domingo, 31 de janeiro de 2016

Erro de Lula foi acreditar na conciliação de classes. Filhos do Roberto Marinho, não

por Luiz Carlos Azenha
O suspeitíssimo iate do Lula: segundo a Folha, R$ 5 mil reais em valores “atualizados”
De 15 para 16 de setembro de 2006. Uma equipe da Polícia Federal prende “aloprados” do PT com dinheiro vivo em um motel de São Paulo. Eles supostamente tentavam comprar um dossiê contra José Serra, candidato do PSDB ao governo de São Paulo.
O jornalista investigativo Amaury Ribeiro Jr. diz que foi uma ação de contra-inteligência. Algo comum nos bastidores de campanha. Você joga uma isca, a campanha adversária morde e, além de posar de vítima, você tem um argumento para tentar “virar” a eleição de última hora.
Estávamos, então, na reta final da campanha de 2006. Lula candidato à reeleição, Geraldo Alckmin encabeçando a chapa tucana. A TV Globo de São Paulo despachou uma equipe para cobrir a chegada dos “aloprados” presos à sede da PF em São Paulo.
Ao chegar, o repórter da Globo notou que tinha companhia: a primeira equipe de TV no local era da produtora a serviço de Alckmin. Curioso, não? Será que a campanha de Alckmin foi a primeira a saber das prisões, antes mesmo que a Globo?
O fato é que deu certo. Alckmin usou o episódio na reta final. Conseguiu levar a eleição para o segundo turno. A mídia explorou o episódio diuturnamente, colocando o PT na defensiva.
O delegado Edmilson Bruno, da PF, deu o toque derradeiro: vazou as fotos do dinheiro apreendido na antevéspera do primeiro turno.
A eleição foi disputada com o presidente da República retratado com um capuz na primeira página da Folha e do Estadão, logo abaixo das fotos do dinheiro dos aloprados. Uma forma pouco sutil dos Frias e Mesquita de dizer que Lula era bandido.
Eu já havia narrado anteriormente que, como repórter do Jornal Nacional, testemunhei pessoalmente o esquema pelo qual os barões da mídia fazem avançar seus interesses políticos e econômicos: a famosa repercussão da capa da Veja.
Ela sai na sexta, no sábado ganha espaço no Jornal Nacional com reprodução acrítica, ou seja, sem que as informações sejam checadas de forma independente. No domingo é publicada na Folha, no Estadão e em O Globo. E, assim, o assunto ganha pernas.
Captura de Tela 2016-01-29 às 20.21.46
Nos últimos dias vimos a reprise.
Primeiro, a capa da revista Veja:A Hora da Verdade, anunciando o enterro de Lula a partir de pré-julgamento de um promotor paulista.
Em seguida, mais uma etapa da Operação Lava Jato, batizada pela PF de Triplo X.
Jornal Nacional mergulha no assunto. Folha e Estadão repercutem e trazem “novidades”.
Folha, requentando a Veja, fala na reforma de um sítio supostamente bancada pela Odebrechet. Acha um barco de alumínio que “liga” Lula ao sítio.
É tudo assim, na base da presunção: Lula seria o dono oculto do triplex reformado pela OAS e seria o dono oculto do sítio por ter deixado lá, com nota fiscal e tudo, um barco de alumínio. O ex-presidente nega ter recebido favores de empreiteiras.
Esta presunção de culpa é reservada a Lula e aos inimigos políticos; o mesmo não se dá com FHC, Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin…
Como sempre denunciamos, desde 2006, dois pesos, duas medidas.
Um distorção que tem consequências políticas óbvias.
Tudo se parece com 1989, quando Lula concorreu ao Planalto pela primeira vez contra Fernando Collor. Este o acusou, então, de ser dono de um luxuoso aparelho de som três em um, supostamente incompatível com a renda do operário do ABC. Era uma forma de retratar Lula como traidor de classe.
A tática, agora, é a mesma. Lula se diz defensor dos pobres mas enriqueceu no Planalto, gritam as manchetes. Tanto, que ia desfrutar de um luxuoso triplex no Guarujá. E ganhou churrasqueira nova para seus fins-de-semana de pesca num sítio em Atibaia.
Não é preciso esperar pelos desdobramentos das investigações. Pelo devido processo legal. Isso é acessório. O importante, calcula a oposição, é gerar a espuma que corroa ainda mais a imagem de Lula.
O objetivo é queimá-lo com o que restou de seu eleitorado, especialmente no Nordeste.”Ele arranjou uma boquinhas enquanto estava no Planalto”, anunciam nas manchetes os barões midiáticos.
As acusações sobre o triplex e o sítio acontecem num momento em que a opinião pública já está saturada de denúncias de corrupção. Caem, portanto, em solo fértil. O ódio contra o PT e petistas chegou aos grotões. Faz tempo. Prova disso é que milhões de brasileiros acreditam que um dos filhos do Lula é dono da Friboi — e isso a partir de mentira disseminada nas redes sociais.
Lula governou para os ricos, mas reservou algumas migalhas para os pobres. Um luxo que o Brasil, na visão da elite neoliberal, só podia sustentar enquanto estava crescendo. Na crise, Lula se tornou um estorvo ainda maior. Para enfraquecê-lo, pensando em 2018, é preciso tomar do PT a Prefeitura de São Paulo. É disso que se trata, agora: solapar as bases de uma nova candidatura do Lula carimbando o principal cabo eleitoral de Fernando Haddad: corrupto.
Ouvi, do senador Roberto Requião, a seguinte história, que o Renato Rovai reproduziu em seu blog:
Segundo ele[Requião], no primeiro mandato de Lula, quando era governador, foi ao encontro do presidente e lhe contou o que havia feito na comunicação do Paraná, onde acabou com a verba publicitária e investiu todos os recursos na TV Educativa local. Lula teria se animado com o que ouviu e pediu-lhe que conversasse com o então ministro da Casa Civil, José Dirceu. Requião foi ao quarto andar do Palácio e enquanto contava ao ex-ministro sobre o quanto a TV Educativa estava sendo importante para o governo, Zé Dirceu teria lhe interrompido e dito: “Requião, mas o governo também tem uma TV”. Isso aconteceu antes da criação da TV Brasil, que se deu no segundo mandato de Lula. Requião teria ficado surpreso e perguntou: “Mas que TV, Zé?”. Ao que o então ministro respondeu: “A Globo, Requião.”
José Dirceu e Lula chegaram ao poder apostando tudo na conciliação de classes. Experimentam, agora, o poder da guerra de classes movida pelos barões da mídia. Você pode até esquecer que nasceu pobre, foi do pau-de-arara ao Planalto, dividiu a mesa e serviu aos ricaços. Mas quem está “por cima” não esquece nunca…

Sport estreia com derrota para o Salgueiro

Do blog do torcedor
O Sport estreou com derrota no Campeonato Pernambucano. O gol da vitória do Salgueiro por 1×0, neste domingo (31), no Cornélio de Barros, saiu por um erro de marcação no miolo da zaga, mas os visitantes tiveram a bola mais tempo em seus pés só que sem conseguir mandá-la com qualidade para o ataque. Fizeram um mínimo a mais no segundo tempo, mas nas duas oportunidades encontraram o goleiro Luciano inspirado.
Com os reforços, de última hora, do chileno Mark González e do lateral-direito Maicon da Silva, o técnico do Sport, Paulo Roberto Falcão, acionou os dois de imediato, com Maicon fazendo o atacante pelo lado direito. Mas a solução para os rubro-negros estava mais na estratégia de jogo do que na individualidade. Um gramado irregular e a marcação forte do Carcará fizeram o time da Capital apelar para a bola longa. Quando ela chegava, era sempre em dificuldade e, por isso, os rubro-negros não conseguiam o passe final.
Do outro lado, o Salgueiro trocou bolas com um pouco mais de frequência, principalmente aproveitando algumas saídas erradas de Serginho. E dessa foi forma chegou mais perto do gol de Danilo Fernandes. Tanto que aos 12 minutos Tamandaré cruzou da direita. Matheus Ferraz e Anderson Lessa passaram batidos e a bola encontrou Cássio livre de marcação. Ele teve apenas o trabalho de empurrar para o gol.
O prejuízo não mudou a postura do Sport. E o que poderia ser confundido com afobação era apenas limitação a uma forma de jogar. Maicon da Silva tentou ser mais produtivo deslocando-se da direita para o meio, atitude que González não repetiu. Rithely avançou para aumentar a superioridade numérica no campo ofensivo, mas o passe final continuou falhando. Berger ainda daria um susto aos 40 minutos ao receber um lançamento de Daniel e chutar à direita.
Na volta para o segundo tempo os dois times mostraram menos intensidade, mas os erros do Sport se repetiram. Algo diferente só aconteceu aos 12 minutos quando Mark González saiu da esquerda para o meio e, numa tabela com Túlio de Melo, sofreu falta perto da área. Ele ainda conseguiu finalizar, à direita. Foi bom? Sim. Talevz um caminho que os rubro-negros pudessem encontrar para tentar o empate. Mas depois disso, a jogada não se repetiu, embora Mark tenha realmente se posicionado mais no meio. Na jogada, ensaiada, Túlio chutou rasteiro e a bola desviou em Everton Felipe
A partir dos 15 minutos, os dois técnicos começaram as mudanças. Falcão tentou mais posse de bola no setor ofensivo ao colocar Wallace no lugar de Samuel Xavier. Ele jogou ao lado de Túlio de Melo, enquanto Maicon foi para a lateral direita. Depois, o prata da casa Fábio foi para o lugar de Everton Felipe e Luiz Antônio entrou no posto de Serginho. A posse de bola do time visitante aumentou mas o lado direito ficou órfão de um ponta.
González voltou para a esquerda e só criou algo aos 34 num belo cruzamento para Túlio de Melo cabecear e Luciano fazer grande defesa. O Carcará, já sem Adernson Lessa, Rafael Berger e Cássio, seu tripé, limitou-se apenas a se defender e mandar chutões para o campo do Sport. Nos acréscimos, o goleiro Luciano manteve-se em campo – até porque não poderia mais ser substituído – com uma luxação no punho esquerdo. Mesmo com o goleiro machucado os rubro-negros não arriscaram chutes de média e longa distância.

Ficha do jogo:

Salgueiro: 
Luciano; Tamandaré, Ranieri, Rogério e Daniel; Moreilândia, Rodolfo e Cássio (Lucas Piauí); Anderson Lessa (Toty), Berger (Jaíldo) e Lucas Piauí. 
Técnico: Sérgio China.

Sport: Danilo Fernandes; Samuel Xavier (Wallace), Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Serginho (Luiz Antônio) e Everton Felipe (Fábio); Maicon da Silva, Túlio de Melo e Mark González. 
Técnico: Paulo Roberto Falcão.

Pernambucano 2016. Local: Cornélio de Barros, em Salgueiro. Árbitro: Gilberto Castro Júnior. Assistentes: Clóvis Amaral e Elan Vieira. Gols: Cássio, aos 12 do primeiro tempo. Cartões amarelos: Renê, Cássio e Rogério.

Os documentos do Guarujá: desmontando a farsa

moro___phixr.jpg
(Imagem: de Jonas Vaquer)


Como os adversários de Lula e sua imprensa tentam criar um escândalo a partir de invencionices. Entenda, passo a passo, mais uma armação contra o ex-presidente.

Abril de 2005

Marisa Letícia Lula da Silva assina o “Termo de Adesão e Compromisso de Participação” com a Bancoop – Habitacional dos Bancários de São Paulo.

A cláusula 1a. do Termo de Adesão diz: “O objetivo da Bancoop é proporcionar a seus associados a aquisição de unidades habitacionais pelo sistema de autofinanciamento, a preço de custo”.

O que isso significa?

Que Marisa Letícia tornou-se associada à Bancoop e adquiriu uma cota-parte para a implantação do empreendimento então denominado Mar Cantábrico, na praia de Astúrias,  em Guarujá, balneário de classe média no litoral de São Paulo.

Como fez para cada associado, a Bancoop reservou previamente uma unidade do futuro edifício. No caso, o apartamento 141, uma unidade padrão, com três dormitórios (um com banheiro) e área privativa de 82,5 metros quadrados.





Maio de 2005 a setembro de 2009

Marisa Letícia paga a entrada de R$ 20 mil, as prestações mensais e intermediárias do carnê da Bancoop, até setembro de 2009. Naquela altura, a Bancoop passava por uma crise financeira e estava transferindo vários de seus projetos a empresas incorporadoras, entre as quais, a OAS.

Quando o empreendimento Mar Cantábrico foi incorporado pela OAS e passou a se chamar Solaris, os pagamentos foram suspensos, porque Marisa Letícia deixou de receber boletos da Bancoop e não aderiu ao contrato com a nova incorporadora.

O que isso significa?

1)  Que a família do ex-presidente investiu R$ 179.650,80 na aquisição de uma cota da Bancoop. Em setembro de 2009, este investimento, corrigido, era equivalente a R$ 209.119,73. Em valores de hoje, R$ 286.479,32. Portanto, a família do ex-presidente pagou dinheiro e não recebeu dinheiro da Bancoop.

2)  Que, mesmo não tendo aderido ao novo contrato com a incorporadora OAS, a família manteve o direito de solicitar a qualquer tempo o resgate da cota de participação na Bancoop e no empreendimento.

3)  Que, não havendo adesão ao novo contrato, no prazo estipulado pela assembleia de condôminos (até outubro de 2009), deixou de valer a reserva da unidade 141 (vendida mais tarde pela empresa a outra pessoa, conforme certidão no registro de imóveis).



Março de 2006 a Março de 2015

Na condição de cônjuge em comunhão de bens, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou ao Imposto de Renda regularmente a cota-parte do empreendimento adquirida por sua esposa Marisa Letícia, de acordo com os valores de pagamento acumulados a cada ano.

A cota-parte também consta da declaração de bens de Lula como candidato à reeleição, registrada no TSE em 2006, que é um documento público e já foi divulgado pela imprensa.

O que isso significa?

Que o ex-presidente jamais ocultou seu único e verdadeiro patrimônio no Guarujá: a cota-parte da Bancoop.



Site do TSE: http://www.tse.jus.br/sadEleicao2006DivCand/listaBens.jsp?sg_ue=BR&sq_cand=23



2014-2015

Um ano depois de concluída a obra do Edifício Solaris, o ex-presidente Lula e Marisa Letícia, visitam, junto com o então presidente da empresa incoporadora OAS, Léo Pinheiro, uma unidade disponível para venda no condomínio.

Era o apartamento tríplex 164-A, com 215 metros de área privativa: dois pavimentos de 82,5 metros quadrados e um de 50 metros quadrados. Por ser unidade não vendida, o 164-A estava (e está) registrado em nome da OAS Empreendimentos S.A, matrícula 104.801 do cartório de imóveis de Guarujá.

Lula e Marisa avaliaram que o imóvel não se adequava às necessidades e características da família, nas condições em que se encontrava.

Foi a única ocasião em que o ex-presidente Lula esteve no local.

Marisa Letícia e seu filho Fábio Luís Lula da Silva voltaram ao apartamento, quando este estava em obras. Em nenhum momento Lula ou seus familiares utilizaram o apartamento para qualquer finalidade.

A partir de dezembro de 2014, o apartamento do Guarujá tornou-se objeto de uma série de notícias na imprensa, a maior parte delas atribuindo informações a vizinhos ou funcionários do prédio, nem sempre identificados, além de boatos e ilações visando a associar Lula às investigações sobre a Bancoop no âmbito do Ministério Público de São Paulo.

Durante esse período, além de esclarecer que Marisa Letícia era dona apenas de uma cota da Bancoop, a Assessoria de Imprensa do Instituto Lula sempre  informou aos jornalistas que a família estava avaliando se iria ou não comprar o imóvel.

As falsas notícias chegam ao auge em 12 de agosto de 2015, quando O Globo, mesmo corretamente informado pela Assessoria do Instituto Lula, insiste em atribuir ao ex-presidente a propriedade do apartamento. Em evidente má-fé sensacionalista, O Globo chamou o prédio de Edifício Lula na primeira página de 13 de agosto.

O jornal mentiu ao fazer uma falsa associação entre investimentos do doleiro Alberto Youssef numa corretora de valores e o contrato da OAS com o agente fiduciário do projeto Solaris, com a deliberada intenção de ligar o nome de Lula às investigações da Lava Jato. O editor-chefe do jornal e os repórteres que assinam a reportagem estão sendo processados por Lula em grau de recurso. (http://www.institutolula.org/lula-entra-com-acao-contra-o-globo-por-conta-de-mentiras-sobre-triplex-no-guaruja)



 26 de novembro de 2015

Marisa Letícia Lula da Silva assina o “Termo de Declaração, Compromisso e Requerimento de Demissão do Quadro de Sócios da Seccional Mar Cantábrico da Bancoop”.

Como se trata de um formulário padrão, criado na ocasião em que os associados foram chamados a optar entre requerer a cota ou aderir ao contrato com a OAS (setembro e outubro de 2009), ao final do documento consta o ano de 2009.

A decisão de não comprar o imóvel e pedir o resgate da cota já havia sido divulgada pela Assessoria de Imprensa do Instituto Lula, em mensagem à Folha de S. Paulo, no dia 6 de novembro.

O que isso significa?

Que a família do ex-presidente Lula solicitou à Bancoop a devolução do dinheiro aplicado na compra da cota-parte do empreendimento, em 36 parcelas, com um desconto de 10% do valor apurado, nas mesmas condições de todos os associados que não aderiram ao contrato com a OAS em 2009.

A devolução do dinheiro aplicado ainda não começou a ser feita.







Por que a família desistiu de comprar o apartamento?

Porque, mesmo tendo sido realizadas reformas e modificações no imóvel (que naturalmente seriam incorporadas ao valor final da compra), as notícias infundadas, boatos e ilações romperam a privacidade necessária ao uso familiar do apartamento.

A família do ex-presidente Lula lamenta que notícias falsas e ações sem fundamento de determinados agentes públicos tenham causado transtornos aos verdadeiros condôminos do Edifício Solaris.

Janeiro de 2016

A revista Veja publica entrevista do promotor Cássio Conserino, do MP de São Paulo, na qual ele afirma que vai denunciar Lula e Marisa Letícia pelos crimes de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, no curso de uma ação movida contra a Bancoop.

Trata-se de um procedimento que se arrasta há quase dez anos, do qual Lula e sua família jamais foram parte, e que é sistematicamente ressuscitado na imprensa em momentos de disputa política envolvendo o PT.

Além de infundada, a acusação leviana do promotor desrespeitou todos os procedimentos do Ministério Público, pois Lula e Marisa sequer tinham sido ouvidos no processo. A intimação para depoimento só foi expedida e entregue na semana seguinte à entrevista.

No dia 27 de janeiro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Triplo X, que busca estabelecer uma conexão entre o Edifício Solaris e as investigações da Lava Jato, reproduzindo dados da ação dos promotores de São Paulo.

Diferentemente do que fazem crer os pedidos de prisão e de busca apresentados ao juiz Sergio Moro pela força-tarefa da Lava Jato, as novidades do caso, alardeadas pela imprensa, já estavam disponíveis há meses para qualquer pessoa interessada em investigar esquemas de lavagem de dinheiro – seja policial, procurador ou jornalista "investigativo".

A existência de apartamentos tríplex registrados em nome da offshore Murray e a ligação desta com a empresa panamenha Mossack Fonseca constam, pelo menos desde agosto passado, da ação que corre em São Paulo. Foram anexadas por um escritório de advocacia que atua em favor de ex-cotistas da Bancoop.

O mesmo escritório de advocacia anexou a identificação e os endereços dos supostos representantes da Murray e da Mossack Fonseca no Brasil.

Mesmo que tenham vindo a público agora, em meio a um noticiário sensacionalista, estes fatos nada têm a ver com o ex-presidente Lula, sua família ou suas atividades, antes, durante ou depois de ter governado o País. Lula sequer é citado nos pedidos da Força-Tarefa e na decisão do juiz Moro.

O que isso significa?

1)  Que fracassaram todas as tentativas de envolver o nome do ex-presidente no processo da Lava Jato, apesar das expectativas criadas pela imprensa, pela oposição e por alguns agentes públicos partidarizados, ao longo dos últimos dois anos.

2)  Que fracassaram ou caminham para o fracasso outras tentativas de envolver o ex-presidente com denúncias levianas alimentadas pela imprensa, notoriamente a suposta “venda de Medidas Provisórias”, plantada pelo Estado de S. Paulo no âmbito da Operação Zelotes.

3)  Que aos adversários de Lula – duas vezes eleito presidente do Brasil, maior líder político do País, responsável pela maior ascensão social de toda a história – restou o patético recurso de procurar um crime num apartamento de 215 metros quadrados, que nunca pertenceu a Lula nem a sua família.

A mesquinhez dessa “denúncia”, que restará sepultada nos autos e perante a História, é o final inglório da maior campanha de perseguição que já se fez a um líder político neste País.

Sem ideias, sem propostas, sem rumo, a oposição acabou no Guarujá. Na mesma praia se expõem ao ridículo uma imprensa facciosa e seus agentes públicos partidarizados.

O mais rico: bateu casa de R$ 100 bilhões

Graças à disparada do dólar e à alta de suas ações, o homem mais rico do Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 100 bilhões de patrimônio.
O carioca Jorge Paulo Lemann, dono do maior império cervejeiro do mundo, encerrou o mês de janeiro com fortuna de US$ 25,4 bilhões, encorpada principalmente pela fermentação da cotação dos papéis da gigante AB Inbev.
Pela cotação atual, o patrimônio do empresário soma R$ 102 bilhões – a maior cifra já atingida por um brasileiro.
Lemann é atualmente o 22º homem mais rico do mundo na lista da Forbes – quatro posições à frente do lugar que ocupava em março do ano passado.(Do blog de magno martins)

Uma visita ao sítio


Jânio de Freitas - Folha de S.Paulo
A renovada notícia sobre obras em um sítio que a família de Lula frequentaria, na paulista Atibaia, dá oportunidade à recuperação de dois casos reais da afinidade rural comum a presidentes e empreiteiros. Embora um caso se passasse na ditadura e outro na democracia, a discrição que os protegeu teve a mesma espessura.
A ótima localização de um sítio em Nogueira, seguimento de Petrópolis, não chegava a compensar o aspecto simplório dada à área, nem a precariedade da casa. Em poucos meses, porém, acabou o desagrado do general-presidente com as condições locais. O terreno foi reurbanizado, a casa passou a ser um moderno bangalô de lazer. Surgiram piscina, uma pista de hipismo, estrebaria, estacionamento e um jardim como as flores gostam. Uma doação da empreiteira Andrade Gutierrez ao general Figueiredo, então na Presidência.
Em poucos anos de novo regime, a Andrade Gutierrez podia provar que sua generosidade não padecia de pesares nostálgicos. Proporcionou até uma estrada decente para a fazenda em Buritis, divisa de Goiás e Minas, que o já presidente Fernando Henrique e seu ministro das Comunicações e sócio Sérgio Motta compraram em operação bastante original. Como a democracia tem inconvenientes, dessa vez a estrada foi guarnecida de um pretexto: era só dizer que serviria a uma área que a empreiteira comprara ou compraria na mesma região.
O sítio que não é de Lula, mas recebeu-o em visitas injustificadas para a imprensa e depois para a Lava Jato, entrou nas fartas suspeições de crime quando "Veja" e logo Folha noticiaram, em abril do ano passado: a OAS de Léo Pinheiro "realizou uma reforma em um sítio a pedido do [já] ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", área de 173 mil m² dos sócios de um filho de Lula.
A descoberta desse fato deu-se, disse a notícia, nas "anotações feitas por Léo Pinheiro no Complexo Médico Penal, em Curitiba". Mas, como ninguém da Lava Jato falou nada, os jornalistas calaram o assunto por sete meses. Ou até que, em novembro, a opinião pública foi blindada com a aparente notícia de que "a Polícia Federal investiga se a OAS beneficiou a família do ex-presidente" Lula "ao pagar por obras" no sítio "frequentado pelo petista e seus parentes". Mas a obra deixara de ser "realizada" pela OAS para ser apenas "paga" pela empresa.
Nove meses depois da revelação, o sítio reaparece, ainda sem um esclarecimento da Polícia Federal e da Lava Jato: não houve delação a respeito, logo, só se investigassem. Nem por isso faltam novidades: sumiram a OAS e Léo Pinheiro e entrou a Odebrecht, empreiteira da moda. Citada por uma senhora vendedora de material de construção e um carpinteiro, com alegada base em alguns recebimentos que tiveram. E a tal anotação de Léo Pinheiro, que falava em OAS? Outra tapeação?
Figuras imaculadas, deve ter sido para não ver os seus novos bens em tal protelação e barafunda que Figueiredo, Fernando Henrique e Sérgio Motta preferiram que ninguém soubesse deles. Mas o sítio de Atibaia mostra bem o quanto fatos relevantes, pelas suspeitas-já-acusações que os utilizam, estendem consequências no tempo e confundem a indefesa opinião pública.
Como o sítio de Atibaia, há muitos fatos e circunstâncias, não só da Lava Jato, na atualidade brasileira.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Governo e PT já têm convicção de que Moro e auxiliares estão alinhados com oposição

Do Fato Online:
Ex-presidente Lula convenceu Dilma e até o ministro da Justiça de que os movimentos do chamado "Grupo do Paraná" de procuradores e delegados são estrategicamente alinhados com a oposição ao PT e ao governo.

Tales Faria

Já é convicção na cúpula do PT e no governo que procuradores no Paraná, delegados da Polícia Federal e até o juiz Sérgio Moro estão alinhados com os partidos de oposição, especialmente o PSDB.

Essa análise tornou-se consensual depois da Operação Triplo X, que tem como alvo o condomínio no Guarujá (SP), em que o ex-presidente Lula seria proprietário de um triplex. O nome da operação foi considerado por Lula uma verdadeira provocação.

Lula, como se sabe, argumentou em nota que nunca foi proprietário do triplex, mas de uma cota do condomínio que lhe permitiria exercer o direito de compra, o que não se efetivou.

Mas as suspeitas do ex-presidente são anteriores a essa operação.

O ex-presidente já havia dito à presidente Dilma Rousseff e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de suas suspeitas de que o "Grupo do Paraná" - que é como delegados e procuradores comandados pelo juiz Moro são chamados - havia passado a trabalhar com uma estratégia política nas suas investigações.

Em suas conversas com Dilma, Cardozo e outros interlocutores, Lula tem dito que o Grupo do Paraná tem claramente uma estratégia de vazamento de informações, associada a momentos políticos e uso da mídia como antecipação de operações.

A diferença agora é que sua opinião tornou-se consenso entre os petistas.

Até mesmo o ministro José Eduardo Cardozo, que internamente vinha se opondo às avaliações de que haveria um movimento programado do Grupo do Paraná, já deu o braço a torcer.

Cardozo ficou especialmente convencido na virada do ano, quando policiais federais divulgaram que os cortes de verbas na PF atingiriam a Operação Lava Jato e que teria havido até ajuda financeira da Justiça do Paraná à PF - leia-se Sérgio Moro - para pagar a conta de luz da Superintendência.

No Palácio do Planalto, a luz vermelha contra o Grupo do Paraná acendeu-se com o vazamento de citações contra o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, na Operação Lava-Jato.

O vazamento ocorreu exatamente no momento em que Wagner havia crescido como negociador do governo junto ao Congresso e ao empresariado, esfriando as articulações pró-impeachment. Desde então, ele viu-se obrigado a sair um pouco de cena.

Essa convicção da cúpula petista - incluindo o ex-presidente Lula - e da cúpula do governo, incluindo a presidente Dilma, tem boas chances de se transformar em alguma atitude contra o chamado Grupo do Paraná.

Mas não se sabe ainda o que fazer, na medida em que o juiz Sérgio Moro e seus auxiliares estão fortalecidos pela mídia e pela opinião pública.

O “iate” do Lula e o jornalismo “sem noção”

iate
Folha hoje se supera.
Apresenta como “prova” da ligação de Lula com o sítio que ele nunca negou frequentar, em Atibaia, um barco comprado por D. Mariza, sua mulher e mandado entregar lá.
A “embarcação”, como se vê no próprio jornal,  é um bote de lata comprado por R$ 4.100.
Presta para navegar num laguinho, com a mulher, dois amigos e o isopor, se ninguém fizer muita gracinha de se pigar em pé, fazendo graça.
É o “iate do Lula”, quase igual ao Lady Laura do Roberto Carlos e só um pouco mais modesto do que as dúzias de lanchas que você vê em qualquer destes iate clubes que existem em qualquer cidade praiana.
A pergunta, obvia, é: e daí que o Lula frequente o sítio? E daí que sua mulher tenha comprado um bote, sequer a motor, para pescar umas tilápias, agora que já não pedem, como nos velhos tempos, fazer isso na represa Billings?
Qual é a prova de que a reforma do sítio foi paga pela Odebrechet (segundo a Folha) ou pela OAS (segundo a Veja)?
E se o Lula frequentasse a mansão de um banqueiro? E se vivesse nos iates – os de verdade – da elite rica do país?
O que o barquinho mixuruca prova a não ser a absoluta modéstia do sujeito que, quatro anos atrás, escandalizava essa gente carregando um isopor para a praia?
Os jornais, a meganhagem e a turma do judiciário – que já não se separam nisso – estão dedicados a destruir o “perigo lulista”.
Esqueçam o barquinho: o que eles querem é ter de novo o leme do transatlântico.
Perderam até a noção do ridículo, convencidos de que já não há resistência a ele nas mentes lavadas do país.
E acabam revelando que, em suas mentes,  o grande pecado  de Lula, que ganha em  palestras pagas o suficiente para comprar uma “porquera” daquelas por minuto que passe falando, ou para alugar uma cobertura na Côte D’Azur do Guarujá  é continuar pensando como pobre:  querendo comprar apartamento em pombal e barquinho de lata para ficar de caniço, dando banho em minhoca.
É que ter nascido pobre é um crime que até se perdoa, imperdoável mesmo é continuar se identificando com eles.

E o 'transatlântico' de Lula é apenas uma canoa de lata

247 – A nova denúncia da Folha contra o ex-presidente Lula, a de que sua esposa Marisa Letícia comprou uma canoa de R$ 4,1 mil para o sítio visitado pela família (leia aqui), virou piada na internet – e despertou também uma onda de indignação.
Eis o que escreveu o escritor Luiz Fernando Emediato, dono da Geração Editorial:
DONA MARISA LULA E A CANOA DE LATA
Vamos lá: minha irmã tem uma casa na praia. Nunca tive vontade - nem dinheiro - para ter uma casa na praia. Vou lá de vez em quando. Um engenheiro e construtor amigo da família fez a administração da obra lá e não cobrou (é fato). O resto minha irmã pagou e declarou no IR. Como sempre. Se eu tivesse comprado uma canoa de lata (é este o "barco" de dona Marisa Lula da Silva) e mandado entregar lá, eu - que sou uma figura pública - poderia ser acusado de alguma coisa? Tenham dó! Arranjem para o Lula ou algum de seus filhos uma "maracutaia" que preste, algo grande, como aquilo que enriqueceu a filha de José Serra (nada contra ele, fique claro, nunca se provou nada contra Serra). Ao contrário do que alguns imaginam, não sou petista nem tenho intimidade com Lula. Mas acho um absurdo, querem matá-lo para não ser candidato em 2018.
Leia, ainda, o comentário de Marcelo Costa dos Santos:
Agora que a lagoa do sitio dos meus pais está cheia novamente (ficou vazia por culpa da Dilma, diga-se, que não fez chover lá no cerradinho), vou fazer uma triangulação financeira ilegal e louca com empreiteiras para comprar um transatlântico, igual esse aí do Lula. Só tenho medo da Folha de S.Paulo descobrir, o MPF do Paraná fazer uma denúncia e o Moro me prender. Afinal, comprar um barco de lata de 5 mil reais me torna um safado, bandido e sem vergonha. Como o sítio não é meu, isso vai provar minha ligação com o sítio dos meus pais e, provavelmente, eles também vão se complicar por isso. Ah, azar. Só os conheço há 40 anos. O Moro terá razão de desconfiar dessa minha relação com eles.

Governador recebe ativista vencedor do Nobel da Paz pela luta contra trabalho escravo e infantil‏

O governador Paulo Câmara recebeu, na manha desta sexta-feira (29.01), o indiano Kailash Satyarthi, premiado com o Nobel da Paz em 2014 em reconhecimento à sua luta contra o trabalho escravo e o trabalho infantil na Índia e em outros países. Ao lado do vice-governador Raul Henry,o chefe do Executivo estadual conversou com o ativista sobre as impressões dele a respeito do Brasil, os indicadores sociais da Índia e em países da América Latina e os desafios na luta pelos direitos humanos. 

"É uma honra receber um ativista premiado com o Prêmio Nobel, ainda mais quando se trata de uma premiação por uma luta tão fundamental como a que Kailash lidera. Ele demonstrou interesse por informações sobe os indicadores sociais do Brasil e também sobre algumas de nossas iniciativas exitosas, como a Escola em Tempo Integral", afirmou o governador. 

Acompanhado da esposa Sumedha Satyarthi, e do juiz Hugo Melo, do Tribunal Regional do Trabalho, Kailash afirmou que ouviu "muitos relatos positivos a respeito do desenvolvimento do Brasil". Paulo presenteou o indiano com uma recordação oficial do Governo de Pernambuco a autoridades, um catálogo série de gravuras de Pernambuco sobre o período de domínio holandês.  

Acompanharam o encontro o Chefe de Assessoria Especial do Governador, José Neto; o secretário de Saúde, Iran Costa; e a secretária executiva de Habitação, Sheila Pincovsky

Chuvas e ventos provocam transtornos

Nota da APAC:
As chuvas ocorridas na tarde desta sexta-feira (29/01/16) na Região Metropolitana do Recife (RMR), Zona da Mata e Agreste foram provocadas pela atuação de um Sistema Meteorológico denominado Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN). 

Devido ao rápido deslocamento desse tipo de sistema - que pode ocorrer em aproximadamente uma hora -, não é possível prever esta situação rara com antecedência satisfatória e nem sua intensidade. No Recife, a velocidade de ventos observada chegou a 80km/h, com força suficiente para arrancar uma árvore pela raiz. 

Este sistema VCAN está associado a nuvens do tipo cumulusnimbus, de grande desenvolvimento vertical que podem atingir 12 km de altura, causando precipitações com intensidade moderada a forte, acompanhadas de trovoadas, descargas elétricas, rajadas de vento e, com menor frequência, a ocorrência de granizo, como ocorreu no Agreste Meridional.

Os volumes mais significativos de chuva ocorreram entre as 15h30 e 18h desta sexta-feira. Os municípios que apresentaram as maiores precipitações acumuladas foram: Olinda (62mm), Recife (52mm), Paulista (42mm) e Igarassu (38mm). 

A APAC opera a Sala de Situação, uma rede automática de observação de chuvas com 126 estações distribuídas em todo o Estado.  Esta sala opera em regime de plantão durante todo o ano, em estreita articulação com a Defesa Civil e emitirá novos avisos sempre que as condições atmosféricas indicarem a possibilidade de ocorrência de eventos extremos.

O Governo de Pernambuco está em alerta, trabalhando conjuntamente com o Poder Público Municipal, a Celpe e todos os órgãos envolvidos para minimizar os transtornos causados.
 
Fotos de ocorrencias ontem no Recife: fonte blog da folha

Exemplo a ser seguido:Pagamento do Piso Salarial dos Professores

Buenos Aires, pobre município da Mata Norte, governado pela 4ª vez por Gislan Alencar (PSDB), pagou o salário dos professores deste mês de janeiro pelo novo piso: R$ 2.135,64.

Barco de R$ 4 mil é o novo 'crime' de Lula e Marisa

247-Manchete da Folha grita que "Nota fiscal de barco reforça elo de Lula com sítio em SP"; quem vê a capa imagina um iate, mas a reportagem interna traz a imagem de uma pequena embarcação, quase uma canoa, usada pelo ex-presidente para pescar no lago da propriedade; o preço foi de R$ 4.126,00; em nota, o ex-presidente Lula afirmou que é de conhecimento público que frequenta o sítio em Atibaia (SP), registrado em nome de Jonas Suassuna, sócio de seu filho Fábio Luis Lula da Silva(leia aqui a reportagem).

FHC, JB, Dias, Aécio e questiona: por que só Lula é investigado?

247 - O filho mais velho do ex-presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva saiu em defesa do pai nas redes sociais. Nessa quinta-feira, 28, Lulinha adicionou um link em sua página no Facebook sobre o "mercado imobiliário suspeito brasileiro".
Ele cita seis casos de compras de imóveis supostamente suspeitas. Cita, pela ordem, com as respectivas compras, ou venda, a jornalista Patrícia Poeta, o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, o senador Álvaro Dias, o ex-ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Por último, ele cita o ex-presidente Lula, "metalúrgico e ex-presidente - Desistiu de um apartamento no Guarujá avaliado em R$ 1,5 milhão". Segue, então, a pergunta: "Por que apenas Lula é alvo da imprensa e da Lava-Jato?", questiona.
O link foi postado, originalmente, no Facebook de Aninha Ornellas. Fábio Luis o compartilhou, junto com um comentário: "Gostaria de saber que metodologia a PF usa para fazer suas investigações de imóveis suspeitos". Patrícia Poeta encabeça a lista: "comprou apartamento na Vieira Souto, Rio, por R$ 23 milhões". Aécio Neves "tem Apt no Rio de Janeiro, de R$ 6,5 milhões, declarado com valor 60 vezes abaixo de seu preço de mercado". Álvaro Dias "vendeu 5 casas em Brasília por R$ 16 milhões". Joaquim Barbosa "comprou apartamento em Miami por U$ 1 milhão em nome de uma empresa de fachada". FHC "comprou de um trensaleiro de SP um apartamento em Paris avaliado em R$ 11 milhões".
Em outra portagem, Fábio Luis, e os irmãos Sandro Luis e Marcos Cláudio compartilharam um tweet do senador Roberto Requião (PMDB-PR). "A OAS teria assumido um edifício inteiro da Bancoop só para dar um apartamentinho de uma mil ha ao Lula? Ora, vão se lixar nas ostras!", escreveu o senador em seu estilo peculiar.

Ventos chegaram a 50 km por hora no Recife



   Do NE-10
As fortes chuvas e o vendaval de hoje no Recife são resultados de um sistema atmosférico chamado Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN). De acordo com o doutor em meteorolgista Roberto Pereira, da Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac). Pernambuco está sob a influência desse sistema que causa trovoadas, chuvas fortes e rajadas de vento que podem passar dos 50 km/h, e até chuvas de granizo como foi registrado no Agreste pernambucano.
“O Estado está no que chamamos de borda do VCAN, o que significa que teremos chuvas até o domingo (31), porém a intensidade vai diminuindo. Os períodos da noite serão os mais chuvosos”, explicou o especialista que ainda afirmou: “A incidência dos raios acontece na formação desse sistema, mas se tornam mais raros durante seu desenrolar", disse Pereira. 
Em apenas três horas de chuva - a partir das 14h - a cidade de Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR), foi a que registrou maior acúmulo de precipitação, com volume de 71mm. A capital pernambucana apresenta 51mm e em Paulista, também na RMR, o acúmulo chegou aos 41mm. Segundo a Apac, ao passar dos 40mm de chuva já é considerado estado de alerta.
 O meteorologista Roberto Pereira explicou ainda que o VCAN que deixou um rastro de destruição no Grande Recife é um fenômeno ligado, geralmente, ao início das chuvas no Sertão do Estado, mas que em anos em que o El Niño está mais intenso, os reflexos ficam mais fortes e comuns no mês de janeiro. "A última vez que tivemos um El Niño tão forte foi em 1998", relembrou. 
O sistema VCAN ainda gera uma nuvem que pode chegar aos 12 km de altura - mais alto do que o nível de tráfego dos aviões. O especialista alerta que esse tipo de nuvem é extremamente perigosa para as aeronaves. “Os aviões são equipados com instrumentos que detectam essas situações e os pilotos evitam passar perto delas por causa da turbulência que causa. Além disso, tentar atravessa uma nuvem dessas é suicídio”, ressaltou Roberto Pereira.

Neymar e o pai podem ser presos

Do GloboEsporte.com - Rio de Janeiro
Denúncia do Ministério Público Federal é publicada pela Veja; procurador diz que jogador e seu pai teriam criado empresas de fachada e adulterado documentos
A revista Veja divulga em sua edição deste sábado detalhes sobre a denuncia feita pelo Ministério Público Federal contra Neymar, do Barcelona, por sonegação de impostos, além de falsidade ideológica. Segundo a publicação, o jogador e seu pai estão envolvidos no processo, além do ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell e o atual, Josep Maria Bartolomeu. A pena para esses dois crimes pode chegar a cinco anos de prisão.
A reportagem teve acesso à denúncia sigilosa feita pelo procurador Thiago Lacerda Nobre na última quarta-feira. Segundo a acusação, Neymar pai e Neymar filho criaram empresas de fachada e adulteraram documentos para pagar menos impostos. A ideia seria fugir dos altos impostos cobrados a pessoas físicas (27,5%) criando empresas de fachada para receber a maior parte dos salários pagos pelo Santos e dos contratos de publicidade. A manobra teria significado feito com que o jogador abatesse mais de 50% dos impostos a pagar.
Ao longo de seis anos, foram abertas três empresas por Neymar e seu pai: a Neymar Sport e Marketing, a N&N Consultoria Esportiva e a N&N Administração de Bens. Segundo a denúncia da Procuradoria, nenhuma delas teria capacidade econômico-financeira, gerencial ou operacional" para administrar a carreira de Neymar - os sócios eram o pai e a mãe de Neymar e havia apenas dois funcionários, que trabalhavam como seguranças. A acusação afirma também que de 2010 a 2013, Neymar recebeu 43,78 milhões de reais do Santos, mas só 8,1 milhões em forma de salário, como pessoa física. O restante foi por meio dos "contratos de imagem" firmados com suas empresas. Apenas em 2011, as companhias dos Neymar também selaram ao menos onze contratos com patrocinadores, que somaram quase 75 milhões de reais.

Odebrecht processa União: vazamentos na Lava-Jato

De O Globo - Renato Onofre
Empresário acusa o juiz Sérgio Moro e a Polícia Federal por divulgar informações
O empresário Marcelo Odebrecht, preso desde junho, processa a União sob a acusação de que a força-tarefa da Lava-Jato e o próprio juiz Sérgio Moro divulgaram indevidamente “informações de natureza íntima” sobre ele e seus familiares nas investigações.
O pedido da defesa de Odebrecht foi feito no final de novembro e aceito parcialmente pela juíza Tatiana Pattaro Pereira, 21ª Vara Cível de São Paulo, no final do ano passado. Além de indenização por danos morais, os advogados pediam ainda que as futuras fotos ou mensagens anexadas nas investigações fossem feitas por meio físico e não eletrônico, mas o pedido foi rejeitado pela juíza.
Para Marcelo Odebrecht e seus familiares, Moro, os servidores da Justiça Federal de Curitiba e a Polícia Federal agiram sem “prudência e cuidado” ao divulgar informações familiares. A juíza aceitou continuar com a ação por danos morais, mas rejeitou o pedido sobre o anexo dos documentos. De acordo com Tatiana, ela não tem competência para avaliar a questão.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Estado normatiza comercialização de veículos usados em Pernambuco


O governador Paulo Câmara assinou, nesta sexta-feira (29.01), o decreto 14.876/91 que regulamentou a comercialização de veículos usados no Estado, garantindo uma melhora no ambiente de negócios e mais segurança jurídica ao setor. Com a medida, o consumidor não inscrito no Cadastro de Contribuintes do Estado de Pernambuco (CACEPE) passou a ser beneficiado com a redução, já aplicada aos cadastrados, da alíquota do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na venda de automóveis de 17% para 1%. 

A normatização do setor - que observa o limite de cinco veículos, por ano, em relação a cada comprador - não prevê um impacto imediato nas contas do Estado, mas fortalece e define os direitos e deveres dos contribuintes. "Nós queremos aperfeiçoar, cada vez mais, o ambiente de negócios no Estado. Isso tem que ser feito com diálogo e entendimento. Temos que sentar na mesa e propor condições de resolver as questões", afirmou o governador, grifando: "Espero, com esse decreto, estar melhorando as atuais condições de trabalho dos revendedores".

O secretário da Fazenda, Márcio Stefanni, ressaltou o alcance da medida em todo o Estado. "Hoje, nós temos cerca de 200 pontos de venda em Pernambuco. Essa é uma categoria que mantém muitos empregos e gera renda para Pernambuco", frisou Márcio. Considera-se usado, o veículo com mais de seis meses de uso ou mais de 10 mil quilômetros rodados.

Além de disciplinar o setor de venda de veículos usados, o governador destacou que a regulamentação das operações era um pleito antigo da categoria. "Tive a oportunidade, ainda como secretário da Fazenda, de proporcionar a isenção do ICMS para o setor. E agora a gente está regulamentando a amplitude dessa isenção, dentro das concessionárias. E tudo isso teve um desfecho, que eu entendo como adequado: as partes sentando à mesa e o Estado tendo o olhar para o emprego e a renda, além da clareza das regras", ressaltou o chefe do Executivo estadual.
Para o empreendedor Marcony Mendonça, a normatização veio em boa hora e vai assegurar um novo ânimo aos revendedores locais. "Nós estávamos sem saber quais eram as regras para o nosso setor. E esse decreto esclarece os detalhes. Nós vamos trabalhar sabendo quais são os impostos do setor", comemorou.
Também participaram da solenidade os empresários Pedro Schwambach, do Grupo Parvi; Eduardo Tude, da Meira Lins; Humberto Nunes Pereira, da Autonunes; Marcony Mendonça, da Italiana; Paulo Figueiredo, do Grupo Via Sul; José Henrique Figueiredo, da Pedragon; e Pedro Irineu, Elpídio e Eraldo Barbosa dos Santos.

PSDB nacional unido por apoio ao PSB no Recife

Radar Online
Adversários de uma disputa ainda velada pela candidatura presidencial do PSDB em 2018, Aécio Neves e Geraldo Alckmin têm um propósito em comum na eleição de 2016: assegurar o apoio do partido à reeleição do prefeito do Recife, Geraldo Julio, do PSB.
Tanto Aécio quanto Alckmin tentam atrair o PSB para seu projeto político. O mineiro é próximo da seção pernambucana da sigla desde que a viúva de Eduardo Campos, Renata, manifestou apoio a ele no segundo turno em 2014. Além disso, tem como aliado o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que é do PSB.
Alckmin tem como vice um dos principais caciques do PSB, Márcio França. O partido é apontado como possível destino do governador paulista caso não consiga ser candidato ao Planalto pelo PSDB.
Recife é a principal capital a ser disputada pelo PSB em 2016. Para o partido sobreviver, é essencial manter o governo no Estado que foi sua “sede” desde Miguel Arraes e, depois, com Campos, seu neto.
Para isso, os tucanos querem impedir a candidatura a prefeito do deputado federal Daniel Coelho, estrela em ascensão no PSDB, mas que pode mudar de sigla caso tenha a postulação barrada.

Um país que protege Cunha e persegue Lula é um país doente.

bessinha psdb
Reprodução de  artigo de Paulo Nogueira,  do Diário do Centro do Mundo:
 
A Lava Jato perdeu o pudor.

O nome Triplo X, referência sibilina ao mítico ‘Triplex do Lula’ é um acinte. Está claro que se trata de erradicar não a corrupção – mas de caçar Lula.

Fosse outro o propósito você não teria um ataque tão sistemático a Lula enquanto um homem como Eduardo Cunha borboleteia, livre para armar as delinquências em que é mestre.

Era mais honesto batizar a operação como Caça Lula.

Os suíços entregaram de bandeja documentos que comprovam corrupção em níveis pavorosos de Cunha. Ele mentiu, sonegou, inventou desculpas aberradoras e usou até a palavra ‘usufrutuário’ para tentar encobrir sua condição de dono de milhões na Suíça.

Não foi apenas isso.

Depoimentos de fontes variadas coincidiram em relatar ameaças de paus mandados de Cunha contra pessoas que pudessem dizer coisas comprometedoras contra ele.

Vídeos mostraram expressões aterrorizadas de delatores ameaçados por homens de Cunha. Parecia coisa de Máfia. Falaram até na família. Em filhos. Disseram que tinham o endereço para a retaliação.

Não foi um depoimento nesse gênero. Foram pelo menos três, dois de delatores e um de um deputado que era um problema para Cunha na Comissão de Ética que o julga.

Que mais queriam? Que um cadáver amanhecesse boiando num rio?

E as trocas de emails com empresas beneficiárias de medidas provisórias?

Com esse conjunto avassalador de evidências, Eduardo Cunha aí está, na presidência da Câmara, ainda no comando de um processo viciadíssimo que pode cassar 54 milhões de votos.

Cadê a Polícia Federal? Cadê Moro? Cadê uma operação realmente para valer para investigar as delinquências conhecidíssimas de Cunha.

Nada. Nada. Nada.

É uma bofetada moral inominável nos brasileiros. É a completa desmoralização da política.

Enquanto a vida é mansa para Cunha, para Lula é uma sucessão infindável de agressões.

Virou piada que até ser amigo de Lula se caracterize como algo capaz de incriminá-lo. Mas coloquemos o adjetivo certo: é uma piada repulsiva.

Um apartamento banal numa praia banal – a cidade plebeia do Guarujá – adquire ares de uma propriedade suntuosa que Lula jamais poderia comprar. É um tríplex, uma palavra feita para impressionar e ludibriar a distinta audiência.

Não interessa se quatro ou cinco palestras de Lula seriam suficientes para comprar o apartamento. Não interessa se ele tem documentos que comprovam que ele não comprou, afinal, o imóvel.

O que importa é enodoar a imagem de Lula. Caracterizá-lo como um corrupto, um ladrão, um monstro de nove dedos. O maior vilão da história do Brasil.

Alguém – PF, Moro, imprensa – deu um passo para saber se a residência de Eduardo Cunha é compatível com seus rendimentos de deputado? Alguém apurou se ele tem condições de bancar uma vida de fausto para a mulher, à base joias e extravagâncias como aulas de tênis no exterior?

Ninguém.

É um país doente aquele que protege Eduardo Cunha e investe selvagemente contra um homem que cometeu o pecado de colocar os excluídos na agenda nacional como nenhum outro desde Getúlio Vargas.

Estamos enfermos – e Moro e sua Lava Jato são sintomas eloquentes dessa nossa deformação moral

EUA dizem que elevar comércio com Brasil é prioridade

Foto: Roberto Stuckert Filho/ABR
Foto: Roberto Stuckert Filho/ABR
Estadão Conteúdo – As exportações dos Estados Unidos para o Brasil poderiam aumentar em 78% até 2030 se os dois países tivessem um acordo de livre comércio, estimou estudo divulgado nesta quinta-feira, 28, pelo Brazil-US Business Council em evento realizado em Washington.
Número dois do Departamento de Comércio americano, Bruce Andrews disse que o Brasil é uma das prioridades do governo americano na área comercial.
“Os Estados Unidos acreditam firmemente que a parceria econômica entre os EUA e o Brasil é crucial para fortalecer a estabilidade e a segurança não apenas de nossos dois países, mas de toda a região”, disse.