quarta-feira, 5 de abril de 2017

Renan prevê queda de Temer e do PMDB


247-Ex-presidente do Senado e líder do PMDB na Casa, Renan Calheiros considera como líquido e certo que o governo de Michel Temer naufragará. Durante conversa com jornalistas nesta terça-feira, 4, Renan chamou o governo de "temporário".

"O PMDB vai ter de patrocinar as reformas vindas do Planalto sem discutir? Se continuar assim, vai cair o governo para um lado e o PMDB para o outro. É uma questão política, não é pessoal", disse o senador.
"Com o governo do deputado cassado Eduardo Cunha eu já rompi, vou aguardar o próximo", acrescentou.  Renan se tornou um dos mais críticos senadores do PMDB. Ele voltou a comparar a atual gestão com o período em que a seleção brasileira era treinada por Dunga.
"O Brasil está cobrando que o governo parece mal escalado. O governo como está parece a seleção do Dunga. Queremos a seleção do Tite para dar a escalação do País", comentou, referindo-se ao atual técnico. Renan avalia que "o governo está errando ao aumentar impostos e ao reonerar".
"Não precisa mudar o técnico, nem o time, apenas aproveitar melhor os que estão aí", continuou. 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Reitoria da UPE inicia Seminários de Integração em todas as Unidades Acadêmicas


A Reitoria da UPE inicia pelo Sertão, nesta terça-feira, 04, os Seminários de Integração, edição 2017. O primeiro Campus a receber a ação será Petrolina. Na quarta-feira, Salgueiro. Quinta, em Serra Talhada, e encerrando esta primeira semana, na sexta-feira, em Arcoverde. A programação completa consta ao final desta nota.

Nos últimos dois anos, a UPE priorizou um formato de planejamento integrado, construído através de seminários regionais, a partir do diálogo coletivo entre todos os membros da comunidade acadêmica. Assim foi em 2015, quando realizamos o Seminário de Gestão Acadêmica no Sertão, na Mata, no Agreste e na RMR, resultando na elaboração de um Plano de Ação a ser realizado em quatro anos. Em 2016, seguindo a mesma metodologia, considerando o agravamento da crise financeira vivida pelos estados, e em particular por Pernambuco, buscou-se concentrar esforços para melhorar a avaliação geral de todos os cursos. Assim, no Seminário de Integração em 2016, foram definidas, e integradas, 21 ações acadêmicas e de gestão.

Iniciou-se, a partir daí, na Graduação, a reformulação, e unificação, dos Projetos Pedagógicos dos Cursos, a flexibilização dos processos de mobilidade estudantil, os estudos em torno da curricularização da Extensão, entre outras. Na Pós-graduação, foi elaborado o programa de qualidade. Na infraestrutura, foi enfrentado o desafio da melhoria na capacidade de conectividade dos Campi.

Foi a integração que permitiu o avanço da UPE, tendo assim um papel preponderante no uso racional dos recursos contingenciados, sem perder de vista a sua missão de formar profissionais e produzir conhecimentos, participando efetivamente no desenvolvimento do nosso Estado. A crise no financiamento ainda persiste, e os desafios da qualidade são cada vez urgentes. É necessário garantir as condições gerais para a qualidade acadêmica e consolidar a UPE como instituição pública a serviço dos pernambucanos.

Assim, nesta nova edição, em 2017, o Seminário de Integração vai a cada Campus apresentar as ações realizadas em decorrência das decisões tomadas em 2016, analisar o quadro atual da UPE e a atualizar o planejamento. Pretende ser assim um espaço democrático para construção coletiva de estratégias e para definição de ações prioritárias integradas para os próximos dois anos.

Assembleia aprova projeto de lei que regulamenta Food Trucks em Pernambuco


A Assembleia Legislativa de Pernambuco aprovou nesta segunda-feira (03) o Projeto de Lei Nº 1.026/2016, de autoria de autoria do deputado Lucas Ramos (PSB), que propõe a regulamentação da atividade dos food trucks no estado. O texto passou por unanimidade em primeira discussão na Casa Joaquim Nabuco.

De acordo com o parlamentar, o projeto vem preencher uma lacuna observada a partir do aumento do número de empreendimentos do tipo no Estado. “Pernambuco percebeu nos últimos anos um aumento expressivo no número de food trucks e parques gastronômicos, muitos nascendo como uma fonte alternativa de renda. Observamos a necessidade de estabelecer regras que busquem a melhoria do serviço, evitando que os clientes sejam prejudicados”, justifica Lucas.

Após a sanção do governador Paulo Câmara, os estabelecimentos precisarão seguir uma série de normas para oferecer produtos e prestar serviços adequados aos consumidores. “A segurança de quem compra e quem vende precisa estar em primeiro lugar para que a atividade cresça ainda mais em Pernambuco”, afirma Lucas Ramos. Os alimentos comercializados deverão seguir as exigências sanitárias e os veículos terão que atender às normas de trânsito, além de estarem de acordo com os Planos de Prevenção Contra Incêndios. “Pensamos desde os impactos no meio ambiente e na mobilidade urbana e até a qualidade do produto oferecido ao cliente. Estamos fortalecendo o setor, para que ele possa crescer e gerar ainda mais emprego e renda para os pernambucanos”, salienta o autor do projeto.

Para funcionar em via pública os food trucks precisam estar formalizados com inscrição da sociedade empresarial ou do empresário individual antes do início da atividade comercial. Para atuar em ambiente privados, será exigida uma licença prévia de órgãos municipais. “Os veículos precisam apresentar localização, informar se são estacionários ou móveis, dias e horários de funcionamento para que a ocupação das vias públicas seja ordenada”, explica Lucas. Os empreendimentos que já se encontram em funcionamento terão um prazo de 180 dias, a partir da entrada da lei em vigor, para se adaptarem à norma.

A confusão continua geral

Carlos Chagas
Caso o Tribunal Superior Eleitoral considere indivisíveis os gastos da campanha presidencial de 2014, condenando Dilma Rousseff e  Michel Temer, a ex-presidente perderá os direitos políticos e o atual terá seu mandato cassado. Nessa hipótese, aliás provável, se confirmada pelo Supremo Tribunal Federal, assumirá o palácio do Planalto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Discute-se apenas se caberá a ele cumprir o mandato até 2018 ou se convocará novas eleições imediatas para o término do período.

As duas possibilidades favorecerão o deputado fluminense, ainda que na teoria a Câmara possa escolher quem quiser. Michel Temer já se pronunciou acentuando estar disposto a cumprir aquilo que o Judiciário estabelecer. Mas lutará pela preservação de seu mandato até a última instância, recorrendo ao Supremo e esgotando todos os prazos.
A confusão será geral, atropelando as instituições e fazendo naufragar qualquer perspectiva de recuperação da economia. Melhor seria, caso o TSE decidisse a partir de hoje contra Dilma e contra Temer, que o Congresso mandasse realizar eleições gerais, não apenas para presidente da República, no mais breve prazo possível. Tudo seria passado a limpo, a começar pelos mandatos parlamentares, mas como reagiriam deputados e senadores capazes de não se reeleger? Pelo menos defenderiam seus mandatos até o último dia de 2018, imaginando recuperar o tempo perdido.
A conclusão é de que melhor faria a Justiça Eleitoral se deixasse tudo como está, ou seja, com Temer no exercício de suas prerrogativas. O diabo está em que parece provável o voto dos sete ministros do TSE, em maioria inclinados a rejeitar a divisão da malfada chapa vitoriosa em 2014. Quer dizer, pela cassação do atual presidente Michel Temer. Para cada lado que se olhe, mais confusão.

O problema não é o TSE. É depois


Helena Chagas – Blog Os Divergentes
Nem de longe a mídia desta segunda-feira reflete, na véspera, o clima de um julgamento em que o TSE estaria prestes a cassar a chapa presidencial vencedora em 2014, derrubar o presidente da República e etc. Não reflete porque simplesmente não vai rolar.
Ninguém sabe bem como, e nem por que, mas consolida-se no mundo político a avaliação de que Temer vai escapar. Seja por pedidos de vistas que vão adiando indefinidamente um desfecho, seja pela separação da chapa ou pela mudança próxima na composição do tribunal. O certo é que não há, no cenário, o obrigatório movimento de reorganização das forças políticas que precede esses momentos e estabelece um novo pacto para o futuro.
A pergunta que mais inquieta hoje Brasília é: escapar para quê? Ou seja, qual será o grau de governabilidade e a chance de “sucesso” do governo Temer daqui em diante. Não basta sobreviver. Tem que manter a base coesa e aprovar alguma reforma – quem sabe um pedacinho da Previdência? – para não se transformar em zumbi e chegar à eleição do ano que vem com chance de ver algum aliado ser competitivo.
Esse é o cálculo que os pragmáticos partidos e políticos que inventaram o impeachment fazem hoje: até quando e em que intensidade continuar apoiando um governo que ainda não conseguiu mostrar recuperação da economia e dificilmente sairá do abismo da impopularidade?
Renan Calheiros apressou-se e parece estar fazendo sua aposta. Pode ter sido o primeiro, mas não será o único.

Entenderam? Gilmar, ponderação e várias variáveis

Josias de Souza
Ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Gilmar Mendes disse meia dúzia de palavras sobre o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff—Michel Temer, que começa nesta terça-feira (4):

''Em geral, o Tribunal faz um juízo de ponderação levando em conta várias variáveis, a complexidade do tema, a relevância da imputação, da acusação. E faz uma análise tendo em vista toda a complexidade. Certamente, a partir de amanhã, nós vamos começar essa discussão com todas as suas implicações.''
Segundo Gilmar, o tribunal levará em conta a crise que infelicita o país.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

“Pernambuco só se curva para agradecer”


Por: *Sílvio Costa

Desde que o ex-presidente Lula deixou a Presidência da República, setores da grande mídia e da opinião pública – que não toleram as políticas de inclusão social promovidas pelos governos do PT – tentam transformá-lo no grande vilão do Brasil. Inventaram um apartamento que não é de Lula, um sítio que não é de Lula e que Lula fez tráfico de influência para beneficiar um dos notórios delatores da Lava Jato.

Bateram pesado quando Lula foi nomeado ministro da presidente Dilma. Esses setores disseram que o ex-presidente queria conseguir o foro privilegiado, mas foram cordiais com a nomeação de Moreira Franco, do PMDB, para ministro de Michel Temer. A verdade é que há cinco processos contra o ex-presidente Lula e já foram ouvidas 102 testemunhas, inclusive as sugeridas pelo Ministério Público Federal, mas nenhuma delas acusou o ex-presidente de qualquer irregularidade. Repito: todas inocentaram o ex-presidente.

Grande parte das pessoas que combatem o ex-presidente Lula assistem às mesmas TVs, leem as mesmas revistas e jornais, escutam as mesmas rádios e trabalham na Avenida Paulista ou nas avenidas semelhantes das capitais brasileiras com seus escritórios luxuosos. Esses adversários do ex-presidente frequentam os mesmos restaurantes e moram no Morumbi, Leblon ou em bairros equivalentes nas maiores cidades brasileiras.

Os adversários do ex-presidente, que moram em Pernambuco, com certeza estão surpresos com o resultado da pesquisa do Instituto Maurício de Nassau publicada por um dos jornais do nosso Estado. Eles não conhecem o povo de Pernambuco. O ex-governador Manoel Borba já disse que “o pernambucano só se curva para agradecer”. E é exatamente por causa do espírito de gratidão e lealdade do povo pernambucano que o ex-presidente Lula tem 65% das intenções de voto para a eleição presidencial de 2018.

Os que aprovam o ex-presidente sabem que foi Lula quem mais trabalhou pelo nosso Estado em 500 anos de história. Essa grande maioria que apoia o ex-presidente Lula revela que reconhece a lealdade e a gratidão como princípios fundamentais do homem e valores essenciais da política que, na maioria das vezes, não são exercidos pela classe política.

A memória é um componente inexorável da personalidade humana. Ao contrário do que demonstra em relação ao ex-presidente Lula, a imensa maioria dos pernambucanos reprova o governo estadual do PSB. Além de rejeitar a péssima gestão do PSB, 74% dos pernambucanos estão dizendo, também, que na vida e na política a lealdade é uma virtude que não tem preço.

Em um dos momentos mais difíceis dos ex-presidentes Lula e Dilma, o PSB e alguns dos seus aliados esqueceram tudo o que os governos Lula e Dilma fizeram por Pernambuco e, de forma agressiva, trabalharam e votaram a favor do impeachment da ex-presidente. Uma das maiores traições partidárias da história da República. O povo tem memória.

No próximo dia 3 de maio, os olhos do Brasil estarão voltados para Curitiba, onde o ex-presidente Lula dará depoimento ao juiz Sérgio Moro. Não conheço nenhum artigo da Constituição que condene um brasileiro ou brasileira por causa do desejo de uma pequena parte da mídia e da opinião pública. Não tenho dúvida que em 2018 o ex-presidente Lula, mais uma vez, será reconduzido à Presidência da República.

* Sílvio Costa é deputado federal pelo PTdoB.

Documento da presidência rebate acusação do MP contra Lula sobre triplex

Leia abaixo a íntegra da nota dos advogados e confira aqui o documento.
Nota


Documento encaminhado pela Secretaria Geral da Presidência da República à 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba é mais um elemento a desmentir a denúncia em que o Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ser proprietário de um apartamento no Guarujá (Processo nº 5046512-94.2016.4.04.7000).

Lula, como todos os que o antecederam, conta com um grupo de assessores mantidos pela Presidência da República. Eventuais gastos com diárias por essa equipe são registrados na Presidência da República, indicando o local onde estiveram. A última vez que os assessores pernoitaram no Guarujá (SP) foi em 17/01/2011, quando ficaram com o ex-Presidente em uma base militar naquele município, em função do convite feito pelo então Ministro da Defesa Nelson Jobim. É o que comprova o documento.

O MPF afirma que a OAS teria entregue a Lula a propriedade do apartamento 164-A, do Condomínio Solaris, no Guarujá, como contrapartida de vantagens indevidas provenientes de três contratos firmados com a Petrobras. O prédio ficou pronto em 2014. Até agora já foram realizadas 24 audiências e ouvidas 73 testemunhas apenas em relação a essa ação. Nenhuma delas fez qualquer afirmação que possa envolver Lula em atos ilícitos praticados no âmbito da Petrobras ou à propriedade do tríplex do Guarujá. Os depoimentos também mostraram que o ex-Presidente e sua família jamais tiveram a posse das chaves ou dormiram uma única noite no imóvel.

Lula esteve apenas uma vez no local para verificar se tinha interesse na compra, o que foi descartado. Isso foi confirmado pelo depoimento do chefe do núcleo de apoio de Lula, o Sr. Valmir de Moraes. O documento ora encaminhado pela Secretaria da Presidência da República confirma integralmente o depoimento do assessor do ex-Presidente.

É mais um elemento a demonstrar ser inverídica a acusação do MPF em relação a Lula, que não é e jamais foi proprietário do chamado "tríplex" do Guarujá.

Documento anexo

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira

Porque não saem pesquisas? Resposta em Pernambuco


POR FERNANDO BRITO no Tijolaço


O Jornal do Commercio de Pernambuco publica hoje uma pesquisa de intenção de voto, realizada com 2.014 eleitores do estado pelo Centro Universitário Maurício de Nassau – que há dez anos realiza levantamentos de opinião pública entre os pernambucanos. O resultado é uma boa pista do porquê andam tão sumidas as pesquisas de intenção de voto: Lula aparece com 65% da preferências dos eleitores, astronomicamente longe dos dois que empatam em segundo: Marina Silva e Jair Bolsonaro, com 6%.

Ah, mas Lula sempre foi favoritíssimo no Nordeste, que é considerado o “paraíso do PT”… Não, ainda assim o resultado é impressionante: Dilma teve, no primeiro turno, em 2010 e 2014, 46 e 42% dos votos pernambucanos e Lula, em 2006, 70,9%, o que é uma perda ínfima diante da estúpida campanha de mídia que contra ele se fez.

E não apenas ele não perdeu como todos os demais perderam muito, a começar por Marina Silva, que recolheu 19% e 21% dos votos em Pernambuco, nas duas últimas eleições presidenciais.. Dos tucanos, nem se fala: dos 33,5% que obteve lá em 2014, conserva apenas 1%.

Aí está uma boa razão para entender porque não aparecem pesquisas presidenciais há tempos e porque, hoje, Nélson Jobim diz que Lula, se chegarem ao ponto de o mandarem prender ou cassarem seu direito de ser candidato, elege qualquer um – a começar por Ciro Gomes, segundo ele – em 2018.

Juristas pela democracia: Moro é parcial e não deve julgar ação contra Lula


A PARCIALIDADE DO M.M. JUIZ MORO

A Frente Brasil de Juristas pela Democracia, reafirmando o compromisso intransigente com os princípios democráticos e as garantias jurídicas fundamentais, vem a público manifestar séria preocupação diante da eventual possibilidade de o juiz federal de primeiro grau, da 13ª vara de Justiça de Curitiba, Sérgio Fernando Moro, prosseguir como responsável pelo julgamento dos processos que envolvem a pessoa do ex-Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Se, como prevê a Carta Constitucional, o exercício da magistratura é fundamental para a existência do Estado Democrático de Direito, o mesmo deve ser realizado com o compromisso da excelência na prestação de serviço público cujo fim está em distribuir Justiça. Ao magistrado pressupõe cultivar princípios éticos e o decoro, valores consignados no Código de Ética e na Lei Orgânica da Magistratura.

Entendemos que a atuação flagrantemente parcial e ativista do Sr. Sérgio Moro coloca em risco não apenas o direito do acusado em questão, mas também a credibilidade do exercício da magistratura, violando o "justo processo", princípio basilar em qualquer ordem jurídica e conformado por outros princípios como o são a "isonomia e imparcialidade do juiz", o "estado de inocência" e a "proibição da prova ilícita".

Os exemplos da parcialidade do juiz Sérgio Moro são inúmeros e intermitentes, maculando concretamente a possibilidade de realização de um processo justo.

A Declaração Universal de Direitos Humanos, no artigo 10º, assim dispõe: "Toda pessoa tem direito, em plena igualdade, a uma audiência justa e pública por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir de seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele".

Os processos contra o ex-Presidente Lula trazem uma dimensão pouco conhecida da magistratura, a de que, por vezes, um juiz não está isento de paixões políticas a contaminar o livre convencimento, este que também é princípio inafastável da ampla defesa.

A famosa fotografia de Padgurschi (Diego Padgurschi/Folhapress), flagrando a proximidade do Juiz Sérgio Moro com a alta cúpula de partidos políticos de oposição ao Partido dos Trabalhadores, corrobora com a tese da impossibilidade moral e jurídica de atuação imparcial.

O Magistrado que pretende decidir a respeito da liberdade de pessoas acusadas de crimes supostamente praticados no exercício de mandato conferido pelas urnas não pode se dar ao luxo de se deixar fotografar em conversas com inimigos políticos dos que são acusados e pensar que tais atos passarão impunes no registro da História.

Outro exemplo notório a indicar a parcialidade do Juiz Sergio Moro ocorreu na autorização de grampo ilegal no telefone do escritorio dos advogados da defesa do Lula e uso, pelos meios de comunicação, das conversar ilegalmente gravadas entre o Ex-Presidente e a então Presidenta da República Dilma Rousseff.

Outra ilegalidade manifesta decorreu da injustificada condução coercitiva de Lula (ocorrida em 05 de março de 2016), chocando a opinião pública pela forma truculenta como foi tratada pela mídia e demonstrando a pretensão de manchar a imagem e a biografia política do acusado.

Vale lembrar que o M.M. Juiz se utilizou abertamente dos meios de comunicação para pedir apoio da população, publicando vídeos em redes sociais, "espetacularizando" e transformando o processo judicial antes em caso para a mídia e depois ação penal na Operação Lava Jato. Dessa forma o M.M. Juiz não se mostra revestido da necessária imparcialidade para a cognição e julgamento da causa.

Por todo exposto, a Frente Brasil de Juristas pela Democracia entende que é premente que o Sr. Sergio Moro se dê por suspeito e abandone a condução dos processos contra o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bem como de outros processos nos quais o convencimento estiver prejudicado por aspectos políticos, sob pena de produzir sentenças persecutórias em julgamento de exceção.

FBJD – Frente Brasil de Juristas pela Democracia

Liderança de Lula traduz gratidão dos pernambucanos


Por Silvio Costa*
Desde que o ex-presidente Lula deixou a Presidência da República, setores da grande mídia e da opinião pública – que não toleram as políticas de inclusão social promovidas pelos governos do PT – tentam transformá-lo no grande vilão do Brasil. Inventaram um apartamento que não é de Lula, um sítio que não é de Lula e que Lula fez tráfico de influência para beneficiar um dos notórios delatores da Lava Jato. Bateram pesado quando Lula foi nomeado ministro da presidente Dilma.
Esses setores disseram que o ex-presidente queria conseguir o foro privilegiado, mas foram cordiais com a nomeação de Moreira Franco, do PMDB, para ministro de Michel Temer. A verdade é que há cinco processos contra o ex-presidente Lula e já foram ouvidas 102 testemunhas, inclusive as sugeridas pelo Ministério Público Federal, mas nenhuma delas acusou o ex-presidente de qualquer irregularidade. Repito: todas inocentaram o ex-presidente.
Grande parte das pessoas que combatem o ex-presidente Lula assistem às mesmas TVs, leem as mesmas revistas e jornais, escutam as mesmas rádios e trabalham na Avenida Paulista ou nas avenidas semelhantes das capitais brasileiras com seus escritórios luxuosos. Esses adversários do ex-presidente frequentam os mesmos restaurantes e moram no Morumbi, Leblon ou em bairros equivalentes nas maiores cidades brasileiras.
Os adversários do ex-presidente, que moram em Pernambuco, com certeza estão surpresos com o resultado da pesquisa do Instituto Maurício de Nassau publicada por um dos jornais do nosso Estado. Eles não conhecem o povo de Pernambuco. O ex-governador Manoel Borba já disse que “o pernambucano só se curva para agradecer”. E é exatamente por causa do espírito de gratidão e lealdade do povo pernambucano que o ex-presidente Lula tem 65% das intenções de voto para a eleição presidencial de 2018.
Os que aprovam o ex-presidente sabem que foi Lula quem mais trabalhou pelo nosso Estado em 500 anos de história. Essa grande maioria que apoia o ex-presidente Lula revela que reconhece a lealdade e a gratidão como princípios fundamentais do homem e valores essenciais da política que, na maioria das vezes, não são exercidos pela classe política.
A memória é um componente inexorável da personalidade humana. Ao contrário do que demonstra em relação ao ex-presidente Lula, a imensa maioria dos pernambucanos reprova o governo estadual do PSB. Além de rejeitar a péssima gestão do PSB, 74% dos pernambucanos estão dizendo, também, que na vida e na política a lealdade é uma virtude que não tem preço.
Em um dos momentos mais difíceis dos ex-presidentes Lula e Dilma, o PSB e alguns dos seus aliados esqueceram tudo o que os governos Lula e Dilma fizeram por Pernambuco e, de forma agressiva, trabalharam e votaram a favor do impeachment da ex-presidente. Uma das maiores traições partidárias da história da República. O povo tem memória.
No próximo dia 3 de maio, os olhos do Brasil estarão voltados para Curitiba, onde o ex-presidente Lula dará depoimento ao juiz Sérgio Moro. Não conheço nenhum artigo da Constituição que condene um brasileiro ou brasileira por causa do desejo de uma pequena parte da mídia e da opinião pública. Não tenho dúvida que em 2018 o ex-presidente Lula, mais uma vez, será reconduzido à Presidência da República.
*Deputado federal pelo PTdoB e vice-líder da oposição na Câmara

Deputado critica fim das isenções de contribuição para entidades filantrópicas


O projeto de Reforma da Previdência, em tramitação no Congresso Nacional, prevê o fim às isenções de contribuições concedidas a entidades filantrópicas. Para o deputado Danilo Cabral (PSB-PE), caso seja aprovada, será uma traição à Constituição, que determina o papel das instituições filantrópicas e estabelece a renúncia tributária devido à relevância dessas entidades para o País. “Elas estão onde o próprio Estado não está, conseguem atender quem o próprio Estado não enxerga, nem alcança”, afirma o parlamentar.

De acordo com pesquisa do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), representante de nove mil instituições filantrópicas brasileiras, a cada R$ 1 em isenções fiscais, essas entidades retornaram R$ 5,92 em serviços de saúde, educação e assistência social, realizando em média 161 milhões de atendimentos nessas três áreas. Essas entidades também são responsáveis por 53% dos atendimentos pelo SUS e 62,7% dos relativos à assistência social no Brasil.

“As filantrópicas sérias, corretas, idôneas cumprem um papel social imprescindível ao nosso País. Com suas respectivas competências, habilitações e conhecimentos desempenham com louvor feitos nas áreas de educação, saúde, direitos humanos, dentre outras”, disse Danilo Cabral. O deputado destaca que o fim das isenções pode prejudicar e agravar o já vulnerável sistema estatal de amparo social e assistencial. “Não são estas entidades que merecem os ataques e as ameaças da Reforma da Previdência”, acrescentou.

O relator da Reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), tem dito ser favorável ao fim da isenção previdenciária para entidades filantrópicas. Segundo ele, é uma “distorção” do sistema previdenciário que gera perdas aos cofres públicos. Mas Danilo Cabral ressalta que essas entidades, além dos milhões de atendimentos e beneficiários diretos, geram empregos para o nosso País, contribuindo para o sistema de Seguridade Social

Lula lidera corrida presidencial em PE com 65% da preferência

247 -O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na liderança da corrida presidencial em Pernambuco e, caso as eleições fossem hoje, ele estaria eleito com 65% dos votos, segundo pesquisa realizada pela Uninassau. Logo em seguida, aparecem Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva, empatados com 6%. Também aparecem empatados na preferência dos pernambucanos o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), o senador mineiro Aécio Neves (PSDB) e Ciro Gomes (PDT). Michel Temer nem não pontuou.

O estudo, realizado entre os dias 23 e 24 de março junto a 2.014 eleitores de todo o Estado, possui margem de erro de 2,2% e o índice de confiança é de 95%. Lula também lidera na pesquisa espontânea, com 58,8%, sendo seguido por Jair Bolsonaro (5,1%), Marina Silva (3,3%) e pela presidente deposta Dilma Rousseff (1,5%). Outros 3,2% citaram outros candidatos e 1,1% não escolheu nenhum candidato. Os que não responderam ou não souberam responder somaram 27% dos entrevistados.

A pesquisa também aponta que a gestão de Michel Temer é reprovada por 91% dos pernambucanos, sendo aprovada por apenas 5% da população. Ele também é apontado como o pior presidente do Brasil.

Quem enfrentará o Lula?



Carlos Chagas
De repente, virou  briga de foice em quarto escuro a disputa entre  Aécio Neves e  Geraldo Alkmin pela indicação do PSDB à presidência da República.  O senador mineiro identifica o dedo do governador paulista na denúncia feita pela Odebrecht, de haver depositado milhões em nome da conta administrada por Andréia Neves num banco de  Nova York. A delação foi feita pelo ex-presidente  de uma das subsidiárias da empreiteira, Benedito Júnior, em função de propinas nas obras da cidade administrativa do governo de Minas e da construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia.
Já Geraldo Alkmin supõe dever-se a Aécio Neves os estímulos   à candidatura presidencial de João Dória Júnior, prefeito de São Paulo.
O senador  e presidente nacional do PSDB montou espetacular banca de advogados para defendê-lo, com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal,  Carlos Velloso, o ex-procurador geral da República, Aristides Junqueira, e Alexandre Toron.
Paulistas e mineiros dedicam-se à sutil arte dos desmentidos, sabendo que no fundo da tertúlia estão os dois candidatos  ao palácio do Planalto. O governador de São Paulo anda com uma lista no bolso do paletó, com o nome dos convencionais tucanos que daqui a pouco mais de um ano decidirão sobre a candidatura.  Na verdade, muito antes disso a escolha poderá estar concretizada, numa espécie de duelo de titãs, opondo o poder econômico de São Paulo à ortodoxia partidária. Como tertius, José Serra assiste de camarote, atrás do apoio de Alkmin ou de Aecio para tornar-se o novo governador paulista.   João  Dória Júnior será o quartus,   embaralhando as cartas. A dúvida é saber quem enfrentará o Lula...

Não há final feliz no julgamento de Temer pelo TSE

Celso Rocha de Barros - Folha de S.Paulo
Michel Temer vai ao TSE tentar provar que era vice o suficiente de Dilma para assumir em seu lugar depois do impeachment, mas não o suficiente para ser cassado junto com ela. Qualquer jurista sério, qualquer pessoa razoável, sabe que seria ilegal separar os companheiros de chapa no julgamento. O relator do processo, ministro Herman Benjamin, parece ser as duas coisas, e pedirá a cassação da chapa. Gilmar Mendes vai tentar matar no peito.
Ao que tudo indica, houve mesmo dinheiro de corrupção na campanha de Dilma/Temer. Mesmo que nenhum dos dois tenha participado do esquema de onde veio o dinheiro, se o suborno for comprovado, é correto cassar a chapa.
Afinal, o dinheiro sujo lhes dava uma vantagem indevida contra as chapas que não receberam dinheiro do cartel das empreiteiras, como era o caso da chapa do...da... bom, em tese poderia ter havido uma chapa que não tivesse recebido dinheiro do cartel das empreiteiras. E essa chapa teria saído em desvantagem contra as que receberam.
Se a doação ilegal for comprovada, ficará claro que Dilma Rousseff não deveria ter terminado seu mandato, mesmo que não fosse culpada de nada, pessoalmente. Sua chapa deveria ter sido cassada, e novas eleições deveriam ter sido realizadas, sem a participação de nenhuma chapa que tivesse recebido dinheiro do cartel das empreiteiras. Nesse cenário talvez tivesse sido necessário importar chapas. Uma disputa entre o Frente Amplio uruguaio e a Democracia Cristã alemã pela presidência brasileira, por exemplo, certamente atrairia público.
Bom, alguém pode perguntar, então o impeachment não foi tão ruim assim, foi? Se Dilma deveria mesmo ter sido cassada, tanto faz se foi de um jeito ou de outro. Não.
O impeachment de 2016 matou duas eleições presidenciais, a de 2014 e a que teria podido acontecer em 2016. O impeachment desviou o sentimento de insatisfação popular em favor do pessoal de que fala Raymundo Faoro em seu livro mais famoso. Como bônus, ganharam tempo até que se fechasse a janela legal em que a cassação implicaria a convocação de novas eleições.
Desde o dia primeiro de janeiro de 2017, cassar Dilma/Temer é jogar a eleição para o Congresso, onde votaria a mesma turma que deu a Temer a presidência em 2016. Gilmar Mendes (quem mais?) inclusive já sugeriu que se eleja o próprio Temer para terminar o mandato. Ao contrário de uma nova eleição direta, que reabriria o jogo, a eleição no Congresso garante que o grupo no poder será o mesmo que fez o impeachment.
Seria bom se alguém encontrasse uma saída constitucional que permitisse novas eleições nos próximos meses. Até agora, que eu saiba, ninguém encontrou. É difícil imaginar um bom presidente eleito por essa legislatura. Se o quadro continuar assim, restará aguentar o PMDB no Planalto até o fim do mandato que deveria ter sido de Dilma ou de quem vencesse as eleições diretas de 2016.
Só torço para que o TSE encontre uma forma de sair dessa história de maneira digna. Prefiro que isso acabe com Gilmar atrasando o processo indefinidamente, ou com alguma outra malandragem para tornar sem efeito uma eventual cassação, do que com uma decisão criminosa e vagabunda do TSE julgando Dilma e Temer separadamente. Nem toda instituição brasileira precisa sair dessa crise de joelhos.

domingo, 2 de abril de 2017

Bolsonaro valoriza o passe para acordo com o PSDB? Não parece

Do Tijolaço
O jornal O Dia, do Rio de Janeiro, diz que haverá um acordo entre o PSDB e Jair Bolsonaro para fazer dele candidato ao Governo do Estado, para não correr o risco de dividir os votos nacionais em 2018.

Já o Estadão dedica largos espaços para Bolsonaro expor seu primarismo em estado bruto, onde a virulência das palavras está em escala inversamente proporcional a qualquer pensamento estruturado de enfrentamento da questão da violência.

Verdade ou mentira a possibilidade de acordo e desistência de Bolsonaro – o que, pessoalmente, acredito ser impossível, porque o ex-capitão é um marqueteiro de primeira, lá nos moldes dele – o fato é que Bolsonaro tem muito mais representatividade para representar a direita, muito embora com tal clareza que a torne inviável eleitoralmente.

Há uma imprecisão no título do Estadão – “Um fantasma ronda o Planalto”.

O fantasma ronda é o PSDB, que já perdeu para ele o protagonismo nas pesquisas com seus candidatos “tradicionais” e, na alternativa Dória, vai virar uma geléia geral com o “mitismo” do seu “mitinho” contra o “mito” bolsonariano.

A mídia e a direita arrombaram a caixa de pavores.

Qualquer história sobre monstros costuma, com muita frequência, colocar seus libertadores como suas primeiras vítimas.

Censura: PF intima diretor da CUT

Por Fernando Brito, no Tijolaço:

O juiz Sérgio Moro deve andar com síndrome de perseguição.

Agora, criticá-lo é razão suficiente para alguém ser constrangido a receber uma intimação – bem, é sempre melhor que uma condução coercitiva, não é? – para ir depor na Polícia Federal.

Depois do blogueiro Eduardo Guimarães, foi a vez do diretor adjunto da Secretaria de Saúde do Trabalhador da CUT – Rio, Roberto Ponciano, serventuário da Justiça Federal no Rio , receber um mandado de intimação para ir depor na Polícia Federal.

O mandado não esclarece do que Ponciano é acusado, mas se refere a “pessoas ainda não identificadas estariam usando perfis em rede sociais par atentar contra a vida do juiz federal Sergio Moro”.

Além de um cursinho de respeito à lei, seria bom que a polícia arranjasse um redato melhor para seus inquéritos, porque é simplesmente “atentar contra a vida” de alguém com postagens nas redes sociais.

Menos, não é, doutor delegado Marcio Anselmo, até porque os que pregam o uso da força e das armas para “resolver situações” são quase todos apoiadores do Dr. Moro.

Ou o senhor não viu o Bolsonaro batendo, pateticamente, continência ao Marechal de Curitiba?

Por que tanto ódio, Andréa Neves? Ora, pergunte a seu irmão.

 FERNANDO BRITO no Tijolaço



Andrea Neves, irmã do senador e presidente do PSDB, gravou, às lágrimas, um vídeo (assista ao final do post) para o Youtube, dizendo que são mentiras a denúncias veiculadas pela revista Veja, de que a construtora Odebrecht fez construtora fez depósitos para Aécio, numa conta de Nova York controlada por ela, segundo a delação de um dos dirigentes da empresa.

Nele ela se pergunta “por que tanto ódio” em relação a ela e ao irmão.

Não posso, obvio, explicar se houve o depósito de milhões no exterior.

Mas talvez ela possa pedir explicações para seu próprio irmão, que inaugurou este clima na disputa, ao não se conformar com a derrota e disse que tinha perdido a disputa eleitoral para “uma organização criminosa”, logo após as urnas falarem.

Pode perguntar-lhe porque despejou, na TV e nas redes sociais tantas acusações e xingamentos a Dilma e ao ex-presidente.

Quem sabe indagar dele porque sorria e cochichava com Sérgio Moro.

Talvez obtivesse algumas pistas sobre quem inaugurou este clima de desequilíbrio e denuncismo que, agora, a atinge em cheio.

Assim poderia nos livrar a todos do constrangimento de ter de assisti-la chorar dizendo querer falar olhando nos olhos da sua mãe e de sua filha, o que pode fazer, é óbvio, sem usar o Youtube.

Só isso já demonstra que, embora preservando a sua presunção de inocência até que se prove o contrário (quem pratica isso quando as delações visam a esquerda) há escassa sinceridade na fala da irmã de Aécio.

Por isso, foi mais um tiro pela culatra. Quem usou a mídia para gritar e xingar não tem autoridade moral para reclamar.

Ator rejeita papel de FHC e diz que filme da lava jato é propaganda tucana


247 - O filme sobre a operação Lava Jato "Polícia federal - A lei é para todos" voltou a ser criticado na imprensa. A película, que obteve de maneira ilegal imagens da condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu comentários negativos do ator da Globo Herson Capri.

Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, Herson Capri foi convidado para representar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no filme. E teria recusado o convite. "Publicamente, ele não fala sobre o assunto, em respeito aos colegas, profissionais que ele 'respeita muito, independentemente da posição política'. Mas, a um amigo, Capri disse que o filme é 'uma peça de propaganda do governo do PSDB, do Plano Real e do mandato do FH, visando a 2018'", diz Ancelmo Gois em sua coluna deste domingo, 2. 

Leia a nota: 

Contra o Plano Real? 

A produção do filme "Polícia Federal - Al lei é para todos", sobre a Lava Jato, convidou Herson Capri para o papel de FH. O artista recusou. Publicamente, ele não fala sobre o assunto, em respeito aos colegas, profissionais que ele "respeita muito, independentemente da posição política". Mas, a um amigo, Capri disse que o filme é "uma peça de propaganda do governo do PSDB, do Plano Real e do mandato do FH, visando a 2018".

O filme polêmico, que é financiado por um investidor de identidade não revelada, é alvo de críticas por todos os lados. Neste fim de semana, o diretor da revista Carta Capital, Mino Carta, apontou ilegalidades na produção do longa e disse que a obra é mais uma prova de que a lei não é para todos. "A que se destina a obra? Que papel se atribui a Lula ainda em julgamento baseado nas convicções do promotor Dallagnol, um dos heróis da película? Fácil imaginar que o ex-presidente venha a ser o vilão, de sorte a favorecer a convicção do pregador da guerra santa”, diz Mino Carta. “Estamos diante de um absurdo total, um acinte jurídico, para se somar a tantos deslizes e irregularidades cometidos na República de Curitiba”, afirma.

PSDB já não é o que foi nem sabe o que será


Blog do Josias
O PSDB vive uma crise de identidade. Tornou-se o pior tipo de ético —o tipo que não consegue enxergar a ética no espelho. Houve tempo em que o partido se vangloriava até de sua divisão interna. Cada arranca-rabo para a escolha de uma candidatura tucana era tratado como um marco civilizatório na vida política nacional. Dizia-se que uma disputa entre Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra só trazia vantagens, pois nenhuma outra legenda podia levar à vitrine contendores tão qualificados. Agora, o tucanato se esforça para medir não a qualificação dos seus pássaros, mas a quantidade de lama que cada um traz sobre a plumagem.
Até ontem, o PSDB apresentava-se como campeão da moralidade. E se atribuía o direito de denunciar os adversários como salteadores. Apanhados com a asa nas arcas da Odebrecht, os tucanos protegem-se alegando que caixa dois não é corrupção. Suprema ironia: na crise do mensalão, o tucanato achou que poderia sangrar Lula e varrer para baixo de sua hipocrisia a aliança do seu presidente, Eduardo Azeredo, com Marcos Valério. Na era do petrolão, o ninho acha natural ecoar o lero-lero da verba “não-contabilizada” do tesoureiro petista Delúbio Soares. Mandou a credibilidade para o beleléu.
Nas pegadas da derrota apertada de Aécio Neves em 2014, o PSDB foi ao Tribunal Superior Eleitoral. Acusou a coligação adversária de prevalecer na base do abuso do poder político e, sobretudo, econômico. Pedia, então, a cassação da chapa Dilma—Temer e a posse da chapa Aécio—Aloysio Nunes, segunda colocada. O tempo passou. Sobreveio o impeachment. Tucanos viraram ministros. E o PSDB pede ao TSE que condene Dilma à inelegibilidade, mas livre Temer da guilhotina. Sustenta que o dinheiro sujo que bancou a continuidade de madame não contaminou a reeleição do seu substituto constitucional. O tucanato perdeu o nexo.
Sem ética, sem credibilidade e sem nexo, o PSDB já não é o que foi —ou imaginava ser. E ainda não sabe o que será. Deve doer em Aécio, Alckmin e Serra a ideia de encenar o papel de políticos que fazem pose de limpinhos numa peça imunda. Meteram-se num enredo em que a personagem principal é a Odebrecht e cujo epílogo é uma candidatura presidencial do prefeito João Dória fazendo cara de nojo e alardeando na televisão que é um empresário, não um político.

Lula versus Doria?

Leonardo Attuch-do Blog 247

Há menos de 100 dias na prefeitura de São Paulo, o tucano João Doria já é o plano A da direita brasileira para a próxima disputa presidencial. O motivo é o desgaste dos três principais caciques do PSDB, alvejados por denúncias da Lava Jato. Segundo uma pesquisa Ipsos, divulgada na última quinta-feira, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é rejeitado por 74% dos brasileiros, enquanto o senador José Serra (PSDB-SP) é reprovado por 70% e o governador Geraldo Alckmin por 67%. Ao que tudo indica, os três são alvos de pedidos de inquéritos na chamada "lista de Janot".

Doria, por sua vez, foi aprovado por 70% dos paulistanos numa outra pesquisa e tem conseguido se manter em evidência com seu marketing frenético nas redes sociais. Não há dia em que ele não crie um motivo para estar presente no noticiário, seja se fantasiando, seja falando mal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou simplesmente batendo boca com manifestantes, como ocorreu na semana passada. Além disso, como é neófito na política, ele passa ao largo dos esquemas das empreiteiras.

No campo oposto, Lula teria presença quase garantida num eventual segundo turno, porque, a despeito de todas as denúncias que sofre, ainda desperta em boa parte do povo brasileiro a memória de um tempo feliz, em que praticamente todos tinham emprego, o Brasil era admirado no mundo e empresários e trabalhadores progrediam. Uma prova de sua força ocorreu recentemente em Monteiro, na Paraíba, onde conseguiu reunir milhares de pessoas para a "inauguração popular" da transposição do São Francisco.

Contra Lula, pesa o risco de uma eventual inabilitação judicial, mas uma manobra dessa natureza seria extremamente arriscada num país de credibilidade corroída como é o Brasil dos dias atuais. Como disse Nelson Jobim, que presidiu o Supremo Tribunal Federal, se a elite brasileira excluísse Lula do jogo por medo de perder as eleições estaria agindo como os militares.

Em paralelo, outros nomes desidrataram. Marina Silva, que teve bom desempenho na última disputa presidencial, dá a aparência de se manter hibernando. Até agora, ela não se pronunciou sobre temas polêmicos, que interessam a milhões de brasileiros, como a reforma da Previdência e a terceirização. O mesmo pode ser dito de Joaquim Barbosa, que, aparentemente, arquivou um eventual projeto presidencial. E Ciro Gomes parece tentar repetir Eduardo Campos, com o discurso de que é necessário quebrar a polarização PT-PSDB. Jair Bolsonaro, por sua vez, enfrentaria forte resistência da intelectualidade brasileira e do establishment político e econômico.

Portanto, nas condições atuais, o cenário que se desenha é de uma disputa entre Lula e Doria, sem nenhuma "terceira via" com capacidade para furar o bloqueio. Uma eleição que, de certa forma, poderá ser parecida com a de 1989, a primeira pós-redemocratização, em que Lula e Fernando Collor se enfrentaram.

Aécio Neves, o novo alvo de uma “delação” do consórcio Lava Jato/mídia


MIGUEL DO ROSÁRIO
Miguel do Rosário é editor do Cafezinho


Eu não acredito em Aécio Neves. Não gosto de Aécio Neves. Ele e seu grupo ajudaram a patrocinar, desde o início, o jogo sujo do golpe, que abusou desse mecanismo sórdido de prisões cautelares (usadas como forma de tortura), vazamentos seletivos, delações forjadas e todo o tipo de atropelo do processo penal.

Era de se esperar, porém, que a “máquina de lama”, um dia, se voltasse para alguns de seus criadores. Afinal, como diria Jucá, “quem não conhece os esquemas do Aécio”?

Mesmo assim, eu não quero entrar nessa onda.

Não concordo com a delação premiada. Para mim, é uma excrescência do direito. É uma excrescência já em sua pátria de origem, os EUA. Lá, porém, a arquitetura institucional que controla da delação premiada é bem diferente. No Brasil, virou uma bagunça.

Com os executivos da Odebrecht, o jogo foi brutal e sórdido demais para que mereça, de minha parte, qualquer contemplação.

Deturpando ainda mais o instituto de delação, o Ministério Público usou uma brecha na lei para aplicar penas de prisão sem recurso ao judiciário. A Odebrecht foi entregue ao controle do governo americano, que agora terá um funcionário seu dentro daquela que já foi a maior empresa de engenharia da América Latina.

Possivelmente nem a inquisição chegou tão longe.

Tudo em troca de delações que interessavam à construção narrativa da Lava Jato, uma operação de grande envergadura que ultrapassou as fronteiras do Brasil e já começou a desestabilizar vários países da América Latina.

Por coerência, eu publico abaixo a defesa do senador Aécio Neves. Não por acreditar nele, mas por não confiar nos métodos usados pela Lava Jato, cujos resultados estamos vendo aí no Brasil: o desmantelamento total do Estado brasileiro.

Cada dia que passa, o Brasil perde mais dinheiro – com juros, entrega de patrimônio público, desemprego, atraso em obras de infra-estrutura, suspensão de políticas de crédito – do que os desvios apurados pela Lava Jato, na soma de todos esses anos.

A capa da Veja desta última semana é mais uma óbvia e previsível operação de Relações Públicas da Lava Jato.

O núcleo da direita brasileira hoje não está no PSDB, e sim na Lava Jato. Há manifestações em prol da Lava Jato e não em prol do PSDB.

Em Davos, o procurador-geral da república, encheu a boca para afirmar que “a Lava Jato é pró-mercado”. Foi uma maneira pouco sutil de assegurar que a Lava Jato é mais realista que o rei. É mais tucana que o PSDB.

Essa é a explicação para aqueles que dizem “não entender” qual o jogo da Veja ao mirar em Aécio Neves. A Veja continua a mesma de sempre. Ela permanece fiel ao núcleo do poder tucano, que está na Lava Jato, não no PSDB.

O PSDB carrega o estigma do financiamento eleitoral, dos acertos com empresários, da política, enfim. A Lava Jato, não.

A Lava Jato não precisa se humilhar diante de nenhum empresário para financiar campanhas eleitorais, nem convencer nenhum eleitor de que ela será útil e positiva à economia.

A Lava Jato tem acesso aos recursos quase ilimitados do Tesouro e seu poder passa ao largo do eleitorado.

A Lava Jato tem dinheiro, mídia, salário garantido para seus operadores, passagens e estadias pagas pelo Estado, para viajar para qualquer lugar do mundo.

O espírito autoritário se identifica muito mais com o consórcio formado por judiciário e da mídia, do que com as vicissitudes mais ou menos sujas, porém democráticas, dos políticos tucanos.

Ao fazer “concessões” à Lava Jato e à Veja apenas porque ela avança contra políticos tucanos, a esquerda morde a isca, lançada pela Lava Jato, para levar adiante seus arbítrios.

Se a Justiça quisesse investigar Aécio, não precisava de nenhuma “delação premiada”. Há inúmeras denúncias e delatores não-premiados contra Aécio Neves. A lista de Furnas está aí, cheia de documentos, que deveriam ser melhor investigados.

Sobre conta no exterior, não faz sentido divulgar uma delação sem antes confirmar a sua existência.

O PSB precisa ter fair play

* Silvio Costa
O PSB precisa ter mais fair play. Em função da grande turbulência em sua gestão estadual, detectada pela pesquisa do Instituto Maurício de Nassau, o PSB encaminha a jato uma nota à imprensa agredindo o instituto de pesquisas e as oposições de Pernambuco. Na verdade, o PSB deveria ter humildade e reconhecer que a maior das suas agressões é este "desgoverno" de Paulo Câmara.
Em 500 anos de história de Pernambuco, Paulo Câmara é o seu pior governante. Aliás, ontem, no programa Resenha Política, da TV JC , disse que Paulo Câmara sequer seria candidato à reeleição. Tenho dito em todas as cidade que visito, em Pernambuco, e repeti isso no último evento político do qual participei em Ipojuca, que Paulo Câmara faz o pior governo da história.
Agora, está provado porque Paulo Câmara não foi fazer comício em Ipojuca, na atual campanha de eleição municipal. Sugiro ao PSB que se acalme e procure explicar ao povo de Pernambuco tamanha rejeição e descaso da administração estadual. O povo pernambucano está respondendo a quem o maltrata. 
* Deputado federal pelo PTdoB

Corrupção: STJ prorroga prisão de conselheiros do TCE


O Globo - Jailton de Carvalho
O ministro Felix Fisher, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a prorrogação da prisão provisória dos cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro presos na última quarta-feira, acusados de receber suborno para fazer vistas grossas em obras e contratos de empreiteiras com o governo estadual.
A prorrogação da prisão foi pedida pelo vice-procurador-geral da República, José Bonifácio de Andrada, que está à frente do caso. Para o vice-procurador-geral, a permanência dos conselheiros na cadeia é essencial para o avanço das investigações.
O prazo da primeira prisão temporária decretada por Fisher termina amanhã (domingo). Com a nova ordem, os conselheiros podem ficar presos até a próxima sexta. Não está descartada, no entanto, a conversão da prisão temporária em preventiva dada a gravidade e a complexidade das acusações de corrupção que pesam contra os conselheiros.


Temer e Meirelles estão perdidos

Janio de Freiras - Folha de S.Paulo
Nem a complacência interessada com que o poder econômico e a imprensa/TV tratam Michel Temer –conduta que serve proteção para um lado e ilusão para o outro– consegue escapar desta realidade deprimente: Temer e Henrique Meirelles estão aturdidos, perdidos no emaranhado de suas afirma- ções e logo recuos, incapazes tanto de fazer quanto de simplesmente compreender.

E a verdade daí decorrente é que, em dez meses, a situação do Brasil só se agravou, arrastando nesse despenhadeiro todos os não dotados de recursos fartos. Sob o domínio da incompetência e da perplexidade, o Brasil sufoca.
Em um só dia, o já estigmatizado 31 de março, as páginas iniciais nos sites dos principais jornais e do UOL davam, com diferentes níveis de exibição, estas informações: "Corte orçamentário atinge transporte, habitação e defesa". O governo superestimou as receitas, prática que dizia repelir, daí resultando um rombo de R$ 58,2 bilhões nas suas contas. Como remendo, já em março Meirelles achou necessário o corte de mais de R$ 42 bilhões nos investimentos do governo. Só as obras do PAC perderão mais de R$ 10 bilhões. Os investimentos do governo são, historicamente, o que ativa a economia. Logo, o corte é contrário à recuperação econômica.
Outra: "Contas públicas têm pior resultado para fevereiro em 16 anos", ou desde que começado esse registro em 2001. A despesa do governo no menor mês foi R$ 23,5 bilhões maior do que a receita.
Mais: "PIB recua 3,6% em 2016". É o país empobrecendo. Meirelles propalou, nos primeiros meses do governo Temer, que antes do fim do ano (2016) a recuperação econômica já estaria em curso. Com o corresponde resultado no PIB. As previsões vieram caindo em voz baixa. E o resultado real é o desas- tre noticiado.
Ainda: "Governo Temer é aprovado por 10%" (pesquisa CNI/Ibope, que em dezembro indicava 13%). Aquele número reflete o tamanho da legitimidade com que Michel Temer se põe a agravar as distorções da Previdência. E reduzir ainda mais o valor do trabalho, com a terceirização indiscriminada.
Para encurtar, por desnecessidade de mais: "Brasil tem 13,5 milhões sem emprego e a economia continua em retração". Esses milhões são o cálculo do IBGE para os que procuraram emprego. Incluídos os que desistiram de procurá-lo ou não chegaram a fazê-lo, há estimativas que vão a 20 milhões. Se "a economia continua em retração", a probabilidade de desemprego é crescente. E suas consequências, idem.
É o Brasil de Michel Temer em poucas linhas. O governante dos recuos empurrando o país para a calamidade.
Em tal situação, disseminar notícias precipitadas de êxitos governamentais é mais do que fantasiar incertezas. O governo não se entende com a economia e não é verdade que se entenda com o Congresso, a menos que sucessivos recuos não sejam apenas fal- ta de entendimento, de avaliação e competência. E de moralida- de, com tantos símbolos da corrupção revigorados nos cargos ministeriais e palacianos recebidos de Michel Temer.
Na história brasileira, não há nada semelhante a esse governo que perde, em sua média, um figurão por mês, levado por acusação de improbidade (em um caso, por tê-la encontrado dentro do palácio presidencial).
Devastado pelos bandoleiros dos subornos, negociatas, desfalques, e estelionatos com nome de "sobras de campanha", este país agora está sofre a ameaça de ser destroçado por um governo de ineptos, protegido em troca de alguns retrocessos de legislação.