quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Pinato diz que teve medo de ser morto

Do G1
Após ser destituído como relator do processo que investiga o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Fausto Pinato (PRB-SP) desabafou, hoje, sobre as ameaças sofridas quando elaborava parecer pela continuidade das investigações. Ele afirmou que teve medo de ser morto e que hoje anda com escolta policial e carro blindado.
Em relato gravado pelo G1, Pinato se emociona ao falar do assunto. Hoje, o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), aliado de Cunha, determinou a substituição de Pinato na relatoria do processo. Ele atendeu questão de ordem formulada pelo deputado Manoel Júnior (PMDB-PB), segundo a qual Pinato não poderia exercer a função porque é do PRB, sigla que compôs a chapa de Cunha na eleição para presidir a Casa.
“Cheguei a pensar que poderia morrer, sim. Eu fui abordado em aeroporto. Meu motorista foi abordado por pessoas desconhecidas. O que eu passei eu não desejo a ninguém. Me abordaram pedindo para eu pensar na minha família, dizendo que tenho filho pequeno, que tenho família”, relatou Pinato. O deputado afirmou que fez um boletim de ocorrência, em São Paulo, relatado as ameaças e pediu discrição ao secretário de Segurança do estado.
Ele disse que hoje anda com escolta policial e que a família passou a usar carro blindado. “Sofri ameaças, sofri pressão. Contratei segurança. Tenho policial militar dormindo na minha casa. Um amigo emprestou carro blindado. Tem reservado da Polícia Militar na minha casa. Registrei boletim de ocorrência e protocolei pedido para que o Ministério da Justiça apoiasse as investigações”, afirmou Pinato, acrescentando que as ameaças eram feitas por desconhecidos.
As primeiras notícias de que Pinato estava sofrendo ameaças surgiram em 19 de novembro, quando o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), e o vice-presidente do colegiado Sandro Alex (PPS-PR), apresentaram questão de ordem no plenário da Câmara solicitando proteção ao parlamentar.
Pinato confirmou as ameaças, mas evitava falar sobre o assunto quando era abordado pela imprensa. O deputado disse ainda que acreditar que os aliados de Cunha farão o possível para evitar a elaboração de um parecer que defenda a continuidade das investigações.
“O único parecer que vão aceitar é pelo arquivamento. Entre ficar com a manada e ficar com 200 milhões de brasileiros, resolvi manter o processo. Não sou apegado a cargo de relator. Sou apegado à verdade e à justiça. Peço ao PT e ao PSDB que entrem em obstrução. Porque hoje sou eu. Amanhã pode ser o presidente do Conselho de Ética”, disse.

Mozart nega irregularidades na Hemobrás

Do blog de Magno Martins

O ex-diretor de inovação tecnológica da Hemobrás, Mozart Sales, descartou veemente, no final da tarde desta quarta-feira, o cometimento de qualquer ilícito.  Sales afirma que prestou esclarecimentos à Polícia Federal na condição de testemunha. Não teve ordem de prisão em seus desfavor e apenas teve aparelhos de celular apreendidos. 
Em seu depoimento, Mozart reforçou que todas as decisões administrativas tomadas nas licitações foram lastreadas em pareceres técnicos e jurídicos da estatal. “Entrei na Hemobrás em março deste ano de 2015 e priorizei a questão de armazenamento de plasma, por ser um material perecível e imprescindível para fabricação de diversos medicamentos e que se encontrava comprometido por falta de capacidade de armazenamento”, observou.
De acordo com Mozart Sales, vários hemocentros no País já haviam reportado o problema e era fundamental solucioná-lo o quanto antes. A seu favor, Mozart Sales salientou que todo o procedimento foi fruto de auditoria interna, recebeu parecer favorável da Advocacia Geral da União e também foi acompanhado pelo Tribunal de Contas da União. “Sem que qualquer um deles apontasse qualquer indício de favorecimento ou mesmo superfaturamento”, enfatizou.
Mozart Sales se disse tranquilo em relação ao Inquérito da Polícia Federal e de que estará à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários. Mozart ressalta ainda que também atuou no Ministério da Saúde não tendo nenhum fato que desabone sua conduta.

“Cerveró põe governo FHC na Lava Jato”

247 - O colunista Kennedy Alencar destacou nesta quarta-feira, 9, que Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, contou que, quando Delcídio era diretor de Óleo e Gás da Petrobras no governo FHC, o senador recebeu propina de US$ 10 milhões da Alstom. 
"Cerveró faz uma primeira ligação concreta da Lava Jato com o governo FHC. Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, já havia dito que havia corrupção na estatal antes da chegada do PT ao poder", afirma Kennedy. Ele lembra que a Alstom já apareceu mal na fita em contratos com o governo do PSDB em São Paulo, acusada de corrupção.
"Agora, Cerveró oferece um fato que, se confirmado numa delação de Delcídio, poderá afetar o discurso duro que o PSDB faz em relação ao PT por causa da corrupção na Petrobras. É um dado importante em meio à guerra do impeachment", afirma. 
Leia na íntegra o comentário de Kennedy Alencar.

Seis professores de Direito de Pernambuco condenam a tese do impeachment


Francisco de Queiroz Cavalcanti


Seis professores pernambucanos da área do Direito estavam entre os 30 que estiveram ontem (7) com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, para reforçar o ponto de vista de que o pedido de impeachment de autoria dos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal não tem base jurídica.
Foram eles Francisco de Queiroz Cavalcanti (diretor da Faculdade de Direito da UFPE e desembargador aposentado do TRT da 5ª Região), Marcelo Labanca (Unicap), Gustavo Santos (Unicap), Paulo Fernandes (UFPE e Unicap), Luciana Grassano (UFPE) e Walter Agra (UFPE).
Todos eles entendem que não há base jurídica para amparar um pedido de impeachment porque as “pedaladas fiscais” por si sós não justificam o afastamento da presidente da República.
De acordo com Francisco Queiroz Cavalcanti, o fato de bancos públicos (BB e CEF) terem antecipado recursos para bancar programas sociais sem ter recebido os aportes do governo federal não pode ser considerado “conduta dolosa”, por isso o impeachment não se justifica.

Ministro do STF suspende impeachment na Câmara

Do UOL - O ministro do STF (Supremo Tribunal Federa) Luiz Edson Fachin suspendeu na noite desta terça-feira (8) o andamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.
Isso vale até o julgamento pelo plenário do STF no próximo dia 16 que vai avaliar ações de governistas que questionam o início do pedido de afastamento da petista na Casa. Em sua decisão, Fachin proibiu que seja instalada a comissão especial que irá analisar o processo e suspendeu todos os prazos.
O ministro, no entanto, não anulou os atos praticados até agora, como a eleição realizada na tarde desta terça que elegeu maioria oposicionista para o colegiado. As decisões tomadas pela Câmara serão avaliadas pelo Supremo.
Fachin analisou uma ação apresentada pelo PC do B pedindo que a votação da comissão fosse aberta e que que os nomes fossem indicados por partidos e não blocos formados pelas legendas – além de que o processo na Câmara ficasse paralisado até que Dilma apresente sua defesa.
"Com o objetivo de evitar a prática de atos que eventualmente poderão ser invalidados pelo Supremo Tribunal Federal, obstar aumento de instabilidade jurídica com profusão de medidas judiciais posteriores e pontuais [...] determinando a suspensão da formação e a não instalação da Comissão Especial, bem como dos eventuais prazos, inclusive aqueles, em tese, em curso, preservando-se, ao menos até a decisão do Supremo Tribunal Federal prevista para 16/12/2015, todos os atos até este momento praticados".

Cerveró: Delcídio recebeu R$ 10 milhões de propina no governo de FHC



Da Folha de S.Paulo - Bela Megale e Mário Cesar Carvalho
O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró relatou aos procuradores, na fase de negociação de sua delação premiada, que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) recebeu suborno de US$ 10 milhões da multinacional Alstom durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), entre 1999 e 2001.
À época, ele ocupava a diretoria de Óleo e Gás da Petrobras, e Cerveró era um de seus gerentes. O ex-líder do governo no Senado foi preso no âmbito da Lava Jato no dia 25, sob acusação de tentar obstruir a investigação –ele prometera dinheiro a Cerveró para que seu nome não aparecesse na delação do ex-diretor da estatal.
O pagamento da propina ocorreu na compra de turbinas para uma termoelétrica que seria construída no Rio, a TermoRio, por US$ 550 milhões. A Petrobras tinha pressa em construir termoelétricas por causa do apagão que ocorreu no governo de FHC entre 2001 e 2002.

Planalto foi traído por 30 deputados

O Planalto foi traído por pelo menos 30 deputados. Antes da votação contabilizava que 230 votos era o número máximo que conseguiria atingir –e o mínimo para ter mais segurança na condução do processo.
Até deputados do PMDB inscritos na chapa governista festejaram a vitória dos rivais. Vitor Valim (PMDB-CE) gravou vídeo celebrando, com a comemoração dos parlamentares de oposição ao fundo.
De um deputado, segundos após a vitória da oposição: “Isso é acerto de conta. Cada voto aqui, para reverter, vai ser um pedaço do Brasil que Dilma Rousseff terá de entregar.”
No Jaburu, a tropa de Temer dizia que a derrota da petista lembra a eleição de Cunha para a Câmara: como em fevereiro, o governo não aceitou negociar a composição da comissão. Perdeu nas duas.
Diante do placar, aliados de Dilma criticaram a articulação política do Planalto. “Espero que sirva ao menos para estimular a criação de um comando de crise amplo no Planalto. O PT sozinho não dá”, diz Orlando Silva (PC do B-SP), vice-líder do governo.(Painel - Folha de S.Paulo)

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Silvio Costa vai pro PTdoB e integra comissão do Impeachment

Um dia depois de anunciar a sua saída do PSC, por ter sido excluído pela legenda da comissão do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o vice-líder do Governo na Câmara Silvio Costa anunciou a sua ida para o PTdoB, partido pelo qual ocupará uma das vagas titulares na comissão.
No último sábado, o deputado voltou do Recife para Brasília no avião da presidente Dilma. Durante o voo, a petista teria dito que contava com a participação do pernambucano na comissão. No entanto, como o seu partido lhe negou assento, ele optou por trocar de legenda.

Carta de Temer foi vazada pelo próprio vice

Do DCM – Uma fonte do DCM em Brasília afirmou esta manhã que a carta escrita pelo vice-presidente da república Michel Temer à presidente Dilma Rousseff foi vazada pelo próprio autor.
Embora a íntegra da carta tenha sido publicada às 22h56, uma primeira prévia, em que o blogueiro descreve que Temer “enumera uma série de fatos” e diz que a presidente não confia nele, foi publicada às 21h24, indicando que Moreno já conhecia seu conteúdo neste horário e, portanto, antes de Dilma.
Ontem, Temer afirmou para o mesmo Moreno que o Planalto vazou a carta.

Se Temer era decorativo, por que quis ser vice?

247 - Citado na carta "confidencial" do vice-presidente, Michel Temer, à presidente Dilma Rousseff, o líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani (RJ), considera que o documento revela que o seu correligionário não tinha interesse no "fortalecimento da bancada".
Depois de ter se queixado de ter sido apenas um "vice decorativo", Temer afirma ter sido "ignorado" nas tratativas e reclamou que Dilma o substituiu nas negociações pelo líder Picciani e Jorge Picciani, pai do deputado.
"A carta esclarece muitos pontos. Vai ter uma repercussão forte dentro da bancada. Ficar claro que o Michel Temer não queria o fortalecimento da bancada. Ele ficou incomodado. Ele fala contra a presidente ter conversado comigo e ter indicado os dois deputados ministros. E em todo momento não defende a posição da bancada, mas dos seus aliados pessoais. Ele mesmo frisa que o Moreira Franco, o Eliseu Padilha e Edinho Araújo eram pessoas dele", disse Picciani ao Estado.
Na reforma ministerial, o parlamentar do Rio conseguiu emplacar os deputados Marcelo Castro (PMDB-PI) como ministro da Saúde, e Celso Pansera (PMDB-RJ) para a pasta da Ciência e Tecnologia.
"Não fui eu quem fui procurar a presidente. Não fui eu que foi pedir nada. Ela ofereceu e eu apenas cumpri o papel de líder transmitindo à bancada os convites que foram feitos. E decidimos após consultar a maioria. Em momento nenhum eu pedi que substituíssem os aliados dele por membros da bancada", afirmou Picciani.
O deputado disse estranhar a queixa de Temer, que se denominou apenas como "vice decorativo" no primeiro mandato. Segundo Temer, jamais ele ou o PMDB foram "chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do País".
"Se Temer se julgava um vice decorativo nos quatro primeiros anos, por que ele depois conduziu o partido, mesmo rachado, a permanecer na aliança? Se ele se sentia um vice decorativo por que continuar dessa forma (na chapa presidencial do PT)?", questionou o parlamentar.

Carta de Temer deixa Dilma super irritada

Do blog de Gerson Camarotti
Hoje pela manhã, no Palácio do Planalto, o clima é de grande irritação e contrariedade com a carta do vice-presidente Michel Temer à presidente Dilma, em que ele lista dez episódios nos quais não recebeu a confiança da presidente. No texto, Temer chega a dizer que foi tratado como um vice decorativo. A interpretação do governo é de que a carta foi uma declaração de rompimento, fato que é negado pela assessoria de Temer.
Um auxiliar direto da presidente classificou a carta como "ridícula". O sentimento entre as pessoas mais próximas a Dilma é de decepção com o vice-presidente. Dilma recebeu a carta no final da tarde, quando estava em reunião com alguns ministros. Depois de ler o conteúdo, ela já trabalhava uma resposta "quase carinhosa". Depois que a carta foi divulgada, a resposta que estava sendo escrita por Dilma foi abortada. "Uma conversa entre os dois deve existir, mas agora ficou mais difícil a relação", informou esse auxiliar de Dilma.
Um ministro petista chegou a utilizar palavras fortes ao se referir ao gesto de Michel Temer. "Isso não é coisa de gente grande. Eu tenho vergonha de um homem de 75 anos fazer um gesto desses. Ele não tem voto dentro do partido e fica tentando se equilibrar para manter o poder." Houve incômodo com o fato de Temer ter citado na carta o episódio em que diz ter sido excluidio de uma conversa entre Dilma e o vice-presidente norte-americano Joe Biden. "Veja se o Biden faria uma coisa dessas", ironizou outro auxiliar de Dilma.

Oposição protocola chapa pró golpe

Deputados da oposição e da ala dissidente do PMDB que defendem o golpe, protocolaram, há pouco, a chapa alternativa  para a comissão especial que dará parecer sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Batizada de "Unindo o Brasil", ela possui 39 deputados de 13 partidos diferentes. A eleição deve ocorrer a partir das 17 horas e será por meio de voto secreto em cabines instaladas dentro do plenário da Câmara.
Veja os nomes da chapa:
PMDB
Carlos Marun (MS)
Flaviano Melo (AC)
Lelo Coimbra (ES)
Lucio Vieira Lima (BA)
Manoel Júnior (PB)
Mauro Mariani (SC)
Osmar Terra (RS)
Osmar Serraglio (PR)
PSDB
Bruno Covas (SP)
Carlos Sampaio (SP)
Rossoni (PR)
Shéridan (RR)
Nilson Leitão (MT)
Paulo Abi-Ackel (MG)
PP
Jair Bolsonaro (RJ)
Jerônimo Goergen (RS)
Luis Carlos Heinze (RS)
Odelmo Leão (MG)
PSD
Sóstenes Cavalcante (RJ)
Evandro Roman (PR)
João Rodrigues (SC)
Delegado Éder Mauro (PA)
PSB
Fernando Bezerra Filho (PE)
Bebeto (BA)
Danilo Forte (CE)
Tadeu Alencar (PE)
PTB
Benito Gama (BA)
Sérgio Moraes (RS)
Ronaldo Nogueira (RS)
Solidariedade
Paulinho da Força (SP)
Fernando Francischini (PR)
DEM
Mendonça Filho (PE)
Rodrigo Maia (RJ)
PSC
Eduardo Bolsonaro (SP)
Marco Feliciano (SP)
PMB
Major Olímpio (SP)
PHS
Kaio Maniçoba (PE)
PPS
Alex Manente (SP)
PEN
André Fufuca (MA)

Procuradoria pede mais prazo para investigar Renan e outros sete

 (Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco)
Da Folhapress
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedido de prorrogação de inquéritos que investigam a ligação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-RJ), e mais sete congressistas com o esquema de corrupção da Petrobras. Essa é a quarta extensão requisitada pela Procuradoria nesses casos, que começaram a ser apurados em março. Com isso, as apurações devem se estender até fevereiro.
Ao todo, Renan é alvo de cinco inquéritos que investigam sua suposta participação nos desvios da estatal. Cada um investiga um fato diferente. Há suspeita de que o peemedebista tenha sido beneficiado com pagamento de propina de contratos de navio-sonda e ainda recursos da Transpetro. O deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), apontado como intermediário de Renan no esquema, também é alvo no Supremo. Os pedidos serão analisados pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo.
Janot quer ainda mais prazo para investigar os senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR), Valdir Raupp (PMDB-RO), Humberto Costa (PT-PE), Edison Lobão (PMDB-MA), Lindbergh Farias (PT-RJ), além do deputado José Mentor (PT-SP) e do ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC).
Teori já ampliou as investigações de outro inquérito envolvendo o senador Edison Lobão, o senador Fernando Bezerra (PSB-PE), e os deputados Simão Sessim (PP-RJ), José Otávio Germano (PP-RS) e Dudu da Fonte (PP-PE).
Ao todo, o Supremo investiga 68 pessoas, sendo 14 senadores, 23 deputados, o ministro de Estado Edinho Silva (Comunicação) e o ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Raimundo Carreiro por suspeita de ligação com a Lava Jato.

Chavismo perdeu e reconheceu a derrota

Fernando Brito no Tijolaço
Saiu o resultado das eleições legislativas na Venezuela e, como esperado, a oposição venceu. Maduro reconheceu na mesma hora. Como Cristina Kirchner aceitou a derrota para Maurício Macri, na Argentina. Embora todos tenham sido apontados, durante anos e todos os dias, como autoritários e avessos às regras da democracia.No caso de Maduro, um tirano caricato, mesmo.
Agora, num país e no outro, a população – e nós, seus vizinhos – vamos ter a oportunidade de observar como, seja do ponto de vista econômico, seja do institucional, como é a democracia "alheia".
Na economia argentina, todos esperam um desvalorização cambial expressiva, aumento do desemprego e um avanço dos credores.
Na Venezuela, embora as eleições tenham sido para o Legislativo, é bem provável que, nos próximos dias, passe-se a exigir o fim antecipado do mandato presidencial.
O desafio econômico daquele país, em que 75% da economia dependem do petróleo não tem nada que permita ver otimismo com Maduro ou com qualquer governo, com o petróleo pouco acima de US$ 40.
A democracia, ao contrário do que pensam alguns, não é uma formalidade mais ou menos agradável quando se ganha ou se perde.
Ela faz parte do aprendizado e da caminhada dos povos e só deixa de ser um horizonte para quem quer tutelá-lo e dominá-lo.
Embora seja usada como "desculpa" dos que querem sempre deter a caminhada do povo, que se chama História.
PS. Claro que, na Argentina e na Venezuela, a esquerda tem de refletir sobre seus erros, embora também não deva deixar de denunciar os fatos de sabotagem que sempre enfrentaram os regimes progressistas. Mas isso é para depois, hoje é dia de aceitar a manifestação da vontade popular, coisa que muitos aqui não sabem o que é.

Vai ter golpe?



Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo
Se fosse assim, FHC e Lula teriam ido para casa mais cedo.
Em discurso na última sexta, a presidente Dilma Rousseff prometeu lutar até o fim pelo mandato. "Para a saúde da democracia, nós temos de defendê-la contra o golpe", afirmou. A plateia respondeu em coro: "Não vai ter golpe!". Será?
Em tese, o impeachment não pode ser chamado de golpe. O instrumento está previsto em lei e na Constituição. Se o Congresso ameaçá-las, o Supremo Tribunal Federal tem poderes para intervir. Os militares, felizmente, estão quietos nos quartéis.
Apesar de ter previsão legal, o impeachment pode não ser legítimo. Se as suas razões forem inconsistentes ou inconfessáveis, ele se reduz a um atalho para destituir governantes escolhidos pelo povo. Há fortes motivos para acreditar que este é o caso do processo em debate na Câmara.
Embora a oposição tente negar, a ação contra Dilma está tão contaminada por Eduardo Cunha quanto o rio Doce pela lama da Samarco. Denunciado por corrupção, o deputado usou o pedido para chantagear o governo e o aceitou para adiar sua queda. Até aqui, deu certo. Ao detonar a bomba, ele saiu do foco das atenções.
Além do vício de origem, o impeachment nasce com base frágil. Até que se demonstre o contrário, Dilma não praticou crime de responsabilidade. As chamadas pedaladas fiscais são reprováveis, mas não justificam a interrupção do mandato presidencial. Se fosse assim, FHC e Lula teriam ido para casa mais cedo.
Em países divididos como o Brasil pós-2014, a estabilidade da democracia depende do comportamento dos derrotados. A oposição já atacou a urna eletrônica, estimulou teorias conspiratórias e tentou diplomar Aécio Neves no tapetão. Ao abraçar Cunha e seu impeachment duvidoso, arrisca-se a fraturar um sistema político que já está desacreditado.
Não há dúvida de que Dilma mentiu na campanha, montou uma equipe medíocre e faz uma gestão abaixo da crítica. Nada disso, no entanto, justifica cassá-la. Para trocar governantes ruins, o caminho é o voto.

Líder do PMDB na Câmara diz mantém a liderança



O deputado Leonardo Picciani (RJ), líder do PMDB na Câmara se disse confiante que se manterá na posição de líder da bancada peemedebista e que o movimento para tirá-lo do posto não obteve sucesso, segundo informa Luciana Lima no blog Poder Online.
“Esse movimento não atingiu o seu objetivo. Eu continuarei líder prezando pela unidade da bancada”, disse Picciani.
O peemedebista disse ainda que preza pelo “bom senso”.
“Evidentemente não controlo todas as posições de todos os deputados. Aqueles que têm posições mais exacerbadas, fazem o que acham que devem”, declarou.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Silvio Costa deixa o PSC



O vice-líder do Governo na Câmara, Sílvio Costa, informou em comunicado a imprensa, que deixou o PSC, partido que tinha até então o seu comando no Estado depois de deixar o PTB. Veja abaixo a sua nota:

"Comunico que me desfiliei do Partido Social Cristão – PSC, porque não é possível continuar em um partido conivente com um dos maiores ataques às instituições democráticas já realizados no Brasil, que foi o pedido de Impeachment acatado pelo Presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Um deputado desqualificado, que está tentando assaltar um mandato de uma Presidente digna e que lutou pela democracia em nosso país.

Entendi como uma agressão ao governo e à Presidente Dilma as indicações dos Deputados Eduardo Bolsonaro e Marco Feliciano, como membros titulares da Comissão que vai analisar o Impeachment. Dois parlamentares que ultrapassam os limites da política, beirando o ódio ao nosso governo e à Presidente Dilma.

A oposição brasileira passou de todos os limites de convivência democrática. Não vai ter impeachment.

SILVIO COSTA
Deputado Federal

A Globo não esperava: fiel reza contra o golpe no dia da padroeira da Justiça

Do Facebook de Jandira Feghalli, o vídeo que a Globo não esperava transmitir: na véspera do dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Justiça, uma fiel é perguntada pela razão de estar rezando, tão contrita.
E responde: estou rezando pela Democracia no Brasil, para que não haja um golpe contra Dilma Rousseff.
Corta rápido para a repórter, completamente sem graça.

Inaugurada 60ª praça financiada pelo FEM

Foi inaugurada a 60ª praça construída com recursos do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM). A Praça São Marcelino Champagnat, em Surubim, no Agreste Setentrional, recebeu investimento de R$ 204,6 mil da edição de 2014 do Fundo e foi entregue à população na noite do último sábado (5), com a presença do secretário de Planejamento e Gestão do Estado, Danilo Cabral, coordenador do FEM, e de lideranças locais.
A Praça São Marcelino Champagnat conta com 33 mastros e pavilhões, dos quais 27 serão dedicados aos Estados e outros seis, ladeando a igreja de São Marcelino, destinados às bandeiras do Brasil, França (país berço de Marcelino Champagnat, fundador da congregação dos irmãos Maristas), Vaticano, Diocese de Nazaré da Mata, de Surubim e Marista. Além das bandeiras oficiais, serão fixadas, no local, placas de inox contendo os escudos e letras dos hinos dos Estados, narrando seus respectivos históricos, os mastros e as placas de inox forma adotados e patrocinados por famílias tradicionais da cidade.

Ganhe o Mundo abre seleção para 2016 com vagas para jovens com habilidades em música e esportes


O Programa Ganhe o Mundo (PGM) e sua contribuição no estímulo à aprendizagem dos alunos da Rede Estadual seguem como prioridades para o Governo de Pernambuco. Em um ato no Palácio do Campo das Princesas, nesta segunda-feira (07.12), o governador Paulo Câmara anunciou os detalhes da edição 2016 do projeto, destacando a criação de sua versão musical e a ampliação do número de oportunidades a jovens atletas. A nova seleção começa na próxima quarta-feira (09) e segue até o dia 12 de janeiro. Já os embarques estão programados para julho de 2016.  

No próximo ano, o PGM ofertará mil vagas, sendo 10 para estudantes com habilidade em música ou canto e mais 20 para jovens atletas da Rede Pública Estadual. Na edição 2015, foram 11 esportistas beneficiados. O governador Paulo Câmara comentou a repercussão do programa em toda a Rede Estadual e a transformação que proporciona aos alunos. 

"É importante que na educação tenha todas as variáveis necessárias para que o estudante sinta vontade de ir a escola, sinta vontade de estudar e saiba que ele vai realizar os seus sonhos estudando. O programa Ganhe o Mundo busca alimentar os sonhos dos nossos alunos. Quem não quer fazer um intercâmbio no exterior para aprimorar uma nova língua e conhecer outra cultura? Isso tem feito a diferença em muitas escolas pernambucanas", afirmou. 

Paulo pontuou que o PGM se juntou a uma série de iniciativas que fazem da escola pública de Pernambuco a mais atrativa do País. O gestor ressaltou que, apesar das dificuldades impostas pela crise econômica nacional, o Estado fez os esforços necessários para assegurar os investimentos na educação, com o objetivo de seguir conquistando melhorias no ensino ofertado aos nossos estudantes. "É uma alegria no fechamento do ano de 2015, diante de tantos desafios que aconteceram esse ano, a gente saber que conseguimos avançar na educação e conseguimos manter um dos melhores programas do Brasil. Isso mostra claramente que o trabalho de todos têm dado resultado e que a gente vai conseguir avançar cada vez mais", frisou o governador. 

Criado na gestão do ex-governador Eduardo Campos em 2012, o programa já enviou 3,9 mil pernambucanos para uma temporada de estudos no exterior. Este ano, o PGM vai enviar intercambistas para oito países, sendo quatro de língua inglesa (Canadá, Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália) e quatro de língua espanhola (Argentina, Chile, Espanha e Uruguai). 

Aluna da Escola Professora Jandira de Andrade Lima, de Limoeiro, Hortência Aguiar afirmou que o programa transformou sua realidade. Através do PGM, a jovem estudou um semestre na Stephenville High School, no Canadá, onde aumentou o domínio do segundo idioma e conheceu uma nova cultura. "Como filha de uma zeladora e de um vendedor, eu não me imaginava estudando língua inglesa em outro País. O Ganhe o Mundo foi o programa que mudou a minha vida. Eu tenho orgulho de ter sido embaixadora do meu Estado no Canadá", afirmou a jovem. 

Para o secretário Estadual de Educação, Frederico Amâncio, histórias como a de Hortência Aguiar comprovam a eficácia da iniciativa pernambucana, que investe cerca de R$ 20 milhões por ano no programa. "As histórias de sucesso mostram apenas que os nossos jovens têm talento e precisam apenas de uma oportunidade ", afirmou o secretário, após apresentar o cronograma da edição 2016 do programa Ganhe o Mundo.

SELEÇÃO - Para participar da seleção, é preciso ter de 14 a 17 anos, estar matriculado no primeiro ano do ensino médio e participar do curso de idiomas promovido pelo PGM. As inscrições seguem até o dia 12 de janeiro e devem ser feitas no site da secretaria de Educação (www.educacao.pe.gov.br), onde também estarão disponíveis o edital e todos os detalhes referente ao processo seletivo.

No caso do Ganhe o Mundo Musical, que vai contemplar alunos com habilidade em canto ou instrumento, as inscrições devem ser feitas até o dia 20 deste mês. Além de atender aos critérios gerais do programa, o candidato deverá ser aprovado na análise prática e na avaliação específica. Para ser avaliado no teste prático, candidato deverá enviar um vídeo com até três minutos. Os selecionados vão estudar em escolas no Canadá e no Estados Unidos. 

Para os alunos/atletas interessados em concorrer a uma vaga na modalidade esportiva, será necessário ir pessoalmente na Secretaria de Esportes e Lazer, no Centro de Convenções, em Olinda, no período de 14 de dezembro a 12 de janeiro. O resultado dessa seleção será divulgado pela secretaria em fevereiro. Para ter o direito de viajar, o candidato precisará atender aos requisitos do programa e possuir resultados expressivos em competições disputadas no últimos 12 meses.

O secretário de Turismo, Esportes e Lazer, Felipe Carreras, contou que a experiência dos atletas pernambucanos foi bastante proveitosa. Felipe também informou que os atletas beneficiados na edição 2015 do PGM conseguiram melhorar o desempenho em suas modalidades. "Considerando o atual cenário econômico brasileiro, é uma alegria compartilhar aqui a expansão do Ganhe o Mundo Esportivo. Para os 11 que foram no início deste ano para o Canadá todos melhoraram suas marcas e conquistaram mais medalhas", comemorou Felipe Carreras. 

Com objetivo de fazer uma distribuição mais equilibrada das vagas disponíveis, o Governo de Pernambuco definiu que o programa  contemplará, pelo menos, um candidato por escola. Além disso, foi estabelecida uma nota mínima de 7,0 na prova de idiomas. "Eles ganham o Mundo e voltam com outra cabeça para o Estado e sabendo que, com o seu esforço próprio, é possível ser reconhecido", concluiu o governador.