terça-feira, 9 de junho de 2020

Witzel volta a ser aliado de Bolsonaro após operação da PF

Jair Bolsonaro e Wilson Witzel (Foto: Reuters)

247 - O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC-RJ), já comunicou a pessoas próximas que não fará mais oposição a Jair Bolsonaro, a quem já enviou sinais de que pretende um pacto de paz.


A mudança de posição de Witzel foi motivada pela operação de busca e apreensão da Polícia Federal, autorizada pela Justiça, feita na residência oficial, onde ele vive. 

Witzel passou a temer pelo pior — inclusive pela prisão dele ou da sua mulher, Helena, cujo escritório de advocacia mantinha contrato de R$ 540 mil com empresa investigada por desvios de recursos em contratos com o governo do Rio, informa a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo.


O governador do Rio atacava o presidente semanalmente. Mas agora está em silêncio em relação ao inquilino do Palácio do Planalto.

Depois da operação da PF, o governador do Rio só posta mensagens nas redes sobre a Covid-19 e imagens de visitas a hospitais.

Deputados estaduais firmam parceria com Ponto de Cuidado, fornecendo material de combate ao coronavírus

Foto: Marcos Henrique

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizou parceria com o Governo do Estado, através da Secretaria de Prevenção às Drogas, nas ações implementadas pelo Ponto de Cuidado, equipamento que atende pessoas em situação de vulnerabilidade, prevenindo contra o coronavírus.

O material deve estar nas ruas a partir desta terça-feira (9). A mobilização dos deputados e deputadas deu apoio na confecção de cartilhas informativas sobre higiene, uso de máscaras e autocuidado, além da doação de unidades de pias móveis que serão colocadas em pontos do Estado.

Conduzido pelo secretário de Políticas de Prevenção às Drogas, Cloves Benevides, o Ponto de Cuidado tem fornecido uma média de 2 mil refeições diárias a pessoas em situação de rua e já entregou mais de 20 mil kits de higiene pessoal. Representando o conjunto dos parlamentares, presidente da Alepe, deputado Eriberto Medeiros, visitou o Armazém 14, local de atendimento e apoio aos mais vulneráveis, no Bairro do Recife.

Camilo Santana diz que Lula se equivoca ao não apoiar manifesto contra Bolsonaro

Camilo Santana e Lula (Foto: Claudio Kbene/Instituto Lula)

247 – Entrevistado no Roda Viva, na noite de ontem, o governador do Ceará, Camilo Santana, que é do PT, fez uma crítica ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por não assinar o manifesto Juntos, contra o autoritarismo de Jair Bolsonaro. Segundo ele, Lula está “equivocado” e é preciso parar de “remoer” o passado e buscar uma união entre as forças de centro-esquerda. Camilo também se disse contra o impeachment de Bolsonaro e defendeu a troca no comando da presidência da República nas urnas, em 2022.


Camilo discordou do pedido de impeachment apresentado pelo PT e afirmou que a medida é “extrema”. Segundo o petista, “remédio para governo ruim é pressão popular”, segundo aponta reportagem do jornal Valor Econômico sobre a entrevista.

Covid-19 não respeita ordem de 1 mil mortes por dia

Por Fernando Castilho – Jornal do Commercio
O jornal O Estado de S. Paulo revelou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinou ao ministro da Saúde Eduardo Pazzuello que o número de mortes provocadas pelo coronavírus não pode passar de 1 mil casos/dia. E como se pôde ver no último fim de semana o ministro cumpriu a tarefa. Mas infelizmente não pôde combinar com a doença.
Até porque o seu ministério não está ajudando muito uma vez que as ações de liberação de insumos e equipamentos estão ficando travadas, porque a logística e a burocracia não estão funcionando.
Aliás, a entrega de equipamentos tem uma imagem maravilhosa porque estão sendo feitas com os quatro aviões KS 390 que a Embraer já entregou e estão sendo fundamentais para que os equipamentos cheguem.
Dá um orgulho danado ver aqueles aviões novinhos sendo testados em missões de apoio social, embora o governo não tenha valorizado isso.
Mas voltando a informação de que o presidente teria determinado que os números de mortes não podem passar de 1.000 por dia.
Não devia passar de 1000 e deveria ser mostrado pelo governo federal como uma tragédia nacional, que exige o esforço de toda a nação. Mas o presidente fez o que? Disse que infelizmente a vida é assim mesmo.
O problema de Bolsonaro é que ele está ouvindo gente que se esforça muito para dizer o que ele quer ouvir. Por exemplo o Osmar Terra.
O deputado ainda sonha ser Ministro da Saúde, frequenta o Palácio, vai conversando aqui e ali e numa oportunidade típica do xeleléu faz aquele comentário: Não estão morrendo 1 mil pessoas por dia, a Imprensa está somando os defuntos de 15 dias!
Pode ter sido exatamente assim. E aí o presidente concordando mandou o general Pazzuelo fazer uma assepsia. E missão dada missão cumprida. O ministério da Saúde passou pelo vexame de fazes essa contagem. Essa metodologia é uma prática da OMS para ter mais segurança nos números oficia da pandemia.
O diabo é que esse número poderia ser usado como uma conquista da sociedade se ele viesse diminuindo. O problema é que ele está subindo. E ele pode ser usado se vier junto com o número de comprovações de mortes suspeitas confirmadas. Se o Brasil já tem menos 1 mil numa tendência de queda é uma informação importante. Mas não é e não pode ser mostrada como a principal. Não é.
Dito de outra forma. Dizer que o número de mortes foi menor de que 1.000 é uma informação importante se ele mostra que estamos reduzindo as mortes e que venha acompanhado dos outros mortos identificados após os exames.
Agora dizer que ontem no Brasil morreram 973 pessoas porque o presidente disse que não pode passar de 1 mil é desonestidade estatística.
O que o governo precisa entender e um assessor sério deveria dizer ao presidente é que essa metodologia é internacional. É assim que se conta os mortos porque não dá tempo de saber se a pessoa morreu de covid-19 imediatamente pelo simples fato do principal teste RT-PCR exigir 72 horas. É simples não podemos dizer isso.
Pela metodologia de Bolsonaro, o estatístico, Pernambuco neste domingo teria tido apenas 2 mortos. Mas essa a informação é transitória. É assim que se faz porque ninguém está interessado em dizer que esse dado é definitivo. Tanto que o boletim esclarece “foram confirmados laboratorialmente 35 óbitos (sendo 20 do sexo feminino e 15 do sexo masculino”).
Dizer que no domingo 7 de junho morreram apenas duas pessoas é desonestidade porque a metodologia manda somar e revelar no dia que as mortes foram confirmadas. Isso tem valor estatístico, mas tem valor legal.
Então, o presidente erra ou é induzido ao erro porque quer acabar a epidemia por decreto ou porque tem um grande número de pessoas que o induz ao erro.
Se o Ministério da Saúde viesse com uma nova base mais ampla mostrando que, em duas semanas, apesar do número de mais de 1 mil porte, a curva de mortes diárias está diminuindo pelas ações que os governadores e prefeitos estão fazendo, essa nova informação ajudaria muito pois mostraria que está havendo uma redução diária das mortes.
Jogada apenas como um número liofilizado pelo Ministério da Saúde por ordem do presidente é desonestidade estatística e joga pra terra todo o trabalho de coleta de dados da pasta com todas as implicações política disso.
Mas vai dizer isso a um presidente que ainda ouve as interpretações de um deputado que em abril disse que a covid-19 estaria eliminada na primeira semana de junho?

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Lula nega entrevista ao Globo e explica o motivo: grupo de mídia é parte da perseguição judicialLula nega entrevista ao Globo e explica o motivo: grupo de mídia é parte da perseguição judicial



Do site do ex-presidente Lula - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou carta em resposta a um pedido de entrevista do jornal O Globo. O ex-presidente fala de como as Organizações Globo lideraram o lawfare para impedi-lo de ser candidato em 2018, mesmo com a lei brasileira e decisão das ONU garantindo esse direito ao ex-presidente. E esconderam as suas absolvições na justiça que desmontam a tese do “power point”, e as muitas provas de sua inocência e de que foi vítima de um processo político e parcial, diversas vezes demostradas pela sua defesa desde 2015 e também pelas série de reportagens da Vaza Jato feitas pelo site The Intercept Brasil em parceria com veículos como a Folha de S. Paulo, Agência Pública entre outros órgãos de imprensa. A última entrevista de Lula para um veículos das Organizações Globo foi para o jornalista Roberto D’Ávila, para a Globonews, em 2015.


A íntegra da carta abaixo:

“Prezado Bernardo,

Agradeço o convite para uma entrevista para o jornal O Globo em uma série sobre ex-presidentes da República. Seu convite destoa da censura imposta pelas Organizações Globo. Não confundo as organizações com as diferentes condutas profissionais de cada um dos seus jornalistas.

O que me impede de atendê-lo é o notório tratamento editorial que as Organizações Globo adotam em relação a mim, meu governo e aos processos judiciais ilegais e arbitrários de que fui alvo, que têm raízes em inverdades divulgadas pelos veículos da Globo e jamais corrigidas, apesar dos fatos e das evidências nítidas, reconhecidas por juristas no Brasil e no exterior.

As próprias sentenças tão celebradas pela Globo são incapazes de apontar que ato errado eu teria cometido no exercício da presidência da República. Fui condenado por ‘atos indeterminados’.

Ao invés de ser analisada com isenção jornalística, a perseguição judicial contra mim foi premiada pelo O Globo. As revelações do site The Intercept foram censuradas, escondendo as provas de que fui julgado por um juiz parcial, em conluio com os promotores, que sabiam da fragilidade e falta de provas da sua acusação.

Enquanto não for reconhecido e corrigido o tratamento editorial difamatório das Organizações Globo não será possível acolher um pedido de entrevista como parte de uma normalidade que não existe, pelos parâmetros do jornalismo e da democracia.

Luiz Inácio Lula da Silva”

Governo volta a ‘informar’ sobre Covid. Com os dois patetas



FERNANDO BRITO · no Tijolaço

Depois de interromper, ainda na gestão Luiz Mandetta, o governo volta a dar explicações sobre os números da epidemia do novo coronavírus.

Através, claro, do renomado epidemiologista Osmar Terra Plana e do virologista Luciano Hang, aquele empresário que Olavo de Carvalho, depois de mandá-lo preencher certos espaços, chamou de “Zé Carioca”.

Hang, segundo o Valor, é, inclusive, o mentor da”nova forma de contabilizar as mortes”, à qual chamei aqui de Programa Pró-Lazaro, uma revolucionária metodologia capaz de ressuscitar os mortos das estatísticas anteriores.

Os dois farão, às 19 horas, uma “live” que, certamente, vai revolucionar os conhecimentos da comunidade médica de todo o mundo.

O argumento central do Dr. Terra Plana, que ele já adiantou nas redes sociais, é o de que, como muitas das mortes divulgadas no dia X referem-se a pessoas que morreram em datas anteriores mas só agora tiveram o resultado dos testes conhecidos, o pico da epidemia já teria passado e, portanto, é hora de escancarar o comércio e fazer festas nas ruas.

Pequeno detalhe “esquecido” pela folclórica dupla: as pessoas que morrem no dia X e não têm resultado de testes confirmados – a maioria, dada a carência de testes – não entram na conta neste dia. E, portanto, são “mortes futuras”.

É claro que as estatísticas – ao contrário das projeções – mostram o que já aconteceu e, é óbvio, morte só pode ser contada depois que acontece.

Mas se alguém quer ter uma ideia mais precisa do que está por acontecer, basta usar os casos novos registrados a cada dia. Com uma taxa de mortalidade de 5,6%, os mais de 30 mil brasileiros que entram a cada dia na estatística de contaminados representarão, nos dias seguintes, quase 1.700 mortos.

Por isso, o número de novos casos é um indicador do que virá, não do que já foi, como são os óbitos.

Mas, claro, isso é invenção da “mídia comunista”.

Desculpe os leitores por ter a pachorra de explicar como os dois mistificadores farão uma mistificação para o “gado” bolsonarista.

Angelim e a Covid 19: Angelim tem alta significativa no Isolamento Social



O município tem hoje 21 casos de Covid confirmados e 01 cura clinica, a do 1º paciente diagnosticado com a doença em nossa cidade.

O Município entregou a população um anexo do Hospital Municipal exclusivo para tratamento de pacientes com a covid 19.

Porém os dados divulgados hoje pelo Ministério Público de Pernambuco mostra uma alta significativa no Índice de Isolamento Social.

Confirmando que nossa cidade alterna ao longo dos dias melhoras e quedas. 


O índice alcançado por Angelim passou de 34,3% (85º) para 46,3%(43º ) no Estado


Domingo (07/06) - Média estadual - 51,1%


1.Iati - 46,9,% (34°)  no Estado
2.Palmeirina - 46,6% (42º)
3.Angelim 46,3%(43º )
4.Garanhuns 46,2% (44º)
5.Correntes 45,1% (64º)
6. Brejão - 44,4,% (71º)
7.Itaiba 43,9% (82º)
8.Capeiras 43,9% (85º)
9.São bento do Una 43,7% (89°)
10.Terezinha 42,6% (105º)



Silas Malafaia x Olavo de Carvalho

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Blog de Esmael

Dizem que não é aconselhável misturar política e religião, mas o pastor Silas Malafaia resolveu descer ao nível da cloaca –mais uma vez—para bater boca, agora, com o astrólogo Olavo de Carvalho.

Tomando as dores do presidente Jair Bolsonaro, com quem se encontrou na sexta-feira (5), o religioso xingou ‘falido’ e ‘covarde’ o astrólogo Olavo de Carvalho.

Guru de Bolsonaro, familiares e ministros, Olavo surtou este fim de semana devido à abstinência de dinheiro.

O empresário Luciano Hung, o Véio da Havan, com medo de ser empalado com as medalhas condecorativas, prometeu arrecadar bufunfa para recomprar o apoio do astrólogo.

Em um vídeo publicado no domingo (7), Olavo de Carvalho detonou o presidente Bolsonaro chamando-o de ‘inativo’ e ‘covarde’. Reclamou do abandono financeiro e ameaçou derrubar essa ‘bosta ‘ de governo.

Já o Véio da Havan foi classificado como ‘Zé Carioca’ e ‘palhaço’.

Pastor Silas Malafia, então, agiu como batedor de Bolsonaro no Twitter:

“UM DESAFIO A OLAVO DE CARVALHO ! Você é um astrólogo falido . Quem é você para derrubar um governo ? Você não derruba nem síndico de predio . Escondido na América , quer que Bolsonaro de defenda do que? COVARDE ! Fica de longe falando asneira e fazendo acusação idiota. SÓ KKKKK”

Crendiospai! Todos irão queimar no fogo do inferno!

Ex-governador do DF é absolvido

O fantasma da condenação por improbidade administrativa não persegue mais o ex-governador do DF, Agnelo Queiroz (PT). É que o TJDFT decidiu, na última sexta-feira, pela improcedência da última das nove ações pela prática de nepotismo que pesavam contra ele.
No momento, Agnelo, que é médico, tem gravado vídeos e participado de lives sobre saúde pública e prevenção ao novo coronavírus.

Procurador da Lava Jato diz que Moro contaminou operação ao ir para o governo Bolsonaro

Carlos Fernando dos Santos Lima (Foto: Abr)

247 - O procurador Carlos Fernando dos Santos, que esteve na origem da Operação Lava Jato, em 2014, e foi um dos líderes da força-tarefa de Curitiba até 2018, é crítico em relação à ida de Sergio Moro para o governo de Jair Bolsonaro. 

Pessoalmente eu manifestei a ele minha dúvida sobre se seria uma decisão correta”, diz em entrevista à Folha de S.Paulo nesta segunda-feira. 

Carlos Fernando considera que a integração de Sergio Moro ao governo de "custou muito caro para a Lava Jato, obviamente, como movimento, porque contaminou uma discussão política desnecessária.”

Carlos Fernando considera Bolsonaro a pior pessoa para presidir o país neste momento, já cometeu crimes de responsabilidade e deve ser afastado da Presidência da República por meio do impeachment. 

Carlos Fernando dos Santos afirma que "esse atual momento de pandemia, governar é tentar salvar vidas humanas", coisa que em sua opinião Bolsonaro não faz. "Ele quer transformar esse fato da natureza numa questão política, jogar o custo dela em cima de governadores e prefeitos. Falta para ele qualquer capacidade mínima para liderar um país num momento difícil". O ex-procurador da Lava Jato critica severamente o inquilino do Planalto, que "sabota a tentativa de outros que estão tentando fazer o mínimo para diminuir o custo dessa pandemia".

O ex-líder da força tarefa da Lava Jato em Curitiba critica que Bolsonaro incentive o armamento da população. "Imagine nessa situação em que temos dificuldade de controlar pessoas que se acham no direito de fazer valer as suas opiniões de forma violenta, se nós armássemos a população?" - questiona. "Nós teríamos milícias enfrentando milícias. O que também viola qualquer pacto constitucional".

Referindo-se ao suposto combate à "velha política", Carlos Fernando diz que Bolsonaro "fez um discurso que ele mesmo sabia que ele não iria cumprir. Eu creio que Bolsonaro é essencialmente um mentiroso, mas um mentiroso que mente de forma tão convictamente que ele acredita na própria mentira até o momento em que a desdiz".

Leia a íntegra

Governo começa a maquiar estatísticas e reduz número de mortes por coronavírus

Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello e militares (Foto: ABr)

247 - Comandado por militares, o Ministério da Saúde mudou o número de infectados e mortos por causa do novo coronavírus divulgado neste domingo. Depois de anunciar 1.382 mortes por Covid-19 no país, mais tarde alterou o número para 525, uma diferença de 857 óbitos.


Entre as 20h37 e as 21h50, o governo divulgou dados contraditórios, informa o UOL. Houve ainda uma mudança no número de infectados. O primeiro balanço divulgado pelo ministério informava um total de 12.581 novos casos, contra 18.912 casos atuais.

O "novo normal" da informação oficial sobre os números da doença no Brasil passou a ser a maquiagem de dados.

Carlos Wizard anuncia saída do governo

Veja
Depois de abrir uma crise com estados e municípios ao sugerir que os gestores inflavam números de mortes na pandemia para receber mais recursos do governo federal, o empresário Carlos Wizard anunciou que está deixando a função de conselheiro informal da pasta.
“Informo que hoje (7/junho) deixo de atuar como Conselheiro do Ministério da Saúde, na condição pro bono”, disse há pouco.
“Além disso, recebi o convite para assumir a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos da pasta. Agradeço ao ministro Eduardo Pazuello pela confiança, porém decidi não aceitar para continuar me dedicando de forma solidária e independente aos trabalhos sociais que iniciei em 2018 em Roraima”, segue Wizard.
Carlos Martins, que no final de 2013 vendeu a rede de idiomas Wizard a uma multinacional, atualmente é sócio de outra escola de inglês, a Wise Up. Apesar de não ter nenhum vínculo com a Wizard há seis anos. Ele vinha atuando como conselheiro informal do núcleo militar do Planalto no governo, até ser destacado para a missão na Saúde.
Suas declarações sobre os números da pandemia, no entanto, atrapalharam sua jornada. Wizard virou alvo do bolsonarismo por ter chegado a se filiar ao PSDB para disputar a prefeitura de Campinas como aliado de João Doria. Sobre suas declarações em relação aos mortos na pandemia, ele se desculpou.

domingo, 7 de junho de 2020

Coronavírus: municípios receberão 100 mil testes rápidos da Associação Municipalista de Pernambuco



Da Rádio Jornal

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), começou neste sábado (6) a distribuição de 100 mil testes rápidos de covid-19 para os municípios pernambucanos. A iniciativa é realizada em parceria com o Governo do Estado e, tem como objetivo acelerar e aumentar a capacidade de testagens.

Os testes estão sendo  encaminhados para as Gerências Regionais de Saúde. A primeira remessa, com 1960 testes, foi encaminhada ontem (6) para a região do Sertão do Pajeú. A ordem de recebimento dos municípios segue critério relacionado a quantidade de habitantes, por cidade, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Amupe pretende finalizar a distribuição total desses insumos para as demais regiões ainda nesta semana.

Hang pede que empresários ajudem Olavo

O Antagonista
Por meio de um grupo de WhatsApp, Luciano Hang, dono das lojas Havan, pediu neste domingo a um grupo de empresários apoio financeiro a Olavo de Carvalho, publica o Estadão.
“Temos que ajudá-lo financeiramente. Ele está chateado, precisa de mais ajuda para continuar lutando pelo Brasil”, escreveu.
Um membro do grupo respondeu, segundo o jornal: “Pede para ele vir ao Brasil, então. De longe, é fácil”.

Bolsonaro dá aval a vaquinha para socorrer Olavo, que ameaçou derrubá-lo

Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro (Foto: Wikipedia)

247 – "Citado nominalmente em vídeo divulgado por Olavo de Carvalho, no qual ele diz que pode derrubar a “merda do governo Bolsonaro”, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, deu início a uma vaquinha com empresários a fim de recolher pelo menos R$ 2,8 milhões para saldar dívidas do guru dos bolsonaristas com a Justiça", informa o jornalista Vicente Nunes, em seu blog. 


"Segundo um integrante do Palácio do Planalto, Hang conversou com Bolsonaro sobre o vídeo no qual Carvalho critica e agride o presidente com palavrões. A conclusão foi a de que é preciso dar um socorro financeiro ao guru para que ele 'sossegue'”, aponta ainda Vicente.

Hang vem sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal como um dos financiadores do chamado "gabinete do ódio", a máquina de insultos que alimenta fake news e discurso de ódio para alimentar a militância bolsonarista nas redes sociais. Saiba mais sobre o caso.

Covid-19: Governo de Pernambuco diz que fila de pacientes para UTI na rede estadual zerou

Houve momentos, no mês passado, em que as filas de espera por leitos de UTI nos hospitais chegavam a contabilizar até 300 pessoas. Nesta primeira semana de junho, porém, Pernambuco respira um pouco mais aliviado. A Central de Regulação de Leitos – responsável pela distribuição das vagas nas unidades de saúde vinculadas ao SUS – informou que o Estado já conta com atendimento imediato às demandas de internações de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), com a oferta de leitos superando a procura.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, Pernambuco conta com uma rede de saúde fortalecida, que conseguiu atender às demandas de todos os pacientes, mesmo àqueles que, de forma temporária, aguardavam por uma vaga de UTI. “Todas as nossas salas vermelhas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e das emergências hospitalares contam com suporte de oxigênio e respiradores, quantidade que foi reforçada durante os preparativos da rede para enfrentar a pandemia”, ressaltou Longo.

“Chegamos até aqui graças à maior operação sanitária e logística já registrada na historia da nossa saúde pública. Em 18 de março, ao lado do prefeito Geraldo Julio, anunciamos que iríamos abrir mil novos leitos para enfrentar a Covid-19. Hoje, somando Estado e Prefeitura da Capital, já colocamos à disposição dos pernambucanos 2.407 leitos, sendo 900 de UTI e 1.507 de enfermaria. Vamos continuar reforçando nossa capacidade de atendimento para dar uma assistência digna à população”, afirmou o governador Paulo Câmara, em pronunciamento neste domingo.

O secretário André Longo, por sua vez, lembrou um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indicou Pernambuco como o oitavo Estado mais bem equipado de respiradores pulmonares do País, ainda antes de ser declarada a condição de pandemia do novo coronavírus. A taxa de era 28,6 respiradores por 100 mil habitantes, melhor percentual do Norte e Nordeste.

De fato, a ampliação da oferta de leitos acima da demanda aconteceu graças a essa parceria entre Governo do Estado e Prefeitura do Recife, mencionada por Paulo Câmara, que nos últimos meses assegurou um número recorde de abertura de vagas na história da saúde pública de Pernambuco. Com o decreto estadual que estabeleceu a quarentena mais rígida na Região Metropolitana do Recife, entre os dias 16 e 31 de maio, o Estado e a capital atingiram os maiores níveis de isolamento social registrados no Brasil.

Analisando os números detalhadamente, o Governo de Pernambuco disponibilizou até o momento 1.543 leitos, em 20 municípios das quatro macrorregiões de saúde do Estado. Ao todos, são 688 vagas de UTI e 855 vagas de enfermaria. No Recife, a Prefeitura abriu, em tempo recorde, sete hospitais de campanha, disponibilizando nos últimos dias cerca de 100 leitos, que resultaram no total de 864 vagas na capital, sendo 212 de UTI e 652 de enfermaria.

“Além desse grande esforço de abertura de leitos, a marca que alcançamos hoje é fruto da decisiva colaboração dos pernambucanos, que entenderam a mensagem e adotaram um isolamento social mais rígido e medidas de proteção e de distanciamento que precisam continuar sendo seguidas com a reabertura gradual das atividades, a partir desta segunda-feira (08.06)”, disse André Longo.


TENDÊNCIA – Desde o início de junho, tem sido notada uma tendência de redução do fluxo na rede de saúde, de acordo com a Central de Regulação de Leitos de Pernambuco. Enquanto, em meados de maio, foram cerca de 2,1 mil demandas por internação, ao longo das duas últimas semanas o percentual sofreu uma significativa redução, e na semana passada o número registrado caiu aproximadamente 30%, chegando a 1,4 mil.

Nas 15 UPAs estaduais, porta de entrada da rede de urgência e emergência, a redução da curva epidêmica e da taxa de transmissão é visível. Foi registrada uma redução de cerca de 60% nos atendimentos a pacientes com quadros de dificuldade respiratória, em comparação com o mês de maio passado, caindo de 662 pessoas no dia 05 de maio para 269 em 05 de junho.

Mesmo diante dos dados positivos, o secretário estadual de Saúde adverte que ainda não é momento de relaxar as medidas de isolamento e atenção, e assegura que o Governo de Pernambuco continuará atuando para abrir novos leitos e criar condições de manter a caminhada rumo a uma nova normalidade. A tendência, segundo André Longo, é de redução, ao longo dos próximos dias, da taxa de ocupação dos leitos dedicados a pacientes do novo coronavírus, que atualmente é de 76%, sendo de 62% nos leitos de enfermaria e 96% nos leitos de UTI.

Na última sexta-feira (05.06), durante coletiva de imprensa transmitida pela internet, Longo afirmou que novos leitos de UTI serão abertos nos próximos dias, nos hospitais de Referência Covid-19 – unidade Olinda (Maternidade Brites de Albuquerque); Mestre Vitalino, em Caruaru; e Dom Moura, em Garanhuns. E que ventiladores de transporte estão sendo providenciados para reforçar as salas vermelhas dos hospitais Regional de Ouricuri e Dom Moura de Garanhuns, da UPA de Caruaru e da UPAE de Garanhuns

Manifestações pela democracia e antirracismo marcam o domingo no Brasil

Manifestação no Largo da Batata (Foto: Guilherme Gandolfi/Mídia Ninja)

Rede Brasil Atual - Manifestações em diversas cidades do Brasil pediram democracia e protestaram contra o racismo na manhã e na tarde deste domingo (7). Algumas sofreram com a repressão policial.

Em São Paulo, a concentração no Largo da Batata começou às 14h, após a Justiça ter proibido a mobilização na Avenida Paulista. A decisão, segundo o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, teve como objetivo desmobilizar a manifestação.

No ato, ele discursou e rebateu as acusações de Jair Bolsonaro contra manifestantes, conforme registrou o site Viomundo. “O Bolsonaro passou esses dias todos dizendo que a gente é terrorista. Terrorista não é quem defende a democracia, terrorista é quem é expulso do Exército por tentar explodir o quartel!”, disse.

“Vagabundo é quem ficou 27 anos no Congresso e não fez porra nenhuma. Vagabundo é o Véio da Havan, que recebeu auxílio emergencial”, destacou ainda o líder do MTST.

Em Brasília, houve uma marcha na Esplanada dos Ministérios que, entre outras bandeiras, defendia o “fora Bolsonaro”. Com diversos cartazes, faixas e gritos relacionados ao Black Lives Matter (vida negras importam), movimento inspirado na mobilização que ocorre nos Estados Unidos pelo assassinato de George Floyd por um policial branco.



“Não consigo respirar”
Performance com pessoas negras no ato em Brasília hoje de manhã pedindo #JustiçaPorGeorge, justiça para Miguel, João Pedro, Iago e por todas as vidas negras retiradas pelo Estado




A marcha antifascista de Brasília teve início às 9h, em frente à Biblioteca Nacional. Por volta das 10h, milhares de manifestantes tomaram a rua da Esplanada dos Ministérios, enquanto policiais faziam um cordão na frente dos prédios.

Um grupo nitidamente menor se manifestou a favor do governo. Vestidos de verde e amarelo, manifestantes acessaram a Praça dos Três Poderes, local tradicional de concentração de apoiadores do presidente nos últimos domingos.

Sobre Carlos Wizard e a ocultação de mortes


Por Fernando Castilho
Carlos Wizard é o exemplo clássico daquele sujeito que tem uma ideia brilhante, cria um negócio extraordinário, vende para uma multinacional e fica rico. Mas descobre que não sabe fazer outra coisa. Investe num monte de negócios diferentes até que volta ao ramo e descobre que deixou de ser protagonista para ser coadjuvante. E aí fica procurando ser ouvido usando o referencial do negócio que criou. Mas ninguém mais presta atenção nele.
Esse perfil pode explicar por que um bilionário decide aceitar um cargo de segundo escalão, num governo como o de Jair Bolsonaro, numa área que nunca teve qualquer interesse, mas que julga ser conhecer a partir do negócio que o tornou conhecido. 
E, como sempre acontece, chega falando “com profunda autoridade” sobre um assunto que “rigorosamente” não conhece. Cai no ridículo.
A ideia do “futuro” secretário de C&T, do Ministério da Saúde, de revisitar os números de mortos da covid-19, o colocará no mesmo lugar que foi colocada a atriz Regina Duarte, e de tantos outros, que emprestaram seu belíssimo currículo na área em que fez sucesso e que acaba sendo marcado para o resto da vida pelo fracasso na nova empreitada. 
Isso já atinge, inclusive, a carreira de oficiais brilhantes que veem sua imagem destruída ao associá-la ao governo. Virou uma marca no Governo Bolsonaro.
Mas o caso de Wizard promete sem mais interessante. Ele chega com uma dessas ideias risíveis que os técnicos do setor olham o novato, não acreditam e perguntam: “Como?” 
Perguntam com aquele olhar irônico. Ou como diária o cantor, humorista e deputado federal Tiririca no seu celebre bordão: “Quem é cantor?”
A ideia de Wizard é recontar os mortos com a intenção de “investigar” quem, de fato, morreu de covid-19 e os que morreram de outras doenças. Bom, se o Ministério da Saúde fizer isso com a eficiência que Wizard tinham no controle de suas antigas escolas de inglês, vai descobrir o inverso: 
O Brasil não apenas está subnotificando os mortos por covid-19 e o número de infectados. Mas não estamos nem contando quem, de fato, morreu da doença.
É que apenas alguns estados - Pernambuco no meio - estão fazendo um procedimento simples, mas que nos assegura mais eficiência: Quando o paciente entra na UTI, ou na enfermaria com sintomas mais grave, tem prioridade na testagem. 
O procedimento assegura que, se falecer ou se recuperar, tem a certeza de que foi vítima da doença. Alias é o quem colocado Pernambuco na cabeça das estatísticas. Ao menos os pacientes graves se testam.
Se esse fosse o padrão em todos os estados brasileiros, os números de mortos estavam maiores pois o que hoje está registrado “embute” milhares de casos que foram classificados apenas como Síndrome Respiratória Aguda Grave SRAG, quando foram covid-19.
Tem mais: nos estados - com falta grave de testagem - centenas de pessoas estão sendo enterradas sem testagem com causas indeterminadas. É isso que está subnotificando o números de mortos não o contrário. 
A proposta de Wizard é feito aquela ideia de Teich de querer testar todo mundo. Se tivesse conseguido especialmente com os exames RT PCR, os números estariam muito maiores. 
Então, a menos que seja uma coisa deliberadamente desonesta para esconder mortos, a ideia de recontar os sepultamentos poderia ter a vantagem de ampliar, inclusive, nos cartórios de registro civil que terão um quadro mais próximo da realidade.
Imagine se o comportamento de Recife e São Paulo - que fazem o exames RT-RCR com todo paciente que precisar de internação passar a ser um padrão? Ou que isso seja aplicado em todas as UPAS e se puder identificar lá na ponta um portador de covid-19?
O mais curioso desse tipo de “ideia genial” para melhorar os relatórios do MS é que encontra guarida por quem está sendo saber o que fazer quadro exibido no Jornal Nacional?
O problema é que a desorganização do Ministério da Saúde está tão seria que até a contagem está sendo posta em dúvida. É uma planície e ideia malucas.
Ninguém está discutindo como fortalecer as ações que deram certo em algumas capitais, a revisão das que se mostram erradas. E não temos ações efetivas do ministério da Saúde mandando respiradores e suprimentos. 
Se você olhar com mais atenção, o próprio currículo do general Pazzuello está erodindo. Quando ele foi para o MS, a sua missão era de que seus conhecimentos de logística resolvessem os gargalos na entrega de suprimentos. 
Isso não aconteceu. E no ministério cheio de militares fardados, as pessoas já viram que os gargalos continuam. E o currículo do general Pazzuello hoje já e menor do que quando entrou. Ele pode receber a quarta estrala de general de exército, mas sua missão do MS não tem como ser de sucesso. 
Então o que vai acontecer com Carlos Wizard é o que hoje já acontece no setor de educação de idiomas quando ele chega sempre com assessores. As pessoas olham, lembram dele vagamente, mas ninguém está interessado no que tem a dizer. Virou “o cara que foi”. Vai ser assim também no ministério da Saúde.
*Jornalista titular da coluna JC Negócios, do Jornal do Commercio

Evangélicos precisam acordar para momento do País

Por Edson Alves
Em que mundo a Igreja Evangélica está vivendo? Essa é a pergunta que não quer calar. Vemos líderes das nossas igrejas estendendo as mãos para "abençoar" um presidente que não respeita a Constituição do país do qual ele foi eleito para cumprir; despreza as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), zomba das famílias e das milhares de mortes de Covid-19, como ele mesmo disse: "E daí?". Ridiculariza o STF, que é o guardião da Carta Magna da Nação.
Além disso, em seu discurso, defende e apoia abertamente o fechamento do Congresso Nacional, seus filhos não são bons exemplos para o país, é a favor de armar a população e do desmatamento. Apesar de tudo isso, tem o apoio daqueles que deveriam tratar com seriedade e autoridade o que receberam de Deus, e não serem complacentes.
"E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia", diz o trecho bíblico do livro de Daniel, capítulo 1, versículo 8.
Com certeza, nossos líderes evangélicos precisam deixar de se ofuscar com as "luzes" do Palácio do Planalto, e olhar para Cristo Jesus, que o motivo da nosso viver. 
"Que a Igreja de Cristo não deve se acomodar com as coisas desse mundo, mas ter o entendimento da Palavra de Cristo", Romanos 12:2. 
Também acho importante ressaltamos outro versículo para seguirmos a palavra.
"Que a verdade de Cristo Jesus é que nos liberta, e não a filosofia humana", João 8:32. Salmo 1. 
Temos o dever de orar pelas autoridades, mas nunca compactuar e chancelar seus desmandos e loucuras. Acorda, Igreja de Cristo Jesus, enquanto é tempo!
*Radialista e Assistente Social

sábado, 6 de junho de 2020

Gilmar condena maquiagem estatística do governo Bolsonaro e fala em ousadia espantosa

Gilmar Mendes e Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, disse ao jornalista Lauro Jardim, do Globo. Que ficou estarrecido com a decisão do governo Bolsonaro de maquiar as estatísticas sobre mortes e contágios por coronavírus no Brasil. “É muito grave. O governo deixa de colocar o problema da Covid como uma questão central. Sem esses dados o país está sem bússola para caminhar”,