segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Paulo Câmara emite nota oficial sobre vitória de Bolsonaro

Nota oficial
Espero que o presidente eleito Jair Bolsonaro governe para todos, respeitando a Constituição Federal, as instituições democráticas e a Federação. A retórica agressiva deve ficar no passado. Bolsonaro precisa ser presidente de todos e não apenas de uma parcela do Brasil.
Quero também elogiar o desempenho irrepreensível de Fernando Haddad, que foi um guerreiro, correto, leal e que fez o que esteve ao seu alcance nessa curta campanha eleitoral.
Torço para que Haddad se mantenha atuante, pois é um importante quadro político que tem muito ainda a oferecer ao Brasil.
Governador Paulo Câmara

Angelim da uma vitória folgada a Haddad

A cidade de Angelim deu uma vitória folgada ao candidato do PT Fernando Haddad, o candidato que já tinha vencido no primeiro turno por uma larga maioria, aumentou essa maioria no segundo turno.

A Frente Popular de Angelim sob o comando do Prefeito Douglas Duarte (PSB) que venceu no primeiro turno com todos os seus candidatos, venceu também no segundo turno com Fernando Haddad, que teve mais de 73% dos votos validos contra 26% do candidato que se elegeu presidente Jair Bolsonaro e que teve o apoio da oposição.

O resultado foi:

Fernando Haddad - 4.517 votos

Jair Bolsonaro - 1.612 votos

54 anos depois, vitoriosos de 64 voltam ao poder pelo voto direto

Do Blog de Inaldo Sampaio

Nem o mais arguto político mineiro seria capaz de prever que 54 anos depois do golpe militar de 64 um legítimo e sincero defensor daquele movimento, que interrompeu a democracia em nosso país durante 21 anos, seria eleito presidente da República ontem por mais de 50 milhões de brasileiros. O próprio Bolsonaro tinha dúvidas sobre suas chances porque sempre fez parte do baixo clero na Câmara Federal, não tinha por trás de si um grande partido e até o convite que fez ao PR para fazer parte de sua coligação foi recusado. Obrigou-se a convidar para vice o general da reserva Hamilton Mourão, filiado ao PRTB, única alternativa que lhe restou para conseguir fechar a chapa. O presidente eleito já provou na prática que não tem propriamente formação democrática, mas foi ajudado pelo fato de 70% dos eleitores brasileiros não terem conhecimento do que se passou no país nos “anos de chumbo” e seu principal meio de informação ser as redes sociais, onde predominam notícias falsas (“fake news”). Daí poder-se dizer com alguma margem de certeza que um terço dos eleitores do capitão votaram em solidariedade às suas teses. Mas os outros foram votos antipetistas em protesto contra a volta do partido ao poder depois que seu principal líder foi parar na cadeira acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Bolsonaro prometeu na campanha que seria o presidente da “pacificação nacional”, mas isto provavelmente não ocorrerá devido à sua ojeriza aos “vermelhos” que deram mais de 40% dos votos a Fernando Haddad. Afinal, como unir o Brasil com um discurso excludente e contra determinados tipos de minorias? Candidato com perfil para pacificar o Brasil seria o tucano Geraldo Alckmin, não fosse um político mais paulista do que nacional e não tivesse sido obrigado a carregar nas costas o desgaste de Aécio Neves e a traição da cobra que ele próprio criou para mordê-lo depois (João Doria).

Firmeza e serenidade para resistir

POR FERNANDO BRITO no TIJOLAÇO


As urnas falaram e por mais que doam a angústia e o receio com o que está por vir, não é hora de lamúrias e recriminações.

É hora de firmeza e serenidade, porque são elas que nos podem manter lúcidos e fortes para enfrentar o que virá e não se iludam com as declarações moderadas de Jair Bolsonaro nesta noite, na entrevista às televisões, entremeadas de clamores a Deus.

É mais próximo da realidade o Bolsonaro da live do Facebook: raivoso, ressentido, ameaçador.

Ainda que tivesse um programa econômico que fosse além do “liberou geral” para o mercado, não é provável que algum efeito se possa fazer sentir para a população, embora a turma do dinheiro vá fazer a festa amanhã.

A bandeira que pode desfraldar e, até, encaminhar antecipadamente ao Congresso é a do afrouxamento do controle da posse de armas.

Vai ter o auxílio “luxuoso” de Sérgio Moro e do Judiciário que se prevalecerão do resultado eleitoral para tornar maior e mais fundo o processo de perseguição a Lula.

Estes tempos terão, ainda, no ódio o combustível desta gente.

Vai ser preciso que passem os dias. Curemos nossas feridas com coragem para que possamos resistir.

Não é possível governar o Brasil com “lives” e “whatsapp”.

Fascismo: deputada bolsonarista incita alunos a delatar professores




Da revista Fórum – Deputada estadual eleita em Santa Catarina, Ana Carolina Campagnolo (PSL) publicou em sua página no Facebook, logo após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa presidencial neste domingo (28), uma mensagem para que estudantes catarinenses filmem e denunciem “professores doutrinadores” em sala de aula.

“Segunda-feira, 29 de outubro, é o dia em que os professores doutrinadores estarão inconformados e revoltados. Muitos deles não conterão sua ira e farão da sala de aula um auditório cativo para suas queixas político partidárias em virtude da vitória de Bolsonaro. Filme ou grave todas as manifestações político-partidárias ou ideológica (SIC)”, afirma, deixando um numero celular para o envio de vídeos e informações, garantindo o anonimato dos estudantes.

Na descrição da publicação, Ana Caroline diz que “professores éticos e competentes não precisam se preocupar”. Confrontada nos comentários por um seguidor que disse que uso de celular em sala de aula é crime, “seria ir contra as leis e os bolsominions são contra isso. Ou era apenas discurso?”, ela respondeu que não era “preciso ter medo”. “É só se comportar direitinho que não precisa ter medo, cidadão”.

Nem tudo do discurso de Bolsonaro pode se converter

.em atos, diz vice-PGR; STF cobra respeito às instituições
Daniela Lima – Painel - Folha de S.Paulo

Muros de contenção -  Não foram poucos e nem velados os recados enviados a Jair Bolsonaro (PSL) logo após a sua eleição. O STF e a cúpula da PGR fizeram questão de chamá-lo à moderação. O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo, prega “respeito incondicional às instituições e aos direitos fundamentais, em especial minorias e grupos mais vulneráveis”. Luciano Mariz Maia, vice-procurador-geral, avisa: “Ele será o primeiro a identificar que nem tudo de seu discurso pode se converter em atos concretos”.
Ao Painel, Lewandowski lembrou que, “em tempos de crise, quando os consensos se fragilizam, o abrigo mais seguro para a sobrevivência de todos é a plena adesão ao pacto social representado pela Constituição”.

Os recuos de Bolsonaro foram um aviso

O candidato acreditava que óleo de pirarucu curava reumatismo ou queria que os outros acreditassem?
Elio Gaspari
Jair Bolsonaro disse que fundiria os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. Agora diz que pode mudar de ideia. Juntar a Fazenda com o da Indústria? Pensou melhor e vai desistir. Abandonar o acordo climático de Paris? Ameaçou, mas vai ficar. Encrencar com a China? Nem pensar. Formar uma base parlamentar baseada em princípios programáticos? Tudo bem, mas está catando ministros na cesta onde o eleitorado jogou candidatos do DEM.

Bolsonaro encantou o mercado ao reconhecer que não entende de economia e por isso faria do doutor Paulo Guedes o seu "Posto Ipiranga". Como ele nunca produziu um prego, os papeleiros passaram a cultivar a ideia de que Guedes também precisaria de seus "Postos Ipiranga". De posto em posto, quem quiser comprar um prego acabará procurando uma velha e boa loja de ferragens, onde os pregos nacionais custam mais caro que os chineses.

A sabedoria convencional ensina que promessa de candidato é uma coisa, realidade de governante é outra. Mesmo assim, Bolsonaro ficou fora da curva. Quando ele falou numa reconstrução da base parlamentar a partir de princípios, sabia que estava vendendo óleo de pirarucu como cura de reumatismo.
No caso das fusões de ministérios, do vale-tudo ambiental e das relações com a China, exercitava o próprio primarismo. Ele pode querer agradar ruralistas interessados na expansão da área de cultivo da soja no Cerrado, mas precisa combinar com as grandes empresas internacionais que comercializam o grão e precisam defender suas marcas.
Matar gente na periferia das grandes cidades causa constrangimentos pelo mundo afora, mas esse sentimento é difuso. Agredir o meio ambiente compromete a reputação dessas grandes empresas.
Não se pode dizer que Bolsonaro recuou. Fernando Haddad recuou na sua ideia de forçar uma Assembleia Constituinte. Já sua autocrítica em relação às roubalheiras petistas é apenas um truque. Só se recua de uma posição onde se esteve, e Bolsonaro nunca esteve de fato nas posições que defendia há meses, ou há anos, quando defendia o fuzilamento de Fernando Henrique Cardoso. Eram truques, como o de Donald Trump garantindo que Barack Obama tinha nascido no Quênia.
Anarquia militar
Ganha uma viagem ao Congo quem lembrar de algum político ou general da reserva dando palpite a respeito do preenchimento do cargo de comandante do Exército, uma atribuição do presidente da República.
O general da reserva Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa do capitão Bolsonaro, disse que na sua opinião o comandante do Exército deve ser escolhido pelo critério de antiguidade.

sábado, 27 de outubro de 2018

Vox/247: Haddad empata e chega a 50% e disputa será voto a voto

                                               VOTO A VOTO

                       
247 - Pesquisa Vox 247 realizada neste sábado 27 aponta empate entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), apontando para uma virada real neste domingo 28, data da votação do segundo turno.

Nos votos totais, as intenções de voto são de exatamente a 43% a 43%. Ninguém/Brancos/Nulos são 9% e "não sabe" ou "não respondeu", 5%.

Nos votos válidos, os percentuais são de exatamente 50% a 50%.

Os votos espontâneos para presidente, quando os eleitores citam o nome do candidato espontaneamente, são de 51% a 49% para Bolsonaro.

Esta pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral no dia 21 de outubro, sob o número BR-09614/2018. Foram entrevistados 2.000 eleitores de 16 anos ou mais, em 121 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

As ruas do Brasil são de Haddad


247-Centenas de milhares de brasileiros e brasileiras saíram às ruas em vários pontos do País nos últimas dias para defender a democracia e a candidatura de Fernando Haddad (PT) a presidente; nesta sexta-feira (26), em Salvador, pelo menos 200 mil pessoas lotaram a orla em defesa de Haddad; por todo o País, homens, mulheres, jovens, idosos estão na luta incessante para converter indecisos, eleitores que não iriam votar e bolsonaristas não convictos a votarem no candidato petista; politicamente, Haddad já virou a eleição, mas a batalha do vira voto deve seguir até domingo (28)

Juiz que proibiu aula sobre fascismo fez postagens contra o PT



247 - O juiz eleitoral Rubens Witzel Filho, que proibiu a realização de uma palestra sobre fascismo na Universidade Federal de Grande Dourados (UFGD), na manhã de quinta-feira (25), fez postagens contra o Partido dos Trabalhadores nas redes sociais em 2013 e 2014. A aula foi interrompida pela Polícia Federal, a pedido do juiz.

c "Mostrando definitivamente a tentativa de um solapamento à democracia. Aliás, as instituições democráticas nunca foram caras ao PT, que enxerga a agremiação como algo superior ao próprio Brasil".

Em outra, feita um ano antes, o juiz declarou explicitamente que é contra o partido de esquerda. "Todos contra o PT. Leia-se o mal maior". 

No convite, o evento “Esmagar o Fascismo - o perigo da candidatura Bolsonaro” é apresentado para que alunos compreendessem melhor os perigos do retrocesso que “essa candidatura” representa, bem como as formas de resistência. “Convidamos a todos e a todas a participarem da aula pública com o tema “Esmagar o Fascismo”, diz parte do convite. A aula estava acontecendo no Centro de Convivência.

A UFGD, também por meio de nota, informou que e a universidade é apartidária e se posiciona a favor de um ambiente plural, com produção científica e como um lugar de conhecimento e que a instituição muito se preocupa com as manifestações de ódio e violência por convicções políticas. Ainda conforme a nota, é importante que o espaço universitário seja respeitado, garantindo liberdade de imprensa e reunião, conforme assegura a Constituição.

MP, reitores e STF reagem a ações em universidades

Fiscais eleitorais e policiais vetaram eventos e cartazes nas instituições; estudantes protestam.
Folha de S. Paulo


A série de ações de policiais e fiscais eleitorais em universidades de todo o país realizada nesta semana gerou reação de políticos, ministros do Supremo Tribunal Federal, integrantes do Ministério Público, reitores e organizações da sociedade civil nesta sexta-feira (26).
Estudantes realizaram atos contrários às decisões em cidades como Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.
Há relatos de ao menos 30 instituições de ensino alvos de operações desde o início da semana, a maioria sob a justificativa de coibir propaganda eleitoral irregular. Os críticos da atuação dos órgãos oficiais apontam censura.
As ações da Justiça Eleitoral e de policiais incluem retirada de cartazes, veto a eventos e proibição da veiculação de artigos, grande parte deles com dizeres contra o fascismo e a favor da democracia, e alguns com críticas ao candidato Jair Bolsonaro (PSL).
Houve ordem para recolhimento de cartazes, folhetos ou manifestos, por exemplo, na UFMG (federal de Minas Gerais), UFRJ (do Rio de Janeiro), Ufersa (federal do Semi-Árido) e UFCG (de Campina Grande); na estadual da Paraíba (UEPB), onde a decisão atingiu uma faixa com a inscrição "+livros -armas", e na do Rio de Janeiro (Uerj).
Na Unilab, no Ceará, e na UFCG, a polícia diz ter recolhido material a favor do candidato Fernando Haddad (PT).
Já debates e aulas públicas foram proibidos nas federais de Grande Dourados e do Rio Grande do Sul. Os eventos tinham como tema, respectivamente, "Esmagar o fascismo" e "Contra o Fascismo. Pela Democracia". 
No Rio, o sindicato dos docentes da UFRJ informou que uma assembleia de estudantes em conjunto com a UFF foi acompanhada por policiais federais. Em algumas instituições, ocorreu fiscalização eleitoral em salas de aula.Em regra, as ações de fiscais, por vezes com apoio da polícia, têm atendido a decisões da Justiça Eleitoral nos estados provocadas por denúncias de cidadãos comuns, políticos ou da Procuradoria Eleitoral. Em um dos casos, o denunciante diz integrar o MBL (Movimento Brasil Livre), grupo que apoia Bolsonaro.
Para o desembargador Márcio Vidal, que representa os tribunais regionais perante a instância máxima da Justiça Eleitoral, a sequência de operações é "mera coincidência" e responde ao que ocorre dentro das universidades. 
Uma exceção às ações eleitorais foi o caso ocorrido na Universidade Estadual do Pará, em que policiais armados chamados por uma aluna ameaçaram um professor de prisão após ele falar sobre fake news na aula.
A legislação eleitoral diz que "é vedado, a partido e candidato, receber direta ou indiretamente doação em dinheiro ou estimável em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie, procedente de órgão da administração pública direta e indireta ou fundação mantida com recursos provenientes do Poder Público".
Especialistas afirmam que propaganda eleitoral é pedido explícito de voto a um determinado candidato e é de fato vedada em ambientes de uso público como as universidades. Ela não deve ser confundida, porém, com debates de ideias e propostas políticas.
"A interpretação de dizeres 'Direito UFF Antifascista', 'Marielle Franco presente', 'Ditadura nunca mais' (...) como propaganda eleitoral transborda os limites da razoabilidade", diz a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão.
procuradora-geral da República, Raquel Dodge, anunciou que iria ajuizar uma ação ainda nesta sexta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) por ver "indícios claros" de "ofensa à liberdade de expressão, de reunião e de cátedra".
presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Rosa Weber, afirmou que a Corregedoria eleitoral vai apurar se houve excessos nas ações dos Tribunais Regionais Eleitorais. "A legislação eleitoral veda a realização de propaganda em universidades públicas e privadas, mas a vedação dirige-se à propaganda eleitoral e não alcança, por certo, a liberdade de manifestação e de expressão", disse. 
Além dela, outros cinco ministros do STF se manifestaram sobre o tema. O presidente da corte, Dias Toffoli, afirmou que o STF sempre defendeu a autonomia das universidades, bem como o livre exercício do pensar, da expressão e da manifestação pacífica.
Luís Roberto Barroso, que também integra o TSE, disse que "a polícia, como regra, só deve entrar em uma universidade se for para estudar".
Ricardo Lewandowski foi na mesma linha ao dizer que a presença policial nesses ambientes fere a autonomia universitária e a liberdade de manifestação e pensamento. Gilmar Mendes pediu cautela nas ações, e Marco Aurélio disse que a interferência externa nas instituições é descabida.
O candidato Fernando Haddad (PT) afirmou que não adianta "intimidar as universidades" nem "invadir" os campi universitários. "Os professores e estudantes não vão se calar até derrotar o soldadinho de araque", completou, em referência a Bolsonaro. O candidato do PSL não se pronunciou sobre o tema até a conclusão desta edição.
Ministério da Educação da gestão Michel Temer (MDB) disse que não poderia comentar o assunto porque as universidades são autônomas.
Em nota, instituições como USP e Unicamp manifestaram preocupação com a liberdade de pensamento. A Andifes, entidade que reúne os reitores das universidades federais, declarou "firme repúdio à cultura do ódio e da violência, que ora ameaça a sociedade e as universidades públicas, por meio de constrangimentos, ameaças e agressões".
No Rio, milhares de estudantes se reuniram para protestar contra as operações da Justiça Eleitoral. O ato, organizado por centros acadêmicos, começou em frente ao Tribunal Regional Eleitoral e seguiu em direção à Igreja da Candelária, onde se juntou com outro protesto que já estava previsto a favor de Haddad.
Estudantes aproveitaram para estender uma bandeira com os mesmos dizeres da faixa retirada da universidade por ordem da Justiça Eleitoral: Direito UFF Antifascista. Também nesta sexta, alunos da PUC Rio, da UnB (Universidade de Brasília) e da Faculdade de Direito da USP estenderam faixas com dizeres similares nas instituições.

PF pede ao WhatsApp números que dispararam em massa


Folha S.Paulo

Polícia Federal quer saber de que números de telefone e de que dispositivos partiram os disparos de mensagens em massa durante a eleição por meio do WhatsApp.
A PF enviou nesta semana um ofício para a empresa requisitando essas e outras informações, inclusive o conteúdo do material transmitido pelo aplicativo. A polícia quer identificar, por exemplo, se as mensagens eram negativas ou positivas em relação aos candidatos.
Um inquérito foi instaurado após reportagem da Folha revelar a atuação de empresários apoiadores de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, na compra de pacotes de mensagens para disseminar material antipetista (Fernando Haddad, do PT, é o adversário de Bolsonaro no segundo turno). A prática é ilegal e tornou-se também alvo de investigações no âmbito da Justiça Eleitoral.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Fatos que merecem o repúdio de todos os brasileiros

Por Humberto Costa*
Nos últimos dias, às vésperas do pleito que vai decidir, em segundo turno, os destinos do Brasil, tenho acompanhado estarrecido, uma sequência de fatos estranhos à normalidade política e à plenitude do Estado democrático de direito.
Tais fatos incluem proibições de manifestações públicas, algo inadmissível em uma democracia, que é o regime em que vivemos e que queremos ver preservado em nosso País.
É o caso de decisões judiciais esdrúxulas contra universidades, incluindo invasão de prédios acadêmicos para coibir manifestações que, por sua natureza, devem ser livres e abertas. Tais manifestações, diga-se de passagem, não mencionam predileção eleitoral, mas denunciam ações fascistas. Denúncias que, em tempos normais, devem ser motivo de aplauso e não de punição.
Essas decisões judiciais têm atingido, também, a Igreja Católica. Ontem, um Mandato de Notificação assinado por três juízes admoesta o bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Limacêdo Antônio da Silva.
De acordo com a denúncia anônima que motivou a ação dos juízes, o religioso estava “no momento da missa fazendo apologia a certa candidatura política”. Na referida missa, Dom Limacêdo alertou contra os perigos de um regime de cunho fascista e seus riscos para a democracia.
A ação dos magistrados encontra paralelo em situações vividas ao longo da ditadura militar em que o país foi mergulhado entre 1964 e 1985, quando qualquer denúncia anônima era suficiente para se perseguir, prender, torturar, matar e desaparecer com corpos de opositores. Foi um tempo em que a Igreja Católica tornou-se um dos alvos principais do arbítrio e da opressão.
Este fato merece o repúdio de todos os brasileiros. Assim como merece ser rechaçada, de imediato, toda e qualquer ação que ponha em risco a liberdade de expressão e a democracia.
Neste momento, expressamos a Dom Limacêdo Antônio da Silva nossa estima e nossa solidariedade.
*Senador pelo PT de Pernambuco

De Lula a Haddad: não saia das ruas


No encontro com dirigentes do PT nesta quinta (25), Lula disse que Haddad não pode sair das ruas até o fim da campanha.

Ele também pediu que a direção do partido faça um agradecimento à militância que está defendendo a sigla.
No sábado (27), véspera da eleição, o PT fará um ato em Curitiba para comemorar o aniversário de 73 anos do ex-presidente. (Daniela Lima - FSP)

Favoritismo de Bolsonaro na reta final

Data Folha: virada petista é difícil, mas não impossível

Blog do Kennedy

Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra perda da força do favoritismo de Jair Bolsonaro para ganhar a eleição presidencial neste domingo. O candidato do PSL marcou 56% contra 44% do petista Fernando Haddad.
São 12 pontos percentuais de vantagem a favor de Bolsonaro nos votos válidos, mas, há uma semana, essa distância era de 18 pontos no Datafolha. Haddad reduziu em seis pontos percentuais a diferença.
É difícil virar até domingo? Sim. Mas não é impossível.
Bastaria a reversão de mais 6 pontos percentuais para Haddad chegar emparelhado com Bolsonaro neste domingo.
A fuga do candidato do PSL de debates foi um fator que pesou no segundo turno. Essa ausência é um desrespeito ao eleitor e à democracia. Bolsonaro evitou o confronto com medo de perder votos.
A intensificação da propaganda do PT na TV e no rádio com falas do próprio Bolsonaro contra direitos de empregados domésticas, comentários depreciativos sobre nordestinos, o caso WhatsApp (empresários que previam contratar disparos em massa) e discursos autoritários do candidato do PSL e de seu filho Eduardo beneficiaram a campanha petista.
O próprio Bolsonaro admitiu ontem que a eleição não está ganha, contrariando clima de vitória antecipada que contaminou a campanha do PSL nos últimos dias.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Haddad lota as ruas de Recife em seu ultimo ato de campanha

247-Milhares de pessoas lotam na noite desta quinta-feira 25 o pátio da Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Recife, Pernambuco, para receber o candidato da frente democrática, Fernando Haddad (PT); faltando três dias para a votação do segundo turno, militância se anima com a grande chance de virada apontada pelas últimas pesquisas.


Em ato no Recife, Haddad chama Bolsonaro de arregão


Foto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco

Recebido por milhares de pessoas no Pátio do Carmo, o presidenciável Fernando Haddad (PT), acompanhado da sua esposa Ana Estela, do governador reeleito, Paulo Câmara (PSB), o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), vários deputados estaduais e federais, além de lideranças locais, discursou contra o seu adversário Jair Bolsonaro (PLS). Antes da sua fala, Haddad ganhou uma imagem do Padre Cícero, uma bandeira de Pernambuco e os seus apoiadores foram anunciados com versos de literatura de cordel. As informações são do Blog da Folha
"Você (Bolsonaro) é um arregão e quer chamar alguém de coitado, rapaz? Ainda tem tempo", disse Haddad, ao lembrar o discurso da política de "coitadismo" citada por Bolsonaro. "Está fácil virar voto no país inteiro. Na cidade de São Paulo eu já passei Bolsonaro. Entre um livro de um ministro da Educação e uma arma de um soldadinho de araque, o Brasil vai ficar com o quê? Com a educação, com o trabalho, com a dignidade", completou.
O governador Paulo Câmara (PSB) disse que a eleição do próximo domingo é a mais importante dos últimos 30 anos. "A verdade contra a mentira e o amor contra o ódio. Vamos escolher entre a democracia e o autoritarismo. Você (Haddad) vai continuar o trabalho que o presidente Lula fez no Brasil. O povo de Pernambuco vai lhe dar uma grande vitória", avisou.
O senador reeleito Humberto Costa (PT) disse que sentiu o "cheiro da maior vitória política" e convocou a militância para trabalhar ininterruptamente. "O outro lado representa a ditadura. Haddad junto com Lula trouxeram para o Nordeste saúde, educação, água e dignidade. Do lado de lá o que eles oferecem para nós é capim. Haddad é um intelectual, um homem que revolucionou a educação. Ele não! Haddad sim!", disse.
A vice-governadora eleita, Luciana Santos (PCdoB), puxou um "Ele não". "Nós vamos desmontar essa farsa. Eles lá são ódio e nós somos o amor. Eles lá pregam a intolerância e nós pregamos a tolerância", afirmou.
O prefeito Geraldo Julio (PSB) foi chamado ao discurso sendo aplaudido e vaiado ao mesmo tempo, mas as vaias foram contidas sob as palavras de pedido de união do apresentador. "Haddad vai botar um governo popular de novo em Brasília. Vai mostrar que com democracia. O povo brasileiro vai dar a vitória a Haddad presidente", relatou.
O deputado federal Silvio Costa (Avante) saudou os presentes na pessoa da deputada federal eleita, Marília Arraes (PT). "A causa deles é ódio. A nossa tem que ser a conversa, a democracia, mas você que vai votar em Bolsonaro está errado, esbravejou. Desqualificar Bolsonaro não quer dizer nada. Até porque não se qualifica quem não tem qualidade", esbravejou Silvio Costa.