domingo, 2 de julho de 2017

Paulo Câmara empossa Antônio de Pádua como novo secretário de Defesa Social

O governador Paulo Câmara empossou, nesta sexta-feira (30.06), no Recife, o novo secretário de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), Antônio de Pádua. O novo chefe da pasta substitui o delegado federal Angelo Gioia, que precisou se afastar do cargo por questões pessoais. Pádua esteva à frente da corregedoria geral da SDS desde janeiro deste ano. A cerimônia, realizada do Palácio do Campo das Princesas, contou com a presença de secretários de Governo, além de diversas autoridades políticas e das forças policiais do Estado.

“A gente não pode aceitar de maneira nenhuma que a violência continue trazendo tantos transtornos ao povo pernambucano. O secretário Antônio de Pádua vem com a certeza de que terá o apoio necessário, como teve o secretário Angelo, para a continuidade de um trabalho que a gente acredita que vai render muitos frutos em favor da paz de Pernambuco. Eu desejo a Pádua muito sucesso, porque competência ele já demonstrou ao longo de sua carreira, e por isso foi escolhido. E me despeço de Angelo agradecendo pelo trabalho profissional e bem planejado que ele, com sua experiência, realizou nos últimos meses à frente da SDS”, destacou o governador.

Assumindo oficialmente a Secretaria de Defesa Social a partir de hoje, o secretário Antônio de Pádua agradeceu ao governador pela confiança depositada ao nomeá-lo para o cargo e garantiu à população pernambucana que se dedicará com o mesmo empenho de toda a equipe no enfrentamento à criminalidade. “O Dr. Angelo construiu um trabalho muito bem feito nos alicerces da nossa nova política de segurança pública, e nós vamos continuar atuando, com muita determinação, juntos com os comandos das Policias Militar, Civil, Científica e com o Corpo de Bombeiros para combater a violência em Pernambuco”, cravou.

Angelo Gioia se despediu da equipe, agradecendo pelo apoio e a boa receptividade que recebeu dos pernambucanos. “Volto para o Rio de Janeiro (sua cidade natal), mas deixo parte do meu coração aqui, em Pernambuco, onde fiz muitos amigos. E vou com a certeza de que as bases do planejamento estão consolidadas. O governador sempre nos ofereceu o apoio e nos comandou com firmeza, dando todo o suporte para avançarmos. E não só falo isso como secretário, mas como homem de polícia: em um País de tantas mazelas, de tantas dificuldades, Pernambuco está de pé, porque tem uma liderança preocupada com a população”, declarou Gioia, completando: Pádua é um pernambucano competente e esforçado. A pasta está muito bem representada”.

Sobre os investimentos no setor, o governador destacou que o planejamento já está dando resultados. “A gente não tem ainda os números fechados do mês de junho, mas tudo indica que teremos números melhores do que nos meses anteriores. Ou seja, estamos fechando o primeiro semestre melhor do que iniciamos. Temos um plano de investimentos de R$ 290 milhões para a segurança, novos policiais militares e civis reforçarão o efetivo nas ruas no segundo semestre, já fizemos cerca de 900 prisões nos seis primeiros meses deste ano e ainda é possível intensificar isso. Vamos continuar trilhando esse caminho com muita dedicação, com responsabilidade e com o apoio de todos os poderes envolvidos, para que consigamos restabelecer a paz no nosso Estado”, disse.

BREVE PERFIL – Antônio de Pádua Vieira Cavalcanti é recifense, casado, nasceu em 27 de junho de 1977. Pádua é Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE/2002). Pádua integrou o Ministério Público de Pernambuco, como oficial de Promotoria, entre os anos de 2000 e 2003. Em 2003, assumiu o cargo de delegado da Polícia Federal. Desde o último mês de janeiro, ocupava a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social. Como delegado da PF, exerceu:
 
 - Chefia da Delegacia de Entorpecentes da Polícia Federal em Pernambuco (2004/2005);
- Coordenadoria de Operações de Erradicação de Maconha no interior do Estado de Pernambuco entre (2004/2005), a chefia do Setor de Inteligência da Policia Federal em Pernambuco (2006/2010),
- Chefia da Delegacia de Imigração em Pernambuco (2010/2015), a chefia da Delegacia de Policia Marítima (2011);
- Coordenadoria Regional Adjunta de Segurança para Copa das Confederações em 2013;
- Coordenadoria Regional Adjunta de Segurança para Copa do Mundo em 2014;
- Coordenadoria da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos e Vias Navegáveis em Pernambuco (2011/2015);
- Responsável pelo Grupo de Repressão a crimes cibernéticos – GRCC em 2015/2016;
- Coordenadoria Setorial para Olimpíadas Rio 2016;
- Chefe Regional da Interpol no Estado de Pernambuco em 2015/2016;
- Chefe da Delegacia de armas e produtos químicos (2016/2017).

Doria rebate FHC: celular é o mundo

Doria rebate críticas de FHC de que fica muito ao celular
Veja - Radar On-line
Por Gabriel Mascarenhas


A relação de João Doria com a velha guarda do tucanato é ruim. Mas o prefeito de São Paulo não se intimida. Depois das críticas de FHC de que ele se dedica muito ao celular, Doria disparou: “Hoje, quem não entende que celular é o mundo está fora do mundo”.
“Isso aqui está no meu bolso [celular], não está na minha alma. O mundo hoje tem isso aqui na alma. Pega qualquer um. Por que o prefeito de São Paulo está fazendo algum sucesso? Ele [se dedica] para isso o dia inteiro. Ele fez, mudou alguma coisa? Não vi. Mas aqui ele sabe”, disse o ex-presidente em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Requião: “Nunca vi cabeça de bacalhau, enterro de anão e tucano preso”

Esmael Morais - O experiente senador Roberto Requião (PMDB-PR), presidente nacional da Frente Ampla, em tempos de lava jato, afirmou que nunca viu cabeça de bacalhau, enterro de anão e tucano preso.
“Nunca vi cabeça de bacalhau, enterro de anão e tucano preso. Sou extremamente cético quanto ao futuro da justiça no Brasil. Corporativismo”, tuitou neste sábado (1°) o senador do PMDB.
Requião não é necessariamente favorável à prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), cujo pedido da PGR foi afastado pelo Supremo, mas sua opinião é um protesto contra o seletivismo da Justiça brasileira que virou instrumento de combate político contra o PT.
Ao dizer que é cético quanto ao futuro e criticar o corporativismo da Justiça, o parlamentar da Frente Ampla vê “escândalo” na lei aplicada seletivamente.
A mesma crítica tem o PT, que acusa a lava jato de perseguir filiados ao partido e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ainda a respeito da “Sexta-Feira Gorda” no STF, que liberou no mesmo dia o ex-deputado Rocha Loures (PMDB-PR) e Aécio para voltar ao Senado, Requião diz que os ministros da corte possibilitaram o direito de defesa, respeitaram o devido processo legal e o Estado de Direito.
“O problema, o erro”, assevera ele, “chama-se Michel Temer que está na presidência da República sem legitimidade para tal”.

Base aliada na Câmara evita declarar apoio a Temer

Da Folha de S. Paulo

A base governista na Câmara evita declarar apoio a Michel Temer na votação da denúncia criminal apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República). 
A Folha procurou na semana passada todos os 513 deputados da Casa após o STF (Supremo Tribunal Federal) receber, na segunda (26), a peça em que Temer é acusado de corrupção passiva –seria o destinatário de uma mala de R$ 500 mil de propina da JBS, além de promessa de outros R$ 38 milhões em vantagens indevidas. 
Veja como cada deputado se posiciona sobre a denúncia
Cabe à Casa dar ou não aval, com os votos de no mínimo 342 deputados, para que o STF possa aceitar a denúncia e abrir a ação penal. Nessa hipótese, Temer seria afastado por até 180 dias para ser julgado. 
Só 45 deputados responderam que votarão contra a aceitação da denúncia. 
Entre os apoiadores do presidente estão aliados fiéis como Carlos Marun (PMDB-MS) e Darcísio Perondi (PMDB-RS), vice-líderes do governo na Câmara. 
Já os que declaram apoio à continuidade das investigações somam 130 parlamentares, 212 a menos do que o mínimo necessário para que a denúncia seja aceita. 
Outros 112 afirmaram que não sabem ainda como votarão e 57 não quiseram se posicionar. 
Entre os deputados do PMDB, o número dos que se declararam contrários ao prosseguimento da denúncia é igual ao daqueles que afirmaram não ter posição formada a respeito do caso: 18. 
No DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), nenhum deputado declarou que votará contra a denúncia. Três não quiseram se pronunciar, 13 disseram estar analisando a peça do Ministério Público e 11 não responderam à enquete. Maia declarou que não votará. 
Um parlamentar da sigla chegou a afirmar à Folha, em caráter reservado, que gostaria de votar com o governo, mas que a acusação é grave e necessita de análise. 
Parte dos parlamentares tomou chá de sumiço: 168 foram contatados repetidamente pela reportagem desde terça (27), mas não responderam aos telefonemas e e-mails. 
A maioria é de partidos da base aliada, como o próprio PMDB, que contabilizou 25 sumidos, PR, com 16, PP, com 15, ou PRB, com 12. O líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), não respondeu à pesquisa. 
Muitos dizem esperar decisões partidárias para declarar voto. A posição de cada sigla ou a liberação do voto aos parlamentares deve ser discutida nesta semana. 
"É um equívoco isso de 'vou votar com a minha consciência'", afirmou Marcus Pestana (PMDB-MG), um dos que esperam manifestação da legenda. "É preciso votar com a coletividade do partido, ele existe por uma razão." 
Parte dos deputados afirmou que espera manifestação da defesa de Temer, e um terceiro grupo diz que só se posicionará após o relatório da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde a peça será analisada primeiro. 
Outra explicação para a reticência de aliados pode estar na popularidade do presidente, que caiu a 7% –a menor em 28 anos, segundo o Datafolha–, já que a maior parte dos parlamentares deve tentar a reeleição em 2018. 
Mesmo tendo decidido em reunião no início de junho permanecer na base de Temer, o PSDB segue rachado. Entre seus 46 deputados, oito declararam que votarão pela continuidade do processo. O número é maior do que o daqueles que se disseram contrários à denúncia, cinco. 
A liderança do partido já afirmou que deve reunir a bancada para decidir como votar após o final da análise da denúncia na CCJ, que começará nesta semana. 
Após passar pela comissão, a denúncia segue para votação no plenário. Para evitar o afastamento, Temer precisa que pelo menos 172 deputados votem "não" à denúncia ou simplesmente não compareçam à sessão. 
A tarefa, porém, pode não ser tão fácil: a votação será nominal, e há, mesmo entre aliados, a avaliação de que os parlamentares que não aparecerem para votar podem sofrer pressão do eleitorado.

sábado, 1 de julho de 2017

Singer: decisões sobre Aécio e Loures provam que Justiça é seletiva

247 – O cientista político André Singer afirma que as decisões do Supremo Tribunal Federal sobre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o homem da mala Rodrigo Rocha Loures comprovam a seletividade do Poder Judiciário no Brasil.
"Compare-se o tempo de estadia, no mesmo cubículo da Polícia Federal, destinado ao então líder do governo Dilma no Senado, Delcídio do Amaral, e, agora, ao assessor de Temer. Preso em novembro de 2015, Amaral ficou detido 85 dias e só saiu porque concordou em fazer delação premiada. A peça extorquida por meio do que hoje a família Loures chama de condições torturantes tinha como centro a afirmação de que Lula e Dilma conheciam o esquema de corrupção na Petrobras", diz ele, em artigo publicado neste sábado, na Folha de S. Paulo.
"Loures, por seu turno, ficou preso menos de um mês, sendo ele a figura chave para esclarecer se, de fato, os R$ 500 mil entregues pela JBS se destinavam ao atual presidente da República, como afirma a denúncia da Procuradoria entregue na segunda-feira. Notícias dão conta de que o homem da mala se encontrava em condições lastimáveis, havendo, talvez, um sentido humanitário no gesto do ministro Edson Fachin. Mas, pergunta-se, por que semelhante humanidade não foi aplicada a Delcídio, o qual teve uma crise de claustrofobia nos primeiros dias de prisão?", questiona.
Segundo Singer, "agora que é outro o presidente da República denunciado, o tratamento mudou".

Decisões sobre Aécio e Loures ajudam Temer

Avaliação do Planalto
Folha de S. Paulo – Gustavo Uribe

No final de uma semana considerada difícil pelo Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer conseguiu nesta sexta-feira (30) o que considera passos importantes a seu favor na crise política.
No mesmo dia, dois aliados do peemedebista obtiveram vitória no STF (Supremo Tribunal Federal), o que, para auxiliares e assessores presidenciais, pode ajudar o presidente a barrar denúncia contra ele por corrupção passiva.
Pela manhã, o ministro Marco Aurélio negou a prisão e devolveu o mandato ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), um dos fiadores do apoio do PSDB à gestão peemedebista.
À tarde, o ministro Edson Fachin decidiu libertar o ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures, sobre o qual havia o receio do presidente de que ele fechasse acordo de delação premiada para deixar a prisão.
Na avaliação de integrantes do governo, as decisões dão sinalizações ao Congresso de que faltam provas às denúncias feitas pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e que elas são "contra a classe política".
Além disso, acreditam que o retorno de Aécio ao Senado poderá ajudar na permanência do PSDB na Esplanada dos Ministérios e a evitar traições do partido na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que analisará denúncia contra Temer a partir da semana que vem.
Como a Folha mostrou, seis do sete tucanos que integram a CCJ votar contra o presidente. A comissão parlamentar é a primeira instância de tramitação da denúncia contra o peemedebista, que depois vai ao plenário.
A ideia do presidente é votar em plenário nos dias 13 ou 14 de julho, antes do recesso parlamentar, a partir de 18 de julho.
Pelo calendário esboçado pelo Palácio do Planalto, a defesa do peemedebista utilizaria no máximo três sessões para se pronunciar na CCJ, permitindo que já na quinta-feira (6) começasse o prazo de discussão e aprovação do parecer.
Para garantir a presença de deputados governistas nas segundas-feiras, o peemedebista convocará reuniões com líderes aliados nos domingos à noite, no Palácio da Alvorada.

Após blindar Temer, Câmara poderá blindar deputados

Do Diário do Poder
A eventual recusa de autorização da Câmara para o Supremo Tribunal Federal (STF) processar o presidente Michel Temer, poderá abrir caminho a outra decisão em gestação há semanas, e já revelada nesta coluna: o plenário avalia usar o artigo 53 da Constituição para sustar todas as ações penais abertas no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República contra deputados enrolados na Lava Jato e outros casos. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O parágrafo 3º do art. 53, introduzido pela emenda nº 35, prevê que o plenário da Câmara pode sustar ação penal no STF contra deputado.
Para suspender ações penais, basta o plenário da Câmara aprovar por maioria dos membros representação apresentada por qualquer partido.
Negando autorização ao STF para processar Temer, a Câmara se sentirá encorajada a estender a blindagem a deputados da Lava Jato.
A ideia era começar por blindar Jair Bolsonaro (PSC-RJ) de duas ações no STF por “incitar o estupro”. Mas o caso Temer é bem mais robusto.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Governo de Pernambuco implanta modelo integral em escola do Ensino Fundamental

Os alunos da Escola de Referência em Ensino Fundamental (EREF) Creusa Barreto Dornelas Câmara, localizada no bairro da Torre, no Recife, receberam, na manhã desta sexta-feira (30.06), o governador Paulo Câmara para uma visita às instalações da unidade. O equipamento é o primeiro da rede estadual a oferecer o modelo de tempo integral e de referência do Ensino Fundamental II. A implantação da nova modalidade será realizada de forma gradual e contempla, inicialmente, as turmas do 6º ano.
“A educação é que vai transformar Pernambuco. Não tem outro caminho. Essa é a grande agenda do futuro. É essencial cuidar das outras áreas, que também são muito importantes, mas o futuro do nosso Estado depende da atenção que a gente dá às nossas crianças, aos nossos jovens. E, hoje, a gente vem aqui para mostrar que queremos desenvolver também no Ensino Fundamental a qualidade do modelo integral, que já trouxe excelentes resultados para Pernambuco no Ensino Médio. Porque Essa fórmula que a gente iniciou é o caminho que a gente acredita que pode transformar a vida das pessoas”, ressaltou Paulo Câmara.
A iniciativa tem como objetivo melhorar os índices do Ensino Fundamental implantando e desenvolvendo o Programa de Educação Integral nessas escolas, além de incentivar as redes municipais a também implantar essa modalidade em suas redes. A primeira iniciativa de fortalecimento do Ensino Integral na rede municipal foi através do Programa Educação Integrada, lançado em 2016. A ação é uma parceria entre Estado e municípios e conta com 15 escolas municipais beneficiadas no projeto-piloto.
Para o secretário estadual da Educação, Frederico Amâncio, a unidade será um modelo do sistema no Estado. "Na prática, o que nós queremos com esse projeto é poder vivenciar essa experiência também com os nossos alunos do Fundamental e incentivar os municípios a implantar essa modalidade. O Estado já vem avançando muito com as escolas de tempo integral e nós queremos dar o apoio necessário para que os municípios avancem também nesse sentido. E é por isso que a gente vai usar essa escola como modelo para incentivar que outros municípios se sintam animados e percebam o quanto isso traz de impacto positivo para a melhoria do desempenho dos estudantes e nos resultados da unidade", destacou.
Na última quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou lei que amplia do programa de ensino em tempo integral para as escolas do Fundamental. Antes dessa lei, o Programa de Educação Integral beneficiava exclusivamente o Ensino Médio.
Matriculada na primeira turma contemplada, a aluna Alefe Pereira, de 11 anos, disse que o novo desafio já está contribuindo para a melhoria do seu aprendizado. "Nós, agora, temos aulas diferentes que não tínhamos no outro colégio. Estamos aprendendo coisas novas e isso é muito bom”, pontuou. O mesmo sentimento de satisfação e expectativa é compartilhado pelo aluno Valdekson Junior, da mesma turma. "Conseguimos interagir mais e a aula é mais interessante", afirmou.

Para 95% dos brasileiros, o Brasil está no rumo errado



Do blog de Inaldo Sampaio

Em que pese o tom ufanista do presidente Michel Temer, segundo quem o atual governo está conseguindo colocar o Brasil “nos trilhos”, não é isso o que acham os brasileiros segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Ipsos.
De acordo com o levantamento, 95% dos entrevistados afirmam que o Brasil está no rumo errado, ante apenas 5% que dizem estar no rumo certo.
O índice negativo é o maior desde o início de 2005, quando o Instituto iniciou esse tipo de levantamento. A pesquisa foi realizada em 72 municípios de diferentes estados.
De acordo ainda com o Ipsos, a avaliação ruim/péssima do governo do presidente Michel Temer dobrou no período de um ano. Em junho do ano passado, o governo era visto como ruim/péssimo por 43% dos entrevistados. Agora, foi avaliado negativamente por 84% dos entrevistados.
Por outro lado, 93% dos entrevistados reprovaram a forma como Michel Temer governa o Brasil, enquanto 3% aprovam e outros 3% não souberam ou não quiseram responder a pesquisa.
O Ipsos perguntou aos entrevistados se a “Operação Lava Jato” deveria ter continuidade e 96% responderam que “sim”, ainda que resulte em mais instabilidade política e econômica para o país.
No entanto, para 74% dos entrevistados a Lava Jato não está investigando todos os partidos. Até agora, seus principais vítimas foram o PT, o PMDB, o PSDB e o PP.

Mais três barragens do Agreste Meridional estão sangrando

Cidades de Lajedo, Calçado, Jupi e São Bento do Una serão beneficiadas


Mais três mananciais que abastecem cidades da região Agreste foram beneficiados com as chuvas dos meses de maio e junho e conseguiram atingir o nível máximo de acumulação. Com os reservatórios cheios, as cidades de Calçado e Jupi, que juntas somam 11 mil habitantes, ficarão livres do racionamento, enquanto que Lajedo e São Bento do Una terão melhorias significativas na oferta de água. Com condições de armazenar 400 mil metros cúbicos de água, a Barragem de São Jacques, localizada em Lajedo, agora está vertendo, após ficar o período de um ano em colapso. Já a Barragem de Pau Ferro, no município de Quipapá, na Zona da Mata Sul, saltou de 60% para 100% da sua capacidade e acumula 15 milhões de metros cúbicos.


A Barragem de Santa Rita, situada no município de Calçado, e que estava seca há três anos, conseguiu acumular 700 mil litros cúbicos de água com as chuvas e também está vertendo. Com a água de Santa Rita, a companhia poderá abastecer as populações de Calçado e Jupi todos os dias. Agora, a Compesa está trabalhando para realizar a manutenção, testes nas adutoras e ajustes nas estações de tratamento de água e de bombeamento, para que este sistema também volte a operar até o dia 15 de julho. As populações de Lajedo e São Bento do Una, que possuem 46 mil e 28 mil moradores, respectivamente, começarão a sentir melhorias na oferta de água também até o dia 15 de julho, quando a companhia concluirá intervenções para melhoria operacional do Sistema Integrado Pau Ferro/ São Jacques.

"Com as três barragens vertendo, vamos poder fazer uma equação para melhorar a oferta de água para as quatro cidades. Após realizar essas mudanças operacionais, é que vamos estudar o novo calendário de abastecimento para Lajedo e São Bento do Una, já que Calçado e Jupi ficarão livre do racionamento", explica o gerente de Unidade de Negócios da Compesa, Gilvandro Barbosa. Hoje, Lajedo, São Bento do Una e Calçado são abastecidas no regime de cinco dias com água e 25 dias sem. A cidade de Jupi está há três anos em colapso e sendo atendida exclusivamente por meio de carro-pipa. Em setembro do ano passado, a Compesa concluiu uma obra que permitiu aumentar a vazão da adutora de Pau Ferro de 60 l/s para 114 l/s. O empreendimento foi executado com o investimento de R$ 2 milhões feito pelo governo do Estado, em parceria com o governo federal.
(Do blog de Ronaldo Cesar)

Procuradores ameaçam deixar lava jato se Raquel Dodge assumir PGR


247 - Procuradores que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato ameaçam deixar os seus cargos caso a subprocuradora Raquel Dogde seja confirmada em sabatina no Senado como a nova chefe do Ministério Público Federal.

Para muitos dos integrantes da força-tarefa, a indicação de Raquel é uma manobra de Michel Temer e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para barrar as investigações da Lava Jato. Raquel também e vista como uma pessoa centralizadora e sem força para comprar as brigas que o atual procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encarou por conta das investigações.

Segundo a coluna Expresso, da revista Época, diversos procuradores já teriam informado Janot que pretendem entregar seus cargos. Janot tem argumentado que caso isso aconteça, eles "estariam caindo na armadilha de Temer de rachar a Lava Jato, manietando por dentro as investigações" no momento em que Temer passa a ser investigado. Um outro ponto é que se os procuradores pedirem para sair, Raquel seria poupada do desgaste de afastá-los.

Protestos afetam trânsito em estradas e avenidas


Do G1

Hoje, dia paralisação nacional convocada por centrais sindicais em todo o Brasil, manifestantes montaram bloqueios em rodovias federais que cortam a Região Metropolitana do Recife (RMR). Protestos também prejudicam a circulação de carros e ônibus no Centro da capital pernambucana.
Alguns motoristas e cobradores paralisaram coletivos na Avenida Guararapes, Conde da Boa Vista e Ponte Duarte Coelho, região central da capital pernambucana. De acordo com a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), os ônibus estão parados nesta área central da capital pernambucana desde as 6h30. No local, há um protesto em frente aos coletivos, mas a quantidade de pessoas não foi informada.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi montado um bloqueio na BR-101 Sul, em Jaboatão dos Guararapes, na RMR, perto da fábrica da Coca-Cola. No quilômetro 83,5 da rodovia, os veículos estavam passando pelo acostamento, por volta das 6h.

No sentido Cabo de Santo Agostinho da mesma rodovia, os manifestantes colocaram barro na subida do viaduto, prejudicando o fluxo de veículos. Há, também, pontos de bloqueio no quilômetro 72 da via, no bairro do Barro, na Zona Oeste do Recife.
Os bloqueios também foram feitos na BR-232, em Bonança, distrito de Moreno, no Grande Recife, por cerca de 100 pessoas. Em São Caetano, no Agreste, a BR-232 também apresentou bloqueios. Na BR-428, houve manifestações em Paudalho, na Zona da Mata Norte.
A PRF informou, ainda, que na BR-101 Norte, entre as cidades de Abreu e Lima e Igarassu, o ato acabou cedo, mas montes de barro atrapalharam a circulação de veículos na via, deixando apenas uma faixa livre. O tráfego foi afetado nos dois sentidos da BR, no quilômetro 47,8. A PRF confirmou a liberação da via às 7h50, mas não identificou o grupo que realizou esse ato nem soube informar a quantidade de participantes.

Em Petrolina, no Sertão, também houve registro de bloqueio no quilômetro 144 da BR-428, mas a via foi liberada por volta das 9h.
A PRF informou que, no interior do estado, as manifestações foram realizadas por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Federação dos Trabalhadores da Agricultura em Pernambuco (Fetape).
No Recife
Na área central da capital pernambucana, a avenida Cruz Cabugá teve bloqueios nos cruzamentos com as avenidas Norte e Prefeito Arthur Lima Cavalcanti. O grupo de manifestantes ateou fogo na pista e levou faixas contra o governo do presidente Michel Temer aos locais do protesto.
Segundo a CTTU, o bloqueio no cruzamento com a Avenida Norte foi liberado às 8h30, mas a área da outra avenida segue interditada. Nos dois locais, o ato foi promovido por integrantes de movimentos ligados aos sem-teto. Não há estimativa do número de participantes.
Trens
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que o Metrô do Recife funcionará em esquema especial, nesta sexta-feira (30), por causa da paralisação-geral. A Linha Centro vai operar das 5h às 9h e das 16h às 20h, horários de pico do sistema.
A Linha Sul terá reprogramação em caso de falta de ônibus, motivada pela adesão de motoristas de ônibus. A Linha Diesel (VLT), que atende passageiros no Cabo de Santo Agostinho e em Jaboatão dos Guararapes, na RMR, não terá operação. Nesta sexta, os trens serão pilotados por supervisores e instrutores de maquinistas.
Ônibus
O Sindicato dos Rodoviários informou que, oficialmente, não suspenderá a circulação dos coletivos no Grande Recife. Mesmo com a circulação de coletivos, houve alteração no sistema. O Grande Recife Consórcio informou que o BRT do Corredor Norte Sul foi paralisado.
O objetivo era evitar que os passageiros ficassem presos nas estações por causa dos protestos. O serviço está sendo realizado com a operação de veículos comuns.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Joesley Batista não foi envenenado

Do G1
Circula no Facebook e no WhatsApp a notícia de que um laudo da polícia concluiu que o empresário Joesley Batista, sócio da J&F e autor da delação que gerou a abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer, foi envenenado. Não é verdade.
A assessoria do empresário informa que o motivo de internação de Joesley foi uma dor no nervo ciático. Ele foi internado na terça-feira (27) no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
O hospital confirma a internação do empresário, mas não divulga boletins médicos a pedido do paciente.
A situação dele, no entanto, não é grave, como informa o texto que circula na web.
A falsa notícia, refutada na íntegra pela assessoria de Joesley, diz que "a perícia feita pela Polícia Científica aponta envenenamento por chumbinho". O texto informa ainda que "restam ser concluídas as perícias das imagens do circuito de segurança do restaurante onde Joesley fez sua última refeição".
Não há nenhuma investigação policial em curso.

Maldito Lula!


Texto de Roberto Almeida e publicado no seu Blog de mesmo nome

A indignação e o ódio contra Dilma e Lula foram fabricados, incentivados e multiplicados por setores empresariais e da mídia com interesses específicos. Para chegar ao poder e manter a tal de governabilidade, os petistas fizeram concessões várias, formalizaram acordos com setores conservadores e políticos oportunistas. Mesmo assim nunca foram assimilados e terminaram pagando um preço alto pelas alianças com raposas venais e inescrupulosas.

Qualquer idiota “intelectualizado” pelas redes sociais hoje se acha um sabe tudo e abre a boca ou vomita no teclado que o Lula é ladrão. Os promotores e juízes tentam há três anos provar que o ex-presidente roubou, que ele é corrupto, que ele comprou e ocultou a merda de um apartamento e um sítio, mas não se sabe porque raios esses doutores espertalhões não conseguiram até agora apresentar fatos concretos e ficam se baseando em ilações, convicções e delações suspeitas, quando se tem em conta os direitos e garantias individuais, além da máxima que diz “todo mundo é inocente até que se prove o contrário”.

É, nem o Moro nem o promotor com nome de remédio conseguiram provar nada. O idiota de Facebook, no entanto, arrota a sua indignação e afirma cheio de certezas que o Lula, a Dilma e praticamente todo petista é ladrão. Aliás, de tanto baterem e criarem, fabricarem, condenarem, o PT virou facção, organização criminosa.

Foi preciso tirar a presidente, derrubar o Partido dos Trabalhadores, esmagá-los nas urnas em 2016, conhecer quem é de fato o Temer, o Eduardo Cunha, o Serra, o Aécio, o Geraldo, para se chegar à conclusão que não foi o PT que inventou a roda, o roubo, a propina, o desvio de dinheiro público. E apesar de estar tudo claro agora, escancarado, eu diria, eu nunca vi indignação contra o Cunha, o Aécio, o Temer e seu amigo Rocha Loures, como vi contra a Dilma, o Lula e seus companheiros de jornada.

Isso evidencia que a lavagem cerebral levou ao ódio de classe e Lula e Dilma são mais rejeitados pelo que fizeram de positivo do que pelos eventuais pecados. Eles cometeram o crime de investir no Nordeste, de dar ao salário mínimo ganhos reais, de tentar garantir ao brasileiro três refeições decentes por dia, de reconhecer os direitos das empregadas domésticas, de possibilitar que qualquer pessoa possa comprar um carinho, de abrir universidades e escolas técnicas em cidades como Caruaru e Garanhuns, de, enfim, dar ao povo as oportunidades que sempre lhes foi negada.

Esse foi o grande crime de Lula e Dilma. Por isso foram e são perseguidos, acusados, ameaçados. Cunha, Aécio, Temer e seus aliados nunca tentaram subverter a ordem das coisas, nunca contrariaram os interesses dos mais ricos, nunca tentaram transformar pobre em gente.

Não são perigosos, não há necessidade de se indignar contra eles. Se roubarem alguns milhões isso faz parte natural das coisas. Os ricos sempre foram grandes ladrões, mas por isso mesmo é que são ricos e comem do bom e do melhor. A indignação também tem de ser seletiva:
Maldito Lula! Nordestino, um dedo a menos, sem diploma de doutor e querendo saber mais do que juiz e promotor!

Maldita Dilma! Mulher, sem encantos femininos, atrapalhada no modo de falar e querendo seguir os passos do outro, ousando derrotar nas urnas o sábio playboy das Gerais! Daí a revolta, a indignação, o ódio de classe que não se contém nem na hora mais dolorosa.
Malditos

Ninguém se cerca de Geddeis, Moreiras & cia. se não por afinidade

De Janio de Freitas na Folha de São Paulo
A crise enlouqueceu mais um pouco. Com propensão a escapar de mais controles espontâneos e automáticos, sem que se anteveja quais seriam no estoque denominado Constituição.

Entre Michel Temer e Rodrigo Janot reduziu-se a reserva de respeito forçado no convívio dos Poderes. Certo é que, com avanço ou com recuo da crise, nenhuma das saídas imagináveis é sequer razoável. Já é muito grande a corrosão geral, e tão maior será quanto mais a crise perdure. No conjunto de incógnitas, a especulação mais interessante: o atual desalento da sociedade com o seu país será sempre desalento ou levará a um desabafo daqueles?

Se depender do Congresso, a segunda hipótese tem maior chance. A Câmara que abriu a corrida para o impeachment de uma presidente, por truque contábil de que nem era a autora, é a mesma com óbvia disposição de negar licença para o impeachment de um presidente assoberbado por denúncias. Desde corrupção, dificuldade de construir uma defesa sem contradições e inverdades, e ainda pelos 76% que desejam vê-lo rampa do Planalto abaixo.

As defesas apresentadas por Temer, aliás, têm um componente mais dramático do que policial ou judicial. Janot e seus procuradores estão convencidos de que os R$ 500 mil na mala passada por Joesley Batista a Rodrigo Rocha Loures eram, na verdade, destinados a Michel Temer. Nas suas três defesas públicas, Temer não fez alusão à mala e à prisão do seu representante autorizado junto a Joesley e aos interesses do grupo JBS/J&F (lamento a frustração, mas nada a ver com o J e F aqui no velho batente). Na argumentação, porém, esteve implícita a negação de envolvimento com a mala e seu conteúdo. Logo, Temer joga o amigo "de total confiança" no papel de único achacador, recebedor e dono dos R$ 500 mil. E nem adianta que Loures o desminta, se for o caso, por falta de prova. Está nas mãos de Temer, que não as estenderá, e de Joesley, que joga com interesses.

Por falar em defesas de Temer, há ainda uma contradição suicida na mais recente e já tão esmiuçada. A inexistência de adulteração e, portanto, a validade da sua gravação com Joesley Batista é afirmada pela perícia da Polícia Federal. Temer a considera "prova inválida e ilícita", pelas falhas de som em segundos e frações de segundo. Na ocasião, também disse: "na pesquisa feita seriamente pela Polícia Federal, pelo seu Instituto Nacional de Criminalística" (...). A competência técnica da PF e do INC não merece dúvida, se não há influência política externa ou interna. Reconhecido por Temer que a PF e o INC trabalharam "seriamente", está desmentido seu argumento de invalidade da perícia oficial como prova em fins judiciais.

Que fins serão esses e os demais, estão acima de fantasias primárias de renúncia de Temer "para bem do Brasil", "por patriotismo". Não há lideranças políticas, nem pensadores em condições de influência, para evitar que a crise siga com geração própria. E com a colaboração desesperada e mercantil de Michel Temer. Mas sem justificar surpresas.

Era fácil saber logo de quem se tratava: ninguém se cerca de Geddeis, Moreiras & cia. se não for por afinidade, se não tiver o mesmo propósito pelos mesmos meios. Apesar disso, Michel Temer foi e continua apoiado não só no Congresso, mas também, e talvez com mais força, no empresariado graúdo. Nas vestais do PSDB gananciosas da sucessão presidencial ou pendurados nos ministérios. Nos que empurraram o país para o buraco, pela ninharia de uma contabilidade inútil, e hoje calam sua responsabilidade, felizes no elitismo e trêmulos de medo da polícia e da Justiça.

Para o PIB, risco Temer está na economia

Helena Chagas no Blog Os Divergentes.

Em meio ao ambiente de fragilidade política, o anúncio do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que as previsões de crescimento da economia para este ano estão sendo revistas para menos de 0,5% e a previsão de que poderá ter que aumentar impostos tocam num ponto extremamente sensível da sustentação de Michel Temer no governo: o apoio do PIB. É tudo o que Michel não pode perder agora.
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Até agora, por pior que venham sendo as notícias na seara política – trazendo a perspectiva de que o presidente venha a ser processado por corrupção e outros crimes – a economia vem sendo um importante sustentáculo para o presidente. A convicção de que a atual equipe econômica será mantida no controle das coisas e que o país segue nos seus pequenos sinais de recuperação asseguraram até agora o apoio do establishment econômico ao presidente.

Ruim com ele, pior sem ele, ouve-se muito entre empresários de todos os setores, temerosos sobretudo de que a queda de Temer leve a uma antecipação da eleição direta, trazendo a possibilidade de levar o ex-presidente Lula de volta ao Planalto. Não há também, nesses setores, qualquer entusiasmo em relação aos nomes que vêm sendo colocados para uma eventual eleição indireta.

Uma coisa que poderá mudar essa situação de uma hora para outra seria uma degringolada na economia. Diante dessa eventualidade, e da evidência de que vai ficar difícil levar adiante qualquer reforma na Previdência, empresários e mercado não segurariam a debandada e vão buscar alternativas. Principalmente se o próprio governo Temer der um empurrão a esse movimento, abrindo o cofre e fazendo concessões aos políticos para enterrar, em votação na Câmara, a denúncia apresentada pelo PGR.

Nesse caso, de nada adiantarão os esforços do Planalto para se salvar. Se o PIB debandar, os deputados também debandam, independentemente do que tenham recebido. É pelo lado lado da economia, portanto, que pode vir o pior para o governo Temer.

Humberto diz que eventual condenação de Lula seria “ato político”



O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou em Brasília nesta quarta-feira (28) que há uma “clara tentativa” do juiz Sérgio Moro de impedir que o ex-presidente Lula se candidate a presidente da República em 2018.

Pesquisa do Datafolha divulgada no último domingo revela que o ex-presidente tem 30% de intenções de voto e 46% de rejeição. Eventual condenação dele por parte do juiz curitibano, disse o senador, seria um “ato político” para afastá-lo da disputa.

“Nada parece satisfazer a sanha desmedida das figuras messiânicas de Curitiba em culpar Lula. Trata-se de uma ação cuidadosamente orquestrada nos mesmos moldes do que eles vêm fazendo em outros processos, nos quais cidadãos têm sido sentenciados com base exclusivamente em delações premiadas, algumas delas manifestamente ilegais, sem quaisquer provas, com respaldo tão-somente nas palavras de réus”, disse o senador pernambucano.

“Talvez por isso”, acrescentou, “os procuradores de Curitiba tenham citado, em suas alegações finais, mais de 60 vezes o depoimento do senhor Léo Pinheiro, empreiteiro da OAS, na tentativa de encobrir a total falta de provas dessa ação penal contra o ex-presidente”.

De acordo ainda com o senador, “a defesa do ex-presidente já provou que ele não é e nunca foi dono desse imóvel (tríplex do Guarujá), registrado em nome da OAS e com direitos econômicos alienados a um fundo gerido pela Caixa Econômica”.

Ele destacou também a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que tem sua sede em Porto Alegre, de absolver o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso por ordem do juiz Sérgio Moro, por insuficiência de provas.

“Espero agora que a associação de inquisidores de Curitiba, muito presente em palestras, inclusive de cirurgias plásticas – passe a rezar mais pela bíblia do bom direito e menos pela das convicções políticas. Se assim procederem, não precisarão ver suas decisões reformadas por instâncias superiores, que enxergam, à luz da legislação vigente, as aberrações, exageros e absurdos cometidos por aqueles que se acham senhores da verdade e donos das certezas”, concluiu

O Clã Sarney de volta


Portal Hoje em Dia – Coluna Esplanada
Por  Leandro Mazzni

José Sarney, 86 anos, vai se candidatar ao Senado pelo Amapá. Ficou animado com números que apontam sua liderança para uma das duas vagas. Ele anunciou aposentadoria da política ao deixar o Senado, mas não do Poder. Despacha do novo escritório no Brasília Shopping, onde há filas para beija-mão.
Roseana Sarney vai se candidatar ao Governo do Maranhão. A coalizão terá Zequinha Sarney (PV) e Edison Lobão (PMDB) (ele de novo) para o Senado. 

Miller revela salário para rebater acusação de Temer


Folha de S. Paulo - Mônica Bergamo
 
O ex-procurador Marcelo Miller, que foi braço direito de Rodrigo Janot na Operação Lava Jato, revelou a interlocutores os valores de sua remuneração na advocacia particular para rebater a acusação de Michel Temer de que ganhou "milhões de honorários". Ele disse que recebe salário de cerca de R$ 25 mil. Com bônus, os vencimentos chegariam a R$ 110 mil mensais. 

Neste ano, Miller migrou da equipe de Janot para um escritório de advocacia contratado pelo grupo JBS. Pouco depois, a empresa fechou acordo de delação premiada com o procurador-geral. 
DNo discurso que fez na terça (27), Temer chegou a insinuar que os supostos "milhões" recebidos por Miller da banca de advocacia contratada pela JBS "talvez não fossem unicamente para o assessor de confiança [de Janot]". Tanto o Ministério Público Federal quanto o próprio Miller já disseram que o ex-procurador não participou das negociações.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Temer teve reunião ontem fora da agenda com Gilmar

Do Blog da Andréia Sadi

O presidente Michel Temer se reuniu nesta terça-feira (27) à noite, fora da agenda oficial, com o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Também participaram do encontro os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil).
Procurado, o Palácio do Planalto confirmou o encontro e disse que eles trataram de reforma política. 
O encontro, sem divulgação, ocorreu na véspera da escolha de Raquel Dodge para a Procuradoria-Geral da República e da sessão do STF sobre a validade da delação da JBS. 
Três fontes da GloboNews disseram à reportagem que a sucessão de Rodrigo Janot foi discutida no encontro.
O Planalto não comentou se o tema foi discutido, mas não explicou por que o encontro não foi divulgado.
Segue a nota do Planalto: "O presidente Michel Temer marcou o jantar com o ministro Gilmar Mendes para discutir Reforma Política. Ao saberem do encontro, os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco resolveram participar".
O ministro Gilmar Mendes ainda não se pronunciou.

Deputado quer que Câmara acate denúncia contra Temer

O deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) já deixou claro ser favorável à abertura do processo contra o presidente Michel Temer por acreditar que é preciso fazer uma apuração rigorosa dos fatos apresentados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Temer foi denunciado por corrupção passiva na última segunda-feira com base na delação de executivos da JBS. “É uma denúncia grave, por isso, deve ser feito um amplo processo legal, assegurando o direito de defesa do presidente e o contraditório”, afirma Danilo Cabral. 
Segundo o parlamentar, por ser o primeiro caso na história do Brasil em que um presidente é denunciado por corrupção no exercício do mandato, há dúvidas no Congresso Nacional sobre o rito a ser seguido. Enquanto aguardam o encaminhamento do Supremo Tribunal Federal (STF), membros da oposição se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para cobrar que a tramitação na Casa tenha transparência para a sociedade.
“É importante garantir a participação de todos os parlamentares tanto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) como no Plenário”, diz Danilo Cabral, que esteve presente no encontro. Ele comentou que a oposição pediu que a votação seja aberta para que a sociedade acompanhe a posição de cada parlamentar, que o procurador-geral Rodrigo Janot faça a defesa de sua peça na Câmara e que a votação em Plenário não ocorra durante o período do recesso.
“Nós defendemos que o Parlamento não pare num momento de crise como este, mas também acreditamos que a votação não deva ocorrer durante o período da suspensão do recesso, pois pode parecer que a Câmara esteja querendo facilitar a rejeição da denúncia”, explica. Ao chegar à Câmara, a denúncia será analisada pela CCJ, em seguida, o relatório votado pelo colegiado será encaminhado ao Plenário