terça-feira, 27 de novembro de 2018

ANA soltará água do São Francisco normalmente a partir de dezembro

A Agência Nacional de Águas (ANA) informou nesta segunda-feira (26) que não irão renovará o “Dia do Rio”, medida utilizada para preservar o estoque de água da bacia do São Francisco durante período de seca na região.
Com o fim da vigência da medida agora no próximo dia 30, os usuários autorizados a retirar água poderão retomar suas captações normalmente a partir dezembro. A notícia foi recebida com festa em Petrolina, cidade que tem como prefeito Miguel Coelho (PSB), filho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).

Duas vezes por mês, desde junho deste ano, os usuários de recursos hídricos do rio São Francisco e afluentes federais deixaram de captar água, exceto para abastecimento humano e para matar a sede de animais.
Isto se deveu ao “Dia do Rio”, medida que a Agência Nacional de Águas adotou para preservar os volumes acumulados nos reservatórios da região, que vêm passando por seca desde 2013.

Porém, devido à melhora das condições da bacia, a ANA não prorrogará a medida e a partir de 1º de dezembro os usuários de água poderão voltar a captar normalmente a água do “Velho Chico” e afluentes federais.

Em 25 de novembro, o Reservatório Equivalente da Bacia do Rio São Francisco acumulava 28,29% nos reservatórios de Três Marias (MG), Sobradinho (BA) e Itaparica (BA/PE).

Na mesma data em 2017, o volume útil, disponível para utilização, era de apenas 4,52%, que é o somatório das três represas. Por conta da melhora do volume acumulado nos reservatórios, em junho a ANA editou a Resolução nº 45/2018, que alterou a periodicidade do “Dia do Rio”, passando de semanal para duas vezes por mês.

O Dia do Rio foi inicialmente estabelecido pela Resolução nº 1.043, de 19 de junho de 2017. Num primeiro momento, as captações foram suspensas semanalmente às quartas-feiras, exceto para abastecimento humano e dessedentação de animais, usos considerados prioritários em situações de escassez hídrica, segundo a Política Nacional de Recursos Hídricos.

Em julho do ano passado, a ANA alterou o “Dia do Rio” por meio da Resolução nº 1.290/2017, permitindo que indústrias e mineradoras que captassem água mais de 13 horas por dia não suspendessem o uso do recurso.

Para compensar, estes usuários precisaram reduzir em 14% o volume mensal captado, percentual equivalente a um dia de captação por semana. As indústrias e mineradores que retiravam água por até 13 horas diárias tiveram que suspender as captações às quartas assim como os demais usuários.

Inicialmente vigente até 30 de novembro do ano passado, o “Dia do Rio” foi prorrogado pela primeira vez até 30 de abril de 2018. Mas devido à gravidade da situação da bacia a medida foi prorrogada mais algumas vezes até chegar ao prazo final de 30 de novembro.

O rio São Francisco nasce na Serra da Canastra (MG) e chega a sua foz, no Oceano Atlântico, entre Alagoas e Sergipe, percorrendo cerca de 2.800 km, passando por Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. A área possui 503 municípios e engloba parte do semiárido, que corresponde a aproximadamente 58% dessa região hidrográfica, que está dividida em quatro unidades: Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco.

Saindo das cinzas: Odebrecht moderniza porto de Miami


A Odebrecht irá fazer a modernização do porto de Miami. É o terceiro projeto conquistado nos EUA desde o início da Lava Jato.

Em 2016, a empresa foi contratada para obras de pavimentação e, em agosto deste ano, ganhou a licitação para a modernização das esteiras do aeroporto da cidade americana.
O projeto do porto tem um custo de R$ 136,8 milhões e prevê a construção de nova estrutura para otimizar e consolidar a armazenagem de contêineres.
Outras cinco empresas participaram da concorrência com a Odebrecht. (Mônica Bergamo)

O acordão de Temer com o Supremo

Bernardo Mello Franco – O Globo
Com o chapéu alheio

Saiu tudo conforme o combinado. A cinco semanas de deixar o poder, Michel Temer sancionou o aumento dos salários do Supremo. No mesmo dia, o ministro Luiz Fux revogou a própria liminar que garantia a farra do auxílio-moradia dos juízes. Foi um acordão explícito. Daqueles que só são fechados quando ninguém mais se importa em manter as aparências.
Temer chancelou o aumento dos capas-pretas para R$ 39,2 mil, além das mordomias do cargo. O Supremo prometeu compensar o gasto extra com cortes no orçamento da TV Justiça. Será uma medida cosmética. O problema está no efeito cascata do reajuste, estimado em R$ 4 bilhões por ano.
O presidente acendeu o pavio e vai deixar o palácio pela porta de emergência. A bomba explodirá no colo do sucessor. Ele dividirá a conta com os novos governadores, incluindo os que herdarão estados falidos, como Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Ao assumir o cargo, Temer pediu sacrifícios para equilibrar as contas. Seu último gesto vai na contramão do discurso de austeridade. É mais um sinal de que ele está menos preocupado com os cofres públicos do que com o próprio futuro.
Em janeiro, o presidente perderá o foro privilegiado e a blindagem negociada com os deputados. As denúncias da Procuradoria-Geral da República deverão ser remetidas à primeira instância. Um bom motivo para não negar o agrado natalino dos juízes.
Do lado do Supremo, a canetada de Fux escancarou que houve uma troca. Ao revogar o benefício que ele mesmo havia estendido aos colegas, o ministro restabeleceu o óbvio: não faz sentido o Estado pagar auxílio-moradia a juízes que têm imóvel próprio na comarca em que trabalham.
O curioso é que Fux não via problema no penduricalho até ontem. Bastou o aumento sair para que ele passasse a considerá-lo inadequado. “A Constituição é um documento vivo, em constante processo de significação e ressignificação”, justificou o ministro. Pode ser, mas certas autoridades são mais vivas do que qualquer documento.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Deputado eleito que destruiu placa de Marielle ameaça diretora de escola: Me cheira a merda




247 - O deputado federal eleito Daniel Silveira (PSL-RJ) divulgou um vídeo em suas redes sociais prometendo usar seu mandato para investigar a gestão do colégio estadual Dom Pedro 2º, em Petrópolis, no interior do Rio de Janeiro. O futuro parlamentar do partido do presidente eleito Jair Bolsonaro ficou conhecido após quebrar uma placa que homenageava a vereadora Marielle Franco, assassinada por motivos políticos.

"Se você tem medo, diretora, que um deputado federal esteja na sua escola, ainda mais um deputado com a minha vertente, conservadora, que combate a ideologia socialista comunista, frequente à sua escola, isso me cheira a ​merda. E se cheira a merda eu vou fazer um favor a você, e você será uma das primeiras que vou solicitar auditoria", diz o deputado eleito em vídeo publicado no Facebook.

A ameaça do deputado gerou uma onda de críticas por parte de sindicatos e entidades de professores e funcionários da área da educação. Entidades como o Sede (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação), a Feteerj (Federação dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino) e a Aderj (Associação dos Diretores de Escolas Públicas), divulgaram notas repudiando as declarações.

Temer sanciona reajuste dos ministros do STF


Do G1

O presidente Michel Temer sancionou, hoje, o reajuste para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux revogou o auxílio-moradia para juízes, integrantes do Ministério Público, Defensorias Públicas e tribunais de contas.
O reajuste para ministros do STF, de R$ 33 mil para R$ 39 mil, foi aprovado no Senado no dia 7 de novembro. Temer tinha até esta semana para sancionar ou vetar.
Embora o Supremo tenha recursos no próprio orçamento para pagar o reajuste, o aumento causou preocupação no governo federal e na equipe do próximo presidente, Jair Bolsonaro, que temiam o impacto nas contas públicas.
Isso porque o reajuste de ministros do STF gera um "efeito cascata" nas carreiras do funcionalismo, já que dispara um aumento automático para a magistratura e para integrantes do Ministério Público. O salário de ministro do Supremo funciona como teto para o serviço público.
O fim do auxílio-moradia foi uma alternativa negociada entre o Palácio do Planalto e o STF para reduzir o impacto do reajuste.
Fux já havia dito em entrevista à TV Globo, no começo de novembro, que os juízes não receberiam cumulativamente o reajuste nos salários e o auxílio-moradia. Segundo ele, quando o aumento fosse confirmado, o benefício do auxílio-moradia – nos moldes como é concedido atualmente – seria revogado.
O auxílio-moradia atualmente pago a juízes de todo o país é de R$ 4,3 mil.
Segundo Fux, o fim do pagamento do auxílio só ocorrerá quando o reajuste salarial previsto para os ministros do STF chegar efetivamente à folha salarial.

'As pessoas não querem saber desse debate de escola sem partido', diz Danilo Cabral



Do Blog da Folha

Danilo Cabral (PSB), em entrevista à Rádio FolhaFoto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Em entrevista ao programa Folha Política da Rádio Folha FM (96,7), nesta segunda (26), o deputado federal reeleito Danilo Cabral (PSB), que preside a Comissão de Educação da Câmara Federal, rechaçou a proposta do Escola Sem Partido que tramita no Congresso Nacional.

"A 'escola sem partido' passou a ser agora o grande tema que vai mudar a educação brasileira. Sou um crítico contundente dessa proposta. As pessoas não querem saber desse debate de escola sem partido. As pessoas querem escola com professor, com livro, com resultado e acesso ao ensino superior. Eu defendo que as escolas não tenham partido algum, mas que tenham a liberdade de cátedra e de pensamento, que faz parte da formação da cidadania", afirmou o deputado.

Danilo lembrou que a educação brasileira deve ser orientada pelo Plano Nacional de Educação, segundo ele, desprezado até o moemtno pelo presidente eleito. "Tudo isso está presente no principal documento que orienta e dá um norte estratégico de educação e esse novo governo nega a existência das 20 metas que estão lá postas", disse. 

"Isso não leva a absolutamente nada. Se a gente tivesse perdido tempo fazendo esse tipo de debate (em Pernambuco) a gente não tinha a melhor educação no Brasil", lembrou.

Haddad: Monitoramento de professores é democracia ou ditadura?



247 - Fernando Haddad afirma em entrevista ao jornal Folha de S. Pauloque o país não vive uma condição de normalidade democrática. Ele menciona o 'sistema híbrido', expressão cunhada pelo sociólogo e colunista do 247 Boaventura de Souza Santos. Haddad se pergunta: "quando um presidente eleito vem a público num vídeo dizer que os estudantes brasileiros têm que filmar os seus professores e denunciá-los, você está em uma democracia ou em uma ditadura?"

Haddad avança na compreensão do que significa democracia neste momento histórico: "ditadura e democracia eram conceitos bem definidos. Os golpes se davam de fora da democracia contra ela. Hoje, o viés antidemocrático pode se manifestar por dentro das instituições. Ele pode se manifestar na Polícia Militar, na Polícia Federal, no Judiciário, no Ministério Público."

E complementa: "o projeto Escola Sem Partido é um projeto autoritário que está nascendo dentro da democracia. O STF pode barrá-lo. Os pesos e contrapesos de uma República moderna vão operar? Se não operarem, você tem o modelo híbrido, com o autoritarismo crescendo por dentro. Estamos já vivendo em grande medida esse modelo."

Operação Lei Seca será modelo para Mato Grosso do Sul


Pioneiro no País na implantação de uma vigilância sentinela de Acidentes de Transporte Terrestre, com a notificação obrigatória em 17 unidades de saúde, e com o título de ser, proporcionalmente, a maior Operação Lei Seca (OLS) do Brasil, com nove equipes atuando diariamente, Pernambuco servirá de inspiração para a implantação da estratégia no Mato Grosso do Sul (MS), na região Centro-Oeste.

Na noite de ontem, o secretário de Saúde do Mato Grosso do Sul, Carlos Alberto Coimbra, e a secretária adjunta, Gyselle Tannous, acompanhados pelo secretário estadual de Saúde, Iran Costa, e pelo coordenador da OLS em Pernambuco, Fábio Bagetti, puderam observar o trabalho de fiscalização em três pontos da OLS, instalados na zona Sul do Recife. A visita permitiu conhecerem as ações para o enfrentamento aos acidentes de trânsito associados aos crimes de embriaguez no volante e as estratégicas aplicadas em Pernambuco para a redução das autuações por alcoolemia. Na manhã de hoje, o secretário sul-mato-grossense vai ter reunião na sede da Secretaria Estadual de Saúde, no Bongi, para conhecer os dados da Operação Lei Seca em Pernambuco. 
"Viemos ver a experiência pernambucana e a intenção é replicar a operação, neste formato, no Mato Grosso do Sul. Também fomos ao Rio de Janeiro e isso permite uma troca rica de informações entre os projetos, tanto na área da prevenção, quanto no enfrentamento aos acidentes de transporte por meio das fiscalizações e testes de alcoolemia", comentou Carlos Alberto Coimbra. Em Pernambuco, a OLS está sob a coordenação da Secretaria Estadual de Saúde desde 2011 e tornou-se uma das mais bem sucedidas políticas públicas de saúde para a redução de acidentes de trânsito por alcoolemia.
"Ano a ano estamos aumentando o número de condutores abordados na Operação e há uma diminuição das notificações pelo uso da bebida alcoólica, ou seja, o percentual de multas por alcoolemia do total de condutores abordados está sempre em queda. Isso evidencia uma mudança de cultura nos motoristas e motociclistas sobre o hábito de beber e dirigir. A Operação Lei Seca se consolidou como responsável por uma mudança de comportamento. Neste ano, do total de abordagens ainda não chegamos a 1% dos que foram autuados por dirigir após a ingestão de bebida", ressalta o secretário de Pernambuco, Iran Costa. 
"A vigilância nas unidades sentinelas também é primordial para prevenir os acidentes na medida em que se conhece o perfil das vítimas e os locais georreferenciados dos acidentes, dando subsídios ao planejamento de ações intersetoriais e contribuindo com a adequação e qualificação da rede de atenção integral a estas vítimas", complementa.
As fiscalizações diárias, que contam também com ações educativas protagonizadas por pessoas com deficiência causada pela combinação de álcool e volante, já surtiram efeito considerável, diminuindo em 34,5% os registros de crimes de trânsito entre 2015 e 2017. O número de multas por alcoolemia também tiveram impacto positivo, diminuindo em 9% nos três anos comparados.

Com general, Bolsonaro fecha outro espaço de negociação com o Congresso



POR FERNANDO BRITO ·no Blog Tijolaço


A indicação do general Carlos Alberto dos Santos Cruz para o cargo de ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República é mais uma porta que se fecha no já complicado caminho para a articulação entre Jair Bolsonaro e o futuro Congresso.

Nos últimos governos, a pasta sempre foi um espaço de diálogo entre os parlamentares e o Planalto, basta ver seus ocupantes:Ricardo Berzoini (com Dilma), Geddel Vieira Lima, Antonio Imbassahy e Carlos Marum, os três com Temer.

Cada vez sobra menos espaço para se resolver no acordo a formação de uma maioria parlamentar para um presidente que dela precisará desesperadamente.

Claro que não deve haver grande dificuldade para a aprovação de medidas conservadoras e antitrabalhador – afinal, é essa a natureza do Congresso. Também as pautas da “bala (maioridade penal, armas ) e da motosserra (eliminação de limitações ambientais) devem passar sem grandes contorcionismos para obter apoio.

Mas na “jóia da Coroa” do mercado – a reforma da Previdência – e nas medidas que mexam com corporações e empresas estatais, a coisa é bem diferente.

Bolsonaro vai se afigurando um misto de Jânio Quadros no isolamento político e de Fernando Collor, na pretensão de dar um choque econômico ao país. A terceira vertente do governo, a do punitivismo e da repressão não tem paralelos em governos eleitos, apenas no início do período militar.

Nenhuma das três comparações deixa de ser aterradora, embora as duas primeiras tenham, ao menos, a vantagem de serem curtas.

A propósito: a pasta ia ser incorporada no superministério de Ônyx Lorenzoni. Que vai murchar ainda mais.

Congresso desiste de adiar reajuste de servidor

Josias de Souza
O Congresso enviou para o gavetão dos assuntos pendentes a medida provisória de Michel Temer que adiaria para 2020 o reajuste salarial de 372 mil servidores públicos (209 mil ativos e 163 mil aposentados). Convencidos de que o presidente da República sancionará nesta semana o aumento de 16,38% para ministros do Supremo Tribunal Federal, os parlamentares concluíram que já não faz sentido arrochar o contracheque do funcionalismo.

Sem o adiamento, o governo de Jair Bolsonaro, a ser empossado em 1º de janeiro, deixará de economizar R$ 4,7 bilhões em 2019. Considerando-se que o reajuste do Supremo custará pelo menos R$ 4 bilhões, a nova administração terá de cavar no deficitário orçamento do ano que vem R$ 8,7 bilhões. O prazo para o anúncio da decisão de Temer sobre a folha do Supremo vence nesta quarta-feira (28).
Deputados e senadores enxergaram o provável aval do presidente para o tônico salarial do STF como um lavar de mãos. Estranharam que Bolsonaro e seus operadores não tenham se mobilizado para desarmar no Legislativo as bombas salariais. E optaram por não se indispor com as corporações beneficiadas com os reajustes —entre elas a elite da Polícia Federal, da Receita Federal e do Banco Central.
A MP do adiamento teria de passar por uma comissão especial antes de chegar aos plenários da Câmara e do Senado. O colegiado já se reuniu três vezes para escolher um presidente, um vice e um relator. Faltou quórum. Não há no calendário do Legislativo, por ora, nenhum vestígio de agendamento de uma nova reunião da comissão. A proposta de Temer deve caducar por decurso de prazo.

Jogo de profissionais

Em campanha velada pelo comando do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) se cruzaram semana passada quando o primeiro chegava e o segundo saía de um gabinete no qual buscavam, ambos, apoio à empreitada.

 “Desiste! Esse voto já é meu”, disse Tasso, para quebrar o gelo.
“Mas o meu voto  também é seu!”, respondeu o emedebista.  (FSP)

PR: prenúncio de gritaria


A direção do PR vai reunir a bancada que elegeu para a nova legislatura do Congresso na terça-feira (27). A cúpula da sigla está sem qualquer ponte formal com a próxima gestão.

Parte da bancada do PR é formada por policiais e militares que são simpáticos ao presidente eleito. Um integrante da sigla indica quando os problemas vão começar. No comando do Ministério dos Transportes, a legenda dá as cartas nos Dnits estaduais, por exemplo. Quando mexerem nisso, vai ter gritaria. 
Totalmente alijados das negociações em torno da formação do governo Bolsonaro, os mandatários do partido decidiram liberar os parlamentares para votarem como bem entenderem os temas que vierem à reboque da nova administração.(Painel)

domingo, 25 de novembro de 2018

Amazônia: grilagem pode custar U$ 2 bilhões ao Brasil

Brasil pode perder US$ 2 bi por ano caso Região Amazônica seja tomada pela grilagem.
O Globo - Por Ancelmo Gois


Em estudo inédito publicado na revista científica “Nature Sustainability”, um grupo de 13 pesquisadores brasileiros concluiu que o país pode perder US$ 2 bilhões por ano caso a Região Amazônica seja tomada pela grilagem e a ocupação desordenada.
É que a floresta contribui para a água que abastece a agropecuária, por exemplo — especialmente a soja.

Haddad a parlamentares petistas: tirar o PT do SPC

Haddad diz a parlamentares petistas que chegou a hora de tirar partido do SPC. Para petistas históricos, ex-candidato à Presidência deu demonstração de que está disposto a se consolidar como herdeiro do capital político de Lula.
Foto: Custódio Coimbra/Agência O Globo
 
O Globo - Amanda Almeida


Às bancadas do PT no Congresso, Fernando Haddad diagnosticou:
— Nós temos que tirar o PT do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), e não vai ser com o (projeto) do Ciro (Gomes).
Os deputados e senadores presentes na reunião em Brasília, na última quarta-feira, riram da referência à promessa mais famosa de seu adversário, a de livrar 63,4 milhões de brasileiros do cadastro de inadimplentes.
“Limpar o nome” do partido passa, numa síntese do que foi discutido no encontro pelo candidato derrotado à Presidência e parlamentares, por renovação de seus quadros, reaproximação de setores estratégicos, como evangélicos, e refundar a forma de se comunicar com a sociedade.
O diagnóstico será debatido na primeira reunião do diretório nacional do partido depois das eleições, na próxima sexta-feira e no sábado, em Brasília, e traz como pano de fundo uma mudança na cara do PT, que vem sendo defendida internamente.
Herdeiro de ex-presidente
Na leitura de petistas históricos, ao se encontrar com parlamentares, Haddad deu uma demonstração de que está disposto a se consolidar como o herdeiro do capital político do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

— O Haddad representa a renovação do partido, assegurada por 47 milhões de voto. Mais do que tudo, o que o PT precisa hoje é ter uma renovação dos seus quadros — diz o deputado federal Carlos Zarattini (SP).
Em conversas reservadas, alguns petistas vão além. Defendem abreviar o mandato da presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, que acaba no meio do ano que vem, e dar a dianteira do partido a outro nome já no início de 2019. Nome imposto por Lula para o comando do PT, ela é criticada internamente pelo “radicalismo”.

Endinheirados venezuelanos vêm para o Brasil

Leandro Mazzini
O governo federal quer dar um alívio para os imigrantes endinheirados - sejam da Venezuela, a massa atual, ou de outros países.
Quem investir em imóvel no Brasil terá autorização para residência permanente. É a Resolução nº 36 do Ministério do Trabalho.
Fato é que, nessa onda de debandada venezuelana, os milionários estão indo para o Caribe e Miami; os ricos vêm para Brasil - onde compram imóveis em Manaus, Rio e cidades do Sul - ou para Argentina e Chile.
E os pobres ficam em Pacaraima..

Réveillon "com Lula" ao lado da Polícia Federal

Petistas organizam Réveillon 'com Lula' ao lado da sede da PF em Curitiba
Uma vaquinha virtual foi organizada para arcar com os custos do ônibus, que sairá de São Paulo para o PR
João Pedro Pitombo – Folha de S.Paulo

Nada de pular sete ondas, jogar flores ao mar ou soltar fogos de artifício. Para um grupo de militantes petistas, a programação do Réveillon será ao lado da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpre pena por corrupção e lavagem de dinheiro.
O ato, batizado de “Ano Novo com Lula na Vigília em Curitiba”, está sendo organizado pela Secretaria Nacional de Mulheres do PT e pela Secretaria Municipal de Mulheres do PT de São Paulo.
Uma vaquinha virtual foi organizada para arcar com os custos do ônibus, que sairá de São Paulo para Curitiba. Com meta de arrecadação de R$ 5.000, a vaquinha arrecadou R$ 1.900 até este sábado (24).
Além da arrecadação para o custeio do ônibus, o grupo também buscará doações de alimentos para montar uma ceia de Réveillon no acampamento “Lula Livre”, erguido ao lado da Polícia Federal.
O objetivo inicial era fazer caravanas apenas com mulheres. Contudo, a partir do dia 30 de novembro serão abertas vagas para “famílias, amigos, casais, filhos e filhas, qualquer pessoa que queira comemorar a virada do ano com Lula”.
Organizadora do ato, a secretária de mulheres do diretório municipal do PT de São Paulo, Bete Silvério, defendeu a mobilização da militância: “Vamos colaborar! Lula não pode ficar sozinho naquela masmorra e numa data tão importante”, disse.
Um dos doadores da vaquinha sugeriu até a contratação de uma orquestra para tocar para o ex-presidente na virada do ano. “Poderíamos arrumar uma orquestra bem linda para tocar pra ele lá pelas 11h30 da noite. Que tal?”.
Preso desde abril deste ano, o ex-presidente Lula cumpre pena de 12 anos de um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

sábado, 24 de novembro de 2018

A hora dos covardes



POR FERNANDO BRITO ·no Tijolaço

O sr. Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, aceitou denúncia do Ministério Público e tornou os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff réus por “por suposta organização criminosa envolvendo integrantes da cúpula do Partido dos Trabalhadores”.

Os fundamentos, claro, são apenas as “delações premiadas” de políticos e empresários que negociaram suas próprias impunidades.

Provas, ao que se saiba, nenhuma.

Mas a honra alheia não tem valor e, no clima que vivemos desde o golpe, é fácil ser “valente” sobre os derrotados e assim vai o valente Vallisney, em busca do Olimpo que não atinge em seu site de “poesias”, beneficiando-se do fato de que o assassínio da língua portuguesa não lhe pode ser imputável.

E mais ainda agora que o perseguidor-mor está instalado na antessala do governo e em posição de “empurrar” nomes para os Tribunais Regionais Federais, para o STJ e…bem, não para o STF, que a vaga a vir no Supremo é do “capo”, se o “capo” sentir que não é segura a chance de ganhar cadeira maior.

Virão, como essa, outras vilanias. Que, afinal, só serão mesmo reparadas pelo tribunal de História, quando se escrever a crônica destes tempos abjetos.

É a hora dos covardes, dos que vão tripudiar, sem qualquer pudor de decência ou laivo de isenção judicial, sobre aqueles que não adianta se defenderem, como não adianta a quem enfrenta o julgamento do lobo.

Covardia, aliás, muito útil, porque com ela se encontram os “culpados” para os fiascos do presente, a nulidade dos projetos e a inexistência de esperanças.

Tão largo é o circo como curto seja o pão.

Segue a caça ao PT, Lula e Dilma viram réus



Agência Brasil - A Justiça Federal em Brasília recebeu hoje (23) denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além outros integrantes do PT, pelo crime de organização criminosa. A decisão foi proferida pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara.

Com a decisão, além de Lula e Dilma, passam à condição de réus no processo os ex-ministros da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Eles foram acusados pelo MPF de praticar "uma miríade [quantidade grande e indeterminada] de delitos" na administração pública durante os governos de Lula e de Dilma Rousseff, somando R$ 1,4 bilhão em desvio de recursos dos cofres públicos.

O caso começou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado, mas foi remetido à primeira instância após os acusados deixarem os cargos e perderam foro privilegiado.