quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Paneleiros serão esbofeteados com a volta da CPMF e alíquota 0,5%

247 – O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) usou sua conta no Twitter para fazer um alerta: depois que quebrar o País, Michel Temer e Henrique Meirelles irão propor a volta da CPMF, em 2017, com alíquota de 0,5%.
"Os golpistas serão esbofeteados quando perceberam que terão que pagar o pato", diz ele.
Nesta quinta-feira, em editorial, a Folha de S. Paulo, que condenou o ajuste fiscal proposto pela presidente Dilma Rousseff e pelo então ministro Joaquim Levy, já defende novos impostos em 2017.
"São hipócritas", resumiu Pimenta.
Em entrevista recente ao 247, Dilma afirmou que seria impossível fazer um ajuste verdadeiro, sem mexer também nas receitas, e não apenas nas despesas:

Desemprego recorde tem responsáveis: Aécio, Cunha, Temer e Meirelles

247 – Em dezembro de 2014, quando a presidente Dilma Rousseff efetivamente concluiu seu mandato, a taxa de desemprego fechou em 4,8%.
O Brasil vivia uma época de pleno emprego, como foi noticiado pela própria Globo (relembre aqui).
No entanto, alvo de um bullying midiático no primeiro mandato, Dilma não recebeu crédito pela menor taxa de desemprego da história.
Em 2015, o Brasil passou a ser governado, na prática, pela aliança entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG), derrotado na disputa presidencial de 2014, e pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que viabilizou o impeachment para tentar – em vão – se salvar da Lava Jato.
Os dois, com suas pautas-bomba, colocaram em marcha a política do "quanto pior, melhor", que começou a arruinar a economia brasileira – afinal, só assim seria possível consumar o golpe.
Em 2016, o Brasil passou das mãos de Cunha e Aécio para as de Michel Temer e Henrique Meirelles. Os dois, que assumiram há 230 dias mas em anúncios publicitários dizem governar há apenas 120 dias (leia aqui), prometiam trazer de volta a confiança, mas fracassaram.
O resultado é a taxa de desemprego de 11,9%. Ou seja: Dilma entregou uma taxa de 4,8%, mas o golpe mais do que dobrou o desemprego.
A conta é de Aécio, Cunha, Temer e Meirelles.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Estado contará com 33 novas escolas em tempo integral

O governador Paulo Câmara anuncia, nesta quinta-feira (29.12), a implantação de 33 novas escolas em tempo integral na Rede Estadual pernambucana. Desse total, 31 unidades serão implantadas em uma parceria com o Ministério da Educação. Já as outras duas escolas estão dentro do novo projeto estadual. O detalhamento do investimento será feito durante ato no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, às 10h, na presença do ministro da Educação, Mendonça Filho.

Pernambuco foi a primeiro Estado do País a implantar o modelo de escolas em tempo integral e hoje conta com 335 unidades nesta modalidade. Desse total, 35 são escolas técnicas estaduais. Atualmente, o Estado detém a maior rede de Ensino Médio do Brasil na modalidade integral, representando 43% do total de unidades nesta modalidade de ensino.

Carro de presidente argentino tem vidros quebrados por pedradas

Da AFP
Manifestantes contrários ao governo atacaram nesta quarta-feira (28) a pedradas o carro no qual o presidente argentino, Mauricio Macri, se deslocava por uma vila turística do sul do país e quebraram os vidros do veículo, sem que ninguém tenha ficado ferido, informou o governo em um comunicado.
"Um grupo de cerca de dez pessoas lançou pedras contra o veículo no qual se deslocava o presidente Macri em direção ao evento de inauguração do Centro de Interpretação e Informação Turística de Villa Traful, provocando a ruptura de dois vidros do veículo", revelou a presidência em uma nota.

A agenda do chefe de Estado "continua de forma normal", indicou a declaração oficial. Macri inaugurou o escritório turístico, localizado na província de Neuquén, 1.600 km a sudoeste de Buenos Aires.

No dia 12 de agosto, Macri precisou interromper um ato político na cidade de Mar del Plata (sul) após uma manifestação opositora na qual jovens lançaram pedras contra veículos de funcionários do governo.

Danilo Cabral diz que veto de Temer é erro político

O deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) classificou como um equívoco político do Governo Federal o veto ao projeto de renegociação das dívidas dos estados. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados sem as contrapartidas exigidas pelo Governo e vetado pelo presidente Michel Temer nesta quarta-feira (28). A decisão do Palácio do Planalto, na avaliação do deputado, pode prejudicar sua relação com a Câmara Federal, que aprovou a matéria quase por unanimidade como também com os estados, sobretudo os que já fizeram os ajustes para equilibrar as contas.

“Os ajustes feitos pela Câmara aprimoraram o projeto do Executivo e permitiram um tratamento um pouco menos desigual entre os estados. O Governo fala em disciplinar a questão por decreto. Se era esse o caminho, não precisava enviar o texto antes e estressar a relação com o Congresso Nacional”, criticou o deputado. Ele diz esperar que o decreto contemple as situações fiscais desiguais e reconheça os estados que fizeram seu dever de casa no ajuste fiscal. 

“Pernambuco, como reconheceu o relator da matéria no Senado, senador Armando Monteiro Neto, já vinha desde 2015 ajustando as contas. Não é justo que premiemos os estados que foram irresponsáveis, como o Rio de Janeiro, e penalizemos os que foram zelosos com o dinheiro público, como Pernambuco”, declarou Danilo. Ele lembra que os estados do Norte e Nordeste representam de 5% do valor total da dívida. 

O deputado era contrário ao projeto do Executivo, mas votou a favor do projeto depois que ele foi modificado pela Câmara.

Segurança eficaz só precisa de decisão política II

Por Osvaldo Matos de Melo Júnior*
No Brasil, procuramos sempre os caminhos mais desastrosos e que gerem impactos iniciais na mídia, mas que ao longo do tempo conseguem piorar muito mais que resolver os problemas. Ou seja, se administra pensando na mídia, na opinião pública formadora de opinião, nos conceitos equivocados de direitos humanos e nos grupos de pressão.
Vamos lá para o caso da polícia, a partir de Pernambuco.
1. Criaram uma secretaria cheia de cargos com pessoas de fora do ambiente policial estadual com características totalmente distintas e especificas, onde a expertise e a vocação natural é de extrema importância para políticas exitosas.
2. Acabaram com grande parte da mística das instituições, a boa concorrência e até a identidade coorporativa. Deixaram as instituições sem identidade visual e praticamente apagaram suas marcas e padronização de símbolos e uniformes.
3. Extinguiram unidades de ensino, acabaram com a formação característica de cada instituição, misturaram tudo como em um suco de frutas. Quebraram a espinha dorsal de uma instituição militar secular extinguindo sua academia, considerada uma das melhores do Brasil e que já formou e aperfeiçoou oficiais de 22 estados brasileiros.
4. Passaram mais de 10 anos sem formar os gestores de comandos de pequenas frações, iniciais, intermediários e fiscalizadores do efetivo lançado priorizando cursos rápidos de formação com pouca estrutura.
5. Exigiram a formação em direito para ingresso no curso de formação de oficiais e esqueceram que oficiais executam funções e responsabilidades com um pouco de administradores, orientadores, pedagogos, professores, preparadores físicos, contadores, sociólogos, estatísticos, economistas,  psicólogos, relações públicas, RH, planejadores, engenheiros durante a sua vida e as disciplinas necessárias de direito poderiam ter obrigatoriedade nos cursos de formação e aperfeiçoamento, como acontece nas polícias ostensivas de primeiro mundo e no melhor modelo do Brasil, e uma das melhores do mundo, que é a de São Paulo. A polícia que precisa de bacharéis em direito no modelo brasileiro são a PF e PC. Com certeza a maioria dos novos oficiais que serão formados passarão pouco tempo na PM, pois quem faz um curso de direito tem aspiração de ser juiz, promotor, delegado, procurador ou advogado.
6. Polícias de grande efetivo, com tropas diversificadas e ações especificas, precisam de renovação constante nos seus comandos intermediários e nos elos de ligação como os capitães, tenentes e sargentos. Isso é imprescindível e a falta dessa renovação traz problemas gravíssimos de disciplina, gestão, motivação, controle de qualidade, gestão de recursos humanos, hierarquia e da mística e tradição como elemento de estimulo em todo efetivo.
7. Os movimentos reivindicatórios dos militares por parte de associações foram legitimados pelo próprio governo, a partir do momento que negociaram com lideranças, quebrando a hierarquia totalmente, pois quem leva reinvindicação da tropa é apenas o seu comandante e estado maior. Existe uma cadeia de comando que se rompida em um dos seus elos complica tudo. Fizeram o absurdo de colocar à disposição das associações os policiais, ou seja, diretores de associações não trabalham como policiais apenas administram as associações e os movimentos.
Um absurdo total que só existe no Brasil. Não agiram com rigor, com a justa disciplina e transformaram uma das 4 melhores e mais disciplinadas instituições policiais militares do Brasil em uma das mais indisciplinadas, cheia de vícios, desmotivada e com menos identidade. Se não fosse o espírito abnegado de pessoas que realmente amam e são vocacionadas para a vida policial militar a coisa estaria muito pior que o caos atual. E o que é pior que o CAOS?
8. Tiraram dos comandantes o poder de comandar, onde um simples deslocamento de viatura ou transferência de um policial tem que ser autorizada pela SDS.
9. Reduziram o tempo dos cursos de formação, alguns são feitos até pela web, absurdo, como um curso policial militar pode ser feito pela web? A formação e o aperfeiçoamento são os momentos cruciais para lapidar o policial com técnicas, práticas, novos cases, revigorar a disciplina e corrigir possíveis falhas.
10. As promoções, os comandos e os cargos de chefia continuam na sua maioria em cima de interesses políticos o que desencadeia uma onda imensa de desmotivação nas instituições a cada nova data de promoção.
11. Não que um praça ganhe bem, mas criaram uma situação onde os oficiais e graduados ganham tão mal que as diferenças não seguem a lógica de qualquer empresa, instituição e carreiras do mundo quanto maior é o nível de responsabilidade maior é a remuneração e isso não tem nada a ver com o fato de quem tá na rua ou planejando, até porque a maioria dos oficiais e graduados também estão nas ruas além das suas obrigações de gestores.
12. São tantos erros repetidos de condução que mesmo a boa vontade de muitos não consegue estancar a onda crescente de violência que aterroriza nosso povo.
*Publicitário, Sociólogo e pesquisador de segurança

Segurança eficaz só precisa de decisão política I

Por Osvaldo Matos de Melo Júnior*
No Brasil, procuramos sempre os caminhos mais desastrosos e que gerem impactos iniciais na mídia, mas que ao longo do tempo conseguem piorar muito mais que resolver os problemas. Ou seja, se administra pensando na mídia, na opinião pública formadora de opinião, nos conceitos equivocados de direitos humanos e nos grupos de pressão.
Vamos lá para o caso da polícia, a partir de Pernambuco.
1. Criaram uma secretaria cheia de cargos com pessoas de fora do ambiente policial estadual com características totalmente distintas e especificas, onde a expertise e a vocação natural é de extrema importância para políticas exitosas.
2. Acabaram com grande parte da mística das instituições, a boa concorrência e até a identidade coorporativa. Deixaram as instituições sem identidade visual e praticamente apagaram suas marcas e padronização de símbolos e uniformes.
3. Extinguiram unidades de ensino, acabaram com a formação característica de cada instituição, misturaram tudo como em um suco de frutas. Quebraram a espinha dorsal de uma instituição militar secular extinguindo sua academia, considerada uma das melhores do Brasil e que já formou e aperfeiçoou oficiais de 22 estados brasileiros.
4. Passaram mais de 10 anos sem formar os gestores de comandos de pequenas frações, iniciais, intermediários e fiscalizadores do efetivo lançado priorizando cursos rápidos de formação com pouca estrutura.
5. Exigiram a formação em direito para ingresso no curso de formação de oficiais e esqueceram que oficiais executam funções e responsabilidades com um pouco de administradores, orientadores, pedagogos, professores, preparadores físicos, contadores, sociólogos, estatísticos, economistas,  psicólogos, relações públicas, RH, planejadores, engenheiros durante a sua vida e as disciplinas necessárias de direito poderiam ter obrigatoriedade nos cursos de formação e aperfeiçoamento, como acontece nas polícias ostensivas de primeiro mundo e no melhor modelo do Brasil, e uma das melhores do mundo, que é a de São Paulo. A polícia que precisa de bacharéis em direito no modelo brasileiro são a PF e PC. Com certeza a maioria dos novos oficiais que serão formados passarão pouco tempo na PM, pois quem faz um curso de direito tem aspiração de ser juiz, promotor, delegado, procurador ou advogado.
6. Polícias de grande efetivo, com tropas diversificadas e ações especificas, precisam de renovação constante nos seus comandos intermediários e nos elos de ligação como os capitães, tenentes e sargentos. Isso é imprescindível e a falta dessa renovação traz problemas gravíssimos de disciplina, gestão, motivação, controle de qualidade, gestão de recursos humanos, hierarquia e da mística e tradição como elemento de estimulo em todo efetivo.
7. Os movimentos reivindicatórios dos militares por parte de associações foram legitimados pelo próprio governo, a partir do momento que negociaram com lideranças, quebrando a hierarquia totalmente, pois quem leva reinvindicação da tropa é apenas o seu comandante e estado maior. Existe uma cadeia de comando que se rompida em um dos seus elos complica tudo. Fizeram o absurdo de colocar à disposição das associações os policiais, ou seja, diretores de associações não trabalham como policiais apenas administram as associações e os movimentos.
Um absurdo total que só existe no Brasil. Não agiram com rigor, com a justa disciplina e transformaram uma das 4 melhores e mais disciplinadas instituições policiais militares do Brasil em uma das mais indisciplinadas, cheia de vícios, desmotivada e com menos identidade. Se não fosse o espírito abnegado de pessoas que realmente amam e são vocacionadas para a vida policial militar a coisa estaria muito pior que o caos atual. E o que é pior que o CAOS?
8. Tiraram dos comandantes o poder de comandar, onde um simples deslocamento de viatura ou transferência de um policial tem que ser autorizada pela SDS.
9. Reduziram o tempo dos cursos de formação, alguns são feitos até pela web, absurdo, como um curso policial militar pode ser feito pela web? A formação e o aperfeiçoamento são os momentos cruciais para lapidar o policial com técnicas, práticas, novos cases, revigorar a disciplina e corrigir possíveis falhas.
10. As promoções, os comandos e os cargos de chefia continuam na sua maioria em cima de interesses políticos o que desencadeia uma onda imensa de desmotivação nas instituições a cada nova data de promoção.
11. Não que um praça ganhe bem, mas criaram uma situação onde os oficiais e graduados ganham tão mal que as diferenças não seguem a lógica de qualquer empresa, instituição e carreiras do mundo quanto maior é o nível de responsabilidade maior é a remuneração e isso não tem nada a ver com o fato de quem tá na rua ou planejando, até porque a maioria dos oficiais e graduados também estão nas ruas além das suas obrigações de gestores.
12. São tantos erros repetidos de condução que mesmo a boa vontade de muitos não consegue estancar a onda crescente de violência que aterroriza nosso povo.
*Publicitário, Sociólogo e pesquisador de segurança

Temer tentará indicar juízes de confiança para se salvar no TSE

247 - O entorno do presidente Michel Temer avalia que a operação de busca e apreensão deflagrada em três gráficas que fizeram a campanha presidencial de 2014 nesta terça-feira (27) pela Polícia Federal pode não ter sido negativa para o peemedebista.
Isso porque, acredita o Planalto, que a documentação apreendida levará o TSE a pedir mais tempo para aprofundar investigações antes de uma decisão final. O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, já havia declarado que o julgamento também pode ser retardado por causa das delações da Odebrecht.
Em abril e maio, o presidente nomeará dois dos 7 ministros do TSE. Eles substituirão Henrique Neves e Luciana Lóssio –empossados pelos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Caso o julgamento seja mesmo atrasado, Temer pode ganhar dois preciosos votos. Somados a ministros simpáticos ao presidente –como Gilmar Mendes e Luiz Fux– os novos já lhe dariam maioria no tribunal.

Homem que agrediu ambulante até a morte diz que não é má pessoa

247 - O pedreiro Ricardo do Nascimento, de 21 anos, um dos agressores do ambulante Luiz Carlos Ruas, que foi morto por defender um homossexual no Metrô de São Paulo, disse que está "arrependido" e que não é "uma má pessoa". Ele foi preso ontem à noite em Itupeva (interior paulista). 
Indagado sobre o que diria à viúva de Ruas, o pedreiro respondeu: "Estou arrependido. Também não sou uma má pessoa. E o senhor [Ruas] que estava lá trabalhando também não era, era um cidadão de bem".
Nascimento e o primo que também aparece nas imagens agredindo o ambulante, Alípio Rogerio dos Santos, 26, tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça ontem. Santos é considerado foragido e, segundo seu advogado disse ontem, não vai se entregar.
Conforme a investigação, eles agrediram Ruas --vendedor de doces havia 20 anos-- porque ele teria tentando defender uma travesti, moradora de rua da região, das agressões dos dois jovens.
À polícia e aos jornalistas, hoje, Nascimento alegou ter ajudado o primo a se defender de uma garrafada que teria sido desferida por Ruas. "Ele [o ambulante] deu uma garrafada na cabeça do meu primo", disse o pedreiro na saída do DHPP.
De acordo com delegado Osvaldo Nico, a versão da garrafada "não convence"

Mensalão tucano: Aécio depôs na Polícia Federal

Jornal do Brasil
O senador do PSDB Aécio Neves foi discretamente à sede da Polícia Federal em Brasília para prestar depoimento no inquérito que investiga se o tucano atuou para “maquiar" dados da CPI dos Correios, em 2005. As informações são da Época.
Em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), o tucano foi acusado pelo ex-senador Delcídio do Amaral de tentar interferir nos trabalhos da CPI que investigava denúncias do mensalão.
As investigações são baseadas em um dos depoimentos do ex-senador Delcídio do Amaral, em colaboração com a Justiça. De acordo com Delcídio, em 2005, durante os trabalhos da CPMI dos Correios, o senador Aécio Neves, então governador de Minas Gerais, “enviou emissários” para barrar quebras de sigilo de pessoas e empresas investigadas, entre elas o Banco Rural.
Durante as investigações feitas pela CPI dos Correios, Delcídio identificou algumas "maquiagens" em alguns “dados comprometedores” fornecidos pelo Banco Rural. Eram dados que, segundo ele, prejudicariam o ex-governador e o ex-vice-governador de Minas Gerais, Aécio Neves e Clésio Andrade – além da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e do publicitário Marcus Valério, pivô do mensalão, entre outros.
Delcídio disse compreender a existência dessa maquiagem pelo fato de que “a gênese do mensalão teria ocorrido em Minas Gerais”. No depoimento, ele disse que ficou sabendo que os dados recebidos do banco estavam maquiados por meio de relatos feitos por Eduardo Paes e do próprio Aécio Neves, mas que isso acabou não sendo incluído no relatório final.

Um processo estranho



Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo
 Na última semana do ano, a Polícia Federal apreendeu documentos em gráficas suspeitas de fraudes na campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer. É difícil que a operação dê grandes resultados, já que as empresas tiveram tempo para se livrar de provas. Mesmo assim, serve como lembrete de que ainda há, no Tribunal Superior Eleitoral, quem esteja interessado em julgar a chapa vitoriosa em 2014.
Embora haja um clima de acordão no ar, o relator Herman Benjamin parece estar fora dele. O ministro tem demonstrado independência e sinaliza estar disposto a levar a investigação até as últimas consequências.
Ao autorizar as buscas, ele anotou que o TSE vê "indícios de fraude na destinação final dos recursos eleitorais". O ministro citou a "aparente ausência de capacidade operativa de subcontratadas" e o "recebimento de altos valores por pessoas físicas e jurídicas sem justa causa demonstrada". Em português claro, ele apontou suspeitas de que a campanha usou laranjas para lavar dinheiro.
Esses sinais já estão na praça há pelo menos um ano e meio. Em julho de 2015, a Folha mostrou que a chapa pagou R$ 6,15 milhões a uma gráfica sem nenhum funcionário registrado. Outros casos levantados pela Lava Jato sugerem que as empreiteiras do petrolão reinvestiram parte das verbas desviadas na campanha.
O processo no TSE tem sido marcado por estranhezas. O autor da ação é o PSDB, que se desinteressou pelo caso desde que Dilma foi afastada. O presidente do tribunal é o ministro Gilmar Mendes, que demonstra fina sintonia política com Temer.
O Planalto defende a tese esdrúxula da divisão da chapa, como se presidente e vice não tivessem sido eleitos pela mesma campanha. Por via das dúvidas, tentar esticar a ação até a metade de 2017, quando Temer terá trocado dois ministros da corte. Pelos planos do governo, tudo acabará em nada. No limite, o TSE se limitaria a determinar a "cassação" de quem já foi cassada pelo Congresso.

Burocracia trava repatriação a prefeitos



Um enrosco burocrático deve fazer com que os prefeitos fiquem sem o dinheiro da repatriação este ano, conforme prometido por Michel Temer. Integrantes do governo já não veem muitas chances disso acontecer.
O Tesouro mantém a programação de transferir os recursos dia 30 de dezembro, como prevê a medida provisória. O problema é que, nesse dia, há feriado bancário. Integrantes do Banco do Brasil avaliam que, para dar tempo, o governo teria de depositar tudo nesta quarta (28).
A FNP (Frente Nacional de Prefeitos) tentava no STF a antecipação do depósito. Na terça (27), o pedido de liminar foi negado.
Muitos prefeitos contavam com os recursos da repatriação para fechar as contas e agora temem infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal, afirma Márcio Lacerda (PSB), prefeito de Belo Horizonte e presidente da FNP. (As informações são de Natuza Nery, na coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quarta.feira.)

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Não foi homofobia, diz advogado de agressores de ambulante

 
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O advogado Marcolino Nunes Pinho, defensor dos dois homens que espancaram até a morte o ambulante Luiz Carlos Ruas, 54, disse que eles não vão se apresentar à polícia. "Eles não vão se entregar não, por enquanto", disse à reportagem nesta terça (27).
Ainda segundo o defensor, ele vai tentar revogar a prisão temporária decretada pela Justiça de São Paulo antes de decidir a situação dos dois.
Pinho disse que não se trata de um caso de homofobia. Disse que seus clientes alegam que partiram para briga naquela noite porque Alípio Rogério Belo dos Santos, 26, teve o celular roubado por um grupo de pessoas do lado de fora da estação Pedro 2°, da linha 3-vermelha do Metrô paulista, entre elas uma travesti, onde as câmeras do Metrô não conseguem captar.
Ainda segundo a defesa, os dois agrediram Ruas porque o vendedor também teria se envolvido na briga. "O senhor Luiz Ruas foi tentar ajudar os travestis, que ele conhecia lá, e deu uma garrafada na cabeça do Alípio. Aí, ficou nervoso porque tomou a garrafada e foi para cima dele. Ele disse que nem entendeu porque aquele senhor se envolveu na confusão. Deu uma garrafa nele", disse o advogado.
Pinho afirmou ainda que fotografias das lesões sofridas por Alípio dos Santos estão sendo anexadas no pedido de revogação da prisão. "Se você perceber nas imagens, ele [Alípio] está sangrando bastante. Está bastante lesionado. Na boca, no joelho, nos braços, na barriga. Uma pessoa que só bate não teria essas lesões todas", afirmou.
A família de Ruas será assessorada pelo advogado Augusto de Arruda Botelho, importante criminalista de São Paulo. Botelho trabalhará para a família sem cobrança de honorário e deve participar como assistente de acusação quando o caso for a júri popular.
"Estou muito revoltado com essa história. Dentro dos limites da lei, os crimes de intolerância precisam ser severamente punidos", afirmou o advogado.
MANIFESTAÇÃO
Cerca de cem pessoas, entre elas de defesa da causa LGBT, compareceram no início da tarde desta terça (27) para um protesto na estação Pedro 2º. Convocada pelas redes sociais pelo jovem Bruno Diego Alves, 25, a manifestação pediu mais segurança aos usuários do sistema metroviário de São Paulo e o fim da homofobia.
"Espero que fique de exemplo, para que a morte do Luiz Carlos Ruas não se repita. Pagamos imposto caro, tarifa alta, e não temos segurança ao usar o metrô. Dinheiro tem, o que falta é vontade", criticou.

DEM nomeia mais após críticas de Caiado

Lauro Jardim
ACM Neto não foi o único do DEM que faturou nomeação na semana passada no governo Michel Temer. Outros integrantes do partido também têm visto seus nomes ganharem força na disputa. Não foi à toa que o DEM passou a ser ouvido. Para ser mais preciso, foi depois das críticas de Ronaldo Caiado (foto), pedindo eleição direta.

Após repercussão, Temer cancela 'licitação do sorvete'

247 - O Palácio do Planalto decidiu cancelar nesta terça-feira (27) a licitação no valor de R$ 1,75 milhão para compra de lanches e refeições para o avião de Michel Temer (PMDB). Anúncio foi feito pouco depois de se tornar pública a informação sobre a compra de sorvetes, sucos, pães sem glúten e outros itens.
A licitação foi lançada na semana passada. Empresas interessadas em abastecer com alimentos e bebidas a aeronave presidencial deveriam apresentar suas propostas para o serviço na próxima segunda-feira (2).
De acordo com a o edital da concorrência, mais de 170 itens alimentícios seriam comprados pelo governo. Entre eles, estão cinco tipos de sorvetes e outros cinco sabores de picolés.
Só em sorvetes do tipo premium da Haagen Dazs, o governo pretendia gastar R$ 7.500. Seriam 500 potes de 100 gramas, orçados em R$ 15,09 cada um.
O Planalto também deveria gastar mais de R$ 21 mil em 1.500 litros água de coco para o avião, outros R$ 18,3 mil em 5.000 cápsulas de café expresso, e mais de R$ 96 mil em 1.500 tortas de chocolate.
Para o avião de Temer, cada sanduíche de mortadela custaria até R$ 16,45. A Presidência já tinha encomendado 500 deles. Encomendara também 500 sanduíches de atum e outros 2.500 do tipo misto (com presunto e queijo).
Já os almoços e jantares que seriam servidos no avião do presidente custariam até R$ 167 cada. Incluiriam entrada, prato principal e sobremesa. Pelo cardápio descrito na licitação, teriam medalhão de filé, cordeiro assado ou supremo de frango grelhado, além de acompanhamentos.
Os cafés da manhã no avião poderiam custar mais de R$ 96 cada. Incluiriam iogurte tipo grego, frutas da estação em cubos, frios fatiados, pães e um prato principal: omelete, quiche, beirute ou outros.

R$ 1,7 mi em refeições e lanches de avião de Temer

Temer desembarca de avião presidencial: serviço de bordo custará R$ 1,7 milhão
Temer desembarca de avião presidencial: serviço de bordo custará R$ 1,7 milhão
O governo federal está disposto a gastar até R$ 1,75 milhão para abastecer o avião do presidente Michel Temer (PMDB) com sorvetes, sucos, pães sem glúten e outros itens para lanches e refeições por um ano.
O valor está previsto numa licitação lançada pela Presidência justamente para definir a empresa que assumirá a responsabilidade pelo serviço de bordo da aeronave presidencial.
De acordo com a o edital da concorrência, mais de 170 itens alimentícios serão comprados pelo governo. Entre eles, estão cinco tipos de sorvetes e outros cinco sabores de picolés.
Só em sorvetes do tipo premium da Haagen Dazs, o governo deve gastar R$ 7.500. Serão 500 potes de 100 gramas, orçados em R$ 15,09 cada um.
O Planalto também deve gastar mais de R$ 21 mil em 1.500 litros água de coco para o avião, outros R$ 18,3 mil em 5.000 cápsulas de café expresso, e mais de R$ 96 mil em 1.500 tortas de chocolate.
Para o avião de Temer, cada sanduíche de mortadela custará até R$ 16,45. A Presidência já encomendou 500 deles. Encomendou também 500 sanduíches de atum e outros 2.500 do tipo misto (com presunto e queijo).
Já os almoços e jantares que serão servidos no avião do presidente custarão até R$ 167 cada. Incluirão entrada, prato principal e sobremesa. Pelo cardápio descrito na licitação, terão medalhão de filé, cordeiro assado ou supremo de frango grelhado, além de acompanhamentos.
Os cafés da manhã no avião poderão custar mais de R$ 96 cada. Incluirão iogurte tipo grego, frutas da estação em cubos, frios fatiados, pães e um prato principal: omelete, quiche, beirute ou outros.
A licitação do serviço de bordo do avião presidencial está marcada para a próxima segunda-feira (2). Procurada pelo UOL, a Presidência ainda não se pronunciou sobre a concorrência.

Brincando no bolso dos outros

O Governo autorizou as empresas aéreas a cobrar as bagagens embarcadas.
Explicaram que isso é ótimo porque permitirá reduzir a tarifa de quem não despacha bagagem.
Alguém topa apostar com esta coluna?

Michel Temer diz que as novas medidas econômicas talvez não tenham efeito imediato, mas a médio prazo, todos verão, serão ótimas.

Nos dois casos, o Governo diz que tudo vai melhorar, só que mais tarde. (Carlos Brickmann)

As previsões e os fatos

Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo
"Rombo nas contas do governo é o maior em 20 anos". "Utilização de capacidade da indústria cai à mínima histórica". "Pela primeira vez em 12 anos, shoppings fecham mais lojas do que abrem. "Varejo tem queda no Natal". "Mercado reduz projeção do PIB". "Desemprego deve subir ainda mais em 2017".
Todas as manchetes acima foram recolhidas no noticiário on-line desta segunda (26). Elas ilustram o desânimo da economia brasileira na reta final do ano, em que os fatos insistem em contrariar as previsões oficiais.
No início de 2016, era comum ouvir que o impeachment resultaria na retomada imediata do crescimento. Em março, o empresário Flávio Rocha, da Riachuelo, dizia que a volta dos investimentos seria "instantânea". Em setembro, o ministro Eliseu Padilha se gabava: "A esperança está se convertendo em confiança".
Os dois parecem ter confundido desejo com realidade. Os investimentos sofreram um tombo de 3,1% no terceiro trimestre, segundo o IBGE, e a confiança da indústria acaba de registrar o menor índice em seis meses, de acordo com a FGV.
As previsões róseas se baseavam na crença de que bastava trocar de presidente para tirar a economia do atoleiro. Com lama pelas canelas, os mais otimistas deveriam dar uma olhada no exemplo da Argentina.
Quando Michel Temer nomeou sua equipe econômica, os entusiastas da "fada da confiança" festejaram semelhanças com o time ultraliberal de Mauricio Macri. Nesta segunda, o presidente argentino demitiu o ministro da Fazenda. Se é possível fazer alguma previsão para o início de 2017, é de que a pressão sobre Henrique Meirelles vai aumentar.
*
É incrível que Fernando Haddad se recuse a comentar a pesquisa Datafolha que expressa a opinião dos paulistanos sobre seu governo.
Se as derrotas servem para ensinar alguma coisa, parece que o prefeito se recusa a aprender

Abusado

Após os vereadores de São Paulo aprovarem o aumento de seus salários, Adilson Amadeu (PTB) enviou mensagem ao grupo de WhatsApp da Câmara:
“Quem não votou a favor é demagogo, sim. Devolva o salário. Aí vai mostrar sua cara”.
A mensagem do petebista ainda seguiu em tom de ameaça aos colegas:
“Amigo que marcou entrevista com o SBT na Câmara é bom desmarcar! Vou continuar vereador! É bom não encher o meu saco!!!”.
 (Painel - Folha de S.Paulo)

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Pernambuco abre seleção simplificada para 92 vagas na Saúde

As vagas são distribuídas entre médicos neonatologista plantonista (12), médicos tocoginecologista plantonista (27), médicos pediatra plantonista (12), biomédicos diarista (24), enfermeiros obstetra plantonista (10) e técnicos de enfermagem plantonista (7). Os salários variam de R$ 1.036,17 a R$ 7.514,74.
Os candidatos aprovados vão ter contrato por um período de 24 meses. Para os médicos, a carga horária é de um plantão de 24 horas ou dois plantões de 12 horas. Para as funções de enfermeiros obstetra plantonista e técnico de enfermagem plantonista, a jornada de trabalho será em regime de plantão de 12X60 horas de trabalho. Já o biomédico terá jornada diária de 6 horas, totalizando 30 horas semanais.
A seleção tem etapa única de avaliação curricular, de caráter classificatório e eliminatório. As vagas são para diferentes regiões de Pernambuco. A divulgação do resultado preliminar da avaliação do currículo está prevista para o dia 10 de fevereiro, com resultado final previsto pro dia 24 de fevereiro.

Os “moralizadores gerais” da República

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É só olhar os números acima, publicados hoje pelo insuspeito Valor Econômico para entender porque a grita de muitos integrantes do Ministério Público contra as medidas legais para impedir o pagamento – já imoral – do teto constitucional de remunerações, com limite nos ganhos dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
O jornal, com base em dados da Receita Federal relativos às declarações de renda de 2014-  quando  o vencimento de ministro do STF era de R$ 29.462,25- apurou que os membros do Ministério Público (promotores e procuradores) são a categoria profissional mais bem paga do país.
Tiveram, naquele ano, uma renda média anual de  527,7 mil, maior até que a dos juízes e membros dos Tribunais de Contas (R$512 mil).
Este total, dividido pela remuneração de um trabalhados comum (13 salários e um terço de férias) representa um ganho mensal de R$ 39.587, 40 mensais.
R$ 10 mil a mais, todo mês, do que os membros do STF têm como limite.
Mas isso é assim mesmo?
No Valor:
Nos Estados Unidos, o procurador-geral ganha 11 vezes o salário mínimo do país.
Um estudo do Conselho Europeu que comparou salários de juízes na Europa e em outras partes do mundo mostrou realidade parecida. Tomando por base os salários iniciais dos juízes de primeira instância na média da União Europeia, esses membros ganham cerca de 2,4 vezes a renda média de um trabalhador do setor privado.
No caso dos procuradores, a relação é um pouco menor, de 1,9 vez. No Brasil, aponta Marciano Godoi, professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), os salários iniciais de juízes e procuradores são de trinta vezes a remuneração média do brasileiro, o que coloca essa parcela do funcionalismo na elite brasileira. “Os juízes e procuradores em início de carreira chegam a ganhar mais do que a média dos gerentes de empresas privadas e, por vezes, até mais do que diretores de multinacionais”, afirma.
O doutor Rodrigo Janto, quem sabe, poderia pedir ajuda ao Doutor Deltan Dallagnol para fazer um powerpoint que explique ao povo brasileiro que não se formou ali uma casta de privilegiados.

Aéreas investem em salas VIPs. Foi-se o tempo em que voar era para pobre também

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A turma que reclamava que os aeroportos tinham perdido o “glamour” tem todos os motivos para estar feliz.
Além da crise já ter espantado 6 milhões de passageiros – claro que os mais pobres – dos aeroportos, as empresas aéreas agora apostam é no público VIP, aquela “gente diferenciada”.
Leia só o que publica O Globo:
Comer em louça importada, beber vinho e whisky à vontade ou tirar um cochilo em cama queen size antes de viajar. Os mimos são alguns dos serviços que estão sendo oferecidos em salas VIPs recém-inauguradas nos aeroportos do Galeão, no Rio, e de Guarulhos, em São Paulo. Oito salas abriram as portas nos últimos seis meses — três delas em dezembro, no terminal carioca. Uma aposta das companhias aéreas no público classe A, num momento em que a demanda por voos domésticos cai há 16 meses seguidos e as empresas acumulam prejuízos bilionários.No início do mês, a Gol inaugurou uma de suas salas na área de embarque internacional do terminal 2 do Galeão — outra será aberta em 2017, no embarque doméstico, e mais duas iniciaram operação em Guarulhos este ano. O ponto forte dos lounges é a alimentação. Além das massas, há variedade de petiscos, que vão de minipizzas e barquetas recheadas a bruschetas.
E vá tirando o seu cartão de embarque da chuva se você pensa que qualquer passageiro pode entrar. É só passageiro com aqueles cartões de milhagem “top de linha” e para  os que têm passagem de primeira classe.
Bem, pagando, todo mundo pode, mas o preço é nas nuvens:  US$ 50 (Gol) a US$ 70 (Star Alliance). Ou de R$ 165 a R$ 231. Ou quase o preço de quem compra passagem na promoção, com bastante antecedência.
E o diagnóstico está na boa matéria das repórteres Danielle Nogueira e Regina Scrivano:
Para Jorge Leal, professor de Transporte Aéreo da Escola Politécnica da USP, o investimento nas salas VIP faz parte da estratégia das companhias aéreas de focar na classe executiva e na parcela da população “mais abastada”, num momento em que a redução da oferta de voos pelas aéreas tende a elevar os preços das passagens. Isso deve afastar ainda mais os passageiros que já estão deixando de viajar de avião devido à crise econômica, numa espécie de re-elitização do transporte aéreo que, nos últimos anos, havia ganho novos passageiros, com a queda do preço médio do bilhete e o aumento da renda.
— Quem viaja a negócios e quem pertence às classes mais abastadas são menos afetado pela crise e pela alta das passagens.
O Miller Fernandes, cruel frasista, bem que  dizia, povo também é VIP: Very Insignificant Poor.

Governo do Estado emite nota de pesar pelo falecimento da professora Lucila Nogueira

Nota de pesar


"A professora Lucila Nogueira partiu muito cedo do nosso convívio. Com sua paixão pela vida, Lucila nos deixa uma obra vasta, empolgante e que, com certeza, está imortalizada e já inspira as novas gerações de poetisas e escritoras. Meus sinceros sentimentos e as minhas condolências aos seus familiares, amigos e admiradores"

Recessão Temer-Meirelles derruba vendas do Natal

247 - As vendas de Natal do comércio tiveram um novo ano de queda em 2016, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (26) pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O levantamento mostra que as vendas a prazo tiveram queda de 1,46%, no terceiro ano seguido de recuo das compras parceladas de presentes.
“O comércio vendeu menos a prazo, mas não significa que o brasileiro deixou presentear. Os consumidores estão mais preocupados em não comprometer o próprio orçamento com compras parceladas, por isso optaram por presentes mais baratos e geralmente pagos à vista, as famosas 'lembrancinhas'”, explicou em nota o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.
“Com o acesso ao crédito mais difícil, juros, inflação e desemprego elevados, o poder de compras do brasileiro ficou muito mais limitado para compras caras”, disse.
O resultado negativo já era aguardado pelos lojistas. "Reflete a tendência de desaquecimento das vendas no varejo observado ao longo de 2016, em virtude do cenário econômico desfavorável, com crédito mais caro, inflação elevada, aumento do desemprego e baixa confiança do consumidor para se endividar”, disse também em nota o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.
O Natal é considerado pelos lojistas a data comemorativa mais importante em faturamento e volume de vendas. 
VENDAS EM SHOPPINGS TÊM PRIMEIRA QUEDA EM 12 ANOS
As vendas em lojas de shopping no ano de 2016 acumulam R$ 140,5 bilhões, de acordo com dados da Associação Brasileira de lojistas de Shopping (Alshop). O resultado este ano é 3,2% menor em termos nominais do que o de 2015, de acordo com o estudo.
A Alshop apresentou números da evolução histórica das vendas em shoppings desde 2004 e, segundo os dados da entidade, o ano de 2016 é o primeiro desde então em que o setor registrou queda de vendas em termos nominais.
Como consequência da crise, o segmento de lojas de shoppings encolheu em 2016, encerrando o ano com menos pontos de venda em operação do que no ano passado. Dados da Alshop apontam uma queda de 12,9% na quantidade de lojas este ano. 
É a primeira vez que a associação detecta uma diminuição na quantidade de lojas ao longo de um ano pelo menos desde a transição de 2004 para 2005, quando começou a ser feito o levantamento sobre a indústria de shoppings brasileira.

A difícil missão de ser Prefeito

Ex-prefeito Samuel Salgado
Por Samuel Salgado*
Os prefeitos, principalmente de cidades pequenas, que assumirão no próximo dia 1 de janeiro de 2017, enfrentarão muitos desafios.
O momento pelo qual passa o país, com uma crise moral, política, econômica e institucional seriíssima, dificulta ser prefeito municipal
Com a grave recessão econômica, as receitas diminuíram, por outro lado, cresceram as demandas sociais por Saúde, Educação, Segurança, Infraestrutura, Desenvolvimento para a Zona Rural, Esporte, entre outras áreas, devido à queda do poder aquisitivo da população e ao aumento do desemprego.
Outro fator que é preocupante na vida dos futuros prefeitos é a atual divisão dos recursos entre os entes federativos (União, estados e municípios). O FPM (Fundo de Participação dos Municípios), maior fonte de recursos de cidades pequenas como Angelim, é formada por parte da arrecadação federal do IR (Imposto de Renda) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), tributos em retração, devido à forte recessão econômica. Se não estou enganado, para cada R$ 100 arrecadados de impostos no Brasil, R$ 66 ficam com a União, R$ 22 vão para os Estados e apenas R$ 12, para os municípios, que é onde tudo acontece na vida real. O que se pode realizar com uma distribuição dessas? Com apenas 12% das receitas do país, é difícil ser um bom prefeito em qualquer município. São responsabilidade de mais e recursos de menos. Vale acrescentar que esse percentual já foi bem menor na época em que fui prefeito.
Por tudo isso, os novos prefeitos precisam ter vontade, coragem, pulso firme e organizar a casa.
Portanto, cabe a cada futuro prefeito:

1- Ser honesto. Este é o ponto de partida imprescindível para uma gestão eficaz.

2- Ser auxiliado por pessoas de bem. Como a estrutura administrativa é grande, ele sozinho não poderá acompanhar tudo. Se for mal assessorado, com secretários mal intencionados, ou ainda sem uma qualificação para cada área, a gestão estará fadada ao fracasso.

3- Viver sintonizado com a legislação vigente, atualmente muito rígida. O gestor deve cumpri-la rigorosamente. Sem esse cuidado, poderá ter grandes problemas, podendo nem terminar o mandato. Prefeito que tomar decisão precipitada, sem antes fazer uma consulta jurídica, pode ter problemas na sua gestão.

4- Ter, juntamente com seus auxiliares, dedicação aos cargos. Se não houver empenho, não haverá êxito na administração.

5- Ter espírito público. Deve estar sempre sensível aos clamores do povo. Como nem tudo será possível atender, deve estabelecer o que é mais urgente para aplicação do dinheiro público que, quase sempre, torna-se insuficiente para tantas necessidades.

6- Ser democrático. Isto é, ouvir as pessoas (secretários, lideranças, segmentos sociais, etc...) e compartilhar as decisões.

7- Planejar estrategicamente as ações de governo, levando em conta as prioridades, estabelecendo cronogramas de acordo com a receita. Com esta atitude, comumente, poderá enfrentar impopularidade num primeiro momento, mas criam-se melhores condições para atender as demandas da população.

8- Ter habilidade para ir em busca de recursos públicos externos, através de apoios políticos do governador e de deputados.

9- Não repetir os erros dos antecessores e, se possível, melhorar o que deu certo

Estas, são apenas algumas recomendações para ser um bom prefeito. Tomara que tenhamos uma boa safra de bons administradores municipais entre 2017/2020.
Samuel salgado é ex-prefeito de Angelim por 03 mandatos e é professor do IFPE campus Belo Jardim

STF: colegiado está em baixa, diz Marco Aurélio

Folha de S.Paulo – Thais Bilenki
Autor da polêmica ordem de afastamento de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, o ministro Marco Aurélio Mello é o campeão de liminares individuais no Supremo Tribunal Federal neste ano.
Até o recesso judiciário, iniciado em 20 de dezembro, ele expediu 520 decisões do tipo, ante uma média de 185 de todos os ministros, segundo levantamento feito pela Folha com base nas estatísticas oficiais do Supremo.
Liminares monocráticas são decisões de caráter provisório tomadas individualmente por um ministro. Por regra, devem ser referendadas ou não por órgão colegiado (o plenário do STF ou as turmas, compostas por cinco ministros cada uma). Mas nem sempre o são.
"O princípio do colegiado está em baixa", constatou Marco Aurélio à Folha.
"Sem falar na sessão virtual, na qual sempre prevalece a visão do relator, inclusive com o famigerado voto omissivo: aquele que não se pronuncia tem 'o voto' computado como acompanhando o todo poderoso relator", criticou o ministro.
"Perde o jurisdicionado, perde o Judiciário em prestígio. Tempos estranhos, que não são os meus."
A liminar contra Renan, dada em 5 de dezembro, foi ignorada pelo Senado e revertida pelo plenário do STF dois dias depois. Foi mais um capítulo na crise entre Poderes que marcou 2016.

Queda de prestígio que nunca teve

Carlos Brickmann
O presidente Michel Temer tem números ruins: as pesquisas CNI-Ibope (46%), Datafolha (45%) e CUT-Vox Populi (55%) mostraram como cresce a rejeição a seu Governo.

O detalhe: os três institutos indicam quedas de prestígio semelhantes. Os números podem diferir um pouco, mas sinalizam idêntica fraqueza política.

O resultado mais dramático é o do Instituto Ipsos: 77%. Com esse número, Temer será o presidente da República mais mal visto pelos eleitores desde que se iniciaram as pesquisas sobre esse tema - um presidente pior até do que Dilma Rousseff. O número negativo disparou logo após o vazamento das delações da Odebrecht, em que é citado.