quinta-feira, 22 de junho de 2017

Por amor ao Brasil

Por Hely Ferreira *

Mergulhado em uma onda de denúncias que parecem não ter fim, o Presidente da República comporta-se de maneira que não mede esforços para continuar no comando do país. Como a questão da moralidade é algo cada vez mais distante da prática da boa parte da chamada classe política nacional, o toma lá dá cá e as vantagens oferecidas caso venha aderir as propostas governamentais, sobrepujam as farras dos canais de Rádios e TVs da era Sarney, e o modo nada republicano com que foi aprovada a emenda da reeleição durante o período em que esteve no governo do Senhor Fernando Henrique Cardoso, onde o casuísmo esteve presente de maneira pujante para aprovar a proposta de emenda constitucional.

A cada nova onda de denúncia envolvendo de forma direta ou indireta, o presidente Michel Temer, o seu governo tem sido um verdadeiro inferno astral, onde se quer pode comparecer em solenidades públicas, para não enfrentar onda de protestos.

O cenário de lama em que se encontra o Brasil, nos faz lembrar o que disse Sérgio Buarque de Hollanda de que aqui não existe espírito público, mas apenas espírito privado.

Vivendo um quadro não menos nefasto, o senador e presidente licenciado do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Aécio Neves está tentando atravessar um pântano. Os áudios divulgados demonstram a frieza e falta de republicanismo do parlamentar. Chega ser estarrecedor, por partir de alguém que é neto de quem prestou serviços relevantes ao país, até em momentos sombrios da história.

*Hely Ferreira é cientista político.

STF confirma validade das delações da JBS

Agência Brasil
Com o voto do ministro Dias Toffoli, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou maioria de 6 votos a zero em favor da validade dos acordos de delação premiada da empresa JBS, homologados em maio pelo ministro Edson Fachin, bem como da manutenção dele como relator do caso. Restam os votos de cinco ministros.
O plenário, em sua maioria, entendeu que a validade legal de qualquer acordo de delação premiada não pode ser revista, uma vez que tal legalidade for atestada pelo ministro relator, no caso, Edson Fachin.
Durante uma sessão tensa de debates, ficou entendido também que a competência para homologar os acordos cabe somente ao relator do caso, e não ao colegiado do STF, seja plenário ou uma das turmas.
No momento da homologação, os ministros concordaram que não cabe ao relator julgar se os termos do acordo de delação são justos ou não, mas somente analisar se as cláusulas estão de acordo com a lei e se o delator deu as declarações de forma voluntária, sem ser coagido. 
Fica a cargo do colegiado, plenário ou turma, analisar, posteriormente, a eficácia dos termos do acordo, ou seja, julgar se foram obtidos os resultados prometidos pelo delator, podendo-se assim, no momento da análise de mérito do caso, rever seus benefícios se as promessas não forem cumpridas.
Votaram nesse sentido o relator, Edson Fachin, e os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli. Restam os votos de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Celso de Mello e da presidente, Cármen Lúcia.
“A partir do momento em que o Estado homologue a colaboração premiada, atestando a sua validade, ela só poderá ser descumprida se o colaborador não honrar aquilo que se obrigou a fazer. Porque, do contrário, nós desmoralizaríamos o instituto da colaboração premiada e daríamos chancela para que o Estado pudesse se comportar de uma forma desleal, beneficiando-se das informações e não cumprido sua parte do ajustado”, disse Barroso.
O julgamento foi motivado por questionamentos sobre a legalidade dos acordos da JBS feitos pela defesa do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, um dos citados nos depoimentos dos executivos da empresa.
A defesa de Azambuja contestou a remessa do processo a Fachin, alegando que os fatos narrados pelos delatores não têm relação com os crimes investigados na Lava Jato, e também a extensão dos benefícios concedidos aos delatores.
No acordo com os executivos da JBS, o Ministério Público Federal (MPF) se comprometeu a não apresentar denúncia contra os delatores, em troca de informações que efetivamente incriminem políticos envolvidos em casos de corrupção.
"Duvido piamente que o Ministério Público tenha feito um bom negócio penal", disse o ministro Marco Aurélio Mello, indicando que, ao votar, se posicionará de maneira diversa da maioria

Detran lança campanhas institucionais e educativas

O Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades e do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE), preparou duas campanhas (uma educativa e outra institucional) para este semestre. A primeira escolheu o “Bode Gaiato” como personagem principal, tendo em vista que ele ocupa um espaço de destaque entre os influenciadores digitais, assumindo em suas publicações, muitas vezes, a função de fomentar discussões sobre o papel do indivíduo na sociedade.
Já a segunda, que começa a ser veiculada hoje, mostra as ações desenvolvidas pelo Órgão por meio das Operações Rota de Fuga – ORF, e Trânsito Seguro – OTS, além da Operação Lei Seca, alertando os condutores, ciclistas e pedestres sobre o respeito à vida. 
“O conceito escolhido na ação educativa foi “estrada não é lugar de gaiatice”. Tais aspectos oferecem à campanha o universo semântico ideal para influenciar o nosso público alvo, que são condutores que se deslocam para as festas juninas, a aderirem de uma forma mais divertida às recomendações de segurança no transito”, enfatiza o diretor presidente do Detran, Charles Ribeiro.
Ainda segundo Ribeiro, as peças da campanha intitulada de Bode Gaiato englobam outdoors, publicidade em rádio e TV, distribuição de sacolas de lixo, adesivos e folders. Os temas abordados são: cinto de segurança também no banco de trás, álcool e direção e respeito aos limites de velocidade.
A campanha institucional atingirá a população com um filme publicitário veiculado em TV’s e redes sociais, destacando o papel fundamental das operações do Detran.

Governo estadual libera R$ 4 milhões para produtores de leite

O Governo do Estado, através do programa Leite de Todos, irá liberar, na próxima semana, R$ 4 milhões aos lacticínios credenciados ao programa.
O governador Paulo Câmara tem priorizado esta ação não só do ponto de vista operacional, como também nos aportes financeiros necessários para garantir a regularidade dos pagamentos aos produtores pernambucanos. Na sua gestão, o chefe do executivo estadual já liberou aproximadamente R$ 57 milhões.
O secretário Nilton Mota vem participando de audiências e reuniões com os produtores, construindo um novo momento para a cadeia, no sentido que o estado de Pernambuco possa recuperar sua produção de 2,8 milhões de litros por dia alcançado antes da estiagem.
Dentre um conjunto de ações, Nilton Mota solicitou também ao Ministério do Desenvolvimento Social e a Conab a atualização do preço pago ao produtor de leite de vaca.

Acusado de matar jornalista é condenado a 30 anos


Do G1 Caruaru

Foi condenado, ontem, a 30 anos e cinco meses de prisão, o design gráfico Rafael Leite da Silva, de 33 anos, acusado de matar o jornalista e colunista social, Marcolino Júnior, de 46 anos, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O crime aconteceu em 16 de abril de 2016, num quarto de motel na cidade, de acordo com as investigações da Polícia Civil.
O julgamento durou 15 horas e foi marcado por embates entre defesa e acusação. Rafael deve cumprir a pena em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel, e recuso que impossibilitou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Ele está preso na Penitenciária Juiz Plácido de Souza.
O advogado de Rafael Leite informou que vai recorrer da decisão. A juíza Priscila Farias Patriota não atendeu ao pedido da defesa para que o réu recorresse em liberdade. A tese de acusação foi do promotor Antônio Rolemberg.
Relembre o caso
Segundo a Polícia Civil, o jornalista Marcolino Junior foi morto a facadas dentro de um quarto de motel em Caruaru, conforme a conclusão do inquérito policial que investigou o assassinato. De acordo com a Polícia, o executor do crime foi Rafael Leite da Silva, preso após tentar vender o veículo do colunista social.
O corpo do jornalista e colunista social foi encontrado no dia 18 de abril de 2016, na zona rural de Sairé, no Agreste. Ele estava desaparecido desde o dia 16. A perícia apontou que o réu deu um golpe de jiu-jítsu na vítima e três golpes de faca.
A causa da morte foi o "choque hemorrágico causado por ferimento perfuro-cortante". O instrumento utilizado foi encontrado em São Caetano, na casa de uma mulher com quem Rafael tinha um relacionamento.
Foram encontrados sangue no travesseiro do quarto e nas escadas do motel. Segundo o delegado Marcio Cruz, o corpo da vítima foi transportado no porta-malas do carro do próprio Marcolino. Em seguida, foi desovado em um matagal.

Janot quer derrubar leis que permitem vaquejadas

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou no início deste mês três ações no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar leis que autorizam a vaquejada na Bahia, no Amapá e na Paraíba. Em maio, ação semelhante foi protocolada para invalidar lei que permite a prática em Roraima.

Tradicional evento cultural e esportivo no país, na vaquejada, um boi é solto em uma pista e dois vaqueiros, montados em cavalos, tentam derrubar o animal pelo rabo.
Em outubro do ano passado, o STF já havia derrubado lei que regulamentava a atividade no Ceará, sob o argumento de que impõe sofrimento aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente e proteção da fauna.
No último dia 6 de junho, o Congresso promulgou uma emenda constitucional, norma acima das demais leis do país, que viabiliza a retomada das vaquejadas em todo o território nacional, estabelecendo que "não são cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais".
As novas ações de Janot foram apresentadas ao STF antes da promulgação da emenda e contestam regras específicas estaduais que detalham como devem se realizar as vaquejadas. Todas visam garantir o bem estar animal e definem diretrizes de controle ambiental, higiênico e sanitário.
Segundo o procurador, no entanto, mesmo assim, elas “inevitavelmente” submetem animais a tratamento violento e cruel, contrariando preceitos da Constituição que impõem ao Poder Público ações para preservar a fauna e assegurar o ambiente “ecologicamente equilibrado”.
“Não é possível, a pretexto de realizar eventos culturais e esportivos, submeter espécies animais a práticas violentas e cruéis”, escreveu Janot nas ações. “Não obstante sua antiguidade e seu relevo em certas regiões do país, é incompatível com os preceitos constitucionais que obrigam a República a preservar a fauna, a assegurar ambiente equilibrado e, sobretudo, a evitar desnecessário tratamento cruel de animais”.
As ações do Amapá e Paraíba foram sorteadas para relatoria de Marco Aurélio Mello, o mesmo ministro que conduziu a maioria dos membros do STF a derrubar a lei do Ceará no ano passado. Na época, votaram contra a vaquejada 6 ministros e 5 a favor.
A ação da Bahia foi encaminhada para Luís Roberto Barroso e a de Roraima para Rosa Weber. Em outubro, os dois também votaram contra a vaquejada no Ceará.
As ações sob relatoria de Marco Aurélio (AP e BA) já estão prontas para julgamento no plenário do pedido de liminar, tipo de decisão que suspende provisoriamente e de modo mais célere a norma contestada. As demais ainda estão sob análise de Barroso e Weber.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Derrota da Reforma trabalhista


Após derrotar reforma trabalhista em comissão, Renan e oposição contam votos para o plenário
Folha de S. Paulo - Por Painel


Malvado favorito Depois de derrotar o governo na CAS (Comissão de Assuntos Sociais), senadores da oposição se reuniram na liderança do PMDB com Renan Calheiros (PMDB-AL) para contar quantos votos o grupo tem para barrar a reforma trabalhista no plenário do Senado.
 
Balão vai subindo Apesar do discurso de que as novas regras devem ser aprovadas ainda neste mês, Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, se programa para levar a proposta ao plenário da Casa só em julho. Trabalha, a princípio, com duas datas: 5 ou dia 12.

Sem escalas Sérgio Petecão (PSD-AC), que faltou à sessão na CAS e abriu espaço para um colega contrário à reforma votar, disse que tinha compromissos em seu Estado e que só conseguiu chegar em Brasília às 19h. “No Acre, há um voo, que sai às 12h30. Lá você não voa quando quer. Voa quando pode.”

Relatoria é de Fachin, mas o acordo pode mudar

Relatoria da JBS
Fachin fica com a relatoria da JBS, mas corre risco de ver STF mudar acordo homologado por ele
Folha de s. Paulo - Por Painel


Em dois tempos Edson Fachin será mantido relator da delação da JBS no Supremo, mas corre sério risco de ver a corte abrir caminho, nesta quarta (21), para modificar os termos do acordo que ele homologou com a empresa. A forte divisão entre os ministros será expressa na segunda etapa do julgamento, quando eles discutirão a possibilidade de o plenário rever as condições ofertadas aos colaboradores. O desfecho do caso é visto pelo governo e pela Lava Jato como um divisor de águas para a operação.
 
Cortina de fumaça Defensores da manutenção do acordo homologado por Fachin dizem que erra quem acha que é só a negociação da JBS que está em jogo. Uma revisão neste caso, dizem, colocaria em xeque novas tratativas, minando a segurança jurídica em torno de instrumento vital para a Lava Jato.
 
Cordão sanitário Os que defendem que o STF pode rever as condições ofertadas aos delatores, por sua vez, dizem que a medida impede que o Ministério Público Federal tenha poder absoluto sobre as negociações.
 
Sinais de fogo Ao relativizar eventual revisão de delações já homologadas, o ministro Luiz Fux alarmou o gabinete de Fachin. O relator da Lava Jato achava que Fux votaria tanto para mantê-lo na relatoria como para validar o acordo com a empresa.
 
Memória Aliados de Fachin lembram que a homologação monocrática de delações não é novidade na Lava Jato. Cármen Lúcia, presidente do STF, assinou os acordos da Odebrecht durante o recesso deste ano sem nem sequer ser a relatora do caso.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Barraca de fogos explode no centro de Petrolina

Blog do Edenevaldo Alves

Uma barraca de fogos explodiu, há pouco, no Centro de Petrolina, próximo ao Cemitério Campos das Flores. De acordo com informações de testemunhas, devido ao impacto da explosão, algumas pessoas ficaram feridas, não se sabe ainda o estado de saúde delas.
Três veículos estacionados nas proximidades foram parcialmente destruídos e o teto de algumas residências desabaram. A equipe do Corpo de Bombeiros já se encontra no local.

O “triplex do Lula” é da Caixa, diz sua defesa

Com a entrega das alegações finais da defesa do ex-presidente Lula, termina com uma surpresa o insólito processo do “triplex do Guarujá”.

“O apartamento 164 A, do edifício Solaris, está em nome da OAS Empreendimentos S/A, mas, desde 2010, quem detém 100% dos direitos econômico-financeiros sobre o imóvel é um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal.”, informam os advogados Cristiano e Vanessa Martins, que respondem pelo ex-presidente.

Ou seja, aquela frase do ex-executivo da empreiteira, para conseguir sua delação premiada, dizendo que “o apartamento é do Lula” é desmentida pela própria empresa, que há sete anos entregou os direitos do apartamento para a Caixa.

Será que vem ao caso, para Sérgio Moro?

Leia o texto, publicado na Folha:

Cristiano e Vanessa Martins

As alegações finais da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no famoso caso do “tríplex do Guarujá”, que apresentamos nesta terça (20), demonstram sua inocência, que se assenta sobre prova real e palpável. A absolvição é o único resultado possível da apreciação racional, objetiva e imparcial da prova encartada aos autos. Nesta terça podemos apontar o real dono do imóvel.

O apartamento 164 A, do edifício Solaris, está em nome da OAS Empreendimentos S/A, mas, desde 2010, quem detém 100% dos direitos econômico-financeiros sobre o imóvel é um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal. Nada vincula Lula ao imóvel, onde esteve uma única vez, em 2014, como potencial interessado em sua aquisição. Jamais teve as chaves, o uso, gozo ou disposição da propriedade.

Prova da anomalia jurídica que envolve esse caso, em que a presunção de inocência é solenemente violada, foi a defesa que investigou os fatos, destrinchando, após diligências em vários locais do país, essa operação imobiliária executada pela construtora. O resultado afasta a hipótese da acusação.

É inverossímil a conexão entre o ex-presidente e as supostas vantagens ilegais advindas de contratos firmados entre a OAS S/A e a Petrobras. O Ministério Público Federal não fez a prova de culpa que lhe cabia.

Ao depor ao juízo da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e omitir a cessão integral dos direitos econômicos do tríplex, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, produziu uma farsa para negociar benefícios penais com a acusação. O que o réu admitiu foi uma realidade pré-fabricada. A mentira tinha o objetivo de incriminar Lula e fazer vicejar a fábula do “caixa geral de propinas”, ficção contábil sem lastro nos fatos.

Criou-se um “contexto” de “macrocorrupção” com um “comandante” como forma de amplificar o foco de corrupção apurado em 2014, mas o MPF não “seguiu o caminho do dinheiro” pela impossibilidade de provar sua tese.

A ficção é produto de desconhecimento do organograma federal e do complexo sistema de controle interno e externo da Petrobras, incluindo a fiscalização da CGU de Jorge Hage. Como se fosse possível a Lula e a aliados corromper uma estrutura composta por milhares de pessoas, ignorando, ainda, que a Petrobras atende exigências de leis internacionais, como a da Sarbanes-Oxley (SOX), dos EUA, além das fiscalizações internas a que está submetida, como depôs o executivo Fábio Barbosa.

A tese da “propinocracia” nem cabe nos autos. A usurpação da competência pelos procuradores de Curitiba é uma afronta ao Supremo Tribunal Federal.

Esse é um julgamento político com verniz jurídico, um autêntico “trial by mídia”, sob a égide de violações e ilegalidades. O inquérito, instaurado em 22/7/2016, tramitou de forma sigilosa até dois dias antes do indiciamento, a despeito dos pedidos de acesso da defesa. O cerceamento sempre esteve presente. A acusação que o MPF imputou a Lula abusou de hipóteses, para atingir sua inconteste liderança política.

O “enredo Lula” foi transformado em “produto comercial”, que hoje vende de filmes a palestras em eventos até de cirurgia plástica, como a que fez o procurador Deltan Dallagnol, defensor da teoria “explacionista” e expositor do polêmico Power Point sobre a peça acusatória inaugural em 14/9/2016.

Quanto ao acervo presidencial não há qualquer conduta imputada a Lula na denúncia, buscando-se atribuir a ele responsabilidade penal objetiva incompatível com o Estado de Direito. Como os bens, embora privados, integram o patrimônio cultural brasileiro, segundo expressa disposição legal, o próprio ordenamento jurídico estimula o auxílio de entidades públicas e privadas na sua manutenção.

Se o inquérito inicial tivesse sido conduzido de forma correta e sem verdades pré-estabelecidas, o dono do tríplex teria sido identificado na origem, evitando gastos públicos com um processo descabido, além de proteger as reputações envolvidas. Optou-se por repetir à exaustão a mentira. A explicação para tamanha violação está no “lawfare”, que busca propiciar meios para a inelegibilidade de Lula. O objetivo é destruir os 40 anos de vida pública desse trabalhador, que governou o Brasil e foi reconhecido mundialmente por liderar o maior combate à pobreza já visto.

Aécio caiu na vaidade de tentar mostrar poder


Portal Hoje em Dia

Coluna Esplanda – Leandro Mazzini

Memorial A.N
Aécio Neves foi gravado: pedindo R$ 2 milhões de propina; chamou ministro da Justiça de bosta, articulando para derrubá-lo (e conseguiu); sugeriu matar preposto que carregaria dinheiro; envolveu ministro do STF em tráfico de influência para votação no Senado etc etc. Mas o pedido de prisão do PGR foi porque fez reunião com senadores.
Afastado do cargo, ao postar foto no Facebook com senadores avisando de reunião a bem do Brasil, Aécio caiu na conhecida vaidade de (tentar) mostrar Poder. Em suma, o então senador Delcídio do Amaral, do PT, foi preso por muito menos.
Aliás, ao telefonar para Gilmar, o senador não seguiu a máxima que o avô Tancredo Neves ensinava de público: Telefone serve para marcar reunião. E no lugar errado.

Aécio não tem previsão otimista para julgamento no STF


 Da Folha de S. Paulo – Mônica Bergamo

A expectativa de Aécio Neves (PSDB-MG) em relação à possibilidade de o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar sua prisão nesta terça (20) não é das mais otimistas. O senador e seu grupo mais próximo têm dúvida em relação aos votos dos ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux.
Já a defesa de Aécio argumentará nesta terça, na primeira turma do STF, que o caso deveria ser julgado no plenário, pelos 11 magistrados da corte. Alberto Toron usará os mesmos argumentos que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, esgrimiu ao pedir a prisão: a envergadura do tema recomenda que ele seja discutido no colegiado do tribunal.
E lideranças do PT seguem com atenção o julgamento, nesta terça (20), do pedido de prisão de Aécio. A torcida é para que o parlamentar fique solto. Na visão de setores do partido, a detenção do senador tornaria mais difícil o discurso da seletividade se, e quando, o ex-presidente Lula for condenado pelo juiz Sergio Moro, de Curitiba. 

Provas contra Temer inibirão deputados de poupá-lo

Investigadores da PF estão convictos de que provas contra Temer inibirão os deputados de poupá-lo. Depoimentos, apreensões e a segunda etapa dos áudios são os motivos da confiança na qualidade do inquérito.
Época - Diego Escostegui


Os investigadores da Polícia Federal responsáveis pelo inquérito relativo ao presidente Michel Temer estão convictos de que as provas contra ele são tão robustas que dificilmente a Câmara dos Deputados deixará de autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a investigá-lo. Os depoimentos colhidos, as apreensões realizadas e a segunda etapa dos áudios da JBS são os principais elementos.
A Procuradoria-Geral da República deverá denunciar Temer nas próximas semanas.

Governador assina ordens de serviço em Petrolina


Mais de 600 famílias de Petrolina terão acesso à água de qualidade nos próximos meses. Duas obras que irão ampliar o abastecimento na cidade, ambas com recursos de emendas parlamentares que somam mais de meio milhão de reais do deputado Lucas Ramos, tiveram as ordens de serviço assinadas pelo governador Paulo Câmara, ontem, durante agenda administrativa na cidade.

O sistema de abastecimento do Serrote do Urubu, enfim, será concluído e atenderá 450 famílias. E outras 200 famílias do Loteamento Park Mandacaru serão beneficiados com a implantação da rede de distribuição na comunidade. As duas obras serão executadas pela Compesa e foram viabilizadas exclusivamente com recursos destinados por Lucas Ramos.
"É um compromisso do nosso mandato: trabalhar para levar água a quem não tem. A população do Serrote do Urubu espera há mais de três anos pela conclusão do sistema de abastecimento. Conhecemos de 
perto as dificuldades dos moradores de lá e por isso destinamos nossa maior emenda no Orçamento para que o empreendimento fosse finalmente concluído e cumprisse o seu objetivo de entregar água de 
qualidade e, mais que isso, dignidade e saúde às pessoas",  explicou o deputado Lucas Ramos.

A obra consiste na recuperação dos equipamentos de captação da água. Também será adquirido um novo conjunto de motor-bomba, instalados mais de 140 hidrômetros adicionais na comunidade, além de terem promovidos serviços para reforço da infraestrutura e da segurança do sistema. Com as intervenções, cuja estimativa é de durarem seis meses, a localidade receberá a água do rio São Francisco devidamente tratada e pronta para consumo humano.
"No Park Mandacaru, as famílias não contam com abastecimento regular. Agora, os moradores terão água tratada na torneira de suas casa, graças à rede de distribuição que será implantada", comentou o deputado. A rede de distribuição será composta por 5,4 quilômetros de tubulação. No primeiro mês, serão realizadas todas as escavações e colocação dos canos. E já no começo do segundo mês serão feitas as primeiras ligações às residências.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Faturando alto com palestras e com Lula, Dallagnol é um caso raro de auto constrangimento



Há uma velha máxima no futebol com respeito à figura mítica do perna de pau: “Esse aí pode deixar que a natureza marca”.

O procurador Deltan Dallagnol é o principal agente desmoralizador de si mesmo. Não precisa de ninguém para se ocupar disso.
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Nele se unem a megalomania, a ambição, a arrogância, a fama, a fé evangélica e a falta de noção, resultando num pacote de auto constrangimento e vergonha alheia.

Dallagnol embarcou numa ego trip que ninguém mais controla. De Silvio Santos a Elton John, passando pelo dono da Riachuelo, é comum o sujeito perder o senso do ridículo, mas depois de um certo tempo.

Deltan está passando por isso precocemente, aos 36 anos. Vive cercado de yes men que não o censuram mais. E pensar que você paga o bom salário do homem.

Alguém que cita a si mesmo sete vezes, mais Sherlock Holmes e uma teoria que ele mesmo criou (o “explanacionismo”) numa peça jurídica deveria ser chamado de lado pelo juiz e instado a tirar uns dias de folga para pôr a cabeça no lugar.

Ao invés disso, Dallagnol vai faturando. Suas palestras são vendidas por um cachê entre 30 e 40 mil reais, como se vê num site que o agencia juntamente com Ana Paula Padrão, Caio Ribeiro, Família Schürman, entre outros.

O release é inacreditável. “Quando aparece para uma entrevista, fica claro que ele preparou cada tópico da fala e não foge do roteiro”, lê-se.

“Assim, dribla a timidez. Cordial, emprega frases de efeito, que também recheiam os processos. Para ele, por exemplo, Lula é o ‘comandante máximo’ do desvio de recursos da Petrobras”.

Como assim? Então era uma frase de efeito, um truque, para deleitar a plateia? Não importa? Tudo bem para o Lula ou não vem ao caso?

A repórter Anna Virginia Balloussier fez um relato na Folha sobre uma apresentação de Dallagnol num congresso da ala paulista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

“Nós antes éramos os golpistas. Agora nós somos os golpistas dos golpistas? Eu fico confuso”, disse.

Sacou?

Dallagnol fez merchã de seu livro e adaptou a cantilena ao público. “O país está desfigurado. Precisamos de uma cirurgia reconstrutiva. Acho que vim no lugar certo para pedir ajuda”, falou.

Pegou?

Outra: “Você já teve um paciente que se olhava no espelho e se achava mais bonito do que era? O Brasil se olhava no espelho e se achava mais bonito do que era. A corrupção vende ilusões”.

Quem o introduziu foi o cirurgião Rolf Gemperli, um tipo que costumava aparecer na bancada do Jornal da Cultura, de SP, com comentários pedestres.

Num deles, defendia o fim do voto obrigatório porque eleições deviam ser só para quem tem “conhecimento da política”.

“Gosto dos médicos porque médicos gostam da Lava Jato”, declarou Deltan.

O ponto alto do show foi quando um espectador quis saber se ele tinha uma “previsão real” para a prisão de Lula.

“Vou exercer meu direito constitucional de ficar em silêncio”, respondeu Dallagnol.

Sacou?

Na semana passada, ele comemorava a marca de 100 mil seguidores no Twitter. A jornalista e blogueira Nina Lemos deu-lhe uma bronca, lembrando-o que não é “uma blogueira teen”.

Nina errou. No fundo, Dallagnol não passa muito disso. Lula e a batalha contra corrupção viraram um filão que DD, Moro e seus cometas exploram.

Enquanto durar a Lava Jato, e ela não tem hora para terminar, eles vão se dar bem. Se a grana é oriunda, eventualmente, de uma categoria extremamente afeita a sonegar impostos, como a dos médicos, não tem problema.

Business is business. O importante é dar um jeito nesse país. Eu não tenho culpa, eu votei no Aécio.

Paulo entrega mais alta comenda do Estado a Brennand

O governador Paulo Câmara entregou, na manhã de hoje, a Medalha do Mérito Guararapes – Grã Cruz ao artista plástico Francisco Brennand. Trata-se do mais alto grau de comenda concedida pelo Estado a uma personalidade. O chefe do Executivo estadual fez questão de entregar a medalha pessoalmente ao artista, no Museu e Oficina Francisco Brennand, na Várzea. Acompanhado da primeira-dama Ana Luiza, Paulo destacou que esta era uma justa homenagem a um pernambucano que é referência no Brasil e tornou-se um momento mais simbólico pela passagem do aniversário de 90 anos do homenageado, comemorado no último dia 11 de junho. 
"Esta é nossa singela homenagem por tudo o que Francisco Brennand representa com sua arte para nós pernambucanos e brasileiros. Como sempre falo, Brennand é um artista completo", afirmou o governador. A primeira-dama frisou que o trabalho do "mestre", como o artista também é carinhosamente chamado, contribuiu para elevar ainda a vocação do Estado para a arte e a cultura. "O conjunto de sua obra é muito representativo não só para nosso Estado, mas para o País", pontuou Ana Luiza.
Na qualidade de Grão Mestre da medalha da Ordem do Mérito Guararapes, Brennand brincou, ao agradecer ao governador a homenagem: "Agora eu não tiro mais essa medalha!". O homenageado aproveitou para falar sobre seus projetos, como uma exposição que prepara especialmente para a Flip, em Paraty (RJ), com curadoria de Olívio Tavares, em julho deste ano.
O governador relembrou junto com Brennand que hoje é o aniversário de 90 anos do escritor Ariano Suassuna, de quem o artista plástico era muito amigo. "Nós estudamos juntos no Colégio Oswaldo Cruz. Nossa amizade começou ali e me surpreendeu ele conhecer sobre pintura. Ele lia livros sobre pintura. Eu, ele e minha mulher, Débora, estudávamos todos juntos". O artista plástico estava acompanhado de duas filhas, Neném e Maria Helena.
A Medalha da Ordem do Mérito Guararapes foi instituída pelo Decreto Nº 4.891, de 20 de janeiro de 1978, e de acordo com o Regulamento aprovado pelo Decreto Nº 6.380, de 9 de abril de 1980, alterado pelo Decreto nº 30.661, de 1º de agosto de 2007.

Humberto participa de visita às obras da Transposição

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) participa, na próxima segunda-feira (19), do início da Caravana das Águas que tem como objetivo avaliar a retomada e o andamento das obras físicas do Eixo Norte e do Ramal do Apodi, que beneficiam os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba e também as obras sociais derivadas do Projeto de Integração do São Francisco nos estados de Pernambuco e Ceará.
“Essa ação de fiscalização do Senado é muito positiva. Estamos aqui para garantir que essa grande obra, que está mudando a vida de um povo que sempre sofreu com a falta de água no sertão nordestino, realmente continue andando”, lembrou o senador petista.
A realização da Caravana das Águas foi aprovada durante reunião da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) no Senado Federal. A Caravana realizará visitas técnicas e audiências públicas nos próximos dias 19 e 20 de junho, nos quatro estados (Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte), e contará com a participação de senadores dos estados envolvidos

Denúncias em série: Janot quer minar fôlego de Temer

Janot avalia apresentar denúncias em série para minar fôlego de Temer na Câmara
Folha de S. Paulo  - Por Painel

A equipe do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, faz planos para impedir que Michel Temer consiga ganhar fôlego no Congresso após a apresentação da primeira denúncia contra o peemedebista, na próxima semana. O grupo estuda entregar ao Supremo um segundo pedido de ação penal contra o presidente antes mesmo de a Câmara decidir pela aceitação ou não da queixa inicial. Procuradores dizem que, com o que há hoje, é possível atribuir ao menos três crimes a Temer.
 
Michel Temer deverá ser acusado por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de justiça. Há quem aposte que é possível unir elementos para uma quarta acusação: lavagem de dinheiro.
 
Os repasses ao coronel João Baptista Lima Filho, ex-assessor de Temer, além de material ainda sob sigilo nas mãos de Rodrigo Janot, poderiam dar base para a queixa de lavagem.
 
Jones Martins (PMDB-RS) é hoje o nome mais forte para assumir a relatoria da denúncia contra Temer na CCJ da Câmara. Integrantes da base afirmam que pesa a favor dele o fato de ser advogado e especialista em direito constitucional.
 
Vai ter luta Aliados do presidente no Congresso garantem que, hoje, ele teria ao menos 250 votos para barrar a primeira denúncia.
 
Meu querido Os parlamentares dizem que Temer larga com vantagem pela longa e afinada relação que mantém com o Congresso. Neste aspecto, o presidente pontua sua mais aguda diferença com relação ao estilo da antecessora, Dilma Rousseff.
 
Relembrar é viver Enquanto Temer recebe quase que diariamente romarias de congressistas de todos os matizes, Dilma, às vésperas do impeachment, se reunia com deputados do baixo clero cujos nomes ignorava

terça-feira, 13 de junho de 2017

Venturosa volta a receber abastecimento da Compesa

Reservatório atingiu 17,7% da capacidade total, cerca de 4,8 milhões de metros cúbicos.
Venturosa volta a receber abastecimento após período em colapso (Foto: Divulgação/Assessoria)
Do G1 Caruaru


Venturosa, no Agreste de Pernambuco, volta a receber água nas torneiras a partir desta terça-feira (13). A Barragem da Ingazeira, que abastece a cidade, secou e deixou o município sem abastecimento desde novembro de 2016.
Segundo a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), após as chuvas que caíram na região no mês de maio, o reservatório atingiu 17,7% da capacidade total, cerca de 4,8 milhões de metros cúbicos. Ainda de acordo com a companhia, os 16 mil moradores da cidade tem abastecimento garantido pelos próximos oito meses, no regime de três dias com água e nove dias sem.
Segundo o gerente de Unidade de Negócios da Compesa, Augusto César, a situação na cidade melhorou. "A região Agreste ainda está no período chuvoso, por isso, nossa expectativa é que a barragem acumule mais água. Se comparar com as chuvas de 2016, nesta mesma época, o cenário deste ano está sendo bem melhor", disse.

IFI: rombo fiscal será maior em 2018

Estimativas da Instituição Fiscal Independente (IFI) mostram que deficit no ano que vem será de R$ 167 bilhões, o maior da história, e por conta disso, meta de deficit precisará ser alterada
Por: Correio Braziliense


O presidente Michel Temer pode até comemorar a vitória no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o crescimento de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2017, mas ele não tem como fugir de desafio pior do que o do governo da ex-presidente Dilma Rousseff: o crescimento do rombo fiscal. O buraco nas contas públicas está cada vez mais alarmante, e, de acordo com a Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado Federal, o governo federal não vai conseguir cumprir a meta fiscal deste ano e muito menos a de 2018, quando chegará a R$ 167 bilhões, o maior da história.
A meta prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 é de um rombo de até R$ 139 bilhões. Pelas estimativas da IFI divulgadas nesta segunda-feira (12/06) o deficit primário do governo central, que inclui as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central, será de R$ 144,1 bilhões. Esse dado acaba de ser revisado. No estudo anterior era de R$ 142,9 bilhões, mas a instituição ainda manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, de 0,46%, mas, com “viés de queda”, ou seja, o quadro pode piorar se a crise política se agravar.
Além disso, esse resultado considera receitas extraordinárias que podem não se concretizar, como é o caso da abertura de capital da Caixa Seguridade, do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e da BR Distribuidora, que somam juntas R$ 8,9 bilhões. A IFI não inclui na conta, por exemplo, a venda da Lotex. Como esses recursos podem não entrar no caixa da União neste ano,o rombo poderá facilmente superar R$ 150 bilhões, sem contar com a receita de concessões, estimada pela IFI em R$ 24 bilhões, que também poderá não ser concretizada.
Em 2018, o quadro tende a piorar ainda mais. Pelas previsões da IFI, o rombo fiscal será bem maior do que o deste ano, alcançando R$ 167 bilhões, o maior já registrado nas contas da União. Esse dado é superior aos R$ 129 bilhões de deficit primário previsto pelo governo no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso Nacional em abril. 
“O governo não vai conseguir cumprir a meta porque a frustração de receita é grande. É preciso muito cuidado, porque a arrecadação está tendo um desempenho muito negativo, por isso, não dá para prever o cumprimento de metas mais ousadas se não houver uma recuperação econômica”, avisou o diretor-executivo da IFI, Felipe Salto. Para ele, o governo vai ter que mudar a meta de 2018, porque a que consta no PLDO “é muito otimista”.
 De acordo com o diretor da IFI, Gabriel Leal de Barros, em 2018, o rombo fiscal será pior do que 2017 porque o governo não conseguirá ter o volume todo de receitas extraordinárias que estão sendo previstos em 2017, como repatriação e nova rodada do Refis. “Há varias receitas que podem ocorrer neste ano e isso explica parte do motivo que esse deficit será maior do que o deste ano”, afirmou.
Conforme as projeções da IFI, a frustração de receita neste ano será de aproximadamente R$ 20 bilhões e, se o governo mantiver o contingenciamento anunciado no início do ano, de R$ 42,1 bilhões, é possível que a meta de 2017 seja cumprida, mas pouco provável. Vale lembrar que, o governo liberou R$ 3,1 bilhões de emendas e e reduziu esse contingenciamento para R$ 39 bilhões Logo, se continuar nesse ritmo de liberações, a meta deste ano também não será cumprida