quinta-feira, 26 de março de 2015

Uma luz para Eduardo Cunha



O lobista Jorge Luz, que, segundo Paulo Roberto Costa, foi quem o ajudou a conseguir o patrocínio do PMDB para continuar na diretoria da Petrobras, não é amigo apenas de Renan Calheiros e de Sérgio Machado.

Outro personagem importante em seu rol de relacionamentos é Eduardo Cunha.
Ambos se conhecem desde os tempos em que Cunha presidiu, por indicação de PC Farias, nunca é demais lembrar, a finada Telerj, no início dos anos 90.

O lobista já era poderoso naquele tempo. Foi ele quem estendeu a mão a Cunha ainda quando ele era um simples economista em busca de padrinhos políticos e ascensão na máquina pública

quarta-feira, 25 de março de 2015

Moro, e o Álvaro Dias? Não era da mesma CPI?

Do blog conversa afiada

Coitado do Anastasia … Pagou o pato sozinho …


A propósito da assombrosa informaçao de que o Moro, o implacável de Guantánamo, pegou um tucano (morto), amigo navegante enviou a seguinte breve reflexão:



Amigo, o Catão dos Pinhais está VIVO e era membro da mesma CPI do falecido Guerra.

Guerra e o Catão eram na verdade os únicos tucanos da CPI. 

Será que o Guerra comeu os dez pedaços da pizza de milho sozinho ?

Naquela pizza de milho, cada pedaço valia um milhão…

Por que o Moro nao pergunta ao ilustre senador paranense: ilustre Senador, o falecido Guerra comeu os dez pedaços sozinho ?

Saudações paranaenses e, como diz voce, quá, quá, quá !

Projeto de lei que altera salário do magistério é retirado de pauta na Assembleia Legislativa

Do blog de  jamildo 


O projeto de lei 79/2015, que tratava do aumento de parte dos professores, acaba de ser retirado de pauta na Assembleia Legislativa do Estado. O projeto estava na ordem do dia para ser votado hoje, mas sofria resistência dos sindicato dos professores. A votação acabou sendo adiada para a próxima terça (31 de março).
A deputada Tereza Leitão argumentou também que o Governo e a Alepe devem investir em uma solução negociada, e por isso é necessário aguardar a negociação marcada para a próxima segunda (30), entre Governo e professores.
A proposta já foi aprovada nas Comissões de Justiça, de Administração e de Finanças. Teresa Leitão observou que o colegiado de Educação é o principal em relação ao mérito do projeto e não seria positivo votar a proposição em Plenário antes da apreciação pelo grupo. A parlamentar saudou o adiamento da votação, agradeceu aos envolvidos e afirmou que a decisão foi boa para a Casa Joaquim Nabuco.
O recuo do governo ocorreu após articulação da comissão de Educação, de Tereza Leitão, líderes partidários como o líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho, do PTB; o líder do Governo, deputado Waldemar Borges, do PSB, além do presidente da Alepe, Guilherme Uchoa, do PDT.
Mesmo sem acordo entre o Governo do Estado e o Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Pernambuco (Sintepe), a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) planejava votar nesta quarta-feira (25) o projeto do governador Paulo Câmara (PSB) que reajusta o piso dos professores estaduais. O sindicato prometeu realizar um protesto em frente ao Legislativo estadual.
Nesta terça-feira, o governador Paulo Câmara explicou que o projeto atual fazia a adequação do piso salarial de 4 mil professores ao piso nacional do magistério, definido por Lei. Ele garantiu que o reajuste nos salários da categoria será negociado na data base legal, em junho, assim como os demais servidores.
O Sintepe defendeu que o Palácio do Campo das Princesas deveria conceder o reajuste de todos os professores. O sindicato também criticou o fato de o projeto atual nivelar os vencimentos de professores com licenciatura plena e daqueles que têm apenas formação em Ensino Médio.
Para o Sintepe, o projeto prejudica o Plano de Cargos e Carreiras (PCC) ao atribuir um reajuste de 13,01% para 1,1 mil professores; de 0,89% para 2,9 mil servidores e de 0% para os demais profissionais da Educação.
A proposta havia passado nessa terça na Comissão de Constituição e Justiça da Alepe, a mais importante da Casa, e já foi incluída na ordem de votação pelo presidente Guilherme Uchoa (PDT). A deputada estadual Teresa Leitão (PT) reclamou que o projeto não tem parecer das Comissões de Finanças, Administração e Educação.
Os professores fazem uma paralisação de advertência nesta quarta e quinta (26). Para Paulo Câmara, a paralisação é precipitada, prejudica os estudantes e não será tolerada pelo governo estadual.

Isolada, Dilma ganha apoio dos governadores

Do blog de Magno Martins



Reunidos por mais de três horas com a presidente Dilma, os governadores do Nordeste assumiram diante dela uma firme disposição contra qualquer tipo de ruptura que possa comprometer a democracia e em respeito à Constituição. Foi uma forma de solidariedade ao isolamento político de Dilma provocado pela maior crise política e econômica dos últimos 50 anos.

A posição conjunta dos governadores se dá 10 dias após as manifestações de rua pelo afastamento da presidente nos principais centros urbanos, especialmente São Paulo, que atraiu mais de 1 milhão de pessoas. Do ponto de vista prático em relação à pauta administrativa, os governadores receberam sinalização da liberação de recursos apenas para o combate à seca.
Deve sair dinheiro para o pagamento de programas que estão em andamento na área hídrica e para quitar também os pipeiros que abastecem as comunidades mais atingidas pela seca. Dilma condicionou a concessão de empréstimos internacionais ao ajuste fiscal, prometendo avaliar caso a caso, isso depois de aprovado o ajuste pelo Congresso.
Daí, a necessidade de os governadores exercerem o papel de convencer suas bancadas na Câmara e no Senado pela aprovação do ajuste fiscal. Outra sinalização do Planalto foi para definição de uma política unificada de combate ao crime, devido ao crescimento da violência no Nordeste.


Chuva em Araripina provoca prejuízo




Do G1 Petrolina
Alegria para uns e transtorno para outros; esta tem sido a realidade da chegada da chuva em algumas cidades do Sertão pernambucano. De ontem para hoje, o município de Araripina teve o maior índice pluviométrico de todo o estado, 88 mm, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
A chuva em Araripina trouxe alguns transtornos para a população local. De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria de Ordem Pública do município, 250 pessoas, somente do bairro Zé Martins estão desabrigadas. Elas foram levadas para escolas no município. Já no bairro Universitário, quatro casas desabaram e muitas ruas apresentaram rachaduras.

O grupamento do Corpo de Bombeiros de Ouricuri e Salgueiro, também no Sertão, tiveram que se deslocar para Araripina com o objetivo de realizar os atendimentos à população. Na cidade também houve queda de postes, o que interrompeu o fornecimento de energia em vários locais e instituições como a Agência do Trabalho. A gestão municipal ainda discute a possibilidade de decretar estado de calamidade por causa da chuva.

Janine questiona: por que se investiga só o PT?

247 - O intelectual Renato Janine Ribeiro, professor de ética e filosofia da USP, questiona a agenda dos protestos de 15 de março, como se a eliminação do PT – e não a revisão das causas que apodreceram o sistema político brasileiro – fosse o suficiente para sanar o País de todos os seus males.
Embora dê razão a quem se revoltou, ele afirma que deve-se buscar as causas da corrupção, e não apenas seus sintomas. "Tratar o sintoma não é a solução. Meias medidas são meros paliativos. É preciso chegar às causas. Venceremos a corrupção quando ela parar de servir de pretexto político de um lado contra o outro e for mesmo repudiada pela maior parte da população. Não é o caso – ainda", diz ele.
No texto, ele também questiona a indignação seletiva. "Por que tantos querem que a investigação foque só o PT? A apuração não deve ser ampla, geral e irrestrita?".
Leia, abaixo, a íntegra:
Tem razão quem se revolta
As legítimas manifestações de 15 de março caíram no engodo de construir um Outro demoníaco, aquele que acabou com o que era doce
"On a raison de se révolter", dizia o filósofo francês Jean-Paul Sartre no fim da vida, quando, depois de maio de 1968, se cansou de esperar que o Partido Comunista se consertasse e fez causa comum com os maoistas. Não é fácil traduzir a frase de Sartre. Seria algo como "tem razão quem se revolta".
Mas qual razão, quanta razão? Eu diria que é a razão do sintoma: sente-se a dor, procura-se a infecção, mas queixar-se não é diagnosticar a doença, menos ainda curá-la. O último dia 15 de março foi isso. A queixa é correta, o tecido social está sofrendo, mas diagnóstico e prognóstico ficaram pela metade.
A queixa: não se aguenta mais a corrupção. O caso da Petrobras mostra uma crise grave em uma de nossas maiores empresas. Pior, uma empresa que pertence a todos nós. Muito resta a explicar, da falta de controle à pura indecência. Como o PT foi entre tolerante e partícipe do processo, ele se torna a bola da vez.
A dor: como fizeram isso com nosso país? E o erro: fizeram, quem? Isso, o quê? Nosso, de nós, quem? Aqui está o problema.
Quem "fizeram" é só o PT ou, mais que ele, o PP ou, ainda mais, um sistema político que se acostumou a ser eficiente pela via da desonestidade? Porque há um subtexto em nossa sociedade que diz: resolva o problema, "não quero saber como".
Não queremos saber como funcionam as coisas, desde que elas funcionem. Vejam o que chamamos de "segurança pública". Ela depende muito da violência policial contra inocentes. Não queremos saber a que custo reina alguma paz em nossos bairros. O preço dessa paz é a violência contra três Ps: pobres, pretos e putas.
Ainda que insuficiente, a eficiência que o Estado consegue deve-se, em vários casos, ao "não quero nem saber". Só que agora está emergindo o iceberg inteiro. Nós nos acostumamos ao "por fora bela viola, por dentro pão bolorento"; fingíamos que não havia bolor, mas ele está aparecendo. Tanto no Metrô de São Paulo como na Petrobras.
O avanço da democracia desnuda esse preço, esse bolor. Há uma reação tola: não quero saber do preço. Um dos modos dessa reação é carimbar um culpado bem afastado de nós. O PT cumpre hoje esse papel de demônio, que já foi de Getúlio Vargas. Assim se afasta de nós esse cale-se. Somos poupados.
As manifestações do dia 15 de março, legítimas na medida em que "tem razão quem se revolta" (mas alguma razão, não toda), caíram no engodo de construir um Outro demoníaco, aquele que acabou com o que era doce. O passado fica como uma idade, senão de ouro, pelo menos de prata.
Um teste simples: se alguém contesta os males atuais em nome de um passado que teria sido melhor, essa pessoa está pelo menos mal informada. Nossa história tem podres que mal começamos a enxergar.
O presente pode parecer horrível, mas só porque expôs a chaga purulenta. O bom que era doce se assentava em mentiras. Aumentaram as mentiras? Ou, na sociedade da informação, é mais fácil descobri-las do que antes? O mensalão do DEM teria sido exposto, não fosse uma microcâmera escondida? Delações premiadas funcionariam se os cúmplices mantivessem a lealdade dos mafiosos, que morrem, mas não falam?
Sem uma força-tarefa como a da Operação Lava Jato, teriam sido pegos? Quem deve teme. Por que tantos querem que a investigação foque só o PT? A apuração não deve ser ampla, geral e irrestrita?
Tratar o sintoma não é a solução. Meias medidas são meros paliativos. É preciso chegar às causas. Venceremos a corrupção quando ela parar de servir de pretexto político de um lado contra o outro e for mesmo repudiada pela maior parte da população. Não é o caso – ainda.

 

Apeoesp cobra cobertura da greve pela Rede Globo

Pela Rede Brasil Atual 

São Paulo – A presidenta da sindicato dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, encaminhou nesta segunda-feira (23) ofício ao diretor geral de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel. Na correspondência, enviada pela primeira vez ao jornalismo da emissora, que historicamente boicota o movimento, ela informa que os professores da rede estadual estão em greve desde o último dia 13.
“Para a Globo, nossa greve não existe. Coincidentemente ou não, é a mesma versão do governo estadual”, afirma a dirigente no comunicado, referindo-se às declarações do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que nega a existência do movimento grevista ao mesmo tempo que afirma se tratar de uma novela que se repete anualmente.

Maria Izabel questiona o fato de os telejornais da emissora terem dado grande destaque às manifestações do dia 15 deste mês, contra o governo federal, no mesmo local da assembleia dos professores, e não ter dado cobertura ao movimento. De acordo com a Apeoesp, na última sexta-feira (20), 135 mil professores estavam em greve, o que corresponde a 60% da categoria em todo o estado.

Ainda segundo ela, “a ética e o bom jornalismo determinam que todas as partes envolvidas em determinado fato sejam ouvidas e que sejam divulgadas suas posições”. A dirigente acrescenta que, “se a Rede Globo defender, de fato, a liberdade de expressão, deve cumprir as normas do Estado democrático de direito".

“Como concessão pública, deve cumprir seu papel de informar à população sobre todos os fatos que a possam interessar e, também, dará voz a a todos aqueles que não estão satisfeitos com a realidade da escola pública estadual.”

Diário demite 100. Vinte são da redação

Sob o argumento de uma suposta reestruturação, o novo grupo que assumiu o Diário de Pernambuco, o jornal mais antigo em circulação na América Latina, promoveu uma vassourada no seu quadro de pessoal, atingindo de uma só tacada 100 funcionários, a maioria da área administrativa, que deve ser transferida do Recife para Fortaleza, sede do Hap Vida, acionista majoritário.

Da redação, foram demitidos em torno de 20 profissionais, dos quais muitos nomes conhecidos no mercado, como Josué Nogueira, editor do blog. Entre os editores-executivos foram afastados Humberto Santos e Cristiano Mascaro. A relação de editores é maior: Cleide Galdino, Fábio Guibu, Tatiana Meira, Heitor Cunha, Gil Vicente, Flávio Adriano e Inês Campelo.

No departamento fotográfico perderam seus empregos gente boa e bem antiga no mercado, a exemplo de Edvaldo Rodrigues, Bernardo Dantas, Blenda Souto Maior, Raptara Guerra e Allen Torres. Entre os repórteres, Rebeca Silva, Raphael Guerra, Josué Nogueira e Lenne Ferreira.(Do blog de magno Martins)

Coelho caminha célere ao STF





Presidente da OAB desde 2013, Marcus Vinícius Furtado Coelho é hoje o candidato mais forte a ocupar a cadeira deixada por Joaquim Barbosa no STF.
Coelho tem a simpatia de Ricardo Lewandowski e de Renan Calheiros, Cresce a possibilidade de Dilma Rousseff (PT) anunciar o nome de Coelho na sexta-feira.

Nunca vi uma ofensiva como essa do PiG


No lançamento da Frente Parlamentar em defesa da  Petrobras, Haroldo Lima, ex-presidente da Agência Nacional de Petroleo (ANP) e ex-deputado federal pelo PC do B, afirmou que a campanha contra a petroleira, neste momento, é a maior da história.

“Essa batalha é das mais complicadas. Eu nunca vi uma ofensiva como essa. A palavra de ordem é: A Petrobras é intocável”, disse Haroldo nesta terça-feira (24) na Câmara dos Deputados.


Ele ainda criticou a política de comunicação dos governos petistas, que subsidiam o que chama de “mídia mancomunada”

“Eu acho que a Presidência da República, desde Lula para cá, é condescendente com a mídia brasileira. Você pega a Veja e tem propagandas do Governo e a Veja não contribui para o futuro do Brasil”, discursou.(Do blog conversa afiada)

PSB nomeia oito novas direções municipais

A direção estadual do PSB enviou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), nesta terça-feira (24), as direções partidárias de oitos municípios. A ação mostra como o partido está se preparando para as eleições do próximo ano. O presidente será o professor Tales Vital.
Como a Coluna Folha Política tinha antecipado o advogado Antônio Campos, que poderá concorrer à Prefeitura de Olinda no próximo ano, teve o título transferido para a cidade. Ele será o vice-presidente da sigla no local.

O ex-vice-prefeito Agean Tenório comandará o PSB de Águas Belas, a vereadora Lita Massena o de Chã de Alegria e o ex-candidato a prefeito Marcello Maranhão, o de Ribeirão. O vice-prefeito Zé Martins comandará o PSB de João Alfredo, Camila Machado o de Sirinhaém, Manoel Marcos Ferreira o de Pombos e Cristina Silva o de Maraial.

Erundina aceita Marta no PSB: pode vir



Luiza Erundina (SP), cuja reação à filiação de Marta Suplicy preocupava a direção do PSB, diz que a senadora será "bem-vinda". 

"Marta é um bom quadro, com experiência no Executivo e no Legislativo. Recebê-la vai ser bom para o partido."
Sobre as críticas da ex-ministra ao PT e a Dilma, a deputada é cautelosa.

"Quando saí do PT, não saí batendo. Mas se ela acha que o modo como está fazendo é o melhor, respeito."  (Vera Magalhães - Folha de S.Paulo)

Crime e prisão na eleição da UVP

Segundo Magno Martins em seu blog que deverá  pegar fogo a eleição para a presidencia da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) na próxima sexta-feira, em Triunfo. Candidato da oposição, Josinaldo Barbosa, vereador em Timbaúba, já teve sua vida levantada pelos concorrentes. Foi descoberto, por exemplo, que possui uma larga folha policial, tendo sido preso numa ação da Polícia Federal pelo crime de contrabando, em 2010.

terça-feira, 24 de março de 2015

Fim de coligações em eleições proporcionais



Da Folha de S.Paulo – Gabriela Guerreiro
O Senado aprovou nesta terça (24), de forma definitiva, o fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais. A PEC (proposta de emenda constitucional) proíbe os partidos políticos de formar coligações nas eleições para a Câmara dos Deputados, Assembleias e Câmaras de Vereadores.
Ficam mantidas as coligações somente nas eleições majoritárias –presidente da República, governos estaduais, municipais e Senado.
Os senadores tinham aprovado a PEC no começo de março em primeiro turnoe concluíram sua análise em segundo turno nesta terça. A proposta segue para votação na Câmara dos Deputados. No total, 62 senadores votaram a favor da PEC, 1 contra e 1 se absteve.
O objetivo da PEC é acabar com as chamadas "legendas de aluguel", quando partidos se unem próximo às eleições apenas para ampliar o tempo no horário eleitoral de rádio e TV ou aumentar a visibilidade de siglas "nanicas". O tempo para o horário eleitoral soma o destinado a todos os partidos que integram as coligações.
A proposta também dá fim aos chamados "puxadores de votos", em que deputados com votações expressivas garantem a eleição de outros que não alcançaram o chamado quociente eleitoral com seus próprios votos.


Reuters tentou proteger FHC em matéria sobre corrupção na Petrobras

247 – A Reuters publicou uma entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nesta segunda-feira 23 que veio acompanhada, por engano, de uma orientação do editor: “podemos tirar, se achar melhor”.
A frase indicava um parágrafo que destacava o depoimento do ex-diretor da Petrobras Pedro Barusco, no qual afirmou à Justiça que o esquema de corrupção na estatal ocorre desde 1997, durante o governo FHC.
A indicação para retirar o trecho aponta uma proteção da agência de notícias ao ex-presidente tucano. Apesar de a informação de que o escândalo começou no governo tucano já ter sido exaustivamente divulgada, o veículo optaria, nesse caso, por não destacá-lo, tornando o texto mais favorável ao ex-presidente.

A entrevista foi republicada nesta terça-feira 24 com a seguinte mensagem da Reuters: “Reenvia texto publicado originalmente na segunda-feira para excluir nota do editor no fim do 6º parágrafo”. O assunto foi parar entre os temas mais comentados no Twitter brasileiro, com a hashtag #PodemosTirarSeAcharMelhor

Acusaram o PT e... ganharam a liberdade

247 - Dois dos presos da Operação Lava Jato estão prestes a deixar a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. São eles Dalton Avancini e Eduardo Leite, da Camargo Correa. O motivo: os dois tiveram seus acordos de delação premiada homologados pela Justiça.
Nas delações, ambos confirmaram a tese que a força-tarefa da Operação Lava Jato pretende confirmar: a de que as doações legais de campanha ao PT, na realidade, são "propina" (saiba mais em "Após longa prisão, delator diz o que Moro quis ouvir").
O acordo de delação foi homologado nesta terça e, como consequência, os dois executivos da Camargo serão liberados pelo juiz Sergio Moro. Avancini pagará ainda um multa de R$ 5 milhões, enquanto Leite arcará com uma penalidade de R$ 2,5 milhões. Ambos ficaram mais de 120 dias presos, antes de aceitaram fazer a delação premiada, que teve como recompensa a liberdade.
Há, no entanto, uma incoerência. Em 2010, a Camargo Corrêa doou R$ 5,4 milhões ao PSDB – mais do que os R$ 4,5 milhões doados ao PT. No entanto, apenas as doações ao PT são consideradas propina, enquanto valores transferidos a outros partidos vêm sendo considerados doações legítimas, que talvez expressem preferências ideológicas da empreiteira ou o direito de uma empresa expressar sua cidadania.
A esse respeito, vale ler a análise do jornalista Fernando Brito, editor do Tijolaço em "Doação ao PT é propina; ao PSDB, é amor". Levantamento das doações eleitorais junto ao TSE revela que os valores doados pelas empreiteiras aos três maiores partidos: PT, PSDB e PMDB se equivalem (saiba mais aqui).
Os dois executivos da Camargo também denunciaram supostas propinas na construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A eles, nada foi questionado sobre obras realizadas pela empreiteira junto a prefeituras ou governos estaduais.
Depois que a força-tarefa da Lava Jato transformou doações legais ao PT – e apenas ao PT – em "propina", o senador Aécio Neves (PSDB-MG) propôs um projeto que prevê a cassação do registro de partidos políticos que possam ser enquadrados nessa situação. O objetivo é colocar o PT na clandestinidade.

E nem é preciso desenhar.

Lula nega conversa com Dilma sobre mudanças em regras trabalhistas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou, por meio de nota, que tenha conversado com a presidente Dilma Rousseff sobre alterações nas medidas provisórias que restringem a concessão de benefícios trabalhistas. Conforme mostrou o jornal O Estado de S.Paulo, nesta terça-feira (24), a petista comunicou o antecessor e dirigentes do PT que está disposta a rever as novas regras.
As medidas integram o ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Dilma não detalhou quais pontos seriam alterados, mas a sinalização foi entendida como uma tentativa de reconstruir pontes com antecessor e com o partido, diante da queda de popularidade de seu governo.

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi comunicado ou conversou com a presidenta Dilma Rousseff sobre alterações nas medidas provisórias 664 e 665″, diz a nota.

Ministra do STF abre inquérito para investigar presidente do DEM

Da FolhaPress
A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia atendeu um pedido do Ministério Público e abriu inquérito investigar o presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), citado em delação premiada por um empresário de Natal (RN) que teria negociado propina com políticos para aprovação de leis.
A abertura de um inquérito não significa culpa e é o estágio inicial de uma investigação. Nos próximos dias o Ministério Público irá ouvir testemunhas, buscar provas e, a depender do material que vier a obter, pode apresentar uma denúncia contra o senador ou pedir o arquivamento das apurações.
O caso em questão diz respeito a um instituto montado pelo empresário George Olímpio para prestar serviços de cartório ao Detran, que cobrava taxas de cada carro financiado no Estado. Ele teria pago propinas para agilizar a tramitação do projetos de um lei que criava a inspeção a inspeção veicular da qual se beneficiaria.
Em delação premiada, Olímpio disse que Agripino teria lhe pedido R$ 1 milhão para campanhas políticas e que ele entendeu o pleito como uma chantagem: ou daria o dinheiro ou perderia o comando da inspeção veicular.
Ele ainda alega ter entregue parte do dinheiro, R$ 300 mil, e ter feito empréstimos com pessoas indicadas por Maia para completar R$ 1 milhão.
OUTRO LADO – Procurado, o gabinete do senador Agripino Maia disse que deve divulgar uma nota sobre o caso em breve.

Em fevereiro, quando o tema chegou ao STF, disse que o próprio Olímpio, que agora o acusa, registrou em cartório um documento contrariando a versão apresentada durante os depoimentos da delação premiada.

FHC pensa que crise petista o reabilita

Eduardo Guimarães
EDUARDO GUIMARÃES
 
A última de Fernando Henrique “uma declaração por dia” Cardoso (by Brasil 247) foi tentar culpar o sucessor direto, Luiz Inácio Lula da Silva, pela corrupção na Petrobrás. Antes, disse que a corrupção no Brasil foi inventada pelo PT. Antes, disse que o governo Dilma deveria cair. Antes, disse que o governo Dilma não deveria cair. Antes…

Desde que Dilma Rousseff assumiu seu segundo mandato, não passa uma semana ininterrupta sem que o ex-presidente tucano dê alguma declaração atacando-a ou ao seu partido ou a Lula, à diferença do que ocorreu durante a campanha eleitoral do ano passado.
Durante o processo eleitoral de 2014, mais uma vez o PSDB escondeu o seu líder maior, assim como fez em 2002, 2006 e 2010. A razão reside em pesquisa Datafolha publicada em 6 de junho do ano passado, que revelou a enorme impopularidade do ex-presidente.
Segundo o Datafolha de 6 de junho de 2014, os que “com certeza” optariam por um candidato a presidente sugerido por Fernando Henrique Cardoso eram 12%. Mas o destaque da pesquisa foi a influência negativa do tucano: 57% diziam que não votariam em alguém apoiado por ele. Por conta disso, a campanha de Aécio Neves o escondeu.
Por alguma razão, FHC acha que deve falar sem parar sobre “estelionato eleitoral”. Ele que, em 1998, disse que se Lula se elegesse presidente iria desvalorizar o real. Contudo, o tucano se reelegeu e, semanas após a reeleição, fez o que disse que o adversário faria, jogando o Brasil em uma das maiores crises econômicas da história recente.
FHC falar em “estelionato eleitoral” ou em crise econômica é uma piada de muito mau gosto. Aliás, qualquer tentativa de comparar a situação econômica de hoje com a de 1999, ano do segundo governo tucano, é ridícula.
Na última segunda-feira, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s manteve a nota de crédito do Brasil em “investment grade”, nota essa que afiança aos investidores internacionais que o país é seguro para investir.
Existe alguém honesto que seja capaz de dizer que essa era a realidade do Brasil no início ou no fim do segundo mandato de FHC? Em 2002, último ano do governo FHC, o Brasil foi colocado pela mesma Standard & Poor’s na categoria “investimento especulativo”, ou seja, de risco elevado, a quem investisse aqui, de levar calote.
Sim, a popularidade de Dilma e do PT está no fundo do poço. Não se pode negar isso. A falta de explicação sobre o ajuste fiscal, a artilharia midiática e as críticas de setores da esquerda e até do PT às medidas de equilíbrio fiscal geraram um temor muito mais psicológico do que factual sobre a situação do país.
Isso quer dizer que os brasileiros esqueceram do que foi a era FHC? Será que os 57% que, ano passado, disseram que nem amarrados votariam em um candidato indicado pelo tucano, de repente, só porque acham que Dilma cometeu estelionato eleitoral tanto quanto ele, mudaram de ideia?
Duvido e faço pouco. Aliás, isso vale para o PSDB. Se hoje houvesse uma disputa entre Marina Silva e Aécio Neves, por exemplo, o tucano perderia de lavada. Sobretudo se Marina se voltasse para o campo progressista.
Aliás, a manutenção da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor’s constitui uma péssima notícia para FHC e seu partido, até porque a agência afirma que, ano que vem, a economia brasileira voltará a crescer.
Os brasileiros estão esperando uma torrente de desgraças pela frente, mas o que o mercado diz é que a situação é muito menos feia do que parece.
Se não ocorrerem as desgraças previstas, se os brasileiros constatarem que o que estão esperando de trágico não sobreveio, Dilma pode se recuperar. Já o que o país viveu sob FHC e seu partido, nunca será esquecido porque é história.
Aliás, mesmo que Dilma e seu partido não se recuperem, isso não irá reabilitar FHC. Uma nova força política emergirá. Pode ser Marina Silva, pode ser até, de repente, alguém bem mais à esquerda do que Dilma, de um partido mais à esquerda que o PT.
FHC sabe disso. Tanto sabe que nunca mais se candidatou a nada. Mas anda sonhando até em disputar a Presidência da República. Mas está incorrendo em um autêntico autoengano. Contudo, seria bom para o Brasil que ele tivesse essa coragem. Mas vai acordar. Não é tão estúpido. Sabe muito bem o que fez, apesar de ser tão cara-de-pau.

CPI do HSBC no Senado será presidida por Paulo Rocha

Em sessão realizada nesta terça-feira (24), no Senado, foi instalada a CPI do HSBC. A comissão será presidida pelo senador Paulo Rocha (PT-PA) e terá como relator o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).
“O assunto envolve um dos maiores bancos do mundo e também remete a operações suspeitas envolvendo governantes, celebridades, grandes empresários. Há especulações em torno de envolvimento de doleiros, que desde sempre estão envolvidos em atividades ilegais de grande dimensão na República brasileira, que precisarão ser apuradas”, afirmou Ricardo Ferraço.
O pedido da instalação da comissão foi feito pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e terá, entre outros objetivos, investigar irregularidades praticadas pelo HSBC na abertura de contas irregulares, em que mais de U$ 100 bilhões foram potencialmente ocultados do Fisco de mais de 100 países. Entre os correntistas, há cerca de 8 mil brasileiros que tinham, numa estimativa preliminar, mais de R$ 7 bilhões ocultados da Receita Federal.
Na sessão, Randolfe apresentou uma série de requerimentos com pedidos de diligências e audiências públicas que deverão ser inseridos no plano de trabalho. O anúncio deverá ser feito por Paulo Rocha na próxima reunião do colegiado, prevista para acontecer nesta quinta-feira, 26.
Entre os requerimentos está o que prevê uma visita ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e às autoridades francesas que também investigam os supostos desvios, além de um encontro com Hervé Falciani, o especialista em informática que entregou às autoridades francesas a lista de milhares de pessoas que suspeitas de evadir impostos