segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Dória quer Meirelles; Bolsonaro tenta Evaristo de novo


Helena Chagas
A nomeação do futuro ministro do Meio Ambiente é aguardada para as próximas horas. Na equipe de transição, a novidade é que o nome de Evaristo Miranda, diretor da Embrapa Territorial, voltou a circular. O engenheiro agrônomo, que tem apoio da área técnica e também do agrobusiness, teria recusado a sondagem há dias, por conta de problemas pessoais. Mas uma segunda investida está sendo feita, e há esperanças de que agora ele aceite. Por isso Bolsonaro teria ficado esperando e não nomeou ainda o ministro.

Ninguém gosta de ouvir um “não”, mas a paciência de esperar um pouco para ter a resposta definitiva a um convite às vezes vale a pena.
O novo governador de São Paulo, João Dória, por exemplo, vai esperar até quinta-feira pela resposta dez Henrique Meirelles a seu convite para a Secretaria de Fazenda do estado. Dória está aproveitando diversos nomes do primeiro escalão de Temer, como Gilberto Kassab e Alexandre Baldy, para dar status ministerial a seu secretariado.

Sport vence mas é rebaixado para a série B

O Sport Club do Recife mesmo vencendo ao Santos por 2 x 1 na sua última partida, acabou rebaixado para a série B no próximo ano, esse resultado teria que ser acompanhado de outros dos seus adversários que acabaram não acontecendo.
O Vasco da Gama arrancou um empate contra o Ceará em Fortaleza em 0 x 0, a Chapecoens
e venceu ao São Paulo em casa por 1 x 0 e esses resultados foram fatais para o Leão da Ilha do Retiro.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Ipea lança nesta segunda-feira (03) estudo inédito sobre jovens na América Latina e Caribe

Resultados de levantamento com 15 mil jovens do Brasil e mais oito países serão apresentados durante evento na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília, nesta segunda-feira (03), a partir das 8h30 - 



Os resultados da pesquisa Millennials na América Latina e no Caribe: trabalhar ou estudar?, que apresenta uma radiografia dos jovens de nove países (Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Haiti, México, Paraguai, Peru e Uruguai), serão divulgados nesta segunda-feira (03), a partir das 8h30, no auditório Divonzir Gusso, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em Brasília. Os dados, que vão além de renda ou nível educacional, envolvem mais de 15 mil jovens entre 15 e 24 anos da região.

A novidade desse estudo é a inclusão de variáveis menos convencionais como: as informações que os jovens têm sobre o funcionamento do mercado de trabalho, suas aspirações, expectativas e habilidades cognitivas e socioemocionais. O objetivo da pesquisa é entender melhor a decisão dos jovens que apenas estudam; apenas trabalham; combinam estudo e trabalho; ou nem estudam nem trabalham. Com base nessas informações, os pesquisadores sugerem ações políticas para ajudar os jovens a fazer uma transição bem-sucedida de seus estudos para o mercado de trabalho.

A pesquisa foi realizada em parceria do Ipea com a Fundação Espaço Público (Chile), o Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento Internacional (IRDC), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com apoio do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD).

O evento, será lançado o livro Millennials na América Latina e no Caribe: trabalhar ou estudar? e exibido o vídeo Vozes da Juventude, com a participação de representantes da Embaixada do Canadá, BID, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Secretaria Nacional de Justiça.

O presidente no jardim zoológico

Bernardo Mello Franco – O Globo
É exótica a fauna que habitará o Planalto a partir de 2019. O governo de Jair Bolsonaro vai reunir pavões, gorilas e outros bichos. Aos olhos do presidente eleito, os animais são os outros. Na sexta-feira, ele comparou os índios que vivem em reservas a feras no zoológico.

 “Na Bolívia, tem um índio que é presidente. Por que no Brasil devemos mantê-los reclusos em reservas como se fossem animais em zoológicos?”, provocou o capitão.
Bolsonaro não chega a repetir Manuel da Nóbrega. No século XVI, o padre dizia que “índios são cães em se comerem e matarem e são porcos nos vícios e na maneira de se tratarem”.
As palavras são outras, mas a visão parece a mesma. Para o presidente eleito, o índio é comparável a um animal. Se quiser ser “um ser humano igual a nós”, tem que abandonar seu território e migrar para a periferia das cidades. O discurso soa como música para ruralistas, grileiros e mineradores, todos ansiosos para explorar as terras protegidas.
Bolsonaro não esconde o que pretende. “No que depender de mim, não tem mais demarcação de terra indígena”, disse, no mês passado. A ameaça tem alvo certo. Segundo a Funai, o país tem 130 territórios em processo de demarcação. Outros 115 estão em estudo.
“Índios não estão em reservas, muito menos em zoológicos. Índios vivem em territórios próprios, que são garantidos pela Constituição”, esclarece o antropólogo Mércio Gomes, professor da UFRJ e ex-presidente da Funai.
Ele diz que o capitão deveria se inspirar no marechal Cândido Rondon, que criou o Serviço de Proteção ao Índio e chegou a ser indicado ao prêmio Nobel da Paz pelo físico Albert Einstein. “Nem a ditadura revogou terras indígenas. Apelar ao exemplo de Rondon é apelar às melhores tradições do Exército”, afirma.
O discurso de Bolsonaro preocupa a advogada Joênia Wapichana. Em 2008, ela foi à tribuna do STF defender a demarcação da Raposa Serra do Sol. Dez anos depois, tornou-se a primeira mulher indígena a ser eleita deputada.
“A demarcação das terras e a proteção dos povos indígenas estão amparadas na Constituição. São deveres do Estado, não dependem da vontade de nenhum governo”, afirma a parlamentar, eleita pela Rede em Roraima.
A Carta de 1988 determinou que as demarcações fossem concluídas em cinco anos, mas o processo já se arrasta há três décadas. “Está mais do que atrasado”, constata a deputada.
Na sexta, o presidente eleito insistiu na tese de que as terras indígenas poderiam se separar do Brasil. “Não pode usar a situação do índio para demarcar essa enormidade de terras que poderão ser novos países no futuro”, disse.
“Esta é uma questão ultrapassada. O Supremo já deixou claro que as terras indígenas pertencem à União”, rebate Wapichana. “Os índios são cidadãos brasileiros. Nossa luta é pelo respeito e pelos direitos que estão na lei”.
A deputada lembra que Bolsonaro já se desculpou com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral por suas “caneladas”, um eufemismo para as notícias falsas que questionavam as urnas eletrônicas. “Agora ele tem que parar de falar coisas erradas sobre os índios. É bom pensar um pouco para não ter que pedir desculpas depois”, conclui.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Brasil, um país do passado

Por Felipe Lichterbeck, no DW

É sabido que viajar educa o indivíduo, fazendo com que alguém contemple algo de perspectivas diferentes. Quem deixa o Brasil nos dias de hoje deve se preocupar. O país está caminhando rumo ao passado.

No Brasil, pode ser que isso seja algo menos perceptível, porque as pessoas estão expostas ao moinho cotidiano de informações. Mas, de fora, estas formam um mosaico assustador. Atualmente, estou em viagem pelo Caribe – e o Brasil que se vê a partir daqui é de dar medo.

Na história, já houve momentos frequentes de regresso. Jared Diamond os descreve bem em seu livro Colapso: Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso. Motivos que contribuem para o fracasso são, entre outros, destruição do meio ambiente, negação de fatos, fanatismo religioso. Assim como nos tempos da Inquisição, quando o conhecimento em si já era suficiente para tornar alguém suspeito de blasfêmia.

No Brasil atual, não se grita "herege!", mas "comunismo!". É a acusação com a qual se demoniza a ciência e o progresso social. A emancipação de minorias e grupos menos favorecidos: comunismo! A liberdade artística: comunismo! Direitos humanos: comunismo! Justiça social: comunismo! Educação sexual: comunismo! O pensamento crítico em si: comunismo!

Tudo isso são conquistas que não são questionadas em sociedades progressistas. O Brasil de hoje não as quer mais.

Porém, a própria acusação de comunismo é um anacronismo. Como se hoje houvesse um forte movimento comunista no Brasil. Mas não se trata disso. O novo brasileiro não deve mais questionar, ele precisa obedecer: "Brasil acima de tudo, Deus acima de todos".


Está na moda um anti-intelectualismo horrendo, "alimentado pela falsa noção de que a democracia significa que a minha ignorância é tão boa quanto o seu conhecimento", segundo dizia o escritor Isaac Asimov. Ouvi uma anedota de um pai brasileiro que tirou o filho da escola porque não queria que ele aprendesse sobre o cubismo. O pai alegou que o filho não precisa saber nada sobre Cuba, que isso era doutrinação marxista. Não sei se a historia é verdade. O pior é que bem que poderia ser.

A essência da ciência é o discernimento. Mas os novos inquisidores amam vídeos com títulos como "Feliciano destrói argumentos e bancada LGBT". Destruir, acabar, detonar, desmoralizar – são seus conceitos fundamentais. E, para que ninguém se engane, o ataque vale para o próprio esclarecimento.

Os inquisidores não querem mais Immanuel Kant, querem Silas Malafaia. Não querem mais Paulo Freire, querem Alexandre Frota. Não querem mais Jean-Jacques Rousseau, querem Olavo de Carvalho. Não querem Chico Mendes, querem a "musa do veneno" (imagino que seja para ingerir ainda mais agrotóxicos).

Dá para imaginar para onde vai uma sociedade que tem esse tipo de fanático como exemplo: para o nada. Os sinais de alerta estão acesos em toda parte.


O desmatamento da Floresta Amazônica teve neste ano o seu maior aumento em uma década: 8 mil quilômetros quadrados foram destruídos entre 2017 e 2018. Mas consórcios de mineradoras e o agronegócio pressionam por uma maior abertura da floresta.

Jair Bolsonaro quer realizar seus desejos. O próximo presidente não acredita que a seca crescente no Sudeste do Brasil poderia ter algo a ver com a ausência de formação de nuvens sobre as áreas desmatadas. E ele não acredita nas mudanças climáticas. Para ele, ambientalistas são subversivos.

Existe um consenso entre os cientistas conhecedores do assunto no mundo inteiro: dizem que a Terra está se aquecendo drasticamente por causa das emissões de dióxido de carbono do ser humano e que isso terá consequências catastróficas. Mas Bolsonaro, igual a Trump, prefere não ouvi-los. Prefere ignorar o problema.

Para o próximo ministro brasileiro do Exterior, Ernesto Araújo, o aquecimento global é até um complô marxista internacional. Ele age como se tivesse alguma noção de pesquisas sobre o clima. É exatamente esse o problema: a ignorância no Brasil de hoje conta mais do que o conhecimento. O Brasil prefere acreditar num diplomata de terceira categoria do que no Instituto Potsdam de Pesquisa sobre o Impacto Climático, que estuda seriamente o tema há trinta anos.

Araújo, aliás, também diz que o sexo entre heterossexuais ou comer carne vermelha são comportamentos que estão sendo "criminalizados". Ele fala sério. Ao mesmo tempo, o Tinder bomba no Brasil. E, segundo o IBGE, há 220 milhões de cabeças de gado nos pastos do país. Mas não importa. O extremista Araújo não se interessa por fatos, mas pela disseminação de crenças. Para Jared Diamond, isso é um comportamento caraterístico de sociedades que fracassam.

Obviamente, está claríssimo que a restrição do pensamento começa na escola. Por isso, os novos inquisidores se concentram especialmente nela. A "Escola Sem Partido" tenta fazer exatamente isso. Leandro Karnal, uma das cabeças mais inteligentes do Brasil, com razão descreve a ideia como "asneira sem tamanho".

A Escola Sem Partido foi idealizada por pessoas sem noção de pedagogia, formação e educação. Eles querem reprimir o conhecimento e a discussão.

Karl Marx é ensinado em qualquer faculdade de economia séria do mundo, porque ele foi um dos primeiros a descrever o funcionamento do capitalismo. E o fez de uma forma genial. Mas os novos inquisidores do Brasil não querem Marx. Acham que o contato com a obra dele transformaria qualquer estudante em marxista convicto. Acreditam que o próprio saber é nocivo – igual aos inquisidores. E, como bons inquisidores, exortam à denúncia de mestres e professores. A obra 1984, de George Orwell, está se tornando realidade no Brasil em 2018.


É possível estender longamente a lista com exemplos do regresso do país: a influência cada vez maior das igrejas evangélicas, que fazem negócios com a credulidade e a esperança de pessoas pobres. A demonização das artes (exposições nunca abrem por medo dos extremistas, e artistas como Wagner Schwartz são ameaçados de morte por uma performance que foi um sucesso na Europa). Há uma negação paranoica de modelos alternativos de família. Existe a tentativa de reescrever a história e transformar torturadores em heróis. Há a tentativa de introduzir o criacionismo. Tomás de Torquemada em vez de Charles Darwin.

E, como se fosse uma sátira, no Brasil de 2018 há a homenagem a um pseudocientista na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que defende a teoria de que a Terra seria plana, ou "convexa", e não redonda. A moção de congratulação concedida ao pesquisador foi proposta pelo presidente da AL e aprovada por unanimidade pelos parlamentares.

Brasil, um país do passado.

Deputado vê dificuldade para reforma da Previdência


Blog do Kennedy
Na viagem aos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito, atropelou mais dois ministros do futuro governo.Na terça, ele havia dito que seria apenas questão de tempo a mudança da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, atuando como sombra sobre Ernesto Araújo, indicado para comandar o Itamaraty a partir de janeiro.

Anteontem, num discurso em Washington no qual disse que seria difícil aprovar a reforma da Previdência, deixando inclusive aberta a possibilidade de fracasso, Eduardo Bolsonaro tratou de tema que está sob a batuta de Paulo Guedes e Onix Lorenzoni, respectivamente, futuros ministros da Economia e da Casa Civil.
Parlamentar, Eduardo Bolsonaro está certo ao dizer que a tarefa de reformar o sistema previdenciário não será fácil. Mas age de modo inábil. Transmite a mensagem errada a os investidores estrangeiros.
Ora, a avaliação é uma mistura de despreparo e desconhecimento sobre o comércio e as relações internacionais. É Donald Trump quem deu início a uma guerra comercial global com medidas protecionistas, inclusive contra o Brasil. A relação entre Brasília e Pequim é predominantemente pragmática e profissional.A capacidade de dar tiro no pé parece ser um risco para a futura administração Bolsonaro.

Aberta fila de indicações políticas sob Bolsonaro

Josias de Souza
Foi deflagrada em Brasília uma articulação política de dimensão que não se via desde 2003, quando o petismo substituiu o tucanato no poder federal. A pretexto de expurgar da máquina estatal os "esquerdistas" que ocupam poltronas nas repartições públicas desde o primeiro mandato de Lula, os operadores de Jair Bolsonaro começaram a organizar uma espécie de fila do emprego. Parlamentares dispostos a apoiar o governo do capitão estão sendo convidados a fazer indicações para cargos federais situados nos Estados.

Encontram-se sobre o balcão assentos em órgãos muito cobiçadas por deputados e senadores. Por exemplo: Dnit, Incra, Dnocs, Funasa e Ibama. São nichos tradicionais de politicagem e corrupção. Em português castiço, o que se vê nos bastidores da transição é o velho toma-lá-dá-cá —aquele modelo arcaico de fazer política que Bolsonaro havia amaldiçoado durante a campanha eleitoral. No melhor estilo franciscano, é dando que o futuro governo espera receber apoio às reformas que enviará ao Congresso.
O pretexto ideológico é frágil, pois vários congressistas entram na fila não para ocupar, mas para manter cargos que já controlam. São fisiológicos profissionais. Apoiavam Fernando Henrique Cardoso. Continuaram apoiando Lula. Deram suporte a Dilma Rousseff. E ajudaram a derrubá-la para manter seus espaços na máquina estatal sob Michel Temer.
Há, porém, um quê de originalidade no fisiologismo à Bolsonaro. Por enquanto, as negociações não passam pelas cúpulas dos partidos. Abordados diretamente, integrantes do chamado baixo clero legislativo se sentem valorizados como cardeais. Onyx Lorenzoni, o futuro chefe da Casa Civil, seleciona um grupo de parlamentares barrados nas urnas de outubro para compor um grupo para ajudar a organizar a fila e preencher os cargos.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

O recado sinistro do filho de Bolsonaro



POR FERNANDO BRITO · no Tijolaço

Das três, uma.

Ou Carlos Bolsonaro, filho e conselheiro de Jair, é um poço de ressentimentos por alguma “derrubada” que tenha levado, ou há mistérios e conspirações sinistras no núcleo do governo em montagem ou, ainda, temos um clã de loucos na família imperial que vai ao Planalto.

O recado, no Twitter e no Facebook do “o2”, o segundo filho de Bolsonaro, não podia ser mais pavoroso:

“A morte de Jair Bolsonaro não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após sua posse! É fácil mapear uma pessoa transparente e voluntariosa. “

Bem, Jair Bolsonaro tem um estado de saúde que, aparentemente estável, preocupa, como o de qualquer pessoa que tenha sofrido uma grave lesão abdominal. Ainda mais que nem mesmo foi liberado para a cirurgia restauradora do seu trato intestinal que, ao menos na previsão atual deverá ocorrer “após sua posse”.

Quanto “aos que estão muito perto” e que herdariam o poder, é evidente que ninguém mais se encaixa na descrição que o vice, general Hamilton Mourão, que é também, não se negue depois das “caneladas” pré e pós campanha, uma pessoa “voluntariosa e transparente”.

Esta morte interessante seria casual, desejada ou não haveria distância entre intenção e gesto, servindo-se alguém de algum “chá da meia-noite”, com que se despachavam os inservíveis para outra melhor?

O fato é que, estranhamente, mais não disse nem lhe foi perguntado pela ativíssima imprensa investigativa. Afinal, até pouco tempo, Carlos era considerado o filho mais próximo do ex-capitão e era apontado até como seu virtual porta-voz.

Agora, se não é com o General Mourão o assunto, espera-se que o General Augusto Heleno, em sua longa passagem no Haiti, não tenha se iniciado nas artes do vudu.

Quase ex-amigos: críticas mútuas

O senador Magno Malta (PR-ES), que chegou a anunciar que seria ministro, passou a ser criticado por Jair Bolsonaro.

A amigos, o presidente eleito tem reclamado do comportamento do outrora aliado de primeiríssima linha. (FSP)

Caixa 2 de Onyx sob investigação da PGR


Estadão Conteúdo
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um procedimento inicial para analisar as acusações de caixa 2 feitas por delatores da JBS a dez parlamentares, incluindo o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) - futuro ministro da Casa Civil e quem comanda a transição do governo Jair Bolsonaro.

Segundo o relato e planilhas entregues por delatores, os repasses a Onyx foram de R$ 100 mil em 2012 e de R$ 200 mil em 2014. O futuro ministro já admitiu em entrevista ter recebido R$ 100 mil da empresa. Na ocasião, Onyx se disse arrependido e pediu desculpas.
O procedimento aberto é chamado de petição autônoma, uma fase anterior à instauração do inquérito, quando o parlamentar passa a ser formalmente investigado. Além de Onyx, seis deputados federais e três senadores deverão ser alvo do procedimento pedido pela Procuradoria-Geral da República. 
Procurado por meio de sua assessoria de imprensa, Onyx não respondeu até a conclusão desta edição. (AE)

Pezão preso pela Polícia Federal: corrupção no Rio

Lava-Jato prende Pezão em nova operação contra corrupção no governo do Rio


A PF está no Palácio Laranjeiras para prendê-lo; ele é suspeito de ter participado do esquema de corrupção deSérgio Cabral  (Ítalo Nogueira)
Operação Boca de Lobo cumpre mandados expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça. Delator afirma que Pezão recebia mesada de R$ 150 mil quando era vice de Cabral.
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão(MDB), é alvo na manhã desta quinta-feira (29) de desdobramento da Operação Lava Jato no estado. Ele é suspeito de ter participado do esquema de corrupção de seu antecessor, Sérgio Cabral.
Ele é alvo de um mandado de prisão expedido pelo ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Félix Fischer. Policiais federais estão no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador, para prendê-lo.
Pezão é o quarto ocupante do Palácio Guanabara a ser preso. Antes dele foram alvo Cabral, e os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho --os dois últimos por ações sem relação com a Lava Jato, mas com a Justiça eleitoral.
Pezão foi apontado pelo economista Carlos Miranda, delator que afirma ter sido o gerente da propina de Cabral, como beneficiário de uma mesada de R$ 150 mil durante a gestão do ex-governador (2007 a 2014).
Segundo o relato de Miranda, o atual governador passou a pagar R$ 400 mil a Cabral quando assumiu o cargo em abril de 2014, após renúncia do aliado.

Pezão vem sendo citado nas investigações sobre Cabral desde o ano passado. Referências a “Big foot”, “Pé” e outros apelidos similares foram encontradas nas anotações de Luiz Carlos Bezerra, espécie de carregador de mala de Miranda a partir de 2010.
O governador sempre negou as citações ao seu nome.
“Pezão repudia com veemência essas mentiras. Ele reafirma que jamais recebeu recursos ilícitos e já teve sua vida amplamente investigada pela Polícia Federal”, afirmou nota distribuída pelo Palácio Guanabara há duas semanas.
De acordo com Miranda, além da mesada Pezão recebeu “prêmios” ao final de alguns anos. Em 2008, por exemplo, o atual governador foi destinatário de R$ 1 milhão do esquema de Cabral.
Em delação, o economista diz que o governador pediu para que o dinheiro fosse entregue a um dos sócios da JRO Pavimentação. A empresa pertence a Cláudio Fernandes Vidal, que transferiu sua sede para Piraí em 2005 após aproximação com Pezão. Os dois ficaram amigos e se encontravam frequentemente.
Outro suposto recebedor de propina para o governador era o ex-subsecretário de Comunicação Social da gestão Pezão, segundo Miranda. Marcelo Santos Amorim, ou Marcelinho, também recebeu recursos destinados ao emedebista. O suspeito é casado com uma sobrinha do político.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Malafaia critica Bolsonaro: Malta fora do ministério

'Malta perdeu a eleição porque fez campanha para Bolsonaro', diz o pastor, ao cobrar indicação de aliado; O deputado Osmar Terra (MDB-RS) comandará a pasta da Cidadania
Jussara Soares – O Globo

A escolha do deputado Osmar Terra (MDB-RS) para o Ministério da Cidadania e Ação Social, nesta quarta-feira, desagradou o pastor Silas Malafaia, que esperava emplacar o senador Magno Malta(PR-ES) no cargo. Aliado do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e maior defensor do senador junto ao gabinete de transição, Malafaia criticou a escolha de Terra e cobrou o presidente eleito ao responsabilizá-lo pela derrota do senador capixaba nas eleições.
-- Bolsonaro disse três vezes que estava pensando em colocar o Magno no Ministério da Cidadania. Apoio integralmente o Bolsonaro, mas não vou concordar 100% com as ações dele. A unanimidade é burra – disse Malafaia.


Malta não apenas recusou compor a chapa de Bolsonaro como divulgou sua decisão a evangélicos antes mesmo de avisar o presidente eleito. Abertas as urnas, Bolsonaro saiu eleito e Malta derrotado. Segundo aliados do presidente eleito, o senador passou então a cobrar ostensivamente um lugar na equipe, como se tivesse alguma fatura a ser cobrada de Bolsonaro. O comportamento do senador chegou a se autoproclamar ministro – “Vou ser ministro, sim”, disse na ocasião –, acabou por distanciá-lo do presidente.

Quinto ligado ao Exército no governo Bolsonaro


Indicado é ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)
Adriana Mendes,  Eduardo Bresciani e Mateus Coutinho – O Globo
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou nesta terça-feira o engenheiro Tarcísio Gomes de Freitas para o Ministério de Infraestrutura. Ele é o quinto nome ligado ao Exército no novo governo. Freitas serviu como Oficial do Exército durante 16 anos, período no qual trabalhou com obras de infraestrutura.

A pasta vai absorver o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Freitas faz parte da equipe técnica do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que tem como missão fazer deslanchar os principais projetos da área de infraestrutura no país.
No entanto, ainda há uma disputa interna em torno do PPI, que tem uma carteira de mais de 40 projetos prontos para os primeiros cem dias da gestão de Bolsonaro com investimento previsto de R$ 7 bilhões. Neste ano, estão encaminhados mais 17 projetos que somam R$ 20,2 bilhões.
Nos bastidores, auxiliares do novo presidente disputam quem vai ficar com o programa, que inclui leilões de óleo e gás, linhas de transmissão de energia e concessões de aeroportos, portos e ferrovias.

Atropelado o futuro ministro das Relações Exteriores

Alinhamento automático com EUA é erro
Blog do Kennedy
Em viagem a Washington, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) atropelou o futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. O deputado federal disse que a Embaixada Brasileira de Tel Aviv será transferida para Jerusalém e que faltava apenas o novo governo decidir quando implementará tal mudança. O filho do presidente eleito se comporta como um chanceler do B.

O então presidente Lula projetou o Brasil no cenário internacional. Elevou o país nessa arena apostando num mundo multipolar. A avaliação é simples e correta: o Brasil tem peso geopolítico para ser um ator global. Possui uma base industrial que está entre as 10 maiores do planeta. Tinha escala, por exemplo, para exportar serviços de engenharia até as empresas serem quebradas após a implementação da Lava Jato.
O Brasil tem peso ambiental num mundo em que essa questão ganha cada vez mais importância. Mas o presidente eleito tem outra visão. E um de seus três influentes filhos, Eduardo Bolsonaro, deu mais uma vez um recado que mostra o rumo da futura política externa.

Quem manda aqui?

Divisão de tarefas ordenada por Bolsonaro é vista como sintoma de desprestígio de Onyx
Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Nova espécie de pato manco - Os sinais emitidos por Jair Bolsonaro (PSL) de que seu futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), terá que compartilhar atribuições do cargo com outros nomes da confiança do presidente eleito foram recebidos no Congresso como sintomas de desprestígio. Nesta terça (27), Bolsonaro confirmou que a articulação política também estará no arco de tarefas do general Santos Cruz (Secretaria de Governo), ampliando a sensação de que o democrata terá pouca autonomia.
Onyx tem desafetos no Congresso, mas também dentro da equipe de Bolsonaro. Quem conversou com Paulo Guedes, o futuro ministro da Economia, relata que o clima entre ele e o próximo chefe da Casa Civil não é dos melhores.
A antipatia é via de mão dupla. Aliados de Onyx também não costumam disparar elogios a Guedes.

Deputado: ameaça de morte


O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) recebeu comunicado da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) afirmando que concedeu a ele medidas cautelares exigindo que o Estado brasileiro zele por sua vida.

O pedido foi feito por ele em outubro, com relatos de ameaças de morte. A CIDH considerou que o parlamentar se encontra em uma situação de gravidade e urgência, “posto que seus direitos à vida e à integridade pessoal estão em grave risco”.
No documento, a CIDH diz que “valora” providências tomadas pelo Estado, mas que elas não seriam suficientes. Cita, por exemplo, que a Câmara dos Deputados cedeu carro blindado ao parlamentar, mas que a medida só teria continuidade se o próprio Wyllys pagasse por ele.
“Com isso, a comunidade internacional lança um novo olhar sobre uma situação que vinha sendo ignorada ou minimizada por uns e estimulada por outros”, afirma Wyllys. (Mônica Begamo)

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Fortes chuvas causam alagamentos no interior e abrem cratera em Buíque

Do JC Online
Segundo a Apac, choveu 65 milímetros no município. Outras cidades da Zona da Mata, Agreste e Sertão também registraram muita precipitação



A chuva, que atingiu Buíque nessa segunda, abriu uma cratera no centro do município
Foto: Cortesia
JC Online

Chuvas fortes ocasionaram alagamentos e abriram uma cratera na PE-270 em Buíque, no Agreste do estado, durante a tarde dessa segunda-feira (26). Segundo a Agencia Pernambucana de Águas e Clima (Apac), o município registrou durante essa segunda até as 6h desta terça-feira (27) cerca de 65 milímetros de chuva.

De acordo com a Apac, essa teria sido a maior chuva do ano para a região. Toda essa água causou inúmeros alagamentos na cidade e abriu uma cratera na PE-270, que corta o centro do município.

A Polícia Militar (PM) informou que umas séries de obras relacionadas ao saneamento básico em Buíque estavam em andamento e que valas estavam abertas para instalações de canos. Com a forte chuva, que foi mais intensa na tarde dessa segunda, os buracos, que eram pequenos e estreitos, se abriram ainda mais por conta do acúmulo de água.

O Departamento de Estradas e Rodagem (DER) afirmou que enviou uma equipe técnica até o local para a realização de uma vistoria. Uma força-tarefa foi realizada entre a empresa que realiza a obra de saneamento na cidade e o órgão. O trânsito no local já foi liberado.

Vários alagamentos também foram registrados no município, principalmente em casas e estabelecimentos comerciais. Ainda não existe registro de desabrigados e nem desalojados.

Outros municípios

Em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, as fortes chuvas, que vieram acompanhadas de raios e trovoadas, fizeram um canal do município estourar. A água invadiu várias residências e dificultou as passagens de veículos pelas ruas da cidade.

Ainda no Sertão, o município de Iguaraci registrou uma acúmulo de 87 milímetros no período das 6h dessa segunda às 6h desta terça. Quixaba (61mm) e Floresta, 46mm, também registraram fortes chuvas.

De acordo com a Apac, além de Buíque, os municípios de Pedra, 45mm, e Lagoa dos Gatos, 39mm, no Agreste, também registraram precipitações.

Na Zona da Mata, o município de Belém de Maria registrou um total de 70 milímetros no mesmo período, ocasionando vários alagamentos.

Segundo a Apac, as fortes chuvas que atingiram os municípios da Zona da Mata, Agreste e Sertão, foram ocasionadas em consequência da zona de convergência do atlântico sul, que ocorre justamente neste período do ano.

Valentão, quem cheira a merda é você…


POR FERNANDO BRITO · no Tijolaço


O valentão marombado Daniel Silveira, policial militar que se elegeu deputado federal pelo partido de Jair Bolsonaro e que se exibiu como um dos vândalos que destruiu a placa em homenagem a Marielle Franco colocada na Cinelândia está de novo em evidência.

Agora, em um vídeo onde faz ameaças a outra mulher – ele parece especialista em ser valente com mulheres -, Andrea Nunes Constâncio, diretora do Colégio Pedro II em Petrópolis (que é da rede estadual), região serrana do Rio.

Ficou irritado porque, depois de ter ido, segundo ele, “fiscalizar” a escola, a diretora admoestou os funcionários que deram entrada a ele, policial militar, no estabelecimento escolar.

E está espalhando um vídeo onde faz ameaças.

“Se você tem medo, diretora, que um deputado federal esteja na sua escola, ainda mais um deputado com a minha vertente, conservadora, que combate a ideologia socialista comunista, frequente à sua escola, isso me cheira a ​merda. E se cheira a merda eu vou fazer um favor a você, e você será uma das primeiras que vou solicitar auditoria”.

Não, senhor Daniel, para usar a sua linguagem, quem cheira a merda e a burrice é você, porque é um prevalecido e um covarde.

O senhor não é deputado federal. Não foi diplomado pela Justiça Eleitoral e não tomou posse no cargo. Não é o “rei do pedaço”.

É o mesmo que um sujeito que passa num concurso para PM e quer sair direto dando carteiradas e pedindo documentos a torto e a direito. O senhor ou qualquer outra pessoa não pode entrar em um estabelecimento escolar – ou em qualquer outro – sem pedir autorização ao responsável e a responsável é a diretora.

Ela tem o poder e o dever de saber quem entra e sai no colégio e fez muito bem em repreender os funcionários que o teriam chamado, se é que chamaram, por sua entrada não autorizada na escola.

Pode ser gente de mau caráter e perigosa para a educação de adolescentes, como o senhor prova que é espalhando um vídeo de ameaças. Imagine agora como se sentirá qualquer jovem com problemas de comportamento pode agir, depois do seu asqueroso exemplo, em relação a professores e diretores. Será que pode gravar e espalhar vídeos com ofensas aos que o senhor chama de “socialistas comunistas”?

Ainda que fosse, como alega, para saber como ajudar a escola – não parece que sistemas de lançamentos de notas e presenças seja algo a ir discutir com quem não tem poder administrativo na colégio – o mínimo que se exigiria seria ser recebido formalmente, após um telefonema, no mínimo, de contato.

Mas fica claro que quem o levou foi seu “assessor” (assessor pode ser substituído por “X-9”, porque Daniel, até agora, é só um PM) que confessadamente já entrou em choque com a direção escolar, pelo que se relata no vídeo.

Aí está um belo exemplo das “Comissões de Ética” a que deve estar se referindo o novo ministro da Educação, Ricardo Rodriguez. Estas hordas de microcéfalos vão intimidar e acabar por afastar das escolas todas as pessoas com consciência e brio. Para que ser diretor de escola se logo um marombado, com as costas quentes, virá lhe fazer ameaças? Para ganhar uma gratificação desprezível sobre um salário injusto? Para ficar à mercê de um boçal como Daniel?

Alexandre Frota terá companhia em Brasília, pelo visto. Só não se pode dizer que será boa companhia.

Deputados aprovam pacote de mudanças em impostos em PE

Do G1/PE
Em primeira votação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), os deputados estaduais aprovaram, ontem, uma série de 21 projetos fiscais enviados pelo governo do estado. Entre eles, estão os que reduzem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel e aumentam a tributação de outros produtos, como refrigerantes, bebidas alcoólicas, carros e motos.
Na sessão realizada no plenário da Alepe, no Centro do Recife, estavam presentes 30 dos 49 deputados estaduais. Todos os 21 projetos de lei, que têm autoria do governo, foram colocados em votação e aprovados.
O pacote foi encaminhado em caráter de urgência pelo governador Paulo Câmara (PSB) na quinta-feira.
Apesar disso, alguns receberam emendas e todos os projetos são submetidos a uma segunda votação, prevista para ocorrer hoje. Caso sejam aprovados novamente, eles passam por redação final antes de seguir para sanção do governador.
Entre os projetos, está o de número 2093, que institui a Nota Fiscal Solidária que, durante a campanha pela reeleição de Paulo Câmara, era chamado de de 13º do Bolsa Família. O projeto prevê o pagamento de até R$ 150 para famílias que fazem parte do programa do governo federal e que gastam R$ 250, por mês, com alimentos e produtos de limpeza.
"Vamos pegar uma parte da população, que tem uma condição financeira maior, para atender 3,5 milhões de pernambucanos pobres, que precisam de atenção e precisam de remuneração de R$ 150, para receber no final do ano de 2020", afirma o líder do governo na Alepe, Isaltino Nascimento (PSB).
A compra, no entanto, precisa ser feita em locais que emitem nota fiscal. O projeto foi aprovado, mas a oposição registrou preocupação com os impactos, já que muitas famílias vão às feiras livres e a maioria dos feirantes não emite a nota.
Na lista de projetos do governo, está também o 2097, que cria o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza e trata da alíquota de ICMS. O projeto prevê diminuição do imposto sobre o diesel e aumento para outros produtos, como refrigerantes, bebidas alcoólicas e carros que custem mais de R$ 50 mil.
A proposta também foi aprovada, mas sete deputados foram contrários a ela, porque não concordam com o aumento de impostos. Silvio Costa Filho (PRB), líder da oposição na Alepe, afirma que a medida vai contra a tendência fiscal verificada no país.
"Enquanto o Brasil discute a redução do tamanho do Estado brasileiro, a redução de impostos, de cargos comissionados, de secretarias, do custo do Estado, Pernambuco busca o caminho mais fácil, que é de aumentar impostos e prejudicar a população", afirma.