terça-feira, 24 de setembro de 2019

Família de Ágatha recusa ajuda do governo do Rio

Família de Ágatha recusa ajuda financeira do governo do Rio. Secretaria estadual de Vitimização diz que ofereceu-se para pagar o velório da menina.
(Foto: Reprodução Rene Silva)
Da Folha de S. Paulo - Por Mônica Bergamo

A família de Ágatha Félix, menina de 8 anos morta por uma bala perdida durante ação policial no Complexo do Alemão, no Rio, recusou o auxílio da secretaria estadual de Vitimização —e não quer receber recurso de nenhuma espécie do governo. 
A pasta, que atende familiares de vítimas da violência, diz que ofereceu-se para pagar o velório da jovem. 
Danilo Félix, tio da garota, afirma que o enterro foi realizado com recursos da família e do jornal Voz das Comunidades: “Não queremos ajuda do governo.”
Organizações brasileiras farão um discurso contra a política de segurança do governador do Rio, Wilson Witzel, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, nesta terça (24). “Os alvos são sempre os mesmos: negros jovens e pobres que vivem nas favelas da cidade”, diz o texto. 

ONU: grupos pedirão fim de banho de sangue no Rio

Grupos brasileiros pedirão na ONU fim de banho de sangue racista no Rio. Organizações farão discurso no Conselho de Direitos Humanos contra o governador Wilson Witzel.
(Foto: Reprodução | ABr)
Folha de S. Paulo - Por Mônica Bergamo

Organizações brasileiras farão um discurso contra a política de segurança do governador do Rio, Wilson Witzel, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, nesta terça (24). “Os alvos são sempre os mesmos: negros jovens e pobres que vivem nas favelas da cidade”, diz o texto. 
“Pedimos à comunidade internacional que se manifeste contra esse banho de sangue racista”, segue o documento, assinado por Conectas, Redes da Maré e Justiça Global. O documento também critica o excludente de ilicitude que integra o pacote anticrime do ministro Sergio Moro, da Justiça.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Paulo participa da Semana do Clima em Nova Iorque

A convite do The Climate Group, o governador Paulo Câmara participa da 11ª Semana do Clima em Nova Iorque, Estados Unidos, que acontece de hoje até quarta-feira (25). A programação contará com mais de 150 eventos de compartilhamento de soluções e colaboração intersetorial na área climática, ocorrendo em paralelo à Assembléia Geral da ONU e também à Cúpula do Clima. O governador cumprirá agendas com líderes mundiais de empresas e de governos sobre o combate às alterações do aquecimento global.
Como representante dos nove Estados do Nordeste e mais o Espírito Santo, Paulo Câmara terá também um encontro com a US Climate Alliance, grupo formado por 24 estados norte-americanos após a decisão anunciada por Donald Trump de abandonar o Acordo de Paris.

A agenda com a Climate Alliance acontecerá logo após a abertura da Semana do Clima, no The Times Center. Paulo Câmara vai apresentar uma visão geral das circunstâncias nacionais e estaduais, além de reforçar a opção do Consórcio Nordeste em investir em iniciativas de desenvolvimento sustentável e energias renováveis na região. O objetivo é conquistar o apoio do grupo americano na formação de uma coalizão semelhante no Brasil. A Alliance americana está disposta a trocar experiências e estratégias com os Estados brasileiros em favor do clima. Os governos ligados ao grupo reduziram suas emissões em 14% em comparação com a média nacional de 11%, entre os anos de 2005 e 2016.
Para demonstrar o compromisso ambiental, Paulo Câmara também fará uma exposição sobre os avanços nas políticas de enfrentamento às mudanças climáticas. Pernambuco, que por sua localização é uma das regiões hot spot (alvos centrais de aquecimento), tem hoje uma das legislações mais modernas do Brasil. As leis norteiam uma série de ações em andamento nas áreas de gerenciamento costeiro, combate à desertificação, redução de CO2, educação ambiental e mais. Só nos últimos cinco anos, o Estado ampliou as áreas de preservação ambiental em 217 mil hectares, com a criação de novas Unidades de Conservação e ampliação de outra já existente. Essas iniciativas beneficiaram diretamente os biomas da Caatinga, Mata Atlântica e os ecossistemas Marinho e Costeiro.
Já na programação da Semana do Clima, haverá reuniões com financiadores de projetos e com membros da Under 2 Coalition, composta por mais de 220 governos, representando 43% da economia global. No encontro da Under 2, na terça (24), Paulo Câmara ratificará a declaração de Santa Fé, assinada em agosto na cidade de Rosário, Argentina. No documento, os signatários se comprometem a desenvolver ações interjurisdicionais na América para proteger ecossistemas; o intercâmbio de conhecimentos e tecnologias; a importância do manejo sustentável das florestas; melhoria do estoque de carbono; fomento ao intercâmbio de medidas de mitigação e adaptação ao clima; e uso de energias renováveis.

Moro veste a carapuça e diz que morte de menina nada tem a ver com seu projeto



FERNANDO BRITO ·no Tijolaço



36 horas após a morte de Ágatha Félix, Sergio Moro deu-se ao trabalho de ir ao Twitter, para fazer uma manifestação sobre as declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, de que o episódio levaria a uma reavaliação das propostas de seu pacote anticrime.

“Não há nenhuma relação possível do fato com a proposta de legítima defesa constante no projeto anticrime.”

Duas frases antes alega que já cumpriu a obrigação burocrática: “Lamentável e trágica a morte da menina Agatha. Já me manifestei oficialmente.”

Esqueceu-se de dizer que só na tarde de hoje, enquanto à observação de Maia veio correndo rebater.

Talvez nada diga mais que isso sobre haver relações entre as políticas de segurança pública e o número de mortes causadas por ações policiais que, no Rio, foram responsáveis por mais de 40% dos homicídios praticados no Estado.

A PM é uma instituição militar e, como qualquer instituição militar, espelha-se nas ordens de seus chefes, as “autoridades constituídas”.

Quando elas propõem ampliar a licença para matar – e mais ainda, a licença para atirar – induzem seus comandados a não temer as consequências de um disparo imprudente.

Tudo vem sendo feito para isto.

Quando o Presidente da República diz que vai indultar policiais condenados por assassinatos, o ministro da Justiça diz que não serão processados e o governador manda “mirar na cabecinha” e atirar, será possível que isso não crie um estado de ânimos beligerante entre policiais, já historicamente cevado pelos discursos repressivos?

Se apenas 1% dos policiais militares do Rio de Janeiro forem estimulados por este discurso, são 450 homens armados prontos a atirar por um nada.

Como, no caso do Alemão, em um motoqueiro que não parou, quem sabe por não ter habilitação ou possuir documentos vencidos da moto. Isso seria razão para levar um tiro de fuzil?

E quantos outros policiais, mesclados às milícias – leia aqui, nas notícias de hoje, milicianos e PMs “patrulhando” juntos na periferia do Rio e fazendo chacinas na periferia – estariam dispostos a aproveitar o generoso patrocínio para matar por poder e dinheiro?

Sim, há toda a relação possível entre açular tropas já mal formadas e com parca compreensão dos seus deveres legais e transformá-las em agentes da morte.

Ao mesmo tempo, transformar os defensores da lei e do respeito ás garantias cidadãs em aliados dos bandidos, inimigos da polícia, defensores do criem e das violências dos criminosos.

É preciso tornar as vítimas inocentes desta guerra suja apenas acidentes de percurso.

Defesa de Lula contesta conversas omitidas do STF

Defesa de Lula contesta tese da Lava Jato sobre conversas omitidas do STF.
(Foto: Alan Santos / PR)
Folha de S. Paulo - Painel
Por Daniela Lima

A defesa do ex-presidente Lula apresentou manifestação ao STF para rebater os argumentos do juiz da Lava Jato em Curitiba, Luiz Antonio Bonat, sobre conversas do petista com autoridades que foram interceptadas pela PF mas ficaram de fora do processo. Bonat disse, entre outros pontos, que o material era irrelevante para a investigação.
Na petição ao Supremo, os advogados do petista dizem que a análise da relevância cabia à própria corte, porque antes da conversa com a então presidente Dilma Rousseff, Lula havia falado com o então vice-presidente Michel Temer, com deputados e senadores –todos com prerrogativas de foro.
“Diálogos foram omitidos porque mostravam um cenário totalmente diferente daquele que as autoridades de Curitiba sustentaram”, diz a defesa do petista.

TSE: grupo anti-fake news defenderá urna eletrônica

Grupo anti-fake news do TSE prepara campanha para defender urna eletrônica.
Foto/fonte: tre-sp.jus.br
Folha de S. Paulo - Painel
Por Daniela Lima

Um grupo recém-criado pelo TSE para combater fake news na eleição de 2020 terá como uma prioridade a defesa da urna eletrônica, alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro.
Haverá uma campanha sobre o aparelho, além de novos testes. “Vamos ampliar a transparência do processo e de educação sobre a urna”, diz o juiz Ricardo Fioreze, coordenador dos trabalhos.
Criado em 30 de agosto, o grupo tem sete integrantes, entre os quais o ex-diretor-geral da PF Rogério Galloro. É a primeira vez que há uma estrutura formal como essa na Justiça Eleitoral contra fake news. “Na eleição municipal, com milhares de candidatos, o trabalho do TSE será ainda mais difícil do que no ano passado”, prevê Fioreze.

Manchetes mentirosas

Do Blog de Magno Martins

O Jornalista Magno Martins em sua  participação no seminário,Fake News apresentou um elenco de manchetes falsas difundidas na net: “Trump faz oração para saúde de Bolsonaro”, “Datena deseja que hospital onde está Bolsonaro pegue fogo”, “Haddad é o criador do Kit Gay para crianças de 6 anos”, “O homem que apunhalou Bolsonaro é filiado ao PT”, Haddad defende o incesto e o comunismo em um dos seus livros”.

domingo, 22 de setembro de 2019

Bolsonaro: Brasil contra o mundo

O Brasil contra o mundo
Bolsonaro discursa em Davos | AFP
O Globo - Por Bernanrdo Melo Franco


Em agosto de 2018, Jair Bolsonaro expôs sua visão particular das Nações Unidas. “Não serve para nada a ONU. É um local de reunião de comunistas”, afirmou. Em visita à Academia Militar das Agulhas Negras, onde assistiu a uma formatura de cadetes, o então candidato fez uma promessa: “Se eu for presidente, saio da ONU. Não serve pra nada essa instituição”.
É difícil que ele repita a bravata na terça-feira, quando debutará na Assembleia Geral. Mesmo assim, seu discurso tem potencial para agravar o desgaste do Brasil no exterior.
No último dia 11, o chanceler Ernesto Araújo ofereceu uma palinha do que pensa o governo. Em visita a Washington, ele esbravejou contra o “globalismo”, o “climatismo” e uma penca de pensadores mortos, como Jacques Lacan e Michel Foucault. Incluiu na lista a filósofa Rosa Luxemburgo, fuzilada por milícias de extrema-direita há exatos cem anos.
Em outra passagem, Araújo criticou os vegetarianos e disse que se vê num “apocalipse zumbi”. É como se sentem diplomatas mais experientes diante do Itamaraty da “nova era”.
“O Brasil tem um patrimônio diplomático construído ao longo de décadas. Agora ele está sendo posto a perder por uma guinada radical à extrema direita”, diz o embaixador aposentado Roberto Abdenur.
Ele se diz apreensivo com a estreia de Bolsonaro na ONU. “Estou muito preocupado com o discurso, porque temo que ele opte por uma linha de confrontação. Está se configurando um panorama muito negativo para o Brasil, que pode resultar em graves prejuízos políticos e econômicos”, alerta.
Com medo de protestos, o presidente já cancelou uma viagem a Nova York. Desta vez, terá que enfrentar os descontentes com a sua política antiambiental. Eles são cada vez mais numerosos: na sexta, a Greve Global pelo Clima tomou as ruas de 150 países. Os incêndios na Amazônia foram lembrados em dezenas de idiomas.
Amanhã, a ONU promoverá uma cúpula especial sobre a crise climática. Com a credibilidade em baixa, o Brasil não foi incluído entre as 60 delegações que usarão a palavra. Melhor assim. Um discurso negacionista causaria ainda mais desgaste à imagem do país.
Na quinta passada, Bolsonaro mostrou que não está alheio ao que o espera. “Tá na cara que eu vou ser cobrado”, admitiu, referindo-se à grita internacional contra as queimadas.
O presidente prometeu que “ninguém vai brigar com ninguém”, mas insistiu na tese de uma conspiração mundial contra o Brasil. “Vou enfrentar as críticas, vou enfrentar os chefes de Estado dos países que estão nessa campanha”, desafiou.
O embaixador Abdenur sugere que ele adote um tom menos belicoso. “O Brasil precisa se mostrar aberto ao diálogo com outros países. Existe uma prepocupação legítima com a Amazônia, com a questão indígena e com os direitos humanos”, observa.
Essa preocupação não é coisa de “comunistas”, como sugere o presidente. Na última semana, 230 fundos de investimento pediram ao governo que adote medidas eficazes para proteger a Amazônia. Eles administram uma fortuna estimada em R$ 65 trilhões, cerca de dez vezes o PIB do Brasil.

Família de Marco Maciel rompe silêncio


Correio Braziliense

“As pessoas têm muito preconceito com o Alzheimer. Acham que a pessoa começa a falar um monte de bobagem e fica desligado do mundo. Com meu marido não foi assim. Ele continuou sendo o mesmo homem educado com todos. Continua sempre cheiroso e limpo como sempre gostou de estar. É o rei da nossa casa”, disse a aposentada Ana Maria Maciel, 78 anos.
Casada com o ex-vice-presidente da República Marco Maciel, 79, diagnosticado com a doença em 2001, ela assumiu todos os papéis dentro de casa. Para ela, a paciência e o amor — construído ao longo dos 52 anos de casados — são a receita para enfrentar a enfermidade.
Os primeiros sinais da doença mais se assemelhavam aos da depressão. Maciel começou um tratamento e meses depois veio o diagnóstico do Alzheimer. “Até 2014, a doença evoluiu negativamente, porque, como era político, as pessoas perguntavam sobre fatos históricos e ele não conseguia lembrar. Ele percebia o esquecimento e ficava constrangido. No fim de 2014, ele não quis mais sair, só para consultas e coisas corriqueiras. Agora, está em fase avançada”, afirma. Sem andar e falar, o ex-vice-presidente conta com o auxílio da mulher e de uma equipe de profissionais para as atividades do dia a dia.
A doença é neurodegenerativa progressiva e se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Ela acomete em grande parte idosos e representa cerca de 50% a 75% dos casos de demência no mundo, sendo o tipo mais frequente da enfermidade cerebral. Suas causas ainda não são totalmente conhecidas. Em 21 de setembro é lembrado o Dia Mundial do Alzheimer. 

Telefonema vazado de Dilma: não vale o papel de bobo

No telefonema vazado de Dilma só não vale o papel de bobo. 
Moro suspendeu o grampo às 11h12 do dia 16 e às 13h22 deu-se a conversa fatídica.
Foto/fonte: Brasil247
Folha de S. Paulo - Por Elio Gaspari


Valia para o juiz Sergio Moro e vale para seu substituto, o doutor Luiz Antonio Bonat: pode-se fazer tudo por ele, menos o papel de bobo.
Bonat disse ao ministro Edson Fachin que Moro e a Polícia Federal não anexaram ao processo de Lula os grampos de seus telefonemas da tarde do dia 16 de março de 2016 porque alguns tinham “conteúdo sensivelmente privado” e também porque outros envolviam autoridades com prerrogativa de foro. Haveria o cuidado de “coibir vazamentos”.
Aos fatos:
No relatório dos grampos que a Polícia Federal mandou a Moro no dia 15 de março e ele divulgou no dia seguinte havia uma conversa do ex-presidente com a filha Lurian, combinando um café da manhã.
Em outra, com seu irmão Vavá, tratou de assuntos familiares durante quatro minutos. Vavá contou-lhe que a irmã “Maria Baixinha” estava no hospital, fumava escondida e no dia seguinte iria à sua 
casa para fazer um frango.

Moro suspendeu o grampo às 11h12 do dia 16 e às 13h22 deu-se a conversa fatídica na qual Dilma Rousseff disse a Lula que estava mandando pelo “Bessias” o ato de sua nomeação para a chefia da Casa Civil. Horas depois, esse grampo estava no ar, ao vivo e em cores.
Depois das 11h12, conhecem-se 20 grampos e em nenhum há conversa de cunho “sensivelmente privado”. Lula falou com Dilma, com o vice-presidente Michel Temer, com o senador Renan Calheiros e com os governadores do Rio, da Bahia, do Acre e do Ceará. 
Só o telefonema de Dilma vazou.

Bolsonaro recebeu advogado do filho Flávio fora da agenda oficial

Flavio Bolsonaro admite estar sendo investigado e já teve sigilos quebrados (Foto: Ag. Senado | Reprodução)


247 – "Frederick Wassef, advogado do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), esteve neste sábado com o presidente Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada. Ele atua na defesa do filho mais velho do presidente na investigação do Ministério Público do Rio que apura suspeita da prática ilegal de 'rachadinha — como é conhecida a devolução de parte dos salários dos funcionários — no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj)", informa a jornalista Juliana Dal Piva, em reportagem publicada no Globo.

"Wassef chegou por volta no meio dia e ficou cerca de três horas na residência oficial. Mais cedo, a agenda oficial divulgada pelo Planalto mostrava apenas reuniões de Bolsonaro com o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) , presidente da Câmara dos Deputados, e com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo", diz ainda a jornalista.

Policia chega à casa de Flordelis para reconstituição de crime

Policiais da DH e perícia chegam à casa de Flordelis para reconstituição da morte de pastor. A deputada federal e os filhos estarão presentes na reprodução do crime.
Movimentação na casa de Flordelis para a reconstituição do crime Foto: Domingos Peixoto/O Globo
O Globo - Por Patricia de Paula


Movimentação na casa de Flordelis para a reconstituição do crime Foto: Domingos Peixoto/O Globo
Por volta das 21h40 deste sábado,  quatro viaturas da Delegacia de Homicídios e uma da pericia chegaram à casa da deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD), em Pendotiba, Niterói, para a reconstituição da morte do pastor Anderson do Carmo.   De acordo com o advogado de Flordelis, Fabiano Migueis, a parlamentar já aguardava os policiais.
- Ela está tranquila, mas muito triste. Relembrar a cena deixa ela muito mal - disse Migueis.
Todos que estavam na casa na hora do crime vão participar da reprodução simulada. Incluindo os dois filhos de Flordelis que são réus pela morte do pastor, Lucas Cézar dos Santos e Flávio dos Santos Rodrigues. Segundo Anderson Rollemberg, advogado de Flávio,  ele estará presente, mas não participará da reconstituição. Assim como Lucas.
- Fui hoje às 18h na DH e conversei com Lucas, mas ele disse que não ia participar. Nao sei por que mudou de ideia - disse Valter Moura, advogado de Lucas.
As perguntas que a polícia quer responder na reconstituição da morte do marido de Flordelis
1. Quantas pessoas atiraram na vítima?
Flávio confessou, em depoimento à DH, que atirou seis vezes no pastor, que era seu padrasto. Laudo do Instituto Médico Legal (IML), no entanto, atestou que Anderson tinha mais de 30 perfurações pelo corpo. A polícia quer saber se outras pessoas atiraram na vítima.
2 - Havia outras pessoas na cena do crime?
Em depoimento, Daniel dos Santos de Souza, filho de Flordelis e Anderson, afirmou ter visto o vulto de três pessoas na garagem da casa, local onde o pastor foi morto. A DH ainda tem dúvidas se havia outras pessoas na cena do crime.
3 - Quantas armas foram usadas no assassinato?
A DH já sabe que a pistola apreendida em um armário no quarto de Flávio foi usada no crime. Laudo de confronto balístico confirmou essa informação. Os policiais querem saber se outra arma foi utilizada.
4 - Houve omissão no socorro ao pastor?
Ramon, um dos netos de Flordelis, se negou a prestar os procedimentos de primeiros socorros após o pastor ter sido baleado. Em depoimento, ele disse que Anderson já estava morto. No entanto, o relato de uma das filhas da deputada, Gabriela, contradiz Ramon. Ela diz que logo depois de o pastor ter sido atingido pelos disparos, verificou antes da ligação feita ao Corpo de Bombeiros, que a vítima ainda estava viva

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Divórcio entre lavajatismo e bolsonarismo isola Bolsonaro

Por Helena Chagas no Blog Os Divergentes


Presidente Jair Bolsonaro e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel - Foto Orlando Brito

O divórcio entre o bolsonarismo e o lavajatismo, ao que parece irreversível, está produzindo impactos políticos que vão desaguar nas eleições municipais do ano que vem e em 2022. Com sua interferência nos órgãos de controle a alianças no Congresso e no STF com o objetivo de blindar a própria família, Jair Bolsonaro vai perdendo rapidamente o discurso anticorrupção. Seu partido, o PSL, constituído por um bando heterogêneo de neófitos eleitos sobretudo sob essa bandeira, vai virando Sonrisal – ou seja, derretendo. Os aliados de Bolsonaro se dividem, e lutam agora para disputar a bandeira que o presidente da República deixou cair.
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O processo de desagregação da base político-eleitoral bolsonarista teve como ato mais recente a retirada do apoio da bancada do PSL na Assembléia Legislativa do Rio ao governador Wilson Witzel, por ordem da família Bolsonaro. Se, para o governador, é um estrago perder a maioria a Alerj, para o presidente da República também não é nada vantajoso se ver, com apenas nove meses de governo, às turras com os governadores dos dois principais estados do país. Mas Witzel, declaradamente candidato a presidente, pode manter a narrativa do combate à corrupção e, em seu estado, às milícias.

Pela mesma razão – a disputa presidencial de 2022 -, Bolsonaro distanciou-se do governador de São Paulo, João Doria. Pagará o seu preço. Aliás, todos eles pagarão por antecipar tanto uma disputa que só se dará daqui a mais de três anos e sofrerá a influência de diversos outros fatores, como a economia. Doria está até pegando leve nas declarações sobre o presidente, mas faz de tudo para se diferenciar dele em atos na área dos costumes e em afirmações relativas a direitos e à democracia.Bolsonaro, Dória e Onyx – Foto Orlando Brito

Acima de tudo, o que se vê nesse momento é a clara divisão da direita que chegou ao poder em 2018. Ainda na cena do PSL, o penúltimo ato foi a saída da senadora Selma Arruda do partido depois de ter sido pressionada pelo colega Flavio Bolsonaro a retirar sua assinatura do requerimento de criação da CPI da Lava Toga. Não retirou, e ainda recebeu o apoio explícito de uma das principais lideranças da legenda em São Paulo, o major Olímpio – outro que, dependendo das circunstâncias, pode abandonar o partido e a base bolsonarista.

Quem ganha com as dissidências do PSL? A oposição, é claro. Mas, sobretudo, outros partidos alojados no poder mas sem comprometimento maior de imagem com Bolsonaro, como, por exemplo, o DEM de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, os comandantes do Congresso. Que, aliás, se dão muito bem com João Doria e não são inimigos de Witzel. E têm hoje boa parte da força no Legislativo. Enquanto Bolsonaro vai atirando para todos os lados e se isolando politicamente, outras forças de direita e centro-direita vão tecendo em torno dele uma rede para imobilizá-lo

Moro acha que é deus e exige a Bolsonaro o sacrifício do filho, como a Abraão



POR FERNANDO BRITO · no Tijolaço


Pode ser que Eduardo Bolsonaro passe o Natal sem ganhar o presente da embaixada brasileira nos EUA.

A operação da Polícia Federal, ontem, no Senado, tornou ainda mais difícil a aprovação do seu nome pelos senadores em votação, como se sabe, secreta.

Já não era tarefa simples e Jair Bolsonaro hesitava em formalizar a indicação para não correr o risco de derrota.

Não pode tê-la sem contar com a bancada “morista” do Podemos, de Álvaro Dias, que está reunindo todo o lavajatismo e, com isso, passou a ter 11 senadores (ou 10, dependendo de consumar-se ou não a cassação da ex-juíza Selma Arruda).

Ontem, enquanto sua turba vociferava com mais de 100 mil tuítes na hashtag #MaiaTraidorDaPatria, Bolsonaro teve o cuidado de, em sua live semanal agradecer a ele e a Davi Alcolumbre pela ajuda no projeto que ampliou a posse de armas em propriedades rurais, questão que só anima seus mais fiéis.

A Câmara e o Senado inteiros sabem que Sergio Moro e o ministro Luís Roberto Barroso agem em sintonia e que a ordem de busca e apreensão no Senado teve alvo e hora adequados a esta harmonia lavajatista.

Como sabem que Bolsonaro está muito mais interessado em seu clã político que na Lava Jato.

Pode ser até que o líder do Governo, Fernando Bezerra Coelho, publicamente se exponha a colocar, em lugar do pai, extintores de incêndio em lugar das achas de lenha que Abraão colocou sobre o burrico e pôs-se marchar para as terras de Moriá, o lugar o filho Isaque seria sacrificado.

Mas há senadores que não estão dispostos a ir para a fogueira da inquisição morista e preferem que para lá vá o Savonarola das Araucárias.

Pinhão, como sabe o pessoal do Sul, pode ser cozido, mas também fica bom assado na chapa, tal e qual hambúrguer

Onyx e Moro armaram operação

Do Blog de Magno Martins
O líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), que teve, ontem, o seu gabinete e o do filho, deputado Fernando Filho (DEM), vasculhados numa operação muito estranha da Polícia Federal, pode ter sido vítima de um complô armado pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, coma anuência do ministro da Justiça, Sérgio Moro.
Apurei, ontem, em Brasília, que Lorenzoni e Moro aguardavam apenas a manutenção de Valeixo no comando da Polícia Federal para destruir de vez a reputação de Fernando Bezerra. A invasão aos gabinetes de pai e filho coincidiu no dia seguinte a efetivação de Valeixo e após o Senado, com o voto de FBC, rejeitar a recondução de procuradores para o Ministério Público Federal, figurões ligados a Moro.
FBC vivia momento de fortalecimento no Governo, elogiado pelo presidente e estava cotado para assumir a Casa Civil, justamente no lugar do seu suposto algoz. Há cheiro de molecagem no ar.
O dedo de moro – Moro ficou muito mal no episódio. Se não sabia, perdeu completamente o controle da Policia Federal. Se estava a par de tudo, foi de uma deslealdade extrema com Fernando Bezerra e ao mesmo tempo expôs o presidente Bolsonaro. Afinal, FBC até ontem não era um senador comum, mas o escudo do Governo para missões até quase impossíveis como líder na chamada Casa Alta.
Agenda em PE – Há dez dias, Sérgio Moro pediu ao senador Fernando Bezerra para agendar sua ida a Paulista para ontem, dia da operação da PF. Queria vistoriar o plano de combate à violência e a estrutura montada na cidade. Na terça-feira passada, ligou para o líder e cancelou a programação, sem apresentar motivos. O avião da FAB já estava reservado para levá-los a Pernambuco.
E Bolsonaro? – A invasão ao gabinete do senador e do seu filho provocou reações as mais diversas. Pego de calças curtas, FBC emitiu de imediato uma nota, através do seu advogado, estranhando o episódio. Mais tarde, diante de jornalistas, comunicou ter colocado o cargo de líder no Senado ao presidente Bolsonaro. A armadilha pode ter sido obra também de Bolsonaro.

Mello Franco: Com ação da PF, Moro volta a "encurralar o chefe"

Jair Bolsonaro e ministro Sergio Moro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


247 - Para o jornalista Bernardo Mello Franco, a operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), deflagrada nesta quinta-feira (19), criou “novos problemas para Jair Bolsonaro”. “A ação também complica os planos de Bolsonaro para a PF. O presidente queria derrubar o diretor-geral Maurício Valeixo, escolhido por Sergio Moro. Agora uma troca no curto prazo seria vista como retaliação. Há quem acredite em coincidências, mas o efeito prático das buscas é que o ministro voltou a encurralar o chefe”, avalia. 

“O Planalto informou que Bezerra continua no cargo. Sua sobrevida poderá ser curta, a depender do resultado das buscas de ontem. Ao autorizar a operação, Barroso afirmou que a PF já reuniu “diversos elementos de prova” contra o senador. Citou comprovantes bancários e notas frias ligadas às obras de transposição do Rio São Francisco”, diz Mello Franco.

“Filiado ao MDB, Bezerra é um símbolo da velha política que Bolsonaro prometia extirpar. Antes de servir ao capitão, foi ministro de Dilma Rousseff e escudeiro de Michel Temer. A exemplo do chefe, ele tem três filhos pendurados em cargos públicos: um deputado federal, um deputado estadual e um prefeito”, ressalta.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Danilo Cabral defende Fundeb com 40% da União


A comissão especial para tratar da PEC nº 15/15, que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), apresentou, ontem, o relatório da proposta. Para o segundo vice-presidente do colegiado, deputado Danilo Cabral (PSB), o aumento da participação da União é primordial para a melhora da educação, visto que, atualmente, só há o complemento de apenas 10% do Fundo para ajudar estados que não alcançam o índice mínimo de investimento por aluno.

O relatório estipula a complementação máxima da União de até 40%, em dez anos. A relatora da PEC, deputada Professora Dorinha (DEM-TO), explica que o documento sugere que o valor cresça 2,5% ao ano até alcançar patamar ideal. O texto também estipula que os índices devem ser mantidos, mesmo se a Reforma Tributária for aprovada na Câmara.
Danilo Cabral lembra que o relatório diverge do que Ministério da Educação (MEC) sugere. "O governo defende um reforço de, no máximo, 15% em cinco anos, então ainda precisamos articular com o MEC para que haja um aumento na taxa de complementação. É necessário estabelecer um senso de urgência na tramitação, essa é uma pauta estratégica e precisamos discutir e adiantar seu trâmite. Temos condição de construir o consenso", pontua.
O parlamentar também explica que a PEC avança na questão de despesa de pessoal, ampliando de 60% para 70% do Fundo, permitindo melhorar a remuneração dos profissionais da educação. “Nos últimos 30 anos, tivemos avanços importantes na educação, desde a Constituição de 1988 que estabeleceu a vinculação de receitas para a educação. Um instrumento que está sendo questionado pelo Governo, cujo ministro da Economia já declarou o interesse em acabar com essas vinculações, que foram fundamentais para a melhoria da educação brasileira”, acrescenta.

Paulo Câmara entrega casas populares em Noronha



O governador Paulo Câmara entregou, hoje, 26 casas populares nos bairros de Floresta Nova e Floresta Velha, no Arquipélago de Fernando de Noronha. A ação busca contribuir para solucionar o déficit habitacional na ilha, além de garantir uma moradia digna para as famílias contempladas. “O nosso governo faz assim: busca estar próximo da população, busca ouvir as demandas. Demandas como a de moradia. Temos que estar sempre presentes nessa questão, vendo como podemos fazer ações nessa área. Gostaria de parabenizar toda a equipe da administração da ilha por ter tirado do papel essas ações tão importantes para a qualidade de vida das pessoas, dando para elas dignidade e cidadania. A entrega de hoje é um exemplo disso”, afirmou Paulo Câmara.

Com um investimento da ordem de R$ 5 milhões, cada unidade habitacional, em estilo pré-moldado, possui 60m² de área, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e varanda. Uma das beneficiadas, Maria das Graças Caldas, 60 anos, expressou sua gratidão pela primeira casa própria, onde viverá com o marido. “É a primeira vez que tenho uma moradia. Estou muito feliz de ter sido contemplada pelo governador. Só tenho a agradecer a toda a equipe dele pelo trabalho aqui na ilha. Foi um grande presente e o momento é de alegria”, comemorou.
Depois de realizar a entrega das novas residências populares, o governador visitou a sede do Programa Mãe Coruja, implantado no arquipélago em fevereiro deste ano. O projeto trabalha com iniciativas voltadas para as áreas de saúde, educação e desenvolvimento social, visando contribuir para o bem-estar de gestantes e crianças na primeira infância. "Qualificar o Canto Mãe Coruja em Noronha faz parte da estratégia de atender melhor as gestantes locais. É importante que elas sejam bem acompanhadas, façam um pré-natal adequado para que, quando do momento do parto, se desloquem para o Recife com uma assistência bem planejada", explicou o secretário estadual de Saúde André Longo.
A obra de reestruturação do Porto de Santo Antônio também recebeu a visita do governador Paulo Câmara. Com um aporte de mais de R$ 6 milhões, a ação contempla serviços de recuperação, requalificação e reforço do cais de atracação comercial, terminal de passageiros e elementos de apoio, como rampa de passageiros e passarela de acesso. Além de proporcionar um aumento no fluxo das atividades do Cais Comercial, beneficiando o abastecimento local, a obra viabiliza conforto e segurança para quem utiliza a plataforma para atividades de lazer e turismo.

Parte do STF vibra com Barroso colocado na berlinda

POR FERNANDO BRITO · No Tijolaço

O presidente do Senado – como quase todo mundo – estranhou que só anos após as denúncias contra o Senador Fernando Bezerra Coelho a Polícia Federal tenha resolvido fazer uma operação de busca e apreensão dentro da Casa.

” Operação para entrar no gabinete do líder do governo? Sete anos depois? O Senado Federal vai se posicionar como instituição. Vamos questionar isso juridicamente“

Há ministros esfregando as mãos pela oportunidade de desautorizar o pavonismo de Luís Roberto Barroso, sobretudo porque, como lembrou David Alcolumbre, há uma contradição com sua própria decisão de que o foro especial só pudesse ser aplicado em atos relativos ao mandato eletivo ou enquanto durasse a investidura no cargo eletivo.

Coelho é acusado por atos que teria praticado como Ministro de governo – o que, claro, não é mais – e não como Senador.

“A PF está fora de controle?”, perguntou o presidente Bolsonaro a Moro

Tales Faria, no UOL

Em encontro hoje com o ministro da Justiça, Sergio Moro, o presidente Jair Bolsonaro perguntou: “A PF tinha razão para a busca e apreensão ou está fora de controle?”

Bolsonaro arrematou que se a PF estiver certa, tudo bem. Mas, se estiver fora de controle, cabe a Moro o enquadramento. O problema é que a ação contra um líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), cria muitos problemas para o Planalto.

Na prática, Bolsonaro sente que tentam encurralá-lo: ou afasta o líder ou o diretor da PF, com risco de acabar perdendo o ministro.

O presidente e seus auxiliares suspeitam que a ação da Polícia Federal contra o senador tenha sido uma ação deliberada contra seu governo.

Moro negou que tenha perdido o controle do órgão. Mas seus argumentos ainda não convenceram os articuladores políticos do Planalto.

Há coincidências demais, na avaliação de um desses auxiliares do presidente;


  1. o pedido de busca e apreensão não ter sido endossado pela Procuradoria-Geral da República, o que pode significar uma argumentação frágil;
  2. o momento inconveniente para uma ação no Senado, justo quando o Planalto precisa aprovar a indicação para embaixador nos EUA do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais novo de presidente;
  3. a revolta da Polícia Federal com o afastamento do diretor da PF do Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, após investigações envolvendo o filho mais velho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ);
  4. as ameaças do Planalto de demitir o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, braço direito do ministro da Justiça;
  5. a insatisfação da força-tarefa da Lava jato com a indicação do futuro procurador-geral da República, Augusto Aras.

Tudo isso junto e misturado está deixando Bolsonaro profundamente desconfiado.

O presidente acreditava que havia superado os problemas com a PF depois que recebeu a visita de Sérgio Moro no domingo (15), quando ainda estava hospitalizado em São Paulo.

Ali ele deu autorização para o ministro anunciar que Valeixo permaneceria no cargo.

Agora seus assessores voltaram a duvidar da permanência do chefe da Polícia Federal.

Adendo: Às 17h24, a Assessoria de Imprensa do Ministério da Justiça enviou ao blog a seguinte nota: “O Ministro Sérgio Moro nega que tenha tido qualquer conversa com esse teor com o Presidente da República”

Volto e comento: a PF está sob controle.

O controle de Sérgio Moro, e Bolsonaro sabe disso, por isso tanta preocupação.