terça-feira, 25 de agosto de 2015

Gastos: Paulo Câmara corta quase R$ 1 bilhão


Do Diario de Pernambuco – Júlia Schiaffarino
Governador reduzirá gastos evitando reajustes salariais, contratação e reduzindo cargos comissionados
Com pouco dinheiro em caixa, inclusive para despesas básicas, o governo de Pernambuco anunciou, ontem, elevação na previsão de cortes nos gastos de R$ 320 milhões para R$ 920 milhões até o final do ano. Ficam suspensas nomeações por concursos públicos e demais contratações, início de obras, reajustes salariais, além de redução em gasolina, aluguéis e terceirizados, bem como diminuição de serviços dentro de programas estaduais.
O porta-voz dos anúncios nada otimista foi o secretário de Desenvolvimento Econômico, Márcio Stefanni. De acordo com Stefanni, o esforço será para manter os serviços de saúde, educação e segurança. Ele reforçou, ainda, que o pagamento dos servidores será executado e que o Estado já antecipou o 13º. Há uma semana, porém, terceirizados da saúde foram às ruas reclamar de atraso nos salários, enquanto a bancada de oposição tem denunciado falta de medicamentos nos hospitais públicos. O Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), por outro lado, cobra o concurso público prometido em maio.
A Secretaria de Administração afirmou que serão realizados concursos em segurança e educação ainda este ano, mas as nomeações, só a partir de 2016. As contratações estão vetadas porque o Estado atingiu o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede gastos que atinjam 46% da receita com pessoal

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Peitando Gimar: Por que só Dilma e não Aécio?

“Isso não muda nada”. Foi assim que reagiu o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). “Mendes (Gilmar) está fazendo o trabalho de oposição em parceria com o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG). Aécio torce por uma nova eleição, o que só será possível se o TSE cassar a chapa eleitoral de Dilma e Temer”, criticou o petista.

O parlamentar questiona as razões que levam Mendes e a oposição a pedir uma investigação das contas de campanha de Dilma por causa da doação da UTC. “A campanha de Aécio recebeu recursos semelhantes da mesma UTC e de outras empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato. Por que só a doação para nós é irregular?”, questionou o deputado do PT.
Um aliado fiel ao Planalto também não acredita em uma reviravolta no julgamento do Tribunal. Nas últimas semanas, Dilma e outros ministros mais próximos, como José Eduardo Cardozo (Justiça) tem intensificado as conversas com os integrantes dos tribunais superiores para distensionar o relacionamento entre os poderes.

Os três patéticos


Ricardo Melo - Folha de S.Paulo

Isolada de sua base histórica, a banca e o empresariado, à tropa do impeachment só resta a debandada
Aécio Neves, Gilmar Mendes e Eduardo Cunha atuam como protagonistas de uma causa falida. Mesmo assim, não perdem uma oportunidade de expor em público sua estreiteza de horizontes. São golpistas declarados. Não importa a lógica, a política, a dialética ou mesmo o senso comum. Suas biografias, já não propriamente admiráveis, dissolvem-se a jato a cada movimento realizado para derrubar um governo eleito.
Presidente do PSDB, o senador mineiro-carioca pouco se incomoda com o ridículo de suas atitudes. Aécio sempre defendeu um programa de arrocho contra os pobres. Gabou-se da coragem de adotar medidas impopulares para "consertar o Brasil".
Agora sobe em trios elétricos como porta-voz do povo. Critica medidas de ajuste, jura pensar no Brasil e usa qualquer artimanha com uma única finalidade: isolar a presidente. Convoca sabujos para atacar um jornalista que revelou o escândalo do aeroporto construído para atender a ele e à própria família. Maiores informações na página A3 desta Folha publicada ontem (23/08).
Seu ajudante de ordens, ou vice-versa, é o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Sintoma da fragilidade do equilíbrio de poderes vigente no Brasil, Mendes emite toda sorte de opiniões fora de autos. Muda de ideia conforme as conveniências. De tão tendencioso e parcial, seu comportamento público seria suficiente para impugná-lo como síndico de prédio. Na democracia à brasileira, pontifica como jurista na mais alta corte do país. Quem quiser que leve a sério.
Mendes endossou as contas da campanha da presidente eleita alguns meses atrás. Coisas do passado. Esqueçam o que ele votou. De repente, detectou problemas insanáveis na mesma contabilidade e ruge ameaçadoramente contra o que ele mesmo aprovou. No meio tempo, acusa o Planalto de comandar um sindicato de ladrões financiado por empreiteiras envolvidas na roubalheira da Petrobras.
Bem, mas as mesmas empresas financiaram a campanha dos outros partidos. O que fazer? Vale lembrar: Mendes até hoje trava o julgamento favorável à proibição do financiamento empresarial de campanhas políticas. Seu pedido de vistas escancara um escândalo jurídico, legal e moral que o STF finge não existir. Ora, isso não vem ao caso, socorreria o juiz paladino Sergio Moro.
E aí aparece Eduardo Cunha, o peemedebista dirigente da Câmara. Terceiro na linha de sucessão presidencial, Cunha encenava comandar um exército invencível. Primeiro humilhou o Planalto na eleição para o comando da Casa. Depois, passou a manobrar o regimento para aprovar o que interessa a aliados nem sempre expostos. Tentou ainda se credenciar como alternativa golpista. Curto circuito total. Pego numa mentira de pelo menos 5 milhões de dólares, a acreditar no procurador geral, Cunha atualmente circula como um zumbi rogando piedade de parlamentares muito mais interessados em salvar a própria pele.
Cambaleante, o trio parece ter recebido a pá de cal com os pronunciamentos dos verdadeiros comandantes da nossa democracia. O mais recente veio do chefe do maior banco privado do país, Roberto Setubal. Presidente do Itaú Unibanco, Setubal afirmou com todas as letras não haver motivos para tirar Dilma do cargo. Tipo ruim com ela, pior sem ela ""que o digam os lucros pornográficos auferidos pela turma financeira.
Sem a banca por trás, abandonada pelo pessoal do dinheiro grosso e encrencada em acusações lançadas contra os adversários, à troupe do impeachment não resta muito mais que baixar o pano

domingo, 23 de agosto de 2015

Silvio Costa critica Raul Henry por pedir renúncia de Dilma


Silvio Costa chama oposição de "pseudopaladinos da ética". Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Silvio Costa pede respeito à história de Dilma Rousseff. Foto: Sérgio Bernardo/JC Imagem
Após o vice-governador de Pernambuco, Raul Henry (PMDB), afirmar que a presidente Dilma Rousseff deve ter a grandeza de renunciar, o vice-líder do governo na Câmara Federal Silvio Costa (PSC) pediu que o peemedebista “respeite a história da presidente Dilma”.
Confira a íntegra da nota lançada pelo deputado:
Como vice-líder do governo, peço ao vice-governador Raul Henry que respeite a história da presidente Dilma. Ela não vai renunciar exatamente porque tem grandeza.
Não aceito as agressões feitas pelo vice-governador aos brasileiros e brasileiras que, como eu, defendem o governo da presidente Dilma. Aliás, falta legitimidade ao vice-governador para criticar aparelhamento de estado.
Sugiro ao Vice-Governador Raul Henry que não entre nesta arena política, que vá cuidar da outra arena. O que me deixa mais indignado é o fair play de Raul Henry com algumas figuras, inclusive, aliados seus

Acordo com Cunha é novo mensalão-PSDB-MG

:
A indignação diante da generosidade exibida pelo PSDB em função da denúncia de que Eduardo Cunha recebeu uma propina de US$ 5 milhões não deve iludir ninguém. Apenas demonstra que, mesmo celebrada com trombetas quando ajuda a atacar o adversário, a ética é uma planta destinada a subordinar-se às necessidades da política. 
Creio que ninguém esqueceu o que se passou com o mensalão do PSDB-MG. Mais antigo do que o esquema de financiamento do PT, o esquema tucano começou a ser apurado mais tarde, permitindo que a impunidade geral dos acusados fosse garantida em duas etapas. Primeiro, os réus foram separados em dois grupos -- aqueles que tinham direito a foro privilegiado, e seriam, em tese, julgados pelo STF. O segundo grupo, formado por réus sem mandato, seria julgado numa vara de primeira instância da Justiça comum. Na segunda etapa, os réus com direito a foro puderam renunciar a seus cargos e, com autorização do STF, conseguiram que o caso fosse examinado em primeira instância. Até hoje, o julgamento sequer terminou -- a juíza encarregada até se aposentou, veja só. Ninguém recebeu sentença definitiva.
No julgamento dos réus do PT, o advogado Márcio Thomaz Bastos pediu que fosse feito o desmembramento, também. Perdeu por 9 votos a 2, no mesmo plenário que fizera a separação de acusados do PSDB.
Outro dia, o ministro Gilmar Mendes falou que era possível encontrar o DNA da Lava Jato no mensalão. Um membro do Ministério Público concordou.
Estão certos, mas pelo motivo errado. O DNA é a seletividade.
Estabeleceu-se, em 2012, a jurisprudência bem definida por mestre Jânio de Freitas: dois pesos, dois mensalões.  
Em 2015, PSDB e lideranças favoráveis ao impeachment querem aprovar o afastamento de Dilma Rousseff pelo mesmo caminho. Mas não podem dispensar os serviços de Eduardo Cunha, aliado fiel desde a campanha de 2014 -- foi até capaz de enfrentar Michel Temer na tentativa de levar o partido para uma aliança com Aécio Neves. As esperanças dos aliados de Cunha eram tão grandes que conseguiram plantar entre jornalistas amigos a informação, errada, de que apoio do partido a Dilma estava em risco.
O agravante é que não há prova de crime contra a presidente e, contra Eduardo Cunha, há razões para imaginar que os US$ 5 milhões sejam apenas o começo.
Apesar dos apelos indignados pela moralidade, a questão não será resolvida nesse terreno, mas pelos interesses da política.
A autoridade de Eduardo Cunha fica obviamente abalada pela denúncia, mas ele está longe de ser um moribundo. Possui uma bancada que lhe deve o financiamento e o respaldo político que lhe permitiu a aquisição de seus mandatos -- e este é um tipo de favor difícil de negar, sabemos todo.
Assegurando a Cunha todo oxigênio necessário à sobrevivência, a oposição revela a verdade sobre o projeto de impeachment: sem qualquer prova material, é um produto da baixíssima política.
Texto de Paulo Moreira Leite para o portal Brasil247

Dilma rechaça decisão golpista de Gilmar Mendes


A presidente Dilma Rousseff distribuiu nota, rechaçando decisão oportunista e falso moralista do ministro Gilmar Mendes pedindo levantamento sobre suas contas de campanha. "Mais uma vez, líderes oposicionistas procuram, a partir de processo judicial criar, de forma oportunista, um factoide político completamente descabido. Felizmente, o Brasil é uma democracia sólida e aqueles que perdem as eleições devem respeitar o resultado das urnas", diz a nota de Dilma

Leia abaixo a nota da Presidência divulgada pelo ministro chefe da Secretaria de Comunicação Social:

Nota à imprensa

1 – A decisão tomada pelo Ministro Gilmar Mendes em relação à prestação de contas da campanha da presidenta Dilma Rousseff será devidamente questionada no TSE. Desde o final do segundo turno eleitoral, outros três processos estão em curso na Justiça Eleitoral, com o claro objetivo por parte do PSDB de questionar uma vitória eleitoral conquistada legitimamente na eleição presidencial de 2014.

2 – Mais uma vez, líderes oposicionistas procuram, a partir de processo judicial criar, de forma oportunista, um factoide político completamente descabido. Aliás, o PSDB chegou a solicitar até mesmo uma auditoria das urnas eletrônicas, que são sabidamente seguras.

3 – Reitera-se, novamente, que todos os recursos financeiros utilizados na campanha da presidenta Dilma Rousseff foram arrecadados de forma absolutamente legal e lícita. As contas de campanha da presidenta Dilma foram aprovadas por unanimidade pelo TSE, com parecer favorável do procurador eleitoral do Ministério Público Federal, após rigorosa auditoria.
4 – Felizmente, o Brasil é uma democracia sólida e aqueles que perdem as eleições devem respeitar o resultado das urnas.
Edinho Silva
Ministro-Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom

Chacina por policiais é a estatização do mal


Josias de Souza

Naquela noite de 13 de agosto, a mais violenta do ano nos fundões da Grande São Paulo, o horror registrou alta produtividade. Noves fora seis feridos, contabilizaram-se 18 assassinatos em apenas três horas. Repetindo: em uma, duas, três horas, foram passados nas armas 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18brasileiros pobres. Decorridos dez dias, ficou-se sabendo neste sábado que a suspeita mais forte é a de que os crimes foram cometidos por policiais militares.
A ser verdade, trata-se de mais uma erupção de um fenômeno já incorporado à anormal normalidade brasileira: a estatização do mal. O extermínio estatal é obra nacional —numa tarde, some um Amarildo no Rio de Janeiro. Num final de semana, vão à cova 34 pessoas em Manaus. Numa noite, faz-se até um massacre do Carandiru em São Paulo, que dirá 18 defuntos…
Na chacina do dia 13, matou-se por sorteio lotérico: amigos que bebiam cerveja em bares, um ajudante de pedreiro que voltava para casa, um rapaz que saíra para comprar um lanche, um pai de família que jogava conversa fora na calçada… Os atiradores devem ter puxado o gatilho porque suas vítimas eram parecidas demais com eles. Moravam nos mesmos bairros pobres. Levavam as mesmas vidinhas miseráveis.
Supondo-se que os asassinos são mesmo policiais, apenas um detalhe os diferencia dos assassinados: a autoridade estatal. Uma autoridade covarde, com o rosto encoberto, expedindo sentenças de morte como se tocasse um hipotético programa de autorregulação da pobreza baseado no genocídio em conta-gotas.
Ao contemplar o extermínio em silêncio, o brasileiro bem-nascido torna-se criminoso por omissão. Cerca-se de câmeras de segurança. Não conversa com a polícia a não ser em legítima defesa. E finge planejar o futuro em meio ao insolúvel e sem levar em conta que, no Brasil, a besta coletiva ainda não mostrou do que é capaz. Já parou de abanar o rabo. Mas ainda não começou a morder.

Pernambuco: a lei deles


Carlos Bickmann
O Tribunal de Justiça de Pernambuco condenou o juiz Max Cavalcanti de Albuquerque por manter irregularmente sob sua guarda um rapaz menor de idade, com quem dividia a cama. Albuquerque, na época dos fatos, era juiz da Vara de Infância e Juventude de Palmerina, Pernambuco, e segundo o tribunal retirou o garoto da família sem qualquer procedimento legal. E a que pena foi condenado o magistrado? A de sofrer o constrangimento de receber integralmente seus proventos, sem trabalhar, por aposentadoria compulsória. Como punição pelo ato, foi-lhe retirada a maldição bíblica de ganhar o pão com o suor de seu rosto. 


O Conselho Nacional de Justiça manteve a pena. O juiz continua aposentado, proibido de trabalhar e recebendo tudinho, em dia. As informações são oficiais, do CNJ, e do ótimo portal jurídico Espaço Vital (www.espacovital.com.br).

Suspeita de fraude marca criação do Solidariedade


O partido Solidariedade é alvo da Polícia Federal e do Ministério Público de mais de 300 inquéritos por fraude, para atingir o número mínimo de assinaturas do requerimento de registro na Justiça eleitoral. Até o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), servidor do Senado, e sua mãe, d. Carminha, estão entre os mais de 3.600 filiados ao Sindilegis, sindicato de funcionários do Legislativo, cujos nomes foram usados para compor a lista de “apoiadores” do Solidariedade.

Rodrigo Janot e Eugênio Aragão, vice-procurador eleitoral, endossaram suspeitas de fraude contra o Solidariedade, e pediram a investigação.
O Solidariedade é de Paulinho da Força, que liderou ato de desagravo a Eduardo Cunha. Ele foi investigado por desviar dinheiro do BNDES.
O tesoureiro do Solidariedade é Luciano Araújo, citado na Lava Jato por ser portador de dinheiro sujo para o sobrinho, Tiago Cedraz.
Até a sogra de Paulinho da Força, dono do Solidariedade, foi indiciada pela PF sob a suspeita de falsificar assinaturas para a criação da sigla.  (Do blog Diario do Poder

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Cunha recebeu propina por meio da Assembleia de Deus, diz PGR

Do UOL




Trecho da denúncia da PGR contra Eduardo Cunha 


A Igreja Evangélica Assembleia de Deus intermediou o recebimento de pelo menos R$ 500 mil em propinas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em 2012. A acusação foi feita pela PGR (Procuradoria Geral da República) e está na denúncia feita nesta quinta-feira (20) contra Cunha ao STF (Supremo Tribunal Federal). O dinheiro seria referente a propina do esquema investigado pela operação Lava Jato.
A PGR denunciou Eduardo Cunha e prefeita da cidade fluminense de Rio Bonito, Solange Almeida (PMDB), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de ter pedido e aceitado o pagamento de US$ 5 milhões em propinas referentes a contratos da Samsung com a Petrobras.
De acordo com a denúncia da PGR, Fernando Soares orientou o lobista Júlio Camargo, responsável pelo pagamento de propinas a Eduardo Cunha, para que ele efetuasse o pagamento de R$ 500 mil a deputado por meio de depósitos feitos na conta da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
"Fernando Soares, por orientação do Deputado Federal Eduardo Cunha, indicou a Júlio Camargo que deveria realizar o pagamento desses valores à Igreja Evangélica Assembleia de Deus. Segundo Fernando Soares, pessoas dessa igreja iriam entrar em contato com o declarante [Júlio Camargo]", diz a denúncia.
A PGR continua a denúncia dizendo que representantes da igreja procuraram Júlio Camargo e informaram os dados bancários da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.
Depois desse contato, empresas de fachada operadas por Júlio Camargo teriam feito três depósitos na conta da Igreja no dia 31 de agosto de 2012. Segundo a denúncia, a justificativa dada pelas empresas para os depósitos foi "pagamento a fornecedores".
A PGR diz que "não há dúvidas" de que as transferências foram feitas por indicação de Cunha e para o pagamento de parte dos US$ 5 milhões em propina que teria pedido a Júlio Camargo.
Ainda de acordo com a PGR, a ligação entre Eduardo Cunha e líderes da Igreja Evangélica Assembleia de Deus é "notória". Cunha é declaradamente evangélico.
"O diretor da referida Igreja perante a Receita Federal é Samuel Cássio Ferreira, irmão de Abner Ferreira, pastor da Igreja Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro, que o denunciado [Cunha] frequenta", afirmou.

Janot denuncia Collor e Cunha ao STF


Do Portal UOL

A PGR (Procuradoria Geral da República) denunciou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o senador Fernando Collor (PTB-AL) ao STF (Supremo Tribunal Federal), hoje. Cunha foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção supostamente praticados dentro do esquema da Lava Jato. A denúncia ainda precisa ser aceita pelo STF para que os parlamentares sejam considerados réu no processo. Novas denúncias ainda poderão ser feitas nos próximos dias.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede a condenação de Cunha pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e da ex-deputada federal Solange Almeida, atual prefeita de Rio Bonito (RJ), por corrupção passiva.
Além da condenação, Janot pede a restituição do produto e proveito dos crimes no valor de US$ 40 milhões e a reparação dos danos causados à Petrobras e à administração pública também no valor de US$ 40 milhões.
No caso de Collor, a PGR afirma que a denúncia é sigilosa e não há informações sobre por quais crimes o senador foi denunciado.
A operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014, investiga um esquema de desvio de recursos da Petrobras estimado em pelo menos R$ 10 bilhões. Segundo as investigações, contratos da Petrobras com empreiteiras eram superfaturados e parte do dinheiro arrecadado por meio do superfaturamento era depois direcionado a políticos e partidos. Entre os partidos investigados estão o PT, PMDB e o PP.
Em março deste ano, a PGR pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de inquérito para investigar a suposta participação de 54 pessoas no esquema. As investigações conduzidas pela PGR envolvem 37 políticos de seis partidos diferentes, entre eles o PP, PMDB e PT. Entre os políticos com foro privilegiado estão Cunha, 13 senadores, entre eles o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), dois governadores e vários deputados federais.
As penas para o crime de lavagem de dinheiro vão de três a 10 anos de reclusão mais o pagamento de multa. Para o crime de corrupção passiva, as penas variam de dois a 12 anos de reclusão e o pagamento de multa.
Indícios contra Cunha
O principal indício do suposto envolvimento de Cunha no esquema da Lava Jato é o depoimento do lobista Júlio Camargo à Justiça Federal do Paraná. Camargo é um dos principais delatores da Lava Jato.
O lobista disse ter pago US$ 5 milhões em propina a Eduardo Cunha por meio do também lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como o principal operador do esquema junto ao PMDB. Cunha negou a alegação feita por Camargo.
Na última segunda-feira, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato na primeira instância, condenou Fernando Soares a 16 anos de cadeia em um processo relacionado à compra de navios-sonda pela Petrobras.
Os processos da operação Lava Jato serão analisados pela 2ª turma do STF, composta por cinco ministros: Dias Toffoli, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki, relator dos processos. Porém, como Cunha é presidente da Câmara, seu processo seria analisado pelo plenário da Corte, composto por 11 ministros.
Outro indício de um possível envolvimento de Eduardo Cunha no esquema da Lava Jato são os registros do sistema de informática da Câmara que indicam que Cunha foi o verdadeiro autor de requerimentos apresentados pela então deputada Solange Almeida (PMDB), hoje prefeita de Rio Bonito, no Rio de Janeiro.
Os requerimentos pediam ao TCU (Tribunal de Contas da União) informações sobre contratos da empresa Mitsui com a Petrobras em 2011. Segundo as investigações, os requerimentos seria uma forma de pressionar a Mitsui a continuar pagando propinas. Cunha, no entanto, alega que não pediu à deputada que apresentasse os requerimentos e que seu nome só aparece como autor porque seu login era usado por assessores.
Na quarta-feira (19), Cunha disse que não iria pedir afastamento do cargo de presidente da Câmara caso fosse denunciado pela PGR. Ainda na última quarta, um grupo de deputados do PT, PSB, PPS e PSOL preparou um manifesto pedindo o afastamento de Cunha do cargo.
Investigação sobre Collor
Collor foi investigado com a autorização do STF por suspeitas de que ele teria recebido até R$ 26 milhões em pagamento de propinas desviadas da Petrobras entre 2010 e 2014.
Segundo as investigações, os repasses tinham origem em contratos de troca de bandeira de postos de combustíveis entre a Petrobras Distribuidora e a DVDR Derivados do Brasil.
De acordo com as investigações, os três carros de luxo apreendidos do senador e ex-presidente da República durante uma operação da PF em julho deste ano teriam sido comprados por meio de operações de lavagem de dinheiro.
O senador nega participação no esquema investigado pela operação Lava Jato e acusa o MPF (Ministério Público Federal) de perseguição

"O povo não vive de investigação"

247 - Integrante da articulação política do Planalto, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, criticou nesta quinta-feira (20) o "sensacionalismo" da Operação Lava Jato, o que, para ele, "cria ruídos" no ambiente político e na economia do País. "É necessário combater a corrupção, mas não se pode paralisar o País. A Lava Jato é bem-vinda, mas o sensacionalismo, não", disse Wagner.
"O povo não vive de investigação. Até gosta de investigação. Mas vive de emprego, trabalho e economia. Eu acho que se criou uma mitologia em torno da operação Lava Jato", afirmou o ministro.
Jaques Wagner citou o caso Enron, nos Estados Unidos, e avaliou que após as investigações, as companhias envolvidas precisam continuar atuando em suas áreas, assim como ocorreu após o escândalo norte-americano. "Não se joga fora empresas que representam conhecimento e tecnologia acumulada".
O ministro disse que o governo continua respeitando as posições da base e da oposição no Congresso e continuará negociando com os parlamentares. Ele lamentou o posicionamento público do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de se tornar opositor, mas não quis comentar a expectativa de o peemedebista ser denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em decorrência da lava Jato.

Maior empresa do mundo morre de rir da crise

Segundo o PiG cheiroso, o CEO da empresa anglo-holandesa Unilever, Paul Polman vai investir no Brasil em crise profunda R$ 1 bilhão até 2017.
Ele veio inaugurar uma fabrica dos desodorantes Dove e Rexona, em Aguaí, São Paulo.
O brasileiro é o maior consumidor de desodorantes do mundo – portanto, o brasileiro é cheiroso !
O faturamento da Unilever no Brasil foi de R$ 17 bilhões – quase o dobro da Globo,

De 2014 para 2013, o faturamento da Unilever no Brasil cresceu 11%.
Crise profundíssima !
No segundo trimestre, na América Latina, onde o Brasil é a maior operação da Unilever, os preços da Unilever subiram 9,7%, acompanhados de um crescimento de 1,6% em volume e 13% em receita.
Aumento de 13% em receita num continente que os bolivarianos faliram ! 
A participação dos países emergentes nas receitas da Unilever é de 60% e vai crescer.
“Em 30 anos, 80% da população mundial vai ver fora da Europa”, diz Polman.
“Os Estados Unidos mostram sinal de recuperação, mas não se esqueça que o crescimento nos emergentes é duas vezes maior que nos Estados Unidos. Na Europa não houve crescimento nenhum”.
O Polman não tem o privilegio de ler a Urubóloga.
Se lesse, não dizia tanta besteira.
Nem comprometeria o futuro dessa empresinha.
A Unilever é a maior empresa de bens para a casa e de consumo de higiene pessoal do mundo !
O Brasil é o segundo maior mercado da Unilever no mundo, depois dos Estados Unidos.
Boa, mesmo, eficiente, saudável e cheirosa, é a Globo !
Depois disso tudo, o Polman deveria ter a grandeza de renunciar !


Paulo Henrique Amorim

PRF denuncia fechamento de postos nas estradas de PE

As estradas pernambucanas estão a mercê da bandidagem. Já foram fechados pelo menos seis postos da Polícia Rodoviária Federal e a tendência é que outros sejam fechados devido a falta de efetivo da categoria. O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Pernambuco (SINPRF-PE) faz essas e outras denúncias, hoje, no Grande Expediente Especial promovido pela Assembleia Legislativa.

Estão confirmadas a presença do Inspetor José Roberto, representando a Diretoria Geral da PRF no Brasil; além do novo superintendente da PRF em Pernambuco, Valcir Correia, e o superintendente adjunto Ricardo Diniz; além de representantes do Movimento Maio Amarelo, de motociclistas e a Ordem dos Policiais do Brasil (OPB).(Do blog de magno Martins)

Caso Cunha leva glúteos da oposição à vitrine

 
 
Os glúteos da oposição foram para vitrine. Isso ocorreu porque uma denúncia da Procuradoria contra Eduardo Cunha transforma em escárnio qualquer tipo de aliança com o presidente da Câmara.

Tome-se o caso do PSDB. O bom desempenho de Aécio Neves na eleição presidencial permitiu ao tucanato sair de uma derrota bem vestido. Os tucanos mantiveram a compostura ao apoiar um adversário de Cunha na disputa pela presidência da Câmara.

Depois da vitória de Cunha, os tucanos fecharam com ele uma aliança tácita. Passaram a armar juntos emboscadas legislativas para o governo. Nesse instante, o PSDB perdeu as calças.

Ao votar contra criações do governo FHC, como o fator previdenciário, apenas para sabotar a presidência de Dilma, o PSDB perdeu a cueca. Mas sua contradição ainda estava acomodada no fundo da loja. Agora, os glúteos da oposição podem ser vistos por quem passa na calçada por duas razões:

1. É politicamente insustentável o lero-lero segundo o qual é preciso aguardar até que o STF converta Cunha em réu.

2. Quem poupa Cunha e prega o afastamento de Dilma se arrisca a acender um letreiro luminoso no fundo da consciência da plateia: “Farsantes”.

Distanciando-se imediatamente de Cunha, o PSDB talvez saia da vitrine. Aderindo ao ‘fora, Cunha’, o tucanato pode recuperar a cueca. Quanto às calças, pode ser tarde demais para recuperá-las.(De Josias de Souza no UOL)

Uma nova saúde para o menino José Gabriel‏‏‏‏

Quando José Gabriel, de apenas 4 aninhos, entrou no Bloco Cirúrgico da UPAE Garanhuns, sua mãe, Maria Ilda da Silva, sabia que era o início de uma nova história para a saúde do garoto, que sofria desde recém-nascido de problemas respiratórios e inflamações constantes, principalmente nariz e garganta. A cirurgia foi realizada pelo Dr. Helio Creder Bentes, na manhã da quarta-feira (12), depois de cinco meses de acompanhamento, consultas e exames feitos na própria unidade.

"Só tenho a dizer coisa boa daqui. Fomos muito bem atendidos por todo mundo, e agora posso levar meu filho pra casa com a certeza que ele vai ficar bem" - Afirmou D. Ilda, no final da tarde, quando seu esposo retornou do Sítio Várzea Suja, zona rural de Caetés, para buscar esposa e filho. José Gabriel passou por uma adenoamigdalectomia, dois procedimentos cirúrgicos em um só, com intervenção na adenoide e nas amígdalas. "Ele respirava pela boca, não dormia direito, vivia sufocando e não podia chupar um picolé que adoecia" - Lembrou a mãe do
garoto.

A UPAE Garanhuns recebeu José Gabriel para primeira consulta no dia 27 de março, após o encaminhamento de Dra. Fátima, do Posto de Saúde da Família do Sítio Várzea Suja, em Caetés, através da regulação. O jovem paciente fez consultas, exames e teve pareceres de cardiologista e anestesista, além, claro, do Otorrinolaringologista.

José Gabriel é somente um dos cerca de 40 pacientes mensais da cirurgia na área de Otorrinolaringologia da UPAE Garanhuns, no mesmo dia, o Bloco Cirúrgico contou também com intervenções oftalmológicas e cirurgias gerais.

"É claro que emociona uma história assim. Uma criança com problemas assim, não dorme bem, não se alimenta bem, não vai bem na escola, não se desenvolve... é gratificante ver a mudança que este procedimento causa na vida da criança e de seus pais. Este é um dos aspectos positivos, além de muitos outros, que nos incentiva a trabalhar com a saúde pública" - Registra Dr. Gustavo Amorim, Coordenador Geral da UPAE Garanhuns.

Oposição golpista cala sobre o caso de Eduardo Cunha

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) ainda não se manifestou sobre o caso do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, que será denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro, em razão de uma suposta propina de US$ 5 milhões, que teria sido paga pelo delator Júlio Camargo.
Da mesma forma, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que, no início da semana, foi às redes sociais para dizer que o governo da presidente Dilma Rousseff é "legal, mas não é legítimo", ainda não pronunciou sobre o caso Cunha.
Na oposição, a linha geral tem sido de obsequioso silêncio, salvo raras exceções. Quem se pronunciou, por exemplo, foi o presidente do PPS, Roberto Freire. "O Psol quer trazer a crise para dentro do Congresso. A crise está nas mãos de Dilma e do Lula. Deixa a crise lá", disse ele, referindo-se à iniciativa do Psol, que pretende propor o afastamento do presidente da 

Cunha ignora denúncia e leva mulher à Câmara

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu ignorar a expectativa de ser denunciado nas próximas horas e levou sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, para um coquetel de encerramento da reunião do Parlamento Latino-americano (Parlatino), nesta quarta-feira (19), no Salão Nobre da Câmara dos Deputados.
Em clima de tensão, a primeira dama da Câmara nada falou.
Ela apenas se posicionou ao lado do marido durante o breve discurso de boas vindas aos convidados. A informação é de Luciana Lima, no blog Poder Online.
De acordo com investigações da PGR, foram feitas dezenas de operações financeiras para lavagem do dinheiro de propina supostamente entregue a Eduardo Cunha, entre as quais remessas de dinheiro para o exterior, entrega de dinheiro em espécie e transferências para uma igreja vinculada a Cunha.(Do blog de magno Martins)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Dr. Timbó não vai processar Merkel por defender empresas alemãs?

Por Fernando Brito, do Tijolaço
O procurador Valtan Timbó, da PGR do Distrito Federal, atropelou tudo – inclusive o histórico de desídia e morosidade que motivou, contra ele, um processo disciplinar – para acusar o ex-presidente Lula de "tráfico de influência" por ele fazer – já como ex-presidente – viagens ao exterior estimulando negócios com o Brasil e com empresas brasileiras.
Pois não é que a chanceler alemã Angela Merkel está no Brasil fazendo o mesmo?
Matéria da Reuters, reproduzida aqui pelo R7, diz que a dama de ferro germânica "vai pressionar o Brasil nesta semana para garantir melhores condições de investimentos para empresas alemãs que colocaram 19 bilhões de euros na economia brasileira".
E olha que não falta empresa alemã encalacrada com a Justiça brasileira, a começar da Siemens, que até firmou um acordo de leniência para entregar os envolvidos em grossa propinagem. Todos de terceiro escalão, claro, jamais envolvendo os impolutos tucanos paulistas que os comandavam.
O Dr. Timbó, a esta altura, deveria estar juntando recortes de jornal para enviar a seus colegas do Ministério Público alemão, denunciando este absurdo que é uma governante alemã defender empresas alemãs, não é?
Aliás, a Odebrecht tem duas usinas de propileno na Alemanha, em Wesseling e Schkopau, quem sabe não rolou um superfaturamento por lá?
Mas o Dr. Timbó certamente acha que não tem nada de mais.
Não é o Lula, afinal, não é?

Cunha tenta tirar foco de corrupção contra ele: governo fez acordão para prejudicá-lo


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acusou a aliados nesta quarta-feira (19) o governo de costurar um ''acordão'' com a Procuradoria-Geral da República para prejudicá-lo na Operação Lava Jato e ''salvar'' quem interessa ao Palácio do Planalto.
A conversa ocorreu após a notícia de que ele seria denunciado pela PGR por corrupção e lavagem de dinheiro. A denúncia deve ser confirmada entre esta quarta e quinta-feira.
De acordo com investigadores, pesa contra o presidente da Câmara uma possível participação na movimentação de recursos na Suíça. As investigações apontaram o equivalente a R$ 54,5 milhões depositados pelo executivo Julio Camargo em contas indicadas pelo lobista Fernando Soares, apontado como o operador do PMDB na Petrobras.
Reservadamente, Cunha desabafou que o governo queria que a denúncia saísse antes das manifestações de domingo, para dar munição às ruas. Ele diz a interlocutores que é ''vítima'' de uma armação do governo, repetindo tom do discurso adotado desde que foi incluído na lista de investigados da Operação Lava Jato, em março.
Procurado pela Folha, Cunha disse que só se manifestará após a denúncia.
"Não vou comentar. Só vou comentar quando houver fatos. Suposições eu não comento", disse Cunha ao ser questionado por jornalistas na Câmara.
Ele deve soltar uma nota após a confirmação da denúncia dizendo que não participa de ''acordão''. (Da Folha de S.Paulo)