quarta-feira, 12 de abril de 2017

Delação: Paulo Preto aterroriza tucanos de S.Paulo


Com a divulgação dos inquéritos originados pelo acordo da Odebrecht, líderes de diversos partidos se preparam para algo ainda pior. Acreditam que, a partir de agora, personagens implicados no esquema se sentirão mais estimulados a colaborar com a Justiça. Pessoas próximas a Antonio Palocci (PT) apostam nisso. Em São Paulo, aliados de Geraldo Alckmin (PSDB) organizam arsenal para rebater possível delação do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto.

Um tucano de São Paulo afirma que integrantes do partido no Estado já começaram a acionar advogados, à espera de um movimento de Paulo Preto. Descrevem o ex-dirigente da Dersa como organizado e cercado de documentos.
Aliados do governador Geraldo Alckmin chegaram a suspirar quando o nome dele não apareceu na lista do ministro Edson Fachin, do STF. Souberam, em seguida, que as citações ao tucano foram para o STJ (Superior Tribunal de Justiça).  (Daniela Lima - Folha de S.Paulo)

Aécio, o "Mineirinho": mesadas de até R$ 2 milhões



          Aécio Neves: um dos mais afetados na nova safra de revelações da Odebrecht (Cristiano Mariz/VEJA 
VEJA Online - Por Daniel Pereira
Marcelo Odebrecht e outro executivo da empresa contaram que o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, recebeu “vantagens indevidas” em troca de apoio a interesses da empreiteira, sobretudo no caso dos projetos das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau. Segundo o colaborador Henrique Valladares, Aécio, identificado como “Mineirinho”, recebia mesadas que variavam de 1 milhão de reais a 2 milhões de reais.
O teor de outro inquérito envolvendo o senador tucano revela que, em seus acordos de colaboração, Marcelo Odebrecht e Benedicto Júnior apresentaram provas documentais de que, em 2014, efetuaram o pagamento de “vantagens indevidas” em benefício do senador Aécio Neves e de seus aliados políticos. O relato foi confirmado pelo principal executivo da empreiteira em Minas Gerais.
Alvo de cinco inquéritos, Aécio Neves também foi citado por dois delatores, que disseram que a Odebrecht pagou, a pedido do senador, “vantagens indevidas” travestidas de doações eleitorais à campanha ao governo de Minas Gerais do tucano Antonio Anastasia, hoje senador. Um dos repasses foi de cerca de 5,5 milhões de reais. Houve apresentação de prova documental, segundo o Ministério Público.
Confira nota de posicionamento enviada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG): 
“Considero importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações, iniciativa solicitada por mim ao ministro Edson Fachin na semana passada, e considero que assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de minha conduta.”

Odebrecht delata fraude na Arena Pernambuco



O ex-funcionário da Odebrecht João Pacífico delatou esquema de fraudes na licitação da Arena Pernambuco, um dos estádios da Copa do Mundo de 2014.
Segundo ele, as maiores empreiteiras do país, Odebrecht e Andrade Gutierrez, fizeram acordo "a fim de frustrar o caráter competitivo de processo licitatório associado à construção da Arena Pernambuco".
As informações constam do pedido de investigação enviado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Como não há menções a políticos com foro privilegiado no Supremo, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, enviou o material para Procuradoria da República em Pernambuco.
O STF tornou públicos os documentos relativos à delação da Odebrecht na noite desta terça (11).
Folha de S.Paulo – Letícia Casado, Bela Megale, Camila Mattoso, Reynaldo Turollo JR. E Ranier Bragon)

terça-feira, 11 de abril de 2017

Lula venceria Aécio também em Minas Gerais



247 - Mesmo sendo réu em cinco ações e alvo de uma perseguição jurídico-midiática, o ex-presidente Lula venceria o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na disputa à presidência da República também em Minas Gerais, reduto eleitoral do tucano, onde ele foi governador. Os dados são do instituto Paraná Pesquisas, divulgados nesta terça-feira 11.

Lula teria 23,2% dos votos, contra 18,45% de Aécio Neves, em um cenário que considera ainda os nomes de Jair Bolsonaro, Marina Silva, Joaquim Barbosa, Ciro Gomes, Michel Temer e Ronaldo Caiado. Lula também lidera quando o tucano é substituído pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que nesse caso passa para a quarta posição.

Lista de Fachin tem 7 pernambucanos investigados


IstoÉ
O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas. As 83 decisões do ministro foram obtidas com exclusividade pelo “Estadão”. No listão, sete pernambucanos: os ministros Bruno Araújo (Cidades) e Roberto Freire (Cultura), os senadores Fernando Bezerra Coelho (PT) e Humberto Costa (PSB), e os deputados federais Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Betinho Gomes (PSDB), além do ex-prefeito do Cabo, Vado da Farmácia (sem partido). 
A seguir a lista completa:
Senador Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
Senador Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG)
Senador Renan Calheiros (PMDB-AL)
Ministro da Casa Civil Eliseu Lemos Padilha (PMDB-RS)
Ministro da Ciência e Tecnologia Gilberto Kassab (PSD)
Senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Deputado Federal Paulinho da Força (SD-SP)
Deputado Federal Marco Maia (PT-RS)
Deputado Federal Carlos Zarattini (PT-SP)
Deputado Federal Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
Deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA)
Deputado federal Milton Monti (PR-SP)
Governador do Estado de Alagoas Renan Filho (PMDB)
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Wellington Moreira Franco (PMDB)
Ministro da Cultura Roberto Freire (PPS)
Ministro das Cidades Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB-PE)
Ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)
Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Marcos Antônio Pereira (PRB)
Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Blairo Borges Maggi (PP)
Ministro de Estado da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)
Senador Paulo Rocha (PT-PA)
Senador Humberto Sérgio Costa Lima (PT-PE)
Senador Edison Lobão (PMDB-PA)
Senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Senador Jorge Viana (PT-AC)
Senadora Lidice da Mata (PSB-BA)
Senador José Agripino Maia (DEM-RN)
Senadora Marta Suplicy (PMDB-SP)
Senador Ciro Nogueira (PP-PI)
Senador Dalírio José Beber (PSDB-SC)
Senador Ivo Cassol
Senador Lindbergh Farias (PT-RJ)
Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
Senadora Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
Senador Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)
Senador José Serra (PSDB-SP)
Senador Eduardo Braga (PMDB-AM)
Senador Omar Aziz (PSD-AM)
Senador Valdir Raupp
Senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Senador Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Deputado Federal Daniel Almeida (PCdoB-BA)
Deputado Federal Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
Deputado Federal Nelson Pellegrino (PT-BA)
Deputado Federal Jutahy Júnior (PSDB-BA)
Deputada Federal Maria do Rosário (PT-RS)
Deputado Federal Felipe Maia (DEM-RN)
Deputado Federal Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
Deputado Federal Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
Deputado Federal Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)
Deputado Federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)
Deputada Federal Yeda Crusius (PSDB-RS)
Deputado Federal Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
Deputado Federal José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão
Deputado Federal João Paulo Papa (PSDB-SP)
Deputado Federal Vander Loubet (PT-MS)
Deputado Federal Rodrigo Garcia (DEM-SP)
Deputado Federal Cacá Leão (PP-BA)
Deputado Federal Celso Russomano (PRB-SP)
Deputado Federal Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
Deputado Federal Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Deputado federal Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
Deputado Federal Paes Landim (PTB-PI)
Deputado Federal Daniel Vilela (PMDB-GO)
Deputado Federal Alfredo Nascimento (PR-AM)
Deputado Federal Zeca Dirceu (PT-SP)
Deputado Federal Betinho Gomes (PSDB-PE)
Deputado Federal Zeca do PT (PT-MS)
Deputado Federal Vicente Cândido (PT-SP)
Deputado Federal Júlio Lopes (PP-RJ)
Deputado Federal Fábio Faria (PSD-RN)
Deputado Federal Heráclito Fortes (PSB-PI)
Deputado Federal Beto Mansur (PRB-SP)
Deputado Federal Antônio Brito (PSD-BA)
Deputado Federal Décio Lima (PT-SC)
Deputado Federal Arlindo Chinaglia (PT-SP)
Ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho
Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Faria (PSD)
Governador do Estado do Acre Tião Viana (PT)
Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora do Estado
Valdemar da Costa Neto (PR)
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig
Senador Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)
Guido Mantega (ex-ministro)
César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal
Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
José Dirceu
Deputada Estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima (PT-SC)
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy
Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC
João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
Advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romer Jucá
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
Eron Bezerra, marido da senadra Grazziotin
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos – a38
Humberto Kasper
Marco Arildo Prates da Cunha
Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho
José Feliciano

Compesa nega ter marcado a realização de novo concurso


O presidente da Compesa, Roberto Tavares, negou hoje (10) por meio de nota notícia que está circulando nas redes sociais segundo a qual a empresa teria marcado a realização de concurso público para o preenchimento de 235 vagas.

Segundo ele, todo concurso público da empresa é convocado por meio edital publicado no Diário Oficial do Estado e em jornal de grande circulação, bem como nos canais de informação da própria Compesa.

A empresa disse também que nunca contratou a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte para aplicar as provas do concurso, como consta na postagem feita nas redes sociais.

A companhia lembra ainda que a publicação está com a antiga logomarca, o que é uma prova mais de que a notícia é falsa.

Segundo Tavares, a Compesa pretende fazer um novo concurso público ainda este ano, mas após receber autorização da Secretaria de Administração.

A companhia já solicitou propostas de preço à Fundação Getúlio Vargas, Fundação Carlos Chagas e Cesgranrio, todas com expertise nessa área.

A previsão da Compesa é divulgar o edital até o final do mês de junho.

Movimentos protestam em evento de Temer em SP


Folha de S.Paulo – Anna Virgínia Balloussier
O "fora, Temer" habitual em protestos contra o presidente Michel Temer ganhou a companhia de bandeiras da Palestina. Cerca de 50 pessoas se reuniram na noite desta segunda-feira (10) na frente do Clube Atlético Monte Líbano, em São Paulo, onde Temer, descendente de libaneses, seria homenageado em jantar.
Nas redes sociais, o convite para a manifestação ganhou um batismo: "Rolezinho no Jantar do Golpista". Os organizadores: os movimentos Palestina para[email protected] e Povo sem Medo.
"Apesar de ter sido divulgado que o evento conta com o apoio da 'coletividade líbano-brasileira', está claro que será apenas a ELITE econômica líbano-brasileira FAVORÁVEL AO GOLPE que estará presente. Trata-se de mais um festim diabólico para selar as alianças entre as elites econômicas e o governo Temer, onde o prato principal são os direitos garantidos pela Constituição", diz o texto divulgado na internet.
O palestino Hasan Zarif, 43, do Palestina para [email protected], disse à Folha que a aversão a reformas propostas por Temer não é o único combustível do protesto.
Ele criticou a "a ligação [do presidente] com o Estado de Israel", ao seu ver selada com nomeações "pró-sionistas", como a do israelense Ilan Goldfajn, ex-economista-chefe do Itaú, para comandar o Banco Central.
"Como árabe, a gente sente vergonha deste jantar, do público árabe lidando com um golpista", afirmou Zarif, sob olhar de PMs destacados para isolar os manifestantes da entrada do clube. "São árabes que apoiam o massacre de palestinos. Sentimos vergonha deste banquete com o qual eles estão se lambuzando."

Reforma: alteração em mais de cem artigos da CLT


Relator da reforma trabalhista, Rogério Marinho (PSDB-RN) apresenta nesta terça-feira (11) a versão final de sua proposta à bancada tucana na Câmara. Ele altera mais de cem artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e cria ao menos duas modalidades de contratação: a de trabalho intermitente, por jornada ou hora de serviço, e o chamado teletrabalho, que regulamenta o “home office”. O fim do imposto sindical está no texto — e o governo ficará neutro a respeito desse tema.

O projeto vai a plenário dia 19 e cria garantias contra a terceirização. Para evitar que trabalhadores sejam demitidos e recontratados como prestadores de serviço, prevê quarentena de 18 meses entre a dispensa e a recontratação.
O texto prevê que empregador e trabalhador possam negociar a carga de trabalho, num limite de até 12 horas/dia e 48 horas semanais. Também mantém o princípio de que acordos coletivos prevalecem sobre normas legais.
O relator também cria um novo regramento às súmulas da Justiça do Trabalho. Diz que isso vai evitar uma “superveniência entre Legislativo e Judiciário”.   (Painel - Folha de S.Paulo)

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Odebrecht tenta, mas não tem nada contra Lula

POR FERNANDO BRITO no Tijolaço



Transmitido “ao vivo” por um site de extrema-direita acumpliciado à República de Curitiba”, o depoimento de Marcelo Odebrecht, contra Lula, limitou-se a dizer o que os jornais já publicavam.

Como não interessaria aos advogados de Lula vazar acusações, só o próprio juízo ou o Ministério Público são a fonte óbvia do vazamento, embora Sérgio Moro faça jogo de cena.

Deixe-se isso de lado. o que foi dito?

Um prédio “para o Instituto Lula” que não é e não foi do Instituto Lula.

Uma conta, que se dizia para ele, que não tem nenhum sinal de vantagem pessoal, até porque já om ele fora do governo.

Mas a delação, hoje, não precisa de prova.

Contra Lula, então, nem pensar.

Alem do apartamento que é dele, mas não é dele, agora temos um prédio do instituto dele, mas não é do instituto dele.

A nota de resposta de Lula à “linha direta” do vazadouro é seca. Fatos são o que importa. Versão é apenas o que convém dizer:

“O ex-presidente Lula teve seus sigilos fiscais e telefônicos quebrados, sua residência e de seus familiares sofreram busca e apreensão há mais de um ano, mais de cem testemunhas foram ouvidas em processos e não foi encontrado nenhum recurso indevido para o ex-presidente. Lula jamais solicitou qualquer recurso indevido para a Odebrecht ou qualquer outra empresa para qualquer fim e isso será provado na Justiça. Lula não tem nenhuma relação com qualquer planilha na qual outros possam se referir a ele como “Amigo”, que nem essa planilha nem esse apelido são de sua autoria ou do seu conhecimento, por isso não lhe cabe comentar depoimento sob sigilo de justiça vazado seletivamente e de forma ilegal”.

Lula, em resumo, desafia os delatores a terem as provas que não têm.

Mas hoje, sabe-se, provas são dispensáveis.

STF dá ovo de Páscoa ao governo

Por
 Helena Chagas no blog os Divergentes

Não tem ovo de Páscoa de Edson Fachin esta semana, conforme esperavam alguns, sobretudo os políticos que achavam que o relator da Lava Jato no STF poderia antecipar ao menos os nomes dos sete felizardos que terão suas ações arquivadas. Mas Fachin está no Paraná e tudo indica que nem virá a Brasília esta semana.

Afinal, o país pode estar pegando fogo, mas não há nada mais certo na face da terra do que os feriados do Poder Judiciário. Nesta semana de Páscoa, a folga para a maioria dos brasileiros começa na sexta-feira – os mais sortudos ainda levam a quinta -, mas no Supremo e demais tribunais começa na quarta. O que quer dizer que não haverá sessões desde segunda – e que a maioria dos ministros não vai dar as caras por aqui.

Nas duas outras pontas da Praça dos Três Poderes a folga é menor. Michel Temer e companhia estão no Planalto, em reuniões sucessivas na tentativa de fazer andar a reforma da Previdência. No Congresso, a Câmara vai tentar votar nas próximas horas o projeto do novo regime fiscal dos estados – missão complicada.

É apenas aparente o contraste entre a folga do Supremo e a pressa do Planalto e do Congresso esta semana. São os dois lados da mesma moeda: governo e base aliada correm para adiantar votações e articulações de seu interesse porque sabem que, após a suspensão do sigilo das delações da Odebrecht, tudo vai ficar muito mais difícil. O STF, por sua vez, dá um ovo de Páscoa ao Planalto sob a forma de mais um tempinho para tocar a vida antes do tsunami.

Humberto critica proposta de salário mínimo do governo

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE)

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE)Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A proposta anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para o salário mínimo para o ano que vem foi criticada pelo senador Humberto Costa (PT). O auxiliar de Michel Temer (PMDB) revelou que o governo deve propor uma remuneração no valor de R$ 979 para 2018. O novo valor será incluído na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Hoje, o mínimo está em R$ 937.

“A gente sabe que, nos governos de Lula e Dilma, houve uma preocupação com o aumento real do salário mínimo, com a garantia de que o trabalhador brasileiro, aos poucos, conseguisse ter um poder de compra maior para que pudesse ter suas coisas, melhorar de vida. E isso ajudou e muito a economia brasileira crescer. Num momento em que o País vive uma recessão, que milhões estão desempregados, Temer escolhe mais uma vez como alvo de cortes o trabalhador”, disse o petista.

Cerca de 45 milhões de pessoas no Brasil ganham o salário mínimo. Para chegar ao novo valor, o governo Temer adotou uma base de cálculo diferente. O novo modelo tem como base a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

“Temer acabou com política de combate às desigualdades e de valorização do capital humano. O aumento real para os trabalhadores que ganham o mínimo sempre foi muito mais do que apenas um incremento no cálculo. Tem a ver com dar qualidade para as vidas das pessoas, garantir dignidade e fazer a roda da economia girar. Agora, estamos vendo mais um retrocesso. Na gestão de Fernando Henrique, o salário era tão baixo que quem recebia o mínimo já se encaixava na linha da pobreza. Os governos do PT conseguiram mudar esta realidade, mas Temer está promovendo uma grande volta ao passado”, afirmou Humberto Costa.

Lula diz que Moro usa mídia para condená-lo


Do site Lula.com.br – Essa semana, tanto o juiz federal Sérgio Moro, quanto o coordenador dos procuradores da Lava Jato, Deltan Dallagnol, admitiram que o apoio do que chamam de "opinião pública" é fundamental para o êxito da Lava Jato, o que é estranho em casos penais, se basear mais na pressão popular que nas evidências. Em um país como o Brasil, onde a mídia é fortemente concentrada em poucos grupos, em especial nas Organizações Globo, isso é ainda mais grave.

Moro, que em artigo de 2004 analisou a importância dos vazamentos e do apoio da "mídia simpatizante" na Operação Mãos Limpas, afirmou, na Argentina, conforme registra o El País, que “Segundo a Constituição brasileira, todos os processos têm de ser públicos. Na prática isso é excepcional. A maioria desses processos complexos costuma ser encaminhada de forma secreta. Nós decidimos tratar esses casos com o máximo de transparência e publicidade. É importante que a opinião pública possa controlar o que está acontecendo, saber o que a Justiça está fazendo. Isso permitiu que houvesse um grande apoio da opinião pública e serviu como proteção da Justiça porque, quando pessoas poderosas estão envolvidas, há grande risco de obstrução, há pressões. Milhões saíram às ruas, protestaram contra a corrupção e apoiaram as investigações”, afirmou.

Moro recebeu em 2015 o Prêmio "Faz Diferença", das Organizações Globo, e participou de eventos e publicou artigos em revistas da Editora Abril, que publica a revista Veja.

Já Dallagnol, em entrevista ao site da revista Época Negócios, também das Organizações Globo, apontou a "comunicação social" como um dos fatores, junto com a formação da força-tarefa e as delações premiadas, importantes para o sucesso da Lava Jato. "Outro fato foi a comunicação social, sendo transparente, prestando contas para a sociedade. Em um caso com tantos interesses poderosos envolvidos, não se vai para a frente sem que a sociedade empreste seus ombros para carregar adiante o caso."

Em tese, de acordo com o Código de Processo Penal, Moro deveria ser imparcial em relação a equipe de Dallagnol e os advogados de defesa. Mas Dallagnol já disse que ele e Moro são do "mesmo time" e ambos tem discurso afinado como rostos públicos da força-tarefa onde a equipe de Dallagnol atua em todos os casos e Moro julga todos os casos.

O ex-presidente Lula tem criticado o conluio entre a Operação e a imprensa, onde a pessoa é condenada perante a opinião pública antes mesmo do devido processo legal.

Para o desembargador Guilherme de Souza Nucci, "quando uma força-tarefa, seja de que espécie for, passa da conta, invade o campo da ilicitude, pratica abuso de autoridade e começa a contar com apoio popular para se segurar, tem alguma coisa errada".

Moro e a vitória de Pirro?

Por Pedro Maciel-Advogado, sócio da Maciel Neto Advocacia, autor de “Reflexões sobre o estudo do Direito”, Ed. Komedi, 2007

O Juiz Sérgio Moro apresenta-se (ou é apresentado) à sociedade como um magistrado técnico e imparcial, cujos valores e atuação ética estariam seguros da vileza vicejante na sociedade brasileira, especialmente aquela presente no quadrante da política.

Sua atuação imaculada estaria a garantir ao país vitória sobre os corruptos e malvados.

A chamada “força-tarefa” que envolve o MPF, PF e Justiça Federal estima que a operação Lava-Jato pode recuperar até 12 bilhões de reais.
Mas é essa a vitória que se anuncia? Se for isso mesmo é possível afirmar que “o molho está mais caro que o peixe”, pois segundo estudo da consultoria GO Associados, os impactos diretos e indiretos da Operação Lava Jato na economia tiraram mais de 140 bilhões de reais da economia brasileira apenas em 2015, o equivalente a uma retração de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

Mas não é só. A operação Lava-Jato, segundo o IPEA, provocou a desorganização da cadeia de óleo e gás e contribuiu para o crescimento do desemprego do país.

Outro aspecto merece atenção: a operação Lava-Jato não está sabendo diferenciar dirigentes corruptores e corruptos de instituições e empresas. Isso é péssimo para o Brasil. Os corruptos se cometeram crimes, devem ser penalizados, mas jamais as suas empresas, pois elas são um ativo brasileiro.

Moro parece desconsiderar que em algum momento o Brasil voltará a crescer e se a Lava-Jato quebrar as empresas brasileiras pergunta-se: quais serão as empreiteiras que retomarão o ciclo virtuoso no país? Teremos de recorrer a empresas internacionais?

Olhando por esse prisma parece claro que a “vitória” de Moro será uma vitória pírrica ou vitória de Pirro, ou seja, uma vitória obtida a alto preço, potencialmente causadora de prejuízos irreparáveis.

Sérgio Moro desconsidera que as instituições jurídicas não estão fora do sistema econômico, suas decisões desconsideram os efeitos econômicos catastróficos causados ao país.

Qual será de fato o objetivo de Sérgio “Pirro” Moro? O tempo, primo-irmão da verdade haverá de revelar.

Os da confiança de Freire

Janio de Freitas - Folha de S.Paulo
Roberto Freire explica por que nomeou, para os melhores postos no Ministério da Cultura, 18 filiados do seu PPS: "São pessoas da minha confiança".
Ah, os antecessores só nomeavam assessores de quem desconfiavam. E Roberto Freire só sabe de gente confiável no PPS.
Não é o que pensam os seus ex-eleitores pernambucanos.
Já o ministro Ricardo Barros atacou nota da Fiocruz contra o corte de verbas: "Assim como não vou contra o ministro Henrique Meirelles para pedir mais verba, a Fiocruz também não pode fazer manifestação contra o governo do qual faz parte".
A Fiocruz, centro de excelência científica, não faz parte do governo: integra o Estado, a União, o serviço público. Quem faz parte do governo é Ricardo Barros – o que explica ambos.

Mugidos

Carlos Brickmann
Coincidência: o PMDB elegeu os presidentes da Câmara e do Senado. Ambos, quando precisaram explicar a origem de seu dinheiro, voltaram-se à carne.
Eduardo Cunha disse que ganhou muito exportando carne moída em lata para a África - embora nunca tenha lidado com carne, nem com exportações.
Renan Calheiros apresentou fazendas com rebanhos primorosos, de rápido desenvolvimento, capazes de gerar grandes lucros.
Nas mais modernas e rentáveis fazendas do país, a taxa de fertilidade das vacas é de 73%.
Nas de Renan, eram de 86% (e, em 2004, chegaram a notáveis 90,8%).
E houve até (veja aonde chega a maldade humana) quem dissesse que o gado declarado por ele não caberia na terra disponível.