sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Juíza de São Caetano cassa o mandato do prefeito e do vice por suposto abuso de poder econômico



Do blog de Inaldo Sampaio

A juíza eleitoral de São Caetano, Naiana Lima Cunha, cassou nesta quinta-feira (28) os diplomas do prefeito e do vice da cidade de São Caetano (PE), Jadiel Cordeiro Braga e Caio Augusto Pontes Braga, respectivamente, ambos filiados ao PSDB.

Além disso, declarou a inelegibilidade de ambos nos oito (8) anos subsequentes à eleição de 2016. O vice é filho do atual prefeito.

A sentença foi proferida numa Ação de Investigação Judicial Eleitoral ajuizada pela coligação “Avança São Caetano”. Segundo a juíza, ficou comprovado o abuso de poder político e econômico e captação ilícita de sufrágio, comprometendo a lisura do pleito.

Jadiel Braga foi acusado de distribuir camisas e bonés para eleitores, no intuito de angariar votos, e de outras práticas vedadas pela justiça eleitoral.

Como da sentença cabe recurso, o prefeito informou por meio de sua assessoria que assim que for notificado da decisão, irá recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral.

Rejeição a Temer cresce em todas as regiões e faixas de renda



A proporção de pessoas que consideram o governo de Michel Temer bom ou ótimo passou de 5% para 3% da população entre julho e setembro, oscilando dentro da margem de erro. Já o percentual dos que avaliam a atual gestão como ruim ou péssima subiu de 70% para 77%, no período. Outros 16% avaliam o governo como regular e 3% não souberam ou não quiseram responder. Os dados são da pesquisa CNI Ibope, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quinta-feira (28).

O aumento da impopularidade também foi registrado pelo número de pessoas que dizem não aprovar a maneira do presidente governar ou que não confiam no presidente. A pesquisa aponta que 89% disseram não aprovar a maneira de Temer de governar e 92% não confiam no presidente. Para 72% dos entrevistados, o restante do governo será ruim ou péssimo. O levantamento foi realizado com 2.000 pessoas, em 126 municípios, entre os dias 15 e 20 de setembro.

A aprovação do atual governo caiu mais entre os entrevistados com renda familiar mais alta. Das pessoas com renda familiar acima de cinco salários mínimos – faixa mais alta de classificação da pesquisa – o percentual dos que o consideram ruim ou péssimo subiu de 75% para 86%. Ainda assim, na comparação com os diferentes estratos de renda familiar, esse é o grupo onde a popularidade do governo é mais elevada (12%).

A análise por região do país mostra que a desaprovação do atual governo subiu mais entre os residentes do Sul. O total dos que o consideram ruim ou péssimo subiu de 61% para 79%. Com esse resultado, praticamente não há diferenças na popularidade do governo entre as diversas regiões geográficas, que oscila entre 76% no Sudeste, Centro-Oeste e Norte e 79% no Sul. No Nordeste, o índice de desaprovação é de 77%.

A baixa popularidade está relacionada à questão econômica, avalia o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. “Alguns indicadores mostram recuperação gradual da economia, mas a população não está percebendo isso ainda. Não está vendo nem o preço cair e nem o emprego aumentar. Enquanto a recuperação econômica não aparecer de forma mais clara, a popularidade vai continuar baixa”, afirma.

AVALIAÇÃO POR ÁREA – A pesquisa revela que a pior avaliação do atual governo refere-se aos impostos e à taxa de juros. Os índices de desaprovação nestas áreas são, respectivamente, de 90% e 87%. Em seguida, aparecem a saúde (86%), o combate ao desemprego (85%) e a segurança pública (85%). Duas áreas registram significativa variação no percentual de desaprovação no período, acima da margem de erro. A área de meio-ambiente, que em julho era desaprovada por 70% da população, passou a ter uma desaprovação de 79%. Já a desaprovação da área de educação subiu de 75% para 81%.

Justiça condena J&F a pagar R$ 16 milhões a Funaro

Juiz diz que grupo usou delação para não quitar dívida
Painel – FSP
O doleiro Lúcio Funaro venceu batalha contra a J&F na Justiça de SP. O grupo foi condenado nesta semana a pagar R$ 16,2 milhões, além de juros de mora, ao delator. Funaro alega que os irmãos Batista não quitaram todos os valores de um contrato de consultoria que firmaram com ele após a fusão dos frigoríficos JBS e Bertin. A defesa dos empresários alegou que o trato era fictício e servia apenas para maquiar o repasse de propinas. O juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi não engoliu.
Os advogados da J&F usaram as delações de Joesley Batista e Ricardo Saud na ação para sustentar o argumento de que o contrato com Funaro seria uma cortina de fumaça para o pagamento de vantagens ilícitas ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O juiz do caso não se mostrou convencido. “A impressão que se tem é que a ré [J&F] tenta incluir a dívida no rol de operações ilícitas realizadas com Lúcio Funaro, valendo-se, portanto, de sua própria torpeza para afastar a cobrança do que sabe ser devido.”

PF investiga onde aliado de Geddel recebeu dinheiro

Folha de S.Paulo – Camila Mattoso
Um aliado do ex-ministro Geddel Vieira Lima afirmou à Polícia Federal ter recebido uma mala de dinheiro em um prédio de São Paulo que fica no mesmo bairro de uma empresa de Michel Temer e de um escritório do advogado José Yunes, homem de confiança do presidente.

No depoimento dado aos investigadores, porém, ele disse não se recordar de valores, do local exato ou da feição detalhada da pessoa que lhe repassou o dinheiro.
O aliado é Gustavo Ferraz, preso após a apreensão dos R$ 51 milhões em umapartamento de Salvador vinculado a Geddel. A polícia encontrou a digital de ambos em plásticos que envolviam o dinheiro.  O depoimento foi dado em 8 de setembro, no mesmo dia em que ele foi preso.
Ferraz, que afirmou estar disposto a colaborar com os investigadores, admitiu ter ido buscar valores para o ex-ministro, preso no presídio da Papuda, em Brasília.
Ele contou para a polícia que, por orientação de Geddel, se encontrou com um homem "moreno" num local que a polícia suspeita que seja o Hotel Clarion Faria Lima, na rua Jerônimo da Veiga, no bairro do Jardins.
O hotel Clarion Faria Lima fica a apenas 300 metros de um endereço de uma empresa de Temer, a Tabapuã Investimentos e Participações, que fica na rua Pedroso Alvarenga.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Temer discute estratégia para acelerar denúncia

Blog da Andréia Sadi
O presidente Michel Temer voltou a discutir, ontem, durante uma reunião no Palácio do Jaburu, uma estratégia para acelerar a votação da segunda denúncia na Câmara dos Deputados.
O assunto foi discutido com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretário-Geral) e os líderes André Moura (Congresso) e Aguinaldo Ribeiro (Câmara) na residência oficial do presidente.
Segundo o Blog apurou, na reunião, o presidente voltou a considerar a estratégia de antecipar a entrega de sua defesa à Câmara antes do dia 6 de outubro.
Temer tem o prazo de 10 sessões para entregar sua defesa a respeito da denúncia por organização criminosa e obstrução de Justiça. Mas o presidente não pretende usar todo o prazo.
 A ideia inicial era entregar ainda nesta semana à Câmara suas considerações, mas o plano mudou na segunda-feira.
O motivo alegado nos bastidores era de que o presidente queria mais tempo para fazer o que aliados chamam de "ajustes"  na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), primeira instância a analisar a denúncia. Ou seja: trocar integrantes da comissão que possam ser contrários ao governo por deputados favoráveis.
Mas, na reunião desta quarta, Temer voltou a considerar a possibilidade de antecipar a entrega da defesa para antes do dia 6.
Segundo aliados, o presidente ainda não bateu o martelo: aguarda uma reunião, hoje, com seus advogados para tomar uma decisão.

Filhos e enteados de Jucá são alvos de operação da PF

Do G1
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de hoje, uma operação, batizada de Anel de Giges, para cumprir mandados de busca e apreensão e condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir prestar depoimento) contra filhos e enteados do líder do governo no Senado e presidente nacional do PMDB, Romero Jucá (RR).
O peemedebista é investigado pela Operação Lava Jato, mas as diligências cumpridas nesta quinta não tem relação direta com Jucá. Os alvos da operação Anel de Giges não têm foro privilegiado.Os nomes dos suspeitos não haviam sido divulgados até a última atualização desta reportagem.
A assessoria da PF informou que, durante a investigação, foi identificado o desvio de R$ 32 milhões dos cofres públicos por meio do superfaturamento na compra da Fazenda Recreio – propriedade localizada em Boa Vista – e na construção do empreendimento Vila Jardim, projeto financiado com recursos do programa Minha Casa Minha Vida na capital de Roraima.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, há indícios de irregularidades na fiscalização e aprovação do empreendimento por parte de funcionários da Caixa Econômica Federal.
Ao todo, os policiais federais cumprem 17 mandados judiciais: 9 de busca e apreensão e 8 de condução coercitiva. As diligências ocorrem em Boa Vista, Brasília e Belo Horizonte.
Segundo a assessoria da PF, os investigadores conduziram coercitivamente os suspeitos para prestarem esclarecimentos sobre as suspeitas de crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo a Fazenda Recreio.
A operação foi batizada de Anel de Giges inspirada na citação em um dos livros da obra “A República”, de Platão, em que é discutido o tema da Justiça. O Anel de Giges, de acordo com a PF, permite ao seu portador que fique invisível e cometa ilícitos sem consequências.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Geddel mete medo: complica Temer se fechar com o MT


Aliados de Temer disseram a políticos e investidores que ainda não definiram uma estratégia para a votação da segunda denúncia por motivo pragmático. O tempo, dizem, agora conta a favor do presidente.

Segundo eles, não faria sentido afastar o peemedebista para promover uma eleição indireta em março ou abril de 2018, em meio aos preparativos para o pleito regular em outubro.
Quem vê essa narrativa com desconfiança cita apenas um nome para justificar a cautela: Geddel Vieira Lima, o ex-ministro que está preso em Brasília e poderia complicar a situação de Temer se decidisse colaborar com o Ministério Público.  (Painel Folha)

Polícia acha R$ 700 mil dentro de mala em ônibus


Do G1
Uma mala com R$ 700 mil em dinheiro foi descoberta no bagageiro de um ônibus que passava por Vitória da Conquista, região sudoeste da Bahia, na tarde deste domingo (24), durante o trajeto de transporte do montante entre São Paulo (SP) e Recife (PE).
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que realizava uma abordagem de rotina no coletivo, os agentes descobriram a quantia que estava disfarçada dentro de uma caixa de papelão no interior de uma mala fechada com cadeado no bagageiro externo do veículo.
Por meio do ticket anexado à bagagem foi possível identificar o proprietário dentro do ônibus. Questionado pela polícia a respeito da origem do dinheiro, o homem de 47 anos disse que pegou a quantia em São Paulo e estava levando para o Recife. No entanto, não revelou se é o dono do dinheiro ou se estaria transportando a mando de alguém. O dinheiro ficou apreendido e o homem foi encaminhado para a Polícia Federal em Vitória da Conquista.
Aos agentes, o homem contou apenas que atua como taxista no Recife, e havia saído de sua cidade para participar de um evento em Brasília. De lá, foi de avião até São Paulo, se hospedou em um hotel, onde pegou a quantia para levar de ônibus até o Recife.
A PRF detalha que, incialmente, durante a abordagem, o passageiro afirmou aos agentes estar levando R$ 350 mil dentro da mala. No entanto, durante a contagem, os policiais rodoviários constataram que se tratava de uma quantia que chegou a R$ 700 mil. Depois da descoberta do real valor, o homem preferiu ficar calado.
O flagrante ocorreu por volta das 14h deste domingo. O ônibus abordado saiu de São Paulo e tinha como destino final a cidade de Natal (RN).

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Alexandre Farias continua apresentando melhoras


Do G1/Pernambuco
O novo boletim médico com o estado de saúde de Alexandre Farias mostrou que o jornalista está apresentando "evolução satisfatória". A informação foi divulgada na tarde de hoje. O apresentador está internado desde o sábado (16) quando foi vítima de bala perdida no Alto do Moura, em Caruaru, Agreste de Pernambuco.
Conforme consta no boletim, os médicos começaram a reduzir os sedativos que mantém Alexandre em coma induzido, e ele segue apresentando reações espontâneas, "como respiração voluntária". Os parâmetros cerebrais seguem normais, assim como as demais funções orgânicas.

Foi pouco, mas poderia ser pior

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo
Após meses de idas e vindas, a reforma política deve ser reduzida a uma pequena lista de remendos. A notícia parece ruim, mas poderia ser bem pior. Algumas propostas derrotadas na Câmara agravariam as distorções do sistema atual.

A principal ameaça na mesa era o distritão. O modelo transformaria a eleição dos deputados numa disputa majoritária, seguindo a lógica de todos contra todos. Seria o fim da fidelidade partidária e a consagração dos candidatos ricos e famosos.
A ideia conquistou adeptos porque prometia facilitar a reeleição dos atuais deputados. No entanto, ficou difícil defender um modelo que não é adotado em nenhuma democracia avançada e que elevaria ainda mais o custo das campanhas.
Depois de enterrar o distritão, os deputados aprovaram uma proposta mais discreta: a proibição das coligações proporcionais e a adoção de uma cláusula de desempenho.
O fim das coligações é um avanço. Com elas, o eleitor vota num candidato liberal e ajuda a eleger um comunista, ou vice-versa. O exemplo é concreto. Em 2014, a mega-aliança montada por Eduardo Campos em Pernambuco uniu DEM e PC do B no mesmo balaio.
A cláusula de desempenho promete reduzir a farra das legendas de aluguel. A sigla que não alcançar um percentual mínimo de votos deixará de receber recursos públicos e de ter acesso à propaganda de rádio e TV.
Nos dois casos, o texto foi desossado no plenário. Os deputados adiaram o fim das coligações para 2020 e encolheram a cláusula para míseros 1,5%. Mesmo assim, o que foi aprovado é melhor do que nada. Se as regras já valessem na última eleição, a Câmara teria dez partidos a menos.
Nas próximas semanas, o Congresso decidirá o que fazer com o financiamento das campanhas. O líder do governo no Senado quer emplacar um fundão de R$ 3,5 bilhões com dinheiro do contribuinte. Se a ideia for derrotada, o eleitor poderá comemorar mais uma vitória. 

Toma lá: Temer barra emendas e enfurece parlamentares


Josias de Souza
O governo barrou um lote de verbas orçamentárias que já havia destinado a obras de interesse dos parlamentares. Os deputados fazem as contas. Alguns contabilizaram perdas de algo como R$ 10 milhões. Interpretaram a meia-volta como uma manobra para forçá-los a retornar ao Planalto com o pires na mão às vésperas da votação da segunda denúncia da Procuradoria contra Michel Temer.

É como se os operadores de Temer se inspirassem numa passagem de Brás Cubas, capítulo 36. O livro relata que Brás Cubas entra em casa e descalça as botas. Deita-se aliviado, com os pés em estado de bem-aventurança. O personagem conclui que as botas apertadas são uma das maiores dádivas da vida. Mortificando os pés, desmortifica-os depois, propiciando ao infeliz a felicidade suprema do descalçar.
Ao frear a liberação das emendas, o governo proporciona aos deputados o desconforto de uma bota apertada. Mas ensina aos infelizes que basta refazer o pedido e renovar seus compromissos com o futuro de Temer para usufruir do alívio da restituição das verbas.
Alguns aliados do presidente não gostaram do truque. Para derrubar a segunda denúncia, querem verbas novas, não uma renegociação de emendas antigas. Tem gente ameaçando mudar de lado, só para impor aos calos de Temer o desconforto de uma bota apertada.

Com DEM insatisfeito, Temer terá que negociar salvação

O preço acaba de ficar mais alto
Radar –Veja - Por Pedro Carvalho
A insatisfação do DEM às vésperas da votação da denúncia deve sangrar os bolsos do governo.
Michel Temer já sabe que terá que renegociar sua salvação com a bancada.
E o preço ficou mais alto: Rodrigo Maia reclamou da “facada nas costas” que o Planalto deu no partido ao filiar o senador Fernando Bezerra Coelho, que já estava praticamente fechado com o DEM.
Eles não contavam com o “chapéu” dado pelo presidente nacional do PMDB Romero Jucá.
O “troco” anunciado pelo deputado Efraim Filho, líder da bancada na Câmara, virá em prestações nada suaves

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Pesquisa: força de Lula após bombardeio de Palocci

Mas alto potencial de rejeição de todos dá margem a surpresa em 2018
Blog do Kennedy
O principal destaque da pesquisa CNT/MDA é a manutenção da força eleitoral do ex-presidente Lula após o depoimento do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro.
Apesar da grave acusação de Palocci, Lula manteve a liderança no primeiro turno em todos os cenários.
E também se mostrou competitivo no segundo turno.
Ou seja, o maior risco para o PT seria a Justiça impedir a candidatura do ex-presidente.
A pesquisa é ruim para os presidenciáveis tucanos, que continuam bloqueados pelo desempenho do deputado federal Jair Bolsonaro. Um dado ruim para os nomes atuais é o alto potencial de rejeição de todos eles.
Isso indica que pode haver espaço para uma surpresa em 2018

Após 2 semanas, Geddel mantém silêncio sobre dinheiro


Folha de S.Paulo – João Pedro Pitombo

Duas semanas após a apreensão da Polícia Federal, os R$ 51 milhões achados em um apartamento em Salvador seguem oficialmente sem dono. Preso três dias depoisda descoberta do dinheiro, o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) não confirma nem nega a posse das malas e caixas de dinheiro apreendidas. A PF identificou digitais do ex-ministro do dinheiro, e o dono do apartamento confirmou que havia emprestado o imóvel ao peemedebista.
A situação do ex-ministro deve ficar ainda mais complicada com o provável depoimento de seu ex-assessor Gustavo Ferraz, também preso pela Polícia Federal. A defesa de Ferraz solicitou uma audiência de custódia ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, mas ainda não obteve resposta. "Ele está disposto a colaborar com a Justiça", disse Pedro Machado de Almeida Castro, responsável pela defesa de Ferraz.
A investigação foi remetida para o STF (Supremo Tribunal Federal) por suspeita de participação do irmão de Geddel,  deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB).
POLÍTICA
Enquanto prepara sua defesa jurídica, no mundo político a situação de Geddel é vista como incontornável. Desde a descoberta do dinheiro, o clã Vieira Lima silenciou. O deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel, ficou duas semanas sem ir à Câmara. Cancelou todos os seus compromissos públicos e deixou de fazer postagens em redes sociais.
Nesta terça-feira, reapareceu na Câmara mas evitou falar do assunto. Disse que tanto ele como o irmão se manifestariam apenas pelos autos do processo. Em meio ao silêncio de Geddel, aliados trocaram a defesa enfática do ex-ministro por um tom de cautela e defesa das investigações.
Tratam os R$ 51 milhões encontrados como um problema pessoal de Geddel. Mas evitam dar passos que possam soar como um confronto ao ex-ministro da Secretaria de Governo. Geddel foi suspenso do PMDB por 60 dias. Mas, oficialmente, continua como presidente licenciado do partido da Bahia

Rejeitado o distritão: 238 votos a favor e 205 contra

O Globo - Catarina Alencastro e Cristiane Jungblut
Após várias tentativas, o plenário da Câmara rejeitou na noite de ontem, por 238 a 205 votos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que mudaria o atual sistema eleitoral para o distritão, no qual seriam eleitos os que obtivessem mais votos, independentemente de alianças partidárias, favorecendo os políticos mais conhecidos. Por ser PEC, eram necessários votos favoráveis de dois terços dos deputados, ou seja: 308.

A derrota do distritão aconteceu a apenas três semanas do fim do prazo limite para que as mudanças pudessem valer nas eleições de 2018. O sistema era defendido por partidos como PMDB, DEM, PP e PSD e rejeitado por legendas como PT, PR e PRB, esses dois últimos donos de bancadas que cresceram devido a votações expressivas de puxadores de votos, como Tiririca (PR-SP) e Celso Russomanno (PRB-SP), ambos com mais de um milhão de votos cada

terça-feira, 19 de setembro de 2017

CNT/MDA: aprovação do governo Temer é de 3,4%


O governo Michel Temer tem a pior avaliação da série histórica da pesquisa feita pelo Instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Realizada desde 1998, no primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a pesquisa divulgada nesta terça-feira aponta que apenas 3,4% dos brasileiros julgam a administração do peemedebista positiva (contra 10% da pesquisa anterior, em fevereiro). Os que desaprovam correspondem a 75% (ante 44%). E os que consideram o governo regular são 18% (eram 39%). A margem de erro é de 2,2%.

Com esta avaliação, Temer supera a desaprovação ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff em julho de 2015, quando 71% dos entrevistados disseram estar descontentes com a gestão da petista.
Para realizar a pesquisa, pouco mais de 2 mil pessoas foram entrevistadas no período entre os dias 13 e 16 deste mês, em 137 em cinco regiões.
MAIS BAIXA AVALIAÇÃO PESSOAL
A avaliação pessoal do presidente também bateu o nível mais baixo da série, iniciada em 2011: 84% dos entrevistados desaprovam Temer. Em fevereiro, eram 62%. A segunda pior marca agora também é de Dilma, em outubro de 2015, quando foi pessoalmente desaprovada por 81%.
O índice de reprovação a Temer vem crescendo desde sua posse. Em junho do ano passado – após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff –, eram 40% os que reprovavam o presidente. Depois, o índice subiu para 51%, 62%, e agora está em 84%.
A aprovação caiu, no ano passado, de 34% em junho para 32% em outubro. Neste ano, em seguida, teve redução para 24% em fevereiro e, por fim, para 10% neste mês de setembro

Ministros tucanos avisam que, se um sair, todos sairão

Cristiana Lôbo
Os três ministros políticos do PSDB encontraram uma fórmula para resistir nos cargos, apesar da pressão de outros aliados pelos postos que ocupam. Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Bruno Araújo (Cidades) e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores) avisaram ao presidente Michel Temer que, se um sair, todos sairão.
Como Temer não quer o partido longe de seu governo, vai pensar duas vezes antes de fazer mudanças na equipe que envolvam as pastas da articulação política, das Cidades e das Relações Exteriores.
Há, ainda, um outro fator que protege os tucanos da pressão dos aliados, especialmente do "Centrão", pela vaga ocupada por Antonio Imbassahy na Secretaria de Governo, responsável pela articulação política do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional: o xingamento feito ao tucano pelo vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG). Em público, o deputado Fabinho lançou palavrões contra Imbassahy, que preferiu não reagir.
"Se tirar o Imbassahy agora, a todo dia um ministro será xingado no salão verde da Câmara", disse um aliado de Temer.
Os três ministros tucanos não querem sair de seus cargos. Eles já resistiram ao movimento do próprio PSDB que discutiu a saída do governo.
Eles abriram divergência interna e conseguiram a maioria da bancada na Câmara, por um voto. Agora, menos ainda querem deixar os postos. Pelo desejo deles, ficam no governo até abril do ano que vem, quando terão de se desincompatibilizar para disputar as eleições de 2018.

Pesquisa CNT/MDA confirma a morte do PSDB



247 – O PSDB, como disse seu fundador e filósofo José Arthur Gianotti, morreu.

De acordo com a pesquisa CNT/MDA, a população brasileira não perdoa o PSDB por ter golpeado a democracia e por hoje dar apoio a Michel Temer, denunciado por corrupção, obstrução judicial e comando de organização criminosa.

Os três candidatos do partido hoje não teriam condições de chegar ao segundo turno. Tanto Geraldo Alckmin, com 8,7%, como João Doria, com 9,4%, ficariam em quarto lugar, atrás de Lula, favorito absoluto, Jair Bolsonaro e Marina Silva.

Aécio Neves, líder do golpe, cairia para a quinta posição, com apenas 3,2%.

A pesquisa demonstra, portanto, que o único caminho para o PSDB se manter no poder é fora da democracia – o que representa uma ameaça permanente contra o Brasil.

Abaixo, todos os cenários:

1º turno: Intenção de voto espontânea

Lula: 20,2% 
Jair Bolsonaro: 10,9% 
João Doria: 2,4%
Marina Silva: 1,5%
Geraldo Alckmin: 1,2%
Ciro Gomes: 1,2%
Álvaro Dias: 1,0%
Dilma Rousseff: 0,7%
Michel Temer: 0,4%
Aécio Neves: 0,3%
Outros: 2,0%
Branco/Nulo: 21,2%
Indecisos: 37,0%


1º turno: Intenção de voto estimulada

CENÁRIO 1: Lula 32,4%, Jair Bolsonaro 19,8%, Marina Silva 12,1%, Ciro Gomes 5,3%, Aécio Neves 3,2%, Branco/Nulo 21,9%, Indecisos 5,3%.

CENÁRIO 2: Lula 32,0%, Jair Bolsonaro 19,4%, Marina Silva 11,4%, Geraldo Alckmin 8,7%, Ciro Gomes 4,6%, Branco/Nulo 19,0%, Indecisos 4,9%.

CENÁRIO 3: Lula 32,7%, Jair Bolsonaro 18,4%, Marina Silva 12,0%, João Doria 9,4%, Ciro Gomes 5,2%, Branco/Nulo 17,6%, Indecisos 4,7%.


2º turno: Intenção de voto estimulada

CENÁRIO 1: Lula 41,8%, Aécio Neves 14,8%, Branco/Nulo: 39,6%, 
Indecisos: 3,8%.

CENÁRIO 2: Lula 40,6%, Geraldo Alckmin 23,2%, Branco/Nulo: 31,9%, Indecisos: 4,3%.

CENÁRIO 3: Lula 41,6%, João Doria 25,2%, Branco/Nulo: 28,8%, 
Indecisos: 4,4%.

CENÁRIO 4: Lula 40,5%, Jair Bolsonaro 28,5%, Branco/Nulo: 27,0%,
Indecisos: 4,0%.

CENÁRIO 5: Lula 39,8%, Marina Silva 25,8%, Branco/Nulo: 31,3%, 
Indecisos: 3,1%.

CENÁRIO 6: Jair Bolsonaro 28,0%, Geraldo Alckmin 23,8%, Branco/Nulo: 40,6%, Indecisos: 7,6%.

CENÁRIO 7: Marina Silva 28,4%, Geraldo Alckmin 23,6%, Branco/Nulo: 41,5%, Indecisos: 6,5%.

CENÁRIO 8: Jair Bolsonaro 32,0%, Aécio Neves 13,9%, Branco/Nulo: 46,4%, Indecisos: 7,7%.

CENÁRIO 9: Marina Silva 33,6%, Aécio Neves 13,0%, Branco/Nulo: 47,3%, Indecisos: 6,1%.

CENÁRIO 10: Jair Bolsonaro 28,5%, João Doria 23,9%, Branco/Nulo: 39,2%, Indecisos: 8,4%.

CENÁRIO 11: Marina Silva 30,5%, João Doria 22,7%, Branco/Nulo: 39,9%, Indecisos: 6,9%.

CENÁRIO 12: Marina Silva 29,2%, Jair Bolsonaro 27,9%, Branco/Nulo: 36,7%, Indecisos: 6,2%.

A banda podre vai vencendo a guerra

Josias de Souza
Os procurados faziam festa para a procuradora-geral
A cerimônia de posse de Raquel Dodge ajuda a entender por que o Brasil é o mais antigo país do futuro do mundo. Havia delatados, investigados e denunciados em toda parte, inclusive na mesa reservada aos presidentes dos Poderes. Pelo Executivo, Michel Temer, que já coleciona duas denúncias criminais. Pelo Legislativo, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, cada um com dois inquéritos.

A esse ponto chegamos: dois dos três poderes são comandados por políticos que têm contas a acertar com a Justiça. Bastava a Raquel Dodge olhar ao seu redor para perceber o tamanho do desafio que tem pela frente. Os procurados faziam festa para a procuradora-geral. A normalidade institucional brasileira é mesmo perturbadora.
Quem assistiu ficou com a impressão de que a banda podre da política está vencendo a guerra. A quantidade absurda de escândalos indica que o Brasil não é mais um país onde pipocam casos de corrupção. Virou um país, em si, corrupto.
A nova procuradora-geral pregou a harmonia entre as instituições. Ótimo. Mas não se deve confundir as instituições com os investigados que as dirigem. A restauração da harmonia depende da punição de todos os que estão em desarmonia com a moralidade.

Maia visando "essa gente" de Temer


Aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisam que a relação dele com o governo de Michel Temer não vive sua melhor fase.

Em conversa recente, Maia usou o termo “essa gente” para se referir a integrantes do Planalto.
O democrata, principal beneficiário de eventual queda do governo, voltou a se queixar de gente que ele acredita atuar para “envenenar” o presidente.