247 – Regente da
orquestra oposicionista, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
expôs, neste domingo, a fragilidade do golpe que se tenta dar contra a
democracia brasileira e contra a presidente Dilma Rousseff, com o apoio
do PSDB.
"Embora não pareça haver
envolvimento pessoal na montagem e gestão da organização criminosa que
tomou de assalto o Estado brasileiro, Dilma Rousseff tem
responsabilidade política pelo que aí está, quando mais não for porque
ocupa hoje a Presidência da República", disse ele.
Ou seja: FHC defende que Dilma seja afastada mesmo que não tenha cometido qualquer ato ilícito ou crime de responsabilidade.
Bepe Damasco do Blog do Bepe Ao
apelar para a vingança mais primitiva e antirrepublicana, bem ao estilo
Cunha de ser, o ainda deputado e presidente da Câmara dos Deputados não
tinha ideia do vulcão que estava liberando ao destampar a garrafa. Basta
uma olhada nas redes sociais e na movimentação da militância do PT
contra o golpe para se perceber que um dos mais desclassificados
políticos da história do Brasil operou um milagre : a unidade do partido
e o ânimo de seus militantes para enfrentar e derrotar o golpismo
paraguaio.
Há muito não se via tantos memes e
cartazetes na web em defesa do mandato constitucional da presidenta, ao
mesmo tempo em que fervilham preparativos para reuniões, atos públicos e
passeatas. Pululam uma quantidade tão grande de iniciativas que o
esforço central tem sido a tentativa de unificá-los e organizá-los.
Chama a atenção também o moral da militância. Cientes que travam o bom
combate em defesa da democracia e do Brasil, não esqueceram das críticas
à política econômica do governo Dilma, centrada no ajuste recessivo de
Levy. Mas sabem separar o joio do trigo.
Sabem que sem democracia os mais
penalizados serão os trabalhadores e a população mais pobre, um vez que o
passo seguinte à destruição da democracia é a liquidação de direitos
sociais e trabalhistas e o ataque a conquistas civilizatórias. Sabem da
aberração e do escárnio que transbordam do fato de um campeão em
corrupção e malfeitos dar andamento a um processo de impeachment contra
uma presidenta honrada, contra quem não pesa nenhuma acusação, nenhum
processo. Por isso, preservar o mandado de Dilma é, sobretudo, é uma
questão de justiça.
As centrais sindicais já tinham programado um ato nacional, no Rio de Janeiro, no próximo dia 8 de dezembro, sob o lema Compromisso com o Desenvolvimento.
Esse documento, que já circula na internet, prega uma guinada na
política econômica visando a retomada do crescimento e a consequente
geração de emprego e renda. Além de representações de trabalhadores e
movimentos sociais, o texto é subscrito também por algumas importantes
entidades empresariais. Dele consta a defesa dos acordos de leniência
como elemento central para estacar as demissões causadas pela Lava Jato.
Mas agora não resta dúvida de que a
manifestação ganhou um forte componente antipolpista. Isso porque fora
do respeito à soberania popular não há projeto desenvolvimentista que se
sustente. É só ver quem são os próceres do golpe, suas convicções
ideológicas e o padrão moral que exibem. A ruptura da ordem democrática
traria no seu bojo a aplicação de programas antipopulares e
antinacionais. Isso é inevitável. Está no DNA dos direitistas e da elite
mais tacanha do planeta, como apontava Darcy Ribeiro. Mas não passarão.
E é muito provável que Cunha não possa assistir a vitória da
democracia. Ao menos que, na cadeia, lhe permitam o acesso à internet,
TV , aos rádios e jornais.
Partidos
de oposição ao governo Dilma Rousseff no Congresso Nacional, a Rede
Sustentabilidade e o PSOL não apoiarão o pedido impeachment acolhido
pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A decisão tem um
peso simbólico, já que, juntas, as duas siglas somam apenas dez
deputados - ao todo a Casa é composta por 513 parlamentares.
Já
o PSB, que conta com 36 deputados federais e indicará quatro
integrantes para a comissão que avaliará o impedimento, deve definir sua
posição na segunda-feira. A maioria da cúpula do partido e os
governadores rechaçam a iniciativa. A posição do líder da bancada,
Fernando Bezerra Filho (PE), porém, ainda é uma incógnita. Caberá a ele a
palavra final sobre os quatro nomes que representarão o PSB na
comissão.
Aliado
do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o vice-governador
Márcio França, que integra a direção executiva do PSB, se manifestou
contra o parecer. "O PSB ainda não tem uma posição formal, mas eu penso
que não há elementos para o impeachment no parecer que foi acolhido",
diz França. Diante da perspectiva de uma disputa acirrada entre governo e
oposição, o partido pode ser o fiel da balança na Câmara.
Sem entusiasmo
A
decisão da Rede foi tomada anteontem depois de uma reunião em Brasília
da qual participaram, além da ex-ministra Marina Silva, os cinco
deputados da legenda, o senador Randolfe Rodrigues (AP) e os dirigentes
nacionais da agremiação. "Não há entusiasmo da Rede com o impeachment.
Marina discutiu com a bancada e disse que não pode haver revanche
eleitoral. A tendência que votemos contra", afirma o deputado Miro
Teixeira (RJ).
Fundado
por ex-petistas, o PSOL fechou questão contra o impedimento de forma
contundente. "Destituir Dilma, a cujo governo antipopular nos opomos,
para colocar em seu lugar Michel Temer (vice-presidente, do PMDB),
significaria aprofundar uma ponte para o futuro, que é mera continuidade
do presente, pavimentada pelos materiais do privatismo puro", destaca o
partido em nota.(Da Agência Estado)
Eduardo Cunha, perdido, dá seu abraço de afogado no país e aceitou o
pedido do PSDB e do Dem – além dos revoltados & cia. – para abrir o
processo de impeachment contra Dilma Rousseff.
Cunha, na iminência de perder seu mandato, resolveu ir para o hara-kiri.
Vivemos uma situação monstruosa: um ladrão público, pego em flagrante
com suas contas no exterior, erigido em acusador de alguém que, à parte
o apoio ou a crítica, não tem contra si uma acusação de desonestidade
pessoal.
Embora o STF tenha dado duas liminares sustando as iniciativas de
impeachment pelas regras baixadas por Cunha, o ainda presidente da
Câmara deu de ombros à Suprema Corte e assumiu os riscos que, para ele,
já são nada, agora.
Convenceu-se que só o golpe de Estado pode assegurar o seu mandato,
porque será imediatamente recompensado pelos partidos de oposição que
antes o apoiavam, passaram a dizer que se opunham e, agora, voltam a
bater palmas a ele.
Vamos ver a revoada tucana de volta ao ninho.
Resta saber se o Supremo vai aceitar esta bofetada e, se aceitar, se a
comissão da Câmara – e depois o plenário – terão maioria para esta
loucura.
Uma oposição canalha e uma imprensa acanalhadamente parcial deram nisso: há um canalha ameaçando a República.
Os
juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Conceição
Paschoal, se tiverem vergonha na cara, precisam rejeitar essa ação de
hoje do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que aceitou o pedido de
impeachment da presidente Dilma exclusivamente numa atitude de
chantagem.
Esses
juristas e os partidos de oposição poderão entrar com o mesmo pedido de
impeachment na Câmara quando esta Casa estiver dirigida por algum
político isento de interesses inescrupulosos e acima de qualquer
suspeita.
O
Supremo Tribunal Federal precisa analisar esta postura de Eduardo
Cunha, que está usando o importante cargo para impedir a investigação
dos seus desmandos como cidadão.
Bicudo,
Reale e Conceição entram na história como cúmplices de Eduardo Cunha,
sendo instrumentos de valorização desse monstruoso político.
Apesar
de ter aderido de forma incisiva aos protestos dos grupos que pedem a
saída de Dilma Rousseff da Presidência da República, Aécio Neves
(PSDB-MG) fez um discurso morno, quase totalmente apagado, após o
anúncio da abertura do processo de impeachment contra a petista, no
início da noite desta quarta-feira (2).
Derrotado
pela petista nas eleições do ano passado, Aécio, que nos últimos meses
têm se dedicado a atacar o governo petista dia após dia, afirmou, de
forma burocrática, não ter se surpreendido com a notícia, visto que,
para ele, o texto protocolado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale
é "extremamente consistente".
"O
que é importante que fique claro é que essa é uma previsão
constitucional. E, para nós, da oposição, qualquer saída para este
impasse em que a irresponsabilidade do governo do PT mergulhou o País se
dará dentro daquilo que a Constituição determina", afirmou à imprensa,
na noite desta quarta-feira (2).
"Portanto,
recebemos esta decisão do presidente da Câmara [Cunha] com absoluta
naturalidade. A peça produzida justifica essa decisão. Os prazos
regimentais deverão ser observados. O amplo direito de defesa, também,
preservado, mas o que eu posso dizer é que há um crescimento na
sociedade brasileira para iniciarmos um novo momento no Brasil de
retomada da confiança, de retomada dos investimentos, do crescimento e
do emprego. Isso terá de ser feito sem o atual governo."
O
governador Paulo Câmara participa, nesta quarta feira (02/12), da
inauguração do Centro de Software da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), em
Pernambuco. A unidade desenvolverá soluções e inovações para controle
de motores e transmissões (powertrain) para todas as regiões do mundo,
inserindo Pernambuco no mapa global da inteligência automotiva. O evento
acontece às 10h, na casa de recepções Di Branco, no Recife Antigo.
A
unidade é a primeira a integrar o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento,
Inovação e Engenharia Automotiva da montadora, que vai gerar até 500
empregos, sendo que 210 profissionais já foram contratados. Foram
estabelecidas parcerias com oito instituições de ensino da região, das
quais seis estão localizadas em Pernambuco: Universidade Federal de
Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE),
Universidade de Pernambuco (UPE), Instituto Federal de Pernambuco
(IFPE), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-PE) e
Instituto Euvaldo Lodi (IEL-PE), além de um Programa de Residência com o
C.E.S.A.R - Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife.
A
inauguração acontece sete meses depois da implantação do Polo
Automotivo Jeep, em Goiana. O Centro de Pesquisa, Desenvolvimento,
Inovação e Engenharia Automotiva atuará de maneira integrada com outros
centros da FCA no mundo, localizados nos Estados Unidos, na Itália e em
Betim (MG). As soluções geradas em Pernambuco serão utilizadas em
veículos produzidos em todo o mundo.
Paulo
Câmara destacou a geração de renda e as vagas de emprego de alta
qualificação a serem criadas pela iniciativa. “O início desta operação
representa mais um passo para consolidar o polo instalado no nosso
Estado e coloca Pernambuco como um dos principais polos de geração de
tecnologia do setor automotivo mundial. É também uma clara demonstração
de confiança dos investidores no nosso modelo de gestão, implantado em
Pernambuco, de responsabilidade e transparência, de cumprir os
compromissos firmados", avaliou o governador.
O governador Paulo Câmara defendeu,
nesta terça-feira (01.12), a união nacional como caminho para superação
do difícil momento vivenciado pelo País, durante palestra ministrada no
XXVIII Congresso dos Tribunais de Contas do Brasil. Convidado para
discorrer sobre os "Desafios da governança pública em tempos de crise",
o chefe do Executivo estadual também apontou a necessidade do
contingenciamento dos gastos ruins nos diferentes entes federativos, com
destaque para a construção de uma visão de futuro que privilegie as
demandas perenes da população. O evento, que reuniu representantes de
órgãos de controle de todo o Brasil, foi realizado no Centro de
Convenções do Sheraton Hotel da Reserva do Paiva, no Cabo de Santo
Agostinho.
"O
momento que vivemos é duro, mas é também um momento de serenidade, onde
precisamos olhar o futuro e sermos propositivos. Precisamos de união
nacional. O Brasil só vai superar essa grande crise que hoje tem -
política, ética e econômica -, se todo o País se unir em busca de
soluções, proposições, alternativas e de um bem comum", ponderou o
governador. "Precisamos organizar a governança para que o estado
brasileiro possa avançar. E vai ser com a ajuda de todos; do povo
brasileiro, dos órgãos de controle, das instituições estatais, da
sociedade e, acima de tudo, com a ajuda do esforço comum", complementou
Paulo Câmara.
Presente
na grade debates do congresso, o combate a corrupção também foi
defendido pelo governador. "Precisamos apurar tudo o que está sendo
denunciado, não deixar nada de fora. Isso faz mal à sociedade, suga
recursos que são tão importantes e necessários nesse momento. Temos que
dar uma basta no desvio de recursos em favor de desonestidade e
daqueles que não querem o Estado que nós queremos, que a ampla maioria
dos brasileiro quer. Queremos um estado em favor do Brasil. Precisamos
fazer com que o estado brasileiro volte a funcionar em favor da
população”, enfatizou.
Paulo
pontuou, na sequência, que um sistemático e eficiente combate à
corrupção pavimentará o crescimento que tanto se espera para o País.
“Dessa forma o Brasil voltará a gerar emprego e renda. Para isso é mais
do que necessário termos governança. Governança que envolva todos os
setores, não envolva apenas o Estado, mas toda a sociedade", afirmou.
O
congresso foi comandado por Valdecir Pascoal, presidente da Associação
dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e conselheiro do
Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE). O governador Paulo
Câmara esteve na solenidade acompanhado do secretário da Assessoria
Especial, José Neto, e do chefe de Gabinete, Ruy Bezerra.
CONTROLE -
O chefe do Executivo estadual também destacou a importância dos órgãos
de controle no combate à corrupção. "O estado do controle avançou muito
no Brasil. O que nós precisamos agora é que as instituições façam mais,
conseguindo melhorar a qualidade de vida do povo. E os tribunais de
contas têm uma grande contribuição a dar. Orientando, tanto os entes
estaduais quanto os municipais, para que a gente possa, em momentos como
o que passamos de muita recessão, desemprego e inflação, ter um modelo
de governança que atenda a população. E só vamos atingir isso com
instituições fortes e o apoio de todos", afirmou Câmara.
São inegáveis os avanços do país nos
últimos 13 anos. Os programas sociais fizeram do Brasil referência
internacional e o mais importante: ajudaram os brasileiros, mais
humildes, a melhorarem de vida. O Brasileiro vai lutar para manter essas
conquistas e avanços.
Mas em outra frente, o país também avançou muito: o combate à
corrupção. Antes de 2003 não havia deputados, ex deputados, senadores,
juízes, empresários na cadeia. E não havia corrupção antes? Lógico que
havia, o que não havia eram leis específicas e nem vontade para combater
a corrupção.
O Presidente Lula tomou muitas iniciativas para o combate à
corrupção, em especial: aumentou o número de Policiais Federais de 5.000
para 13.000. A Presidenta Dilma criou e sancionou a delação premiada.
Ações que exemplificam a vontade de combater e punir a corrupção. Isso
permitiu mais de 1.300 ações, nos Governos do PT, contra 48 de FHC,
PSDB.
Mas, setores do judiciário resolveram deixar a parcialidade do
julgador para tomarem partido, com comentários durante as investigações,
politizando o judiciário e de certa forma direcionando e selecionando
as investigações. Senão vejamos:
Por que a demora da investigação do mensalão mineiro? Por que a
demora na investigação do caso do Metrô em São Paulo? Por que os
senadores Aécio Neves e Álvaro Dias, citados por Youssef, não foram
indiciados por receberem propina da Companhia de Furnas? Gregório Marin
Preciado foi citado como patrão de Fernando Baiano e não foi
investigado!
O primeiro ato de FHC foi acabar com uma comissão criada por Itamar
Franco para combater a corrupção. Geraldo Alckmin enterrou mais de 70
CPIs na Assembleia de São Paulo. Os tucanos discursam de um jeito e agem
de outro. Investigação de corrupção só no quintal dos outros.
E uma última lembrança: todos os delatores são bandidos confessos. E
esses devem receber o rigor da lei e não prêmios pelas confissões que
permitem refletores da grande mídia, liberdade e vida boa. (Texto de Marco Russo e publicado no 247)
Rui Falcão orienta voto no Conselho de Ética contrapeemedebista
O PT avalia que é um erro o partido e o governo continuarem reféns do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O peemedebista ameaça aceitar pedido de abertura de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff se petistas não o protegerem no Conselho de Ética.
Essa
percepção do PT é a razão para o presidente do partido, Rui Falcão, ter
orientado os deputados federais com assento no conselho a votar contra
Cunha. Falcão se manifestou nesse sentido numa rede social.
Se
o peemedebista se safar no conselho, haveria recurso ao plenário da
Câmara. Surgiria, então, outra chantagem. E assim por diante enquanto
Cunha presidisse a Câmara.
Na condição de refém, o governo fica paralisado politicamente.
O blog reproduz nota à imprensa emitida pelo Instituto Lula:
São Paulo, 1 de dezembro de 2015,
O
juiz André Carvalho e Silva de Almeida recebeu a queixa-crime proposta
por Luiz Inácio Lula da Silva contra o historiador Marco Antônio Villa,
que passou a ser réu na ação. Vila é acusado de cometer os crimes de
calúnia, injúria e difamação, após ter feito afirmações mentirosas com o
objetivo de atingir a honra do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva
na TV Cultura. A decisão, de 25 de novembro, é do juiz André Carvalho e
Silva de Almeida, da 30ª vara criminal da Justiça de São Paulo, que
recebeu, em setembro deste ano, queixa-crime dos advogados de Lula
referente a comentário feito em 20 de julho.
Em 19 de novembro,
Lula e Villa compareceram a audiência de conciliação, mas nem o
ex-presidente retirou a ação, nem o comentarista da rádio Jovem Pan e da
TV Cultura se retratou de suas declarações.
No referido
comentário, Villa disse que o ex-presidente “mente, mente”, que é
“culpado de tráfico de influência internacional”, além de “réu oculto do
mensalão”, “chefe do petrolão”, “chefe da quadrilha” e teria organizado
“todos os esquemas de corrupção”. Na ocasião, o historiador fez questão
de ressaltar que “quem está dizendo sou eu, Marco Antonio Villa”,
embora não tenha apresentado sequer uma evidência das graves acusações
que fez.
Ao lado do secretário estadual de
Planejamento e Gestão, Danilo Cabral, e do prefeito de Surubim, Túlio
Vieira, o governador Paulo Câmara entregou, nesta segunda-feira (30/11),
obras viabilizadas com recursos da edição 2014 do Fundo Estadual de
Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM). O projeto municipal incluiu a
construção da Praça Marcelino Champagnat, no bairro São José, e a
pavimentação de ruas, um total de R$ 1,6 milhão.
Antes
da solenidade realizada na Escola Estadual, Paulo participou da
cerimônia de lançamento da pedra fundamental do Moda Center, centro
comercial voltado à indústria têxtil. O governador conheceu os detalhes
do projeto de implantação do empreendimento, que vai gerar mais de oito
empregos no município.
Na
ocasião, Paulo ressaltou que, apesar dos desafios impostos pela
economia nacional, Pernambuco segue atraindo novos negócios. "O que é
mais difícil no Brasil, no dia de hoje, é a pessoa acreditar que esse
País pode dar certo. E os empresários pernambucanos têm acreditado
nisso", frisou o governador.
O
diretor-presidente do Moda Center, Severino Albuquerque, pontuou que o
empreendimento inicia uma nova era no município. O empresário disse
ainda que o novo centro será entregue dentro de 18 meses, na rota que
liga Surubim a Toritama. "Esse centro comercial vai dar um novo ânimo ao
comércio da região", afirmou Severino, que vai investir R$ 20 milhões
na construção do centro.
Para
Danilo Cabral, o FEM impulsiona a economia local e ajuda os prefeitos a
cumprirem os seus compromissos. O gestor disse ainda que a construção
do centro comercial foi uma necessidade apontada durante o Seminário
Todos por Pernambuco.
"O
Moda Center é uma resposta objetiva. Nós viemos aqui no Todos por
Pernambuco e ouvimos, de mais de três mil pequenos fabricos que temos na
região, que a gente precisava estruturar a comercialização da
confecção. Aqui nós estamos falando de R$ 20 milhões de investimento
privado, mas se não fosse a confiança no Governo, nada aconteceria",
ressaltou Danilo Cabral.
A interligação dos sistemas de
Palmerinha e Jucazinho vai oferecer segurança hídrica para oito
municípios do Agreste Setentrional. A autorização para a elaboração do
projeto foi dada pelo governador Paulo Câmara, nesta segunda-feira
(30/11), em um ato público em Surubim.
Executada
pela Compesa e com um custo total de R$ 40 milhões, a intervenção será
dividida em etapas. A obra vai beneficiar 125 mil pessoas, nos
municípios de Surubim, Salgadinho, Casinhas, Santa Maria do Cambucá,
Vertentes, Vertente do Lério, Frei Miguelinho e Toritama.
Para
o chefe do Executivo estadual, a obra vai ajudar a minimizar os efeitos
da estiagem na região, que sofre com a pior seca dos últimos 80 anos.
Ele pontuou ainda os esforços do Governo para manter os investimentos no
segmento.
"Esse
é um projeto importante que vai trazer água da Adutora do Siriji, na
Mata Norte, para seis municípios do Agreste. Nós tivemos que elaborar um
projeto estruturador que não nos deixasse dependente da Adutora do
Agreste, uma obra que não está andando como deveria. Diante disso, nós
não vamos descansar para proporcionar uma melhor infraestrutura hídrica
para a região", cravou Paulo.
O
presidente da Compesa, Roberto Tavares, explicou que o documento
assinado hoje pelo governador autoriza a elaboração do projeto e a
aquisição da tubulação, que será entregue dentro de 45 dias. "A gente
separou esse projeto em etapas, para que a integração de Palmerinha e
Jucazinho pudesse ser feita primeiro. E depois, vamos fazer uma Adutora
de 36 quilômetros, trazendo água de Vicência, na Mata Norte", detalhou o
gestor.
ÁREA RURAL – Na
oportunidade, o chefe do Executivo estadual ainda garantiu a instalação
de poços em 15 comunidades rurais de Surubim e a implantação de outros
dois sistemas simplificados de água, dentro de 60 dias.
Para
a instalação dos poços foram destinados R$ 300 mil, investimento que
vai beneficiar 450 famílias. Já para a construção dos sistemas, o
Estado, através da secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, separou
R$ 750 mil, beneficiando 150 famílias, nas comunidades do Sítio Taepes e
Sítio Capim de Cima.
Ao
destacar a importância dos investimentos para a região, Nilton Mota,
titular da pasta de Agricultura, pontuou os esforços da equipe para
manter os projetos. "Apesar do momento de dificuldade, o Governo do
Estado conseguiu reestruturar os investimentos e executar obras
importantes para Pernambuco", destacou.
"Matar mulher é feminicídio; matar presidente é magnicídio; matar criança é infanticídio; matar de vergonha é Delcídio". Postagem no twitter
As gravações das conversas entre o Senador Delcídio do Amaral,
Bernardo Cerveró [filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró] e
Edson Ribeiro [advogado do ex-diretor], são reveladoras do quão
entranhável é a corrupção no estamento da política e dos negócios.
Se aquelas conversas fossem divulgadas sem a identificação dos
interlocutores, ninguém hesitaria em reconhecer se tratar de um bando de
bandidos reunidos para arquitetar crimes. Este fato é, em si mesmo,
estarrecedor e escandaloso. A cassação do mandato de senador e a
expulsão de Delcídio do PT serão os desdobramentos naturais.
Tão escabroso quanto este fato, entretanto, é a seletividade do
condomínio policial-jurídico-midiático de oposição, que recortou os
minutos convenientes da 1 hora e 35 minutos da gravação e desprezou os
trechos nos quais a quadrilha relembra a podridão e a roubalheira deles
na Petrobrás ainda no governo FHC.
Eles fizeram menção, por exemplo, à dinheirama depositada em bancos
suíços originada de propina que receberam da empresa Alstom em 2001 e
2002, quando Delcídio era diretor da Petrobrás e Cerveró seu gerente. E
também revelaram o nome do personagem que a décadas usa o lobista
Fernando Baiano como preposto: o espanhol Gregório Preciado, que é
casado com uma prima do senador tucano José Serra.
Qual o procedimento policial e judicial instalado para investigar
estes dois aspectos reveladores da gênese da corrupção na Petrobrás?
Resposta: - nenhum! Houve cobertura midiática demonstrando
jornalisticamente as conexões e os tentáculos tucanos na corrupção na
Petrobrás? Resposta: nenhuma!
A seletividade do condomínio policial-jurídico-midiático de oposição
tem sido uma norma de conduta. Os responsáveis pela Lava Jato na Polícia
Federal, no Ministério Público e no Judiciário simplesmente
desconsideram testemunhos, indícios e provas que implicam políticos
ligados ao PSDB e, além de não investigarem, arquivam as denúncias. E a
mídia oposicionista completa o serviço, acobertando a verdade inteira.
Foi assim com Pedro Barusco, o ex-gerente que confessou ter começado
sua prática delituosa na Petrobrás na década de 1990, durante o governo
FHC. Diante da confissão deste funcionário corrupto que devolveu 100
milhões de dólares roubados em 20 anos, qual a apuração da Lava Jato
sobre o período FHC? Resposta: - nenhuma!
Por uma estranha discricionariedade, o inquérito contra o senador
tucano Anastasia foi arquivado, e a investigação sobre os 10 milhões de
reais transferidos pelas empresas implicadas na Lava Jato ao PSDB na
gestão do ex-presidente do Partido, Sérgio Guerra [já falecido], nunca
prosperou. Qual a reação midiática a isso? Resposta: - nenhuma!
O chamado "mensalão" foi implacavelmente julgado para justiçar o
período dos governos do PT. Entretanto, como está a investigação do
"mensalão" mineiro, inventado pelo tucanato muitos anos antes? Resposta:
- paralisada, podendo prescrever, e os envolvidos estão "todos soltos".
A realidade não permite ilusões ou fanatismos alienantes: o Brasil
está enfrentando uma das maiores crises morais e políticas da sua
história. A corrupção é um fator desencadeante da corrosão moral que
aflige o país. O mais importante, porém, é que pela primeira vez tudo
está sendo investigado sem interferências do governo.
Esta conquista civilizatória do Brasil, de identificar e castigar a
corrupção, poderá ser anulada por manobras maniqueístas do condomínio
policial-jurídico-midiático de oposição, que recorta e seleciona a
narrativa a ser construída, que visa preservar o PSDB e aniquilar o PT.
Isso é contraproducente, porque dos mais de 100 indiciados na Lava Jato
até agora, apenas 4 são identificados com o PT, e a imensa maioria
pertence a outros partidos políticos.
Delcídio é um elo da corrupção histórica na Petrobrás; ele é o elo
entre o presente e o passado; o elo corrupto entre o período FHC e o
período Lula. Se, em razão disso, a Lava Jato não averiguar a raiz da
corrupção na empresa, será uma agressão à justiça e à democracia.
Mais além da Lava Jato, é necessário um esforço de recomposição ética
no Brasil, porque a corrupção está disseminada inclusive em práticas
"legais", ainda que imorais, em várias esferas da atividade pública nos
três Poderes.
Só moralismo não resolve. Menos ainda o falso e seletivo moralismo. É
necessário encarar esta crise de frente. O Brasil está num "mandrake
político", porque nenhuma força política se mostra crível como
alternativa na crise. O país está à beira do abismo político e moral que
ameaça produzir um forte estrago à economia nacional.
Este momento de impasse é, também, um momento de rediscussão de um
novo ordenamento jurídico-institucional. A atual lógica, em especial
quanto ao sistema político, é uma das causas da transição inconclusa da
ditadura para um Estado de bem-estar social. O PMDB, Partido
individualmente minoritário, domina a ciência de navegar neste sistema
obsoleto e fisiológico, é um dos principais fatores do atraso e do
retrocesso.
É urgente, por isso, se buscar o apoio da sociedade brasileira para a
convocação de uma Assembleia Constituinte autônoma e específica, que
discuta um novo ordenamento jurídico-institucional, começando pela
reforma política e pela democratização profunda do Estado.
O
Ministério Público de Contas e os auditores do Tribunal de Contas da
União fazem uma campanha nas redes sociais para evitar que o ministro
Aroldo Cedraz seja reeleito presidente da corte nesta quarta-feira
(2/12). O ministro é investigado em sindicância interna que apura
suspeita de tráfico de influência envolvendo seu filho, o advogado Tiago
Cedraz, cujo escritório já atuou em diversos processos no tribunal de
contas. Tiago passou a ser investigado na operação “lava-jato” após o
dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, afirmar em delação premiada que
pagou R$ 1 milhão para que ele atuasse a seu favor no TCU.
O
novo Código de Processo Civil dará força a uma prática pouco utilizada
para punir devedores de pensão alimentícia. Se o pagamento for
interrompido sem justa causa, o juiz poderá encaminhar o caso ao
Ministério Público e o devedor responderá pelo crime de abandono
material, com pena de até quatro anos. Atualmente a prisão é de no
máximo 60 dias.
Uma
imagem poderosa marcou o enterro dos cinco jovens executados pela PM do
Rio no fim de semana. Aos prantos, a mãe de um dos mortos segurava uma
bandeira do Brasil cheia de furos, como o carro alvejado pelos fuzis.
A
perícia contou mais de 60 buracos no veículo. Quatro policiais foram
presos, sob suspeita de mudar a cena do crime para tentar culpar as
vítimas. Eles registraram as mortes como "auto de resistência",
definição oficial para legítima defesa.
Os
jovens foram fuzilados ao fim de um dia de festa. Eles comemoravam o
primeiro emprego do caçula, de 16 anos. O mais velho tinha 25 e
trabalhava com o pai como pedreiro.
As
mortes provocadas pela polícia se tornaram epidemia no Rio. Nos últimos
dez anos, foram 8.466, média superior a dois casos por dia. A
impunidade é regra mesmo quando há alguma investigação. Dos 220
inquéritos abertos em 2011, só um resultou em denúncia até abril desde
ano, segundo a Anistia Internacional.
Wilton,
Wesley, Cleiton, Carlos Eduardo e Roberto tinham o perfil típico das
vítimas da PM. Eram homens (99,5% dos casos), negros (79%) e estavam
entre os 15 e os 29 anos (75%). Também eram pobres, claro, e tinham o
azar de morar na vizinhança do batalhão de Irajá, recordista de "autos
de resistência".
Para
o diretor-executivo da Anistia no Brasil, Atila Roque, os casos mostram
a "banalização do extermínio" no Rio. "Estamos diante de uma rotina de
horror. Não é razoável que agentes que carregam armas para defender a
sociedade sejam responsáveis por executar cidadãos", afirma.
O
secretário José Mariano Beltrame chamou a ação dos PMs de
"indefensável". O governador Luiz Fernando Pezão se disse "muito
triste". As palavras não vão consolar as famílias nem evitar novas
tragédias.
"Enquanto
a sociedade não exigir uma política de segurança que tenha a defesa da
vida como valor principal, isso continuará a acontecer", diz Atila
Roque. Alguém duvida?
Quem
estava no plenário, não se esquece: na campanha para presidente da
Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), cansado do que considerava à época
provocações de Eduardo Cunha sempre atacando o Partido dos Trabalhadores
de maneira generalizada, defendeu-se com esta: “Nós aqui somos julgados
pelo que falamos , pelo que propomos e pelas emendas e medidas
provisórias que fazemos ou deixamos de fazer”.
Muitos peemedebistas consideram a frase um ataque direto ao então
candidato Eduardo Cunha. Depois disso, em 30 de janeiro, durante uma
entrevista, Chinaglia foi ainda mais incisivo. A propósito de um mandato
de “altivez” e “independência” prometido por Cunha, Chinaglia comentou:
“É só pesquisas as Medidas Provisórias para ver onde é que essa altivez
acaba. Queremos um Parlamento que tenha de fato a independência para
atender ao povo brasileiro. Não apenas para fazer um discurso que acaba
no dia seguinte da eleição, basta chegar em algum tipo de acordo".
(Denise Rothenburg - Correio Braziliense)
Policiais civis de Pernambuco decretaram “estado de greve” na
última sexta-feira (27) após assembleia realizada em frente à sede do
Sinpol (Sindicato dos Policiais).
Segundo o presidente Áureo Cisneiros, em decorrência
do “estado de greve” os policiais retomarão o calendário de
mobilizações, estando o próximo protesto previsto para esta terça-feira
(1/12), em Petrolina.
Caso as negociações com o Governo do Estado não avancem, os policiais
devem decretar greve por tempo indeterminado logo no início de 2016.
O Governo do Estado se diz disposto a negociar, mas não acena com
reajuste de salário porque Pernambuco já está no limite de gasto com a
folha estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Barbosa comanda reunião com os técnicos para definir cortes (Foto: Reinaldo Ferrigno/ Agência Câmara)
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, comanda na tarde deste
domingo (29) uma reunião com técnicos da pasta para discutir detalhes do
corte de R$ 10,7 bilhões nas despesas do governo. O contingenciamento, o
terceiro do ano, cujo decreto será publicado nesta segunda-feira (30),
será feito nas despesas não obrigatórias do governo.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento,
a reunião é fechada à imprensa. A assessoria acrescentou que ainda não
foi definido o formato do anúncio desta segunda-feira (30).
Ao anunciar o novo corte, o governo informou que uma nota técnica será divulgada com detalhes e esclarecimentos sobre a medida.
A decisão foi tomada depois que se tornou inviável a aprovação, pelo
Congresso Nacional, da nova meta fiscal de R$ 119,9 bilhões para este
ano. O valor inclui o pagamento integral dos atrasos nos repasses a
bancos públicos. Na quarta-feira (25), a votação prevista foi adiada
pelos parlamentares por causa da prisão do líder do governo no Senado,
Delcídio do Amaral (PT-MS).
Na sexta-feira (27), o Palácio do Planalto informou que o bloqueio
será temporário, até que a revisão da meta seja aprovada. Segundo
economistas ouvidos pela Agência Brasil, o decreto poderá causar
paralisia da máquina pública caso o Congresso demore a alterar a meta.