quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Pastor Everaldo diz que vai privatizar a Petrobras



Do Portal G1 Brasília
 O candidato do PSC à Presidência da República, Pasto Everaldo, afirmou nesta terça-feira (19), em entrevista ao vivo ao Jornal Nacional, que, se eleito, vai privatizar a Petrobras. Segundo ele, a empresa é um "foco de corrupção e tem uma dívida astronômica".
"Eu vou privatizar a Petrobras. A Petrobras hoje, uma empresa pública nacional, hoje é foco de corrupção e uma dívida astronômica de mais de R$ 300 bilhões. Então, eu vou privatizar. O petróleo é nosso, mas a Petrobras hoje não é nossa", declarou.
O candidato disse que transferirá à iniciativa privada "tudo o que for possível", em referência às empresas estatais. "Vou fazer corte na carne. Defendo um estado mínimo. Vou reduzir o número de ministérios de 39 para 20", disse.
O presidenciável foi indagado sobre a inexperiência em cargos públicos e se os problemas brasileiros não seriam complexos demais para um principiante.
O candidato respondeu dizendo que aprendeu na vida a trabalhar em equipe. "Fui servente de pedreiro. Se preciso pintar uma parede , chamo um pintor", declarou. Segundo ele, é possível governar com "os melhores quadros", independentemente do partido ao qual pertencem.

Beto: ligado ao agronegócio; doações vetadas pela Rede

  Filiado ao PSB desde 1986, o deputado federal gaúcho Beto Albuquerque, 51, tem trajetória de afinidade com o agronegócio. Empresas do ramo estiveram entre as principais doadoras de suas últimas duas campanhas.
Com base eleitoral no noroeste gaúcho, onde a agricultura sustenta a economia, ele defendeu interesses de cerealistas e empresas de celulose no Congresso. Conseguiu, por exemplo, uma linha de financiamento do BNDES para armazenagem de grãos e atuou contra uma restrição ambiental a plantações em áreas de elevada altitude.
No início do primeiro mandato de Lula, quando foi vice-líder do governo, trabalhou pela edição de medida provisória que liberaria o plantio de soja transgênica. Naquela época, Marina era ministra do Meio Ambiente e criticava a iniciativa.
Na eleição de 2010, companhias de sementes, beneficiadoras de grãos e empresas como a Celulose Riograndense e a Klabin compuseram metade das receitas do deputado gaúcho na campanha.
A proliferação de plantações de eucaliptos é um tema caro a ambientalistas locais.
As últimas campanhas de Albuquerque também receberam contribuições de uma empresa de defensivos agrícolas, de uma indústria de armas e de uma cervejaria. (Da Folha de S.Paulo - Felipe Bachtold)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dilma volta a Pernambuco e vai visitar Cabrobó e Floresta, nesta quinta


Foto: reprodução do Facebook
Foto: reprodução do Facebook
Uma semana depois da morte e sepultamento do presidenciável Eduardo Campos, Dilma retoma a agenda interrompida em Pernambuco, nesta quinta-feira (21).
A presidente vai visitar as cidades de Cabrobó e Floresta. Além de serem administradas por gestores socialistas, as duas cidades tem em comum tomadas de água do projeto da Transposição do São Francisco.
Na mesma visita, a presidente visita a vizinha Paulo Afonso, na Bahia. Em maio, a presidente visitou a cidade sertaneja. Na época, Dilma visitou áreas da Transposição. Inicialmente, a candidata à reeleição viria ao Estado na última quinta-feira (14), mas as agendas de campanha foram canceladas em decorrência do trágico acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos na última quarta-feira (13).
Nos bastidores, a informação é que a presidenciável gravará apenas imagens para o guia. A princípio, nenhum parlamentar vai acompanhá-la, porque é agenda de campanha e não presidencial.(do blog de jamildo)

Flaps podem ter sido a causa da queda de avião

(do blog de magno martins)
As primeiras análises dos destroços da aeronave Cessna Citation que caiu na última quarta-feira em Santos, no litoral de São Paulo, matando o ex-governador de Pernambuco e até então candidato à Presidência pelo PSB, Eduardo Campos, e mais seis pessoas, apontam que os flaps do avião estavam recolhidos no momento do acidente, de acordo com informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Durante uma aterrissagem é preciso “baixar” os flaps, que são como extensões das asas e ajudam na sustentação e frenagem do avião no solo. O manual de instruções do jato, no entanto, indica que os flaps não podem ser recolhidos se o avião estiver em velocidade superior a 200 nós – acima de 370 km/h.
No caso específico do Cessna, se os flaps forem recolhidos com o avião a mais de 370 km/h, o corre um “put down” (baque) violento, que puxa o avião para baixo.
A análise dos peritos indica a possibilidade de um eventual “put down”, o que poderia ter sido causado por um suposto recolhimento dos flaps em velocidade acima de 370 km/h

Coimbra: mídia exerce papel de “oposição de fato”

247 – Para o colunista Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi, estamos há três anos imersos na eleição de 2014 sob o comando de uma imprensa oposicionista que busca a derrota de Dilma Rousseff de todas as formas.
Segundo ele, a influência dessas empresas ultrapassa o noticiário: “elas contratam as pesquisas eleitorais que desejam e as divulgam quando e como querem”. Leia:
Na próxima terça 19, com o início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio, entraremos na etapa final da mais longa eleição de nossa história. Começou em 2011 e nossa vida política gira em torno dela desde então.
A batalha da sucessão de Dilma Rousseff foi iniciada quando cessou o curto período de lua de mel com as oposições, no primeiro ano de governo. Talvez em razão do vexame protagonizado por José Serra na campanha, o antipetismo andava em baixa.
Durou pouco. Na entrada de 2012, o clima político deteriorou-se. As oposições perceberam que, se não fizessem nada, marchariam para nova derrota na eleição deste ano. Ao analisar as pesquisas de avaliação do governo e notar que Dilma batia recordes de popularidade a cada mês, notaram ser elevadas as possibilidades de o PT chegar aos 16 anos no poder. E particularmente odiosa.
Serem derrotadas outra vez por Dilma doía mais do que perder para Lula.
Ela era “apenas” uma gestora petista, sem a aura mitológica do ex-presidente. Sua primeira eleição podia ser creditada, quase integralmente, à força do mito. Mas a segunda, se viesse, seria a vitória de uma candidatura “normal”. Quantas outras poderiam se seguir?
A perspectiva era inaceitável para os adversários do PT. Na sociedade, no sistema político e no empresariado, seus expoentes arregaçaram as mangas para evitá-la. A ponta de lança da reação foi a mídia hegemônica, em especial a Rede Globo.
Recordar é viver. Muitos se esqueceram, outros nem souberam, mas a realidade é que a “grande imprensa” formulou com clareza um projeto de intervenção na vida política nacional.
Não é teoria conspiratória. Quem disse que os “meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste País, já que a oposição está profundamente fragilizada”, foi a Associação Nacional de Jornais, por meio de sua presidenta, uma das principais executivas do Grupo Folha. Enunciada em 2010, a frase nunca foi tão verdadeira quanto de 2012 para cá.
Como resultado da atuação da vanguarda midiática oposicionista, estamos há três anos imersos na eleição de 2014. A derrota de Dilma é buscada de todas as formas. O “mensalão”? Joaquim Barbosa? A “festa cívica” do “povo nas ruas”? O “vexame” da Copa do Mundo? A “compra da refinaria”? O “fim do Plano Real”? A “volta da inflação”? O “apagão” na energia? A “crise na economia”? A “desindustrialização”? O “desemprego”?
Nada disso nunca teve verdadeira importância. Tudo foi e continua a ser parte do esforço para diminuir a chance de reeleição da presidenta.
Ou alguém acha que os analistas e comentaristas dessa mídia acreditam, de fato, na cantilena que apregoam quando se vestem de verde-amarelo e se dizem preocupados com a moral pública, os empregos dos trabalhadores ou a renda dos pobres? Ou que queiram fazer “bom jornalismo”?
Temos agora uma ferramenta para elucidar o papel da mídia na eleição. Por iniciativa do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, está no ar o manchetômetro (http://www.manchetometro.com.br), um site que acompanha a cobertura diária da eleição na “grande imprensa”: os jornais Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo, além do Jornal Nacional da Globo (como se percebe, os organizadores do projeto julgaram desnecessário analisar o “jornalismo” do Grupo Abril).
Lá, vê-se que os três principais candidatos a presidente foram objeto, nesses veículos, de 275 reportagens de capa desde o início de 2014. Aécio Neves, de 38, com 19 favoráveis e 19 desfavoráveis. Tamanha neutralidade equidistante cessa com Dilma: ela foi tratada em 210 textos de capa. Do total, 15 são favoráveis e 195 desfavoráveis. Em outras palavras: 93% de abordagens negativas.
É assim que a população brasileira tem sido servida de informações desde quando começou o ano eleitoral. É isso que faz a mídia para exercer o papel autoassumido de ser a “oposição de fato”.
O pior é que a influência dessas empresas ultrapassa o noticiário. Elas contratam as pesquisas eleitorais que desejam e as divulgam quando e como querem. E organizam os debates entre candidatos.
Está mais que na hora de discutir a interferência dessa mídia no processo eleitoral e, por extensão, na democracia brasileira.

Agredida pelo Jornal Nacional, Dilma se defende

:
247-Foi inacreditável a ação eleitoral do Jornal Nacional contra a presidente Dilma Rousseff; William Bonner fez perguntas quilométricas; Patrícia Poeta chegou a fazer cara de nojo e a colocar o dedo em riste diante de Dilma em razão do "nada" que teria sido feito na área da saúde em 12 anos, ditos com ênfase pela apresentadora; Dilma mal teve a oportunidade de responder perguntas que eram acusações, como sua suposta incapacidade de se cercar de pessoas honestas e os números da economia; quando teve oportunidade falar, Dilma disse que seu governo "estruturou o combate à corrupção" e que "nenhum procurador foi chamado de engavetador-geral da República"; ela lembrou ainda o baixo desemprego e a inflação que se aproxima de zero nos últimos meses; não foi entrevista, foi agressão, fora de qualquer padrão civilizado de jornalismo; presidente conseguiu falar sobre o progama Mais Médicos e informar que a inflação está baixando, com zero de elevação em julho
18 de Agosto de 2014 às 20:45

MPF consegue condenação de ex-prefeito de Itaíba

O Ministério Público Federal (MPF) em Garanhuns obteve, na Justiça Federal, a condenação do ex-prefeito de Itaíba (no agreste pernambucano) e ex-deputado estadual, Claudiano Ferreira Martins, por crimes de responsabilidade e associação criminosa. Segundo consta na sentença judicial, foi caracterizado o desvio de recursos públicos da ordem de R$ 1.583.435,30, verba relativa a convênios celebrados entre a União e o município.
Conforme consta no processo, as irregularidades ocorreram nos períodos de 1997 a 2000 e de 2001 a 2004, e envolveram recursos repassados pelos Ministérios da Saúde, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Educação, Desenvolvimento Agrário e Integração Nacional. Os recursos deveriam ter sido destinados a obras de saneamento básico, construção de estradas, recuperação e construção de córregos, bem como aos programas Educação de Jovens e Adultos (EJA) e de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti).
Esquema fraudulento
 De acordo com a decisão judicial, as fraudes aconteciam da seguinte forma: inicialmente, o ex-prefeito firmava convênios e contratos com a União. Após a celebração, no intuito de desviar os valores disponibilizados, fraudava-se o procedimento licitatório. As empresas participantes do certame eram inexistentes ou tinham ligações entre si.
O serviço licitado era pago sem sua efetiva prestação ou o pagamento era antecipado, sem a conclusão da etapa prevista ou entrega do material. As empresas contratadas apresentavam notas fiscais falsas para a prefeitura fazer a prestação de contas. O dinheiro repassado pela União era sacado diretamente pelo ex-prefeito ou por terceiros sem relação com as empresas que deveriam receber os valores.
Além disso, o ex-gestor também não comprovou o funcionamento dos programas sociais e educacionais e o recebimento de mercadorias e produtos adquiridos pela prefeitura.
Penas
 A Justiça Federal condenou, em decisão ainda sujeita a recurso, Claudiano Martins a 13 anos e dois meses de prisão e a não mais poder exercer cargo ou função pública pelo prazo de cinco anos.(Do blog da folha)

Brasil criou 1,490 milhão de empregos em 2013

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil criou 1,490 milhão de vagas formais de trabalho nos setores público e privado em 2013, um salto de quase 30 por cento em relação ao fraco desempenho de 2012, mas ainda longe do número de vagas criadas em anos anteriores, mostraram dados do Ministério do Trabalho divulgados nesta segunda-feira.
Com isso, ao final de 2013, o Brasil tinha 48,948 milhões trabalhadores com vínculo empregatício, 3,14 por cento a mais que em 2012, mostrou o documento Relação Anual de Informações Sociais (Rais) a partir informações de 8,2 milhões de estabelecimentos.
"Estamos gerando emprego. É claro que houve desaceleração com a queda da atividade econômica, mas não há sinalização de que iremos parar de gerar emprego no Brasil", afirmou o Ministro da pasta, Manoel Dias.
A Rais 2013 mostrou ainda que o rendimento médio do trabalhador brasileiro teve alta real de 3,18 por cento a 2.266,00 reais no ano passado, com maiores variações nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
Diferentemente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que abrange a criação de postos de trabalho no setor privado, os números da Rais são mais abrangentes, já que incluem os servidores públicos federais, estaduais e municipais, além de trabalhadores temporários.
Em 2013, os setores que mais contribuíram para a geração de empregos formais foram o de serviço, com 558,6 mil novas vagas, comércio, com 284,9 mil empregos, e a administração pública, com 403 mil novos postos.
Desses segmentos, o destaque ficou com a administração pública, com alta de 4,51 por cento frente a 2012, num desempenho puxado pelo início dos mandados municipais em 2013, renovando a abertura de postos nessa esfera de governo.
Redução na oferta
O mercado de trabalho --uma das âncoras do governo da presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição neste ano-- vêm perdendo o fôlego em função da economia fraca, com dificuldades para manter o crescimento exibido em anos anteriores, num quadro agravado pela baixa confiança dos agentes na recuperação da economia brasileira.
Diante dessa conjuntura, o Ministério do Trabalho cortou para 1 milhão a previsão de geração líquida de emprego formal neste ano, ante a projeção anterior entre 1,4 milhão e 1,5 milhão de novas vagas. Em junho, o Caged registrou a abertura de 25,363 mil vagas, o pior resultado para o período desde 1998. No ano até junho, os empregos somaram 493 mil, também o pior desempenho para o período desde 2009. [ID:nL2N0PS1SK]
A Rais indica também que o trabalho formal no país é composto majoritariamente por trabalhadores com escolaridade igual ou superior ao ensino médio completo, cuja participação em 2013 subiu para 45,22 por cento ante 44,24 por cento em 2012.
(Reportagem de Nestor Rabello)

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Renata não cita Marina e se coloca à disposição do PSB

247 – Em um discurso curto e sem citar uma só vez o nome de Marina Silva, provável candidata do PSB à Presidência da República, a viúva de Eduardo Campos, Renata, se colocou hoje à disposição do partido. "Tenho a sensação que tenho de participar por dois. Contem com a gente", disse, cercada pelos filhos na casa de eventos Blue Angel, no bairro do Derby, no Recife.
O encontro foi convocado pela própria Renata para reunir lideranças e a militância de todos os partidos da coligação Frente Popular de Pernambuco, que lançaria Eduardo à presidência. Na primeira fala após a morte do marido, ela prometeu não "desistir" do Brasil, como pediu o candidato um dia antes de morrer, em entrevista ao Jornal Nacional. "Fica tranquilo, Dudu, teremos a sua coragem para mudar o Brasil. Não desistiremos do Brasil. É aqui que cuidaremos dos nossos filhos", discursou.
Renata Campos também estava acompanhada do candidato do PSB ao governo de Pernambuco, Paulo Câmara, e o candidato a vice, Raul Henry, além do ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, que disputa uma vaga no Senado.
"Depois da tragédia, lembro que perguntaram: 'O que faremos?'", disse Renata. "Mantém tudo como ele queria!", prosseguiu. "Como participei a vida toda [da política], não terá diferença dessa vez. Tenho a sensação que tenho de participar por dois. Foi da vontade dele de eleger Paulo, Raul e Fernando", afirmou. "Estou aqui com meus filhos para dizer que Paulo, Raul e Fernando contem com a gente".
A viúva de Campos foi recebida pela militância aos gritos de "vice-presidente". Ela é cotada para participar da chapa junto com Marina Silva. Segundo o irmão de Eduardo, Antônio Campos, ela tem resistido à ideia. Ontem, Renata e os cinco filhos fizeram as últimas homenagens a Eduardo Campos no cemitério de Santo Amaro, no Recife. Passaram pelo velório e sepultamento, ao longo da madrugada do sábado e de todo o domingo, cerca de 140 mil pessoas, segundo a polícia.

Retrato 3x4 de Marina a mostra como o anti-Brasil

Por Fernando Brito, do Tijolaço
Não faz um ano, Marina Silva, o grande fenômeno eleitoral de hoje – e da próxima pesquisa, ao que se diz – não conseguiu reunir as assinaturas de meio milhão de brasileiros que a quisessem fazer chefe de um novo partido político.
Meio milhão de brasileiros é 0,35% dos eleitores deste país.
Traduzindo: 35 pessoas em cada 10 mil cidadãos.
Quem não servia para ser chefe de um partido, agora será apresentada como possível chefe de um país inteiro.
Faltava-lhe povo, hoje -mais do que sempre – sobra-lhe mídia.
Soma-se agora também a “indicação” do irmão, da mãe, da viúva e dos meninos que Eduardo Campos deixou.
A nova política toma como eixo o desejo de um clã. Apenas uma família, por mais respeito pessoal que mereçam, ainda mais no momento de luto.
Se os métodos são estes, o que é a personagem Marina?
Dela, traça um agudo e conciso retrato o meu para sempre professor Nílson Lage, em seu Facebook, que não posso deixar de partilhar:
Antes que se comece o papo de sempre, com uma porção de pessoas xingando as outras, defino minha visão pessoal consolidada sobre o objeto.
Marina Silva pode ser excelente pessoa, mas é o anti-Brasil.
Nascida de esquerdismo primitivista e romântico, ostenta uma subcultura enfeitada com palavras difíceis e frases sem sentido.
Odeia o agronegócio. Não no sentido de enfrentar os herdeiros empresariais do velho coronelismo limitando suas ambições políticas, organizar agricultores em cooperativas para exploração de produtos em condições competitivas, ou criar arranjos produtivos que integrem a pequena propriedade em unidades industriais ou núcleos de armazenamento, processamento e comercialização.
É contra o agronegócio em si, contra aquilo que sustenta o comércio externo do país. Extrativista, admite no máximo a agricultura de subsistência.
Esse aspecto de seu programa é que o mais agrada aos Estados Unidos, que têm no Brasil sério concorrente real – e principalmente potencial – no mercado de commodities agrícolas.
Esquerdista radical – no que esquerda e direita se abraçam, comovidas, ao som de um bolero – não é contra o capitalismo (tanto que a assessoram alguns de mais destacados intelectuais orgânicos do financismo bancário), mas contra a “sociedade industrial” – isto é, a Embraer, as siderúrgicas, as metalúrgicas…
É dos que odeiam hidrelétricas e acham construí-las na Amazônia um crime contra os “povos da floresta”. Como termelétricas poluem e usinas nucleares são perigosas, sugerem iluminar e mover este país de 200 milhões de pessoas com cata-ventos, quando o vento sopra.
Tirando o criacionismo, o horror aos transgênicos (não ao patenteamento de novas espécies obtidas em laboratório, mas à ciência que permite criá-los) e o uso abusivo dos conceitos em ciências humanas, nada propõe em áreas do conhecimento.
Não tem suporte político além do aglomerado que se forma conjunturalmente para colocá-la no governo ou atrapalhar o “inimigo”. É contra “tudo que está aí”, pela gestão do Estado com a graça de Deus, espada da Justiça, a confiança da Fé, a pureza da Inocência e iluminação da Sabedoria. Fernando Collor, em 1989, era candidato bem mais consistente.
Muitos dos eleitores de Marina que conheço, principalmente aqui no Sul do país, vêm nos últimos anos buscando na história da família algum avô que lhes possa garantir uma “outra nacionalidade” . Pode até ser, então, que tenham oportunidade de usá-la.
Não há nada a acrescentar ao que diz Lage.
Mas não é demais completar o que isso significa com a observação do amigo que me enviou seu texto: Há horas em que certas posições políticas são inocência ou cinismo.
“A inocência é prima da boa vontade, da ingenuidade e da ignorância. O cinismo tem parte com a má-fé, a astúcia e a arrogância. Em outras palavras: apoiar Marina é iludir – a si mesmo ou aos outros; dependendo apenas de como se é, se inocente ou cínico.”

Artigo de Opinião:Quando a morte é uma festa


Por Michael Zaidan Filho
Professor da UFPE
 
Esse é o título do livro escrito pelo historiador baiano João Reis, falando dos velórios realizados no interior do Brasil. Para não fugir à tradição, o velório e o funeral do ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República pelo PSB tem tudo para se transformar num mega-espetáculo, inclusive com carros de som convocando a população do Recife para o evento fúnebre, a ser realizar – aliás – no Palácio do Governo. A festa tem a cara de uma ato político-eleitoral, com a anuência da família do falecido.
Nem bem ainda o IML tinha realizado o exame de DNA para a identificação dos despojos que corresponderia ao corpo do ex-governador, o irmão- literato usou de suas habilidades intelectuais para redigir uma carta aberta propondo a substituição do irmão morto pela irmã (de fé?) Marina Silva na cabeça da chapa majoritária do PSB. Não deixa de ter seu valor de curiosidade etnológica essa mistura – tipicamente nordestina e brasileira – entre negócios e luto. A morte também pode ser um grande negócio. Haja vista a venda de flores pelas floriculturas do Recife. Muitas lucram com a morte trágica e o sentimento de luto da família do ex-governador. Daí a preocupação com o funeral que deve contar com honras de Estado.
Lembrem-se do suicídio de Getúlio Vargas, a morte de Tancredo Neves, a morte de Miguel Arraes e agora, a do seu neto e herdeiro político. Muita gente quer tirar proveito desse funeral. Até os adversários e ex-adversários políticos do ex-governador. Um evento desse tipo pode ser facilmente transformado – com o auxílio inestimável da mídia e do governo estadual – numa comoção popular semelhante à perda do pai primordial, do deus ancestral, das divindades totêmicas que velam pela sorte dos vivos. Não será a primeira vez na história política brasileira.
O primeiro desaparecido ilustre que encabeça a lista é o rei D. Sebastião Diniz, morto na batalha de Al Kacequibir, na Africa, em sua cruzada contra os mouros. A espera messiânica de D. Sebastião – romanceada por Ariano Suassuna – alimenta até hoje o imaginário político brasileiro, que vive aguardando o retorno do encantado. A transformação do messianismo religioso em messianismo político para, hoje em dia, obra de assessores de campanha política a serviço da esperteza de parentes do falecido (lembrar a carta aberta do irmão- literato)
Não vai ser tarefa fácil. Um líder religioso ou profano não surge assim da noite para o dia, por obra e graças de um desastre aéreo, por mais investimento simbólico-propagandístico que venha a receber. A tragédia desses líderes precisa corresponder- de verdade – a uma vida de sacrifício, de dedicação ao interesses da população, martírio, exílio e morte. Como dizia Hegel, os verdadeiros líderes históricos não passaram de caixeiros viajantes do espírito absoluto: uma vez cumprida a sua tarefa, são abandonados à sua própria e infeliz sorte. Não é bem este o caso do neto de Arraes.
Nem na vida, nem na morte se vê indício de sacrifício ou abnegação por uma grande causa humanitária. Quem se lembra da foto, divulgada pela imprensa, o ex-governador tomando champagne em seu jatinho, enquanto a população de Pernambuco sofria com a greve dos policiais do seu “pacto pela vida”, não pode concordar com o seu ingresso no Panteão dos deuses. A rigor esse exercício de santificação é mais da responsabilidade dos que estão vivos (bem vivos) do que do morto.
Em primeiro lugar, da família, que não quer perder o controle da sucessão do cabeça de chapa. Daí a carta-aberta do irmão literato. Segundo da ex-senadora Marina Silva de olho em sua indicação oficial, na próxima quarta-feira, como sucessora de Campos. Do Próprio PSB em encontrar um nome a altura de substituir o nome do ex-governador na chapa majoritária. E da coligação política local em garantir a eleição do preposto para o governo estadual.
No fundo, a morte é um bom negócio. De um cenário pouco estimulante, pode se fazer uma mudança eleitoral que beneficie a candidata e a coligação estadual do PSB. Como diziam os filósofos, a morte é sempre um problema para os vivos. Eles é quem tem de ressignificar a tragédia para dar um novo sentido às suas vidas e ambições. E assim, quando o cortejo fúnebre passar pelas ruas do Recife, com o esquife dos mortos, na triste caminhada onde estarão o coração, a mente, os sentimentos de muitos daqueles, que na frente das câmaras, se desesperam e choram como as antigas carpideiras contratadas para se lamentar nos velórios das cidades do interior do País.

Aprovação do governo Dilma sobe 6 pontos em um mês



 A taxa de aprovação ao governo Dilma Rousseff teve alta de seis pontos percentuais no intervalo de um mês. Em julho, 32% dos eleitores consideravam a administração da presidente petista como boa ou ótima. Agora, são 38% os que a avaliam assim, o número mais alto desde abril. No mesmo período, a reprovação a Dilma diminuiu também seis pontos. Antes, 29% classificavam o governo como ruim ou péssimo. Agora, são 23% os que o julgam dessa forma.
Para 38%, o governo Dilma é regular, o mesmo número apurado no mês passado.
Os dados são da pesquisa Datafolha realizada nos dias 14 e 15 de agosto, logo após a morte do ex-governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB), vítima de um acidente aéreo.
Dados segmentados do levantamento indicam que a recuperação da popularidade de Dilma tem consistência.
Os avanços mais significativos ocorrem na região Norte do país e entre os eleitores mais jovens, de 16 a 24 anos. Nos dois casos, o crescimento da aprovação foi de 11 pontos percentuais (de 40% para 51% no Norte e de 21% para 32% entre os mais jovens).
O Datafolha ouviu 2.843 eleitores em 176 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95% (em 100 levantamentos iguais, os resultados estarão dentro da margem de erro em 95 ocasiões). (Da Folha de S.Paulo - Ricardo Mendonça)


domingo, 17 de agosto de 2014

Deputada Teresa Leitão lamenta declaração de Jarbas Vasconcelos sobre Dilma

De manhã, o senador Jarbas Vasconcelos, do PMDB, aliado de Eduardo Campos, criticou a vinda de Dilma ao velório, neste domingo.
Agora de noite, a presidenta do PT-PE, deputada Teresa Leitão, comenta em tom crítico a fala.
“Jarbas exala rancor até em velório e se arvora a julgar vinda de Dilma a Pernambuco. Esquece que ela é Chefe de Estado e sabe colocar as suas atribuições acima das disputas. Afinal de contas, velório não é comício. Dilma fez certo e se não viesse a essa justa homenagem ao ex-governador de Pernambuco, gente do tipo de Jarbas iria criticar”.
(Do blog de jamildo)

Reinaldo questiona quem banca Marina Silva

247 – Depois de revelar repulsa por Marina Silva por “ter se colocado como ‘viúva política’ para reivindicar seu espólio, colunista Reinaldo Azevedo questiona quem banca Marina Silva. 
Ele insinua que financiamento da recém-escolhida candidata do PSB à Presidência, “há tanto tempo sem legenda, flanando por aí”, deveria ser investigado: “Imaginem se algum outro candidato à Presidência da República tivesse um banqueiro — ou uma banqueira… — pra chamar de seu. Ela tem. O que nos outros seria pecado é, em Marina, tratado como virtude”, diz em alusão à Neca Setúbal, herdeira do Itaú e fada madrinha da ex-ministra (leia aqui).
Além de financiar boa parte de sua campanha em 2010, ela também assumiu um compromisso firmado pela então candidata à Presidência do PV na eleição passada: compensou as emissões de carbono decorrentes da busca por votos com árvores plantadas em suas fazendas.

De um eleitor a Campos: "Não desisti do Brasil"

CARTA A EDUARDO CAMPOS
Por Carlos Francisco da Silva, de Bezerros (PE)
Eduardo, você não imagina o quanto eu e todo povo pernambucano estamos lamentando a tua trágica e inesperada partida. Temos muitos motivos para isso. Primeiro, pela falta que irás fazer a tua família e aos teus amigos. Depois, pelo exemplo de homem público que representavas para o nosso estado e para o Brasil.
No entanto, eu tenho um motivo particular para lamentar a tua morte. Depois da tua entrevista no Jornal Nacional, eu fiquei com muita vontade de te encontrar, de apertar a tua mão, olhar no teu olho e te perguntar: Quem disse que eu desisti do Brasil, Eduardo?  Infelizmente, no dia seguinte, ocorreu o trágico acidente e eu nunca vou poder te dizer isso.
Eduardo, não fui eu, nem o povo brasileiro que desistimos do Brasil.
Quem desistiu do Brasil foram setores da política e da mídia brasileira, quando promoveram o golpe militar de 1964 que mergulhou o nosso país em 21 anos de ditadura militar e que submeteu o povo brasileiro aos anos mais difíceis de nossa história. Inclusive, sua família foi vítima na carne daquele momento, quando o seu avô e então governador de Pernambuco, o inesquecível Miguel Arraes, foi retirado à força do Palácio do Campo das Princesas e levado ao exílio.
Eduardo, você não imagina o que essa mesma mídia está fazendo com a tragédia que marcou a queda do teu avião. Eu nunca pensei que um dia pudesse ver carrascos do jornalismo político brasileiro como Willian Bonner, Patrícia Poeta, Alexandre Garcia e Miriam Leitão falando tão bem de um homem público. Os mesmos que, um dia antes do acidente, quiseram associar a tua imagem ao nepotismo no Brasil choram agora a tua morte como se você fosse a última esperança do povo brasileiro ver um Brasil melhor. Reconheço as tuas qualidades, governador, mas não sou ingênuo para acreditar que sejam elas o motivo de tanta comoção no noticiário político brasileiro.
A pauta dos veículos de comunicação conservadores do Brasil sempre foi e vai continuar sendo a mesma: destruir o projeto político do partido dos trabalhadores que ameaça por fim às concessões feitas até então a eles. O teu acidente, Eduardo, é só mais uma circunstância explorada com esse fim, do mesmo jeito que foi o mensalão, os protestos de julho e a refinaria de Pasádena. Se amanhã surgir um escândalo “que dê mais ibope” e ameace a reeleição de Dilma, a mídia não hesitará em enterrar você de uma vez por todas. Por enquanto, eles vão disseminando as suposições de que foi Dilma quem sabotou o teu avião, e que fez isso no dia 13 justamente pra dizer que quem manda é o PT. Pior do que isso é que tem gente que acredita e multiplica mentiras e ódio nas redes sociais.
Lamentável! A Rede Globo e a Veja não estão nem aí para a dor da família, dos amigos e dos que, assim como eu, acreditavam que você não desistiria do Brasil. Você é objeto midiático do momento.
Eduardo, não fui eu quem desistiu do Brasil. Quem desistiu foi o PSDB, que após o regime militar teve a oportunidade de construir um novo projeto de nação soberana e, no entanto, preferiu entregar o Brasil ao FMI e ao imperialismo norte americano, afundando o Brasil em dívidas, inflação, concentração de renda e miséria. O mesmo PSDB que, antes do teu corpo ser enterrado, já estava disseminando disputas entre o PSB e REDE para inviabilizar a candidatura de Marina, aliança que custou tanto a você construir.
Eu não desisti do Brasil, Eduardo. Quem desistiu foi a classe média alta que vaiou uma chefe de Estado num evento de dimensões como a abertura de uma copa do mundo porque não se conforma com o Brasil que distribui renda e possibilita a ricos e pobres, negros e brancos as mesmas oportunidades.
E tem mais uma coisa, Governador. Se ao convocar o povo brasileiro para não desistir do Brasil o senhor quis passar o recado de que quem desistiu foi Lula e Dilma, eu gostaria muito de dizer que nem eu, nem o povo e, nem mesmo o senhor, acredita nisso. Muito pelo contrário. A gente sabe que o PT resgatou o Brasil do atraso imposto pelo nosso processo histórico de colonização, do intervencionismo norte americano e da recessão dos governos tucanos. Ao contrário de desistir do Brasil, Lula e Dilma se doaram ao nosso povo e promoveram a maior política de distribuição de renda do mundo, através do bolsa família. Lula e Dilma universalizaram o acesso às universidades públicas através do PROUNI, do FIES e do ENEM. Estão criando novas oportunidades de emprego e renda através do PRONATEC e estão revolucionando a saúde com o programa mais médicos.
Eduardo, eu precisava te dizer: não fui eu, nem o povo brasileiro, nem Lula, nem Dilma que desistimos do Brasil. Quem desistiu do Brasil, meu caro, foram os mesmos que hoje estão chafurdando em cima das circunstâncias que envolvem o acidente que de forma lamentável tirou você do nosso convívio. Fazem isso com o motivo único e claro de desgastar a reeleição de Dilma e entregar o país nas mãos de quem, de fato, desistiu do Brasil.
Descanse em paz, Eduardo. Por aqui, apesar da falta que você vai fazer a todo povo pernambucano, eu, Lula, Dilma e os brasileiros que acreditam no futuro do Brasil vamos continuar na luta, porque NÓS NUNCA DESISTIREMOS DO BRASIL.(publicado no 247)

Pimentel abre vantagem maior na Grande BH

247 - O candidato do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel, obtém sua maior votação na Grande Belo Horizonte. Isso indica que o grau de conhecimento do candidato influi na decisão de voto do eleitor. É o que mostra um recorte da pesquisa Datafolha.
 
Em Belo Horizonte, onde foi secretário, vice-prefeito e prefeito por 16 anos, Pimentel abre 24 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, alcançando 43% das intenções de voto contra 19% de Pimenta da Veiga, do PSDB.
 
Quando são analisados os dados relativos à RMBH, o candidato da Coligação Minas Pra Você aparece com 39% das intenções de voto. Neste cenário, Pimenta tem 16% das intenções de voto.
 
Pimentel também bate Pimenta quando analisados os municípios com mais de 50 mil habitantes. No grupo de cidades de 50 mil a 200 mil habitantes, Pimentel tem 32% das intenções de voto e o tucano, 18%. Nos municípios entre 200 mil e 500 mil habitantes, o candidato do PT tem 31% e o tucano 16%.
 
Nas localidades com mais de 500 mil habitantes, a diferença chega a 19 pontos para Pimentel: 35% a 16%. Entre os eleitores que têm o PSDB como partido de preferência, 18% declaram votar em Pimentel. Entre os peemedebistas, Pimentel alcança 45% das intenções de voto.
 
Tudo isso indica que o candidato tucano à presidência, senador Aécio Neves (PSDB-MG), terá muito trabalho em casa, onde pretende abrir uma vantagem de 4 milhões de votos em relação à presidente Dilma Rousseff.
 
A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 12 e 14 de agosto e ouviu 1.238 pessoas. O índice de confiança de 95%. A margem de erro máxima prevista é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A sondagem foi registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-00063/2014.

Cenas de um velório: Lula chora, Marina sorri

Pernambuco 247 - Imagens captadas por fotógrafos no velório de Eduardo Campos, realizado neste domingo, no Recife, revelam uma Marina Silva mais leve do que sugeria seu discurso oficial - nos últimos dias, interlocutores vazaram a informação de que ela teria ficado mais abalada do que a própria viúva Renata Campos, que teria tido a capacidade de confortá-la.
Em algumas cenas, Marina parece leve e até esboça sorrisos. Numa das das imagens, ela se debruça sobre o féretro de Eduardo Campos e um assessor, ao seu lado, sorri.
De maneira distinta, o ex-presidente Lula não conseguiu conter sua emoção. Caiu em prantos ao abraçar a viúva Renata e os filhos de Eduardo Campos. Em entrevista à Globonews, o irmão do ex-governador, Antônio Campos, ressaltou a amizade entre as duas famílias. "Estive com o presidente Lula e falamos que, acima das diferenças políticas e eleitorais, momentâneas, existe a forte amizade que une nossas famílias", afirmou.

Jarbas, o que não respeita nem mortos nem vivos

247 – Os principais personagens da política brasileira deram uma prova de respeito não apenas à memória do ex-governador Eduardo Campos, mas também à própria democracia, durante o velório dele, em Recife. Na manhã deste domingo 17, quando autoridades e políticos estiveram reunidos à volta da viúva Renata, dos seus cinco filhos e do caixão do ex-governador, a convivência entre contrários foi pacífica, mesmo que muito emocionada. Houve, no entanto, um ponto fora desta cena: o senador Jarbas Vasconcellos.
Pela tevê, o que o Brasil inteiro pode ver foram cenas de convívio amistoso entre líderes que pensam diferente, cujas divergências foram deixadas de lado num momento de choque nacional. Nem a tensão e a incerteza introduzidas na sucessão presidencial pela morte de Campos abalaram o respeito existente entre os adversários presentes.
A viúva Renata Campos recebeu de braços abertos a solidariedade que a presidente Dilma Rousseff foi prestar à família. Também a companheira de chapa de Campos, Marina Silva, foi alvo do respeito da presidente. Como maior autoridade do País, ela não poderia deixar de comparecer a uma cerimônia fúnebre com estas características, de um homem público duas vezes governador de Estado, candidato a presidente e, no caso específico, seu ex-colega de ministério no governo Lula. O ex-presidente, que estava no campo político oposto ao de Campos quando ele morreu, pranteou o amigo acima de qualquer divergência do momento.
Como só poderia se esperar de figuras públicas polidas e sensatas, o presidenciável tucano Aécio Neves e o ex-governador José Serra, que igualmente trabalhavam para vencer Campos nas urnas, igualmente foram até o Palácio do Campos das Princesas no intuito de amparar a família e manifestar seus pesares pela perda do ex-governador. Todos deram uma demonstração de que os sentimentos humanos estão acima das diferenças político-partidárias.
Só foi diferente o senador Jarbas Vasconcelos. Com um histórico de ferrenha oposição à família Campos em Pernambuco, desde os ataques que desferia sobre o ex-governador Miguel Arraes, a quem sucedeu, até o embate direto contra o Campos, em duas eleições. Jarbas perdeu as duas, a segunda em primeiro turno. Nessa fase, dizia que Campos "fazia o povo pernambucano de idiota" e praticava o "mau-caratismo". Diante da maior liderança dele, no entanto, procurou se reaproximar até que admitiu seu lugar como político de expressão menor do que a dele em seu Estado.
Com esse passado, o senador era a última pessoa presente ao velório que poderia discriminar a presença de alguém ali. Mas foi logo ele que, pensando na eleição presidencial, antes mesmo de o caixão de Campos baixar na sepultura, quebrou o protocolo. A crítica à presença da presidente Dilma, que nunca, ao longo de toda a campanha, atacou Campos frontal ou mesmo indiretamente, foi descabida. Típica de quem exibe sentimentos em público que não correspondem aos verdadeiros. Jarbas Vasconcelos perdeu uma grande chance de ficar calado num momento tão especial.

Reprovação ao governo Dilma cai nos Estados

247 - A reprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) recuou em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil, e no Rio de Janeiro.
Segundo pesquisa Datafolha, a taxa dos paulistas que consideram seu governo ruim ou péssimo caiu de 39% em julho para 35% neste mês. Já os que consideram o governo ótimo/bom somam 24%, uma oscilação de um ponto percentual em relação ao levantamento anterior (23%).
A margem de erro da pesquisa no caso de São Paulo é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
No Rio de Janeiro, a reprovação a Dilma também caiu, de 32% no último mês para 29% agora. A margem de erro é de três pontos percentuais. Os que avaliam o governo como ótimo/bom passou de 25% em julho para 24% neste mês.
Em Minas, reduto eleitoral do tucano Aécio Neves, a aprovação ao governo é maior que a reprovação - 34% contra 26%.
No Nordeste, Ceará e Pernambuco têm as maiores taxas de aprovação ao governo, 55% e 39% respectivamente.
No Distrito Federal, Dilma teve a maior taxa de reprovação (40%) e recebeu a nota mais baixa (4,7).

Para Gaspari, missão de Marina é levar Aécio ao segundo turno

247 - O jornalista Elio Gaspari traçou um plano de voo para a candidata Marina Silva e torce para que ela voe alto, mas nem tanto. Segundo ele, o essencial é garantir a presença do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no segundo turno da eleição presidencial.
No texto "O PR-AFA de Eduardo Campos acertou Dilma" ele afirma que a presidente Dilma Rousseff foi a principal vítima política da tragédia que vitimou o ex-governador pernambucano. "Para que Dilma saia incólume, qualquer ponto percentual que vá para Marina precisará sair do acervo de Aécio Neves, e essa hipótese é absurda. Dilma certamente perde quando fortalece-se a possibilidade de um segundo turno. Se Aécio Neves perde algo com a nova situação, é uma dúvida", diz ele.
Gaspari aponta inconsistências no discurso de Marina Silva. "Até agora, o programa de sua chapa foi ralo e confuso. Fala em "eixos programáticos", "brasileiros socialistas e sustentabilistas", "borda de desfavorecidos", "democracia de alta intensidade", em "ampliar a dimensão dos controles ex post frente à primazia dos controles ex ante". Propõe plebiscitos e "um novo Estado". Isso pode dar em qualquer coisa", afirma.
No entanto, ele aposta que o efeito de sua entrada na disputa presidencial, a despeito dessas supostas inconsistências, será benéfico. "A ideia de uma candidata a líder espiritual reconforta o eleitor desencantado com a polaridade PSDB-PT, com seus mensalões mineiro e federal. Para o primeiro turno isso é um bálsamo", afirma. "Para o segundo, uma aventura", conclui.
Ou seja: Marina tem uma missão nesta campanha eleitoral. Trata-se de levar Aécio ao segundo turno. Ganhar, jamais.

Dilma chega às 9h35 para o velório e enterro de Eduardo



 A presidente Dilma Rousseff (PT), que era adversária do governador Eduado Campos, chegará ao Recife por volta das 9h35 deste domingo, e acompanhará a cerimônia no Palácio do Campo das Princesas. Além dela, confirmaram presença no Recife o ex-presidente Lula (PT), governadores, prefeitos, deputados federais, deputados estaduais e senadores de todo o país. O sepultamento ocorrerá à tarde no cemitério de Santo Amaro. A organização do adeus a Eduardo Campos envolverá, no total 290 policiais.
O governo de Pernambuco prevê que cerca de 150 mil pessoas acompanhem o velório de Eduardo Campos.Os restos mortais das outras vítimas do acidente, do piloto Marcos Martins, do copiloto Geraldo Magela Barbosa da Cunha, e do assessor de campanha e ex-deputado federal Pedro Almeida Valadares Neto foram transferidos, respectivamente, para Paraná, Minas Gerais e Sergipe, onde serão realizadas as respectivas cerimônias.
Do blog de magno martins)

O nome é Paulo, e ponto final



 A advertência socialista é passada por Denise Rothenburg, hoje na sua coluna no Correio Braziliense:
''Os interessados em tirar de Paulo Câmara o papel de candidato a governador podem esquecer. Os pernambucanos que seguiam o legado de Eduardo Campos são unânimes em afirmar que o nome é Paulo e ponto. Afinal, foi ele o escolhido pelo ex-governador.''
Por outro lado, -- dia a colunista --, Renata Campos jura que não fugirá da responsabilidade de empunhar a bandeira se for chamada a levar para as ruas o legado de seu marido Eduardo Campos ao longo da campanha. Como ele sempre fazia, ela também é de exercer a política junto com a família.
Já o presidente do PSB, Roberto Amaral, não escolherá o candidato a vice na chapa de Marina Silva. A escolha passa por Pernambuco e os socialistas não abrirão mão dessa prerrogativa.(do blog de magno martins)

Líderes de todas as cores políticas estão no Recife


Sávio Gabriel – Diarios Associados

Lideranças políticas do país, ex-aliados e ex-adversários virão ao velório de Eduardo Campos. Dilma Rousseff, Aécio Neves e Lula estão entre eles

  O ex-governador do estado Eduardo Campos era reconhecido, entre outros aspectos, pela habilidade que tinha de unir, no mesmo palanque, lideranças e partidos políticos com posicionamentos divergentes. Mesmo após a sua trágica morte, na quarta-feira, essa característica do ex-candidato à Presidência da República será percebida mais uma vez pelos pernambucanos. Mais de 500 autoridades são esperadas no estado. Figuras conhecidas nacionalmente, ex-aliados e ex-adversários políticos, que deixarão as divergências de lado para dar o último adeus ao pernambucano.

Entre os confirmados, estão os ex-adversários na corrida ao Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB). O ex-presidente Lula (PT), que apesar do rompimento do PT e PSB, mantinha uma amizade com Campos, também estará presente. A ex-aliada e possível sucessora de Campos na chapa do PSB, Marina Silva, é presença confirmada.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), considerado por Eduardo um “representante da velha política” e que, segundo o socialista, seria oposição no seu governo, deixará as diferenças políticas de lado e também confirmou presença. Os governadores da Bahia, Jaques Wagner (PT), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que foram aliados de Eduardo durante os três anos do governo Dilma – a aliança foi desfeita quando o socialista rompeu relação com o PT – também poderão ser vistos no Palácio Campo das Princesas.

Além de Jaques Wagner e Agnelo Queiroz, estarão presentes Beto Richa (PSDB), do Paraná, Alberto Pint Coelho (PP), de Minas Gerais, Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo, e Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo. O vice-governador do Rio Grande do Sul, Jorge Alberto Duarte (PSB) e o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) serão algumas das várias lideranças políticas que também vão comparecer ao ato.

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, e do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Nardes, estarão no Recife. Também virão ao Recife as lideranças do PSB e dos partidos aliados dos socialistas.

Saiba mais

Presenças confirmadas

Dilma Rousseff, presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente 

Governadores

Beto Richa (PSDB), do Paraná
Alberto Pinto Coelho (PP), de Minas Gerais
Luiz Fernando Pezão (PMDB), do Rio de Janeiro
Geraldo Alckmin (PSDB), de São Paulo)
Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo
Jaques Wagner (PT), da Bahia 
Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federalro

Outros nomes

Jorge Alberto Duarte (PSB), vice-governador do Rio Grande do Sul