quarta-feira, 5 de agosto de 2015

“Os grandes tribunais são os jornais”

Da Rede Brasil Atual - O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), ex-presidente da seção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), é crítico em relação à maneira como o juiz Sérgio Moro conduz as investigações da Operação Lava Jato. Para o advogado, que falou nesta quarta-feira, 5, à Rádio Brasil Atual, a prisão do ex-ministro José Dirceu "é uma arbitrariedade, das muitas que essa chamada Operação Lava Jato vem cometendo". Ele acrescenta que é inadmissível que, em nome do combate ao crime e à corrupção, se pratique outra ilegalidade.
"Neste momento, não está se falando de culpa ou inocência. A culpa, ou inocência, é apurada com a tramitação regular do processo, quando assegurado o devido processo legal. É exatamente o que não se está assegurando a diversas dessas pessoas, que estão presas antes de serem punidas. Esse juiz está usando e abusando das prisões preventivas sem qualquer justificativa para isso", analisou o deputado.
Wadih Damous afirma que José Dirceu não oferecia qualquer risco à ordem pública ou à efetividade do processo. "Não tinha a menor justificativa, ele já estava preso", ressaltou o deputado, lamentando a ação como uma agressão ao estado de direito e à democracia. "O que está acontecendo hoje é muito triste e preocupante. (...) Não há nenhum valor que justifique a violação de direitos e garantias fundamentais, a violação de princípios e valores constitucionais."
O ex-presidente da OAB do Rio disse que os excessos cometidos pelas autoridades da Justiça e da Polícia Federal podem culminar na anulação de parte do processo. "Não tenho a menor dúvida de que há nulidades. (...) O juiz Sergio Moro está se dando por competente em relação a algumas pessoas para a qual ele não tem competência territorial para ajuizar à ação penal e para investigar."
"O que está acontecendo no Brasil hoje é que não é só o Direito que está decidindo. Aliás, o Direito hoje está subordinado a outros fatores, não só à interpretação da lei. Os grandes tribunais hoje são os jornais, a grande imprensa, e a chamada opinião pública, ou 'publicada'."
O deputado espera que as instâncias superiores da Justiça possam ter independência e a objetividade necessária para "decidir, tão somente à luz do direito, e não à luz de pressões e conveniências conjunturais".
Wadih Damous afirmou que a cobertura da grande imprensa sobre os casos de corrupção são seletivas e contribuem para incitação da intolerância, visando a "criminalizar o PT, o governo e, em particular, o presidente Lula". Para ele, o atentado a bomba ao Instituto Lula, bem como as agressões sofridas por políticos do PT, se relacionam com esse clima de ódio instaurado.

Cunha é atacado por socialista

Por Lauro Jardim
Eduardo Cunha recebeu o primeiro ataque vindo de um deputado do PSB, partido cujos integrantes até agora vinham se mantendo em silêncio sobre as denúncias feitas na Lava-Jato ao presidente da Câmara.
Glauber Braga, do Rio de Janeiro, discursou na tribuna da Câmara contra Cunha, acusando-o de usar o cargo para atacar e para se defender das acusações da Lava-Jato.
Um dos pontos que Braga critica é a contratação da Kroll pela Câmara para investigar o operador Júlio Camargo, que afirmou em delação ter pagado propina para Cunha.
Jarbas Vasconcellos, a única voz no PMDB até agora a falar publicamente pela saída de Cunha, fez um aparte a Braga e voltou a criticar Cunha.

“Folha faz jornalismo com fofoca"


247 – O ex-presidente Lula rebateu em nota na manhã desta quarta-feira 5, horas depois da publicação, reportagem da Folha de S. Paulo apontando que o petista disse a amigos que o PT precisa de uma "reflexão profunda" após a segunda prisão do ex-ministro José Dirceu, pela 17ª fase da Operação Lava Jato.
Para Lula, a "Folha faz jornalismo com fofoca", atribuindo a ele "falas e ações que não aconteceram". "A Folha, ou suas fontes anônimas, tem essa mania de inventar e atribuir declarações e avaliações ao ex-presidente Lula. Isso não é jornalismo político, ou a serviço do leitor. São apenas fofocas que a Folha tenta empurrar com ares de verdade", disse a assessoria de imprensa na resposta enviada ao jornal.
Ainda de acordo com a Folha, Lula teria dito que "o mais urgente é evitar uma 'guerra' com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o que pode complicar a vida do governo e do PT no Congresso".

Leia a íntegra da nota do Instituto Lula:


NOTA À IMPRENSA


Folha faz jornalismo com fofoca

São Paulo, 5 de agosto de 2015,

A Folha de S.Paulo segue com a prática reiterada de atribuir ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falas e ações que não aconteceram. Os repórteres do jornal publicam essas informações falsas atribuindo-as a "amigos", "interlocutores" ou "pessoas próximas" não identificadas.
Hoje, mais uma vez, a Folha publicou um texto cujas únicas "fontes" são fofocas sem confirmação alguma. Segue a resposta enviada ontem ao jornal.
"Nada disso que a Folha de S. Paulo diz ter ouvido de supostos amigos do ex-presidente é verdade. Caso publique essas inverdades, o jornal estará apenas, mais uma vez, dando asas para mentiras de sua autoria, ou da autoria de fofoqueiros anônimos. A Folha, ou suas fontes anônimas, tem essa mania de inventar e atribuir declarações e avaliações ao ex-presidente Lula. Isso não é jornalismo político, ou a serviço do leitor. São apenas fofocas que a Folha tenta empurrar com ares de verdade."

Destino de Janot começa a ser traçado

Em meio à expectativa da oferta de denúncias contra políticos acusados de envolvimento na Lava Jato, os 1,2 mil procuradores começaram a ir às urnas nesta quarta-feira (5) para escolher o nome que a categoria indicará para comandar o Ministério Público Federal até 2017. Os mais bem votados entre os quatro candidatos irão compor a lista tríplice a ser enviada para a presidente Dilma Rousseff pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que organiza a formação da lista.
Dilma pode escolher qualquer um dos nomes da lista, mas desde o governo Lula o primeiro tem sido indicado para o cargo de Procurador Geral da República. Assim que decidir, ela envia o nome ao Senado, que pode referendar ou não a escolha. O atual PGR, Rodrigo Janot, tenta a recondução para o cargo apenas cinco meses depois de encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos de aberturas de inquéritos contra mais de 50 políticos, entre eles 13 senadores que poderão aprovar ou não o nome indicado.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Ciclo de capacitação acontece em Caruaru até a próxima sexta-feira (7)

Começou nesta segunda-feira (3), em Caruaru, o II Ciclo de Capacitação oferecido pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) para os municípios do Agreste. Ao todo, 40 servidores municipais de 23 prefeituras se inscreveram nos cursos. Coordenada pelo Instituto de Gestão, a iniciativa faz parte de uma estratégia do Governo de Pernambuco de apoiar os municípios neste momento de crise econômica. Os ciclos acontecem de forma regionalizada e, assim como no I Ciclo, o segundo também cobrirá todo o Estado.

Nesta segunda rodada de capacitação, estão sendo oferecidos os cursos de Elaboração de projetos de obras e serviços e o de Sistema de gestão de convênios e contrato de repasse (Siconv). O primeiro é ministrado por Elmar Pessoa, funcionário do Tribunal de Contas de Pernambuco, e o segundo por Alexandre Marinho, do Consórcio Metropolitano de Transportes, Grande Recife. Ao todo, 40 horas aulas são dadas.

A etapa do Agreste acontece até a próxima sexta-feira (7). Neste II Ciclo, o Sertão já foi contemplado e, ainda em agosto, acontecem os cursos na Zona da Mata e Região Metropolitana. A Seplag já ofereceu cursos de contratação e fiscalização de obras, captação de recursos e realização de convênios, no I Ciclo. O terceiro módulo já foi definido e versará sobre modelo de gestão e elaboração de orçamentos. Até o fim do ano, o Instituto de Gestão vai montar cursos de gestão de resíduos sólidos e outros temas de interesse dos municípios.

Paulo debate novas parcerias com prefeito de Garanhuns

O governador Paulo Câmara recebeu, em seu gabinete, nesta segunda-feira (3), o prefeito de Garanhuns, Izaías Régis. Foi a primeira visita institucional do gestor ao Palácio do Campo das Princesas depois de Paulo ter assumido o Governo. O secretário da Casa Civil, Antônio Figueira, também participou do encontro, que teve como objetivo estreitar as relações entre o Estado e a prefeitura.

Izaías Régis aproveitou a audiência com o governador para agradecer a realização do 25º Festival de Inverno de Garanhuns. Classificado pelo prefeito como um sucesso de público e de retorno econômico para a região, o FIG aconteceu em julho.

Pernambuco terá a sua primeira Biorrefinaria


O governador Paulo Câmara assinou, nesta terça-feira (4), durante a abertura do 4º Pernambuco no Clima, um memorando de entendimentos que assegura o início do processo de implantação da primeira biorrefinaria do Estado. O foco do empreendimento, que envolverá 25 parceiros do Governo, entre entidades das iniciativas pública e privada, será produzir combustível limpo para, principalmente, abastecer os aviões que terão como destino o Arquipélago de Fernando de Noronha. A Plataforma Pernambucana de Bioquerosene e Diesel Verde, como será chamada a biorrefinaria, foi orçada em R$ 100 milhões.

Dentro de 15 dias será estruturado um grupo de trabalho entre o Governo e essas empresas com o objetivo de formatar o projeto da biorrefinaria. O empreendimento ainda vai criar novas oportunidades para industria canavieira. Além de ser uma grande chance de desenvolvimento de novos mercados de economia verde, a produção de bioquerosene de aviação e de diesel verde integrarão o escopo do programa Carbono Neutro, que pretende anular as emissões de gases que causam o efeito estufa e as mudanças climáticas em Noronha.

"Estamos avançando na questão da plataforma pernambucana de verde. Essas ações farão com que Fernando de Noronha fique livre de qualquer emissão de gases que prejudicam o local. Isso é possível e necessário; e vai mostrar para o mundo, através do arquipélago, que é possível ter um olhar diferenciado para o meio ambiente", explicou Paulo.

O chefe do Executivo pernambucano adiantou que o Governo quer ampliar as unidades de conservação e incentivar as pessoas a realizarem ações em favor do meio ambiente. "Queremos potencializar o uso de energias limpas, além do uso do querosene verde, para minimizar a ação do efeito estufa. Estamos trabalhando nesse sentido e motivando ações", pontuou Câmara.

Para o governador, não é possível promover o desenvolvimento econômico desvencilhado do desenvolvimento sustentável. "Não dá mais para falar apenas de desenvolvimento econômico e não é possível falar apenas de desenvolvimento social. Temos que garantir que tudo isso venha junto de um meio ambiente protegido. Tivemos a oportunidade, aqui em Pernambuco, de avançar em políticas que já foram implementadas e que precisam ser aprimoradas. É isso que nós vamos promover", afirmou Paulo.

São parceiros do Estado no empreendimento a Azul Linhas Aéreas, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Sindaçúcar, Curcas Diesel Brasil, Infraero, Facepe, UFPE, UFRPE, Sudene, Embrapa, Cetene e Refinaria Abre e Lima, entre outros.

Cunha faz reunião (secreta?) na Globo

Miguel do Rosário, de O Cafezinho- Um amigo me disse ontem que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, veio à sede da Rede Globo, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, nesta segunda-feira 03, para reunião a portas fechadas.
A informação veio de pessoa de dentro da Globo.
Estranho, né?
Tá me cheirando a conspiração pra golpe.
Em 1964, foi a mesma coisa.
Sem se preocupar muito, os golpistas faziam reuniões em salas do Estadão, em São Paulo. Deve ter havido reuniões também na Globo, no Rio, entre Lacerda e Roberto Marinho.
A história se repete, e não necessariamente como farsa - aliás sempre achei idiota essa frase de Marx, sobretudo se a tirarmos do contexto do artigo ("18 de Brumário de Luis Bonaparte") e tentarmos transformá-la em alguma espécie de lei política.
A tragédia às vezes se repete como tragédia mesmo.
Ou não.

Prefeito e esposa são assassinados em Goiás

Do blog de Magno Martins

Foram encontrados, na manhã de hoje, os corpos de Daniel Antônio de Sousa (PTB) e da esposa, Elizeth Bruno de Barros, prefeito e primeira-dama de Matrinchã, no interior de Goiás. O casal foi morto a tiros na entrada da chácara onde residia. Os corpos foram arrastados para o interior da casa.
O autor do duplo homicídio ainda não foi identificado pela Polícia Civil que aguarda o final da perícia técnica, na tarde desta terça, para definir os rumos da investigação. Mas já se fala em desavença política ou financeira como as principais hipóteses. Daniel era investigado pelo Ministério Público. A população ficou chocada e o comércio fechou as portas.

“SE VOCÊ ENTREGAR O LULA, SAI RAPIDINHO”

247-De acordo informações do jornal Valor Econômico, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou no "radar" da Operação Lava Jato, de acordo com uma autoridade diretamente envolvida nas investigações logo após a prisão preventiva do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.
Dirceu foi preso ontem na 17ª fase da Operação, a Pixuleco. Ele é investigado por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro por receber R$ 29 milhões em sete anos, de empresas investigadas por meio da JD Assessoria e Consultoria.
"Por enquanto são suspeitas. Ele [Lula], por ora, não é investigado. Mas ele está no radar", afirmou a autoridade ao jornal. Segundo o jornal, chama a atenção dos investigadores o fato do ex-presidente ter recebido pagamentos a título de remuneração por palestras de empresas investigadas na Operação Lava Jato. Aliás, no mês passado, foi aberto um inquérito no MPF (Ministério Público Federal) para investigar o petista por suposto tráfico de influência.
Segundo o procedimento investigatório criminal aberto no último dia 8, o ex-presidente “teria obtido vantagens econômicas da Empreiteira Odebrecht, a pretexto de influir em atos praticados por agentes públicos estrangeiros, notadamente dos governos da República Dominicana e de Cuba, em relação a obras financiadas pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e por agentes públicos federais brasileiros”.
De acordo com a fonte ouvida pelo Valor, "ele [Lula] recebeu valores daquelas empresas investigadas. No exercício do mandato dele não há nenhum indício de que tenha recebido. Mas depois que ele saiu do cargo, recebeu aqueles valores referentes a palestras pelo Instituto [Lula], que têm de ser pensados". A Lils palestras, Eventos e Publicidade Ltda, empresa aberta por Lula para receber remuneração pelas palestras, recebeu R$ 1,5 milhão da Camargo Corrêa.
"Nenhum dos delatores disse que os pagamentos recebidos por Lula foram propina. Mas os valores não deixam de ser suspeitos. Nos parece incompatível se considerarmos que as empresas pagavam mais de R$ 300 mil por palestra que sequer comprovação têm, e ainda com esse custo". O ex-presidente, por meio de sua assessoria, ressaltou a legalidade das palestras.
E a prisão de Dirceu no âmbito da Lava Jato acirrou ainda mais os ânimos contra o PT e a presidente Dilma Rousseff, segundo o Palácio do Planalto. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, auxiliares de Dilma temem que a investigação atinja Lula, mesmo sem provas concretas.
De acordo com o jornal, o assunto foi tratado em conversas reservadas entre ministros, ontem, antes da reunião de coordenação política. A ordem no Planalto é proteger Dilma do novo escândalo, que tem potencial para dar munição aos protestos marcados para o dia 16 contra o governo e a corrupção.
Dirigentes da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil, de Lula e Dirceu, discutiram os desdobramentos da crise em Brasília na segunda-feira, e hoje haverá reunião da Executiva Nacional. Petistas teriam recebido informações de que integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público estariam dizendo aos presos: “Se você entregar o Lula, sairá rapidinho.”

Prisão de Dirceu dá cavalo de pau na tese da Lava Jato

Por Breno Altman é diretor do site Opera Mundi e da revista Samuel

A prisão preventiva do ex-ministro da Casa Civil não é apenas decisão arbitrária, sem provas e motivos razoáveis, o que já bastaria para ser fortemente questionada.
Além de estar sob regime de prisão domiciliar, à disposição da Justiça, os próprios procuradores alegam que a incriminação contra o líder petista está exclusivamente apoiada sobre duas delações premiadas cujas provas de verificação sequer foram colhidas.
O juiz Sérgio Moro deu guarida à tese da ilegalidade dos contratos de consultoria da JD Associados com empreiteiras ligadas a Petrobras, no valor de R$ 9,5 milhões em oito anos, porque dois réus confessos, em troca de eventuais benefícios, Milton Pascowitch e Júlio Camargo, afirmaram se tratar de propinas disfarçadas.
A questão central é entender os motivos que levam Moro e seus aliados por um caminho que afronta garantias constitucionais.
Sinais de manobra política são evidentes.
Como já havia ocorrido com a detenção de Joao Vaccari, a nova reclusão do principal líder da história petista, depois de Lula, é efetivada praticamente às vésperas do programa nacional do PT ir ao ar, o que está previsto para o próximo dia 6.
Também serve de combustível para as manifestações da direita, convocadas para 16 de agosto.
Um terceiro objetivo igualmente sobressai: tirar Eduardo Cunha do centro das denúncias, arrastando o PT e os governos Lula-Dilma para a linha de tiro, mais uma vez usando José Dirceu como símbolo e alvo.
O mais importante, porém, é que a prisão do ex-chefe da Casa Civil foi anunciada pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal através de narrativa que dá cavalo de pau na caracterização da Operação Lava Jato.
Antes, a explicação predominante era que se tratava de cartel empresarial na Petrobras, pagando suborno para diretores da empresa e fazendo repasses clandestinos para partidos políticos.
Agora, na versão dos procuradores, fala-se de esquema criado pelo primeiro governo Lula, sob o comando de José Dirceu, para comprar apoio parlamentar. Uma espécie de segundo “mensalão”, digamos.
Não precisa de muito esforço para registrar que estamos diante de sorrateiro enredo, cuja meta essencial é desgastar o ex-presidente da República e, talvez, levá-lo aos tribunais e à prisão.
Possivelmente não irá demorar para ser apresentado o próximo capítulo: se José Dirceu, então ministro, montou o suposto “esquema de propina”, que teria sobrevivido depois de sua saída do ministério, quem teria ordenado a continuidade da operação?
Perguntarão os roteiristas da Lava Jato e seus apaniguados: quem seria o chefe do chefe?
Os abutres da oposição de direita, aliás, já surfam nesta onda, arremessando contra Lula e Dilma.
Se o governo e o PT não saírem da pasmaceira e continuarem a validar, com a cabeça debaixo da terra, os movimentos da República de Curitiba, claramente comprometidos com as forças mais conservadoras do país, logo será tarde demais para defender o processo de mudanças iniciado em 2003 e seu líder histórico.
A política aceita quase qualquer coisa, menos a humilhação de quem decide, por covardia ou erro de cálculo, perder sem lutar.

Advogado diz que Dirceu é bode expiatório

O advogado Roberto Podval, que defende o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, afirmouque o petista é um "bode expiatório" da Operação Lava Jato. Para Podval, a prisão de Dirceu tem "justificativa política".Dirceu teve prisão preventiva decretada nesta manhã na 17ª fase da Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras. O ex-ministro do governo Lula é suspeito de ter idealizado o esquema de corrupção na estatal e de ter recebido propina para sua empresa de consultoria.
"Nós vimos alguns operadores, todos eles com milhões e milhões de dólares no exterior, eles mesmos já falaram, confessaram, entregaram as contas e o dinheiro. Ninguém fala de uma única conta, de uma única movimentação do Zé Dirceu no exterior. Não falam porque não tem. Então, ele, que é o grande responsável, não tem nada parecido com o que foi encontrado durante o processo", disse Podval.
"Aí é politizar uma questão jurídica e de forma injusta. Estão buscando um bode expiatório. Zé Dirceu é hoje um bode expiratório do processo. Estão tratando o Zé Dirceu como um grande prêmio que se encontrou ali", completou o advogado. Para Podval, não há razões jurídicas para que fosse decretada a prisão preventiva do ex-ministro. Segundo o advogado, todos os documentos e contratos de prestação de serviços da empresa de José Dirceu foram entregues "antecipadamente" à Justiça Federal.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Lava jato prendeu Dirceu para"aumentar o coeficiente do PT "

Fernando Brito, do Tijolaço - Não é preciso ser um esquerdista para perceber obvio: a prisão do ex-ministro José Dirceu tem um objetivo essencialmente político.
Até mesmo a Folha o assume, sem muitos rebuços, ao afirmar que a "Prisão de José Dirceu recoloca PT na mira da Operação Lava Jato".
Mesmo que se considere que Dirceu pudesse, depois de fora do Governo, influir em decisões administrativas, não faz o menor sentido a argumentação de Sérgio Moro, no ato que "fundamentou" afirmar que ele pudesse estar "vendendo prestígio" após sua condenação e prisão o caso do chamado Mensalão, há dois anos.
Dirceu só teria para "vender" a "queimação" de ter sido tornado uma "figura maldita".
Até mesmo que se dispôs a oferecer um modesto emprego de bibliotecário para que pudesse trabalhar no regime prisional semi-aberto tinha de enfrentar um impiedoso esquadrinhamento de sua vida pela mídia, para saber "quem é que está pagando para José Dirceu trabalhar.
Que tipo de vantagem José Dirceu poderia oferecer em troca de propinas, nos últimos dois anos, boa parte deles passados atrás das grades e o restante em reclusão doméstica, sem qualquer liberdade de locomoção, ao ponto de ter tido negada,na semana passada, autorização para ver a família no Dia dos Pais?
Os depoimentos acusatórios contra Dirceu, sejam verdadeiros ou falsos, trazem a marca de algo que foi dito com o objetivo de livrar ou reduzir a pena de gente que não tem, agora que são delatores, que se preocupar mais com o que vai dizer, pois está coberta pela garantia de que não lhes serão aplicadas penas graves.
E que tanto mais benefícios terão quanto mais contribuírem para o objetivo de condenar mais figuras públicas, não ao esclarecimento da verdade.
Há duas coisas, entretanto, que são irrespondíveis, embora Sérgio Moro gaste muita tinta para justificar.
A primeira é o fato de ele se atribuir jurisdição nacional (e até com foros internacionais) sobre tudo o que disser respeito a possíveis atos de corrupção de empreiteiras, desde que se tratem de obras ou empresas federais. Dinheiro da Odebrecht, da Andrade Gutierrez, da UTC e de outras dados a políticos "estaduais" ou "municipais" – com os quais elas fazem centenas de negócios, "não vêm ao caso".
A segunda é que não se consegue apontar uma vantagem processual na iniciativa de "prender um preso", pois é inverossímil que, a esta altura, Dirceu possa estar produzindo em agentes políticos ou empresariais qualquer coisa que não seja o medo-pânico em se aproximarem dele. Nem de longe, por interpostas pessoas, telefonemas ou e-mails, pois nem minha finada avó acreditaria que ele não é objeto de total vigilância.
Além do mais, se é para prevenir uma suposta reiteração criminosa, porque o esmero de não apenas pedir que o ex-ministro seja recolhido a uma cela, mas pretender que esta seja a de Curitiba, onde a "turma da lava-Jato" manda e desmanda e, sob a leniência do parvo Ministro da Justiça, sequer consegue explicar a existência de violações como a de instalar escutas clandestinas nas celas?
A razão, por isso, é evidente até para os olhos míopes da imprensa brasileira. O desenrolar da Lava Jato estava deixando claro que os esquemas de corrupção eram, essencialmente, ligados a políticos do PP e do PMDB. As pressões para obter delações de Renato Duque e João Vaccari, entre outros, ainda mantidos presos não resultou, até agora, em sucesso na obtenção de acordos onde estes acusem a quem interessa acusar.
Dirceu, já linchado em praça pública, oferece aos politizadíssimos investigadores e acusadores – a rigor, não é juiz neutro no processo – a oportunidade de devolver ao escândalo um "alto coeficiente de PT" outra vez.

Teresa diz que prisão de Dirceu é apoteótica

 Diário de Pernambuco
A presidente do PT em Pernambuco, Teresa Leitão, saiu em defesa do companheiro de partido José Dirceu, preso na manhã desta segunda-feira em virtude das investigações da Operação Lava-Jato. “Eu tenho restrição à forma de atuação desse juiz (Sérgio Moro). Não só em relação a Dirceu, mas com outros investigados. Alguns juízes acham também. Ele (Sérgio Moro) não está agindo com parcimônia. Como ele vai explicar a prisão de alguém que já estava em prisão domiciliar?”, questionou.
José Dirceu foi preso por agente da Polícia Federal, em Brasília, por suspeita do recebimento de propina disfarçada na forma de consultorias, através  de sua empresa JD Assessoria, já desativada. “José Dirceu nunca deixou de colaborar com as investigações. A prisão é apoteótica. O juiz está fazendo com ele (Dirceu) como vem fazendo em todos os casos. A sociedade está a favor das investigações, agora não se pode fazer um jogo político”, completou Teresa.

Líder do PT diz que prisão de Dirceu é golpe

          


O líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (PT-AC), classificou nesta segunda-feira (3) a prisão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, na 17ª fase da Operação Lava Jato, de “aberração” e tentativa de “golpe”. Para o petista, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, “persegue o PT” e quer colocar o “povo na rua” para derrubar o partido.
Condenado no julgamento do mensalão Dirceu, que estava em prisão domiciliar, foi encaminhado para a Superintendência da PF em Brasília após Moro decretar sua prisão preventiva. 
No mandado de prisão, o juiz que julga ações da Lava Jato na primeira instância diz que o ex-ministro "teria insistido" em receber dinheiro de propina em contratos da Petrobras mesmo após ter deixado o governo, em 2005.
“É uma perseguição declarada ao PT. O juiz Sérgio Moro trabalha com suposições, vai à imprensa, faz show. E a Polícia Federal acompanhando esse show. Isso está virando uma aberração ao Estado de Direito. Está caminhando para um golpe político da caneta. Moro trabalha para institucionalizar um golpe e para prejudicar o PT”, disse Sibá Machado ao G1.

Exaltado, Sibá Machado disse achar que a investigação do esquema de corrupção na Petrobras usa “dois pesos e duas medidas” quando o suspeito é do PT. “Existe um olhar diferente para os mesmos fatos. O Dirceu já estava em prisão domiciliar. Não tinha motivo. É uma orquestra para colocar povo na rua. O juiz Moro faz show calculado, pensado, para que isso se desenrole dessa maneira.”
 

HSBC agora é do Bradesco

O HSBC anunciou nesta segunda-feira (3) que vendeu sua subsidiária brasileira para o Banco Bradesco em uma operação que movimentou US$ 5,2 bilhões, o equivalente a R$ 17,6 bilhões. Com a operação, o Bradesco encosta em seu maior concorrente, o Itaú, maior banco privado do país, com ativos de R$ 1,2 trilhão. De acordo com comunicado do Bradeso, com a aquisição, o banco assumirá todas as operações do HSBC no Brasil, incluindo varejo, seguros e administração de ativos, bem como todas as agências e clientes.
O Bradesco informa que os clientes do HSBC continuarão a ser atendidos "da forma habitual" e, após a conclusão da operação, passarão a contar com todos os produtos, serviços e comodidades oferecidos pelo Bradesco. "A aquisição proporcionará vários benefícios para os clientes de ambas as instituições, tais como o aumento da cobertura e da rede de atendimento em todo território nacional e acesso aos produtos distribuídos pelas duas instituições", afirma comunicado do Bradesco.
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, havia anunciado em 17 de junho que o banco faria uma oferta vinculante pela unidade brasileira do HSBC em julho. Segundo a Reuters, a disputa pelo HSBC no Brasil avançou rapidamente desde que os planos da instituição foram anunciados. A operação ainda terá de ser aprovada pelos órgãos reguladores.

Barroso, Moro pode prender preso? ou Moro pode tudo?

Existe um pequeno obstáculo à decretação da prisão do Dirceu na Vara de Guantánamo.

Dirceu ESTÁ preso !

Pelo mensalão (o do PT) , o Ministro Barroso determinou que Dirceu cumpra prisão domiciliar.

Como é que se prende um preso, amigo navegante?

Por que a
PF do zé foi à casa do Dirceu prendê-lo?

Para
exibi-lo algemado ao William Bonner ?

O Ministro Barroso é quem decidirá se um preso sob sua guarda pode de novo ser preso.

Da categoria “domiciliar” a preso em regime perpétuo.

Viva o Brasil !


Paulo Henrique Amorim

domingo, 2 de agosto de 2015

As barreiras para Janot no 2º mandato

Do blog de Magno Martins
As barreiras que podem ser impostas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, são tema da reportagem do jornal O Globo sobre as eleições no órgão, que ocorrerão nesta quarta-feira (5/8). Se for reeleito, as eventuais dificuldades virão do Senado, devido às denúncias contra parlamentares na operação "lava jato", e onde o escolhido na votação da lista tríplice será sabatinado e aprovado em votação secreta. Os candidatos mais cotados são Rodrigo Janot, Mario Bonsaglia, Carlos Frederico e Raquel Dodge.
Já a coluna Painel da Folha de S.Paulo noticia que o PT teme a próxima fase da operação "lava jato" devido à possibilidade de o juiz federal Sergio Moro decretar o congelamento da fatia do partido no fundo partidário. Também é citado que os advogados das empreiteiras na "lava jato" reclamaram que o juiz tem ultrapassado sua jurisdição para investigar ocorridos em outros estados.

PSB inicia Agenda 40 pela Mata Norte



O Partido Socialista Brasileiro em Pernambuco iniciou o calendário de encontros da Agenda 40 neste sábado (1º), em Itambé, Mata Norte do estado. Este foi o primeiro de uma rodada de 12 encontros que vai percorrer todas as 12 regiões do estado, com o objetivo de mobilizar e organizar as bases e segmentos do partido. Além de ampliar a formação política dos socialistas e promover novas filiações.
Para o presidente do PSB, Sileno Guedes, as Agendas 40 vão fortalecer o partido e seus segmentos, tendo em vista as eleições municipais do próximo ano. Em Itambé, o PSB reuniu representantes de todos os 17 municípios da Mata Norte, além de vice-prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região.
Além do presidente estadual, estiveram presentes,  o secretário de organização do partido, João Campos, e os prefeitos Bruno Ribeiro (Itambé), Kaká Bezerra (Aliança), Carlinhos do Moinho (Carpina), Gileno Filho (Ferreiros), Pereira Araújo (Paudalho) e Jaílsom do Armázem (Lagoa do Carro).
O próximo compromisso da Agenda 40 será no próximo sábado (8), em Palmares, voltado para todos os municípios da Mata Sul. O calendário permanece com encontros durante os meses de agosto e setembro em cidades-polos de todas as 12 regiões do Estado.

Marina diz que paga por ser contra impeachment

U0L
A ex-senadora Marina Silva afirmou em entrevista à Folha deste domingo, 2, que não há provas materiais que sustentem um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.
"Você não troca de presidente por discordar dele ou por não estar satisfeito. Se há materialidade dos fatos, não há por que tergiversar. Se não há, o caminho doloroso de respeito à democracia tem que prevalecer", afirmou Marina. "Eu não seria leviana de dizer, sem provas, que ela [Dilma] tem responsabilidade direta. Ela tem responsabilidades políticas e administrativas. Esse não é o momento de ficar gesticulando, tagarelando", acrescentou. 
A ex-candidata a presidente pregou "responsabilidade" com a democracia e disse que não vai "instrumentalizar a crise" para tentar ampliar o desgaste da presidente. "Neste momento, é preciso ter muita responsabilidade. Já tivemos perdas em relação às conquistas econômicas. Agora estamos tendo perdas em relação às conquistas sociais, com inflação e desemprego. Uma coisa que não podemos perder é a nossa confiança na democracia. Não podemos, em hipótese alguma, colocar em xeque o investimento que fizemos na democracia", afirmou.
Sobre as manifestações contra o governo que estão marcadas para próximo dia 16, Marina Silva disse que a sociedade tem todo o direito de se manifestar, "porque foi enganada quando negaram os problemas e não fizeram o que era preciso".
"Mas esse protesto não pode antecipar o que a Justiça ainda não concluiu. Uma coisa é o que a sociedade pauta, outra é o que as lideranças políticas têm que ponderar. A liderança política não tem apenas que repetir o que se quer ouvir. Às vezes, ela tem que pagar um preço. Não podemos deixar de considerar o valor da democracia, até pelos traumas que passamos", afirmou. 
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