Eduardo Campos hoje em Brasília
A política e as curiosidades dos discursos
Os partidos e seus dirigentes normalmente ocupam as tribunas para falar
em defesa da sociedade. As palavras do líder do PSB na Câmara, Deputado
Beto Albuquerque, ao anunciar a entrega cargos no Governo Federal,
trazem uma contradição.
Segundo o Deputado, a sigla assumirá uma posição de independência,
votando com o Governo nas matérias que considerar “boas” para o país.
“O apoio ao Governo vai depender dos temas e das pautas. Não vamos
virar oposição, mas vamos apoiar o governo somente nas coisas boas.
Queremos ficar livres, soberanos e independentes.”, disse o Deputado.
Com essa afirmação, o Deputado deixa claro que, em troca de espaço,
votava até o que fosse ruim para sociedade e ainda confessa que estava
em uma prisão, como se o seu mandato estivesse amarrado ao poder e não à
representação popular.
Na mesma linha, como um réu confesso, falou o Deputado Gonzaga
Patriota: "O PSB sai do Governo. Isso nos deixa livres para rejeitar
propostas com as quais não concordemos.". Com essa afirmação, o Deputado
Gonzaga confessa que, quando foi preciso, votou contra as suas
convicções. (Blog do Jamildo)
A golpes de pás, martelos e picaretas, colunistas
da mídia tradicional abriram nos últimos meses as sepulturas em que
seriam lançados, sem direito a apelação, os réus da Ação Penal 470; mas
voto garantista do ministro Celso de Mello, para quem "o Supremo não
pode expor-se a pressões externas", jogou os personagens que se
travestiram de juízes dentro das próprias covas que eles cavucaram;
decano do Supremo Tribunal Federal deu a maior lição de preservação de
direitos individuais que os jornalões brasileiros e seus medalhões já
receberam; uma verdadeira aula magna que eles fizeram por merecer;
agora, aqui jazem
247 – Nos últimos meses, a golpes de centenas de
artigos, milhares de notícias e milhões de palavras, um naipe completo
de colunistas da mídia tradicional tratou de cavucar com pás, martelos e
picaretas as sepulturas em que seriam jogados, nesta quarta-feira 18,
os réus da Ação Penal 470.
Porém, com o voto histórico do decano Celso de Mello, do Supremo
Tribunal Federal, os articulistas da condenação anunciada descobriram
que haviam aberto, na verdade, suas próprias covas rasas. Cobertos com
togas, apesar da falta de especialização jurídica, ar professoral diante
de quem não precisava de lições e a empáfia condizente com os
arrogantes, a verdade é que esse pessoal se arrebentou. Eles morreram em
credibilidade abatidos por seus próprios golpes.
Senão, vejamos:
Pode mesmo o acadêmico eleito com um livro só (compilação de artigos
em O Globo) Merval Pereira dar aulas de Direito a um ministro do porte
de Ricardo Lewandowski? Tem condições o blogueiro Reinaldo Azevedo, de
Veja, ensinar letras jurídicas a uma referência como Teori Zavascki? Dá
para instalar no mesmo patamar de conhecimento de matéria constitucional
o galhofeiro Augusto Nunes com o magistrado Luís Roberto Barroso? A
decana brasiliense Eliane Cantanhêde porta mesmo ensinamentos
jurisdicionais que podem servir ao advogado tornado ministro Dias
Toffoli? Acreditava mesmo a revista Veja que iria, com uma capa à la
Capone, levar o decano Celso de Mello a tisnar sua biografia de
garantista?
E mais: adiantou de algo, nesta mesma quarta-feira 18, portais como o
UOL (do grupo Folhas) e o G1 (das Organizações Globo dos três Marinho)
esconderem de seus leitores a notícia da aprovação dos embargos quando
já estava claro o voto do decano, além de custar a própria perda de
crédito?
Mais que ingenuidade, tratou-se a operação conjunta da mídia
tradicional, para a qual seus mais cintilantes quadros foram
requisitados, de uma jogada com duplo sentido. Acreditando que todo o
julgamento da AP 470 seria guiado pela estrela da política, os
colunistas atuaram travestidos de juristas para criarem, entre os
leitores, a fantasia de que possuíam argumentos técnicos ainda mais
fortes que a ira sentida frente aos personagens no banco dos réus.
Cobriram-se, sem cerimônia, com togas cintilantes, que ao final serviram
apenas para obnubilar a visão do público sobre o complexo julgamento.
No jargão das redações, tiraram seus leitores do rumo certo.
A compreensão de que o Supremo é um órgão formado por juízes
experimentados, cuja maioria compreende que o tribunal, como frisou o
decano, "não pode expor-se a pressões externas", não foi transmitida aos
leitores. Ao contrário. Um por todos e todos por um, o que eles
escreveram em papel, lançaram na internet e propagaram pelo rádio e a
televisão foi a mensagem de que o Supremo seria, sim, uma espécie de
Maracanã em que as torcidas determinariam o resultado da partida.
Venceria quem gritasse mais alto, amedrontando os responsáveis
constitucionais pela apreciação do caso.
Foi preciso, em sua ampla e histórica lição de preservação das
garantias dos cidadãos frente à "irracionalidade" do Estado, Celso de
Mello repor a verdade em seu devido lugar. Ele ensinou que a não
aceitação dos embargos infringentes iria contrariar uma tradição
estabelecida pelo próprio Supremo desde o início do século passado.
Seria contraditória com todas as Constituições brasileiras desde a de
1946.
O presidente Joaquim Barbosa adiou, na semana passada, o voto de
Mello. O próprio decano queria ter votado, mas o antigo promotor fez
questão de tirar-lhe a vez para que a matilha da mídia pudesse ladrar
contra a independência do Supremo. Nessa jogada de mão, a participação
da revista Veja foi decisiva para preencher, com sua capa desta semana, o
espaço aberto por Barbosa. E outra vez não deu certo.
Ao fracassarem, as insistentes ações da mídia tradicional contra o
Supremo, durante a Ação Popular 470, findaram, na mão contrária desse
mau exemplo, por fortalecer a democracia. O voto do decano, acompanhando
os juízes Luiz Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Dias
Toffoli e Ricardo Lewandowski significou, tecnicamente, apenas que o
próprio Supremo irá revisar as sentenças que receberam quatro votos pela
absolvição dos réus. Moralmente, foi a maior aula já dada por um juiz a
uma turma que pensava ser dona da verdade.
O deputado federal João Paulo utilizou o princípio da “simetria”
para justificar a sua defesa da entrega dos cargos ocupados pelo PT no
Governo do Estado e da Prefeitura do Recife, em resposta à saída do PSB
do Governo Dilma Rousseff (PT). “O líder do PSB na Câmara Federal, o
Beto Albuquerque, disse que o PT deveria deixar todos os cargos que
ocupa em gestões socialistas. Por simetria, o PT tem que deixar, pela
simetria a esse pensamento, os cargos”, indicou. Contudo, o deputado federal minimizou os prováveis efeitos da decisão
do PSB, frisando que não deverá assistir à migração do PSB para a
oposição formal à presidente Dilma Rousseff. Conforme João Paulo, o fato
de o governador Eduardo Campos ter assegurado que o seu partido seguirá
na base é suficiente para assegurar esse status. “Eu confio na fala do governador. O PSB não vai fazer oposição à
Dilma. Ele disse isso, então, temos que confiar nele. Temos que confiar
na palavra do presidente nacional do PSB”, destacou João Paulo. O PT ocupa as Secretarias estaduais de Transportes, com Isaltino
Nascimento; de Cultura e Fundarpe, com Fernando Nascimento; e a
executiva de Agricultura, com Oscar Barreto. Na Prefeitura do Recife, a
legenda conta com a pasta de Habitação, com Eduardo Granja.
Só depois de ser cobrado pelos colegas Luiz Fux e
Carmen Lúcia, Joaquim Barbosa proclamou o resultado favorável aos réus;
enfim, ele admitiu os embargos infringentes; sessão foi encerrada às
18h22; gesto teatral da renúncia à toga, para se lançar à presidência,
não ocorreu; novos recursos beneficiam apenas réus que tiveram pelo
menos quatro votos favoráveis, como José Dirceu, Delúbio Soares, José
Genoino (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP); Barbosa teve nova derrota,
quando tentou limitar em 15 dias prazo para apresentação dos
infringentes
247 - A contragosto, o ministro Joaquim Barbosa,
presidente do Supremo Tribunal Federal, proclamou o resultado favorável
aos réus na questão dos embargos infringentes. Só o fez depois de ser
cobrado pelos ministros Luiz Fux e Carmen Lúcia.
Em seguida, colocou em votação um pedido do réu Pedro Correia, que
não teve embargo acolhido, uma vez que não teve quatro votos favoráveis.
Os infringentes só beneficiam aqueles réus, como José Dirceu, Delúbio
Soares, José Genoino (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP).
Barbosa pediu que recursos fossem apresentados em 15 dias, mas acabou
sendo derrotado novamente, por sete votos a quatro, num recurso
apresentado por Cristiano Paz.
247 - "Antes de proclamar o resultado, temos algumas
questões a resolver", disse um enigmático Joaquim Barbosa, depois do
fim do foto de Celso de Mello, que garantiu a aceitação dos embargos
infringentes, por seis votos a cinco.
Derrotado, Barbosa cometeu mais uma indelicadeza com o decano – a
quem impediu de votar na semana passada – e abriu 30 minutos de
intervalo.
Há, em Brasília, a expectativa de que ele surpreenda o plenário e a própria Nação na tarde desta quarta-feira.
Barbosa foi aconselhado por amigos a renunciar à toga, tendo assim
uma plataforma populista para se lançar à presidência da República,
vestido de justiceiro.
Será que a tarde desta quarta-feira ainda reserva um grande gesto teatral com a transformação de Joaquim Barbosa em BatBarbosa?
Agência Brasil (Brasília) – Os empresários estão otimistas em relação
aos próximos seis meses de atividade da indústria no país, de acordo
com a Sondagem Industrial divulgada hoje (18) pela Confederação Nacional
da Indústria (CNI). O motivo é que todos os indicadores de expectativa
(demanda, exportação, compra de matérias-primas e número de empregados)
encontram-se acima dos 50 pontos, segundo a CNI. Os indicadores variam
de 0 a 100 e acima de 50 mostram evolução positiva.
Em setembro, a expectativa de demanda ficou em 59,4 pontos, a de
quantidade exportada passou para 53,5 pontos, a de compras de
matéria-prima subiu para 56 pontos e a de número de empregados cresceu
para 52 pontos. “Os índices cresceram na comparação com agosto, o que
mostra expectativa positiva mais disseminada do que no mês anterior”,
conclui a pesquisa, feita entre 2 e 12 de setembro, com 1.986 indústrias
no país.
O otimismo dos empresários não é afetado pela constatação da pesquisa
de que a indústria brasileira continua operando com utilização da
capacidade instalada abaixo do usual e excesso de estoques, mesmo com a
recuperação registrada em agosto. É que, como informa a Sondagem
Industrial, apesar desse quadro, o setor registrou aumento da produção
pelo segundo mês consecutivo, alcançando 52,7 pontos em agosto.
BRASÍLIA – Desde a última segunda-feira, Eduardo Campos está em
Brasília participando de reuniões com dirigentes e ministros do PSB. O
que políticos ligados ao governador avaliam, principalmente os
governadores do partido, preocupados com as composições estaduais para
as eleições do próximo ano, é que a estratégia inicial de Campos deu
errada.
O esperado era manter em banho-maria essa possibilidade de vir a ser
candidato, aguardar a decisão das convenções dos diretórios em outubro e
oficializar seu caminho depois disso, o que culminaria com a saída do
PSB do governo Dilma em dezembro ou janeiro.
Mas as reuniões com empresários, a postura de pré-candidato, as
críticas às medidas adotadas pela equipe econômica nos últimos meses e a
aproximação com o PSDB, divulgada amplamente, irritaram Dilma e
aumentaram as inseguranças em relação à aliança PT/PSB.
Apesar de assegurar que está muito bem no universo privado, o
ex-petista Maurício Rands pode desembarcar no PSB. O ex-deputado, que
está trabalhando numa grande multinacional na Holanda, teria recebido um
convite do próprio governador Eduardo Campos para ingressar na legenda.
No entanto, ainda mostraria alguma resistência em aceitar o chamado.
O provável ingresso de Rands no PSB resolveria uma equação que o
governador Eduardo Campos tentar fechar: encontrar um postulante a
sucessor no seu PSB que possa reunir qualidades técnicas e, sobretudo,
políticas para vencer uma eleição que não deverá contar com a presença
sua física. Eduardo deverá se dedicar por inteiro à campanha
presidencial.
Maurício Rands, além de reunir credenciais políticas e técnicas,
ainda poderá incorporá um antipetismo que deverá marcar a campanha
socialista do próximo ano. Ele deixou o PT após intervenção do comando
nacional do partido no catastrófico processo de prévias que deveria ter
escolhido o candidato da legenda na sucessão do Recife.
O ex-deputado deixou a vida pública, mas aconselhou – várias fontes
distintas asseguram- que pessoas próximas a ele filiadas ao PT
trocassem a legenda pelo PSB.
Agência Brasil (Brasília) – A educação a distância (EAD) cresceu
mais que a educação presencial de 2011 a 2012. Em um ano, houve um
aumento de 12,2% nas matrículas da EAD, enquanto a educação presencial
teve um aumento de 3,1%. Apesar do crescimento, o ensino a distância
ainda representa 15,8% das matrículas. Os dados são do Censo da Educação
Superior de 2012, divulgados hoje (17) pelo Ministério da Educação
(MEC).
O índice do ensino fora de sala de aula ainda é baixo, segundo o
ministro da Educação, Aloizio Mercadante. “Quando olha para a OCDE
[Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico], quase a
metade das vagas é a distância. Temos espaço para crescer”. Ele ressalta
que é preciso garantir a qualidade do ensino. A intenção é ampliar a
oferta nas instituições federais. De acordo com o censo, a maior parte
das matrículas em EAD está na rede privada (83,7%) e é oferecida por
universidades (72,1%).
No ensino presencial, o ministro destacou o crescimento das
matrículas nos cursos tecnológicos, que aumentaram 8,5% de 2011 a 2012.
Segundo Mercadante, o crescimento foi significativo, embora os cursos
concentrem apenas 13,5% das matrículas. As matrículas de bacharelado
cresceram 4,6% e representam 67,1% do total, enquanto nos cursos de
licenciatura, o crescimento foi 0,8% – 19,5% das matrículas são em
licenciatura. Leia Mais
O diretor do MultiCampi Garanhuns da UPE-Universidade de Pernambuco,
Prof. Clovis Gomes Jr., esteve nesta terça-feira em Brasília, no
gabinete do deputado federal Fernando Ferro (PT/PE). A visita de
cortesia marcou o agradecimento do gestor ao parlamentar pela emenda
no valor de 2 milhões de reais que estão sendo utilizados no curso de
Medicina da Cidade das Flores. A emenda está no orçamento de 2013.
Na oportunidade, o diretor solicitou esforços do deputado para uma
nova emenda para 2014, com o objetivo de construir o Restaurante
Universitário da UPE em Garanhuns, orçado em R$ 600 mil.
Para Fernando Ferro, o pleito do diretor é de extrema importância, uma
vez que estruturar a Universidade de Pernambuco em Garanhuns é
impulsionar o desenvolvimento do agreste meridional. "Vamos priorizar
estes projetos", afirmou o parlamentar.
"Temos uma demanda de milhares de estudantes vindos de dezenas de
municípios da região, e o Restaurante Universitário vem a atender uma
necessidade por uma melhoria no serviço oferecido. Muitos estudantes
também da cidade saem direto do trabalho para a universidade. Com este
investimento, haverá um incremento até no aprendizado em sala de aula"
- informou Clóvis Gomes Jr, que mantém em Brasília outros contatos
buscando mais investimentos para as unidades do MultiCampi sob sua
gestão.
Qual
a semelhança política entre os irmãos Cid e Ciro Gomes, do PSB, e José
Serra, do PSDB? Existe, e muita: Cid e Ciro Gomes apoiam a reeleição de
Dilma Rousseff e são contrários à candidatura do presidente de seu
partido, Eduardo Campos, à Presidência da República; José Serra apoia a
candidatura de José Serra e, principalmente, se opõe a Aécio Neves, que
deve disputar a Presidência pelo seu PSDB.
A semelhança está aí: o
principal objetivo de Cid e Ciro, no PSB, e Serra, no PSDB, é atrapalhar
a vida do candidato do partido. Serra prefere qualquer um a Aécio (que o
apoiou, mas sem se empenhar, nas eleições de 2002 e 2010). Cid e Ciro
querem Dilma; mas, se não for possível, qualquer outro que não seja
Eduardo Campos, com quem pretendem disputar o controle do PSB.(Carlos Brickmann)
A Presidenta Dilma Rousseff, hoje, em Porto Alegre, (aqui, em vídeo)
ao entregar a maior plataforma de petróleo já construída no Brasil, a
P-55 da Petrobras, falou da missão que recebeu de Lula de reerguer a
indústria naval.
Pouca gente, talvez só os mais velhos como eu, se dá conta da
importância da construção naval para o Brasil e, muito especialmente,
para o Rio de Janeiro.
E não é exagero dizer que ela estava morta, em meados dos anos 90,
após dez anos de crise. O fim da Docenave, frota mercante da Vale do Rio
Doce e a política de encomendas no exterior que, até então, era seguida
pela Petrobras.
Uma indústria que chega a ser a segunda maior do mundo em tonelagem –
em 1979, empregava 40 mil trabalhadores na construção de 50 embarcações
– estava reduzida, por toda parte, a sucata, onde pouco mais de 5 mil
trabalhadores atuavam, a maioria apenas em estaleiros de reparos.
Basta olhar o gráfico ao lado, que extraí da tese de doutorado de
Claudiana Guedes de Jesus, da Unicamp, para que se possa fazer ideia do
fundo do poço em que chegamos e a maravilhosa recuperação do setor,
basicamente conseguida com a ação do Estado brasileiro, através de dois
programas da Petrobras: o da ampliação e mordernização de sua frota e as
encomendas para fazermos aqui as plataformas que FHC mandava contratar
no exterior.
E estes números poderiam ser ainda mais fantásticos, se não fosse a
criminosa decisão da Vale privatizada de fazer na China e na Coreia um
programa bilionário de construção de megagraneleiros, que acabou por se
revelar um fiasco.
Mas não perdemos apenas empregos para os operários, técnicos e
supervisores nessa indústria, não. Perdemos tecnologia e conhecimento,
nos quais o Brasil tinha alta capacidade desde o final do século 19,
porque destruímos os cursos de engenharia naval em nossas universidades.
O
levantamento feito pela Dra. Claudiana mostra o número de formandos em
engenharia naval na UFRJ e fala por si. Boa parte do connhecimento se
foi, à medida em que a necessidade de sobrevivência e o próprio tempo
iam “tirando de combate” a parcela mais experiente dos engenheiros e dos
trabalhadores.
Sobreviveram uns poucos – e bons – escritórios de projeto naval,
formado por antigos engenheiros do Ishikawagima – hoje rebatizado de
Inhaúma, no Rio, onde está sendo adaptada a P-77 da Petrobras – e do
Emaq.
Também entre os trabalhadores, segundo o estudo da Unicamp, este
conhecimento em parte se perdeu. Os trabalhadores com mais de cinco anos
de experiência eram 35% em 1995, em 2010, menos de 18%. Os com mais de
dez anos de vínculo caíram de 15% para menos de 3%.
Hoje, o problema da indústria naval é o de falta de pessoal.
Estima-se que, nos próximos anos, o setor vai exigir 40 mil soldadores,
chapeadores, montadores, encanadores e outros profissionais navais, com
salários que superam, com os mais experientes, R$ 15 mil mensais.
É disso que o Brasil vai precisar para fazer os 46 navios
encomendados pela Petrobras – além de uma centena de embarcações de
apoio marítimo – as 20 plataformas de petróleo em construção ou
encomendadas e os 28 navios-sonda de águas ultraprofundas.
Mas isso o povo brasileiro não sabe, quando falam a ele sobre a Petrobras.
Agência Brasil (Brasília) – A Confederação Nacional da Indústria
(CNI) informou hoje que o Índice de Confiança do Empresário Industrial
(Icei) aumentou 1,7 ponto em setembro e alcançou 54,2 pontos. É o
segundo mês seguido de alta do índice e, segundo a CNI, indica um “sinal
importante para a recuperação da indústria”.
Em agosto, o valor ficou em 52,5 pontos. Na comparação com setembro
de 2012, o ICEI registra recuo de 3 pontos (57,4). Para calcular o
índice, a CNI utiliza indicadores que variam de zero a cem pontos, sendo
que resultados acima de 50 pontos indicam empresários confiantes.
A CNI informou ainda que o aumento da confiança dos empresários foi
mais intenso na indústria extrativa, em que o ICEI cresceu 4,2 pontos e
ficou em 57,7 pontos em setembro. Na indústria de transformação o índice
aumentou 1,7 ponto e na construção 0,6 ponto.
Apesar do pessimismo em relação às condições atuais da economia e das
empresas, cujo indicador ficou em 46,2 pontos, os industriais estão
mais otimistas com o futuro, acredita a confederação de empresários. O
índice de expectativas em relação às condições da empresa e da economia
para os próximos seis meses subiu de 56,9 pontos em agosto para 58,2
pontos em setembro.
A pesquisa foi feita entre 2 e 12 de setembro com 2.499 empresas.
Dessas, 912 são pequenas, 967 são médias e 620 são de grande porte.
O
deputado Inocêncio Oliveira (PR) já comunicou, oficialmente, ao
governador Eduardo Campos (PSB) que não disputa a reeleição, encerrando a
sua carreira política de 10 mandatos federais consecutivos. O velho
cacique esteve com Eduardo ontem pela manhã, no gabinete provisório, no
Centro de Convenções. Para federal, Inocêncio já definiu que o candidato
do seu grupo a federal será o deputado estadual Sebastião Oliveira.
O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, relata que o partido
deve ter palanque certo nas eleições do próximo ano em Roraima, Amapá,
Ceará, Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Tocantins e Pernambuco. Até o
momento, o governador Eduardo Campos (PSB) ainda não definiu seu
sucessor em Pernambuco. Os nomes mais prováveis são do atual ministro da
Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho e o do vice-governador,
João Lyra que está deixando o PDT para se filiar ao PSB.
De acordo com a coluna Folha Política, de Carol Brito, em
contrapartida, é forte a possibilidade do PSB não ter palanque próprio
em estados importantes como São Paulo, Rio e Minas. No entanto, a
avaliação é que as campanhas no Sudeste são mais “eletrônicas” do que
presenciais.
Em 1970, no horror do Ai-5, o general
Médici, mais feroz dos ditadores de 64, nomeou procurador do Incra o
jovem advogado pernambucano Roberto João Pereira Freira, de 28 anos
O único político brasileiro da oposição (que se diz da oposição)
que aplaudiu José Serra, o Elias Maluco eleitoral, por ter anunciado que
agora é hora de destruir Lula, foi o senador Roberto Freire, presidente
do Partido Popular Socialista (PPS, a sigla que sobrou do assassinato
do saudoso Partido Comunista, melhor escola política brasileira do
século passado). Disse: "Serra presta um serviço à democracia".
Para Roberto Freire, "desconstruir", destruir, eliminar o principal
candidato da oposição e das esquerdas (com 42% nas pesquisas) é um
"serviço à democracia". Gama e Silva nunca teve coragem de dizer isso.
Armando Falcão também não. Nem mesmo Newton Cruz. Só o delegado Fleury.
Ninguém entendeu. Porque não conhecem a história de Roberto Freire. Aprovado pelo SNI
Em 1970, no horror do AI-5, quando tantos de nós mal havíamos saído
da cadeia ou ainda lá estavam, muitos sendo torturados e assassinados, o
general Médici, o mais feroz dos ditadores de 64, nomeou procurador
(sic) do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) o
jovem advogado pernambucano Roberto João Pereira Freire, de 28 anos.
Não era um cargozinho qualquer, nem ele um qualquer. "Militante do
Partido Comunista desde o tempo de estudante, formado em Direito em 66
pela Universidade Federal de Pernambuco, participou da organização das
primeiras Ligas Camponesas na Zona da Mata" (segundo o "Dicionário
Histórico Biográfico Brasileiro", da Fundação Getulio Vargas-Cpdoc).
Será que os comandantes do IV Exército e os generais Golbery (governo
Castelo), Médici (governo Costa e Silva) e Fontoura (governo Médici),
que chefiaram o SNI de 64 a 74, eram tão debilóides a ponto de nomearem
procurador do Incra, o órgão nacional encarregado de impedir a reforma
agrária, exatamente um conhecido dirigente universitário comunista e
aliado do heróico Francisco Julião nas revolucionárias Ligas Camponesas?
Os mesmos que, em 64, na primeira hora, cassaram Celso Furtado por
haver criado a Sudene, cataram e prenderam Julião, e desfilaram pelas
ruas de Recife com o valente Gregório Bezerra puxado por uma corda no
pescoço, puseram, em 70, o jovem líder comunista para "fazer" a reforma
agrária.
Não estou insinuando nada, afirmando nada. Só perguntando. E, como
ensina o humor de meu amigo Agildo Ribeiro, perguntar não ofende.
Sempre governista
Em 72, sempre no PCB (e no Incra do SNI!) foi candidato a prefeito de
Olinda, pelo MDB. Perdeu. Em 74, deputado estadual (22.483 votos). Em
78, deputado federal, reeleito em 82. Em 85, candidato a prefeito de
Recife, pelo PCB, derrotado por Jarbas Vasconcellos (PSB). Em 86,
constituinte (pelo PCB, aliado ao PMDB e ao governo Sarney). Em 89,
candidato a presidente pelo PCB (1,06% dos votos).
Reeleito em 90, fechou o PCB em 92, abriu o PPS e foi líder, na
Câmara, de Itamar, com cujo apoio se elegeu senador em 94 e logo aderiu
ao governo de Fernando Henrique. Em 96, candidato a prefeito de Recife,
perdeu pela segunda vez (para Roberto Magalhães).
Agora, sem condições de voltar ao Senado, aliou-se ao PMDB e PFL de
Pernambuco, para tentar ser deputado. Uma política nanica, sempre
governista, fingindo oposição.
Agente de FHC
Em 98, para Fernando Henrique comprar a reeleição, havia uma condição
sine qua non: impedir que o PMDB lançasse Itamar candidato a
presidente. Sem o PMDB, a reeleição não seria aprovada. Mas o PMDB só
sairia para a candidatura própria se houvesse alianças. E surgiram
negociações para uma aliança PMDB-PPS, uma chapa Itamar-Ciro.
Fernando Henrique ficou apavorado. E Roberto Freire, agente de FHC, o
salvou, lançando Ciro a presidente. Isolado, o PMDB viu sua convenção
explodida pelo dinheiro do DNER, Itamar sem legenda e a reeleição
aprovada.
Durante quatro anos, Roberto Freire saracoteou nos palácios do
Planalto e da Alvorada, sempre fingindo independência, mas líder da
"bancada da madrugada" (de dia se diz oposição, de noite negocia no
escurinho do governo).
Quinta-coluna
No ano passado, na hora de articular as candidaturas a presidente, o
PT (sobretudo o talento e a competência política de José Dirceu) começou
a pensar numa aliança PT-PPS, para a chapa Lula-Ciro. Itamar disse que
apoiava. O PSB de Arraes também. Fernando Henrique, o PSDB e Serra se
apavoraram. Mas Roberto Freire estava lá para isso. Novamente lançou
Ciro, para impedir uma aliança das oposições com Ciro vice de Lula.
Fora dos cálculos de FHC e Roberto Freire, Ciro começou a crescer.
Mas, quando o PFL, sem Roseana, quis apoiar Ciro, dando espaços nos
estados e na TV, Roberto Freire, aliado em Pernambuco de Marco Maciel, o
líder da direita do PFL, vetou o PFL com Ciro. Como se chama isso? Uns,
"agente". Stalin chamava "quinta-coluna".
Caso
o ministro Celso de Mello vote a favor dos embargos infringentes, o
grande derrotado com a decisão será o presidente do STF, Joaquim
Barbosa. Além de ver vitoriosa a tese do ministro-revisor, Ricardo
Lewandowski, Barbosa perderá o protagonismo no julgamento: um novo
relator será sorteado. Celso de Mello será o fiel da balança.
Se mantiver o
entendimento anterior, acatando os embargos infringentes, poderá haver
novo julgamento para José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos
Valério, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz, Simone Vasconcelos, Kátia
Rabello e José Roberto Salgado quanto à condenação por formação de
quadrilha. João Paulo Cunha, João Cláudio Genú e Breno Fischberg também
poderão requerer novo julgamento para o crime de lavagem de dinheiro.(BLOG DO AZEDO)
Presidente
nacional do PSDB e potencial candidato à Presidência, o senador Aécio
Neves disse ontem "pressentir" que estará junto ao ex-governador José
Serra nas eleições de 2014.
Aécio tem usado nos últimos
dias expressões mais enfáticas sobre a permanência de Serra no PSDB.
Ele declarou à colunista da Folha Mônica Bergamo que tem a "convicção"
de que Serra não deixará o PSDB.
Questionado ontem sobre o
tema, Aécio voltou a elogiar Serra: "No que depender, não apenas de mim,
mas de todo o partido, ele continuará conosco. O que eu posso
pressentir neste instante, para frustração dos nossos adversários, é que
nós estaremos juntos construindo um projeto inovador, transformador
para o Brasil". (Folha de S.Paulo)
Segundo Vera Magalhães hoje
na Folha de S.Paulo, a depender da evolução da pré-candidatura do
governador de Eduardo Campos, ele pode nem retornar ao comando da pasta.
A cúpula do
PSB foi convocada para uma reunião com Eduardo Campos hoje, em Brasília,
diz a colunista. Em pauta, a pressão de PT e PMDB para que Dilma cobre
uma definição imediata de Campos sobre 2014. Um grupo defende que o
partido entregue os cargos federais.
O médico e ex-prefeito de Camaragibe, Paulo Santana,
responde a sindicância no Cremepe por estar atuando como “instrutor” dos
médicos estrangeiros que vieram trabalhar em Pernambuco. Ele está sendo
acusado pelo sindicato de sua categoria de ensinar medicina a “não
médicos”.
O
eleitor poderá ter saudade do bigodudo Levy Fidélix, que defende seu
PRTB na TV. Seus correligionários acusam-no, na Justiça Eleitoral, de
ter incluído pessoas sem filiação partidária na chapa com que venceu a
disputa interna do PRTB em 2012.
A informação é de Felipe Patury, na ÉPOCA, acrescentando que, segundo
a corregedoria eleitoral, só um ano depois Fidélix registrou a filiação
dessas pessoas na Justiça. O caso será julgado nesta semana.(BLOG DE MAGNO MARTINS)