segunda-feira, 24 de abril de 2017

Homem é preso com 43 celulares furtados durante rodeio


Uma vítima conseguiu rastrear o celular e um suspeito foi preso com 43 aparelhos furtados durante rodeio em Ribeirão Preto (SP) na noite deste domingo, 23. A polícia acredita que ele faça parte de uma quadrilha que vem agindo em eventos do tipo e investiga o caso.

Dos celulares furtados, 40 são do modelo iPhone e estavam com o acusado que foi preso em sua casa na Vila Tibério. Ele foi autuado por receptação na Central de Flagrantes. A polícia agora tenta identificar todas as vítimas e descobrir se mais gente estaria envolvida na ação.

O suspeito também tinha um tablet e a partir de sua prisão pessoas que tiveram o aparelho furtado começaram a comparecer à delegacia. Uma das vítimas, o universitário Pedro Zurlo, contou que foi tudo muito rápido.

— Quando vi, o celular já não estava mais no bolso.

Obras da rodovia de acesso a Catimbau em andamento


Com o reinício das obras de implantação e pavimentação da rodovia vicinal VPE-280, que dá acesso ao Sítio Arqueológico do Parque Nacional do Catimbau, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Transportes, atende mais um pleito da população. Nesta intervenção, que é tocada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), estão sendo investidos R$ 11 milhões. O trecho beneficiado possui 9,44 quilômetros de extensão e liga Buíque ao distrito de Catimbau, no Agreste Meridional.
A ação foi autorizada pelo o governador Paulo Câmara durante sua passagem pelo Agreste. Na ocasição, o gestor estava acompanhado do secretário Estadual de Transportes, Sebastião Oliveira, e do diretor de Operações e Construção do DER, Silvano Carvalho.
As obras da vicinal do Catimbau têm previsão de conclusão de 12 meses. A via, que era toda em terra batida e sem condições seguras de trafegabilidade, receberá sistema de drenagem, pavimento de concreto e sinalização, com pintura da pista e instalação de placas de trânsito. 
Essa intervenção beneficiará diretamente mais de 57 mil habitantes. Concluída, vai incrementar o turismo e, consequentemente, a economia de Buíque e de outros municípios da região.

Moro decide adiar depoimento de Lula na Lava Jato

Da Folha de São Paulo
O juiz Sergio Moro, responsável pela Lava Jato em Curitiba, decidiu mudar a data do depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até então previsto para o dia 3 de maio.
Segundo a Folha apurou, a mudança ocorrerá a pedido da Polícia Federal. Moro deve adiar o depoimento de Lula para o dia 10 de maio.
A PF argumentou que precisaria de mais tempo para organizar a segurança no local e que o feriado do dia do Trabalho, 1º de maio, dificultaria ainda mais a operação.
O PT e movimentos alinhados ao partido preparavam forte mobilização para apoiar o ex-presidente. Caravanas estavam partindo de diversos pontos do país.

Lula: Moro admitiu que depoimento de Léo Pinheiro pode ser falso


247 – O juiz Sergio Moro admitiu, antes do início do depoimento de Léo Pinheiro, ex-executivo da OAS, na semana passada, que o conteúdo da fala poderia ser falso. A declaração de Moro foi dada em resposta a uma indagação feita pelo advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, conforme relato publicado no site do ex-presidente nesta segunda-feira 24.

Zanin Martins afirmou que a situação indefinida de Pinheiro era prejudicial à defesa de Lula. "Hoje, o interrogando tem direito de ficar calado e até mentir [pois é co-réu], mas se ele é delator, a situação se altera", disse, lembrando que um colaborador da Justiça presta um depoimento atrelado à sua delação, que por sua vez é concedida dentro de uma estratégia acusatória montada pelo Ministério Público Federal. "Se há versões sendo negociadas, a defesa tem que saber", acrescentou.

Moro concordou com o defensor a respeito da possibilidade de ser mentira o que viria a contar Léo Pinheiro, entendendo que, como co-réu, ele teria direito a dar suas versões dos fatos, "quer sejam verdadeiras, quer não sejam verdadeiras", diz o texto. O juiz disse ainda que o fato de existir acordo em andamento sem que se saiba se isso vai ser efetivado não seria suficiente para suspender o andamento do processo.

O texto informa ainda que a defesa de Lula solicitou à Procuradoria Geral da República uma investigação sobre o depoimento de Léo Pinheiro, em que o ex-executivo afirmou que o triplex do Guarujá pertencia ao ex-presidente, mudando sua versão sobre o fato, uma vez que já havia dito anteriormente que o imóvel não pertencia ao petista.

O pedido de investigação à PGR é motivado pelo fato de que o conteúdo do depoimento foi divulgado na imprensa antes mesmo de ter ocorrido, o que indica que Pinheiro "negociou" com os procuradores da os detalhes de tudo que deveria ser dito contra Lula. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, Pinheiro daria diante de Moro um "aperitivo" de tudo que poderia dizer contra Lula em sua delação premiada acordada com os procuradores da Lava Jato. No dia da audiência em Curitiba, o jornal Valor Econômico antecipou, com base em fontes ligadas ao processo, tudo que ele iria dizer e efetivamente disse.

Xadrez da marmelada do tríplex de Guarujá


Luís Nassif, no GGN

Talvez a rapaziada seguidora da novilíngua da Internet não saiba o significado da palavra “marmelada” – não o doce. Significa combinar de forma desonesta com o adversário o resultado final.

Entenda como se montou a marmelada do tríplex de Guarujá – cuja propriedade é atribuída a Lula.

O maior abuso cometido hoje em dia contra o Estado de Direito é o instituto da delação premiada. É escandalosa a sem-cerimônia com que a delação é manipulada pela Lava Jato, pelo PGR Rodrigo Janot e pelo juiz Sérgio Moro. É o maior argumento em defesa da Lei Antiabuso.

Em um processo, há os dois lados: a acusação e a defesa. E o juiz arbitrando o jogo.

Na teoria, o procurador não é exclusivamente a pessoa da acusação, mas o que busca a verdade. Só na teoria. Na prática, é como o delegado que não quer estragar um grande caso descobrindo a inocência do réu, ou o jornalista que não quer estragar a manchete com dúvidas sobre a culpa do suspeito.

O MPF só aceita a delação de quem diz o que ele, procurador, quer ouvir. O réu não pode dizer mentiras factuais. Mas nada impede que avance em ilações falsas sobre fatos – que é uma forma mais inimputável de mentir – ou afirmações não comprováveis e que, por isso mesmo, podem ser manipuladas ao seu gosto. O melhor, ao gosto do procurador.

Vamos entender melhor esse jogo de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, com a Lava Jato-Procurador Geral da República. Esta semana, Léo declarou que Lula é o verdadeiro proprietário do tríplex de Guarujá, apesar dos advogados de Lula terem mostrado escrituras comprovando que a OAS continua como única proprietária do tríplex

Lance 1 – a armação para pressionar Pinheiro e mudar a versão

O lance Léo Pinheiro foi cantado no dia 29 de agosto do passado ((https://goo.gl/Pt4xbA), quando o Procurador Geral Rodrigo Janot intempestivamente suspendeu as negociações para a delação com base em um motivo ridiculamente primário: uma denúncia anódina contra o Ministro Dias Toffolli, publicado pela revista Veja, e imediatamente atribuída por Janot a Léo – sem nenhuma comprovação.

A delação de Pinheiro comprometia fundamentalmente os governos de Geraldo Alckmin e José Serra, relatando o sistema de propinas em obras públicas estaduais. Até então, o que se sabia das delações da Odebrecht é que se limitavam a relatar financiamentos de campanha por caixa 2 e que Léo Pinheiro avançaria expondo sistemas de propinas.

Escrevi na época:

“Versão 1 – o PGR acusou advogados da OAS de terem vazado parte do pré-documento de delação de Léo Pinheiro, com o intuito de pressionar para que a delação fosse aceita. (…) A versão não se sustenta porque, além de ser ilógica – é evidente que o vazamento comprometeria a delação (…)

Versão 2 – imediatamente Janot suspendeu as negociações para a aceitação da delação do presidente da OAS, Léo Pinheiro. Para justificar a não tomada de decisão ante as 17 delações anteriores vazadas, alegou que a de Toffoli era diferente, porque a informação não existia. Ou seja, tratou drasticamente um vazamento irrelevante (porque, segundo ele, de fatos que não existiam) e com condescendência vazamentos graves.

Na atual edição de Veja, tenta-se emplacar uma nova versão: a de que o anexo (com o suposto vazamento) existia, mas não constava da pré-delação formalizada. Como fica, então, o argumento invocado para livrar os procuradores da suspeita de vazamento?

(…) No dia 11 de agosto passado, a sempre atilada Mônica Bérgamo deu pistas importantes para entender os últimos episódios (http://migre.me/uMCbH)”

“A revelação feita pela Odebrecht sobre dinheiro de caixa dois para o PMDB, a pedido de Michel Temer, e para o tucano José Serra (PSDB-SP) tem impacto noticioso, mas foi recebida com alívio por aliados de ambos. Como estão, os relatos poupam os personagens de serem enquadrados em acusações mais graves, como corrupção e formação de quadrilha.

(…) Neste final de semana, Veja traz o conteúdo total da pré-delação de Léo Pinheiro.

Há informações seguras de pelo menos um depósito na conta de Verônica Serra. Esse depósito não aparece na pré-delação da OAS divulgada pela Veja. Talvez apareça mais à frente, quando se avançar sobre os sistemas de offshore”.

Há a necessidade de ler a íntegra da próxima delação de Pinheiro, para uma avaliação melhor sobre a maneira como relatará os esquemas de São Paulo. Mas é fora de dúvida de que, para conseguir se livrar da prisão, Léo Pinheiro teve que se propor a entregar Lula.

Esta semana, as informações sobre o tríplex de Guarujá foram prestadas por ele ainda sem constar do acordo de delação. Mas, antes do início do depoimento, fontes da Lava Jato já antecipavam seu conteúdo, o que significa que já haviam chegado a um entendimento, visando o objetivo central da operação: inviabilizar a candidatura de Lula para 2018.

Lance 2 – a ideia fixa do tríplex

No depoimento prestado a Moro, Pinheiro faz um relato inverossímil das ligações com Lula.

Dizer que financiou o PT é verossímil, assim como o apoio dado ao Instituto Lula. É verossímil também que teria aceitado assumir o edifício do tríplex, por saber que o casal Lula tinha uma cota em seu nome. Afinal, quem não gostaria de ter um edifício tendo como um dos proprietários de imóvel um ex-presidente da República. É igualmente verossímil que tenha convidado o casal Lula-Marise a visitar o edifício, para ver se se interessavam pelo apartamento.

A partir daí, não há um elemento sequer que comprove que Lula ficou com o tríplex. Lula declarou ter visitado o edifício, não ter gostado do apartamento e não ter ficado com ele.

Há uma montanha de testemunhas e documentos comprovando que a OAS permaneceu como proprietária do edifício.

Mas os brilhantes Sherlocks da Lava Jato transformaram o tríplex em questão de honra. Como é um caso mais ao alcance do chamado telespectador comum, a comprovação da posse do tríplex tornou-se uma obsessão.

Por conta dessa obsessão, já quebraram a cara ao descobrir que estava em nome de uma conta do escritório Mossak Fonseca. Promoveram o maior alarido, invadiram o escritório da Mossak, acessaram seu banco de dados e levaram duas pancadas simultâneas. A primeira, a constatação de que a offshore dona do tríplex era da OAS mesmo; a segunda, ao descobrir uma offshore de propriedade da família Marinho, da Globo.

Numa só tacada inocentaram o alvo e comprometeram o aliado.

Foi um custo varrer o elefante para baixo do tapete.

Lance 3 – a encomenda entregue por Pinheiro

Agora, Léo Pinheiro aparentemente cedeu e entregou a encomenda pedida.

Mas há um jogo curioso montado.

De um lado, deu declarações que, sem provas, não têm o menor valor penal. As provas, segundo antecipou o jornal O Globo, são terrivelmente ridículas: comprovações de reuniões com Lula, de telefonemas a funcionários do Instituto Cidadania. Junto, as delirantes provas colhidas pelos Sherlocks da Lava Jato que identificaram quatro (!) viagens em um ano de carros do Instituto até Guarujá.

Fica-se assim, então:

1. As declarações de Pinheiro garantem alguns dias de cobertura intensiva no Jornal Nacional, preparando o ambiente para uma próxima condenação de Lula.

2. Mas Pinheiro não entrega nenhuma prova comprometedora contra Lula, nem no caso do tríplex (que não deve ter mesmo), nem em nenhum outro caso relevante.

Além disso, o Código Penal proíbe que uma pessoa seja julgada duas vezes pela mesma acusação. E o caso do tríplex já foi julgado e anulado pela Justiça estadual de São Paulo, apresentada pelos procuradores estaduais.

Ou seja, a grande armação visando ou a prisão ou acelerar a condenação de Lula é ridiculamente frágil.

Reprovação ao governo Trump está acima de 50%


Veja Online
O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, comentou em sua conta oficial no Twitter as novas pesquisas sobre sua gestão divulgadas neste domingo (23). “Novas pesquisas que saíram hoje são muito boas considerando que boa parte da mídia é FALSA e quase sempre negativa. Ainda venceríamos Hillary [Clinton] no voto popular”.
A pesquisa encomendada pela ABC News e pelo jornal The Washington Post, que “erraram feio” na eleição, de acordo com Trump, mostrou que seus eleitores ainda mantém seus votos no republicano e que 53% dos participantes  o consideram um líder forte. A sondagem indica, contudo, que 42% dos entrevistados aprovam o trabalho de Trump e 53% reprovam sua gestão.
Outra pesquisa, encomendada pelo The Wall Street Journal e pela NBC News, mostrou que 54% dos americanos reprovam o trabalho de Trump como presidente, enquanto 40% aprovam sua gestão – uma diferença de 14 pontos porcentuais. A pesquisa do WSJ/NBC News divulgada no fim de fevereiro mostrava que o índice de reprovação superava o de aprovação por apenas 4 pontos porcentuais.
 Washington em baixa
As notícias ruins não foram apenas para Trump. O estudo do ABC/Washington Post mostrou que a maioria dos americanos considera que ambos os partidos, Republicano e Democrata, estão desconectados das necessidades dos eleitores: 67% tem essa opinião sobre os democratas, enquanto 62% dos entrevistados consideram que os republicanos estão distantes do eleitorado.

Citado na Lava Jato, Aloysio Nunes descarta jornalistas

O chanceler Aloysio Nunes cancelou na semana passada um encontro com jornalistas de veículos internacionais. O compromisso, na quarta, 19, estava agendado desde o começo do mês. Na mesma manhã, ele recebeu o diretor brasileiro da Itaipu Binacional, Luiz Fernando Leone Vianna, e a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP).

O cancelamento causou estranheza e levantou entre alguns correspondentes a desconfiança de que poderia estar relacionado ao fato de o chanceler ter sido citado em delações da Odebrecht. O encontro, no entanto, será remarcado pelo Ministério das Relações Exteriores. (Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo)

Temer endurece: nenhuma mudança em reformas

Da Agência Estado
Em reunião no Palácio do Jaburu na noite de ontem com ministros e líderes da base aliada, o presidente Michel Temer disse que não haverá novas mudanças nos textos das reformas trabalhista e previdenciária.

“Não há espaço para concessão”, avisou o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). O encontro durou três horas e serviu para a definição da estratégia final para a votação das duas reformas. Segundo o líder da maioria na Câmara, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), Temer disse que o governo considera os relatórios das reformas como produto final das negociações. A ordem, explicou Lelo, é começar as conversas finais com as bancadas e captar o sentimento dos deputados. 
Hoje, Temer vai se reunir com os ministros que têm influência na Câmara para pedir que eles se envolvam diretamente nas conversas com os deputados. O presidente também pedirá que os ministros não agendem mais reuniões com os parlamentares em horário de votações importantes na Câmara.
Além de Aguinaldo e Lelo, participaram da reunião no Jaburu o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), e os ministros Antonio Imbassahy (Governo), Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e Henrique Meirelles (Fazenda).

domingo, 23 de abril de 2017

Do que mesmo é acusado Lula?

Esmael Morais no Blog do Esmael
Primeiro se estipulou que Luiz Inácio Lula da Silva seria "culpado". Agora procura-desesperadamente por um "crime" para o ex-presidente da República.

Tal qual um processo kafkiano, a Lava Jato é recheada de "surrealismos" onde, por exemplo, só valem as delações premiadas que incriminem Lula. O objetivo é manter a narrativa da força-tarefa, etc.

Portanto, às favas as provas!

Fundamental é o apoio popular (sic) para dar cabo à persecução penal.

Dane-se o princípio da legalidade!

Viva os vazamentos, a seletividade e a parcialidade do juiz Sérgio Moro!

Não há que afastar o abuso no "jus puniendi", isto é, no direito do Estado de punir, como recentemente atestou o jurista italiano Luigi Ferrajoli ao afirmar que "esse é um caso em que há um juiz que teme perder o jogo".

Mesmo que não haja provas, frise-se.

Não importa o que disseram 73 testemunhas, o que importa mesmo é condenar Lula para deixá-lo inelegível para 2018.

A prisão do ex-presidente até seria relegada para o segundo plano, desde que cumprido o objetivo político da Lava Jato de tirá-lo da disputa presidencial do ano que vem.

A força-tarefa da Lava Jato resgatou um velho mantra dos udenistas — que a história os qualificou como "falsos profetas" ou "falsos moralistas".

Em 1º de junho de 1950, Carlos Lacerda vaticinou nas páginas do jornal Tribuna da Imprensa: "O senhor Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à Presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar."

Não se trata de mera coincidência histórica, caro leitor. A burguesia nacional apenas segue sua tradição golpista. Nada mais. Porém, alertava Karl Marx, em 18 Brumário, "a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa".

Dito isto, os "coxinhas" nem sabem mais de que Lula é acusado tal a profusão de crimes atribuídos a ele — "sapo barbudo" — antes mesmo que fosse investigado formalmente. Está aí a velha mídia golpista para confirmar o alvo previamente selecionado pelo "sistema".

Feita a escolha do alvo, em conluio, mídia e parte do judiciário, em tempo recorde, imputaram a Lula e seus famílias desde a compra de um "pedalinho" até o "tráfico de influência internacional".

Abaixo, leia os crimes atribuídos a Lula — em tempo recorde — para tirá-lo da corrida presidencial:

* Obstrução da Justiça (Lava Jato) naquele episódio da nomeação para a Casa Civil (note que Moreira Franco, o Angorá, pôde — inclusive com a anuência do STF);
* Tríplex no Guarujá (embora a Justiça de São Paulo já tenha arquivado aquilo que ela considerou "fofoca" — sem provas);
* Tráfico de influência internacional — criminalização da posição pró-ativa das multinacionais brasileiras, estimuladas pelo BNDES;
* Tráfico de influência (Operação Zelotes) — originalmente, a denúncia era acerca da sonegação de impostos pela Globo;
* Corrupção e lavagem de dinheiro (Lava Jato) — compra de terreno para o Instituto Lula que não existiu.

Macron e Le Pen disputarão 2º turno na França diz boca de urna


247, com Sputnik - O candidato para o partido En Marche! e a representante da Frente Nacional, os candidatos do centro e da ultradireita, respectivamente, alcançaram o maior número de votos e se enfrentarão no segundo turno das eleições em 7 de maio.
As urnas acabaram de fechar na França, mas já possível prever o resultado. Sondagem realizada pela Ipsos-Steria para a France Télévisions, a Radio France e o Le Monde, indicam o ex-ministro da Economia francês, Emmanuel Macron e a líder da Frente Nacional, Marine Le Pen como os candidatos a avançarem ao 2º turno das eleições presidenciais francesas.
Quase 70% dos eleitores franceses comparecem às urnas neste domingo 23, numa eleição que teve forte aparato de segurança, três dias após um ataque mirando policiais no centro de Paris.

Emmanuel Macron: 23,7%

Marine Le Pen: 21,7%

François Fillon: 19,5%

Jean-Luc Mélenchon: 19,5%

Benoît Hamon: 6,2%

Nicolas Dupont-Aignan: 5%

Jean Lassalle 1,5%

Philippe Poutou 1,2%

François Asselineau 0,8%

Nathalie Arthaud 0,7%

Jacques Cheminade: 0,2%

Massacre executa nove sem terra




Comissão Pastoral da Terra diz que região tem histórico de violência (Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Do G1:

Subiu para nove o número de mortes confirmadas em uma área rural no município de Colniza, a 1.065 km de Cuiabá, durante um ataque por disputa de terras na quinta-feira (20). As mortes foram confirmadas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp-MT). Um grupo encapuzado invadiu a área e atirou contra as famílias que moram no local. Três peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram enviados nesta sexta-feira (21) para ajudar na identificação dos corpos.

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o local do crime é um assentamento rural. Em nota, a entidade lamentou as mortes e lembrou que algumas famílias foram expulsas da área por homens fortemente armados em 2004. O governo não confirma a informação de que a área é um assentamento rural.

As vítimas da chacina, segundo o governo, são todas do sexo masculino e não há crianças entre os mortos. A confirmação do número de mortos foi feito após a chegada de forças policiais no local do crime. De acordo com o governo, a suspeita é que os autores do crime sejam capangas de fazendeiros da região.

Globo tem sala de guerra contra Lula


Por Fernando Brito, no Tijolaço

Não é possível precisar desde quando eles funcionam, mas a TV Globo opera dois endereços de e-mail que são mais que reveladores da postura da empresa diante da Lava Jato.

O primeiro é o CGJ-LAVANEWS@tvglobo.com.br, onde CGJ é Central Globo de Jornalismo. Lava News, claro, dispensa explicações.

O segundo é o jornalismo-saladeguerra-bsb@tvglobo.com.br, cujo nome é a mais perfeita tradução da forma que a emissora encara a operação capitaneada por Sérgio Moro.

Quem sabe o inspirador tenha sido a sala de guerra criada por Ken Adams para o filme Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick , da qual se dizia ser “um lugar onde jogam poquer com nossas vidas”.

É, de fato, uma guerra, aquela em que, como registrou o jornalista norte-americano Harold Carter, faz da verdade a sua primeira vítima.

E, ao ver do “general” Ali Kamel, tão bem sucedida que ele despejou e-mails de elogios e agradecimentos a toda a “tropa” envolvida no combate.

Não é preciso explicar que, na guerra, há um inimigo a ser destruído.

É assim que a Globo encara o seu.

Lula deve ser destruído, missão na qual ela conta com suas tropas auxiliares, porque toda a mídia se alinha ao que ela diz.

Os meninos da Globo estão, de fato, de parabéns.

Resta saber se serão tão bem sucedidos quanto os velhos generais do tempo do Boni, no tempo em que manipular um debate eleitoral bastava para derrotar seus desafetos, ainda que ao preço de entregar o país a Fernando Collor.

Evidências de Léo Pinheiro contra Lula são Risíveis


247 – Uma reportagem deste domingo da Folha de S. Paulo traz a relação das "provas" apresentadas pelo executivo Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, para demonstrar que o chamado "triplex do Guarujá" pertence ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Entre os documentos entregues estão o registro de que dois carros em nome do Instituto Lula passaram pelo sistema automático de cobrança dos pedágios a caminho do Guarujá entre 2011 e 2013. Não há, no entanto, documento que comprove que as viagens tiveram como destino o apartamento. Há também registros de ligações telefônicas entre Pinheiro e pessoas ligadas a Lula, como Clara Ant, Paulo Okamotto, José de Filippi Jr. e Valdir Moraes da Silva (segurança), a partir de 2012. As listas trazem data e duração da conversa, mas não seu conteúdo. Foram anexados ainda e-mails que mostram a agenda de Lula, na qual aparece a previsão de encontros com Pinheiro, e mensagens da secretária do instituto para Okamotto, que preside a entidade, avisando que o empresário havia ligado para falar com ele", diz o texto.

A fragilidade das provas foi alvo de um comentário do cientista político Luis Felipe Miguel, professor da Universidade de Brasília, em seu Facebook. "É sério que o documento que Léo Pinheiro promete entregar, para provar que o bendito triplex é de Lula, é o registro de que carros do Instituto Lula passaram pelo pedágio no caminho para Guarujá, uma vez em 2011 e outra em 2013? E, para completar, mensagens da secretária do Instituto Lula para Paulo Okamoto, avisando que Pinheiro havia ligado para falar com ele... Isso deve valer quase como uma escritura. Nós perdemos a democracia e eles perderam o senso de ridículo", afirmou.

Segundo o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, os documentos não comprovam as afirmações feitas pelo empresário, que classificou como uma "versão negociada para agradar" aos procuradores e destravar seu acordo de delação.

"Desde quando um e-mail de agenda prova a ocorrência de um encontro e, sobretudo, o que poderia ter sido discutido no suposto encontro? Léo Pinheiro não tem nenhuma prova contra Lula, porque ele não cometeu qualquer ato ilícito. Ele tem uma versão negociada para agradar aos procuradores para ter a sua delação premiada finalmente aceita, para que possa deixar a prisão ou obter benefícios."

O retrocesso avança


André Singer - Folha de S.Paulo

Para comemorar comme il faut um ano do golpe parlamentar contra Dilma Rousseff, as forças empenhadas em dissolver as bases de qualquer projeto nacional deram nova demonstração de vontade ofensiva. Na quarta-feira (19), conseguiram reunir 287 votos (contra 144) para avançar a reforma trabalhista na mesma Câmara dos Deputados que abriu o processo de impeachment contra a ex-presidente. É verdade que foram 80 sufrágios a menos do que os obtidos para levar a então mandatária ao cadafalso, mas revela uma disposição radical cujas consequências se prenunciam funestas.
Clemente Ganz Lúcio, diretor do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), chama a atenção para o caráter interligado dos projetos constitucionais em curso. O dinheiro poupado do corte de benefícios previdenciários proposto é importante para viabilizar a PEC dos gastos, aprovada em outubro passado. Como o teto estabelecido impede o aumento de dispêndio público, será preciso tirar das aposentadorias para manter o mínimo de funcionamento em outras áreas (segurança, saúde, educação etc.).
Por outro lado, o regime de urgência aprovado para as alterações na legislação existente desde os anos 1940 pode eliminar direitos históricos da classe trabalhadora. Além de permitir, entre outras muitas medidas, que o negociado prevaleça sobre o legislado, abrindo o caminho para que a CLT vire letra morta onde os sindicatos são mais fracos, o parecer do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) investe contra o imposto sindical. Embora a contribuição obrigatória seja fonte inequívoca de burocratização, aboli-lo no contexto desta reforma significa esvaziar a principal fonte de resistência ao retrocesso generalizado.
Para completar, a Câmara, ao ampliar, em março, por 231 a 188 votos, o raio de ação das empresas terceirizadas, que agora podem realizar também as atividades-fim de outras firmas, colocou nova parcela da força de trabalho mais longe do alcance da fiscalização. Pode-se imaginar o quanto tudo isso precarizará as relações de trabalho, tendendo, talvez, a diminuir a base de arrecadação da Previdência e reforçando a necessidade de cortar benefícios.
Aos poucos, como se viu na manifestação de 15/3, a sociedade começa a acordar para o tamanho do retrocesso em curso. Redução do valor do trabalho, deterioração dos serviços públicos, destruição e venda do patrimônio nacional para estrangeiros, desindustrialização acelerada e ameaça às liberdades democráticas. Resta saber se haverá tempo para desligar o modo demolição em que o jogo atual vem sendo jogado antes que seja tarde. Parte da resposta virá nos protestos previstos para sexta que vem. 

Temer diz ser triste ver 8 de seus ministros na Lava Jato

O presidente Michel Temer disse achar "triste" ver dezenas de parlamentares e oito ministros de seu governo acusados de corrupção na Lava Jato, ignorando completamente que ele próprio é delatado por negociar uma megapropina para seu partido.

"Sim, me parece triste, não posso dizer outra coisa. Mas é necessário esperar que o Poder Judiciário condene ou absolva as pessoas", declarou em entrevista ao canal de TV espanhol 'TVE', que foi gravado na quinta-feira 20 e exibido neste sábado 22 na Espanha.
"O Brasil não para, portanto não serão os efeitos de atos de corrupção que poderão parar o país", completou Temer.  A entrevista foi concedida às vésperas da visita do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, ao Brasil, na segunda e terça-feira.
Temer é acusado em delação da Odebrecht de ter participado de uma reunião em que foi acertada uma propina de US$ 40 milhões para o PMDB. Ele confirma a existência e a participação na reunião, mas nega a negociação do repasse ilegal. Temer só não é investigado porque o procurador-geral, Rodrigo Janot, lhe deu imunidade, usando para isso uma jurisprudência equivocada.
Na entrevista, ele também disse considerar que o juiz Sergio Moro, que julga os processos da Lava Jato em primeira instância, "cumpre seu papel adequadamente". "Creio que ele [Moro] cumpre seu papel adequadamente, qualquer consideração negativa que eu faça sobre as delações será prejudicial porque pode passar a ideia de que se quer acabar com a Lava Jato", declarou.

Em 3 anos, Lava Jato causa demissão de 600 mil trabalhadores

O Estado de S.Paulo - Fernando Schelle
A  Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás, empreiteiras e agentes do governo, tiveram efeito devastador no emprego. Levantamento do Estado com dez das maiores empresas citadas na Lava Jato mostra que, somente entre funcionários diretos e terceirizados dessas companhias, o corte de vagas entre o fim de 2013 (antes da deflagração da Lava Jato, em março de 2014) e dezembro de 2016 foi de quase 600 mil pessoas. Analistas apontam que o efeito foi ainda maior, quando se consideram as vagas indiretas.
A conta de 600 mil postos de trabalho fechados mostra um impacto considerável – equivalente a 5% do total de pessoas que entraram na fila do desemprego entre 2013 e 2016, que foi de 11,2 milhões. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o total de desocupados no País era de 1,1 milhão em dezembro de 2013; no fim de 2016, o número havia crescido para 12,3 milhões.
Após um período de longa bonança, as companhias envolvidas na Lava Jato vivem momentos de dificuldade e tentam se reestruturar. As construtoras Queiroz Galvão, Engevix, OAS e Mendes Júnior estão entre as que pediram recuperação judicial. A Sete Brasil, empresa criada pela Petrobrás para a construção de sondas de petróleo, está na mesma situação.

sábado, 22 de abril de 2017

Valdemir Cintra estréia programa na rádio Farol FM

O Blogueiro e Radialista Valdemir Cintra, do município de Belo Jardim-PE. estréiou neste sábado um programa na Farol FM de Taquaritinga do Norte(90.5).
O seu programa será de resgate cultural, com muitas noticias, entrevistas, informações etc.
O programa será aos sabados , de 14:30 as 17hs.
Boa sorte e sucesso ao companheiro nesta nova empreitada.

Inscrições abertas para cursos de Pós-graduação na UPE Garanhuns

O Campus Garanhuns da UPE - Universidade de Pernambuco – abriu inscrições para a seleção de candidatos ao Programa de Pós-Graduação Lato Sensu nas áreas de Educação, Gestão Ambiental e Saúde. Os interessados devem procurar a secretaria da Pós-Graduação, para maiores informações.

ESCOLHA ENTRE OS CURSOS DISPONÍVEIS, E NÃO PERCA ESTA OPORTUNIDADE!

- Saúde Pública;
- Computação Aplicada;
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Lula denuncia fabricação da delação de Léo Pinheiro


247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou neste sábado, 22, por meio do Instituto Lula, a trajetória de como se deu a delação premiada do empresário Léo Pinheiro, da OAS. 

Condenado a 26 anos de prisão, o empresário deu uma guinada radical no que vinha declarando e agora acusa o ex-presidente Lula de ser dono do triplex do Guarujá e tê-lo orientado a destruir provas, dando o argumento para o juiz Sérgio Moro decretar a prisão preventiva do ex-presidente por suposta obstrução da Justiça. 

Segundo a defesa de Lula, as acusações de Léo Pinheiro eram condição sine qua non para que ele tivesse acordo de delação premiada firmado. Sua negociação com os procuradores para reduzir sua sentença é pública e documentada.

"Claramente, a falsa versão negociada com Léo Pinheiro destina-se a cobrir os furos e inconsistências da denúncia do power-point, além de transferir sem provas, para outra pessoa (Vaccari), a responsabilidade pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro pelos quais Pinheiro é acusado na ação. Trata-se de uma farsa em favor do réu e dos levianos promotores", diz o Instituto Lula. 

Leia na íntegra o material do Instituto Lula:

Fabricando uma delação: contradições e pressão por uma delação envolvendo Lula

Nesta quinta-feira (20), o sócio e ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, preso em Curitiba, prestou um depoimento no qual muda completamente o que vinha dizendo desde sua prisão, em novembro de 2014. Segundo a imprensa, as novas alegações fazem parte de um acordo de delação que ele e a empresa OAS estariam fechando com o Ministério Público. Uma pré-condição para esse acordo seriam afirmações que incriminassem Lula no processo que envolve a apuração da propriedade de um apartamento no Guarujá. Léo Pinheiro não apresentou provas, mas cumpriu com uma parte do script.

Léo Pinheiro é um depoente condenado a 26 anos de prisão em outro julgamento. Sua negociação com os procuradores para reduzir sua sentença é pública e documentada.

Acompanhe a cronologia da pressão sobre Léo Pinheiro:

Novembro de 2014 - prisão
A primeira prisão de Léo Pinheiro data de novembro de 2014. No entanto, cinco meses depois, em abril de 2015, o Supremo Tribunal Federal decidiu que ele fosse colocado em prisão domiciliar. 

Junho de 2016 - delação recusada: faltou Lula
Condenado a 16 anos de prisão, o empresário aceitou fazer uma delação premiada. Porém, num episódio que lembra um famoso vídeo do canal humorístico Porta dos Fundos, sua delação foi recusada em junho porque, segundo matéria publicada na Folha de São Paulo, não incriminava o ex-presidente. 


Delação de sócio da OAS trava após ele inocentar Lula

Agosto de 2016 - procuradoria encerra negociações
No final de agosto, a Procuradoria-Geral suspendeu as negociações com Léo Pinheiro e a OAS. Os advogados de Lula pedem que sejam apuradas as informações de que a delação foi recusada por inocentar o ex-presidente.


Negociação da delação da OAS é suspensa

Pedido de investigação dos advogados de Lula sobre pressão sobre Léo Pinheiro na PGR não dá em nada

Setembro de 2016 - segunda prisão e intensificação das pressões
Duas semanas depois de recusada a primeira delação de Léo Pinheiro, o empresário foi preso novamente. Segundo o despacho do juiz de primeira instância Sergio Moro, para "garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e segurança da aplicação da lei penal". Começava aí a uma nova fase de pressões na fabricação da delação.


Moro prende de novo Léo Pinheiro em setembro após a delação da OAS ser suspensa

Em outubro de 2016, um blog que atua como assessoria de imprensa clandestina dos promotores da Lava Jato publica uma nota revelando qual era o verdadeiro objetivo da prisão de Léo Pinheiro: obter qualquer afirmação que corroborasse a insustentável tese de que Lula seria dono de um apartamento no Guarujá.


Moro favorece delação de Léo Pinheiro

Novembro de 2016 - sem Lula, pena é aumentada em 10 anos
A pressão se intensifica sobre o empresário em novembro, quando sua pena é aumentada em 10 anos. A matéria do Estadão que noticia o caso faz referência à dificuldade em se conseguir uma delação de Léo Pinheiro: 


Tribunal impõe 26 anos de prisão para Léo Pinheiro da OAS

Abril de 2017 - o condenado Léo Pinheiro se dobra e mente
Finalmente, em abril de 2017, Léo Pinheiro se dobra, troca de advogados e faz o depoimento que os procuradores queriam incriminando Lula. O empresário diz ter sido o único responsável dentro da OAS pela questão do triplex e deixa claro que não tem provas do suposto acerto. 


Advogados deixam defesa de Léo Pinheiro por conflito de interesses

A prova de que a delação fabricada já estava até nas mãos da imprensa é que jornal Valor Econômico anuncia o depoimento horas antes dele acontecer, assim como o blog de assessoria clandestina de imprensa dos procuradores da Lava Jato em todos os vazamentos ilegais que saem da equipe.


Léo Pinheiro vai dizer hoje que triplex era de Lula, afirma Valor

Na condição de réu, Léo Pinheiro tem o direito constitucional de mentir para se proteger. Como testemunha, no entanto, ele está proibido de mentir. O juiz de Curitiba foi questionado para esclarecer a situação, mas não viu contradição entre a negociação com o Ministério Público por benefícios penais e a busca da verdade no processo.

O depoimento de Léo Pinheiro contradiz depoimentos anteriores de funcionários da OAS, feitos com o compromisso de dizer a verdade, que disseram que Lula não seria o dono do apartamento, mas um potencial cliente. Além disso, uma série de documentos comprovam que até hoje a OAS é a detentoda da propriedade do imóvel. 


Um Power-Point prova que o triplex não é de Lula

A narrativa negociada com o réu Leo Pinheiro muda substancialmente a denúncia apresentada pelo MPF naquele famoso power-point. Os procuradores acusaram Léo Pinheiro de ter transferido a propriedade para a família Lula da Silva em outubro de 2009, quando a OAS assumiu formalmente o empreendimento. Era uma acusação contrária aos fatos, testemunhos e documentos. Uma acusação absolutamente insustentável.

Também era (e é) insustentável a tese de que, desde 2009, o imóvel seria dado em troca de três contratos da OAS com a Petrobrás. Isso foi desmentido pelas auditorias externas e pelos depoimentos dos réus colaboradores Pedro Barusco e Alberto Youssef. Na farsa negociada com os procuradores da Lava Jato, Léo Pinheiro mudou sua versão e passou a dizer que:

a) João Vaccari exigiu que o triplex fosse "reservado" para Lula;

e

b) que o custo do imóvel e das reformas teria sido "deduzido" de supostos valores comprometidos pela OAS com o PT.

Claramente, a falsa versão negociada com Léo Pinheiro destina-se a cobrir os furos e inconsistências da denúncia do power-point, além de transferir sem provas, para outra pessoa (Vaccari), a responsabilidade pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro pelos quais Pinheiro é acusado na ação. Trata-se de uma farsa em favor do réu e dos levianos promotores.

Requião: ‘Delação, quando se diz o que o juiz quer, é surrealismo puro’


Blog do Esmael - O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou neste sábado (22) que delação premiada, quando se diz o que o juiz quer ouvir, é irracional e se configura em “surrealismo puro”.

“Não estou inocentando ninguém, mas a delação premiada só valer quando se diz o que o juiz quer ouvir é irracional, surrealismo puro!”, tuitou o parlamentar, que é relator no Senado do projeto que pune abuso de autoridade.

Surreal é aquilo que está além do real, que denota estranheza, transgressão da verdade sensível, da razão, ou que pertence ao domínio do sonho, da imaginação, do absurdo. Ou seja, as delações se parecem muito algo kafkiano relatado em “O Processo” (obra póstuma de 1925, do autor checo Franz Kafka 1883-1924).

Sem citar o caso concreto, por óbvio, Requião se referiu à doentia obsessão do juiz Sérgio Moro pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Embora a Lava Jato não tenha provas concretas contra Lula, o delator (no sentido amplo) só consegue a “premiação” quando corrobora com a narrativa dos procuradores e do juiz Moro.

O próprio ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro, havia inocentado Lula num primeiro depoimento de delação. Mas, por não incriminar o ex-presidente, teve seu acordo de delação premiada suspenso pela Procuradoria Geral da República em agosto de 2016.

Para Requião, as prisões ilegais para arrancar delação — sem prova alguma — são apenas uma faceta do abuso de autoridade de juízes e integrantes do Ministério Público.

“O projeto de abuso de autoridade não livra ladrão algum da cadeia, apenas pune abuso doloso de autoridade”, explicou o relator da matéria que irá à votação na quarta-feira (26), na CCJ do Senado.

Requião também disparou contra os procuradores liderados por Deltan Dallagnol que gravaram um vídeo na semana “a favor” do abuso de autoridade: “Por que os nefelibatas do jogral não se dispõem a discutir publicamente comigo suas razões?”.

“Jesus repartia o pão, outros compram casas populares para especular e ter lucro. Vai para o inferno?”, espezinhou Requião o procurador Dallagnol, que comprou apartamentos para investimento destinados a pessoas de baixa renda do programa Minha Casa Minha Vida.

“Quando alguns juízes e promotores mentem tentando me desqualificar fica mais evidente a urgência da lei de abuso de autoridade”, disse o senador Roberto Requião, que completou: “Não tenho dúvida de que juízes e promotores sérios e racionais apoiam a lei de “abuso de autoridade”. Deviam, no entanto, se manifestar”.