sexta-feira, 3 de junho de 2022
Ipespe: distância entre Lula e Bolsonaro vai a 11 pontos percentuais
Governo de Pernambuco concede auxílio de R$ 1,5 mil às famílias atingidas pelas chuvas e pensão vitalícia para dependentes de vítimas fatais
quinta-feira, 2 de junho de 2022
Sobe para 122 número de mortes devido às chuvas em Pernambuco
Do Blog de Magno Martins

O corpo de Maria José da Silva, de 61 anos, foi localizado por volta das 6h30. Ela morava sozinha no local e atuava como trabalhadora doméstica no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
"Uma árvore de grande porte que veio junto do deslizamento ficou em cima dela, então isso dificultou nossa ação, mas o avanço durante a madrugada fez com que a gente tivesse sucesso agora para acabar esse desespero e tentar acalentar esses corações que estão tão sofridos", disse Antônio Barbalho, major do Corpo de Bombeiros.
A irmã mais nova de Maria José da Silva, Maria da Soledade Nascimento, tinha esperança de encontrá-la com vida sob os escombros. “Para Deus, nada é impossível. Encontraram galo aí vivo, cachorro, eu tinha esperança. Para mim, alguma coisa ia proteger, ficar por cima dela e a gente ia encontrar ela viva. A ficha ainda não caiu, não dá para acreditar", disse Maria da Soledade.
A localização do corpo de Maria José da Silva encerrou as buscas na comunidade Bola de Ouro. "Vamos desmobilizar a operação e retirar todo o efetivo, todo o material e deslocar para o nosso Comando Geral e verificar o emprego em outra área que está precisando", explicou o major.
Neste 6º dia de trabalho de resgate, as buscas por outros dois desaparecidos continuam em dois locais diferentes na Região Metropolitana do Recife: a comunidade do Areeiro, em Camaragibe; e o bairro de Paratibe, em Paulista.
Angelim comemora 91 anos na próxima segunda feira 06 de junho
quarta-feira, 1 de junho de 2022
Lançado ao Planalto, Bivar admite que União Brasil abriga bolsonaristas e diz que são minoria
Danilo pede anistia na conta de luz de pessoas afetadas pelas chuvas
PSDB decide apoiar Tebet se MDB der cabeça de chapa em 3 estados
Do Blog de Magno Martins
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Estavam presentes no encontro o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, e quadros como Eduardo Leite, ex-governador do RS, os senadores Tasso Jereissati e Izalci Lucas, além dos deputados federais Paulo Abi-Ackel e Aécio Neves – candidato à Presidência pelo partido em 2014.
Ao término do encontro, Araújo ligou para Baleia Rossi, presidente do MDB, na frente de todos. Ele se disse "cobrado" internamente a tomar uma decisão e informou a condição para apoiar a senadora. Deu a Baleia prazo de resposta até quarta-feira (8) da próxima semana e, um dia depois, o PSDB informa oficialmente sua posição na disputa presidencial.
Cresce a possibilidade de Tasso Jereissati, que não queria ser candidato "plano B" à Presidência, sair como vice de Tebet. Isso caso o MDB aceite ceder os três colégios eleitorais considerados caros aos tucanos e onde há conflitos pelas pré-candidaturas.
Em Pernambuco, a intenção é lançar Raquel Lyra como candidata pelo PSDB contra o deputado federal Danilo Cabral, que pretende concorrer pelo PSB e, neste momento, o MDB cogita se aliar.
Minas surgiu como conciliador, pois tucanos graúdos batiam na tecla de candidatura própria e só toparam ceder a Tebet caso o MDB se alie a eles no estado. A intenção é lançar o deputado federal Marcus Pestana ao governo com apoio do MDB, que pretendia lançar Carlos Viana, hoje no PL de Jair Bolsonaro, e depois cogitou investir na campanha do deputado estadual Paulo Piau. No Rio Grande do Sul, o até então presidenciável Eduardo Leite deve tentar a reeleição, mas tem como concorrente pelo MDB o deputado estadual Gabriel Souza, de quem os tucanos almejam o apoio
quarta-feira, 13 de abril de 2022
CNI reduz previsão de crescimento do PIB e diz que esperava inflação mais baixa
Pesquisa ISTOÉ/Sensus revela que, se a eleição fosse hoje, Bolsonaro não seria reeleito

Diretório Nacional do PT aprova nome de Alckmin para ser candidato a vice em chapa de Lula
(Reuters) – O Diretório Nacional do PT aprovou nesta quarta-feira, com 68 votos a favor, o nome do ex-governador Geraldo Alckmin para candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Marcelo Canuto assume Secretaria de Justiça e Direitos Humanos

Na gestão Eduardo Campos, Marcelo Canuto foi secretário especial de Articulação Social do Estado, secretário executivo de Articulação Parlamentar da Casa Civil e secretário de Cultura. Antes de assumir a presidência da Fundarpe, no Governo Paulo Câmara, Canuto comandou a Secretaria Executiva de Coordenação da Casa Civil.
“Marcelo Canuto tem mais de trinta anos de dedicação ao serviço público, sempre em funções de interlocução com a sociedade. Tenho certeza que ele vai contribuir muito com nossa gestão na Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. Quero também aproveitar para agradecer ao secretário Eduardo Gomes de Figueiredo pelo seu trabalho nesse período de transição à frente da pasta”, afirmou o governador Paulo Câmara.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
Exército e FAB têm cerca de 90% do efetivo vacinado contra covid
Petrobras sobe preço da gasolina e do diesel a partir de hoje

Velho Chico começa a invadir áreas próximas às suas margens, em Juazeiro
Do Blog de Magno Martins

Imagens captadas, hoje, pelo portal Rede GN, mostram a área de barraca na Ilha do Rodeadouro, principal balneário turístico de Juazeiro-BA, já tomada pelas águas do Velho Chico, que deve ganhar mais corpo ainda a partir desta sexta-feira (14), quando a vazão deve chegar a 1.800 m³/s, conforme relatório da Chesf.
Lula mantém liderança em corrida pelo Planalto, diz Genial/Quaest
sábado, 13 de novembro de 2021
Paulo anuncia R$ 20 milhões para o Agreste Meridional
Em Saloá, o governador destinou cerca de R$ 5,2 milhões para a infraestrutura rodoviária. Ele autorizou a contratação de empresa especializada para elaboração do projeto de implantação dos 23 quilômetros de extensão da rodovia PE-223, entre a cidade e Bom Conselho, no valor de R$ 750 mil reais. Também foi autorizada a restauração do acesso ao município, compreendendo o segmento de seis quilômetros da BR-423 até o entroncamento da PE-233, orçada em R$ 4,5 milhões.
O edital para realização das obras será publicado no Diario Oficial do Estado ainda neste mês de novembro. “Vamos investir, em Pernambuco, mais de R$ 5 bilhões de reais até o final de 2022. Esses investimentos são muito importantes para que possamos gerar emprego e renda. Ainda tem muito o que fazer, mas precisamos avançar mais nas obras, nos empregos e na melhoria da qualidade de vida do povo pernambucano”, destacou Câmara.
Fechando os compromissos do dia, o governador visitou as obras de ampliação da Escola Municipal São Vicente e reforçou os investimentos na assistência social, anunciando o cofinanciamento para implantação de uma cozinha comunitária, no valor de R$ 194 mil, além da entrega de 19 títulos de domínio a agricultores do município. Também foi assinado um convênio para pavimentação de diversas ruas do município, no valor de R$ 800 mil.
terça-feira, 9 de novembro de 2021
Paulo Câmara encerra participação na COP26 com assinatura da Carta de Edimburgo e encontro com representantes do governo chinês

Lula, lá: ex-presidente inicia périplo pela Europa com honras de chefe de Estado; Bolsonaro envergonhou o Brasil na região

Com veto, STF pode mais uma vez barrar o golpe

Pela segunda vez no governo Bolsonaro, o STF está diante de uma decisão fundamental para garantir o processo democrático. No primeiro movimento, liderado pelos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso (nesse caso, especialmente no TSE), os atos antidemocráticos e as milícias digitais que propagam fake news foram barrados de maneira firme. Apesar das críticas e ações truculentas do bolsonarismo, foi garantida a lisura do processo eleitoral em 2022, via urnas eletrônicas, e os soldados do golpe foram contidos pela Justiça.
Agora, a ministra Rosa Weber liderou outra ação governamental que visava distorcer a democracia. Por meio do orçamento secreto, os parlamentares do Centrão alinhados com o Planalto “compraram” o apoio de deputados para apoiar a PEC dos Precatórios, que implode o teto de gastos, dá uma pedalada fiscal e abre espaço para verbas bilionárias aos apoiadores do governo – que ainda escapam do crivo da população, já que têm sua identidade preservada. Nesse momento, há um jogo de empurra do governo em conluio com os líderes do Centrão para barrar a identificação dos beneficiários desse butim.
Trata-se de uma distorção do processo democrático porque é uma medida que desmontará na prática a lei de responsabilidade fiscal. Está sendo aprovada à sorrelfa, com o uso abundante do dinheiro público para alimentar interesses paroquiais e escusos. Além disso, patrocinará o novo Bolsa Família, que pode inclusive ser desmontado em suas virtudes e transformar-se num mero programa eleitoreiro focando bolsões eleitorais que hoje rejeitam o presidente. A dimensão do escândalo do orçamento secreto só será conhecida nos próximos meses. Mas ele é mais uma investida antidemocrática, que permite ao grupo que está no poder se perpetuar à revelia da vontade da população e corromper a necessária rotatividade de projetos políticos.
Até o momento em que essa coluna foi publicada, quatro ministros já tinham votado no sistema virtual para barrar essa farra com o dinheiro público. A tendência é que a decisão vital de Rosa Weber seja mantida, mas parlamentares governistas tentam um acordo com ministros nos bastidores para preservar as emendas de relator (base do orçamento secreto), aceitando em troca aumentar a transparência dos gastos. Seria uma solução muito ruim. O que se espera é que a Corte mais uma vez se mostre intransigente na defesa da democracia, e que mantenha a atitude que já demonstrou desde 2019: respeito ao espírito da Constituição de 1988 e às regras de transparência duramente conquistadas desde a redemocratização.
domingo, 7 de novembro de 2021
O escândalo do Orçamento Secreto e a PEC dos Precatórios

A PEC-23 foi aprovada em 1º turno graças às emendas do orçamento secreto. Que são aquelas que o relator do orçamento distribui aos deputados sem qualquer critério. Apenas cumprindo ordens do Governo e do presidente da Câmara Arthur Lira. Em aperfeiçoamento do toma-lá-dá-cá. A criação da emenda do relator veio a dar poder ao governo para comprar parlamentares. As emendas individuais, que perfazem um total de R$ 6 bilhões, tornaram-se de execução obrigatória. Em aplicação do princípio da execução equitativa, impessoal e transparente. Aí inventaram a emenda do relator que, em 2020, turbinou o apoio parlamentar a Bolsonaro com R$ 19,7 bilhões. Neste ano, foi fixada em R$ 16,8 bilhões. Os parlamentares aquinhoados por servirem ao governo em alguma votação indicam a obra e o município de destino sem que seus nomes sejam divulgados. Tudo fica na conta do relator. Embora esses deputados indiquem aos ministérios a destinação dos recursos. Na moita. Como ocorreu no escândalo da compra superfaturada de tratores com recursos alocados ao Ministério da Integração Nacional.
Essa PEC-23 foi proposta pelo governo Bolsonaro com duas chantagens que só enganam os ingênuos ou os interessados. A primeira é a de que o espaço fiscal para o Auxílio-Brasil dependeria de uma PEC que constitucionaliza o calote nas dívidas do Governo Federal, ao limitar unilateralmente o pagamento das dívidas da União que se tornaram exigíveis depois de esgotadas todas as instâncias judiciais. A segunda chantagem é a de que o auxílio dependeria da alteração do teto de gastos, hoje a principal âncora de responsabilidade fiscal do país. Ocorre que os recursos para o Auxílio-Brasil poderiam ser garantidos de outro modo. Preservando o teto de gastos. Bastaria, por exemplo, cortar as emendas do Relator que constituem o orçamento secreto. Só aí seriam R$ 16,8 bilhões. Que se somariam ao orçamento já previsto para a assistência social, incluso o Bolsa-Família que será substituído pelo Auxílio-Brasil. Outros remanejamentos orçamentários poderiam ser feitos.
Percebendo que a PEC-23 foi aprovada mediante a manipulação inconstitucional e com desvio de finalidade na execução da emenda do relator, a ministra Rosa Weber, do STF, suspendeu "integral e imediatamente" a sua execução. Além de ter mandado o governo revelar os ofícios dos deputados que indicam o destino das verbas a eles concedidas dentro da emenda do relator. Espera-se agora que o plenário do STF ratifique a liminar para que se restaure a transparência, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na execução do orçamento. Em respeito aos artigos 37 e 163-A da CF/88. Além disso, a nação espera que o STF exerça o controle prévio de procedimento. Claro que a boa doutrina não admite que o Judiciário substitua o Legislativo na sua atividade de decidir sobre o mérito das matérias legisladas. Há limites ao ativismo judicial. Porém, há quase consenso que o Judiciário pode, sim, controlar os procedimentos constitucionais da atividade legislativa. Como há poucas dúvidas de que a votação em 1º turno da PEC-23 foi viciada, o STF pode e deve suspender a votação do 2º turno, que está prevista para o próximo dia 9/11.
Preparando a votação que aprovou a PEC por 312 votos contra 144 e 56 ausentes, o governo liberou R$ 909 milhões em apenas dois dias. As informações são de que o valor oferecido a cada parlamentar variou de R$ 5 milhões a R$ 15 milhões. Valores maiores para os de partidos de oposição. Parlamentares do PSDB, PDT, PSB, MDB, PSD e PODEMOS, partidos que se dizem de oposição ou que buscam a 3ª via, sucumbiram aos encantos do orçamento secreto. Ficou muito feio para partidos que se dizem de esquerda e tiveram vários parlamentares endossando pedaladas monumentais com recursos públicos e ajudando a viabilizar politicamente um presidente como Bolsonaro. Casos do PSB, que colaborou com 10 votos para a aprovação da PEC (1/3 da bancada presente). E do PDT, cujo líder orientou o voto sim e foi seguido por 15 parlamentares, com apenas 6 votos contrários. Também ficaram mal na fita partidos como o PSDB, cujo líder orientou o voto sim e foi seguido por 22 parlamentares, com apenas 6 votos contrários à PEC. Ou o MDB, que teve 10 deputados votando sim.
Ou o Podemos, que tenta lançar Sérgio Moro com a bandeira anticorrupção, mas que teve 5 parlamentares seduzidos pelo voto regado pela emenda do relator, contra apenas 4 votos que a recusaram. Ou o Democratas, com 19 votos pela PEC e apenas 2 votos contrários. Ou, ainda, o PSD, que teve 29 votos sim e apenas 5 votos não. Só para ficar nesses partidos que tentam viabilizar uma 3ª via sob pretexto de recusa à irresponsabilidade fiscal e à corrupção dos governos do PT e de Bolsonaro. E, agora, ficam com parte grande de suas bancadas sob suspeita de ter bebido na fonte do orçamento secreto. Saíram-se bem no episódio o PT, Novo, PC DO B, PSOL e Rede, cujas bancadas votaram unanimemente pelo não à PEC-23. E o candidato Ciro Gomes, que suspendeu sua candidatura para induzir a mudança de votos dos 15 deputados da bancada do PDT.
Esperemos que o STF não se furte a restaurar o devido processo legislativo constitucional e interrompa esse escândalo que é a aprovação irregular da PEC nº 23. Mas existe também a possibilidade de que, em eventual votação em 2º turno, o resultado seja revertido. Pela pressão de algumas lideranças partidárias sobre os deputados, como no caso do PDT. Embora se saiba que o governo, espertamente, preservou alguns deputados depois que teve segurança da obtenção dos 308 votos do quórum. Assim, existe sempre o risco de que esses votos que não foram dados no 1º turno sejam manejados no 2º turno em quantidade suficiente a superar as reversões de votos em partidos de oposição.
*Ex-deputado federal. Advogado formado pela FDR da UFPE, PhD pela Universidade Oxford.



