quarta-feira, 6 de março de 2019

Porno-presidente merece sofrer impeachment


Por Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia

247-Recebida com grande animação nas redes sociais, a ideia de abrir um processo de impeachment contra Jair Bolsonaro não pode ser vista como brincadeira de carnaval.

Sabemos que o artigo 5o. da Lei 1079, que define regras para o afastamento de um presidente da República, prevê impeachment para um caso bem específico: "proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo."

Não há dúvida de que, ao divulgar um vídeo obsceno em seu twitter, cujos detalhes não serão mencionados neste espaço, Bolsonaro pode ser incurso nos três casos citados: procedeu de modo incompatível com a dignidade devida ao cargo; ofendeu a honra dos brasileiros; faltou com um padrão mínimo de decoronecessário a quem ocupa o principal cargo da República. Claro como água. 

Pode-se até perguntar pela autenticidade das imagens vídeo mas isso é outra história, por enquanto. O vídeo até pode retratar uma situação real ou uma representação. Não importa.

O twitter presidencial é legítima fake news. Está lá, como o nome do presidente. Este é o ponto.

A gravidade, aqui, vai além de qualquer debate moral. Envolve uma questão política, denuncia um propósito.

Confirma que, movendo-se num universo sem escrúpulos de qualquer natureza, Bolsonaro decidiu empregar a obscenidade como método de ação política.

Através do video, ele tenta mobilizar a população contra os blocos de carnaval, essa forma genuína de diversão que é tradição da cultura brasileira -- na qual, compreensivelmente, ele próprio tornou-se o alvo principal de ironia e de raiva em 2019.

Bolsonaro escreveu: "temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões".

É absurdo imaginar que "muitos blocos de rua" teriam virado "isto" que o presidente mostrou.

Toda pessoa que acompanhou a grande festa popular brasileira sabe que a realidade é outra.

No país inteiro, tivemos momentos de saudável diversão, irreverência irresistível e muita criatividade, com raras ocorrências desagradáveis -- em grande parte produzidas pela violência policial que Bolsonaro estimula com a divulgação deste vídeo escabroso, ofendendo a "honra", a "dignidade" e o "decoro" exigidos pelo cargo.

Este é o horizonte do porno-presidente. Falsificar, enganar, distorcer -- para pressionar e ameaçar nossa liberdade.

Alguma dúvida?

Presidente escatológico



FERNANDO BRITO · no Tijolaço


Tinha escrito, ontem cedo, que Jair Bolsonaro, “mordido”, usava seus arroubos carnavalescos no Twitter como o “que pôde ter como resposta publicável” aos xingamentos que recebeu por toda parte dos blocos carnavalescos.

Não podia imaginar que era tanta a raiva presidencial que ele chegaria ao ponto que chegou: de distribuir um vídeo escatológico como prova de que o carnaval de rua é uma reunião de devassos, imundos e sexualmente promíscuos. E, indiretamente, sugerir que eram estes os que lhe dirigiram impropérios.

Comportamento indecoroso, de dois sujeitos em uma rua qualquer, diante de centenas de olhos durante a folia é caso desagradável que se resolve com delegacia de polícia.

Comportamento indecoroso de um presidente da República, publicando péssima pornografia em redes públicas, perante os olhos de milhões de pessoas, resolve-se como?

Em ambos os casos, o problema é de exposição pública de taras.

No caso dos sujeitos do vídeo, se chocantes, também irrelevantes.

No caso de Bolsonaro, uma tentativa abjeta de um chefe de Estado transferir para seus adversários a chaga de apoiadores da devassidão, usando pornografia.

Temos, além de tudo, um presidente escatológico.

Com tudo o que isso que isso quer dizer sobre o julgamento de suas capacidades mentais e morais para dirigir a vida de 210 milhões de pessoas.

Bolsonaro quebra decoro e publica vídeo obsceno



247 – Acredite se quiser, mas Jair Bolsonaro postou um vídeo obsceno para seus 3,45 milhões de seguidores no twitter. "Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões", escreveu o presidente do Brasil.

Bolsonaro parece incomodado com o fato de ter virado o grande alvo dos brasileiros neste carnaval e também pelo slogan "Ei, Bolsonaro, VTNC" ser o grande hit da festa. Com o gesto que quebra o decoro presidencial, ele também sinaliza a intenção de se posicionar como um defensor da moral e dos bons costumes, embora seu governo esteja coalhado de escândalos.

Abaixo, o tweet presidencial:

Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conslusões:

terça-feira, 5 de março de 2019

Com 2,5 bi em caixa, a Lava Jato se prepara para substituir o bolsonarismo

Seria importante que mídia, Judiciário, juristas, partidos políticos, se dessem conta, enquanto é tempo, do monstro político que estão criando

Por Luis Nassif no GGN

Bolsonarismo é apenas o nome fantasia do movimento real de ultradireita, cuja verdadeira fonte é a Lava Jato


Ainda não caiu a ficha da mídia sobre o que significa essa jogada da Lava Jato, de administrar R$ 2,5 bilhões bancados pela Petrobras. Foi montada uma fundação de direito privado que será totalmente controlada pelos procuradores e juízes da 13ª Vara Federal de Curitiba, o núcleo da Lava Jato. Apenas com a aplicação dos recursos, serão gerados R$ 160 milhões anuais, segundo nota do Ministério Público Federal do Paraná.

A fundação terá um administrador escolhido pelo Procurador Chefe da Procuradoria da República de 1a instância. E selecionará as figuras da sociedade civil que comporão o conselho, compartilhando a supervisão com o juiz da 13ª Vara Federal, a de Sérgio Moro.

Todo esse dinheiro poderá ser aplicado em iniciativas de combate à corrupção. Ou seja, qualquer consultor, colega procurador, ONG amiga, palestrantes ou consultores indicados por Rosangela Moro ou Carlos Zucolotto, poderá apresentar projetos para serem financiados.


A ideia de que haverá fiscalização do TCU ou outros órgãos é ilusória. Qualquer projeto que tenha a capa da campanha anticorrupção terá cumprido os requisitos exigidos. Não haverá licitação para escolha dos projetos, nem a garantia da isenção partidária. Serão aqueles que forem selecionados pelo Conselho da Lava Jato. E serão aqueles com afinidades pessoais, profissionais ou políticas com a Lava Jato.
Lava Jato e a tomada do poder

E aí é necessário se aprofundar um pouco na gênese do bolsonarismo. O movimento de ultradireita recente nasceu no Paraná, em parte devido às pregações de Olavo de Carvalho, nos anos 90. Mas, principalmente, em torno da defesa da Lava Jato.

Há alguns anos, qualquer crítica à Lava Jato no YouTube ou Facebook atraia varejeiras de todos os quadrantes, com o discurso agressivo que marcaria posteriormente o bolsonarismo. A Lava Jato é a bandeira unificadora, filha dileta da mais conservadora sociedade brasileira, a paranaense. Bolsonaro é apenas uma marca fantasia, um acidente de percurso, o candidato à mão que mais se aproximava da personalidade Neandertal dos grupos gestados em torno das bandeiras da Lava Jato.

Os Bolsonaro estão longe do estereótipo de famílias ilustres como os Genovese, Gambino, Bonanno ou Colombo. Delas têm apenas a falta de limites morais e de qualquer noção de civilidade. Mas falta aos Bolsonaro capacidade mínima para exercer qualquer liderança que vá além da ofensa primária. Seu perfil familiar é muito mais próximo de Kate Baker e outras famílias desajustadas na depressão dos Estados Unidos.

Ao contrário da Lava Jato, que, além de usar e abusar do poder de Estado, tem entrada nas Forças Armadas, Judiciário, mídia, blogosfera de direita e grupos empresariais, os Bolsonaro não tem acesso ao sistema. Não se sabe até quando resistirão as fantasias em torno de Sérgio Moro, à vista de suas limitações, que se tornam mais nítidas a cada dia. Mas a bola continua com a Lava Jato.

Como a Lava Jato se tornou uma organização política, esse dinheiro servirá para financiar uma estrutura política de apoio por todo o país. As verbas estão garantidas e nem serão necessários laranjas, como os do PSL. Basta uma fundação, uma associação, um clube, uma consultoria em qualquer parte do país, empunhando as bandeiras da Lava Jato, de luta contra a corrupção, para se enquadrar nos estatutos da fundação e obter aportes financeiros.

O Movimento Brasil Livre foi financiado com R$ 5 milhões, com a missão grandiosa de defender a iniciativa privada. Gerou um batalhão de candidatos políticos.
Lava Jato e os negócios

Outros objetivos da fundação são menos letais, como estimular os programas de compliance. Ai visaria apenas consolidar o milionário mercado de palestras e consultorias para os maiores especialistas em processos contra empresas: os próprio lavajateiros, seguindo os passos do procurador Carlos Fernando Lima, que anunciou sua aposentadoria e sua futura carreira no mercado de compliance.

Com essas jogadas se está criando um partido político riquíssimo, com agentes do Estado exercendo poder de Estado se apropriando de verbas públicas, com autonomia em relação à Procuradoria Geral da República e aos poderes constituídos.

No Xadrez de ontem, lembrei casos narrados pelas obras sobre o fascismo, do início do ovo da serpente. Seria importante que mídia, Judiciário, juristas, partidos políticos, se dessem conta, enquanto é tempo, do monstro político que estão criando, permitindo que R$ 2,5 bilhões e meio sejam utilizados para financiamento dos propósitos políticos da Lava Jato.

A dignidade do governador Ratinho Júnior


Por José Cássio, no Diário do Centro do Mundo

“Fiz o que ele e qualquer outro faria no meu lugar”.
A frase dita à repórter Thais Arbex da Folha é um exemplo de que nem tudo está perdido no Brasil.
Enquanto Jair Bolsonaro e filhos destilam ódio e grosseria, Ratinho Junior, governador do Paraná, mostrou, ao ser solidário com Lula e emprestar uma aeronave para que o ex-presidente Lula possa participar do velório do neto, que dá para ser civilizado mesmo num ambiente inóspito como o que estamos vivendo.
“É apenas um gesto de solidariedade para um ex-presidente”, completou o governador.
Na contramão dessa iniciativa, tão logo soube da morte do pequeno Arthur, Eduardo Bolsonaro apressou-se em ir ao Twitter para xingar o ex-presidente de “larápio” e advogar que a Justiça não autorizasse sua saída de Curitiba.
Vindo de quem veio é esperado, mas Eduardo escreveu em três linhas uma das páginas mais estúpidas da história política do país.
Incomparável inclusive com o ódio destilado pelo pai em relação à Dilma Rousseff no tempo em que ela exercia a presidência.
“Espero que o mandato acabe hoje, com ela infartada ou com câncer”, barbarizou Jair.
Os Bolsonaros inauguraram no país uma era que se pode classificar sem medo de errar de ‘selvagem’.
Não têm noção do que seja gentileza. Compaixão é uma palavra que não existe no dicionário da turma.
Semana passada eu conversava com Renata Souza, deputada do PSOL no Rio de Janeiro.
Ela lançou sua candidatura à Assembleia Legislativa para dar continuidade ao legado de Marielle Franco, de quem foi chefe de gabinete e companheira de lutas por quase 15 anos.
Perguntei sobre seus hábitos e sua rotina. Renata desconversou.
“Tomo meus cuidados, mas prefiro não falar a respeito”.
Um colega do PSL, Rodrigo Amorim, unha e carne com Eduardo, Flávio, Carlos e Jair, mandou colocar numa moldura e pendurar num local de destaque no seu gabinete a placa de rua que quebrou com o nome de Marielle.
Amorim não se digna a estender a mão para cumprimentar Renata. Ainda assim ela não esboça qualquer sentimento de contrariedade.
“Faz parte do showzinho dele”, limita-se a dizer.
Relevar gestos como esse é um erro.
Por medo, ou por caldo de cultura mesmo, estamos deixando crescer entre nós um problema social sério que está levando o país à inviabilidade.
Hoje é com Renata, com Jean Wyllys, com Lula, ontem foi com Marielle e Anderson Gomes, seu motorista, e amanhã pode ser comigo, com você, com nossos filhos.
Isso não pode e não deve continuar. Por isso o governador paranaense mostrou que está no caminho certo.
Note que se refere ao próprio Lula quando diz que fez “o que ele e qualquer outro faria no meu lugar”.
Está coberto de razão.
Por mais que você não goste do ex-presidente, jamais poderá acusar Lula de indignidades como as praticadas todos os dias por Jair, filhos e agregados.
Trouxeram para a cena política as práticas que a gente só vê nas mais violentas torcidas uniformizadas.
Alguém precisa dizer a eles que o Brasil não é o Maracanã.
Partidos políticos não são torcidas de futebol e seus membros e simpatizantes não precisam ser tratados como inimigos mortais.
Das piores uniformizadas, Bolsonaro e filhos trazem também o vício de comportamento.
Ao mesmo tempo em que ameaçam e agridem, se calçam em bandidos como os milicianos cariocas envolvidos com Fabrício Queiroz e cujos parentes estavam lotados no gabinete de Flávio Bolsonaro.
Certa vez numa aula de direito aprendi que você jamais deve trocar tiros com ladrões. Eles são do ramo, estão preparados para o que der e vier. Você, não.
Os exemplos que Bolsonaro e filhos nos dão todos os dias me fazem lembrar do velho professor Dênis. Trocar com eles é levar desvantagem na certa. Não tem acordo.
Uma pena que, para cada Ratinho Júnior que nasce, parimos meia dúzia ou mais de Jairs, Eduardos, Flávios e Carlos.
Pobre Brasil.
*José Cássio é jornalista

Bolsonaro coloca mais veneno na comida dos brasileiros

                              



Em tão pouco tempo, o Governo Bolsonaro já autorizou 86 novos agrotóxicos, sendo que no ano de 2018 inteiro foram autorizadas 60 licenças para o uso de agrotóxicos. Essa informação é preocupante! É impossível que seja saudável essa quantidade de agrotóxicos na alimentação dos brasileiros. Isso só coloca em risco a saúde do nosso povo e o meio ambiente. Vamos lembrar que o PL 6299/2002 conhecido como " Pacote do Veneno" foi aprovado em uma Comissão especial do congresso, reduzindo as atribuições do IBAMA e da ANVISA, e garantindo poderes sem precedentes ao Ministério da Agricultura!

Paulo Câmara prestigia folia na terra do maracatu rural

NAZARÉ DA MATA - Há 20 edições encantando e engrandecendo a cultura da região da Zona da Mata Norte, os tradicionais blocos de Maracatu de Baque Solto animaram mais uma vez a segunda-feira de Carnaval (04.03) deste município. E como de costume, o governador Paulo Câmara foi conferir de perto a apresentação das agremiações, que carregam o título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil desde 2014. Aproximadamente 35 grupos embalam a programação deste ano, que acontece na Praça Papa João XXIII, mais conhecida como a Praça da Catedral, no centro da cidade. 


"Pernambuco tem um Carnaval que valoriza suas tradições, suas origens. E o Maracatu representa muito bem isso. São pessoas que passam o ano trabalhando nas diversas atividades econômicas, seja na cana-de-açúcar, nos comércios e serviços, e no Carnaval eles têm essa possibilidade de representar o maracatu e manter viva essa arte, essa cultura que tanto bem faz ao povo do nosso Estado. É um patrimônio cultural de Pernambuco e do Brasil. E a gente se esforça muito para que as futuras gerações de pernambucanos conheçam a força dessa manifestação", destacou o governador, que estava acompanhado do senador Humberto Costa, deputados federais e estaduais e secretários de Estado.


Paulo Câmara foi presenteado com uma gola de maracatu e recebeu o troféu da agremiação Jacaré em Folia, que comemorou 63 anos de atuação. "Recebemos todos os anos gente de todo o Estado e turistas do Brasil e do exterior, que prestigiam e divulgam o nosso Carnaval. E isso não seria possível sem o apoio do governador Paulo Câmara e toda sua equipe. Com certeza, não teríamos essa festa bonita, tranquila e que sempre arrasta uma multidão pelo centro da cidade", agradeceu o prefeito Nino.

Bolsonaro recebe âncora da “inimiga” Globo

Altamiro Borges - Blog do Miro

O “capetão” Jair Bolsonaro já fez as pazes com a “inimiga” TV Globo? Será que os bolsominions, sempre tão dopados, foram avisados? Será que as emissoras comparsas – a Record, do mercador religioso Edir Macedo, e o SBT (Sistema Bolsonazista de Televisão) do mercenário Silvio Santos, foram consultadas? Será que está rolando algum acordo vantajoso entre as partes – que até poderia incluir uma cota da milionária campanha publicitária em defesa da contrarreforma da Previdência? 

Na semana retrasada, em áudios vazados, o fascistoide surgia recriminando o já defecado ministro Gustavo Bebianno e atirando para matar na Rede Globo, xingada de “inimiga” e de outros adjetivos agressivos. Já nesta quinta-feira (28), o farsante recebeu para um café da manhã, em pleno Palácio de Planalto, um dos principais âncoras da GloboNews, o servil Heraldo Pereira. A cena agitou as redes sociais, mas o jornalista Mauricio Stycer, do UOL, garante que ela não significa a reconciliação entre a emissora que ajudou a chocar o ovo da serpente fascista no país e o fascistoide eleito presidente. 

“Duas semanas depois de gravar áudio recriminando um assessor por ‘querer trazer o inimigo para dentro de casa’, referindo-se à Globo, o presidente Jair Bolsonaro tomou café da manhã, sentado entre Heraldo Pereira, apresentador da GloboNews, e Alexandre Garcia, funcionário da emissora por mais de 30 anos, até dezembro passado. A situação deu margem a uma especulação. Teria sido um gesto de cortesia do presidente com a Globo? Não parece ser bem este o caso”. 

“O encontro, num salão ao lado do gabinete presidencial, foi organizado pelo general Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência. Foi ele quem chamou os onze jornalistas presentes, frisando que se tratava de um convite pessoal a cada um... Diferentemente da primeira impressão que pode ter causado, a presença do apresentador do ‘Jornal das Dez’ não significa que o presidente tenha mudado de ideia sobre a Globo, mas sim que respeita, profissionalmente, Heraldo Pereira”. 

Mauricio Stycer é especialista em tevê. A conferir se ele tem razão. Paz ou guerra entre o “capetão” e o império global?

A voz do rato: na íntegra, o áudio do bolsonarista misógino especialista em fake news



Leonardo Oliveira, o “l0en”, na reunião com Ênio Mainardi. Foto: Reprodução/Facebook

O DCM publicou neste domingo (3) um texto sobre os ratos da rede de esgoto bolsonarista que mostram o focinho espalhando mentiras na internet. Um podcast de uma série chamada “Ninguém Se Importa” foi vazado e mostra o publicitário Leonardo Oliveira admitindo que montou fake news contra Jean Wyllys. A gravação foi tirada do ar pelos autores provavelmente devido ao teor do que foi dito.

A gravação tem uma hora e 27 minutos de duração. Não fica apenas em ataques às personalidades políticas. Conduzido por Leonardo “l0en” Oliveira, Hiram Galdino e “Gugu Faraó”, o podcast ataca mulheres, trans e até a ativista Luisa Mell, que defendeu animais na tragédia em Brumadinho.

Confissão de fake news contra Jean Wyllys

No minuto 27, Leonardo confessa que criou fake news sobre Jean Wyllys. “Outro dia eu tava neurótico com fake news, do tipo ‘será que fake news que a gente tá fazendo zoando tá certo ou tá errado’? Falar que o carro HB20 do Adélio [Bispo, o homem que deu a facada em Bolsonaro] tá no nome do Jean Wyllys”.

E ele complementa, criando outra fake news: “comecei a pensar que era certo. O Jean Wyllys falou que ele tá exilado e foi morar na Alemanha. Os caras mentem sem parar o dia inteiro. Então tem que bater com a mesma força nos caras, sim. Por que o Jean Wyllys ligou pro presidente da Vale 25 vezes no dia que explodiu Brumadinho? Por quê? Explica essa pra mim, Brasil”.

Preconceito com nordestinos

Em uma hora e cinco minutos de gravação, Hiram diz o seguinte: “o baiano é engraçado, você sabe quando é baiano pelos óculos amarelados, calça com bolso na canela e [um carro modelo] Kadett. Baiano adora um Kadett”. Na mesma parte da gravação, Gustavo e Hiram falam de sexo e soltam, de maneira preconceituosa: “mas o que me atrai mesmo é só as baianas gostosas, as negonas dançando. Pelo menos isso aí é o que tem de mais especial na Bahia. Porque de resto é tudo bosta”.

Oportunidade na política

Rodando mais cinco minutos de podcast, Leonardo Oliveira diz que gostaria de entrar na política, no cargo de vereador. “É 15 mil votos, easy, vou me candidatar sim em 2020, to esperando um partido me aceitar. É 30 pau [30 mil reais] mais a grana do gabinete. Vereador deve ser uns 15. Imagina eu com 15 pau”.

No mesmo diálogo, Hiram solta: “nosso erro foi não ter ido nessas eleições, viajamos”. E Gustavo complementa: “se o Frota conseguiu, vocês conseguem”.

Ataque contra Dilma

Ao longo da gravação, os três afirmam que as mulheres são o verdadeiro “mal da humanidade” e, com uma hora e 18 minutos de gravação, atacam a ex-presidente Dilma Rousseff.

Falam sobre estuprar Dilma fantasiados de Ustra pra “ela ficar molhada”, além de “se vestir de rato e chupar ela”. Um deles solta: “o único torturado foi o rato, que merece a pensão”.

Gravação na íntegra

Leonardo Oliveira é o mesmo publicitário que esteva reunido com Ênio Mainardi, o pai do Diogo do Antagonista, nas eleições, em outubro de 2018, afirmando que “eu não sei mais o que é real e o que não é”. Foi chamado na reunião de um dos “meninos do Twitter”.

Segue o áudio completo neste link. Para não perder tempo, você pode ir direto aos minutos indicados acima:

PS: As páginas de Pedro Zambarda na rede social foram alvo de ataque de hackers depois que ele solicitou entrevista a Leonardo Oliveira.

PS 2: O áudio chegou a ser tirado do ar. Subimos novamente em um link para você ouvir a conversa.

Bolsonaro, Vélez e Moro e o ataque às universidades



FERNANDO BRITO · no Tijolaço


Ainda não se sabe o que será a tal “Lava Jato” da Educação, anunciada há dias por Jair Bolsonaro, mas os disparos de mensagens feitos hoje pelo presidente mostram que se trata de uma ação com viés é nitidamente ideológico, boa razão para o nome que para ela se escolheu.

“Há algo de muito errado acontecendo: as prioridades a serem ensinadas (sic) e os recursos aplicados”, diz ele, para afirmar que “dados iniciais revelam indícios muito fortes que a máquina está sendo usada para manutenção de algo que não interessa ao Brasil.”

Se não fosse o presidente da República, mas um estagiário, o texto seria jogado fora: não tem os famosos “quem, o quê, onde, quando e como” que se esperam de uma notícia.

Como é, porém, lixo oficial, espere-se uma ainda imprevisível ofensiva contra a Universidade, justamente onde Bolsonaro já antecipa esperar “greves e movimentos coordenados prejudicando o brasileiro”.

Vejamos o que o tal Vélez, o energúmeno que dirige o MEC. E o que Moro, o pusilânime, fara para agradar ao chefe.

Da Polícia Federal, nada se espere, pois universidade é apenas o lugar chato que tiveram de frequentar para obter o diploma indispensável ao concurso para entrar na instituição.

Certamente podem existir irregularidades numa rede de ensino superior federal que tem, hoje, perto de 1,3 milhão de vagas.

Infinitamente menores, claro, que na sonegação de impostos e nas falcatruas bancárias, contra as quais não se vê a fúria do capitão.

Esperemos o que vem, mas é nítido que Bolsonaro quer criar um novo “inimigo da Pátria” que distraia a atenção e possa se ajustar aos recalques e frustrações da pequena classe média ignorante que o idolatra.

segunda-feira, 4 de março de 2019

A História se repete como tragédia

Que me desculpe Karl Marx, mas a desconstrução de um país, seguida de invasão militar, como é possível ocorrer agora com a Venezuela, já foi executada várias vezes mundo a fora. E sempre com consequências trágicas

Por Homero Fonseca

Antes de invadir o Iraque, depor Hussein e ocupar o país, Bush desencadeou uma tempestade de mentiras, reproduzida pela mídia ocidental, a principal delas a de que o governo iraquiano tinha um arsenal de armas de destruição em massa. Depois, a própria imprensa noticiou que era tudo mentira, mas o golpe havia sido dado.

Nos anos 70, Nixon fez o mesmo contra o Chile de Salvador Allende.

Agora, Trump repete a mesma tática selvagem contra a Venezuela, ao mesmo tempo em que estrangula economicamente a nação. É uma verdadeira descontrução do país nosso vizinho.

Nenhuma novidade.

Espantoso é o cinismo da mídia de direita e seus articulistas vassalos, fazendo de conta que não estão entendendo. A farsa da “ajuda humanitária” faz parte deste trágico jogo. Seu objetivo é político: acuar o governo venezuelano, produzir imagens espetaculosas para a mídia internacional e provocar a divisão nas Forças Armadas venezuelanas.

Só os cínicos e os desinformados podem acreditar na empatia de Trump ao povo da Venezuela. Cadê a solidariedade aos mexicanos e hondurenhos que tentam cruzar a fronteira em busca de trabalho? A “ajuda humanitária” nesse caso é a construção de um muro da vergonha, a repressão feroz aos imigrantes, com prisões, deportações e a separação cruel de pais e filhos pequenos. Democracia? Humanismo? Zero.

Sobre a situação do Iêmem, destroçado pelos bombardeios da ditadura da Arábia Saudita — aliada aos EUA — não se fala em democracia nem ajuda humanitária. E aí?

Não faço a defesa incondicional dos governos bolivarianos (afinal, eles falharam em tirar o país da dependência exclusiva do petróleo e em consolidar os avanços sociais como uma transformação perene). Mas não posso me calar em ver uma gigantesca e complexa operação geopolítica em curso e fazer cara de paisagem.

Gostaria de estar falando de Literatura. Mas é difícil nessa hora.


*Homero Fonseca é jornalista e escritor, autor, dentre outras obras, do romance "Roliúde".

Larápio é você


Por João Goulart Neto, em seu Facebook - Eduardo Bolsonaro,


larápio é você, seu pai e seus outros 2 irmãos!!!

Sobre a despedida de Lula ao seu neto e a escolta até o local eu vou te dizer uma coisa. "Preso comum" Lula não é e jamais será.

Lula é um dos maiores Chefes de Estado que este país já teve, julgado e condenado por uma justiça desigual.

Portanto Jamais será "preso comum" como você seu moleque mimado citou.

Vocês covardes tiveram que prendê-lo para garantir a eleição do bundão de seu pai que nem em 4 mandatos conseguiria chegar a sola do sapato de Lula.

Só assim a democracia e a justiça é plena né?
Só assim ficou fácil a escalada ao poder de pessoas que não merecem estar onde estão.

O de vcs está guardado e a conta já começa a cobrar a cada um do clã miliciano da tua familia.

Ainda quero ver seu pai arregão pedir para sair da presidência por incompetente.

Uma criança morreu e você demostra e reafirma em seu twitter que é um completo IMBECIL!!

Att: João Goulart Neto - PCdoB/PPL

Moro é baixo demais para cair



FERNANDO BRITO · no Tijolaço


Eliane Cantenhêde, no Estadão de hoje, faz a pergunta que toda a mídia tem na boca, mas tem vergonha de fazer, por atingir um ídolo: Sérgio “começa a se arrepender de ter trocado a magistratura pelo governo Bolsonaro? Até quando ele aguenta?”

Ele se refere, claro, à humilhação imposta com a “desnomeação” de uma suplente de Conselheira por rejeição da direita hidrófoba e ordem do prórpio presidente. Tão vergonhosa que o inacreditável Olavo de Carvalho, presidente de honra do Bloco do Cachorro Louco resolveu completar o vexame gravando um vídeo elogiando Moro pela capacidade de recuar, ho Facebook.

Não creio que ele esteja numa situação de arrependimento.

Nem mesmo uma pessoa limitada como o ex-juiz de Curitiba poderia ser ingênua e crer que Bolsonaro também lhe daria inteira liberdade de movimentos ao dar-lhe o posto de Ministro da Justiça. Poderia e poderá dar-lhe o seu “alvo B”, uma cátedra no Supremo Tribunal Federal e, avaliou, permitiria manter vivo o que nutre em silêncio, uma eventual candidatura presidencial em 2022 que, paradoxalmente, depende – óbvio – do insucesso do ex-capitão.

Moro já aguentou outras, aguentará essa e fará cara de amuado apenas para garantir, em setembro, que se complete o seu domínio sobre a máquina de perseguição, abocanhando a Procuradoria Geral da República e a possibilidade de contar com toda a linha de acusadores.

Ninguém espere atitudes de indignação ou inconformismo real de Sérgio Moro. Tudo nele é vinculado a um projeto de poder autoritário que suporta chocar por anos a fio, como fez ao “cozinhar” o delator Alberto Yousef para tecer a teia da Lava Jato. Falta-lhe estatura para ser independente diante dos fortes e respeitoso ante os fracos

sábado, 2 de março de 2019

O grande e os pequenos

POR FERNANDO BRITO · no Tijolaço
Terminadas as cerimônias fúnebres do neto de Lula – o menino Arthur, de apenas sete anos – fica a essência do que foi este episódio doloroso.

De um lado, dezenas (centenas?) de policiais dedicados a isolar um homem velho, de 73 anos, naturalmente incapaz de um arroubo fisico que o justificasse.

Uma juíza que determina que ele possa ficar apenas uma hora e meia no cemitério e que por isso o força a permancer sentado, só, num hangar, esperando até que o relógio o autorize a abraçar o filho e a nora que perderam seu filhote. A dor da senhora Carolina Lebbos é cronometrada e mesquinha.

Fanáticos que, diante da dor de um avô pela morte súbita de seu neto, não conseguem conter seu ódio e vociferam nas redes a sua podridão de sentimentos.

De outro, uma pessoa que, depois de décadas aprendendo a constuir a tolerância, amarga quase um ano de cárcere solitário, injusto e artificialmente fabricado, sem por isso desenvolver sentimentos de vingança.

Andou, digno e impávido, entre as fileiras de policiais e de ociosos fuzis que não se voltam para bandidos, mas para gente do povo, que ama seu país.

Nenhum incidente, nenhuma provocação, só muita dor e indignação.

Lula mostra, dia após dia, que não tem ódios (ainda que dele tenham), que não transgride a lei (ainda que a usem para injustiçá-lo), que não agride (ainda que mesmo nesta hora de dor seja agredido).

Lula tornou ridículos diante dos olhos de todos – exceto daqueles que os têm injetados de fúria insana – as restrições e o aparato bélico que se monta para conter um homem livre de alma.

Mais que isso. Sem dizer, faz evidente o medo que se tem dele, mesmo só, silencioso e massacrado pela dor da morte.

Sabem que, mesmo que o façam morrer na prisão, Lula está fadado a viver na História, enquanto eles, nos seus podres e miseráveis poderes, são lixo para ela.

Cenas como a de hoje, porém, trazem a história para os fatos, apresentam como ratos os que são ratos e mostram que quem é grande jamais será vencido por quem é minúscuilo..

Lula está preso, babacas, mas vocês estão muito mais presos do que ele, porque estão agrilhoados à sua insignificância de degradação humana.

sexta-feira, 1 de março de 2019

‘Ajuda’ dos EUA reduz compras de óleo da Venezuela em 335 mil barris/dia



POR FERNANDO BRITO · no Blog Tijolaço


Segundo o Wall Street Journal, embora esteja tentando aumentar as exportações para a Índia e a Europa, a Venezuela perdeu nada menos que a exportação de 335 mil barris diários de petróleo para os EUA.

O serviço de notícias Dow Jones Newswires, usando dados dos rastreadores de petroleiros, diz que as exportações venezuelanas para os Estados Unidos, por conta das sanções impostas pelo governo Trump, caíra, de janeiro para fevereiro, de 484 mil barris/dia para apenas 149 mil diários.

Ao preço do petróleo pesado daquele país, classificado como WTI – 57 dólares por barril, hoje – essa perda chega a US$ 19 milhões por dia, dinheiro mais que suficiente para comprar os parcos sacos de leite em pó e remédios que queriam mandar para lá.

Repare no gráfico produzido pela BBC como foi o mesmo quando se estimulou o gole de Estado contra Hugo Chávez, em 2002.

Quem sabe suspender estes bloqueios seja um bom caminho para começar uma negociação política?

Agenda político-policial pode atropelar Previdência de novo


Helena Chagas

A agenda político-policial voltou com força esta semana, com os vazamentos da delação premiada da OAS e a disposição do ex-governador Sérgio Cabral de contar tudo – ou quase tudo – sobre o esquema de arrecadação de propinas montado no Rio de Janeiro. A rigor, os 21 nomes da OAS não trazem grandes novidades, e Cabral vem confirmando aquilo que já vinha sendo investigado e ele negava. Mas o impacto desses dois movimentos pode vir a ser enorme, e atropelar a pauta política, incluindo aí até o debate da Previdência.
Apesar do alto grau de renovação do Congresso nas últimas eleições, muitos dos nomes da lista da OAS estão no Legislativo e têm votos. Mais do que isso, até mesmo um importante articulador da reforma, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, é citado sob a acusação de ter recebido R$ 50 mil no caixa 2 para sua campanha à prefeitura em 2012.
Outros nomes estrelados foram citados, de modo geral com valores bem superiores ao que foi atribuído a Maia. Aécio Neves, Jaques Wagner, Nelson Pellegrino, José Serra e outros que têm mandato. Se as investigações começarem a produzir espuma e noticiário, o ambiente no Congresso poderá acabar contaminado, prejudicando os planos de aprovar a Previdência com celeridade.

Resolvendo com o fígado


Ao exigir que Sergio Moro (Justiça) desligasse a especialista Ilona Szabó do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, Bolsonaro submeteu o ministro a inédito constrangimento interno. Nem na pasta o episódio foi bem digerido.

Segundo aliados do presidente, ele demonstrou profunda irritação com a nomeação de Ilona –especialmente depois de ter passado o dia recebendo mensagens com cobranças de apoiadores. A especialista é defensora do desarmamento.
O Conselho Nacional de Política Penitenciária perderá mais uma integrante. A promotora Monica Barroso, atacada ao lado de Ilona nas redes, pediu exoneração. Seu mandato iria até 2020. Ela já queria sair, mas antecipou a decisão para esta quinta (28).  (Painel – FSP)

Ilona: "Bolsonaro ainda não se elevou à altura do cargo"


Ilona Szabó entende que a razão de sua exoneração da suplência no Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária foi a pressão de Jair Bolsonaro sobre Sergio Moro. Em entrevista ao Estadão, a cientista política disse que Moro justificou sua a decisão porque “Bolsonaro não sustentava a escolha na base dele”.

“Ficou muito claro que o presidente Bolsonaro ainda não se elevou à altura do cargo que ocupa. Um presidente tem que construir diálogos e consensos. Acho que os brasileiros estão cansados disso”, disse.
Apesar da confusão, Ilona afirmou que planeja continuar “com uma conversa técnica baseada em evidências com o ministro Moro e a área de segurança pública”.(Estadão – BR 18)

Lucro da Petrobras tem origem: o preço do petróleo



POR FERNANDO BRITO · no Blog Tijolaço

Os jornais saúdam o lucro de R$ 23 bilhões da Petrobras, depois de quatro anos de prejuízo.

Alguns bobalhões chegam a dizer que ela volta a “dar orgulho aos brasileiros”.

Eles próprios confessam que isso se deve a uma desempenho “baseado em quatro pilares (nova política de preços, desinvestimentos, redução de custos e [de] investimentos em bens de capital).

Traduzindo: combustíveis mais caros, venda de ativos (jazidas de petróleo), demissão de 300 mil empregados diretos ou terceirizados e menos investimentos em perfuração de poços, navios-sonda e navios-plataforma.

Assim, até eu.

Mas nada disso foi a chave, olhe o gráfico aí em cima.

O prejuízo da Petrobras pouco tem a ver com os mal-feitos de alguns ratos que a infestavam. O preço do óleo, que vinha entre 100 e 110 dólares, cai para 55 no primeiro mês do governo Dilma 2. E perto do impeachment já estava em 33 dólares.

O “x” da questão so lucro apresentado agora foi a alta do preço do petróleo, aliás integralmente repassada para os preços internos. Tanto é assim que a empresa lucrou tudo o que está apresentando nos três primeiros trimestres de 2018 ( R$ 7 bi no 1°T, R$ 10bi no 2°T e R$ 6,6 bi no 3°T), porque em outubro o preço despencou de novo e o lucro foi ladeira abaixo.

Mas como o Brasil tem uma imprensa econômica que só lê press release e acha que eficiência nada tem a ver com o preço que se cobra, fica a festa hipócrita.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Gadelha desafia Bolsonaro a “cantar o Hino Nacional corretamente”

O deputado federal Túlio Gadelha (PDT-PE) ironizou nesta quarta-feira (27) a decisão do governo Bolsonaro de “instrumentalizar” escolas, professores e alunos para fazer propaganda política com o slogan de sua campanha – “Brasil, acima de tudo e Deus acima de todos” – e desafiou o presidente da República a cantar o Hino Nacional corretamente.

Segundo ele, todas as semanas ocorre algum escândalo no governo federal. “Esta semana, a presepada foi a carta do Ministro da Educação, Ricardo Velez Rodriguéz, aos diretores de escolas, solicitando que organizem professores e alunos perfilados para execução do Hino Nacional e depois remetam os filmes para o MEC.

“Eu até acho uma boa idéia colocar os alunos para cantarem o Hino Nacional.Mas desafio o presidente Jair Bolsonaro a cantá-lo corretamente”, declarou Gadelha em seu primeiro discurso na Câmara Federal.

O pedetista sugeriu que também sejam filmadas as instalações precárias e as más condições das escolas públicas e cobrou responsabilidade ao Ministério da Educação.

“Nenhum governo pode estar acima de tudo e nenhuma crença está acima de todos”, afirmou.