quinta-feira, 30 de novembro de 2017

UPE altera locais de provas do SSA 2 do próximo domingo (03/12

A Comissão Permanente de Concursos Acadêmicos da Universidade de Pernambuco (CPCA/UPE) divulgou a mudança dos locais de provas para a segunda fase do Sistema Seriado de Avaliação (SSA) da instituição somento no domingo (03/12).

A decisão foi tomada considerando a realização do jogo do campeonato Brasileiro da Série A (Sport x Corinthians), que acontecerá no estádio da Ilha do Retiro, situado nas proximidades da Fcap/UPE e Poli/UPE, e a possível dificuldade de mobilidade nessas proximidades.

No dia 04/12 (segunda-feira), as provas acontecerão, normalmente, no local informado no cartão de inscrição (Fcap e Poli). Os demais prédios permanecem inalterados.

Não haverá modificação do cartão de inscrição, que permanece obrigatório para os dias 03 e 04/12 (disponível no sistema de inscrição). Não haverá qualquer alteração para o SSA1.

Confira em anexo o comunicado oficial na íntegra.


"COMUNICADO AOS CANDIDATOS DO SSA 2 LOTADOS NA FCAP E EPP (RECIFE) 

Considerando a realização do jogo do campeonato Brasileiro da Série A (Sport x Corinthians), que acontecerá no estádio da Ilha do Retiro, situado nas proximidades da FCAP e EPP, com a expectativa de público, em torno de 35mil torcedores, e a possível dificuldade de mobilidade nessas proximidades, Informamos que: 

1. No dia 03/12 (domingo), 

a. O candidato, cujo cartão de inscrição consta ‘Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco (FCAP)’, realizará as provas na Faculdade Nova Roma, na Estrada do Bonji, 425B, Afogados (Ao lado da Concessionária Mitsubishi). 

b. O candidato, cujo cartão de inscrição consta ‘Escola Politécnica de Pernambuco (EPP)’, realizará as provas na Faculdade de Ciências Humanas ESUDA, na Rua Bispo Cardoso Ayres, S/N - Santo Amaro (Próxima à UNICAP). 

2. No dia 04/12 (segunda-feira), as provas acontecerão, normalmente, no local informado no cartão de inscrição: FCAP e EPP. 

3. Os demais prédios permanecem inalterados. 

4. Não haverá modificação do cartão de inscrição, que permanece obrigatório para os dias 03 e 04/12 (disponível no sistema de inscrição). 

5. Não haverá qualquer alteração para o SSA1. O candidato fará as provas no local informado no cartão de inscrição. 

Em 29 de novembro de 2017, 

COMISSÃO PERMANENTE DE CONCURSOS ACADÊMICOS"

Paulo Câmara anuncia e entrega importantes ações nas áreas de segurança, água e infraestrutura viária


O governador Paulo Câmara vai até o município do Ipojuca, nesta quinta-feira (30.11), para entregar e autorizar importantes ações para o desenvolvimentos dos setores hídrico, viário e de segurança da região. Logo cedo, Paulo inaugura o Sistema Adutor de Porto de Galinhas, empreendimento que dobra a oferta de água para um dos destinos turísticos mais visitados do Litoral Sul de Pernambuco. Além de Porto, as Praias de Maracaípe e Muro Alto, que juntas somam uma população de 56 mil pessoas, também serão beneficiadas com a melhoria do abastecimento. Para construir a Adutora de Porto de Galinhas foram aplicados R$ 30 milhões.

Em seguida, ainda no município, o chefe do Executivo estadual lança o reforço na segurança para o verão 2018, com o intuito de garantir a segurança para moradores e turistas que frequentam as praias de Ipojuca durante o período de alta temporada. 

INFRAESTRUTURA VIÁRIA – Outra importante ação do governador Paulo Câmara em Ipojuca será a assinatura das Ordens de Serviço para o início das obras de pavimentação e iluminação da rodovia de acesso à Praia de Muro Alto. O novo pavimento será implantado nas imediações do Resort Nannai até o Pontal de Muro Alto, com extensão aproximada de 2,5 km. O investimento na obra é de R$ 2,7 milhões. Já o serviço de iluminação da via, percorrerá um trecho maior, compreendido entre o Posto de controle da Polícia Rodoviária Estadual e o pontal, no total de 6,3 km. Esta obra contará com um aporte de R$ 1,8 milhão. O prazo de conclusão das duas intervenções é até maio de 2018

Dia 30 termina o prazo para vacinar contra a febre aftosa


A segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa termina na próxima quinta-feira (30). Todos os bovinos e bubalinos com até dois anos de idade devem ser imunizados. Em Pernambuco cerca 520.000 animais devem receber a vacina.

Os produtores têm até 15 dias após a compra da vacina para realizarem a declaração. Nessa hora, o produtor irá realizar sua atualização cadastral de todo o rebanho, inclusive com o detalhamento por sexo e idade. Em todo o Estado mais de 37 mil produtores ainda estão inadimplentes com a Adagro.

Os índices de declaração de vacina ainda estão baixos, apenas 45% do rebanho já foi declarado nos escritórios da Adagro. Para mantermos o Status Sanitário de Pernambuco como Área Livre de Febre Aftosa com vacinação, necessitamos que todos os municípios do Estado mantenham a cobertura vacinal mínima de 90% de rebanho e de propriedade.

Quem não imunizar seu rebanho até o dia 30 pagará multa de no mínimo R$ 60,00, ficará impedido de retirar a Guia de Trânsito Animal - GTA, terá a propriedade interditada e fica impedido de participar das linhas de crédito do governo, como por exemplo empréstimos no banco do Nordeste, pois para receber esses incentivos é necessário que o criador apresente uma declaração da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco - Adagro

Ainda dá tempo para fazer cirurgia plástica e chegar linda ao verão?


O verão está chegando e a possibilidade de encarar a praia ainda assusta algumas mulheres. Com a agenda cheia de compromissos, trabalho, faculdade e outras diversas obrigações, a maioria das pessoas deixa para cuidar do corpo na última hora. Quando a primavera se vai, chega aquele desespero e uma dúvida sempre aparece: ainda dá tempo de me preparar para o verão?

Em busca do corpo perfeito, é observada uma forte procura por intervenções cirúrgicas. Aqui no Brasil, a procura pela cirurgia plástica é maior nos meses de férias, como julho, dezembro e janeiro, porque os pacientes geralmente têm mais tempo para a recuperação.

Para Paulo Hypacio, especialista em cirurgia plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e membro da Associação Médica Brasileira, devido a chegada do verão, a Lipoaspiração, que é a retirada dos excessos de gordura de regiões indesejadas, garantindo um contorno mais harmônico do corpo e a Mamoplastia de aumento, que é o implante de mama feito para aumentar o tamanho, remodelar e alterar a textura das mamas, são as cirurgias mais procuradas nessa época do ano por conta da rápida recuperação e pelo efeito que estético que proporciona.

Apesar de rápida recuperação, Paulo Hypacio conta que é necessário tomar alguns cuidados. “Com relação a lipoaspiração, é importante lembrar que deve ser sempre associada a drenagem linfática para ter melhor resultado. Já para a mamoplastia de aumento, recomendo que a paciente evite exercícios no início da recuperação, deitar sobre a prótese, usar filtro solar e evitar exposição direta ao sol na área operada para que quando chegar o verão, consiga o resultado esperado”, concluiu Paulo Hypacio.

PSDB não saiu do governo Temer, recebeu alta


Josias de Souza

Todos sabem que o muro é o habitat natural dos tucanos. Mas a incapacidade crônica do PSDB de tomar decisões evoluiu para uma esquizofrenia. O partido ensaia seu desembarque do governo há quase seis meses, desde a explosão do grampo do Jaburu. Mas foi ficando. De repente, o tucanato foi saído da administração Temer: “O PSDB não está mais na base de sustentação do governo”, disse aos jornalistas o chefe da Casa civil de Temer, Eliseu Padilha.
Num artigo publicado no início do mês, Fernando Henrique Cardoso, o farol do PSDB, havia iluminado o drama do partido: “Ou o PSDB desembarca do governo e reafirma que continuará votando pelas reformas, ou sua confusão com o peemedebismo dominante o tornará coadjuvante na briga sucessória”, escreveu FHC. Ele não se deu conta. Mas a posição subalterna do seu partido já estava consolidada.
Uma das características da esquizofrenia é a dissociação entre o pensamento e a ação. O fenômeno provoca no doente uma perda de contato com a realidade e uma desagregação da personalidade. Aécio Neves, símbolo da degradação tucana, disse que o PSDB sairia do governo pela porta da frente. Era alucinação. O PSDB não saiu. Tornou-se o primeiro partido da história a ter alta de um governo.

Establishment parou de desdenhar Bolsonaro


Helena Chagas em Os Divergentes

Até poucos dias atrás, boa parte do establishment político desdenhava da candidatura Jair Bolsonaro, comportando-se como se, mais adiante, ela fosse derreter sozinha. Preocupados com os próprios problemas – que são muitos, em todos os partidos – não levaram a sério o candidato da extrema direita, que foi crescendo e aparecendo. Agora, somente agora, bateu aquele medão generalizado.
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Esta semana, alguém lembrou que o absurdo Bolsonaro – aquele que todo mundo espera ver se estrepar na próxima curva para ser substituído por um anti-Lula da confiança do PIB – até que anda fazendo as coisas certinhas. Viagens, palestras, encontro com setores da sociedade no espectro da centro-direita, ele ainda não cometeu aquele erro fatal. Ao contrário, fez até jogadas competentes para tentar se aproximar do mercado, como a escolha (?) do liberal Paulo Guedes para um hipotético Ministério da Fazenda.

Sob a vigilância da mídia brasileira, e até ridicularizado pela imprensa internacional como um projeto de Trump tupiniquim – o que, de fato, ele parece mesmo ser, com a chance de provocar por aqui tanto estrago quanto o americano lá – ele vai seguindo em frente, mantendo a polarização com Lula e até crescendo segundo algumas pesquisas.

A repugnância levou muita gente a ignorar Bolsonaro. Em outros casos, pode ter sido a esperteza. Para o PT de Lula, por exemplo, é o adversário ideal num segundo turno. Para os centristas também. Só que esses achavam que iriam se livrar de Lula via Justiça – o que parece a cada dia mais remoto.

O monstro está criado e o perigo agora é real. Nesse quadro, é bem provável que o deputado militar comece a apanhar um pouco mais a partir de agora.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

PF diz que Aécio usava celulares de laranjas

 Fabiano Costa, G1, Brasília
Um relatório elaborado pela Polícia Federal (PF) após a análise de objetos e documentos que foram apreendidos no apartamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), no Rio de Janeiro, em 18 de maio, aponta indícios de que o tucano usava dois celulares com linhas telefônicas supostamente registradas em nome de laranjas para fazer ligações sigilosas.

Ao G1, o advogado Alberto Toron, responsável pela defesa de Aécio, afirmou que não poderia comentar as conclusões do relatório da PF porque não teve acesso ao documento. Além disso, o criminalista destacou que, "para responder qualquer coisa", teria que consultar o cliente dele.
Segundo a perícia da Polícia Federal, "aparelhos celulares simples" foram encontrados pelos agentes na sala de TV e no closet do apartamento de Aécio localizado no bairro de Ipanema.
Na ocasião, policiais federais cumpriram, simultaneamente, mandados de apreensão em endereços ligados ao parlamentar tucano na capital fluminense, em Brasília e em Minas Gerais.
As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), com base na delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F. O delator gravou Aécio pedindo a ele R$ 2 milhões para, supostamente, pagar os honorários do advogado que o defendia nos processos da Lava Jato.
De acordo com a perícia da PF, entre as dezenas de itens recolhidos pelos policiais no imóvel do senador tucano, estavam um celular Nokia e outro LG.
"Pelas descrições dos itens 20 e 25 acima, tratam-se de aparelhos telefônicos simples/descartáveis normalmente utilizados para conversas ponto-aponto (análogo a uma rede fechada) com pessoas determinadas/restritas de modo a evitar eventuais vazamentos do número utilizado na ligação, visando a maximização do sigilo das ligações."
Para identificar quem eram os proprietários das duas linhas móveis disponíveis nos celulares encontrados na casa de Aécio, a Polícia Federal teve que solicitar os dados às operadoras de telefonia TIM e Vivo. As empresas, então, informaram que os telefones pré-pagos estavam registrados em nome de duas pessoas diferentes:
·                   Laércio de Oliveira, agricultor que trabalha no cultivo de café em fazendas do interior de Minas
·                   Mitil Ilchaer Silva Durao, montador de andaimes com endereço registrado no Espírito Santo
A perícia ressaltou que Laércio de Oliveira "é uma pessoa simples, agricultor de café que, em tese, não pertence ao convívio social" de Aécio, sugerindo que, por esse motivo, os dados pessoais do agricultor podem "ter sido usados para habilitação da linha sem o seu consentimento".
Funcionários de Andréa Neves
Além das duas linhas telefônicas registradas em nome de Oliveira e Durao, os peritos da PF descobriram que um dos aparelhos já havia sido registrado em nome de pessoas que tinham vínculos empregatícios com a irmã de Aécio, a jornalista Andréa Neves.
·                   Valquiria Julia da Silva, trabalha como empregada doméstica de Andréa Neves desde 2009
·                   Agnaldo Soares, trabalhou como motorista da irmã de Aécio no ano passado
Braço direito do parlamentar do PSDB, Andréa chegou a ser presa por ordem do STF por suspeitas de que ela tenha pedido dinheiro para Joesley Batista, mas, posteriormente, foi autorizada pela Segunda Turma do tribunal a cumprir prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.
O relatório da PF observa que os titulares das linhas telefônicas identificadas nos celulares apreendidos são "pessoas simples" e que não se pode "descartar a possibilidade" de terem sido habilitadas "sem o consentimento deles".
O perito responsável pelo parecer também chama a atenção de que os últimos registros de ligações realizadas por aqueles aparelhos "não denotam ser de pessoas de convívio social de assinantes daquelas linhas".
"Como visto, os itens analisados [os dois aparelhos celulares] podem representar importância para a investigação, mas sugere a devolução dos objetos analisados haja vista haver cópia pericial em mídia específica", conclui o perito da Polícia Federal.
Obras de arte
Além dos celulares, a Polícia Federal apreendeu na residência de Aécio, no Rio de Janeiro, 16 obras de arte, entre as quais uma tela supostamente pintada pelo artista plástico Cândido Portinari, e uma escultura.
O motorista da família de Aécio, conforme o documento, foi designado pela PF como fiel depositário do acervo de obras de arte do senador tucano.

Pernambuco ganha Atlas Eólico e Solar

Hoje, o governador Paulo Câmara lança o Atlas Eólico e Solar de Pernambuco, publicação que apresenta uma visão geral do potencial de geração de fontes eólicas e solares no Estado. Elaboradas ao longo de três anos, as informações possibilitarão a expansão da geração de energias renováveis de forma planejada e sustentável em Pernambuco. A solenidade, que terá início às 15h, acontecerá no Palácio do Campo das Princesas, no Recife.
Além de subsidiar possíveis investidores desse segmento, dar suporte à Academia e ao Poder Público, o Atlas Eólico e Solar de Pernambuco surge para apontar as áreas mais promissoras para a geração dessas energias em nosso território

Procuradores do PR, RJ e SP confrontam Raquel Dodge

"Carta do Rio" ressalta ação paralela à da PGR na Lava Jato
Blog do Kennedy

Um grupo de procuradores da República do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro se reuniu ontem e lançou um manifesto. Com a “Carta do Rio”, os procuradores pediram que o eleitor vote em 2018 em candidatos que não sofram acusações de corrupção. Eles prometeram uma atuação conjunta do Ministério Público Federal desses três Estados no combate à corrupção.
Em entrevista, o procurador da República Deltan Dallagnol disse que a Lava Jato travará sua “batalha final” em 2018, ano eleitoral.
O manifesto é uma contestação à liderança da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Há um contraponto à procuradora-geral, com o anúncio de uma coordenação da Lava Jato abertamente paralela à de Brasília.
Será importante ver se Raquel Dodge terá alguma reação ao manifesto ou se ela fingirá que não viu. O clima na Procuradoria Geral da República entre o grupo de Dodge e alguns integrantes do Ministério Público, especialmente do Paraná, é de desconfiança recíproca.
A sugestão de como o eleitor deve votar e a declaração de Dallagnol de que a Lava Jato enfrentará a batalha final em 2018 são atitudes imaturas e autoritárias. Cabe ao Ministério Público identificar condutas criminosas, investigar e acusar.
Sugestão de como o eleitor deve votar não é papel de procurador da República. Alguns integrantes do Ministério Público fazem política abertamente e depois se incomodam de serem tachados de parciais. Tratar um ano eleitoral como uma batalha final da Lava Jato chega a ser infantil. É preocupante o grau de imaturidade e messianismo de procuradores que possuem tanto poder.
O combate à corrupção não é uma luta de boxe com batalha final. Apesar da importância da Lava Jato, esse trabalho não começou ontem nem vai terminar em 2018.


Uma atuação mais técnica e menos política faria bem à Lava Jato e ao Ministério Público. Para o bem da investigação e da instituição, menos guerra interna também seria recomendável.

No teatro de Brasília, PF já não vigia a bilheteria

Josias de Souza
Em sua penúltima esquisitice, o recém-nomeado diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, decidiu acumular as funções de sindicalista. O investigador negocia com deputados investigados a manutenção de privilégios de sua corporação numa hipotética reforma da Previdência. Quer a aposentadoria integral e a garantia de que os policiais aposentados receberão os mesmos reajustes dos colegas da ativa. É esse tipo de sonho que transforma a Previdência num pesadelo.

Eis o quadro: ignorando o fato de que a PF dispõe de federações e associações de classe, Segovia atropela o seu superior hierárquico, o ministro da Justiça, para defender no Congresso privilégios que o presidente da República prometeu eliminar. Nesta terça-feira, o delegado participou de uma reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, alvo da Lava Jato.
Além de avaliar que uma mala com propinas não prova corrupção, Segovia acha conveniente negociar com investigados. Não é à toa que, vista de longe, Brasília está cada vez mais parecida com uma comédia mal escrita, com um diretor desprepado e os atores fora dos seus papeis. Ensaiado às pressas para substituir o espetáculo anterior, o governo Temer não agrada à plateia. E o vaivém do delegado Segovia passa a incômoda impressão de que a PF desistiu de vigiar a bilheteria

Semipresidencialismo de Temer e Gilmar: vice fora


A minuta do projeto do semipresidencialismo, articulada por Temer e pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, prevê a extinção do cargo de vice-presidente e a criação de um “contrato de coalizão”.

O contrato seria celebrado pelos partidos que apoiam o presidente para balizar o programa de governo. Escolhido, o primeiro-ministro teria dez dias para apresentar a peça.
Enquanto isso, uma primeira análise sobre o apoio àreforma da Previdência evidencia que o clima na Câmara a favor do projeto melhorou, embora ainda faltem cerca de 50 votos para viabilizar sua aprovação. O desempenho de dois partidos preocupa o Planalto e pode comprometer a proposta: PSDB e PSD. O primeiro, que tinha a mudança nas regras de aposentadoria como bandeira histórica, reconhece que hoje entregaria, no máximo, entre 25 e 30 votos. No PSD, contam com 15 dos 38 deputados.  (Painel – Daniela Lima – FSP)

terça-feira, 28 de novembro de 2017

É de ter vergonha do Ministério Público

247-Texto de EUGÊNIO ARAGÃO 
Ex-ministro da Justiça

Sem mais, nem menos, eis que o programa "Fantástico" da Rede Globo exibe imagens de Sérgio Cabral e Garotinho, ex-governadores do Rio de Janeiro, na prisão em que se encontram. Presos estão, sem culpa formada, porque seriam, ao ver de juízes deformados pela tal "opinião pública", tão perigosos quanto Hannibal Lecter, o assassino serial engaiolado no filme "O silêncio dos inocentes".

As imagens dos políticos preventivamente presos teriam sido obtidas com apoio imprescindível de membros do Ministério Público do Rio de Janeiro, aquela mesma instituição que convidou Kim Kataguiri para palestrar sobre "bandidolatria". Desviaram-se criminosamente de sua função de fiscalizadores da execução penal para exporem a intimidade de pessoas presas preventivamente.

Há algo de muito doentio com nossas instituições persecutórias, aí incluído o judiciário com competência penal, porque há muito deixou de ser isento para comungar, com o ministério público e a polícia, a cosmovisão falso-moralista e punitivista. Hoje, quem cai nas garras dessa troika, que não espere justiça. Não espere imparcialidade. Saiba que corre o risco de ser exposto, junto com sua família, à execração pública, conduzido de baraço e pregão diante das câmeras de televisão. Pouco interessa se o caso contra si é frágil ou forte; a gravidade da acusação que pesa é medida pela audiência que possa ser atraída, composta de um público cúpido em se deleitar com a desgraça alheia. Se o suspeito exposto é uma personalidade pública, a audiência vai ao delírio, para regozijo da mídia e, sobretudo, dos meganhas travestidos de juízes, promotores e investigadores.

A Schadenfreude virou sentimento legítimo. Nunca, depois do iluminismo, se festejou tanto, nestas terras, o suplício exposto de alvejados pelo sistema persecutório, quanto nos dias atuais, em tempos de Lava-Jato. Falta só amarrá-los na roda e esquartejá-los em praça pública. E a massa celerada ovaciona o ministério público que lhe proporciona tamanho show. Pouco lhe interessa que o próximo a cair nas malhas dessa instituição sem freio e sem critério pode ser cada um daqueles que ali estão em espasmódico orgasmo de ira descontrolada. Porque, para virar alvo de promotores ou procuradores falso-moralistas e redentoristas, basta estar no lugar errado, na hora errada.

E, em tempos de Lava-Jato, os Dallagnóis da vida assumem abertamente que "sem exposição" não seria possível responsabilizar os alvos de sua sacrossanta operação. Na falta de provas, de argumento técnico, o delírio das massas legitima a repressão. Por isso anunciam, para sua audiência de sádicos psicopatas, que 2018 será o ano da "batalha final" da Lava-Jato, um clímax imperdível, a coincidir com as eleições gerais e, claro, com prometido potencial de influenciá-la em proveito de quem, por juizecos e promotorecos, são tidos como merecedores da confiança popular.

Não escondem que o teatro sórdido montado contra personagens de visibilidade tem finalidade política. Depois de terem virado heróis nacionais por força de midiática atuação à margem da Constituição e das leis processuais, querem se assenhorar do Estado como um todo, avalizando, ou não, quem se candidate a cargo eletivo. Cria-se, assim, o index personarum prohibitorum do ministério público.

Resta-nos prantear essa instituição, que traiu sua mui promissora missão constitucional de promotora dos valores democráticos e dos direitos fundamentais, para se tornar um cínico verdugo a buscar aplauso de uma gentalha embrutecida, sem escrúpulos. Tudo em nome de um primitivo conceito de moralidade que não se sustenta diante dos abusos cometidos, da ambição desmedida e da ganância por desproporcionais vantagens pela função mal e conspiratoriamente exercida.

Triste fim do ministério público a que pertenci em atividade com tanta honra. Vulgarizou-se. Amesquinhou-se. Tornou-se um trambolho, um estorvo para as forças democráticas deste país. Gordo e autossuficiente, deleita-se no seu bem-estar, sem preocupação com milhares de brasileiras e de brasileiros impactados pela baderna política e econômica que causaram; brasileiras e brasileiros que não moram no Lago Sul de Brasília, não moram em Ipanema ou no Leblon do Rio de Janeiro e nem nos Jardins de São Paulo. Não têm recursos para planos de saúde eficientes que nem o Plan-Assiste do Ministério Público da União e nem para colocar filhos em escola privada. Será que os promotorezinhos e os procuradorezinhos pensam que essa população se alimenta de blá-blá-blá moralista? Acabaram os empregos, acabaram-se os direitos — "MAS temos o combate à corrupção!" É esse discurso que vai encher a barriga dos que foram esmagados pelo golpe do "mercado" e de seus interesseiros lacaios? Não acredito...

Um ministério público que precisa de aplauso para trabalhar descarrilhou. A repressão penal, lembra Foucault, por tangenciar perigosamente os fundamentos do Estado democrático de Direito e toda nossa autocompreensão civilizatória, precisa ser levada a efeito, em nossos dias, com discrição e até certa vergonha. Porque se houve grave lesão a bem jurídico fundamental, foi todo o sistema de prevenção que falhou. Falhou a educação, falhou a vigilância, falharam os legisladores e falhou a própria justiça que não soube cumprir seu papel de exemplo.

Claro que é muito mais fácil apontar para um culpado e extirpá-lo para deleite de um público que se diz ofendido, do que perquirir as causas do comportamento desviante e propor medidas concretas para seu enfrentamento, que não seja mais repressão midiática. Mas, preguiçoso trabalha dobrado. A sociedade que se contenta com o atalho da persecução penal e festeja seus verdugos não superará seus vícios, mas afundará na barbaridade e na ignorância e, por isso, será o terreno fértil para aproveitadores inescrupulosos. A corrupção não diminuirá, apenas se organizará para driblar os falso-moralistas. E um dia inexoravelmente cairá a máscara desse ministério público que nada fez a não ser barulho e tanto nos envergonha. Trabalharemos dobrado para nos desvencilharmos desse trambolho e enfrentarmos seriamente a tal corrupção.

Pesquisa Múltipla: Paulo bate todos os oponentes no segundo turno

A Pesquisa realizada pelo Instituto Múltipla com 600 questionários, em 65 dos 184 municípios pernambucanos, entre os dias 21 e 24 deste mês de novembro, também revelou detalhes da corrida para o Governo do Estado em simulações de segundo turno, onde ao fim das contas as coisas serão definidas.
Entre Paulo Câmara e Mendonça Filho, o socialista aparece com 30,16%, contra 23,16% do atual Ministro da Educação. Brancos e nulo somam 35,66%. Indecisos, 6,6%. Não sabem ou não opinaram 4,83%.
Quando o embate é entre Câmara e Marília Arraes, a considerar a margem de erro da pesquisa, de 4,1%, há um empate técnico. Câmara tem 31,66%, contra 25,16% da petista. Brancos e nulos somam 32%. Indecisos, 6%. Não sabem ou não opinaram, 5,16%. Câmara pode ter entre 27,56% a 35,76%. Marília entre 21,06% e 29,26%.
Repetindo o embate do segundo turno de 2014, Paulo Câmara aparece com 34% contra 21,16% do senador Armando Monteiro Neto. Brancos e nulos somam 33,5%. 6,16% se declaram indecisos. Já 5,16% não sabem ou não opinaram.
A maior vantagem para Câmara é quando enfrenta Bezerra Coelho ou Bruno Araújo. Contra Coelho, Câmara tem 39,16% contra 11,5% do peemedebista. 37,83% decidem votar branco ou nulo, 6,5% estão indecisos e 5% não sabem ou não opinaram. Contra Araújo, Paulo Câmara aparece com 38,5% contra 11,33% do tucano. 37,83% votam branco ou nulo, 6,5% estariam indecisos e 5,83% não sabem ou não opinaram.

Quem caiu no conto da Previdência?

Helena Chagas – Blog Os Divergentes

Todo mundo sabe, em Brasília, que esta última tentativa de aprovar uma reforma da Previdência é mais uma conversa para o mercado dormir. Soterrado na impopularidade e vendo sua base parlamentar definhar depois de duas pesadas votações para enterrar as denúncias contra o presidente Michel Temer, o Planalto não podia perder o discurso da reforma – sob pena de o PIB começar a se perguntar a razão pela qual ainda apóia esse governo.
O mercado acreditou na conversa de que, agora, seria possível votar a reforma. Ou pelo menos fingiu acreditar. A mídia, favorável à reforma, entrou na alucinação coletiva dos governistas – até porque não quer ser responsabilizada por qualquer fracasso. Mas todo mundo sabe que não há, e nem haverá, 308 votos de deputados favoráveis a uma reforma da Previdência.



No máximo, vai dar para sair um remendo instituindo a idade mínima e algumas restrições à aposentadoria dos servidores. Talvez nem isso. Mas o governo precisa tanto, mas tanto disso para ter discurso de sobrevivência que, no limite, dará o nome de reforma da Previdência a qualquer coisa que sair dali, mesmo que não represente nem um décimo da economia que trazida pela PEC original. Assim é, se lhe parece.

E não falamos ainda do Senado, que já mandou dizer que não vota o projeto de Previdência que sair da Câmara antes de fevereiro do ano que vem. Isso mesmo: fevereiro do ano eleitoral de 2018, quando dois terços do Senado Federal vão ter que disputar a reeleição.

E também não falamos nada ainda dos servidores, que estão em pé-de-guerra com a publicidade governamental que, ao defender a reforma da Previdência, disse que ela visa a acabar com os privilégios de quem “ganha muito, aposenta cedo e trabalha pouco”. Comprou briga com todos, indistintamente, talvez ainda acreditando que se trata de eleitorado do PT. Não é mais assim. Poucos deputados vão querer comprar briga com a categoria em ano eleitoral.

Esta semana, o governo vai encarar sua hora da verdade em relação à Previdência. Vai ser difícil continuar enrolando o mercado e fingindo que tem os votos. Se nada acontecer para mudar radicalmente o quadro, ninguém mais vai cair no conto da Previdência.

O padrinho de Moro

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo
O advogado Rodrigo Tacla Duran vai apresentar na quinta (30), em depoimento na CPI da JBS, uma perícia feita a pedido dele, na Espanha, em fotos de correspondência que diz ter mantido com o advogado Carlos Zucolotto, do Paraná, pelo Wickr.

Ele acusa o advogado, que é amigo e padrinho de casamento do juiz Sergio Moro, de intermediar negociações paralelas dele com a força-tarefa da Operação Lava Jato. As mensagens pelo aplicativo, que são destruídas em pouco tempo, comprovariam as tratativas. Duran fotografou os diálogos e diz que apresentará as imagens na CPI.
Zucolotto nega ter feito qualquer negociação paralela com a Lava Jato. Diz que nunca conversou com Duran pelo Wickr e que sequer baixou o aplicativo no celular.
Moro não foi acusado por Duran. Mas, quando a história veio a público, defendeu Zucolotto e disse ser "lamentável" que se desse crédito a um "acusado foragido" -Duran, investigado na Lava Jato, hoje vive na Espanha

DCM: Lava jato declara guerra às eleições de 2018


247 - O jornalista Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, criticou a carta divulgada por procuradores da Lava Jato nessa segunda-feira (27), quando em reunião no Rio de Janeiro anunciaram “ações conjuntas” em 2018.


Durante o evento, Deltan Dallagnol afirmou que nenhum dos investigadores tem pretensão eleitoral e que o ano que vem é decisivo.

"A divulgação de uma carta com um título pretensioso, pedindo 'apoio da sociedade'. O documento fala em ataques de políticos para garantir a impunidade e pede que os eleitores escolham 'candidatos que apoiem efetivamente a agenda anticorrupção'. Eles fornecerão uma lista? Só valem os do PSDB que apareceram em fotos de convescotes com Sergio Moro?", questiona Nogueira.

"Bolsonaro é limpo, doutor? E se o povo brasileiro não escolher os indicados pela turma? Os meganhas pretendem recorrer a coercitivas? Ou teremos uma vasta plantação de grampos? Vazamentos, talvez?", acrescenta o jornalista do DCM. 

Para Kiko Nogueira, a operação Lava Jato tenta produzir "factóides". "Desmoralizada por delações fraudadas e por uma perseguição insana a Lula — que produziu, entre outras coisas, aberrações como um powerpoint que virou piada em 45 minutos –, a operação capitaneada por Moro e seus torquemadas tenta produzir factoides. O MP hipertrofiado decide agora quem são os cidadãos de bem. É golpe", afirmou.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A promiscuidade GLOBO-MP chega ao máximo: "Cadeia na TV"



O Fantástico da noite de domingo superou todos os graus imagináveis de promiscuidade entre uma emissora de televisão e uma instituição parajudicial, o Ministério Público.

O MP cedeu ao programa global todas as imagens de uma “vistoria” que realizou no presídio de Benfica, no Rio, e às celas de Sérgio Cabral, Anthony Garotinho, Jorge Picciani e de Rosinha Matheus e da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo( na imagem reproduzida acima)

Um exposição mórbida que nenhum ser humano, nem mesmo meu pior inimigo, merece.

Carregar presos em carroças pela praça pública é prática medieval.

Não me prendo, porém, às minhas opiniões.

Uso as da presidente do Supremo, a Ministra Cármem Lúcia que, ao que tudo indica, fará cara de paisagem diante deste abuso:

Vivemos, nos tempos atuais, o Estado-espetáculo. Porque muito velozes e passáveis, as imagens têm de ser fortes. A prisão tornou-se, nesta nossa sociedade doente, de mídias e formas sem conteúdo, um ato de grande teatro que se põe como se fosse bastante a apresentação de criminosos e não a apuração e a punição dos crimes na forma da lei.(…)
O ser humano não é troféu para ser apresentado por outro, inclusive com alguns adereços que podem projetar ainda mais uma situação vexaminosa e de difamação social (Habeas Corpus nº 91.952/SP)

Se as palavras da presidente da Suprema Corte não são um exercício de hipocrisia, a esta altura a equipe do Ministério Público que entregou à Globo, para sensacionalismo, as imagens de uma ação funcional que invade a intimidade a que todo ser humano, mesmo preso, tem direito, estaria afastada.

Os juízes com a função de execução penal estariam pulando nos cascos, porque são “seus” presos, não do MP.

Quando cheguei ao governo do Estado, com Brizola, compramos uma imensa briga. É que era praxe a polícia pegar o acusado pelos cabelos e levantar seu rosto para as câmaras dos fotógrafos e para a TV.

Fomos acusados de proteger bandidos, por causa deste simples gesto de civilização.

Bandido é todo o que viola a lei em grupo (bandido, bando, grupo).

É como procede o Ministério Público, neste caso.

E bandido tem de ser punido.

Provas do Seriado 1 e 2 começam neste domingo (03/12)

     
Neste domingo (03) e segunda (04/12) os estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio inscritos no Sistema Seriado de Avaliação da Universidade de Pernambuco (UPE) farão as provas da primeira e segunda etapas, nos turnos da manhã e tarde, respectivamente, com conteúdos específicos da série estudada. Ao todo, 21.664 candidatos se inscreveram no SSA1 e 14.770 no SSA2.

Os estudantes do SSA1 farão as provas no horário da manhã, das 8h15 às 12h15, e os portões fecham, impreterivelmente, às 8h. Enquanto que os alunos do SSA2 realizam os testes à tarde, das 14h15 às 18h15, e os portões serão fechados às 14h.

Os candidatos devem emitir o cartão de identificação no sitehttp://processodeingresso.upe.pe.gov.br para saber o endereço do local de provas. A comissão da UPE não se responsabilizará por aquele que faltar aos testes por desconhecer o local de sua realização. Para o acesso do candidato à sala de provas será necessária a apresentação do cartão informativo e do documento de identidade original ou de algum outro documento que possua foto e assinatura recentes. O fera deve levar ainda caneta esferográfica azul ou preta.

As provas dessas duas etapas serão escritas e aplicadas em dois dias (domingo e segunda). No 1º dia os candidatos responderão a 44 questões distribuídas entre as disciplinas de língua portuguesa, matemática, física, língua estrangeira (inglês ou espanhol) e filosofia. Já no segundo dia eles responderão a 46 questões das disciplinas de biologia, química, história, geografia e sociologia. Os estudantes terão quatro horas para fazer responder as provas e poderão sair das salas após três horas de início dos testes.

O desempenho individual dos estudantes nas duas fases será divulgado até o dia 16 de março de 2018, apenas no sistema de inscrição.

Outras informações através dos telefones: (81) 3183-3660 e 3183-3791, no e-mail: processodeingresso@upe.br ou ainda no endereço eletrônico: http://processodeingresso.upe.pe.gov.br.

PLANTÃO – A comissão organizadora estará de plantão neste sábado (02/12), na Reitoria da UPE, para atender aos candidatos que tiverem alguma dúvida, no horário das 8h às 16h.

Os banquetes do poder

Blog da Andréia Sadi
Camarão, bacalhau e queijo de cabra. A relação é de iguarias encontradas pelo Ministério Público na cadeia onde estão presos da Lava Jato no Rio – mas lembra uma outra lista: a de itens licitados que abastecem residências oficiais, com dinheiro público.
A similaridade dos quitutes mostra como os políticos que hoje estão presos têm dificuldade para se desapegar de uma espécie de "cultura dos palácios", mas, agora, no cárcere.
Descolados da realidade, muitos políticos usam dinheiro público ou verba suspeita para custear suas mordomias – seja de deslocamento (como jatinhos e aviões da FAB), seja de alimentos.
Um dos mais emblemáticos é o caso da licitação milionária promovida pela então governadora do Maranhão Roseana Sarney em 2014, em meio ao caos nos presídios de São Luís, para comprar alimentos de "primeira qualidade".
Como se estivesse alheia à barbárie na segurança pública, Roseana licitou em janeiro de 2014 itens para suntuosos banquetes: 80 kg de lagosta, 120 kg de bacalhau do porto de "primeira qualidade", 750kg de patinha de caranguejo, uma tonelada de camarão e oito sabores de sorvete.
Tudo isso em meio ao caos nos presídios do Complexo de Pedrinhas. Na lista, entraram, entre outros, queijos finos, geleias, castanhas.
Ao todo, o Estado do Maranhão previa gastar R$ 1 milhão para alimentar a família da governadora e seus convidados naquele ano – tanto na sede do governo, como na casa de praia.
A licitação para o banquete só foi suspensa porque foi descoberta.
O episódio envolvendo o ex-governador Sergio Cabral e seus amigos na semana passada – revelado pela TV Globo – indica que a "cultura dos palácios" parece permanecer viva – agora, dentro dos presídios, ocupados por políticos que se locupletaram do dinheiro público. No caso específico, dinheiro que compra muito mais do que 80 kg de lagosta.

Reforma da Previdência: só um milagre

Só um milagre parece capaz de garantir reforma da Previdência
Leandro Colon – Folha de S.Paulo

É preciso uma exagerada dose de otimismo para apostar na aprovação dareforma da Previdênciaem dezembro pela Câmara.
Todos os sinais até agora movem-se no sentido contrário. O governo pena para ultrapassar, em um cálculo bem ousado, os 270 votos, patamar relativamente distante dos 308 exigidos para o texto avançar.
A data chave para o Planalto tentar votar a proposta é 6 de dezembro, quarta-feira. Tende a ser a última semana "cheia" do ano em plenário. Deixar a votação para a seguinte, que antecede a do Natal, seria um gesto arriscado em termos de presença. Portanto, o governo tem nove dias para fazer o que não fez até hoje: consolidar na Câmara apoio suficiente ao que pode ser o principal legado econômico da turbulenta gestão de Michel Temer.
O tempo é curto e a missão, árdua. A recente aproximação entre Temer e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por ora não resultou em votos. Escalado para controlar o incontrolável e sedento "centrão", Maia tem sido cético na previsão da reforma. No entanto, quer (e precisa) transparecer esforço porque sabe que a mudança nas regras da aposentadoria daria força política a ele em ano eleitoral e agradaria o mercado, um dos seus principais aliados no comando da Câmara.
As últimas cartadas do Planalto em busca de voto falharam. O convescote no Alvorada para apresentar uma proposta enxuta foi fiasco de público. Assim como desastre foi a operação, de olho em votos do "centrão", para tentar nomear ministro da articulação política o deputado Carlos Marun (PMDB-RS), amigo do peito de Eduardo Cunha.
O PSDB evita romper a tradição de não saber direito para que lado vai. E o desejo do governo de comprometer pontos do ajuste fiscal em troca da Previdência enfrenta resistências. A figura do santo na política é algo impossível, ainda mais na Câmara de hoje. Mas só um milagre parece capaz de garantir essa reforma

Senador volta a fazer a defesa dos bancos públicos


O senador Humberto Costa (PT-PE) aproveitou uma audiência pública de que participou em Caruaru, neste final de semana, para acusar o presidente Michel Temer – ora convalescendo no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, da desobstrução de três artérias – de estar determinado a acabar com o “patrimônio público do país”.

O evento, que aconteceu na sexta-feira (24), na Câmara Municipal, foi uma iniciativa do vereador Daniel Finizola (PT). O tema da audiência pública foi a possível privatização da Caixa Econômica Federal (CEF).

“Temos procurado no Congresso, junto com os movimentos sociais, lutar contra a entrega do patrimônio público nacional a preço de banana”, disse o senador pernambucano.

Segundo ele, na mesma proporção “em que vende e dilacera o patrimônio público”, o presidente da República “compra o apoio de parlamentares” para aprovar as suas reformas.

“Nunca em tão pouco tempo alguém foi capaz de retroceder tanto quanto essa quadrilha que assumiu o poder”, acrescentou.

Para o senador, “a Caixa sempre exerceu papel fundamental no desenvolvimento do Brasil. Na gestão de Lula, o banco foi responsável por permitir o acesso ao crédito, o que ajudou muito no crescimento do país. Isso sem falar no fato de gerenciar programas importantes em todas as áreas, como na educação (FIES), na área social (Bolsa-Família) e na infraestrutura (Minha Casa, Minha Vida)”.

Senadora volta a bater duro em Temer


247-Expulsa do PMDB por ferrenhas críticas ao governo de Michel Temer, a senadora Kátia Abreu (TO) voltou a bater duro no peemedebista, o presidente mais impopular do mundo, segundo uma pesquisa do grupo de análise política Eurasia. De acordo com a sondagem, que coletou dados a partir do mês de agosto, Temer detém 3% de aprovação popular, a menor do planeta.

Após citar uma matéria no Blog do Noblat, a parlamentar afirma que o texto "denuncia o próprio isolamento do Governo". "Quem sabe Jucá leva Temer no seu palanque em Roraima pra dar exemplo?", provocou ela, no Twitter.
O senador Romero Jucá (PMDB-PR) foi flagrado conversando com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado e, segundo as gravações, divulgadas no ano passado, Jucá falou em "acordo nacional" para "estancar a sangria", em referência à paralisação das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
"Nem os pífios reflexos da economia o Temer consegue colar nele. É o efeito teflon ao contrário. Só rindo", continuou Kátia no 
Kátia, ex-ministra da Agricultura de Dilma Rousseff foi acusada também de ter violado o Código de Ética e Fidelidade Partidária e o Estatuto da sigla, por apresentar posições contrárias às orientações do PMDB. 
Já Temer foi apontado como chefe de quadrilha pela Procuradoria Geral da República (PGR).