domingo, 1 de abril de 2018

Jucati é a cidade pernambucana com melhor desempenho em alfabetização

Do JC
Avaliação Nacional de Alfabetização revelou que 95% dos alunos foram bem em escrita e 86% em escrita

Em Jucati, crianças tiveram bom desempenho em leitura e escrita
Foto: Diego Nigro / JC Imagem


Jucati, no Agreste Meridional, a 213 quilômetros do Recife, é a cidade pernambucana que mais se destaca na alfabetização dos estudantes. Chama a atenção o desempenho do município, que tem cerca de 11 mil habitantes, na Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), realizada pelo Ministério da Educação (MEC). Nove de cada 10 crianças tiveram aprendizado adequado em leitura e oito em escrita. Bem contrastante com o resultado do Estado, onde sete em cada grupo de 10 alunos ficaram nos níveis insuficientes de leitura e cinco em escrita.

A continuidade da gestão é uma das justificativas apontadas pela secretária municipal de Educação, Eliza Lúcio, para a boa performance. Ela comanda a pasta há 17 anos. Assumiu em 2001 e está na sexta gestão. “No início, encontramos uma rede não muito articulada. Investimos na formação dos professores, acabamos com as turmas multisseriadas, melhoramos o transporte escolar, antes feito em caminhões e que desde 2011 passou a ser em ônibus”, enumera, ressaltando a importância do trabalho em equipe.

Segundo a ANA, aplicada em 2016, 95,18% dos alunos de Jucati estão nos dois melhores níveis de leitura (considerados adequado ou desejável) e 86,3% em escrita. No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), outro indicador de qualidade calculado pelo MEC, o município ficou, em 2015, com média 6 nos anos iniciais do ensino fundamental (a meta era chegar a 4,8 somente em 2021) e 4,9 nas séries finais (a meta para 2021 era 4,5).

Maria Raquel Costa, 14 anos, está no 9º ano da Escola Municipal Albino Moreira, no Centro. Ganhou, ano passado, o concurso Aluno Nota 10. A Secretaria de Educação escolhe o melhor estudante de cada série e dá prêmios a eles. São observados notas, frequência, participação e comportamento. “Moro em um sítio, na zona rural de Capoeiras (município vizinho de Jucati). Sempre ouvi falar bem da educação em Jucati. Em 2017 vim estudar na cidade. Gosto muito. E fiquei feliz em ter sido a aluna nota 10”, comenta Raquel.

NOTA BAIXA

Em Iati, na mesma região, não há motivo para comemorações. De acordo com a ANA, a cidade ocupa o primeiro lugar no ranking de pior desempenho em leitura do Estado. Lá, 84,49% dos alunos do 3º ano do ensino fundamental ficaram com resultado insatisfatório. Em escrita, o município é o terceiro mais fraco: 60,23% dos estudantes estão nos três níveis insatisfatórios da avaliação. Em primeiro e segundo lugares aparecem, respectivamente, Lajedo (65,13%) e Lagoa do Ouro (62,28%).


A Escola Municipal Lourenço Pereira de Albuquerque, no povoado Tancredo Neves, a seis quilômetros do Centro, é o exemplo do improviso. O prédio não dispõe de energia elétrica. Funciona por meio de uma gambiarra, puxada do poste que fica em frente ao imóvel. A unidade foi inaugurada em 2014 sem estar concluída. Os 369 alunos da educação infantil ao 9º ano do fundamental sofrem com banheiros inacabados e salas sem portas.

“O pior é que não podemos mexer em nada, por determinação da Justiça. Houve mau uso do dinheiro público na gestão anterior e por isso estamos bloqueados junto ao MEC. A Creche Eulália Monteiro também foi construída mas nunca, inaugurada”, explica o secretário de Educação de Iati, Paulo Lins. Ciente da necessidade de investir na educação municipal, ele propôs, ano passado, a implantação do Pacto pela Educação de Iati.

O cenário observado na creche é o retrato do desperdício. Colchões mofados, máquinas de lavar encaixotadas, cadeirões para alimentar bebês empilhados, salas vazias, brinquedos quebrados. O investimento da União foi de R$ 1,1 milhão. “É humilhante ver isso tudo se estragando. Ter uma creche na rua de casa e não funcionar. Levamos as crianças no sol para um prédio distante e sem estrutura”, lamenta a agricultora Quitéria da Conceição, 42, que cria um neto de 4 anos.

Em Garanhuns, uma das ações para melhorar os indicadores de alfabetização é oferecer aulas no contraturno para crianças com dificuldade no aprendizado. A professora Edja Leite é uma das responsáveis pela atividade na Escola Municipal São Francisco de Assis. “Tenho alunos do 3º ano sem saber o alfabeto”, conta. A cidade, segundo a ANA, tem 72,75% de alunos com desempenho ruim em leitura e 54,83% em escrita.
DESEMPENHO NO AGRESTE MERIDIONAL

Segundo a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), veja as cinco cidades com melhores e piores desempenho em leitura e escrita entre as 26 que compõem o Agreste Meridional pernambucano

Leitura

Melhores
1º – Jucati 
2º – Tupanatinga 
3º – Saloá 
4º – Paranatama
5º – Terezinha

Piores 
1º – Iati 
2º – Palmerina 
3º – Pedra 
4º – Águas Belas
5º – Correntes

Escrita

Melhores
1º – Jucati 
2º – Tupanatinga
3º – Paranatama 
4º – Jupi 
5º – Itaíba

Piores 
1º – Lajedo 
2º – Lagoa do Ouro 
3º – Iati 
4º – Pedra 
5º – Corrente

Prisões foram políticas, tanto que soltaram asseclas de Temer


POR FERNANDO BRITO no Tijolaço

As “alongadas prisões de Curitiba”, termo que Gilmar Mendes usou para referir-se ao “deixa em cana até abrir o bico” que o delegado, digo, o juiz Sérgio Moro consagrou, ganharam uma irmã mais nova: as “alongadas conduções coercitivas” com que Luís Roberto Barroso e Raquel Dodge brindaram os “laranjas” de Michel Temer, driblando a decisão que as proibiu como “método” de investigação,

Ainda que o igualmente autoritário “aos costumes, Taborda” – como zombava o personagem de Jô Soares – seja menos gravoso que enjaular um sujeito durante meses, até que delate, a maior prova de que foi o proibido o que se fez foi a decisão, pedida pela PGR e prontamente acolhida por Barroso, de soltá-los na noite de ontem, antes mesmo de passados os cinco dias de prazo das prisões temporárias.

Se o objetivo fosse colher os depoimentos, apenas, bastaria aplicar a prisão preventiva prevista no Art.366 e 312 do Código de Processo Penal, no caso de recusa a depor.

Era outra a motivação, está claro: conseguir a repercussão político-midiática que se obteve. Fosse o simples risco de destruição de provas – e de um caso que tem um ano desde que divulgado! – não estariam José Yunes, o Coronel Lima, o empresário Antônio Grecco e os demais penduricalhos na tal “Operação Skala” livres para, em lugar do almoço de Páscoa, queimarem papéis não recolhidos na busca e apreensão?

Como ocorreu com os empreiteiros, na Lava Jato, escolheram personagens desprezíveis, matéria-prima pronta para a execração pública e, por consequência, para a promoção dos “prendedores”.

O processo judicial tornou-se uma peça de propaganda, de disputa do “mercado” da opinião pública.

E o Judiciário, com seus departamentos PF e MP, virou um partido político da pior espécie: o que se impõe prendendo pessoas e arrebentando reputações.

Mesmo as já em frangalhos, como a de Michel Temer

Primeiro de abril!


Por Ricardo Miranda no Blog Os Divergentes

Foto Orlando Brito

A história sobre o movimento que depôs o presidente João Goulart em 1964 tem diversas versões. Nesses 54 anos após o acontecido, historiadores ainda mantém como data-padrão para o golpe o dia 31 de março. Como as movimentações militares começaram na madrugada em que raiaria o dia 1° de abril de 1964, quando finalmente o país acordaria para o novo regime, sempre adotei o Dia da Mentira para o início da ditadura, o momento em que se quebraria a primeira esquina política, com o Congresso declarando vaga a Presidência e empossando Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara. Historiadores apontam que o termo correto para o episódio seria “Ditadura civil-militar”, já que uma parcela da sociedade apoiou o golpe. Logo depois viriam os generais presidentes Castello, Costa e Silva, a Junta Militar, Médici, Geisel e Figueiredo. Quem implantou a ditadura quis fugir das piadas, que chamassem de regime da mentira. Infelizmente, não foi uma mentira. Os custos são sentidos até hoje. Inclusive na qualidade da nossa classe política.
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Hoje vemos saudosos da ditadura, a maioria sem tê-la conhecido – nem mesmo como curiosidade nos livros de história. Uma geração sem uma ideologia clara, mas com muita raiva. De tudo o que é diferente. Quem viveu os anos de chumbo, mesmo eu que nasci dentro deles – aprendi dentro de casa, especialmente com a consciência política do meu pai, a entender o que acontecia naqueles tempos sombrios -, tem dificuldades de entender como seres humanos aparentemente normais podem defender a volta de um período de exceção, de medo, de arbitrariedade, de perseguição, de censura, de torturas e desaparecimentos. De um falso progresso, de um crescimento com endividamento externo colossal, de um milagre sem igualdade social, concentrando a renda nas elites agrárias e nas burguesias urbanas. Mas, “se você parar pra pensar”, como diria Renato Russo, na verdade não há paradoxo. Essas pessoas não disfarçam seus preconceitos e sandices, robotizadas pelos holofotes das redes sociais.

Tempos loucos esses, em que um capitão reformado do Exército, que já planejou ataques terroristas, lidera pesquisas de intenção de voto para presidente, expurgado, claro, o ex-presidente metalúrgico que luta na Justiça para concorrer a um terceiro mandato. Bolsonaro, se você não sabe, iria explodir bombas em quartéis do Exército e em outros locais do Rio de Janeiro, como na principal adutora de água da capital fluminense, para demonstrar insatisfação sobre índice de reajuste salarial do Exército. Ele mesmo admitiu ao Superior Tribunal Militar, segundo documentos obtidos pela Folha de S. Paulo, ter cometido atos de indisciplina e deslealdade para com os seus superiores no Exército. Bolsonaro, renovado pela democracia, parece não entender que só é candidato – e tem esse direito – porque vivemos uma democracia. Na ditadura, seria escorraçado.

E 54 anos depois, vemos, agendados, em vários estados e com apoio inclusive de membros de alta patente do Exército, atos comemorativos em alusão ao golpe de 31 de março. Assim, vivemos em um país onde vestir verde e amarelo, como nos tempos do ‘ame-o ou deixe-o’, virou um patriotismo fake, histérico, grotesco. Onde patos, e agora sapos, foram retirados das fábulas infantis e apropriados pela elite industrial. Um país onde, a sete meses das eleições, espalham-se notinhas sugerindo que elas podem não ocorrer devido ao “agravamento do quadro de tensão polícia no país”. Como se adiar eleições, de novo, fosse um fato corriqueiro. Que país é esse, 54 anos depois do golpe? O que resta da ditadura? Pode-se dizer que a transição para a democracia continua em andamento? Ou vivemos um impasse? O importante é aprender com a história e não esquecer.

Central e Náutico fazem final inédita do Campeonato Pernambucano

Do JC
Primeira partida da decisão acontece neste domingo (1/4), às 16h, no estádio Luiz Lacerda

Central foi o único time a vencer o Náutico no Pernambucano
Foto: Léo Lemos/ Náutico
Filipe Farias

Uma final inédita. Na 104ª edição do Pernambucano, Central e Náutico se encontram pela primeira vez para saber quem será o grande campeão do Estadual. A primeira partida da decisão acontece neste domingo (1/4), às 16h, no Luiz Lacerda, em Caruaru. De um lado, a Patativa, que nunca chegou à uma final do certame em seus 99 anos de fundação; do outro, o Timbu, que não conquista um título desde 2004.

Apesar de ser um duelo capital x interior, as duas equipes chegam à final com números bem semelhantes. Na primeira fase, ambas terminaram empatadas com 19 pontos, com o Náutico levando vantagem no saldo de gols. Nas quartas de final, o Central venceu o América por 3x2, enquanto os alvirrubros passaram pelo Afogados por 1x0. Nas semifinais os placares se inverteram. Enquanto a Patativa bateu o Sport por 1x0, o Timbu suou para derrotar o Salgueiro por 3x2.


Diante de tanto equilíbrio e regularidade ao longo da competição, o técnico Mauro Fernandes não acredita que algum dos dois times chegue com vantagem à final. “Não tem favorito. Até mesmo pelas campanhas de ambos percebe-se que foram muito iguais. As duas equipes fizeram por merecer, apresentaram o melhor futebol ao longo da competição e, por isso, são as finalistas".



O time centralino se torna um adversário bastante perigoso para o Náutico por ter sido o único que conseguiu vencer os alvirrubros: 3x0 na 2ª rodada da primeira fase. “Aquela derrota que sofremos foi com “D” maiúsculo. Então, isso por si só já mostra a dificuldade que será o jogo contra o Central. Estão na decisão as duas equipes que fizeram as melhores campanhas. Eles estão invictos em casa e nós também. Acredito que serão dois jogos equilibrados. Não vamos pra lá (Caruaru) só para se defender, mas precisamos de um jogo consistente para construir uma situação que nos dê mais tranquilidade no jogo de volta”, frisou Roberto Fernandes.

Se ao longo do campeonato, Central e Náutico trilharam caminhos bem semelhantes, ao longo do primeiro semestre a situação já foi diferente. Enquanto a Patativa só tinha o Estadual para focar, o Timbu teve de se desdobrar em três competições (Nordestão, Copa do Brasil e Pernambucano). Além de chegar relativamente mais inteiro, os caruaruenses mantiveram a mesma formação ao longo da competição. “Não tivemos problemas de contusão e conseguimos manter o mesmo time desde a primeira rodada, aumentando o entrosamento. Os jogadores estão unidos e o nosso sucesso é o próprio conjunto”, explicou Mauro, que só tem uma dúvida para escalar sua equipe: o volante Douglas Carioca sentiu o tornozelo e virou dúvida. Caso não jogue, Graxa entra em seu lugar.

Pelo lado alvirrubro, Roberto não adiantou a escalação do Timbu, mas deu alguns indícios. “O Náutico tem problemas para essa final. Não vou antecipar nada para o adversário. Temos dois desfalques de atletas que foram titulares a temporada inteira”, deixou no ar. Os prováveis nomes são: o zagueiro Breno Calixto e o lateral-esquerdo Kevin.

TORCIDAS

Foram disponibilizados 14.600 ingressos para o confronto de hoje. Destes, 2.500 serão de gratuidades. A torcida da Patativa teve até ontem para comprar os bilhetes por R$ 30. Os que comprarem hoje terão que pagar R$ 50, mesmo valor aplicado à torcida do Náutico.

A torcida alvirrubra terá que entrar no Lacerdão pelo portão 5, que fica na rua Professor José Leão. Ficará na arquibancada do tobogã. Já os centralinos terão todo o resto do estádio à disposição. Podem entrar pelas ruas Campos Sales e São Paulo (portões 9, 7 e 8), além da Avenida Agamenon Magalhães (entradas 1 e 2).

Ficha do jogo:

CENTRAL: França; Dudu Gago, Vitão, Danilo Quipapá e Charles; Eduardo Erê, Douglas Carioca (Graxa), Fernando Pires e Júnior Lemos; Leandro Costa e Itacaré. Técnico: Mauro Fernandes. Esquema: 4-4-2.

NÁUTICO: Bruno; Thiago Ennes, Camacho, Camutanga e Gabriel Araújo; Negretti, Júnior Timbó e Wallace Pernambucano; Robinho, Ortigoza e Rafael Assis. Técnico: Roberto Fernandes. Esquema: 4-3-3.

Local: Estádio Luiz Lacerda, em Caruaru (PE). Horário: 16h. Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez. Assistentes: Clóvis Amaral da Silva e Francisco Chaves Bezerra Júnior. Ingressos: de R$ 15,00 a R$ 60,00.

Amigos de Temer presos são soltos e voltam para casa

Após decisão de Barroso, presos na Operação Skala são soltos em São Paulo
Eles estavam presos na sede da Polícia Federal em SP. Ministro do Supremo Tribunal Federal acolheu pedido da PGR, que apontou que objetivo das prisões já havia sido cumprido.

G1 São Paulo
Foram soltos neste sábado (31) em São Paulo nove presos na Operação Skala. A libertação se deu após decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os presos estavam dois amigos do presidente Michel Temer – o advogado José Yunes, ex-assessor especial da Presidência da República, e João Baptista Lima Filho, ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo.
Nove dos presos estavam desde quinta-feira (29) na sede da PF em São Paulo (veja a relação abaixo) e uma no Rio, Celina Torrealba.
Deixaram às 23h50 deste sábado a prisão na sede da PF em São Paulo após o ministro Barroso expedir o alvará de soltura:
  • José Yunes, advogado, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer;
  • Antônio Celso Grecco, empresário, dono da empresa Rodrimar;
  • João Batista Lima, ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo e amigo de Temer;
  • Wagner Rossi, ex-deputado, ex-ministro e ex-presidente da estatal Codesp;
  • Milton Ortolan, auxiliar de Wagner Rossi;
  • Eduardo Luiz de Brito Neves, proprietário da MHA Engenharia;
  • Maria Eloisa Adensohn Brito Neves, sócia nas empresas MHA Engenharia e Argeplan;
  • Carlos Alberto Costa, sócio fundador da Argeplan e ex-sócio da AF Consult Brasil;
  • Carlos Alberto Costa Filho, sócio da AF Consult Brasil
Os presos em São Paulo saíram juntos. Eles abriram mão de fazer o exame de corpo de delito para poderem ser liberados mais rapidamente. O único a falar com a imprensa foi o ex-deputado e ex-ministro Wagner Rossi. Ele disse que tudo estava esclarecido e a prisão não fazia sentido.
A operação foi deflagrada dentro do inquérito que investiga se empresas do setor portuário, em especial a Rodrimar, pagaram propina para serem beneficiadas com um decreto presidencial assinado por Temer. O presidente nega qualquer irregularidade no decreto.
As prisões temporárias dos alvos da operação terminariam na próxima segunda-feira (2), mas, já neste sábado, a Procuradoria Geral da República enviou a Barroso um pedido para que as prisões fossem revogadas.
No pedido, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou que o objetivo das prisões, de instruir as investigações em curso, já havia sido cumprido.
Ela explicou no pedido que todos os mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos, exceto as prisões de três sócios do Grupo Libra – Rodrigo Borges Torrealba, Ana Carolina Borges Torrealba Affonso e Gonçalo Borges Torrealba –, que estavam no exterior, "mas dispostos a se apresentarem à autoridade policial tão logo retornem".
"Desse modo, tendo as medidas de natureza cautelar alcançado sua finalidade, não subsiste fundamento legal para a manutenção das medidas, impondo-se o acolhimento da manifestação da Procuradoria-Geral da República. [...] Revogo as prisões temporárias decretadas nestes autos. Expeçam-se, com urgência, os respectivos alvarás para que se possa proceder à imediata soltura", disse Barroso na decisão.

sábado, 31 de março de 2018

Apac emite alerta de chuva forte para a Zona da Mata Sul neste sábado



Segundo o monitoramento pluviométrico da Apac, Rio Formoso é o município com maior acúmulo de chuvas nas últimas 24h

Chuvas na estrada de Tamandaré
Foto: Cortesia

Do JC Online

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu na madrugada deste sábado (31) um alerta de chuvas fortes para os municípios da Zona da Mata Sul. Segundo a previsão, a região pernambucana pode ter níveis pluviométricos de intensidade moderada a forte ao longo do dia.


De acordo com o monitoramento da Apac, as regiões com maior acúmulo de chuvas nas últimas 24 horas são de municípios da Mata Sul do estado: Rio Formoso acumula 65,11mm no Centro e 57,68mm no Assentamento Minguito; Tamandaré acumula 58,16mm; Sirinhaém, 55,11mm na região da Compesa e 48,04mm no Centro; e em São José da Coroa Grande houve um acúmulo de 48,81mm.

RMR

No Grande Recife, a região com maior acúmulo de chuvas é no bairro de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, com 30,80mm.

Previsão

Segundo a previsão do tempo da Apac para este sábado, chuvas de intensidade fraca irão cair no período da manhã e da noite na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata Norte, enquanto a Mata Sul segue em alerta de chuvas fortes.

No Agreste a previsão é de céu nublado, mas sem chuvas ao longo do dia e no Sertão é de pancadas de chuvas com intensidade fraca no período da noite

Novo gerador garante conservação de vacinas para municípios do Agreste

A Gerência Regional de Saúde ( V GERES), sediada em Garanhuns, foi contemplada pela Secretaria Estadual de Saúde com um novo gerador para o setor de vacinas, do Programa Nacional de Imunização, que atende 21 municípios do Agreste Meridional.

Segundo a gestora regional de saúde, Catarina Tenório, o gerador é fundamental para garantir o suprimento emergencial de energia elétrica. "Não podemos prescindir de energia elétrica para o funcionamento dos equipamentos de maneira contínua. Com este novo gerador, investimento do Governo do Estado, estamos garantindo a conservação dos Imunobiológicos entre 2° C a 8° C positivos, sem preocupação de queda da rede de energia elétrica", explica a gestora.

O investimento é do Fundo Estadual de Saúde de Pernambuco. O motor do gerador tem potência de 71cv, movido à diesel, com capacidade para 200L, que gera 55KVA, em frequência de 60hz, e já está em funcionamento.

Mamar em onça


Por Luis Jorge Natal no Blog Os Divergentes

Jair Bolsonaro com militares no Congresso. Foto Orlando Brito

Não, o Jair Bolsonaro não é candidato a presidente da República porque é das Forças Armadas. Existe uma parcela minoritária do eleitorado que tem saudades da ditadura militar; outra não viveu essa época, mas acredita em relatos edulcorados de quem louva o regime autoritário. Soma-se a essa saudade, misturada com ignorância, a raiva que a população hoje devota à classe política. O sentimento é este, mais do que desprezo. E é muito perigoso, já que provoca a total cegueira política. Os jovens e desinformados devem aprender que, na ditadura, também houve corrupção, contrabando, tráfico de drogas, má gestão e políticas públicas danosas aos cofres públicos. E devem saber também que havia tortura, assassinatos, desaparecimentos e uma censura total aos meios de comunicação.
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Os saudosistas que apoiam esta candidatura maluca omitem um fato importante: ele só é candidato porque vivemos numa democracia. No regime militar, as escolhas eram feitas pelos comandantes – generais, almirantes e brigadeiros. Nenhum subalterno era ouvido. Ora, um capitão, como é o caso, seria, no máximo, um ajudante de ordens, um carregador de pasta, um abridor de portas. General nenhum daria cabimento a um capitão; é assim na hierarquizada rotina da caserna.

Então, está claro que a candidatura só é possível por causa da democracia. Ele não está disputando por ser militar, mas por ser deputado. É assim que é. Deputado há 28 anos, isso mesmo: 28 anos. Sempre eleito com o discurso belicista de extermínio da bandidagem. Ora, ele é representante de um Estado, o Rio de Janeiro, onde a marginalidade é mais ostensiva, ocupa o vácuo deixado por governos corruptos e ineptos. Apurem, vejam quantos desses governantes, alguns presos, contaram com o apoio do deputado. O sujeito não sabe cuidar da sujeira no próprio quintal e quer ensinar a limpar a casa inteira. Onde ele estava enquanto o Estado era saqueado? Nada sabe, nada viu? É, no mínimo, incompetência. Não há, nas propostas do candidato, nada parecido com o humanismo ou a preocupação com o próximo. Tudo nele representa atentados aos marcos civilizatórios.

Como cidadão, em pleno exercício dos direitos políticos, pode ser candidato. Mas só o é porque vivemos numa democracia, que não pode correr riscos por parte de quem não a defende. E saibam: ele não é o candidato das Forças Armadas. Representa a si e a minoritárias forças reacionárias, retrógradas e protofascistas. É candidato porque tem verba de gabinete, auxílio-moradia e passagens pagas. É candidato porque deixou a carreira militar pela metade para ser deputado, repita-se, há 28 anos. Exerce o mandato num ambiente que permite divergências, o contraditório, para louvar a barbárie, a tortura.

Por mais críticas que a política mereça, não há solução pacífica fora dela. E é por isso que o deputado tem que ser derrotado. A transparência política tem que servir como luz do sol para mostrar quem ele é o que e representa. É importante também destacar que essa candidatura não pode ser o escoadouro das insatisfações, frustrações, decepções e raiva dedicadas ao ex-presidente Lula e ao PT. Derrotar o deputado é preservar a democracia. Só o voto pode evitar a eclosão dos ovos da serpente.

Bolsonaro perde para Lula 1º e 2º confrontos de 2018



Do Blog da Cidadania

Nas eleições deste ano, o líder da verdadeira social-democracia brasileira, Lula, irá se confrontar eleitoralmente com o líder da extrema-direita, Jair Bolsonaro. Direta ou indiretamente. Ou seja: se Lula não for candidato, o confronto do candidato conservador será com o candidato escolhido pelo petista. Serão várias batalhas durante a guerra eleitoral deste ano. E Bolsonaro perdeu as duas primeiras…

A primeira batalha que Bolsonaro perdeu para Lula foi no âmbito das milícias fascistas organizadas por seu campo político para atacar o ex-presidente durante a caravana que empreendeu no Sul do país.

Enquanto os milicianos bolsonaristas atacavam o comboio de Lula com ovos e até com pedras, o prejuízo de imagem para o candidato da extrema-direita nem era tão grande. O Problema foi quando a caravana petista foi atacada a tiros pelos mesmos partidários de Bolsonaro e este, em vez de ficar no seu canto, achando que está abafando desandou a caluniar a vítima do atentado acusando-a de ter mandado atirarem contra si.


Aí a mídia caiu de pau.


A própria mídia antipetista reconheceu que os ataques violentos e o atentado a bala promovido pelos bolsonaristas reforçava a denúncia dos petistas de que há uma guerra antidemocrática contra Lula movida pela extrema-direita brasileira e pelo Estado, já que enquanto o ex-presidente é alvo de turbas fascistas, querem jogá-lo na cadeia.


Outro pré-candidato de direita que havia culpado Lula por ter sido atacado a tiros, o governador Geraldo Alckmin, recuaram e inventaram historietas para negar que tinham dito semelhante besteira. Pelo Twitter, Alckmin disse que quando proferiu a cretinice “não sabia” que Lula tinha sido atacado a tiros…

A grande derrota de Bolsonaro ocorreu e ele nem sabe. Continua dizendo besteira, fazendo acusações falsas, sem provas. Mas essa foi só a primeira derrota. Houve outra ainda mais acachapante. E logo em seguida à primeira.

No começo da semana em que ocorreram tais fatos, o deputado de ultradireita fez um desafio público a Lula – talvez o maior erro político que cometeu até agora. Desafiou o ex-presidente para uma disputa de manifestantes, pois iria a Curitiba no mesmo dia em que Lula e também faria uma manifestação.


O resultado foi francamente desfavorável a Bolsonaro. Apesar de que Cerca de 500 partidários do deputado ultraconservador se concentraram no aeroporto para esperar o candidato que elogia a ditadura militar (1964-85) e seus métodos de tortura, quem conhece a Praça Santos Andrade e a via diante da área de desembarque do aeroporto de Curitiba (Afonso Pena), onde Bolsonaro foi recebido, sabe que não há como comparar a quantidade de público da manifestação por lá com a manifestação no centro da capital paranaense.

Basta olhar as fotos



Mas não foi aí que Bolsonaro teve o maior prejuízo diante de Lula. Foi na mesma praça em que Lula fez sua megamanifestação. Bolsonaro prometia lavar as escadarias da UFPR: “A ideia é esta mesmo, lavar a praça que foi usada por Lula, que deveria estar na cadeia e não fazendo caravanas pelo país. Vamos lavar esta sujeira que o PT fez e deixou no Brasil”, disse o político.

Alckmin corrige erro; Bolsonaro incita ódio

Presidência da República exige equilíbrio e preparo

Blog do Kennedy

Dois pré-candidatos à Presidência tiveram ontem reações diferentes aos tiros dados em dois ônibus da caravana do ex-presidente Lula. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), mudou o tom. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) voltou a incitar o ódio.
Alckmin havia dito anteontem que os petistas estavam “colhendo o que plantaram”. Foi um erro culpar a vítima. Ontem, o tucano recuou. Afirmou que era “papel das autoridades apurar e punir os tiros contra a caravana do PT”.
Bolsonaro sugeriu que os tiros teriam partido do próprio PT, numa armação política. Falou ainda que “Lula quis transformar o Brasil num galinheiro, agora está por aí colhendo ovos por onde passa”
O governador de São Paulo teve a humildade de corrigir um erro. Alckmin agiu com responsabilidade. O deputado federal foi leviano, sugerindo uma autoria que ainda está em apuração e que é implausível com os relatos das pessoas que estavam nos ônibus e ouviram estampidos e pensaram que fossem mais pedras atingindo a lataria do veículo.
Bolsonaro agiu com irresponsabilidade. Mostrou despreparo para comandar o país.
Quem é candidato à Presidência da República precisa ter equilíbrio e moderação. É um trabalho difícil, sujeito a enormes pressões, exige reflexão para decisões complexas. Se o presidente erra, tem de saber recuar e corrigir rumos.
Alckmin mudou o tom. Condenou a violência e pediu que as autoridades tomassem providências. Corrigiu um erro e manteve suas diferenças políticas, alfinetando o PT. Alckmin afirmou que “o país está cansado de divisão e da convocação ao conflito”, voltando à linha tucana de atribuir ao PT a responsabilidade por essa divisão, o que é errado, mas é um direito dele. O crescimento da intolerância no debate público é obra do conjunto da sociedade brasileira.
Bolsonaro deu declarações que jogam lenha na fogueira. Para piorar, há uma foto de um comício dele ontem em Curitiba que mostra o pré-candidato simulando com o dedão e o indicador estar dando tiro na cabeça de um boneco do ex-presidente Lula.
Isso é incitação ao ódio. É irresponsável, porque transmite um sinal verde para apoiadores radicais. Não é democrático, porque sugere a exterminação do adversário pela violência. Um candidato com esse tipo de atitude não está à altura da Presidência da República.
O Brasil vive uma crise grave. As eleições podem ser a oportunidade para superarmos essa crise ou pode aprofundar nossas mazelas. Não podemos subestimar o risco de piora.
A morte de Marielle e uma série de fatos recentes indicam que é alta a possibilidade de pular no abismo. Isso aumenta a responsabilidade da classe política, mas também de todos os cidadãos, inclusive dos jornalistas.

Auxílio-moradia e outros penduricalhos

Ricardo Boechat – ISTOÉ

Apesar de muito criticado o pagamento de auxílio-moradia a todos os magistrados do País, seguem os penduricalhos no Judiciário. Em decisão surreal, o CNJ deu “ok” para juízes do TJ do RJ receberem por atuação em audiências de custódia – sessões de julgamento realizadas para decidir sobre a prisão de pessoas detidas em flagrante.

Ou seja, paga-se por algo que é da natureza do trabalho do magistrado. No caso, o benefício equivale a um terço do salário – uns R$ 8,6 mil. Válido imaginar que o aval do conselho deverá levar outros tribunais a adotarem tal medida.
Enquanto isso, vinculadas ao Ministério da Fazenda, as duas estatais de tecnologia da informação do governo não foram bem avaliadas em auditoria do TCU. A Dataprev e o Serpro têm baixos índices de eficiência e produtividade no desenvolvimento de sistemas, quando comparadas às empresas privadas. E entre elas, uma é ainda pior: o custo médio por chamado na Central de Serviços da Dataprev é 66% maior do que no Serpro, no período analisado.
O tribunal mandou adotarem ações urgentes para melhorar os resultados, no prazo de seis meses. E em 90 dias apresentarem aos insatisfeitos clientes demonstrativos de formação de preço de cada serviço.

Um Riocentro no Paraná? Por Ricardo Amaral



POR FERNANDO BRITO no Tijolaço


Do jornalista Ricardo Amaral, no GGN, um relato aterrador sobre as manipulações da polícia paranaense, que nos deixa à beira de uma farsa monstruosa, como aquela em que a “esquerda” ficou sendo a “culpada” pela explosão de uma bomba com que os radicais da ditadura queriam provocar o terror no Riocentro, em 1981:

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná não tem a menor condição de conduzir um inquérito isento sobre o atentado a tiros contra a caravana do ex-presidente Lula na rodovia entre as cidades de Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, na noite da terça-feira, 27. Há fortes indícios de que se caminha para a construção de uma farsa semelhante ao inquérito do Ricocentro.

A primeira reação da Secretaria, tão logo o atentado foi denunciado à imprensa e pelas redes sociais, foi divulgar uma nota oficial escandalosamente mentirosa. Afirmava que Lula teria feito o percurso de helicóptero e que o PT não havia solicitado escolta para caravana.

A primeira mentira foi prontamente derrubada pelo testemunho dos jornalistas (inclusive os da imprensa empresarial) que viram Lula embarcar em um dos ônibus da comitiva em Quedas do Iguaçu e desembarcar no campus da UFFS em Laranjeiras do Sul. E no dia seguinte, pela divulgação do vídeo do desembarque, mostrando Lula sendo recebido, na porta do ônibus, pelo reitor Jaime Giollo.
A segunda mentira foi desmentida pela divulgação do ofício do PT do Paraná, com data de 28 de fevereiro, solicitando segurança para a caravana e informando detalhadamente ao comando da Polícia Militar do Paraná todo o trajeto da caravana no estado, rodovia por rodovia.

Depois que um perito confirmou que as marcas nas laterais e vidros dos ônibus eram de balas, redes sociais da direita e da polícia do Paraná espalharam a versão de que os tiros teriam sido disparados quando os ônibus estavam parados, o que contradiz todos os depoimentos, inclusive o relatório da Polícia Rodoviária Federal.

E numa quarta mentira, a Secretaria de Segurança divulgou que a caravana teria mudado o percurso sem avisar as autoridades, o que se desmente pelos testemunhos e pelos vídeos. O deslocamento do ex-presidente no comboio ocorreu conforme o que foi informado em ofício ao comando da Polícia Militar do Paraná, em duas rodovias, uma delas estadual.

O fato é que, em 15 estados percorridos pela caravana Lula Pelo Brasil, desde agosto passado, a Secretaria de Segurança do Paraná foi a única que não forneceu escolta policial nas rodovias desde a entrada da caravana no estado. Foi negligente e omissa diante das agressões à caravana. A única exceção foi a contenção de milícias que atacaram a comitiva em Foz do Iguaçu, no dia 26.

Na manhã do atentado, quando se planejava um deslocamento de Lula em helicóptero, desde Foz do Iguaçu até Quedas do Iguaçu, o coronel Washington Lee Abe proibiu o pouso no Quartel da PM, local normalmente utilizado para este fim. Lula teve de se deslocar de avião até o aeroporto de uma cidade próxima, ficando mais uma vez exposto a emboscadas nas rodovias. O coronel Lee é o mesmo que postou ataques a Marielle Franco nas redes.

Agora, a Secretaria do Segurança do Paraná está se valendo do submundo da imprensa (IstoÉ, Augusto Nunes, Cláudio Humberto etc.) e das redes sociais de direita para plantar a mentira de um auto-atentado. Reforça os incentivadores da violência política, como Jair Bolsonaro (que posou para fotos com PMs no aeroporto de São José dos Pinhais) e Geraldo Alckmin, que deu uma declaração desastrada em busca dos votos da extrema direita ensandecida.

Desmoralizada pelas imagens e testemunhos isentos, inclusive dos jornalistas que cobriam o deslocamento da caravana, a Secretaria de Segurança do Paraná afastou da condução do inquérito o delegado natural, Fabiano Oliveira. Após uma entrevista em que declarou que o inquérito investigaria tentativa de homicídio contra os membros da caravana, Fabiano foi substituído pelo delegado Hélder Lauria, que decidiu investigar apenas “tiros com danos materiais”.

Manipulado politicamente pelo governador Beto Richa e pelo ex-secretário bolsonarista Fernando Francischini, o inquérito sobre o atentado caminha para repetir a farsa do inquérito do Riocentro, em 1981.

No caso Riocentro, as provas e testemunhos indicavam que o sargento Rosário morreu e o capitão Machado foi gravemente ferido quando tentavam explodir uma bomba contra o público do show do Primeiro de Maio.

Assim como fez a Secretaria de Segurança do Paraná, a ditadura substituiu o comandante natural do Inquérito Policial Militar por um preposto. E o relatório do coronel Job Lorena de Santana concluiu que os agentes do DOI-Codi foram vítimas da esquerda.

Não será surpresa, portanto, se o governo Beto Richa e a secretaria de Segurança controlada por Francischini apresentarem, daqui a alguns dias, um relatório apontando algum petista ou sem-terra como supostos autores dos disparos. E a farsa se repetirá.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Ex-ministro de FH: intervenção é eleitoreira e inócua


POR FERNANDO BRITO no Tijolaço


Do ex-ministro dos Direitos Humanos do Governo Fernando Henrique Cardoso, Paulo Sérgio Pinheiro, no UOL:

Essa intervenção federal-militar não podia ser mais desastrada, ineficiente e autoritária. Por que desastrada? Porque este é um ano tampão desse governo. E o Rio de Janeiro está longe de ser o estado com maior número de homicídios ou, por exemplo, de mortes pela PM [Polícia Militar], comparativamente em relação à população. É que o Rio é a antiga capital [federal], tem certo mito, então o governo escolheu para fazer essa intervenção federal ali.

É inócua porque não vai ter nenhuma condição de lidar com o crime organizado. Eu vi outras intervenções no Rio com tanque na rua. Não adianta pôr tanque na rua. É para a galera, para fazer de conta que estão fazendo alguma coisa. As Forças Armadas não têm nenhuma competência para lidar com a criminalidade ou a criminalidade organizada.

Por que autoritária? Porque se dá nas comunidades de favela, onde moram os brasileiros de menor renda e quase a maioria afrodescendentes. Então, é um lugar onde estão, segundo as categorias do censo, os pretos e os pardos. E ali 95% dos moradores são gente respeitadora da lei, são cidadãos. Por isso, essa intervenção se articula com o apartheid [segregação social institucionalizada], que é centenário em relação aos morros do Rio, as comunidades, desde que elas foram instaladas.

E você evidentemente não vai fazer [nos bairros ricos] como o Exército começou a fazer [nas comunidades]: fotografia dos consumidores da [avenida] Vieira Souto, do Leblon e da avenida Atlântica [localidades ricas da zona sul carioca]. Ninguém pensa.
Então, a intervenção tem essas características e está fadada ao insucesso. Não vai absolutamente trazer nenhuma melhoria para a segurança pública no Rio e é medida marqueteira até as eleições por um governo que mal tem 6% de aprovação [segundo pesquisa do Datafolha]. E é esperança para a população das comunidades, que vive entre o terror da polícia e do crime mais ou menos organizado.

Porque, quando falam em crime organizado na favela, é uma piada, porque os organizadores não estão [ali]. Aqueles são pés de chinelo intermediários, os traficantes moram na Barra [da Tijuca, bairro rico da zona oeste do Rio] ou em Miami [EUA]. Sim, são quadrilhas armadíssimas agora, mas chamar aquilo de crime organizado é um exagero. Na verdade, têm um nível de organização muito limitado e impondo pelas armas o terror às populações. 

O que ocorre, e eu li pesquisas, é que 75% da população do Rio aprova. Bom, aprova porque há desespero grande em relação à criminalidade, ao estado dos homicídios, e é natural que a população espere que uma intervenção com esse teor possa ter efeito positivo. Mas não vai ter. É uma intervenção oportunista, marqueteira e eleitoreira.

Nenhum choque ou guerra funciona. O que funciona: infiltração dentro da lei. Você tem que se infiltrar nessas organizações. E não é muito difícil de se infiltrar nessas organizaçõezinhas de pés de chinelo. É preciso tempo, dedicação. Em segundo lugar, para onde vai esse dinheiro [do tráfico de drogas e de armas]? Onde é lavado? É lavado nas praças do Rio e de São Paulo. Com Miami [EUA], são os maiores centros lavadores de dinheiro nas Américas. Há utilização de empresas de ônibus, lavanderias. Tudo isso dá para lavar. Mas o combate a isso não se faz.

quinta-feira, 29 de março de 2018

A retomada do desemprego




POR FERNANDO BRITO no Tijolaço


Não houve nenhuma adivinhação por parte dos economistas e analistas econômicos que diziam não haver consistência no foguetório que se soltava pela retomada econômica.

Claro que houve avanços pontuais, sobretudo pela queda da taxa de juros atuando sobre o consumo, mas isso, sabe-se faz tempo, não é suficiente para alavancar a atividade econômica de maneira sólida.

Os dados divulgado pelo IBGE, hoje, mostrando uma nova elevação do desemprego e, sobretudo, que as carteiras assinadas minguaram ao menor nível nos últimos seis anos é a prova disso.

Mesmo com a redução dos direitos trabalhistas, o mercado não contrata e não contrata porque sabe que o país não tem uma política econômica de incremento da atividade da economia.

Sem investimento público – uma expressão que provoca horror na turma do Henrique Meirelles – não haverá retomada para o pais.

E a tirma do Judiciário, firme e forte nos seus penduricalhos, está cuidando de por uma pedra diante de quem poderia fazer o Brasil recuperar-se.

Auler: já há 31 suspeitos de incitação à violência contra Lula

POR FERNANDO BRITO no Tijolaço


Marcelo Auler, no seu blog, publica a representação do Coletivo de Advogados e Advogadas Pela Democracia ao Ministério Público apontando um total de 31 pessoas que incitaram a atos de violência contra a Caravana de Lula ao Sul do país, dez deles com possibilidade de terem relação com o atentato terrorista, a tiros, contra os ônibus da Caravana lulista;

O atentado à caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de terça-feira (27/03) nas proximidades da cidade de Sete Quedas (PR) pode ter sido devidamente planejado em um grupo de WhatsApp – “Caravana Contra Lula, 26/03” – por, pelo menos, dez pessoas, incluindo M.B., moradora de Foz do Iguaçu (PR).

Nos diálogos na noite de segunda-feira, ela questiona: “Onde arruma esse miguelitos” (os pregos de várias pontas que realmente foram usados para furar pneus dos ônibus).

Nas postagens feitas neste grupo do WhatsApp, H.C., de uma cidade no interior do Paraná com DDD 45, fala em ir ao Paraguai comprar um fuzil. Nisso recebe a recomendação de A.S., também do interior paranaense (região com DDD 43): “vai na loja de armas compra uma puma 38 ou 44 é mais fácil do que vc imagina“.

Em seguida, M. da região com DDD 45, palpita: “Aí só se posicionar do outro lado do rio e manda uma bala certeira”.

O mesmo M. aparece em seguida recomendando “Atirem só nós pneus. Não vão acertar alguma besta daqueles que seguem a caravana”. 

Outro participante – M.K. –, porém, sugere que a culpa seja atribuída aos “próprios capangas do Lula. Dentro do assentamento do MST, e com o ônibus parado, como indica os buracos das balas“.

Não se tem notícias de que as investigações oficiais tenham produzido nada, até agora, apesar da reação do delegado de Laranjeiras do Sulem sugerir que afastado do caso por ter dito que havia nele uma tentativa de homicídio.

“Se há disparo de arma de fogo em direção a diversas pessoas em um ônibus, isso será considerado, em um primeiro momento, tentativa de homicídio, aqui e em qualquer lugar do mundo, embora se respeite opiniões diversas, desde que juridicamente fundamentadas”, disse em nota divulgada à noite.

Ao que parece, há gente na hierarquia da Segurança do Estado do Paraná que prefere considerar dar tiros uma forma de protesto.

Leia a apuração detalhada que advogados, com mil vezes menos recursos que a polícia, já fizeram até agora. até agora no blog do repórter.

Strike: Coronel Lima, tesoureiro informal de Temer, também é preso

247 - O coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo João Batista Lima Filho, amigo e apontado como laranja de Michel Temer, foi preso por agentes da Polícia Federal no âmbito da Operação Skala, que apura o pagamento de propinas ao emedebista por meio da edição do chamado decreto dos portos que teria beneficiado empresas do setor portuário. Lima teve sua prisão temporária de cinco dias determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Roberto Barroso. Além de Lima, também foram presos José Yunes, advogado e amigo de Temer, e o ex-ministro Wagner Rossi.

Barroso já havia determinado a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Michel Temer, do coronel Lima, além do empresário José Yunes e do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, no âmbito do inquérito que investiga suposto pagamento de propina na MP dos portos.

A empresa Argeplan, do Coronel Lima, é a proprietária oficial da Fazenda Esmeralda, entre Lucianópolis e Duartina-SP, que foi citada nas delações de Ricardo Saud e Joesley Batista, no inquérito da MP dos Portos. Saud e Joesley relataram conversas com o Deputado Paulinho da Força (SD), onde este afirma que a Fazenda Esmeralda é de propriedade do presidente Michel Temer.

Os que sacaram armas contra caravana são policiais


Pelo menos dois soldados da Brigada Militar no município de Bagé (RS), no último dia 19 de março, sacaram suas armas e apontaram para integrantes da caravana Lula pelo Brasil. O homem armado que aparece em destaque na imagem acima é conhecido como Soldado Corrêa e faria parte de uma equipe de inteligência da brigada, que se mistura em manifestações vestindo trajes civis, teoricamente em busca de identificar e impedir atitudes violentas e contrárias à lei realizadas durante protestos populares.

Testemunhas que estavam no local, no entanto, afirmam que os policiais em questão em nenhum momento tentaram impedir a violência de manifestantes pró-Jair Bolsonaro e apenas sacaram suas pistolas quando integrantes da Caravana Lula pelo Brasil se aproximaram de um grupo da direita que agrediam um participante da caravana.
A jornalista Rochele Barbosa, do jornal O Minuano, de Bagé, cobre segurança pública no município e de pronto reconheceu os militares nas fotos. "Os dois que aparecem na foto são da brigada militar sim, o que aparece mais à frente é o soldado Corrêa. Eu estava no local no momento desta foto. Inclusive tinham mais policiais junto com eles, são do grupo que a polícia chama de P2, agentes infiltrados em manifestações, pessoal da inteligência da Brigada Militar", narra a jornalista.
Um integrante da marcha que teve uma das armas apontada para o seu peito, e que pediu para não ser identificado por temer represálias, descreveu: "Eram pelo menos quatro homens armados. Nossos companheiros estavam sendo agredidos do lado deles, e não fizeram nada. Quando chegamos para ajuda-los, então os homens sacaram as armas, apontaram para nós mandando que a gente ficasse longe. Em nenhum momento se identificaram como policiais. em nenhum momento pareceu que estavam ali para manter a lei e a ordem", descreve o membro da caravana.
Já a Brigada Militar não confirma nem nega que os homens da foto são policiais. A reportagem da Fórum conversou com o major Euclides Maria da Silva Neto, chefe da comunicação da Brigada Militar, e mostrou a ele as imagens. Ele disse não identificar de pronto o rosto dos agentes, mas disse que a brigada mantém agentes infiltrados em manifestações e concluiu afirmando que "a Brigada Militar está apurando as circunstâncias que envolvem o fato".  (Revista Fórum - Por Vinicius Segalla)

PE: decretado estado de emergência em 52 cidades

Decreto, que foi publicado nesta quarta-feira (28), é válido por 180 dias após a data de publicação.

Por G1 PE

O governo de Pernambuco decretou, nesta quarta-feira (28), situação de emergência em 52 cidades do Sertão do estado devido à estiagem. A determinação, publicada no Diário Oficial do Estado, é válida por 180 dias a partir da data de publicação.
Segundo a administração estadual, o decreto considera que os habitantes dos municípios contemplados "não têm condições satisfatórias de superar os danos e prejuízos provocados pelo evento adverso, haja vista a situação socioeconômica desfavorável da região".
As perdas na agropecuária também foram levadas em consideração, segundo o decreto.
Ainda no texto, as medidas necessárias para combater a situação de emergência nesse grupo de municípios serão adotadas por órgãos estaduais competentes para atuação específica nesses casos.

Para Lula, “imprensa foi conivente” com agressão ao PT


Ex-presidente discursou durante ato em Curitiba
O Globo – Sergio Roxo – Enviado especial

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, em Curitiba, que a imprensa foi "conivente" com os ataques sofridos pelos petistas na visita aos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Por causa do atentado contra os ônibus da caravana, o PT decidiu ampliar o ato programado para encerrar o giro pelo Sul. Lideranças nacionais e parlamentares do partido e de legendas aliadas foram chamados a Curitiba. Com o objetivo de tornar o evento suprapartidário, os pré-candidatos a presidente do PSOL, Guilherme Boulos, e do PCdoB, Manuela D'Ávila, também compareceram.
Apesar disso, Lula não teve constrangimento em falar de sua campanha. Citou os convidados apenas rapidamente.
O líder petista listou todos os ataques sofridos pela caravana. Falou das pedras e ovos disparados contra ônibus e palanques, de agressões físicas a integrantes da equipe e dos três tiros disparados na terça-feira contra dois dos três ônibus. Em seguida, se virou para os repórteres que cobriam o ato e disse:
- A imprensa foi conivente com isso o tempo inteiro.
Lula ainda disse que nunca se viu "um ato de violência" da sua parte.
Ao falar sobre a ação do Ministério Público para impedir a sua visita à Unipampa, em Bagé (RS) no início da caravana, o ex-presidente citou o juiz Sergio Moro.
- Não vou acusar que é (uma atuação) do Moro, do MBL, que é usineiro e arrozeiro.
Lula também criticou a série "O Mecanismo", do Netflix. Vamos processar a Netflix. Eles colocam na minha boca coisa da boca de outros.
O ex-presidente contou que sofreu para chegar a Curitiba, na noite de terça-feira, por causa dos manifestantes que tentavam fechar estradas.
Também provocou os manifestantes que faziam um ato a 800 metros da praça em que discursava. No momento em que o grupo soltou fogos, ele disse:
- São eles. Guardem esses rojões para minha posse.
Antes da chegada de Lula, plateia, que se dividia entre a Praça Santos Andrade e a escadaria da Universidade Federal do Paraná, pedia pelo ex-presidente e atacava o juiz Sergio Moro. "Fora Sergio Moro", gritavam os simpatizantes do PT. Numa faixa, estava escrito "Moro, juiz imoral, porco imperialista