O
governador Paulo Câmara assina, nesta terça-feira (29.03), às 16h, no
Palácio do Campo das Princesas, protocolo de intenções com a BRF -
detentora das marcas Sadia, Perdigão e Qualy. Na ocasião, o gestor
estadual, juntamente com os executivos da empresa, anunciam novos
investimentos em Pernambuco. Considerada
uma das maiores empresas de alimentos em operação no mundo, a BRF
possui mais de 105 mil funcionários, 35 unidades industriais no Brasil,
13 fábricas no exterior e 40 centros de distribuição.
terça-feira, 29 de março de 2016
Aliados de ocasião correm para o barco de Temer
Leandro Colon – Folha de S.Paulo
É
de risco qualquer aposta em Brasília diante da influência de fatos
revelados a cada dia pela Lava Jato ou de decisões desastradas tomadas
por protagonistas políticos (como a nomeação do ex-presidente Lula para a
Casa Civil).
Uma previsão para o amanhã fica suscetível a um novo elemento que hoje pode surgir e mudar a rota prevista.
Mesmo
assim, não há muita dúvida dentro do Congresso de que o adeus
peemedebista ao governo de Dilma Rousseff nesta terça (29) deve selar o
destino do processo de seu impeachment.
A
não ser que um fato novo — sempre ele — seja capaz novamente de mudar a
temperatura da crise, o desembarque do PMDB indica um roteiro definido e
sem volta para o futuro da presidente no Palácio do Planalto — um
cálculo que leva em conta os sinais trocados de Renan Calheiros, que
dificilmente segurará a onda anti-Dilma no Senado.
Mantidas
as condições normais (se é que existem) de temperatura e pressão da
política, a debandada de outras legendas da base, a partir do gesto do
PMDB, tende a ser iminente.
O PRB, que passou despercebido pelo Ministério do Esporte, já caiu fora. PR, PP e PSD sinalizam o mesmo.
Não
que tais legendas estejam preocupadas com o rumo do país e o combate à
corrupção no governo federal, ou com a economia deteriorada a que o
Brasil foi levado pelas mãos de Dilma e de seu time ineficaz. E muito
menos com o teor jurídico do processo de impeachment na Câmara
(provavelmente nem se deram o trabalho de lê-lo até agora).
São
aliados de ocasião que integraram o governo nos últimos anos, lotearam
ministérios e deram sua parcela para a degradação política e econômica
que tomou conta da administração federal.
Alguns
de seus indicados estiveram no epicentro de escândalos da Esplanada na
gestão petista, como o PR no Transportes, o PP nas Cidades e na
Petrobras.
É
o fisiologismo de outrora e de hoje que, em meio ao naufrágio quase
irreversível de Dilma, corre para pular fora do seu barco e subir o
quanto antes no do vice Michel Temer.
Não
estarão ali para tirar da lama o país que ajudaram a atolar. Querem só
garantir um ministério ou uma diretoria qualquer de uma estatal dona de
contratos milionários.
Acordo para livrar Cunha da cassação envolve renúncia
247 – De acordo com a colunista Mônica Bergamo,
começa a ser alinhavado um acordo para livrar Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
da cassação, caso o vice Michel Temer assuma o governo. Diz que ele
renunciaria à presidência da Câmara dos Deputados sob o argumento de que
o novo governo precisaria articular nova maioria no parlamento. Seria
suspenso pelo conselho de ética, mas manteria o cargo, garantindo o foro
privilegiado
Ela ressalta que o acerto só será possível caso o STF (Supremo
Tribunal Federal) não atenda ao pedido da Procuradoria Geral da
República, que defende que Cunha seja afastado do cargo.
Mãos polidas ou polutas?
Texto de Francisco Foot Hardman, responsável pela cátedra em história da cultura brasileira na Universidade de Bolonha, na Itália e publicado no 247
Agora tudo ficou claro. Sergio Moro, o juiz-mor da Lava Jato, queria
só fazer jus ao título de grande agitador das massas. Subversivo, para
ninguém duvidar: o novo campeão da "agitprop".
Na Operação Lava Jato, a perícia é instalar uma máquina inquisitória
interminável, a serviço dos mesmos poderes que já comemoram a próxima
derrubada do governo e a destruição de seu oponente mais difícil. Aqui
não se ouve, prende-se. Aqui não se solta, extrai-se delação. Aqui não
se ajuíza, panfleta-se. Que o timing concatenado de seu vazamento
fabricará a "verdade" do dia.
Eduardo Cunha, presidente da Câmara, inventou as pautas-bombas para
livrar a própria cara e permanecer onde está. O juiz-mor faz da agitação
processual sua bomba de efeito moral, mesmo que às custas do
atropelamento de qualquer legalidade. Contra os agentes do poder estatal
que se protegem na sombra, a sombra de um grampo transparente em sua
obscuridade.
Quando representantes oficiais da Justiça assumem a ideologia da
transparência total, que qualquer aluno de primeiro ano de linguística
sabe ser falsa, é certo que haverá tantos outros interesses escusos,
tantos outros partidarismos em trama.
Dos mitos redivivos da "Mani Pulite" (mãos polidas, limpas) e de
Watergate, mal se disfarça a obsessão em fazer do inquérito um desfile
de fases intermináveis em sua nomeação/enumeração, que parecem ser pilar
de uma instância autônoma do poder policial-judiciário condenada a se
propagar sem meta final, requisito de qualquer investigação de interesse
público.
A Lava Jato é o "Processo" de Kafka feito para se eternizar, meta que
agentes de uma Justiça e uma polícia autorreferentes cobiçam como sonho
autocrático. E que é afinal populista, porque ancorada na publicidade
extremada, na sensação dos segredos palacianos expostos, na humilhação
do ex-presidente Lula, que deve voltar às origens de onde nunca deveria
ter saído, para a sanha dos que não o vencem nas urnas.
E Brasília? O país deve assistir agora ao inusitado processo dirigido
por um Congresso de réus, encabeçado por duas figuras de forte matiz
delinquencial –os presidentes da Câmara e do Senado.
Isso não importa? Para a bazófia oportunista do grão-tucanato,
certamente não. Mais vale um poder central na mão, nesse atalho cômodo,
no cálculo das poucas dezenas de deputados venais que faltam para o
butim, do que ter que correr atrás, daqui a dois anos, de mais de 50
milhões de votos.
Aécio Neves, o inconformado, o neto que faria Tancredo, o legalista,
corar, trocou o programa eleitoral que nunca teve pela sala de espera do
impeachment. Já o vice-presidente, Michel Temer, agora incensado pelos
sonhos igualmente golpistas de José Serra, parece não ter o que temer.
A Fiesp o resguarda; Cunha, réu unânime no STF (Supremo Tribunal Federal), idem. Orquestrados, todos.
E a Justiça populista subversiva vai iludindo as massas ignaras com o
mito do justiceiro contra o dragão da corrupção: um caçador de marajás
de capa preta. Já vimos esse filme antes.
Michel Temer poderá assim vestir a faixa que lhe cabe, não a de
chacal, por favor, mas a de pacificador popularíssimo como um bolero
bolorento.
Se a política degenera, pré-condição da emergência do fascismo de cada dia, de cada rua, isso já não é com os técnicos da toga ou da pura propaganda. E as "Mani Pulite", nessa lenda urbana do juiz-mor e de sua operação sem fim, vão se mostrando, irremediavelmente, mãos polutas, calcadas naquilo que nenhum conceito de justiça contempla: manipulação.
Se a política degenera, pré-condição da emergência do fascismo de cada dia, de cada rua, isso já não é com os técnicos da toga ou da pura propaganda. E as "Mani Pulite", nessa lenda urbana do juiz-mor e de sua operação sem fim, vão se mostrando, irremediavelmente, mãos polutas, calcadas naquilo que nenhum conceito de justiça contempla: manipulação.
O resto se chama tragédia brasileira. Quem responde por ela assim,
convertida numa Grécia impensada, sem ruína e sem misericórdia?
segunda-feira, 28 de março de 2016
Advogados, juristas e ex-presidentes repelem apoio da OAB ao ‘golpe’
Estadão Conteúdo – Um grupo de advogados e juristas vai
entregar nesta segunda-feira, 28, ao presidente da Ordem dos Advogados
do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, um requerimento para que a entidade
suspenda o apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A OAB agendou para esta segunda a entrega de um novo pedido de
impedimento da presidente Dilma à Câmara, que inclui as declarações do
senador Delcídio Amaral (sem-partido-MS) em delação premiada firmada com
a Procuradoria-Geral da República no âmbito da Operação Lava Jato.
Liderado por Marcelo Lavènere, presidente da Ordem na época da
renúncia do ex-presidente Fernando Collor de Mello, o grupo de advogados
contra o impeachment alega que a posição assumida pela entidade não
representa a categoria. O jurista Dalmo Dallari e o advogado Celso
Antonio Bandeira de Mello também endossam o movimento contrário ao
impeachment.
Em nota, os advogados contrários ao impeachment afirmam que a proposta é “um erro brutal”.
“Essa decisão, por sua gravidade e consequências, que lembra o erro
cometido pela Ordem em 1964, jamais poderia haver sido tomada sem uma
ampla consulta aos advogados brasileiros, em termos absolutamente
transparentes e democráticos, assegurando-lhes o acesso às diferentes
posições a respeito do grave momento nacional e das soluções adequadas
do ponto de vista da preservação da Constituição e do Estado
Democrático”, afirma o comunicado.
Os advogados signatários do documento também afirmam que o pedido de
impeachment que tramita na Câmara, da autoria do juristas Hélio Bicudo,
Janaína Pachoal e Miguel Reale Jr., é “considerado pela maioria dos
grandes juristas brasileiros imprestável para a finalidade a que se
propõe”.
Segundo os juristas, o procedimento trata-se de um “golpe”, porque não há crime de responsabilidade que fundamente o pedido.
Por 26 votos a dois, o conselho federal da Ordem aprovou o apoio ao
afastamento da presidente, e concordou em apresentar um novo pedido de
impeachment à Câmara com base na delação de Delcídio.
Lavènere foi contra a maioria na reunião de conselheiros da OAB, que
votam representando todos os Estados brasileiros e o Distrito Federal.
Ele pediu bom senso e cautela da entidade e criticou o presidente da
Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem acusou ter aceitado o pedido
contra Dilma por revanchismo.
Lula diz à imprensa estrangeira que Moro ‘foi picado pela mosca azul’
Estadão Conteúdo – Em coletiva à imprensa internacional, na
manhã desta segunda-feira, 28, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) disse que o juiz Sergio Moro é uma pessoa “inteligente e
competente”, mas, que “foi picado pela mosca azul” (deslumbrada com o
poder). O petista disse que não está longe o dia em que irão pedir
desculpas a ele, segundo relato de jornalistas que participaram da
entrevista.
Sobre as manifestações contrárias ao governo, o ex-presidente falou
que pessoas que ‘enchem pixuleco’ nunca votaram no PT e acusou a mídia
de estar levando o Brasil a um clima semelhante ao da Venezuela. Na
avaliação de Lula, segundo informações dos jornalistas estrangeiros, os
pobres poderão ser os salvadores da pátria.
Lula disse também, à exemplo da presidente Dilma Rousseff em
entrevista coletiva para a imprensa internacional, na semana passada,
que impeachment sem base legal é golpe. “É importante não brincar com a
democracia”. Segundo o petista, estão usando “falsos argumentos” para
encurtar o mandato de Dilma. Ao comentar a divulgação dos áudios dos
grampos, Lula classificou de “deprimente, pobre e de má fé”.
PMDB
O ex-presidente sinalizou que fala com interlocutores do PMDB para
tentar contornar o desembarque da legenda do governo Dilma Rousseff, em
reunião de sua executiva, marcada para amanhã, 29. “Vou para Brasília
conversar com muita gente do PMDB”, disse o presidente, segundo
jornalistas que participaram da entrevista, destacando que pretende
conversar também com o vice-presidente da República, Michel Temer.
Na entrevista, Lula afirmou que vê com “muita tristeza” a
possibilidade de o PMDB deixar a atual gestão federal ou se afastar.
Contudo, relativizou o impacto dessa possibilidade, dizendo que é
possível “haver uma espécie de coalizão”, sem a concordância das pessoas
da direção, evidenciando a possibilidade de tentar buscar apoio na base
da sigla. Sobre sua eventual entrada formal no governo Dilma, Lula
disse que não quer “ser intruso”.
Perpart Itinerante leva atendimento imobiliário a Caruaru
O
projeto Perpart Itinerante vai até Caruaru, dos dias 28 a 31 de março,
para realização de atendimento imobiliário a cidadãos que moram nos
núcleos habitacionais remanescentes de políticas públicas do Governo do
Estado e que estão hoje sob responsabilidade da Perpart.
Os
mutuários da antiga Cohab devem se dirigir à Escola Maria Auxiliadora
Liberato, na Rua Major João Coelho, n° 80, no bairro de Rendeiras, das
9h às 12h ou das 13h às 16h. Serão contemplados 5275 imóveis, dos
bairros de Parque Residencial Cedro I e II, Conjunto SSAM, Vila Kennedy,
Boa Vista I e II, além dos imóveis atendidos pelos Programas Especiais
(FICAM).
Na
ocasião, será possível receber as escrituras definitivas previamente
solicitadas, bem como resolver pendências documentais de unidades
habitacionais e obter esclarecimentos jurídicos.
Para
que o atendimento seja efetivado, é preciso levar originais e cópias da
identidade, CPF, certidão de casamento (ou de nascimento, se solteiro),
documentação do imóvel, carnê da Cohab, quitação da Caixa Econômica
Federal, distrato, recibo de compra e venda com firma reconhecida e/ou
procuração.
“Fazemos o Perpart Itinerante para
oferecer comodidade ao cidadão, deslocando o atendimento realizado na
sede da empresa para a comunidade. É importante que os moradores
participem, pois as escrituras definitivas, além de valorizar o imóvel,
asseguram direitos e oferecem vantagens, como a possibilidade de se
candidatar a linhas de crédito e financiamentos no momento da reforma ou
venda”, pontua o diretor-presidente da Perpart, Marcelo Barros.
Desde
o surgimento do Perpart Itinerante, em 2011, 18 municípios receberam a
equipe da Perpart e mais de oito mil pessoas foram atendidas. A ação vai
até a comunidade em dias programados, mas o atendimento aos mutuários
de todas as unidades habitacionais é contínuo e acontece na sede da
empresa de segunda a sexta-feira.
Atendimento ao cidadão -
A Pernambuco Participações e Investimentos (Perpart), empresa estadual
sob governança da Secretaria de Administração do Estado (SAD), fica na
Rua Dr. João Lacerda, 395, bairro do Cordeiro, ao lado do Departamento
de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) . O horário de atendimento
imobiliário na sede da empresa é de segunda-feira a quinta-feira das 8h
às 11h30 e das 14h às 17h e às sextas-feiras das 8h às 11h30 no Núcleo
de Atendimento ao Cidadão (Naci).
quinta-feira, 24 de março de 2016
Lista dos politicos de Pernambuco que aparecem em doações feitas pela Odebrecht
São os seguintes os políticos pernambucanos
citados na planilha da Odebrecht: Armando Monteiro Neto (PTB), Betinho
Gomes (PSDB), Bruno Araújo (PSDB), Daniel Coelho (PSDB), Eduardo Campos
(PSB – falecido), Elias Gomes (PSDB), Ettore Labanca (PSB), Fernando
Bezerra Coelho (PSB), Geraldo Júlio (PSB), Humberto Costa (PT), Jarbas
Vasconcelos Filho (PMDB), Mendonça Filho (DEM), Pedro Eugênio (PT –
falecido), Raul Jungmann (PPS), Severino Branquinho (PSB) e Vado da
Farmácia (PSB)
Se o Lula e a Dilma estivessem na lista, o Bonner divulgaria, numa boa!
Trata-se de um caso rasteiro de hipocrisia.
Quando as “listas” ferravam o PT, a Dilma, o Lula e a Petrobras elas eram legítimas e mereciam indiscriminada divulgação.
Quando foi para ferrar a Dilma e o Lula, o Dr Moro soltou, rapidinho, os grampos criminosos – Lei de Segurança Nacional nele! - para a Globo…
Agora, o Marcelo Odebrecht deu uma sinuca de bico na Lava Jato.
Sinuca de bico, ou melhor, arremessou-lhe a pá de cal nas fuças.
Entregou todo mundo.
Aécios, Serras, Richas, Perillos e tucanos gordos.
Mas, não tem o Lula nem a Dilma.
Ah, não!
Essa lista não vem ao caso!
Como disse o Bonner, no jornal nacional: não vai divulgar NENHUM nome porque não sabe quem, de fato, cometeu irregularidades.
Quando era político ligado ao PT, o jn divulgava, numa boa, verificar se, de fato, cometeu irregularidade!
E dane-se!
Disse o Bonner: são mais de 200 nomes e não temos tempo para divulgar todos, porque não podemos divulgar uns e esquecer os outros.
Simples, divulgava o nome dos candidatos a Presidente – o Aecím de Liechenstein, o hepta-delatado.
E o Padim Pade Cerra, multi-candidato a Presidente.
Ficava só com os candidatos a Presidente, não é isso, amigo navegante!
Uns hipócritas!
Aí, vem o Moro, pressuroso – o Aragão está esperando ele na esquina! - e diz: não, não, me dá essa lista de volta!
Não pode ser divulgada, pelo amor de Deus!
Essa lista não vem ao caso!
E o Ministério Público, daqueles rapagões que falam direto no wi-fi de Deus.
Não, não vem ao caso!
Essa delação do Marcelo Odebrecht não vem ao saco.
Não queremos ouvi-lo.
Não nos interessa ouvir o Marcelo Odebrecht, Deus nos livre, ouvir ele pronunciar o nome santo do Padim Pade Cerra!
Jamais!
“A mais vil e pior gente do mundo são os hipócritas!”, diz o padre Vieira, que nenhum deles demonstra ter lido: o Moro, o Procurador que fala com Deus e o Bonner.
Paulo Henrique Amorim
Quando as “listas” ferravam o PT, a Dilma, o Lula e a Petrobras elas eram legítimas e mereciam indiscriminada divulgação.
Quando foi para ferrar a Dilma e o Lula, o Dr Moro soltou, rapidinho, os grampos criminosos – Lei de Segurança Nacional nele! - para a Globo…
Agora, o Marcelo Odebrecht deu uma sinuca de bico na Lava Jato.
Sinuca de bico, ou melhor, arremessou-lhe a pá de cal nas fuças.
Entregou todo mundo.
Aécios, Serras, Richas, Perillos e tucanos gordos.
Mas, não tem o Lula nem a Dilma.
Ah, não!
Essa lista não vem ao caso!
Como disse o Bonner, no jornal nacional: não vai divulgar NENHUM nome porque não sabe quem, de fato, cometeu irregularidades.
Quando era político ligado ao PT, o jn divulgava, numa boa, verificar se, de fato, cometeu irregularidade!
E dane-se!
Disse o Bonner: são mais de 200 nomes e não temos tempo para divulgar todos, porque não podemos divulgar uns e esquecer os outros.
Simples, divulgava o nome dos candidatos a Presidente – o Aecím de Liechenstein, o hepta-delatado.
E o Padim Pade Cerra, multi-candidato a Presidente.
Ficava só com os candidatos a Presidente, não é isso, amigo navegante!
Uns hipócritas!
Aí, vem o Moro, pressuroso – o Aragão está esperando ele na esquina! - e diz: não, não, me dá essa lista de volta!
Não pode ser divulgada, pelo amor de Deus!
Essa lista não vem ao caso!
E o Ministério Público, daqueles rapagões que falam direto no wi-fi de Deus.
Não, não vem ao caso!
Essa delação do Marcelo Odebrecht não vem ao saco.
Não queremos ouvi-lo.
Não nos interessa ouvir o Marcelo Odebrecht, Deus nos livre, ouvir ele pronunciar o nome santo do Padim Pade Cerra!
Jamais!
“A mais vil e pior gente do mundo são os hipócritas!”, diz o padre Vieira, que nenhum deles demonstra ter lido: o Moro, o Procurador que fala com Deus e o Bonner.
Paulo Henrique Amorim
A Globo e a família Marinho são inimigas do Brasil
Fernando Morais, no Facebook
O jornal nacional é inacreditável. qualquer papel higiênico sujo de cocô
que chegue à redação do jn, e que contenha acusações ao lula, à dilma,
ao pt e ao governo, é dado como verdade absoluta e escancarado nas
manchetes.
como o listão da odebrecht traz nomes de tucanos de farta plumagem - entre eles o josé serra, tratado como "o 333" - o bonner disse que a ética recomendava esperar as comprovações. e não deu nenhum nome. já está tudo na internet, mas o jn não deu.
depois as pessoas acham que estou radicalizando quando digo que a família marinho e as organizações globo são inimigas do brasil e assim devem ser tratadas.
repito: a família marinho e as organizações globo são inimigas do brasil e assim devem ser tratadas.
como o listão da odebrecht traz nomes de tucanos de farta plumagem - entre eles o josé serra, tratado como "o 333" - o bonner disse que a ética recomendava esperar as comprovações. e não deu nenhum nome. já está tudo na internet, mas o jn não deu.
depois as pessoas acham que estou radicalizando quando digo que a família marinho e as organizações globo são inimigas do brasil e assim devem ser tratadas.
repito: a família marinho e as organizações globo são inimigas do brasil e assim devem ser tratadas.
Governo português foge de seminário de Gilmar
Luis Nassif, do GGN
O IV Seminário Luso-Brasileiro de Direito Constitucional, do IDP
(Instituto Brasiliense de Direito Público) – de propriedade do Ministro
Gilmar Mendes, do STF – em Lisboa pretendia apresentar o golpe em marcha
à Europa.
Gilmar levou com ele os principais atores políticos pró-impeachment: Michel Temer, Dias Toffoli, José Serra e Aécio Neves.
Com patrocínio da Itaipu Binacional, CNI (Confederação Nacional da
Indústria) e Fecomercio do Rio de Janeiro, a ideia do evento seria
atrair o governo português e grandes juristas do país.
A inauguração foi marcada para 31 de março.
O evento incomodou o governo e juristas portugueses. Segundo o portal
Publico.pt (de Portugal) (http://migre.me/tkFgN) o presidente português
Marcelo Rebelo de Souza – anunciado como orador no encerramento do
evento – não deverá comparecer. Fonte do governo português, ouvido pelo
Publico, declarou que por “problemas de agenda”, dificilmente ele
comparecerá. Fontes em off admitiram o incômodo com o que parece ser “um
governo brasileiro no exílio”.
O constitucionalista Jorge de Miranda, que preside o Instituto de
Ciências Jurídico-Políticas da Faculdade de Direito da Universidade de
Lisboa, admitiu ao Publico que “poderá haver algum aproveitamento do
Seminário” para fins políticos. Considerado o principal
constitucionalistas português, é provável que desmarque sua
participação, segundo fontes ligadas a ele.
Outras desistências foram do ex-primeiro ministro Pedro Passos Coelho
e de Miguel Prata Roque, secretário de Estado da Presidência do
Conselho de Ministros, ambos alegando problemas de agenda.
Moro determina novo sigilo em listão de propina da Odebrecht
247 - O juiz federal do Paraná Sérgio Moro
determinou o sigilo em todos os documentos da Operação Xepa, 26ª fase da
Lava Jato. O material está relacionado ao sistema de contabilidade
paralela da Odebrecht revelado pela ex-secretária da empreiteira Maria
Lúcia Tavares e a lista com o nome de mais de 200 parlamentares e
políticos que teriam sido beneficiados com recursos repassados pela
companhia.
As razões para o sigilo ainda não foram explicitadas por Moro que
nesta quarta-feira (23) já havia colocado sob sigilo planilhas que foram
encontradas na 23ª fase da Lava Jato, batizada de Acarajé.
Nas planilhas encontradas pela Polícia Federal aparecem nomes de
parlamentares da base governista e também da oposição como os senadores
tucanos Aécio Neves e José Serra, ambos do PSDB, e o governador do Rio
de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), entre outros.
quinta-feira, 10 de março de 2016
Invulnerabilidade de Moro foi rompida
247 – Ao avaliar que "o artigo de Jânio de Freitas
desta quinta na Folha é um marco no processo crescente de rejeição a
Moro e sua Lava Jato", o jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro
do Mundo, afirma que "há, em inglês, uma palavra perfeita para designar o
que está ocorrendo: backlash. Em português popular, como diz um
clássico da MPB, é a 'volta do cipó de Arueira no lombo de quem mandou
dar'".
"Moro se valeu do apoio amplo e irrestrito da mídia e da omissão
suicida dos progressistas para avançar os sinais. Virou um super-heroi, e
parece que acreditou que podia voar, como antes aconteceu com Joaquim
Barbosa. Agora, de tanto abusar, sua invulnerabilidade se rompida. Moro
já não pode fazer tudo e ainda assim receber aplausos incondicionais.
Sua neovulnerabilidade está demonstrada exemplarmente no artigo de Jânio
de Freitas. Acabou, em suma, o super-heroi. Começa uma nova etapa, bem
mais áspera, para Sérgio Moro", escreve o diretor do DCM.
"Já não será tão fácil ele falar absurdos como o de ontem. Disse que a
Lava Jato não é partidária ao mesmo tempo em que comparecia a um evento
de João Dória. Muitos brasileiros já não estão cegos para se deixarem
levar por demonstrações de cinismo como esta do 'juiz apartidário' ao
lado de um cacique do PSDB", completa o jornalista.
Leia aqui a íntegra.
Sport perde em Fortaleza
GUSTAVO LUCCHESI/FOLHA PE)
Fim de uma invencibilidade de dez
jogos do Sport. Irreconhecível, o Leão perdeu para o Fortaleza, por 2x1,
ontem, na Arena Castelão. Com oito pontos, os rubro-negros podem perder
a liderança do Grupo D da Copa do Nordeste hoje, caso o River/PI vença o
Botafogo, em João Pessoa, por quatro gols ou mais de diferença. Para se
classificar às quartas de final da disputa, os leoninos precisam vencer
o próprio Botafogo, na última rodada, dia 23, na Ilha do Retiro.
Na tentativa de surpreender os mandantes, o treinador Paulo Roberto
Falcão apostou na ousadia ofensiva e sacou um volante do esquema que
vinha utilizando. O esquema não funcionou, principalmente por falhas
individuais do sistema defensivo. Logo aos três minutos, em descida dos
cearenses pela direita, pane geral e Anselmo cabeceou sozinho para abrir
o placar.
Em seguida, reação dos pernambucanos, certo? Errado. Pressão ainda maior
do Tricolor do Pici. Desnorteado em campo, o Leão acabou tomando outro
duro golpe. Aos 31, em mais uma falha grotesca de Matheus Ferraz nesta
temporada, Jean Mota ampliou o marcador. Em seguida, Falcão voltou atrás
e sacou Gabriel Xavier para a entrada do volante Luiz Antônio. E foi
apenas nos descontos que os visitantes conseguiram descontar, com Túlio
de Melo.
Governador anuncia concurso público para 1.500 policiais militares
Uma semana após nomear mais de 2.800 servidores para a área da saúde, o governador Paulo Câmara resolveu dar um incremento na área de segurança pública.
Ele anunciou nesta quarta-feira (9) a realização de concurso público
curso para a contratação de 1.500 policiais militares. O edital será
publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (10).
O concurso será realizado pelo Instituto de Apoio à Fundação
Universidade de Pernambuco (IAUPE), que foi contratada por dispensa de
licitação.
O governador declarou também que o edital para o preenchimento de 650
vagas na Polícia Civil e 316 na Polícia Científica será publicado ainda
este mês.
“Vivemos um cenário de restrição econômica, mas não vamos deixar de fazer os investimentos necessários na segurança pública. Estamos, inclusive, fazendo um esforço adicional, buscando completar os quadros das Polícias Militar e Civil para atuarmos na prevenção e repressão”, disse o governador durante reunião do comitê gestor do “Pacto pela Vida”.
“Vivemos um cenário de restrição econômica, mas não vamos deixar de fazer os investimentos necessários na segurança pública. Estamos, inclusive, fazendo um esforço adicional, buscando completar os quadros das Polícias Militar e Civil para atuarmos na prevenção e repressão”, disse o governador durante reunião do comitê gestor do “Pacto pela Vida”.
A reunião do “Pacto” foi acompanhada pelo presidente do Tribunal de
Justiça de Pernambuco, desembargador Leopoldo Raposo; pelo
procurador-geral de Justiça, Carlos Guerra e pelo defensor
público-geral, Manuel Jerônimo.
Para participar do concurso, os interessados precisam atender aos
seguintes requisitos: ter entre 18 e 28 anos, acima de 1,65m de altura
(homem) e 1,60m (mulher), ensino médio completo e Carteira Nacional de
Habilitação (CNH).
Para a Polícia Civil, serão selecionados 100 delegados, 500 agentes e
50 escrivães. E, para a Polícia Científica, serão 316 cargos diversos.
Os detalhes do certame serão divulgados posteriormente.
O bandido
Texto de Aderbal Freire-Filho
Diretor e autor teatral, ator e apresentador
Era uma rádio no nordeste, fim dos anos sessenta e, na onda
dos festivais de música popular, decidimos fazer lá também nosso
festival. Uns jovens desconhecidos, a maioria deles universitários,
começaram a se inscrever: Rodger e Dedé (Física), Belchior (Medicina),
Fausto Nilo (Arquitetura), Fagner, Jorge Melo, etc. Uma tarde, apareceu
lá um cara com uma história no mínimo curiosa. Dizia que uma música de
grande sucesso da época – não lembro se do Roberto Carlos, do Altemar
Dutra – era composição sua e tinha sido plagiada, mais até, tinha sido
roubada. Era difícil acreditar, mas ele garantiu, cantarolou a música,
contou uma história e, para que não duvidássemos, mostrou outra música,
também conhecida e que seria dele também. O festival era a oportunidade
de mostrar outras músicas suas e desmascarar tudo.
E se fosse verdade? Ponto pro festival. Marcamos uma reunião na sala
da direção para saber mais detalhes, provas, etc. Ele começou nos
assustando com outras denuncias, que Caetano, que Chico, que Carlinhos
Lyra... Enfim, em menos de 10 minutos já dava pra ver que o cara era
maluco. Mas, só pra terminar, um dos radialistas que estava ali
perguntou: você conhece All The Way, com o Frank Sinatra? É minha, ele
respondeu. E completou: todas as músicas são minhas. Bom, deixamos o
cara em paz, ele inscreveu lá duas ou três músicas fuleiras dele mesmo
(aliás, nada prova que essas eram dele mesmo) e ficou por isso. Depois,
ele passou a aparecer vez por outra na rádio, onde ficou conhecido como O
Compositor. E a gente gostava de dizer sou amigo d'O Compositor, O
Compositor te mandou um abraço...
Lembro dele agora a propósito do Lula, O Bandido. A diferença é que
todos estão levando a coisa a sério. Então, se é assim, porque não
prendem logo esse homem?
Lula, como se sabe, recebeu um terço da propina de Furnas. Depois,
mandou sua amante com o filho (dele, DNA à parte) para fora do país e
acertou com ela uma mesada, a ser paga pela empresa Brasif, que no seu
governo obteve todas as concessões de free-shops em aeroportos, como
nunca antes na história desse país. Free-shops nos aeroportos, Lula
reservou o avião do governo do Estado de São Paulo para que sua mulher
fizesse as viagens que quisesse, quando quisesse. Mas isso era pouco:
Lula mandou sua mulher aprender tênis numa academia na Flórida e
contratou um professor a quem pagou 59 mil dólares pelas aulas. Como não
dava para mandar esse dinheiro daqui, foi preciso abrir contas na
Suíça. Bom, Lula é um homem honrado (ele diz), não tem contas na Suíça, é
apenas "usufrutuário em vida de ativos geridos por um truste", qualquer
coisa assim. Em São Paulo, Lula fez a farra. Sua última façanha foi
mais uma prova de que comunistas matam criancinhas. Os tempos são
outros, o estilo é outro: roubar merenda escolar. Armou com o presidente
da Assembleia Legislativa, também conhecido por Lula, e com Lula, chefe
de Gabinete do governador Geraldo Lula da Silva, para superfaturar as
compras de frutas e legumes e cobrar propinas da Cooperativa dos
Produtores. Antes, numa jogada altamente internacional, envolvendo a
Alemanha (Siemens), Canadá (Bombardier), França (Alstom) e Espanha
(CAF), superfaturou os preços dos trens do metrô. É preciso dizer que
Lula fez tudo isso em São Paulo, apesar da alternância de poder que
acontece lá, como querem todos os partidos da oposição e toda a
imprensa. No governo desse Estado, eleito em 1995, Luis Inácio Covas foi
sucedido por Mário Lula Covas, depois por Lula Alckmin, depois por
Geraldo Lula da Silva, em seguida por José Serra Lula da Silva e
novamente por Geraldo Lula, mais de 20 anos de alternância, isto é,
Lulas para todos os gostos.
Apesar das evidências, Lula nega absolutamente tudo e, com mais
veemência, seu envolvimento em uma operação de tráfico de cocaína,
documentada, filmada e pesada (450 quilos de pasta base). A cocaína era
transportada por um helicóptero de um deputado amigo de Lula, do partido
do Paulinho Lula, e descarregou a droga em uma de suas fazendas
mineiras. Ele tem outras fazendas em Minas, assim como sua família,
sendo a mais conhecida a de um tio, onde construiu um aeroporto com
dinheiro público, para uso privado desse tio e seu.
E isso é uma lista pequena. O que dizer dos famosos filhos de Lula
beneficiados nas privatizações (genros inclusive), feiras
internacionais, empregos onde nunca aparecem, etc. A meritocracia de
Lula é clara. Por exemplo, a irmã da sua ex-amante fez por merecer um
emprego no gabinete de um senador aliado, com salário integral e
ausência integral (possivelmente lanche a domicilio com pão integral,
ainda sem provas, mas com indícios, evidências, um vizinho viu...).
Enfim, porque não prendem esse homem, com tantos delitos?
Perdem tempo com bobagens, como se nós, da velha rádio nordestina,
tivéssemos perdido tempo querendo investigar se as três músicas fuleiras
d'O Compositor seriam ou não dele. Ficam querendo saber se uma
empreiteira pagou a reforma de um sítio que ele frequenta (e que pode
ser dele!!!) e se outra pagou a reforma de um apartamento que ele diz
que não é dele (mas pode ser!!!) e gastam munição bombardeando o bote de
dona Marisa Letícia. Perda de tempo: d. Marisa está estudando tênis na
Flórida e o bote afundou em Parati (ou vice-versa).
O Merval Pereira, em quem todos acreditamos, garante: O Bandido é
ele. Textualmente: "enfim foi descoberto o chefe da organização
criminosa que assaltou o Brasil". Meu amigo Merval atesta o que não
podíamos atestar, nós, pobres radialistas provincianos, a respeito d'O
Compositor: é verdade, tudo foi ele quem fez, O Bandido. E não essas
três musiquinhas de merda, esses pedalinhos, essas caixas de cerveja,
essa churrasqueira. Será que cometemos uma tremenda injustiça com O
Compositor, não vendo que pelas três composições tidas como dele, dava
pra atestar que ele era o autor de All The Way e de todas, absolutamente
todas as músicas?
O plano obscuro
Jânio de Freitas - Folha de S.Paulo
Em
condições normais, ou em país que já se livrou do autoritarismo,
haveria uma investigação para esclarecer o que o juiz Sergio Moro e os
procuradores da Lava Jato intentavam de fato, quando mandaram recolher o
ex-presidente Lula e o levaram para o Aeroporto de Congonhas. E apurar o
que de fato se passou aí, entre a Aeronáutica, que zela por aquela área
de segurança, e o contingente de policiais superarmados que pretenderam
assenhorear-se de parte das instalações.
Mas
quem poderia fazer uma investigação isenta? A Polícia Federal
investigando a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República
investigando procuradores da Lava Jato por ela designados?
É
certo que não esteve distante uma reação da Aeronáutica, se os
legionários da Lava Jato não contivessem seu ímpeto. Que ordens de Moro
levavam? Um cameramen teve a boa ideia, depois do que viu e de algo que
ouviu, de fotografar um jato estacionado, porta aberta, com um carro da
PF ao lado, ambos bem próximos da sala de embarque VIP transformada em
seção de interrogatório.
É
compreensível, portanto, a proliferação das versões de que o Plano Moro
era levar Lula preso para Curitiba. O que foi evitado, ou pela
Aeronáutica, à falta de um mandado de prisão e contrária ao uso de
dependências suas para tal operação; ou foi sustado por uma ordem
curitibana de recuo, à vista dos tumultos de protesto logo iniciados em
Congonhas mesmo, em São Bernardo, em São Paulo, no Rio, em Salvador. As
versões variam, mas a convicção e os indícios do propósito frustrado não
se alteram.
O
grau de confiabilidade das informações prestadas a respeito da Operação
Bandeirantes, perdão, operação 24 da Lava Jato, pôde ser constatado já
no decorrer das ações. Nesse mesmo tempo, uma entrevista coletiva
reunia, alegadamente para explicar os fatos, o procurador Carlos Eduardo
dos Santos Lima e o delegado Igor de Paula, além de outros. (Operação
Bandeirantes, ora veja, de onde me veio esta lembrança extemporânea da
ditadura?)
Uma
pergunta era inevitável. Quando os policiais chegaram à casa de Lula às
6h, repórteres já os esperavam. Quando chegaram com Lula ao aeroporto,
repórteres os antecederam. "Houve vazamento?" O procurador, sempre
prestativo para dizer qualquer coisa, fez uma confirmação enfática:
"Vamos investigar esse vazamento agora!". Acreditamos, sim. E até
colaboramos: só a cúpula da Lava Jato sabia dos dois destinos, logo,
como sabe também o procurador, foi dali que saiu a informação –pela qual
os jornalistas agradecem. Saiu dali como todas as outras, para exibição
posterior do show de humilhações. E por isso, como os outros, mais esse
vazamento não será apurado, porque é feito com origem conhecida e
finalidade desejada pela Lava Jato.
A
informação de que Lula dava um depoimento, naquela mesma hora, foi
intercalada por uma contribuição, veloz e não pedida, do delegado Igor
Romário de Paula: "Espontâneo!". Não era verdade e o delegado sabia. Mas
não resistiu.
Figura
inabalável, este expoente policial da Lava Jato. Difundiu insultos a
Lula e a Dilma pelas redes de internet, durante a campanha eleitoral.
Nada aconteceu. Dedicou-se a exaltar Aécio, também pela rede. Nada lhe
aconteceu. Foi um dos envolvidos quando Alberto Youssef, já prisioneiro
da Lava Jato, descobriu um gravador clandestino em sua cela na
Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Nada aconteceu, embora
todos os policiais ali lotados devessem ser afastados de lá. E os
envolvidos, afastados da própria PF.
Se descobrir por que a inoportuna lembrança do nome Operação Bandeirantes, e for útil, digo mais tarde.
quarta-feira, 9 de março de 2016
Lula: Se me deixarem solto, viro presidente
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito um diagnóstico
positivo sobre o impacto da ação da Operação Lava Jato que o levou para
prestar depoimento de forma coercitiva. A pessoas de sua confiança, ele
tem dito que o PT e o governo mais ganharam do que perderam com o
episódio.
"A partir de agora, se me prenderem, eu viro herói. Se me matarem,
viro mártir. E, se me deixarem solto, viro presidente de novo", disse
Lula a mais de um interlocutor. Conforme o jornal "O Estado de S. Paulo"
apurou, o ex-presidente mostrou-se confiante em resgatar a imagem do
partido.
Lula chegou nesta terça-feira (8) à tarde a Brasília para reunir-se
com a presidente Dilma Rousseff pela segunda vez em quatro dias. Nesta
quarta pela manhã, o ex-presidente participa de encontro com o
presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que tem sido
pressionado por alguns colegas a aderir ao impeachment.
No Congresso, a avaliação é que a ação da Lava Jato causou um efeito
positivo para Lula em vários aspectos. "O episódio unificou o PT e tirou
o partido da paralisia. Atualmente, não há clima mais para falar em
disputa entre correntes internas", disse o deputado Paulo Teixeira
(PT-SP). Para ele, a forma como ocorreu a condução coercitiva de Lula
também sensibilizou os movimentos sociais. "Até para quem não vota no
Lula de jeito nenhum foi transmitida uma sensação de que houve abuso por
parte da Lava Jato."
Os advogados do ex-presidente recorreram da decisão da ministra do
Supremo Tribunal Federal Rosa Weber, que negou pedido de liminar para
que a Corte suspendesse a 24ª fase da Operação Lava Jato e decidisse
qual órgão deve ser responsável pelas investigações contra o petista. As
informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
PSD filia vereadores do Recife e passa a formar bancada na Câmara
![]() |
| Fotos: Renato Moreira |
O PSD Pernambuco que,
no Estado, é presidido pelo deputado federal André de Paula, na noite
desta terça-feira, 8, teve a alegria de filiar os vereadores do Recife,
Gilberto Alves e Eri, dois nomes de peso que passam a formar a bancada
do PSD na Câmara Municipal. O ato, realizado pela Executiva estadual,
filiou também 64 pré-candidatos a vereador e contou com a presença do
prefeito Geraldo Júlio; do vice, Luciano Siqueira; do presidente
estadual do PSB, Sileno Guedes; do secretário municipal de Relações
Institucionais, Fred Oliveira; do deputado estadual do PSB, Aluísio
Lessa; do prefeito de Cumaru, Eduardinho Tabosa, e de lideranças
políticas da capital e interior do Estado. Também contou com a presença
dos deputados estaduais da bancada pessedista, Joaquim Lira, Rodrigo
Novaes (ambos vice-presidentes do PSD), Romário Dias e Álvaro Porto.
Municípios já apresentaram 56 planos de trabalho para o FEM Mulher
O Fundo Estadual dos Municípios (FEM) -
versão 2015 – apresentou uma importante novidade em relação às duas edições
anteriores: a criação do FEM Mulher. A
iniciativa obriga que os municípios invistam pelo menos 5% do valor repassado pelo
Fundo em políticas públicas voltadas para as mulheres. Até o início de março
deste ano, 56 planos de trabalhos ligados ao FEM Mulher já haviam sido
apresentados à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).
Flávio Figueiredo, secretário executivo
de Apoio aos Municípios da Seplag, ressalta que, além de garantir recursos para
investir em políticas públicas voltadas para as mulheres, o FEM Mulher propicia
uma melhor estruturação dos municípios nesta área. “Cada cidade precisa ter uma
estrutura própria de políticas públicas para mulheres já estabelecida, seja uma
secretaria, coordenadoria ou assessoria. A Secretaria Estadual da Mulher é que
valida esta estrutura”, explicou Flávio.
Os 56 planos de trabalho estão sendo analisados
pela Secretaria da Mulher, alguns já se encontram aprovados e outros estão em
processo de análise. Caso estes planos já apresentados sejam aprovados, serão R$
3.686.566,57 garantidos para obras voltadas para política pública das mulheres.
Andrea Chaves, gerente geral do FEM,
ressalta que estes valores, assim como o quantitativo de planos de trabalho, vão
crescer, já que o prazo para entrega dos planos pelos municípios ainda se
encontra em aberto. “Lembrando que o percentual mínimo é de 5% do valor
repassado pelo Fundo, mas nada impede que os municípios solicitem percentuais
maiores”, destacou Andrea.
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