidos. "Sempre foi o modelo reinante no país", ensinou o dono da empreiteira.
A pesquisa foi concluída na semana passada, antes de o Supremo Tribunal Federal libertar réus ilustres como o ex-bilionário Eike Batista e o ex-ministro José Dirceu. Se o Datafolha repetir a pergunta hoje, é provável que as respostas sejam ainda mais pessimistas. Num país que já elegeu Fernando Collor como salvador da pátria, esse ceticismo não deixa de ser um alento.
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Ainda segundo o Datafolha, a maioria esmagadora dos brasileiros (73%) acredita que o presidente da República teve participação direta ou indireta no petrolão. É com essa fama que Michel Temer pede à população que se sacrifique para ajudar seu governo a fechar as contas.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

TSE mantém cassação do governador do Amazonas


Do G1

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, ontem, por 5 votos a 2, manter a cassação do governador de Amazonas, José Melo (PROS), e do vice, Henrique Oliveira (SD), por compra de votos nas eleições de 2014. A corte informou que vai comunicar o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas para que o governador deixe o mandato imediatamente. A defesa ainda pode entrar com recursos.
Além da cassação do governador e do vice, o tribunal decidiu pela realização de eleições diretas no estado. A expectativa é que isso ocorra num período entre 20 e 40 dias.
De acordo com o TSE, quem assume a cadeira do governador até a realização das eleições é o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, David Almeida (PSD).
A cassação já havia sido determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas. A decisão do TSE foi tomada na análise de um recurso movido pela defesa do governador, que contestava a primeira instância.
Logo após a decisão, Melo informou que, por enquanto, não iria se pronunciar sobre a decisão do TSE. Ele deve se reunir com os advogados para então definir quais medidas serão adotadas.
Às 13h30 (horário de Manaus), a Secretaria de Comunicação do Amazonas (Secom) enviou nota à imprensa sobre a decisão. "Recebi com grande surpresa a decisão do TSE, que considerei injusta, pois não pratiquei nenhum ato reprovável. Respeito a decisão e vou aguardar a publicação do acórdão", declarou o governador José Melo por meio de assessoria de imprensa.
Por telefone, Henrique Oliveira disse à Rede Amazônica que recebe com surpresa a decisão e que ela deve ser respeitada.