quarta-feira, 1 de março de 2017

Freud explica. Ou melhor ainda: Sartre.

Por Fernando Brito, do Tijolaço
Michel Temer, 11 dias depois de ir morar no Palácio da Alvorada, com uma reforma que fez desaparecer móveis, tapetes e outros objetos, muitos do tempo de JK, porque tinha a cor telha ou vermelha, desistiu, diz a Folha.
Volta para o Palácio do Jaburu, residência do vice-presidente.
A desculpa é que o Alvorada é “grande e longe demais”.
Longe, não é, porque não deve distar sequer 1 km do Jaburu, e isso é nada para quem só anda de carro oficial.
Quanto ao grande, tem razão, mas talvez essa “grandeza” seja mais fruto da pequenez do ocupante, que sabe estar ali por uma usurpação.
Nada contra se Temer não quisesse morar num palácio, mas o Jaburu também é um. Um pouco menor, mas não pequeno. A diferença é que é mais discreto e recolhido, como um vice deve ser.
O mais provável é que tenha sido mesmo a velha culpa, aquele sentimento opressivo que vem a quem assassinou politicamente uma presidente eleita  e, pelo crime, apossou-se do seu cargo e de seu lugar de moradia.
O cargo, Temer exerce sem remorso ou contenção.
Mas a casa, com aqueles imensos salões, à noite, é cheia dos fantasmas do remorso, que Sartre simbolizou tão bem como moscas: afasta-se-as (mesóclise é para todos), mas elas voltam, insistem, teimam.
Eram, na peça, a Erínias gregas, as filhas da noite,  horríveis  demais para serem olhadas, que perseguiam e atormentavam os criminosos fossem para onde fossem, por mais que insistissem em se livrar delas.
Ou, talvez, para dar uma explicação mais à altura da turma que chegou ao poder, seja melhor recorrer a Cinderela, dos Irmãos Grimm: está chegando a hora de voltar a ser abóbora.

O "Fora Temer" no Carnaval dos juros

Vinicius Torres Freire - Folha de S.Paulo
Não é muito difícil puxar um coro de "Fora, Temer!" no Carnaval de um país esfolado pela recessão, rachado por ódios variados e com um presidente tão popular quanto a Dilma Rousseff dos últimos dias.
É um tanto menos difícil fazê-lo em São Paulo, por exemplo, onde tantos blocos juntam pessoas do "mundo da cultura", vamos simplificar assim, que em geral consideram Michel Temer repugnante. Houve protestos carnavalescos notáveis também em Salvador, Rio, Belo Horizonte e Recife.
Dilma não teve blocos berrantes contra si, apesar das vaias em certos jogos de futebol. Sim, teve milhões nas ruas pedindo a sua cabeça, em outros tipos de desfiles, com outras turmas.
De qualquer modo, os gritos não soam nada bem para Temer, na véspera de um mês que parece muito cinzento para o governo. Mês de ministros no cadafalso, mês de delações mortíferas, de protestos de rua, talvez greves e, crucial, dos primeiros testes da reforma da Previdência.
Mas não apenas. Boa parte do povo ainda não sente melhorias, afora no caso da inflação, talvez um tico melhor com o FGTS. Mas ainda tem muita coisa ruim na contramão.
Tome-se o caso das taxas de juros nos bancos. Em vez de cair, têm subido desde outubro, quando o Banco Central começou a reduzir a Selic, a taxa "básica" da economia, e a inadimplência e o custo do dinheiro para os bancos passaram a cair.
Não vem muito ao caso a economia da coisa, porém.
O povo endividado e exaurido nas ruas não viu queda alguma de juros. Para piorar, dissemina-se mesmo entre gente da elite uma onda nova de irritação contra os juros.
O governo, mesmo no feriado, diz que "está alerta" e "ao longo de março" vai tomar alguma atitude, sabe-se lá qual, pois não há muito a fazer no curtíssimo prazo. Talvez o governo faça alguma marola midiática. Quanto a desemprego, porém, nada terá a dizer.
O PMDB vai alardear os ditos feitos de Temer em campanhas publicitárias: o direito de sacar o FGTS, inflação e juros em baixa. O governo vai continuar a animar a torcida, como o faz desde janeiro, acenando com os pompons do fim da recessão, o que para quase qualquer pessoa da rua é uma abstração, mesmo que seja verdade.
Talvez gaste melhor o seu verbo convencendo deputados a aprovar a reforma da Previdência.
Em caso de naufrágio previdenciário, Temer perde parte da boa vontade da elite econômica reformista, que talvez ainda lhe dê apoio como um tampão (uma eleição de novo presidente no Congresso promoveria confusão e recaída econômica).
Mas, com menos corda para segurar a pinguela econômica, pode haver menos apoio para segurar a cassação de Temer no TSE. Sim, a discussão é quase explícita.
O governo está entre a cruz possível das "ruas", iradas por vários motivos e de mau humor com a mudança na aposentadoria, e a caldeirinha acesa das reformas em risco e do decorrente estrago econômico e político (entre a elite).
"Cruz possível" das ruas, ressalte-se o possível: seria preciso uma conturbação grande para abalar ou imobilizar o governo.
Por ora, há a promessa de protesto de esquerda marcado para uma quarta-feira, dia improvável para ajuntamento de massa, e protesto de direita "para inglês ver", contra a corrupção dos amigos de Temer.

Imposto nos outros é refresco

Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo
Em fevereiro de 2016, parlamentares do PSDB encheram o Congresso de placas com a inscrição "Xô, CPMF". Eles combatiam a ideia de recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras. Era a última cartada do governo Dilma Rousseff para tentar tapar o rombo nas contas federais.
O deputado Luiz Carlos Hauly despontava entre os críticos mais ácidos da proposta. Em entrevista à rádio Câmara, o tucano anunciou uma oposição radical ao imposto de quatro letras, que classificou como "inaceitável" e "inadmissível".
"As pesquisas estão aí: rejeição total à recriação da CPMF. Com a oposição também não há diálogo", avisou o paranaense. "Nós somos radicalmente contra", reforçou.
O deputado lançou mão de um discurso em voga na época: o contribuinte não aguentaria mais pagar impostos ao governo. "A sociedade rejeita o aumento de impostos, e nós da oposição estamos em linha com a sociedade brasileira", disse.
As barricadas funcionaram, e Dilma não conseguiu recriar a CPMF. O resto é história: o país foi rebaixado pelas agências de classificação de risco, a crise fiscal se agravou, as manifestações de rua engrossaram e o Congresso derrubou o governo.
Um ano depois, Hauly e a CPMF estão de volta ao noticiário. A novidade é que o tucano mudou de discurso. Escolhido para relatar a reforma tributária, ele abandonou as críticas e se converteu num entusiasmado defensor do imposto.
"A CPMF vai substituir o IOF", disse o deputado na semana passada, ao sair de uma reunião no Palácio do Planalto. "A contribuição será mínima, como antigamente. E tudo é para o bem e para fazermos com transparência", acrescentou.
Em nome da transparência, Hauly poderia explicar como uma contribuição "inaceitável" no governo Dilma poderá ser recriada "para o bem" na gestão de Michel Temer. O pato da Fiesp não foi encontrado para comentar o assunto.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Lula rebate Estadão: curandeirismo jurídico

247 - A defesa do ex-presidente Lula divulgou uma nota em que rebate o editorial divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira 28. No texto, o jornal da família Mesquita diz que a condenação de Lula "é certa", uma vez que "sobram provas contra ele".
Para a defesa, trata-se de "curandeirismo jurídico" do jornal, que não apresenta "qualquer argumento jurídico para sustentar sua posição e a tese que pretende reforçar junto aos leitores. A realidade é bem diversa daquela exposta pelo jornal".
A nota acusa ainda a mídia de "acumpliciamento" com o juiz Sergio Moro, pelo fato de o editorial "confundir a combatividade de nossa atuação" com "tentativas de irritar o magistrado". O jornal pede a condenação de Lula por medo de que ele vença as próximas eleições presidenciais.
Leia a íntegra da nota dos advogados:
Nota
A pretexto de analisar a visão política de um dos membros do Partido dos Trabalhadores (PT) em entrevista concedida ao Valor, o jornal O Estado de S.Paulo volta a praticar curandeirismo jurídico em seu editorial de hoje (28/02) para sustentar que "se os processos contra Lula forem analisados somente no âmbito jurídico, a derrota do petista é certa". O próprio jornal, no entanto, não apresentou qualquer argumento jurídico para sustentar sua posição e a tese que pretende reforçar junto aos leitores. A realidade é bem diversa daquela exposta pelo jornal.
Em uma das ações penais que o Ministério Público Federal promoveu contra Lula, valendo-se do espalhafatoso e indigno uso de um Powerpoint que chocou a comunidade jurídica nacional e internacional, sustentou-se que o ex-Presidente teria organizado um esquema que possibilitou o desvio de valores de três contratos firmados entre a Petrobras e uma empreiteira, e o produto desse ilícito teria sido utilizado para a "compra de governabilidade" (daí o aumento da base parlamentar em seu governo) e resultado em benefícios pessoais (a propriedade de um apartamento "tríplex" no Guarujá, SP, e o pagamento da armazenagem de parte do acervo presidencial.
As 65 testemunhas ouvidas, até o momento, nessa ação - sendo 27 selecionadas pelo Ministério Público Federal - quebraram a espinha dorsal da acusação. Nenhuma, inclusive os notórios delatores da Lava Jato, fez qualquer afirmação que pudesse vincular Lula a qualquer desvio na Petrobras, à propriedade do triplex ou ainda a recursos utilizados para a armazenagem do acervo presidencial. Ao contrário, os depoimentos apontaram a colossal distância entre esses supostos ilícitos na petroleira – que não foram identificados, diga-se de passagem, por qualquer órgão de controle interno ou externo – e o ex-Presidente Lula.
Foi nessa mesma ação penal que o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, ao ser confrontado com a prática de ilícitos na Petrobras no período em que era o dirigente máximo do País, com o envolvimento de alguns dos mesmos atores que hoje figuram na Lava Jato, reconheceu que "o Presidente da República não tem como saber de tudo". FHC também esclareceu que mantém seu acervo presidencial através de doações, exatamente como fez Lula.
Tamanha é a segurança na inocência de nosso cliente que pedimos - também nessa ação - a realização de uma prova pericial que pudesse analisar, dentre outras coisas, se algum valor desviado da Petrobras foi utilizado em benefício do ex-Presidente Lula. Mas a prova foi negada pelo juiz sem maior fundamentação. E por quê? Simplesmente, porque iria demonstrar, de uma vez por todas, que nenhum valor proveniente da Petrobras foi usado para beneficiar Lula. Outras provas requeridas também foram negadas da mesma forma.
Quem acompanha o que acontece na 13ª Vara Federal de Curitiba - presencialmente ou pelas gravações realizadas - sabe a distância entre o que afirma O Estado de S.Paulo e a condução real das audiências pelo magistrado responsável pelos processos. São rotineiramente desrespeitadas expressas disposições legais, como aquelas que asseguram às partes o direito de gravar as audiências independente de autorização judicial. A OAB/PR já aderiu à nossa impugnação sobre o tema e deu prazo para o magistrado se explicar.
O jornal confunde a combatividade de nossa atuação – que deveria nortear a conduta de qualquer advogado - com tentativas de "irritar o magistrado", deixando evidente a falta de seriedade de sua análise e a conivência do diário com as ilegalidades praticadas naquele órgão judiciário.
Aliás, esse acumpliciamento entre o juízo e alguns setores da imprensa está longe de ser novidade. Quando o principal ramal do nosso escritório foi interceptado, gravando a conversa de 30 advogados, o jornal ficou absolutamente silente, a despeito de violação flagrante às nossas prerrogativas. Bem diferente foi a posição quando se buscou quebrar o sigilo de jornalistas, o que mostra o casuísmo presente nas análises.
Os abusos praticados contra Lula pelo juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba não são denunciados apenas por nós, seus advogados. No último dia 26.02, por exemplo, o próprio O Estado de S.Paulo veiculou entrevista com Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e com atuação nas mais diversas áreas do governo, afirmando que a condução coercitiva de Lula foi arbitrária. Ele também lembrou outros atentados jurídicos praticados contra o ex-Presidente pelo mesmo juiz.
Aliás, foi esse cenário de flagrantes arbitrariedades e ilegalidades, que afrontam claramente as garantias fundamentais de Lula, associado à ausência de um remédio eficaz para paralisá-las, que motivou o Comunicado de junho de 2016 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, que assinamos juntamente Geoffrey Roberston, um dos maiores especialistas no mundo sobre o tema. Em momento algum deixamos de apresentar, com técnica jurídica, a defesa em favor de Lula.
A propósito, não só elaboramos consistentes trabalhos jurídicos de defesa, como tornamos publico esse material (site www.averdadedelula.com.br). Oportuno lembrar, ainda, que o Congresso Nacional reconheceu em 2009 a possibilidade de qualquer brasileiro levar um comunicado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, de forma que a providência tem expresso amparo na legislação nacional. Os erros já cometidos pelo jornal no acompanhamento da tramitação do comunicado em Genebra também são a prova cabal da clara e deliberada confusão entre a opinião do diário e a apuração jornalística. A segunda está a reboque da primeira.
Das demais ações penais propostas contra Lula nesse assédio de alguns membros do MPF, com o cristalino objetivo de prejudicar ou inviabilizar sua atividade política, existe uma em estágio mais avançado, que tramita perante a 10ª Vara Federal de Brasília. Essa ação penal trata da – absurda – "compra do silêncio de Nestor Cerveró" e está baseada exclusivamente em acusação feita pelo senador cassado Delcídio do Amaral em delação premiada negociada com o MPF, que permitiu que ele deixasse a prisão. A ação foi proposta sem que Cerveró sequer tivesse sido ouvido sobre essa acusação de Delcídio, mostrando que a apuração ou a verdade dos fatos não foram os nortes seguidos pelos acusadores. Também os depoimentos ali colhidos mostram o óbvio: Lula jamais participou de qualquer ato objetivando interferir, direta ou indiretamente, na delação de Nestor Cerveró. O próprio delator deixou claro esse fato quando foi ouvido em juízo, na mesma linha seguida pelas demais testemunhas.
Esse balanço é suficiente para mostrar as impropriedades cometidas pelo jornal, em seu editorial de hoje, sob o disfarce de uma análise jurídica para a qual sequer dispõe de expertise e isenção para realizar. Sintomática igualmente a afirmação ali contida de que "sobram provas" contra Lula, mas nenhuma foi apontada, exatamente porque não existem! São apenas fruto de construções grosseiras, que O Estado de S.Paulo insiste em reverberar, com a divulgação constante de erros factuais em sua pretensa cobertura jornalística "isenta".
Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins

À ONU, governo ignora citação a Temer em delações e diz combater corrupção

  • Antonio Cruz/ABr
Ao reassumir o assento no Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), o governo brasileiro afirmou na segunda-feira (27) que tem como um de seus objetivos lutar contra a corrupção. A ministra de Direitos Humanos, Luislinda Valois, disse também que as instituições estão funcionando no país.
"Hoje, como sempre, perseveramos no combate contra a corrupção, com o pleno empenho do poder público e total respeito ao devido processo legal e às garantias individuais preconizadas na Carta Magna Brasileira (a Constituição Federal de 1988)", afirmou Luislinda no discurso entregue à ONU, sem fazer referência ao fato de ministros do governo Michel Temer serem citados em delações.
O Brasil é alvo de uma queixa de advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na ONU por suposta violação do "devido processo legal" e acusam o juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, de ser parcial.
O governo brasileiro voltou ao conselho na segunda. Por um mandato e por opção do governo da presidente cassada, Dilma Rousseff, o país se manteve fora do órgão da ONU. Decidiu voltar no fim do ano passado, com Temer, e agora reassume o posto por dois anos. Dilma estará em Genebra para participar de eventos paralelos à reunião da ONU, que será realizada ao longo das próximas três semanas.(UOL)

Aragão: MT e a pouca vergonha de nossos tempos

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Trechos de artigo escrito pelo ex-Ministro da Justiça  Eugênio Aragão: Pulicados no Conversa Afiada
As frações de informação tornadas públicas na entrevista do advogado José Yunes, insistentemente apresentado pelos esbulhadores do Palácio do Planalto como desconhecido de Michel Temer, embrulham o estômago, causam ânsia de vômito em qualquer pessoa normal, medianamente decente.
Conclui-se que Temer e sua cambada prepararam a traição à Presidenta Dilma Vana Rousseff bem antes das eleições de 2014. 
(...)
Temer armou cedo o golpe que lhe daria o que nunca obteria em uma disputa democrática: o mandato de Presidente da República. Definitivamente, esse sujeitinho não foi feito para a democracia. É um gnomo feio, incapaz de encantar multidões, sem ideias, sem concepções, sem voto, mas com elevada dose de inveja e vaidade. Para tomar a si o que não é seu, age à sorrelfa, à imagem e semelhança de Smeágol, o destroncado monstrengo do épico "O Senhor dos Anéis".
Muito ainda saberemos sobre o mais vergonhoso episódio da história republicana brasileira, protagonizado por jagunços da política, gente sem caráter e vergonha na cara, que só conseguiu seu intento porque a sociedade estava debilitada, polarizada no ódio plantado pela mídia comercial e reverberado com afinco nas redes sociais, com a inestimável mãozinha de carreiras da elite do serviço público.
O resultado está aí: o fim de um projeto nacional e soberano de desenvolvimento sustentável e inclusivo. A mais profunda crise econômica que o país já experimentou. A desconstrução do pouco de solidariedade que nosso Estado já prestou aos mais necessitados. A troca do interesse da maioria pela mesquinhez gananciosa e ambiciosa daminoria que, "em nome do PIB" ou "do mercado", se deu o direito de rasgar os votos de 54 milhões de brasileiras e brasileiros. Rasgaram-nos pela fraude e pelo corrompimento das instituições, com o único escopo de liquidar os ativos nacionais e fazer dinheiro rápido e farto, como na privatização de FHC. Dinheiro que o cidadão nunca verá.
É assim que se despedaça e trucida a democracia: dando o poder a quem perdeu as eleições, garantindo aos derrotados uma fatia gigantesca do governo usurpado e até a nomeação de um dos seus para o STF, para assegurar vida mansa a quem tem dívidas com a justiça. A piscadela de Alexandre de Moraes a Edison Lobão, na CCJ, diz tudo.
Assistiremos a tudo isso sem nenhum sentimento de pudor?
(...)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Governador participa do 18º Encontro dos Maracatus de Pernambuco

NAZARÉ DA MATA – Nesta segunda-feira (27.02), o governador Paulo Câmara foi conferir de perto a beleza e os encantos do tradicional Encontro dos Maracatus de Baque Solto, em Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte, em continuidade à agenda que vem cumprindo no Carnaval pernambucano. Em sua 18º edição, a manifestação, que recebeu o título de Patrimônio Cultural e Imaterial do Brasil, em 2014, contou com a apresentação de cerca de 30 grupos. Um corredor montado na Praça Papa João XXIII, mais conhecida como a Praça da Catedral, serviu de passarela para as agremiações. Na oportunidade, o governador foi presenteado pelo prefeito Nino com uma gola de maracatu personalizada com a bandeira de Pernambuco.

“Eu tive a oportunidade de vir algumas vezes à Nazaré, inclusive como governador, mas esse ano a gente está sentindo uma energia diferente. A cidade está fazendo uma festa bonita, com muita simplicidade, mas muito organizada. Está fazendo, mais uma vez, um grande Carnaval, valorizando a sua cultura, valorizando a sua tradição, valorizando o maracatu. E os foliões estão sentindo que podem vir brincar, andar pelas ruas, que vão encontrar muita alegria e paz”, ressaltou o chefe do Executivo estadual, destacando a importância desta expressão popular tipicamente pernambucana.

Paulo confessou, ainda, sua satisfação em poder assistir a alegria das pessoas e a forte participação popular nas ruas. O governador salientou que este mesmo cenário pode ser visto em todos os polos festivos do Estado. “Eu estou muito satisfeito porque o Carnaval foi muito bem planejado. O momento é difícil, mas a gente está conseguindo fazer uma celebração alegre e muito tranquila. Toda a nossa equipe está de parabéns. Estamos todos determinados, trabalhando com muito afinco para fazer de Pernambuco um Estado melhor e mais seguro para todos”.

Para o prefeito Nino, o encontro de maracatus é o grande destaque do Carnaval nazareno. "A motivação, vibração e entusiasmo desse pessoal que forma o nosso maracatu são contagiantes. Essa grandeza e tudo que eles têm nos provado, ao longo dos anos, nos dá muita força para continuar lutando em defesa da nossa cultura. Ano que vem, celebraremos o centenário desta manifestação, e isso é motivo de muito orgulho para todos nós", frisou.

CASA DA RABECA – Após conferir a apresentação dos maracatus rurais, o governador seguiu para Olinda, na Região Metropolitana do Recife, para prestigiar a programação da Capital da Cultura. No bairro de Tabajara, Paulo assistiu, ao lado dos prefeitos Geraldo Julio (Recife) e Professor Lupércio (Olinda), a apresentação do grupo de Maracatu Piaba de Ouro. A comitiva seguiu para a Casa da Rabeca, onde cumprimentou e conversou com populares locais.

“Eu venho aqui, hoje, em Olinda para, mais uma vez, admirar a irreverência dessa festa bonita, que tanto nos orgulha e que mostra ao Brasil a força do povo e da cultura pernambucana. Assim como Recife e outras cidades do Interior, Olinda está de parabéns pela estrutura e programação oferecidas”, frisou o chefe do Executivo.

Celebrando seu primeiro Carnaval como prefeito de Olinda, Professor Lupércio destacou as belezas das culturas de bairro como importantes difusoras da folia de rua  e agradeceu o apoio do Estado na realização de mais um bonito Carnaval olindense. "Estamos fazendo uma festa linda, tranquila, com o povo nas ruas, mostrando o que a nossa cultura tem de melhor. Eu quero, desde já, agradecer ao governador pelo apoio essencial que tem nos dado", disse.
 
MONITORAMENTO –  Como tem feito desde o primeiro dia de Carnaval, Paulo Câmara se reuniu, no início da manhã, com secretários de Estado e os comandos da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Polícia Científica para fazer uma avaliação do trabalho do Governo no domingo de Carnaval, nas áreas de Saúde, Segurança Pública e Turismo. O encontro foi realizado no Palácio do Campo das Princesas, no Recife. De acordo com o secretário de Defesa Social, Angelo Gioia, "t
udo está ocorrendo dentro do planejado. Nos polos de folia, a segurança está sendo executada com eficiência e muita tranquilidade. Certamente, vamos continuar nesse ambiente de paz durante todo o Carnaval", avaliou.

Paulo Câmara prestigia Carnaval de Bezerros


BEZERROS - O governador Paulo Câmara prestigiou, na manhã deste domingo (26.02), o Carnaval do município de Bezerros, marcado pelo desfile dos Papangus, tradicional festa da cidade do Agreste de Pernambuco. O evento, que já existe há 16 anos, atrai turistas de outros municípios pela cultura, cores e animação. Na companhia de secretários do Governo e do prefeito da cidade, Branquinho, o chefe do Executivo estadual acompanhou de perto a irreverência dos foliões nas ruas.
 
Durante a festa, Paulo Câmara ressaltou o costume carnavalesco de Bezerros. "Já é tradição vir a Bezerros prestigiar o carnaval desse município que nos enche de orgulho. Parabéns a todos os foliões, que estão brincando o carnaval com muita paz", disse. Câmara reafirmou que todo o planejamento para o Carnaval deste ano tem dado certo. "Ontem, fizemos um bonito Galo da Madrugada, que foi o mais tranquilo dos últimos tempos e a gente tem certeza de que o Carnaval de Pernambuco vai manter a sua tradição, desfilando com toda alegria e com as pessoas na rua".
 
O governador também convidou os pernambucanos a visitarem outros polos de carnaval, tanto da Região Metropolitana do Recife (RMR), quanto do interior do Estado. "Vão aos polos do interior, de Olinda e de Recife e vamos fazer do Carnaval de Pernambuco uma festa que nos orgulhe ainda mais", concluiu.
 
O prefeito de Bezerros, Branquinho, afirmou estar orgulhoso por realizar um carnaval em que a população brinca com tranquilidade. "Esta é uma festa da paz, em que a população do município está tranquila e brincando com muita alegria", avaliou. O gestor municipal comentou, ainda, que, mesmo com as dificuldades econômicas, as pessoas estão nas ruas. "Estamos conseguindo fazer um carnaval muito bonito, mesmo diante dos atuais desafios econômicos", considerou.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Douglas Duarte cumpre mais uma promessa de campanha e concede reajuste salarial aos professores

Cumprindo mais um compromisso de sua campanha, o prefeito Douglas Duarte (PSB) enviou para a Câmara para ser votado pelos Vereadores, o projeto de lei que concede reajuste aos professores efetivos do Município. O aumento que foi fixado pelo Ministério da Educação garantindo o Piso Nacional do Magistério.
O reajuste concedido aos professores municipais no montante de 7,64 % garante aos profissionais em inicio de carreira um valor de R$ 2.298,00.
Esse percentual e valor foram calculados de acordo com a lei 11.738/2008, e também com base no que vem sendo aplicado desde que o piso do magistério foi instituído, ou seja, 2008.
Quando candidato Douglas Duarte (PSB) e Rosa Cavalcanti(PT) apregoavam que os profissionais da educação municipal seriam respeitados em seus direitos e que isso seria um dos diferenciais para que o Município alcança-se um melhor patamar no ranking educacional dentro do Estado. 
Além de antecipar os salários deste mês Douglas garantiu aos profissionais que o próximo pagamento será feito já com a correção, que com certeza será garantida após votação pelos vereadores do município.
Segue abaixo a tabela com os novos valores de vencimentos: