terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Quem é mais estúpido: Trump ou Bolsonaro?

Embusteiros e devotos das armas
Ricardo Noblat

Receita de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para reduzir o número de massacres de inocentes nas escolas do seu país: armar os professores. Sim, armá-los. “Escolas sem armas são um ímã para assassinatos em massa”, disse ele no twitter, meio que se vale para governar a maior potência do mundo.
Receita de Jair Bolsonaro, deputado federal (PSC-RJ) e aspirante a candidato a presidente da República do Brasil, para reduzir o número de mulheres vítimas de violência doméstica: armá-las. Sim, estimulá-las a comprar armas para se defender dentro de casa de possíveis ataques dos maridos ou companheiros.
Foi o que Bolsonaro prescreveu, ontem, na cidade de Hamamatsu, a 200 quilômetros de Tóquio, capital do Japão. Ali vivem pouco mais de 9 mil brasileiros. É a maior colônia em terras japonesas. Bolsonaro foi recebido na estação de trem da cidade aos gritos de “Mito”. Falou, depois, para 350 pessoas reunidas num restaurante. Pegou o trem e foi embora.
Tosco pela própria natureza, disse assim, a certa altura de sua apresentação: “A mulher vai querer aquela palhaçada da Lei do Feminicídio? Tem que ter uma pistola em casa. O vagabundo quando quer fazer uma maldade para uma mulher já sabe que ele está errado, mas se a mulher tiver uma arma em casa ele não vai fazer besteira.”
Não disse onde as mulheres vítimas de violência, a maioria delas de pouca ou nenhuma renda, vão encontrar dinheiro para comprar armas. Nem indicou um só país onde tal solução tenha dado certo. A Lei do Feminicídio incluiu o assassinato de mulheres só pelo fato de serem mulheres na lista dos crimes hediondos, sujeitos a penas maiores.
Com uma taxa de 4,8 assassinatos em 100 mil mulheres, o Brasil ocupa a quinta posição em um ranking de 83 países com o maior índice de homicídios femininos, segundo dados do Mapa da Violência 2015. Somente em 2013, foram assassinadas 4.762 mulheres, quase 13 por dia. Entre 2003 e 2013, o número de assassinatos cresceu mais de 21%.
Trump não é problema nosso, embora suas loucuras possam nos atingir por tabela. Bolsonaro é problema para todos por aqui que tenham o mínimo de sensatez, discernimento e preocupação com o futuro do país

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Paulo Teixeira ironiza operação da PF contra Jaques Wagner


247 - O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) criticou a operação da Polícia Federal contra o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, cotado como eventual candidato a presidente pelo PT, caso o ex-presidente Lula não possa concorrer. 

"Alerta aos petistas! Nao cogitem nomes como candidatos à Presidência da República porque a Policia Federal instaura inquérito e pede busca e apreensão na casa do sujeito. Ja ocorreu com o Lula, com Haddad e agora com o Jaques Wagner", escreveu Teixeira em sua conta no Twitter. 

Agentes da Polícia Federal estão nas ruas na manhã desta segunda para cumprir mandados na operação Cartão Vermelho, que apura irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão do estádio Arena Fonte Nova, na Bahia. Investigadores afirmam que valor desviado foi principalmente para pagamento de propinas e caixa dois (leia mais).

Governo Estadual reforça Agricultura Familiar com novos tratores


Reforçando o compromisso do Governo de Pernambuco com um dos setores mais importantes e produtivos do Estado, a agricultura, o governador Paulo Câmara entregou, na manhã de hoje, no Palácio do Campo das Princesas, nove tratores agrícolas de pneus que beneficiarão municípios da Zona da Mata, Agreste e Sertão. Com investimento de R$ 1,2 milhão, através de emenda parlamentar do deputado federal Danilo Cabral, os equipamentos atenderão cerca de 240 mil habitantes, direta e indiretamente, das cidades contempladas. Outros quatro municípios também serão beneficiados com a iniciativa até o final do ano, totalizando 13 veículos agrícolas.

“A gente acredita que os municípios precisam estar cada vez mais preparados para os desafios da tecnologia, da aração da terra, da busca realmente da presença do Estado. E com a ajuda do deputado Danilo Cabral, a partir de emenda parlamentar, a gente está conseguindo, hoje, ofertar 13 tratores que serão distribuídos ao longo desse ano para os municípios, tanto para o litoral da Mata Sul, como também para o Agreste pernambucano e para o Sertão. Assim, estamos abrangendo todas as regiões de Pernambuco na busca realmente de oferecer condições às pessoas que atuam no campo, para que elas possam trabalhar, tirar o seu sustento, e, cada vez mais, criar seus filhos com qualidade no nosso Estado”, destacou o governador.
Os novos veículos vão contribuir na qualificação, verticalização e promoção da produção de alimentos, além de proporcionar, também, o aumento da produtividade e geração de renda nas regiões. Dessa forma, irá potencializar também o crescimento da agricultura familiar, responsável por cerca de 70% da produção dos alimentos que chegam na mesa dos pernambucanos. Os tratores serão destinados aos municípios de Bezerros (Agreste Central), Carnaíba e Flores (Sertão do Pajeú), Machados (Agreste Setentrional), Saloá (Agreste Meridional), Santa Maria do Cambucá (Agreste Setentrional), Sirinhaém, Tamandaré e Rio Formoso (Mata Sul).
A entrega faz parte de um projeto territorial do Governo de Pernambuco, que tem foco no incentivo e desenvolvimento do pequeno e médio agricultor, dando oportunidades para que os cultivadores tenham a produção rural em condições adequadas.  “Nós estamos no início de um período de chuvas. E a gente sabe, para o agricultor, o quanto isso é importante. Não só apara a aração, mas também para o programa que nós temos de sementes. A Secretaria de Agricultura já iniciou a distribuição das sementes de milho e sorgo, e os tratores chegam na hora certa para atender essa reivindicação do homem do campo, que quer plantar, produzir e que necessita desses equipamentos para ter uma produção maior”, declarou o secretário de Agricultura e Reforma Agrária (SARA), Wellington Batista.
Para o deputado Danilo Cabral, autor da emenda parlamentar que subsidiou a compra dos veículos, a ação em parceria com o Governo de Pernambuco vai incentivar também a geração de renda no Estado. “São veículos que vão chegar aos municípios e ajudar ainda mais na estruturação da economia, sobretudo daqueles que trabalham com agricultura familiar. Nossa expectativa é que nesse ano de 2018, o nosso Estado tenha uma chuva mais regular. Então, nesse momento, é importante que a gente melhore as condições do agricultor para que ele possa plantar, produzir, colher e gerar renda para Pernambuco”, disse.
O prefeito Anchieta Patriota, de Carnaíba, avaliou os benefícios que a ação vai gerar nas várias etapas do plantio. “Esses tratores vão agilizar o processo de plantio da agricultura familiar, uma vez que nós usávamos, há décadas, o arado manual e com auxílio de animais. Então, o que era feito em um dia, agora será feito em uma hora. Nós sabemos que o período do plantio é muito curto no Sertão nordestino, então o trabalho será agilizado. E após o período do plantio, o transporte da produção também será facilitado”, pontuou.
Participaram da entrega também os prefeitos, Anchieta Marconi Santana (Flores), Argemiro Pimentel (Machados), Isabel Hacker (Rio Formoso), Ricardo (Saloá), Robevan de Seu Nim (Santa Maria do Cumbucá), France Hacker (Sirinhaém) e Sergio Hacker (Tamandaré).

Fantasma de volta ao PSDB

Folha de S.Paulo – (O que a Folha pensa)
Descoberta de contas secretas constrange tucanos e exige a elucidação do destino do dinheiro
O engenheiro Paulo Vieira de Souza, que trabalhou para o governo do Estado de São Paulo por cinco anos e deixou suas funções há quase uma década, voltou a assombrar os políticos a que serviu.

Conhecido como Paulo Preto, dirigiu a Dersa, estatal que construiu grande parte do sistema rodoviário paulista, e foi apontado por executivos de três empreiteiras como responsável pelo desvio de milhões de reais dos cofres estaduais para campanhas do PSDB.
Veio à tona agora a informação de que a Suíça comunicou às autoridades brasileiras a existência de contas secretas associadas a Souza, que teriam movimentado o equivalente a impressionantes R$ 113 milhões. O dinheiro seria controlado por uma empresa no Panamá e estaria agora nas Bahamas.
Falta comprovar o vínculo do engenheiro com as contas, mas a notícia é no mínimo embaraçosa para os tucanos. O governador Geraldo Alckmin, que se prepara para representar o PSDB na corrida presidencial deste ano, foi quem nomeou Souza em 2005, quando estava em seu segundo mandato. 
O senador José Serra, que sucedeu Alckmin no cargo, e o atual ministro Aloysio Nunes Ferreira (Itamaraty), chefe da Casa Civil no governo Serra, são alvos de inquérito no Supremo Tribunal Federal para examinar suas relações com o engenheiro e as empreiteiras que fizeram negócios com ele.
Fala-se com desconfiança de Paulo Preto desde a eleição presidencial de 2010, quando Serra foi o candidato do PSDB e a atuação do ex-chefe da Dersa deu munição para seus adversários. Todos sempre negaram irregularidades, e o suposto operador disse à Polícia Federal que empreiteiros mentiram sobre ele em suas delações.
Caberá às autoridades esclarecer as contradições entre Paulo Preto e seus acusadores, além de investigar o caminho do dinheiro para saber quem foram os beneficiários das contas localizadas na Suíça.
Será boa oportunidade também para elucidar outro mistério: a maneira tortuosa como o Ministério Público Federal vem conduzindo várias frentes de investigação abertas sobre o engenheiro.
As informações recebidas da Suíça foram anexadas no ano passado a um processo secundário em que ele é réu em São Paulo, e não ao inquérito que corre no Supremo. 
Em 2013, esta Folha revelou o caso espantoso de um procurador da República que deixou esquecido por três anos numa pasta um pedido da Suíça para investigar funcionários do governo paulista que teriam recebido propina da multinacional francesa Alstom. A Suíça cansou e desistiu da investigação.
Espera-se que o caso de Paulo Preto não tenha igual desfecho.

Proposta para aposentadoria de Bolsonaro


Uma proposta de reforma da Previdência apontada como fonte de inspiração pela equipe do deputado Jair Bolsonaro sugere que o piso das aposentadorias pagas pelo governo seja reduzido a menos de um salário mínimo, o valor atual.

Criada por dois professores da Unifesp, a fórmula daria 25% do salário mínimo (R$ 239) a quem se aposentasse com 55 anos de idade e 20 de contribuição.
Para ganhar mais, seria preciso contribuir mais tempo.  (Painel - Folha)

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Temer X Meirelles: a guerra de titãs e a Fitch


Por Helena Chagas no Blog Os Divergentes


Presidente Michel Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

A pergunta que não quer calar hoje é sobre como funcionará (ou não) um governo em que o presidente da República e o ministro da Fazenda são candidatos ao mesmo cargo nas eleições. Michel Temer negou protocolarmente, em entrevista, que vá disputar a reeleição, e ontem chegou a mandar desautorizar afirmações do marqueteiro Elsinho Mouco de que sim, ele é candidato – e que a intervenção no Rio foi uma jogada de mestre. Henrique Meirelles diz, também em entrevistas, que ainda não é, mas que poderá ser a partir de abril – e mudou o tom.
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Os dois já estão se molhando na chuva que cai sobre a cabeça de quem vira candidato cedo demais. Temer ganhou muita pancadaria nas redes e na mídia por ter supostamente usado a intervenção federal no Rio para alavancar a possível candidatura. Mas o pior de tudo foi a reação em casa.

Além do mau humor de Rodrigo Maia e Eunício Oliveira, usando como pretexto a nova velha pauta do governo, foi preocupante para o Planalto a reação do ministro da Fazenda. Meirelles abandonou o comedimento habitual para dizer que seu “histórico” lhe dá condições de ser candidato, e que “a etapa como ministro da Fazenda é uma etapa cumprida”. Ao perceber que fora longe demais nesta última afirmação, dando a ideia de que poderá deixar a pasta – e desestabilizar a economia – corrigiu-se e disse que fica até o fim do governo se não for candidato.

Mas Meirelles, obviamente, ficou muito aborrecido com a perspectiva de levar uma carona do chefe na corrida ao Planalto – até porque, com poucas chances de obter legenda para concorrer por seu partido, o PSD, pensava em se filiar para sair candidato pelo MDB de Temer. Agora, tudo ficou mais difícil. Mesmo assim, o ministro peitou o presidente e disse que a hipótese de ele disputar a reeleição não seria impedimento à sua própria candidatura: “Não invalidaria; seria uma competição”.

Não chega a ser uma guerra de titãs. Todo mundo sabe que as chances de um e de outro, girando hoje em torno de 1% nas pesquisas, são igualmente remotas. E que pode não haver candidatura nem do presidente e nem do ministro.

Mas o estrago foi feito, e recai em cima do governo. Dá para governar assim? Para a Fitch, parece que não. Coincidência ou não, o rebaixamento da nota do Brasil foi anunciado nesta sexta em que Michel Temer e Henrique Meirelles deixaram claro que estão às turras…

Paulo reforça ações de prevenção social


Acreditando e defendendo que violência não se enfrenta apenas com repressão, mas também com prevenção, o governador Paulo Câmara lançou, hoje, no Palácio do Campo das Princesas, a edição 2018 do programa Governo Presente (GP). Com o propósito de promover a cidadania, através da garantia de direitos e de prevenção social da violência em territórios mais vulneráveis, este ano, a iniciativa amplia as estratégias de atuação para contemplar, também, os municípios do Cabo de Santo Agostinho e do Paulista. Durante a solenidade, também foram anunciadas seis mil vagas para oficinas culturais, artísticas e de profissionalização, que serão oferecidas gratuitamente em todos os 50 territórios de atuação do GP.

“Se combate violência com prevenção. Todo o esforço de repressão, de reequipamento das polícias nós estamos fazendo. Os resultados estão começando a chegar de maneiras mais claras, mas temos que cuidar também da prevenção e da cidadania. Buscar, realmente, ocupar territórios dando oportunidades aos nossos jovens, seja na educação, na cultura, nos esportes, na cidadania, e fazendo com que tudo isso seja atrativo. Ao mesmo tempo, dar opções de capacitação, de qualificação, de conectividade. Queremos estar presentes junto à nossa juventude”, destacou o governador, completando: “Faremos uma série de mutirões e uma ampla campanha de esclarecimento para a população, falando das possibilidades, dos ganhos que esse programa pode ter nas comunidades e nos bairros”.
Para incrementar as atividades voltadas à juventude, aproximando deste público estratégias de qualificação, cultura, lazer, cidadania e tecnologia, o programa passa a contar com a modalidade “Juventude Presente”. Lançada durante o evento, a categoria vai oferecer seis mil vagas para oficinas de grafitagem, foto e videojornalismo, hip hop, capoeira e percussão. As oficinas serão realizadas nas escolas estaduais, centros comunitários e associações que abrigam as estações do programa.
Além do Cabo de Santo Agostinho e do Paulista, já são atendidos pelo programa as cidades do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Caruaru e Petrolina. Nestas localidades, o Governo de Pernambuco atua, desde 2008, para diminuição dos índices de violência, levando políticas públicas e ações de cidadania para a população mais vulnerável. O Governo Presente, que é o braço de prevenção social do Pacto Pela Vida, faz parte das atividades da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ), sendo coordenado pela Secretaria Executiva de Articulação Social (Seart).
“Não é um governo que se apresenta à juventude com algo pronto, acabado e determinado. É um governo que se propõe a construir com a juventude. Todos os territórios, as oficinas e a periodicidade, o que se quer construir como alternativa, será, a exemplo do que já acontece nos Compaz, pactuado com a juventude. Vai muito além do que a expectativa de futuro, é a certeza de que pode haver uma transformação também no presente”, registrou o secretário da SDSCJ, Cloves Benevides.

Imbróglio jurídico trava articulações do MDB-PE


Blog da Folha

Com a proximidade do fim da janela para troca de partido, no início de abril, a dissolução do MDB de Pernambuco se tornou um verdadeiro abacaxi nas mãos da Executiva Nacional da sigla. A disputa entre o atual presidente da sigla, Raul Henry (MDB), e o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) vem travando as negociações para entrada de novos filiados e atrapalhando as articulações políticas dos dois grupos. Anteontem, um novo pedido de dissolução da legenda foi feito por advogado Golbery Lopes, aliado de Bezerra Coelho, estendendo a queda-de-braço entre as lideranças. Na reunião da Executiva, realizada no mesmo dia, o clima já era de menor tensão, diferentemente do enfrentamento presenciado nos últimos encontros que tratarão a intervenção.
Enquanto isso, o MDB não conquistou nenhum ganho com o imbróglio interno. Na reunião, Raul Henry chegou a colocar que parlamentares querem entrar na sigla, mas hesitam pela indefinição interna. Um deles é o deputado federal Fernando Monteiro que estaria de malas prontas para deixar o PP. "Temos candidatos a senador (Jarbas Vasconcelos), três estaduais com mandato (Tony Gel, Gustavo Negromonte e Ricardo Costa) e dois federais (ele e Kaio Maniçoba)", calcula Henry.
Já o senador Fernando Bezerra Coelho fica cada vez mais impossibilidado de cumprir a promessa de fazer o partido crescer no Estado. Até o momento, o único deputado federal que declarou publicamente que se filiará na legenda caso o parlamentar assuma o comando partidário é o seu filho e ministro de Minas e Energia, Fernando Filho. Outros que cogitavam ingressar na legenda tomam rumos distintos. João Fernando Coutinho se reaproximou do PSB, Marinaldo Rosendo ingressou no PP e Cadoca se aproximou dos partidos que compõem uma chapinha na Frente Popular. Procurado pela reportagem, o vice-governador Raul Henry afirmou que não há fato novo no processo e que continuará na briga pelo comando da sigla. "Vamos continuar a lutar até o fim", repetiu o emedebista. O parlamentar recebeu diversos convites de partidos da Frente Popular caso perca a disputa interna com o grupo de Bezerra Coelho. PSD, PPS e PSL foram algumas das legendas que ofereceram abrigo. Nos bastidores, a sigla pessedista do deputado federal André de Paula é tida como a opção mais provável. "Agradecemos a todos pelos convites, mas temos confiança na Justiça", afirma Henry.
Já o PR chegou a ser cogitado como destino do grupo dos Coelho, caso a intervenção não se concretizasse. Da mesma forma que o grupo de Henry e Jarbas, eles também negam a existência de um plano B.

Governo Presente terá ações ampliadas

Com o intuito de promover a prevenção social da violência e de levar cidadania à população, o governador Paulo Câmara lança, hoje, as atividades 2018 do Governo Presente (GP). O grande destaque desta edição é a extensão das ações da iniciativa para os municípios do Cabo de Santo Agostinho e do Paulista. Além disso, o mecanismo contará com o programa Juventude Presente, que vai oferecer oficinas de esporte, lazer e cultura para estimular o protagonismo juvenil, disseminando a cultura de paz nos territórios beneficiados. A solenidade acontece no Palácio do Campo das Princesas.


O Governo Presente é uma política de Estado, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude (SDSCJ), através da Secretaria Executiva de Articulação Social (Seart), que atua como braço da prevenção social do Pacto Pela Vida.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Maia: Temer sugeriu imposto para financiar segurança

Blog da Andréia Sadi
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, revelou ao blog, hoje, que o presidente Michel Temer sugeriu um imposto exclusivo para financiar a segurança pública.
A conversa entre eles ocorreu no sábado, no Palácio Guanabara, no Rio. "O presidente disse: Rodrigo, que tal pensarmos em um imposto só para a segurança pública? Eu disse: presidente, é inviável. O decreto inviabiliza proposta de emenda à Constituição".
Ao blog, Maia afirmou ser contra aumentar impostos e disse que, se o governo quiser, terá de fazer por decisão do Executivo, sem passar pelo Legislativo.
"O governo que corte ministérios e reduza despesas públicas. Querem dinheiro para financiar o caos na segurança pública, mas não sabem o que fazer. Eles têm, por exemplo, dentro do IOF espaço para mexer em alíquota. Só estou dando um exemplo. Porque não é no Congresso que eles vão resolver isso, é uma decisão do Executivo", afirmou Maia.
Na conversa, Maia disse ao presidente Temer que, para valer neste ano, uma nova contribuição, nos moldes da CPMF (antigo imposto do cheque), só seria possível por meio de emenda à Constituição.
Procurada pelo blog, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que não vai comentar as declarações de Maia.

Temer "já é candidato", diz marqueteiro

Bernardo Mello Franco - O Globo
O Planalto quer usar a intervenção federal no Rio para ressuscitar a imagem de Michel Temer e alavancar uma candidatura à reeleição. É o que diz o marqueteiro Elsinho Mouco, responsável pela propaganda presidencial.

O homem está animado. Considera que o chefe ganhou uma “grande chance” para sonhar com um novo mandato. “Ele já é candidato”, anima-se Elsinho. “A vela está sendo esticada. Agora começou a bater um ventinho”, comemora.
Em outubro, Temer se tornou o presidente mais detestado desde o fim da ditadura militar, em 1985. O índice de reprovação a seu governo chegou a 73%, de acordo com o Datafolha.
Para o marqueteiro, a operação militar ajudará o peemedebista a “se recolocar no tabuleiro”. “Viramos a agenda. Agora o momento é outro”, diz Elsinho. “Neste momento, o presidente precisa resgatar sua biografia. A eleição é só em outubro. Ainda está muito longe”, acrescenta.
Antes de assinar o decreto, Temer recebeu pesquisas que encorajaram um gesto de impacto contra a violência. “Hoje a maior preocupação do brasileiro é com a segurança pública”, diz o publicitário.
Ele define a medida como um “all-in”, lance do pôquer em que o jogador aposta tudo de uma vez. “O Temer jogou todas as fichas na intervenção”, resume.
Na avaliação do Planalto, o primeiro objetivo já foi alcançado. O presidente arrancou a principal bandeira de Jair Bolsonaro, que tem prometido usar as Forças Armadas para combater o crime.
O deputado atacou a intervenção, mas recuou ao ser cobrado por eleitores. Na segunda-feira, ele votou a favor do decreto. “O Bolsonaro se enrolou. Errou feio, como o Ciro Gomes em 2002”, festeja Elsinho.
A pedido do governo, o Ibope fará uma pesquisa telefônica na sexta para medir a aceitação do decreto. Temer também planeja um novo pronunciamento em cadeia de rádio e TV, a pretexto de explicar a criação do Ministério da Segurança Pública.
A ideia é deixar os escândalos de corrupção para trás e vender o presidente como um político “corajoso”. Para o marqueteiro, o sucesso da ação militar pode operar milagres. “Se der certo, até o vampirão da Tuiuti pode virar um atributo positivo”, sonha Elsinho. “Vampirar pode passar a ser transformar, revolucionar...”, empolga-se.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

DEM dá como certa a candidatura de Temer à reeleição


Depois da intervenção no Rio, a cúpula do DEM dá como certa a candidatura de Michel Temer à reeleição. Ao se apropriar da pauta da segurança, dizem integrantes da sigla, o presidente abraçou parte importante do discurso de Rodrigo Maia (DEM-RJ). A informação é de Daniela Lima, no Painel da Folha desta terça-feira.

Um ministro do governo define o que a intervenção no Rio significa para o presidente: “Só se perde o que se tem, não é? Se der certo, ele sai do corner. Se der errado, fica na mesma”.
Diante da possibilidade de o MDB ter candidato próprio, o Planalto vai patrocinar a permanência do senador Romero Jucá (RR) no comando do partido.
A sigla desistiu de sua convenção nacional.
Fará, na quarta (21), apenas uma reunião da Executiva para referendar a manutenção dele no posto.(Blog de Magno Martins)

Ministério: Corte Real no páreo para lugar de Cristiane


O PTB vai indicar um novo nome para o ministério do Trabalho, substituindo Cristiane Brasil (RJ).

Estão no páreo os deputados Sérgio Moraes (RS), Jorge Corte Real (PE) e o ex-senador Wilson Santiago (PB).
Já o outsider que desponta nas conversas sobre 2018 é Pedro Parente, presidente da Petrobras.
Ele é visto como nome capaz de agradar parte do PSDB, do governo, do mercado e da mídia.
Falta o principal: voto. (Painel - Folha)

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Paulo debate gestão pública na Fundação Lemann

O governador Paulo Câmara participou, hoje, de mais uma etapa do Encontro de Altas Autoridades "Brazil Rising", promovido pela Fundação Lemann em parceria com as Universidade de Yale (Connecticut, Estados Unidos) e Oxford (Reino Unido). O objetivo das discussões, iniciadas em novembro do ano passado, em Yale, é avaliar uma nova gestão pública para um novo Brasil.
De acordo com Paulo, o principal objetivo da Fundação Lemann é criar incentivos e apoio para Estados e União montarem suas equipes de alta administração com processo profissional. "Pernambuco iniciou com Eduardo Campos essa profissionalização da gestão pública estadual, e a Fundação Lemann abre essa possibilidade de trocar experiências e, principalmente, criar um novo sistema institucionalizado de âmbito nacional", avaliou o governador de Pernambuco.
O seminário realizado nos Estados Unidos contou com a presença de lideranças da sociedade civil, da política e do empresariado. Paulo Câmara foi um dos três governadores convidados, ao lado de Camilo Santana (Ceará) e Paulo Hartung (Espírito Santo).
O governador Paulo Câmara foi novamente convidado pela Fundação Lemann para participar de um novo Seminário que ocorrerá em São Paulo no próximo mês de maio.

PE bate recorde de turistas no carnaval 2018


O carnaval de Pernambuco foi gigante. A magia dos dias de momo alcançou números impressionantes de público visitante e receita turística, impactando diretamente nos 52 segmentos da economia do Estado ligados ao turismo.

A pesquisa do Governo de Pernambuco, realizada pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer entre os dias 5 e 18 de fevereiro (semana pré e pós carnaval), revela que o Estado recebeu 1,7 milhões de turistas no carnaval, cerca de 8% a mais que em 2017, com os 1,5 milhões de turistas recebidos há época. O gasto médio dos visitantes foi de R$ 155 a R$ 378. No geral, turistas e excursionistas injetaram R$ 1,6 bilhões nos cofres de Pernambuco. A receita superou as projeções, principalmente no comparativo com 2017, quando os turistas movimentaram R$ 1,2 bilhões. Comparado ao último ano, o incremento foi quase 30% superior. 
A taxa de ocupação hoteleira também confirma o bom desempenho do Estado no período carnavalesco. A média registrada nos meios de hospedagem foi de 96% de ocupação. No comparativo da taxa de ocupação hoteleira dos principais destinos indutores do Estado, em relação ao carnaval 2017, a variação foi 1,8% superior – em 2017 a ocupação foi de 93%.
No Aeroporto Internacional do Recife, a movimentação de passageiros registrada nesse ano foi de 312.770, entre pousos e decolagens, representando também um incremento quase 30% superior ao ano de 2017, com os 243.378 passageiros registrados.
“Pernambuco realizou o seu maior carnaval, em 2018. Batemos recorde de público nos polos de folia do Estado com baixos índices de violência. Foi um carnaval de paz. A movimentação econômica, por outro lado, cresceu de forma extraordinária. Alcançamos um patamar de crescimento fantástico, fruto principalmente do trabalho realizado pelo Governo de Pernambuco nos últimos anos, com a captação de novos voos que refletiram diretamente nos principais mercados emissores para o carnaval. Pernambuco tem driblado a instabilidade econômica do país com ações efetivas e muito trabalho. Os resultados da maior festa popular do Brasil comprovam tudo isso”, avalia o secretário executivo de planejamento turístico e gestão de Pernambuco, João Vinícius Figueiredo

Facção criminosa quer dominar presídios do país inteiro

Rogério Pagnan - Folha de S.Paulo
A guerra entre facções criminosas que explodiu no início deste ano no Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte e deixou um saldo de ao menos 135 mortes em diferentes cadeias do país teve a sua primeira faísca três meses antes. Em 16 de outubro, no presídio de Monte Cristo, em Boa Vista (RR), 12 presos de um bando rival foram mortos por criminosos do PCC (Primeiro Comando da Capital) com brutalidade atroz: decapitações, esquartejamento e queima de detento vivo.

Esse é considerado o primeiro movimento prático da facção paulista para a execução de seu plano: enfrentar diretamente bandos rivais para conquistar o domínio de todos os presídios do país e, assim, formar o que chamam internamente de a "República do PCC".
Esse objetivo nacional, ainda distante, é semelhante ao que acontece em terras paulistas, com a hegemonia do crime organizado, o monopólio do tráfico de drogas e a obrigação dos criminosos de dar satisfação direta aos chefes do bando, como Marcos Camacho, o Marcola, preso no interior de São Paulo desde 1999.
Durante dois meses, a reportagem da Folha percorreu três Estados, vasculhou documentos inéditos e sigilosos, conversou com policiais civis e militares, promotores, advogados, especialistas em segurança e secretários de Estado.
Segundo essa apuração, a eclosão dessa disputa sangrenta pelo controle de prisões, representada pela matança no início deste ano, já era esperada por autoridades brasileiras há três anos.
Foi nessa data que membros da facção nascida nos anos 1990 em São Paulo passaram a sofrer represálias nos Estados do Mato Grosso, Amazonas, Santa Catarina e Paraíba, entre outros.
Nesses locais, sob ameaça de morte, criminosos ligados ao PCC foram proibidos por presos de grupos rivais de realizarem, dentro e fora das cadeias, o "batismo" de novos integrantes –ritual para a entrada na facção em que um membro apresenta ao resto do grupo um aspirante, que se compromete a seguir o estatuto e as ordens da facção e a realizar contribuições financeiras.
Tanto o padrinho, do PCC, quanto o afilhado seriam mortos se essa iniciação fosse descoberta.
"Esse conflito está para explodir desde 2014. Eles [PCC] foram se movendo, se armando, se preparando para a tomada do país e é isso que eles estão fazendo", diz o promotor Lincoln Gakiya, um dos principais especialistas em PCC do país. Ele atua na região de Presidente Prudente, extremo oeste paulista, onde estão confinados alguns dos chefes da facção, entre eles o próprio Marcola.
"O confronto não tem volta. Não tem como tentar mais um acordo [entre eles], e o plano [do PCC] agora é dominar tudo. Isso vai se estender para as ruas. No Amazonas, por exemplo, o PCC é minoria, mas já enviou muito armamento para lá e para o Acre. Temos comunicado para as autoridades federais que eles vão começar a guerra a partir das ruas", disse.

Supersalários e TCU: R$ 481,2 milhões a advogados

Só entre fevereiro e novembro do ano passado advogados públicos receberam R$ 481,2 milhões 
Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

O TCU (Tribunal de Contas da União) pode investigar o pagamento de honorários a advogados e procuradores que defendem órgãos vinculados ao governo federal. Só entre fevereiro e novembro do ano passado eles receberam R$ 481,2 milhões.
Os ganhos extras levam os advogados a receberem acima do teto salarial estabelecido para os servidores, de cerca de R$ 33 mil. O conselho que cuida do fundo em que são depositados os recursos para os defensores argumenta que o dinheiro não é público. Por esse raciocínio, ele é pago pela parte que perdeu a causa contra a União. A lei que criou os honorários é de 2016.
Para Lucas Furtado, “salta aos olhos” que o teto salarial “deve abarcar toda e qualquer parcela ou vantagem remuneratória”. Nada importa, segundo ele, se o pagamento “se faz com recursos públicos propriamente ditos ou com recursos que, embora de outra natureza, só existam e se prestem a remunerar o servidor em razão de este exercer cargo público integrante da administração”

A marquetagem não derrotará o crime

Bernardo Mello Franco – O Globo
Na semana em que decretou a intervenção federal no Rio, o presidente Michel Temer jogou outra carta na mesa: a criação do Ministério da Segurança Pública. Não chega a ser uma ideia original. Há um ano, ele acrescentou as duas palavras ao nome do Ministério da Justiça. Em doze meses, a pasta teve três titulares e não produziu nada de concreto para conter a violência.

A criação do ministério era uma bandeira da bancada da bala. Na quarta-feira, Temer disse a aliados que ofereceria o cargo a Luiz Antonio Fleury Filho. Ele era governador de São Paulo quando a PM invadiu o Carandiru. O massacre deixou 111 motivos para desaconselhar sua nomeação.
O ex-secretário José Mariano Beltrame também foi sondado para a vaga. Policial de carreira, ele ainda não contou como passou oito anos no governo de Sérgio Cabral sem suspeitar dos crimes praticados pelo chefe.
A canetada do novo ministério cheira a factoide. Antes de aumentar a burocracia, o governo deveria resolver a crise na Polícia Federal, conflagrada pelas declarações do diretor Fernando Segovia em defesa do presidente.
Quando articulava o impeachment, Temer prometeu reduzir o número de ministérios a 22. No dia da posse, tinha 25. Desde então, criou mais três. O da Segurança será o 29º. Neste ritmo, ele ainda iguala os 32 que herdou da antecessora.
A tentação de resolver os problemas no improviso também transpareceu na sexta-feira. O general Braga Netto, comandante da intervenção no Rio, admitiu que estava voltando de férias e não tinha um plano de ação. Em outro momento, ao ser perguntado se a situação do estado era muito ruim, acenou que não e respondeu: “Muita mídia”. Se o diagnóstico foi sincero, o chefe da tropa considera que a crise é invenção da imprensa e que sua tarefa é pura marquetagem.
No Planalto, atribui-se a ideia da intervenção ao ministro Moreira Franco. Em 1986, ele se elegeu governador com a promessa de acabar com a violência em seis meses. Quando assumiu, o estado registrava 41 homicídios para cada cem mil habitantes. No fim de seu mandato, o índice havia disparado para 62.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Cadastro para o Chapéu de Palha Fruta começa segunda


Começa, na próxima segunda-feira, o cadastramento de trabalhadoras e trabalhadores rurais no programa Chapéu de Palha da Fruticultura Irrigada. A inscrição poderá ser feita até o dia 23 de fevereiro em um dos 14 polos distribuídos nas cidades de Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande, Belém do São Francisco, Cabrobó, Orocó e Petrolândia. Em 2017, o Governo de Pernambuco cadastrou mais de 48 mil trabalhadores e trabalhadoras rurais no Chapéu de Palha, dos quais 9 mil na modalidade fruticultura irrigada, envolvendo um investimento total de cerca de R$ 40 milhões.

O valor das bolsas do Chapéu de Palha foi reajustado em 10% a partir de 1º de janeiro de 2018. No caso da fruta, o valor da bolsa passou de R$ 246,45 para R$ 271,10, pagos em quatro parcelas complementares ao Bolsa Família. Para ser beneficiário do programa é necessário ser trabalhador (a) rural da fruticultura irrigada, auxiliar de câmara fria e de casa de embalagem, embalador (a) ou tratorista, no último contrato, com comprovação em carteira de trabalho e possuir o termo de rescisão contratual.
Também é preciso ser maior de 18 anos e ter trabalhado, com registro em carteira, por no mínimo 30 dias corridos no período correspondente à safra da fruticultura irrigada do ano anterior à data do cadastramento. Os candidatos não podem possuir vínculo empregatício no ato do cadastramento e devem apresentar originais e cópias dos seguintes documentos: comprovante do Número de Inscrição Social – NIS; carteira de trabalho; CPF; RG; termo de rescisão de contrato e comprovante de residência dentro do período de seis meses anteriores à data do cadastramento. É preciso ser residente em um dos sete municípios contemplados pelo programa citados anteriormente.
Além disso, os cadastrados deverão participar de cursos de capacitação ou indicar alguém do seu núcleo familiar para participar. O trabalhador que já tiver sido capacitado poderá apresentar o certificado e ser dispensado de fazer nova capacitação. “Aperfeiçoamos os critérios de cadastramento este ano e abrimos mais essa possibilidade de dispensarmos da capacitação aqueles que já fizeram outros cursos”, explica a gerente geral de Articulação Institucional da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag-PE) e coordenadora do Chapéu de Palha, Edna Claudino.
Serão aceitos certificados emitidos pelo Sistema S (Senar, Sebrae, Senac, Sesc, Senai, Sesi, Senat, Sest e Sescoop); por algumas secretarias estaduais ou declaração da instituição de ensino que comprovem matrícula e frequência em cursos técnicos, tecnológicos ou de nível superior (estadual ou federal), Educação de Jovens e Adultos, ProJovem, Pronatec ou a distância, no período de 12 meses anteriores à data de cadastramento. Para mais informações basta ligar para o número 0800.282.515 ou acessar www.seplag.pe.gov.br.

Detran divulga balanço do carnaval 2018


Bezerros, Gravatá e Caruaru receberam, durante os festejos de momo, agentes de trânsito que aturam na Operação Trânsito Seguro – OTS. A ação, que é desenvolvida pelo Governo de Pernambuco, por meio do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE/OTS, contou com 150 agentes, distribuídos em um regime de escala em vinte viaturas, dez motocicletas, onze caminhões guinchos e dois veículos de leitura de placas (PK). No Recife e Região Metropolitana, o principal foco de atuação foram as áreas próximas aos polos de festividades.

Dos dias 09 a 14 de fevereiro de 2018, a ORF e OTS abordaram 1.866 veículos, desses 462 foram autuados. A operação computou, também, 40 recusas para teste de alcoolemia, 7 condutores foram autuados no etilometro e 29 veículos foram removidos para o deposito do Órgão.
O foco da ação, que é desenvolvida pela Diretoria de Engenharia e Fiscalização do Trânsito do Detran, foram as infrações de uso do celular ao volante e falta de uso do cinto de segurança, inclusive no banco de traz. Quem comete essas infrações corre o mesmo risco de acidente que aqueles que misturam álcool e direção. Por isso, o Detran, por meio da ORF e OTS, objetivou inibir estes tipos de infração.
Já os técnicos da Coordenadoria de Educação de Trânsito, sempre acompanhados da Turma do Fom-Fom, estiveram nos bares do Recife Antigo durante o Carnaval com bafômetros descartáveis e óculos que simulam o estado de embriaguez, onde abordaram os foliões e alertaram sobre os riscos de beber e dirigir. As pessoas que participaram da simulação ganharam um jogo de descanso de copo com mensagens de alerta sobre os riscos de beber e dirigir, e os amigos da vez receberam medalha. No Galo da Madrugada e no Papangus de Bezerros foram distribuídas viseiras com os dizeres “Se beber, não dirija”.
De acordo com o diretor presidente do Detran, Charles Ribeiro, a ampliação do trabalho da educação no trânsito e da OTS e ORF partiu de uma determinação do governador Paulo Câmara no que se refere as ações de segurança nas estradas e rodovias pernambucanas. “Nossos agentes e educadores estiveram nas ruas para garantir mais tranquilidade aos cidadãos nesses dias de festividade. É importante que cada um faça seu papel e pedimos aos condutores prudência na hora de dirigir, além de não ingerir bebida alcoólica”, completa.