segunda-feira, 28 de setembro de 2015

GARANHUNS: Rede Feminina de Combate ao Câncer comemora 30 Anos‏‏

A história dos cuidados com mulheres que sofrem com a descoberta e o tratamento do câncer, e o apoio às suas famílias, mudou nos últimos anos em Garanhuns, para ser mais exato, nos últimos 30 anos. Era 25 de setembro de 1985 quando um grupo de mulheres resolveu criar, na Cidade das Flores, a Rede Feminina de Combate ao Câncer, seguindo o modelo de sucesso já existente em outras cidades do país.

Com o trabalho missionário de mulheres como Dra. Irene Barros, Presidente de Honra, a Rede Feminina funciona nas dependências do Hospital Regional Dom Moura, aliás, a atual presidente, Sandra Salles, que coordenou o dia de atividades especiais, fez referências ao trabalho desenvolvido no hospital: "Dr. Luiz Melo tem sido um parceiro muito presente, possibilitando e atuando junto com o trabalho da Rede" - afirmou.

Para comemorar esta data, mais de 40 voluntárias da Rede Feminina do Hospital do Câncer de Pernambuco, estiveram em Garanhuns, recepcionadas por um Café da Manhã Especial no Hospital Regional Dom Moura. Depois, mais algumas atividades, compartilhando histórias e experiências. À noite, uma missa de Ação de Graças na Capela do Seminário São José e uma confraternização muito especial.

A Presidente Estadual da Rede Feminina, que ocupa também a vice-presidência nacional, Maria da Paz Azevêdo, esteve presente e conversou com a imprensa, mostrando a importância, a responsabilidade e o trabalho das pessoas que fazem a Rede, que atende não somente mulheres, mas também homens, famílias, comunidade. "Temos um trabalho de prevenção, mas também de acompanhamento com psicólogos e assistentes sociais." - revela.

O diretor do Hospital Dom Moura, Luiz Melo, que esteve representado por Janaína Ramos nas atividades, também deu um depoimento sobre os 30 anos da Rede Feminina: "Definir o trabalho destas pessoas, em especial as mulheres da Rede Feminina é muito difícil, diante da importância das ações desenvolvidas, movidas somente com o espírito fraterno e solidário. Em momento difíceis da vida, como a descoberta de uma doença como esta, que assusta tanta gente, poder contar com o trabalho assistencial e carinhoso da Rede é diminuir sofrimentos e acreditar que é possível, que a saúde pode ser reconquistada, como tantas histórias que elas mesmas contam, com tanto carinho. Devemos, todos nós, agradecer e parabenizar a Rede Feminina de Combate ao Câncer por estes 30 Anos de tanta dedicação à nossa gente, principalmente aos mais necessitados".

ATENDIMENTO

A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Garanhuns atende diariamente entre 60 a 80 pacientes. Além de exames de prevenção, a Rede também disponibiliza duas médicas que trabalham realizando colposcopia, cauterização e tratam o HPV.

A Rede realiza atendimento às mulheres, de segunda a sexta-feira, no horário das 7 da manhã ao meio-dia.

Pernambuco ganha complexo eólico de R$ 1,1 bilhão


O governador Paulo Câmara participa, nesta terça-feira (29), às 11h, da inauguração do Complexo Eólico Ventos de Santa Brígida, um investimento de R$ 1,1 bilhão da empresa Casa dos Ventos. O evento acontecerá no município de Caetés, que, juntamente com Pedra e Paranatama, recebeu as 107 turbinas que formam os parques Santa Brígida I a VII. A implantação do empreendimento gerou 1.200 empregos na região.
 
Os sete parques do Complexo Ventos de Santa Brígida têm uma potência instalada de 182 MW e produzirão, em média, 922 milhões de Kwh de energia por ano. O volume é suficiente para abastecer 385 mil unidades habitacionais.

A Casa dos Ventos já iniciou obras de um segundo empreendimento no Agreste, o Projeto Ventos de São Clemente, com 220 MW. Quando for inaugurado, em 2016, resultará, juntamente com o Complexo Ventos de Santa Brígida, em uma capacidade instalada total de 550 MW de geração.

“Em menos de uma semana, Pernambuco adiciona 280 MW de energia limpa à matriz energética do País. Inauguramos o primeiro parque híbrido do Brasil, com 91 MW de energia solar e eólica na última sexta-feira. E agora cortaremos a fita de um complexo que, sozinho, ampliará em mais de 50% a participação da fonte eólica na base de geração do Estado. Em um momento em que o País anuncia ao mundo metas arrojadas de redução de emissões, Pernambuco larga na frente e contribui de forma consistente para o desenvolvimento sustentável a partir de uma política pioneira de incentivo às energias renováveis”, comentou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões.

Deputado será julgado por morder ex-vereador

247 - O Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) volta a analisar, em sessão marcada para esta terça-feira (29), a acusação de lesão corporal contra Dudu Hollanda (PSD), após o deputado estadual supostamente arrancar, com uma mordida, parte da orelha do ex-vereador por Maceió Paulo Corintho (PDT). À época da agressão, Dudu era o presidente da Câmara de Maceió, enquanto Corintho, 2º secretário da Mesa Diretora.
O caso volta a julgamento após o presidente do TJ, desembargador Washington Luiz Damasceno, pedir vistas do processo. Na sessão desta terça, ele deve apresentar o voto-vista. Defesa e acusação chegaram a apresentar seus argumentos, e o relator do processo, desembargador Sebastião Costa Filho, pediu a condenação de três anos e seis meses de reclusão, em regime aberto. 

Na oportunidade, o Ministério Público Estadual (MPE) argumentou que o discurso de defesa pessoal não deveria ser mantido 'por conta da lesão corporal de natureza grave' no vereador Paulo Corintho, reportando-se às lesões em Dudu Hollanda como 'pouco graves'. Estas, para o MPE, teriam sido causadas após a reação do ex-vereador, quando o Dudu agrediu o político, após desentendimento em casa de shows da capital. 

O advogado de defesa, Welton Roberto, destacou que Dudu Hollanda teria revidado à agressão e confessado o fato, mas não o crime. Questionou ainda o fato de Paulo Corintho ter se aproximado de Dudu Hollanda com a intenção de provocá-lo, tendo em vista que ambos se tornaram desafetos políticos. 
Welton Roberto alegou também que, no dia da agressão, Corintho estava alcoolizado, acrescentando que testemunhas disseram ter visto ele dar um soco em Dudu Hollanda, dando início à confusão. “O fato de ele estar pouco machucado não derrubaria a tese de legítima defesa. O Corintho foi pintado como um anjo, coroado de flores, mas de vítima ele não tem nada. O Dudu Hollanda tinha acabado de chegar à festa e ainda não havia sequer cumprimentado as pessoas. Nesse sentido, nenhuma das testemunhas foi questionada pelo Ministério Público”, afirmou o advogado.

De acordo com a defesa, Corintho teria ficado chateado após ter sido destituído do cargo de segundo secretário, fato ocorrido em 24 de dezembro, um dia antes da confusão. “O Dudu não arrancou a orelha por querer. Ele levava cabeçadas do Corintho, quando Dudu agarrou a orelha dele para que parasse. Um segurança puxou o Paulo Corintho e, daí, o pedaço da orelha saltou ao chão”, afirmou o advogado.

Condenação

De acordo com a assessoria imprensa do TJ, uma eventual condenação pode levar Dudu Hollanda à perda do mandato de deputado - esta decisão, porém, cabe apenas à Assembleia Legislativa. O fato ocorreu no ano de 2009, durante uma festa no dia de Natal realizada no Espaço Pierre Challita, no bairro do Jaraguá.

Os números da CPMF por faixa salarial e familiar provam que há uso político no veto

Divulgação: reais
De repente, sempre movido por influência de manipulação de dados, muita gente tem se posicionado contra a possibilidade real de se ter a CMPF por algum tempo visando superar a crise econômico – financeira, embora seja fácil de atestar que mais de 66% da população brasileira contribuirá no máximo com R$ 0,96 centavos/mês, portanto, menos do que R$ 1 Real.
Para quem ganha, por exemplo, 1 Salário Mínimo na ordem de R$ 800,00 a contribuição mensal será de apenas R$ 0.16, da mesma que, na sequência, R$ 0,32 para 2 Salário Mínimos e por aí vai.
Conforme levantamento enviado à Coluna por um Expert em Finanças e ex-diretor de Bancos nacionais, mais de 66% da população brasileira contribuirá com menos de R$ 1 real por mês, portanto, não faz o menor sentido a gritaria tomada de pânico de muitos que trabalham dessa forma para manter o “quanto pior, melhor”.
Aliás, é preciso levar em conta ainda dados do Ministro Nelson Barbosa mostrando o percentual da renda monetária das famílias no País, por faixa de renda em múltiplos do salário minino,que é o seguinte:
- 20,1% renda familiar até 2 salários mínimos
- 16,15% renda familiar de 2 a 3 salários mínimos
- 30,1% renda familiar entre 3 e 6 salários mínimos
- 15,9% renda familiar entre 6 e 10 salários mínimos
- 7,6% renda familiar entre 10 e 15 salários mínimos
- 5,4% renda familiar entre 15 e 25 salários mínimos
- 3,8% renda familiar de mais de 25 salários mínimos
Com base nesse levantamento, se levarmos em conta 81,9% da renda familiar brasileira, os números de participação serão os seguintes: 
Salários Ganhos        CPMF 0,2%
7                                                         1,12
8                                                         1,28
9                                                         1,44
10                                                      1,60

Trocando em miúdos, usar a grande maioria dos brasileiros considerados de classe social menos abastada, os pobres em si, para justificar o veto à CPMF é contrariar a matemática com uso político apenas.
Walter Santos
Walter Santos é publisher da Revista NORDESTE e do Portal WSCOM

Transposição muda paisagem do NE, diz deputado

O deputado Fernando Monteiro participa, hoje, de evento promovido pelo Partido Progressista (PP) em Natal. Trata-se de uma palestra do ministro da Integração, Gilberto Occhi, que vai falar sobre o projeto de Integração do Rio São Francisco. Sexta-feira passada eles estiveram em Petrolina vistoriando o andamento das obras do Eixo Norte da Transposição do São Francisco, que passam pelos municípios de Pernambuco, Paraíba e Ceará. No trajeto, visitaram vilas produtivas rurais, onde serão instaladas 847 famílias cadastradas. Atualmente, 281 famílias estão reassentadas em nove vilas. “A Transposição hoje é uma realidade e o projeto vai provocar um grande impacto social e econômico”, disse Fernando, adiantando que, na conversa com os operários, percebeu também a satisfação de todos pela geração de empregos na região

Propina a Cunha foi paga da Suiça, diz lobista à PF

Em depoimento à Polícia Federal, o empresário João Augusto Rezende Henriques, apontado como operador do PMDB na arrecadação de propinas em contratos da Petrobras, afirmou que abriu uma conta na Suíça para operacionalizar o pagamento de propina ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); Henriques, que teve prisão preventiva decretada pelo juiz Sérgio Moro, não especificou o montante pago, mas disse que o repasse a Cunha foi um pedido de Felipe Diniz, filho do ex-deputado Fernando Diniz (PMDB-MG), morto em 2009, e seria referente à compra de um campo de exploração de petróleo no Benin, África

Folha ironiza os voos de Aécio em avião oficial

247 – O jornal ‘Folha de S. Paulo’ ironiza as 124 viagens do tucano Aécio Neves em avião oficial. A publicação de Otavio Frias compara o caso às escapadas do que seria o futuro Edward 7º, rei da Inglaterra entre 1901 e 1910. Leia o editorial:
Oscilando entre a vulgaridade confessa e a sugestão picante, uma copiosa literatura de entretenimento se produz na Grã-Bretanha em torno da vida íntima da casa real; Embora feitas em avião oficial, o fato é que não se registraram justificativas de Estado para tanta movimentação. Decreto assinado pelo próprio Aécio Neves permitiu seu acesso a aeronaves públicas em deslocamentos pessoais, "por questões de segurança".
Não será fora de propósito, em todo caso, invocar o antigo mote da mais alta condecoração britânica, a Ordem da Jarreteira: "honni soit qui mal y pense". Abominado seja quem pensar mal de tudo isso. Os ingleses entendem do assunto.
A curiosidade e a titilação não se limitam aos atuais herdeiros do trono –estando a rainha Elizabeth 2ª, pelo que se sabe, acima de pecadilhos mundanos–, mas também a figuras do passado.
Um típico exemplar do gênero, de autoria de Stephen Clarke, dedicou-se recentemente às não muito discretas escapadas daquele que seria o futuro Edward 7º, rei da Inglaterra entre 1901 e 1910.
Submetido ao controle rigoroso de sua mãe, a rainha Vitória, o jovem Albert Edward encontrou maneiras de entregar-se a movimentados, e não propriamente discretos, lazeres em Paris.
A crônica histórica tende a tratá-lo, hoje, com salaciosa indulgência –a que se pode acrescentar uma dose de diplomacia, uma pitada de geopolítica. As sendas de uma produtiva "entente" entre França e Inglaterra puderam abrir-se, em parte, graças à desenvoltura do membro da realeza nos estabelecimentos alegres da cidade luz.
As relações entre Minas Gerais e o Rio de Janeiro, sem dúvida, não se mostram tão tensas como as que marcaram França e Reino Unido ao longo da história. No papel de governador de Minas, e de herdeiro reluzente nas ordens do tucanato, o atual senador Aécio Neves aprimorou com garbo, mesmo assim, os contatos interestaduais.
Foram 124 viagens suas ao Rio de Janeiro, nos sete anos e três meses em que foi governador (2003-2010), a maioria delas entre quinta-feira e domingo. Partissem os voos do aeroporto de Cláudio, ao menos Aécio teria tirado aquela obra, construída com dinheiro público em terras familiares, do triste abandono em que se encontra.
Embora feitas em avião oficial, o fato é que não se registraram justificativas de Estado para tanta movimentação. Decreto assinado pelo próprio Aécio Neves permitiu seu acesso a aeronaves públicas em deslocamentos pessoais, "por questões de segurança".
Não será fora de propósito, em todo caso, invocar o antigo mote da mais alta condecoração britânica, a Ordem da Jarreteira: "honni soit qui mal y pense". Abominado seja quem pensar mal de tudo isso. Os ingleses entendem do assunto.

O trator Alckmin: Aécio saia da frente



Geraldo Alckmin já traçou o próximo passo para fortalecer sua pré-candidatura à Presidência da República, segundo avaliação na coluna Radar, na revista Veja.
Em uma reunião com auxiliares próximos, definiu os nomes que irão disputar a prefeitura nas vinte principais cidades de São Paulo no ano que vem – agora só falta bater o martelo nas duas maiores, São Paulo e Guarulhos.
O objetivo é conseguir uma vitória esmagadora para se contrapor ao desempenho de Aécio Neves na eleição de 2014, quando o tucano, principal alternativa a Alckmin para 2018, perdeu no próprio Estado.(Do blog de magno martins)

Mais uma do Cunha: embolso indevido de 900 mil


Da Folha de S.Paulo - Rubens Valente
A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários, órgão responsável pela fiscalização do mercado financeiro, apontou em relatório sigiloso de março passado que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), obteve um "lucro indevido" de R$ 900 mil por operações realizadas entre 2003 e 2006 com fundos de investimento movimentados pela Prece, o fundo de pensão dos funcionários da Cedae, a companhia de água e esgoto do Rio de Janeiro.
É a primeira vez que surge uma ligação direta entre Cunha e prejuízos de um fundo de pensão ligado a um órgão de sua área de influência política no Rio –um dos ex-presidentes da Cedae foi afilhado político do deputado.
A CVM diz que Cunha é responsável por "ter anuído e se beneficiado de negócios realizados em seu nome" intermediados pela corretora Laeta DTVM, "caracterizada a realização de práticas não equitativas, estando configurada a conduta vedada" em instrução da CVM.
A Prece operava em sete fundos de investimento por meio de corretoras, entre as quais a Laeta. Documentos obtidos pela Folha por meio da Lei de Acesso à Informação indicam que a CVM investigou o caso em duas etapas.
No primeiro inquérito, aberto em 2005 para apurar operações da Prece realizadas entre 2002 e 2003, foram identificados prejuízos de R$ 17 milhões, com acusação a 93 pessoas e empresas.
A segunda etapa, aberta em 2012, apontou prejuízos de mais R$ 39 milhões, com suspeitas sobre 37 pessoas e empresas, incluindo Cunha.
A fraude, conforme a CVM, consistiu "na montagem de um esquema" que gerou "ajustes do dia negativos (perdas) para os fundos da Prece e ajustes do dia positivos (ganhos) para determinados clientes" das corretoras.
A fraude foi possível, segundo a CVM, porque a indicação da identidade dos beneficiários finais das transações na antiga BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros) de São Paulo ocorria apenas ao final do pregão, "podendo, assim, ser realizada a distribuição dos negócios de acordo com o que se mostrasse mais conveniente".
Segundo a CVM, os lucros foram distribuídos entre pessoas jurídicas e físicas, entre as quais Cunha. Já os prejuízos ficaram com a Prece.
O prazo para defesa dos acusados foi aberto em abril. Após o recebimento das defesas, o processo será julgado, em data não definida, pelo colegiado da CVM, formado pelo presidente do órgão e três diretores. Os investigados podem apresentar termos de compromisso, pelos quais reconhecem a culpa, pagam multas e encerram o caso na área administrativa. Dos 37 investigados no inquérito de Cunha, três já manifestaram intenção de firmar o compromisso —até o fechamento desta edição, o deputado não optou por esse caminho.


domingo, 27 de setembro de 2015

Sport volta a vencer na Série A

Foi apenas o segundo jogo do Sport sob o comando técnico de Paulo Roberto Falcão. E a primeira vitória aconteceu. Com um destaque individual de André, o Leão goleou a Chapecoense, neste domingo, por 3×0, na Ilha do Retiro. O centroavante, além de deixar a sua marca, ainda participou dos outros dois gols, anotados por Diego Souza e Régis. Com a vitória os rubro-negros chegaram aos 40 pontos, assumindo a décima colocação da Série A do Campeonato Brasileiro.
Os primeiros 15 minutos do Sport não foram nada animadores. As chances de gol sempre estavam vinculadas ao time da Chapecoense, que iniciaram a partida explorando a velocidade dos seus homens de ataque, William Barbio e Ananias. O ex-atleta rubro-negro, inclusive, obrigou o goleiro Danilo Fernandes a fazer grande defesa, aos 4 minutos, com chute que alcançou o ângulo da meta leonina. Outro que chegou com perigo foi o centroavante Bruno Rangel, que de cara com o arqueiro leonino, desperdiçou outra boa oportunidade.
Após a blitz da equipe catarinense, o Sport entrou no jogo. E dominou as ações. Se o ataque adversário não foi efetivo, quando a oportunidade apareceu, os rubro-negros abriram o placar. Aos 24 minutos, em cobrança de escanteio, o atacante André desviou a bola no primeiro pau, e ela apareceu livre na pequena área para Diego Souza empurrar para o fundo do gol. A vantagem no placar deu a equipe de Paulo Roberto Falcão mais tranquilidade na partida, e outras oportunidades apareceram.
O Sport manteve a mesma pegada na volta do intervelo. E a primeira chance de perigo da segunda etapa foi protagonizada pelos rubro-negros, aos 11 minutos. O atacante Maikon Leite recebeu um passe na ponta direita, apostou na sua velocidade, e encheu o pé. A bola bateu na rede pelo lado de fora, e chegou a extrair dos torcedores um grito de gol.
Em sequencia, o Sport começou a desperdiçar chances de gol. Pelo menos três apenas com o atacante André. A mais clara aconteceu aos 18 minutos, após cruzamento de Samuel Xavier, o centroavante teve duas chances para marcar e não venceu o goleiro Danilo. Quando a Chapecoense passou a se apresentar mais no ataque, o gol do alívio foi finalmente marcado pelo camisa 90 leonino. Aos 32 minutos, Samuel Xavier fez ótimo cruzamento e encontrou André, que de cabeça, aumentou o marcador. Sete minutos depois, o avante iniciou a jogada que terminou com plasticidade e eficiência de Régis, para dar números finais ao duelo. 3×0.
FICHA DE JOGO
SPORT
Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Ritthely, Danilo, Marlone e Diego Souza (Régis); Maikon Leite (Élber) e André. Técnico: Paulo Roberto Falcão
CHAPECOENSE
Danilo; Apodi, Rafael Lima, Thiego e Dener Assunção; Elicarlos, Bruno Silva (Cleber Santana), Gil (Camilo) e Ananias; William Barbio e Bruno Rangel (Túlio de Melo). Técnico: Guto Ferreira
Local: Ilha do Retiro (Recife).
Horário: 18h30.
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG).
Assistentes: Guilherme Dias Camilo e Marcio Eustaquio S. Santiago (ambos de MG).
Gols: Diego Souza (aos 24 do 1ºT), André (aos 32 do 2ºT), Régis (aos 39 do 2ºT)
Cartões amarelos: Danilo, Rithely (Sport)
Público: 5754
Renda: R$ 71.130,00

Lançamento de livro com trajetória parlamentar de Eduardo Campos será nesta segunda

Às 18h desta segunda-feira (28), o governador Paulo Câmara prestigia o lançamento do livro “Perfil Parlamentar Eduardo Campos - Da Assembleia de Pernambuco ao Coração dos Brasileiros”, na Assembleia Legislativa. De autoria dos jornalistas Evaldo Costa, Sergio Miguel Buarque e Rebeca Silva, a obra foi dividida em seis capítulos e relata a trajetória política do ex-governador durante o seu mandato como deputado estadual (1991-1994). A publicação também traz depoimentos de ex-parlamentares que integraram a mesma legislatura que Eduardo.

Sertão de Pernambuco se destaca como primeira região do Brasil a abrigar parque híbrido de energia renovável


O futuro começou nesta sexta-feira (25), no Sertão de Pernambuco. O primeiro parque híbrido do Brasil, que conjuga a geração de energia solar e eólica, começou a funcionar em Tacaratu, no Itaparica. O governador Paulo Câmara e o CEO da multinacional italiana Enel Green Power, Luigi Parisi, cortaram a fita do Complexo Fontes. O empreendimento é formado por duas usinas fotovoltaicas (Fontes Solar I e II) com potência instalada de 11 MW, sendo oficialmente a partir de agora o maior parque fotovoltaico em operação no País. E um parque eólico de 80 MW (Fontes dos Ventos). Juntos, são capazes de gerar 340 GWh por ano, volume suficiente para abastecer 250 mil residências. O investimento total no Complexo Fontes foi de cerca de R$ 660 milhões, segundo cotação média do câmbio desta semana.

O pioneirismo na implantação de parques híbridos é fruto do planejamento do Governo de Pernambuco de consolidar o Estado como polo gerador de energias renováveis e produtor de equipamentos, tecnologias e conhecimento para o segmento. Esse é o principal objetivo do programa PE Sustentável, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sdec).

"Pernambuco, mais uma vez, mostra o seu pioneirismo e a sua crença de que é possível, sim, fazer as coisas acontecerem de forma diferente. Vemos o nascimento de uma junção de energia eólica com energia solar inédita no Brasil. Experiência que olha pra frente e prioriza o desenvolvimento sustentável. Hoje, o Estado e os empreendedores estão dando um exemplo para o Brasil, de que é possível fazer parcerias com base na confiança, compromisso e dedicação. É isso que o Brasil precisa, a volta da confiança", destacou Paulo Câmara.

Secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões enalteceu a ação. "Nesse momento, Pernambuco e Tacaratu aumentam em mais de 30% a capacidade instalada de geração de energia solar no País. Esse momento assinala a coragem e o pioneirismo da Enel Green Power e mostra também o destemor e a ousadia de Pernambuco e do seu povo, que apostaram em um novo caminho para o desenvolvimento. Mostra o acerto do Governo de Pernambuco em apoiar de todas as maneiras o fomento às energias renováveis", pontuou.

Os parques Fontes Solar I e II foram um dos vencedores do Leilão de Energia Solar, o primeiro certame exclusivo para contratação desse tipo de energia no Brasil, realizado por Pernambuco em dezembro de 2013. Os investimentos nesta unidade solar alcançam R$ 72 milhões (US$ 18 milhões). A energia gerada pelo parque fotovoltaico evitará a emissão de mais de 5.000 toneladas de CO2 na atmosfera a cada ano.

"É um orgulho para a Enel Green Power e um orgulho para Pernambuco celebrarmos esse título de primeiro Estado a gerar energia híbrida em larga escala e criar emprego", comentou o CEO da Enel, Luigi Parisi.

O Fonte dos Ventos é composto por 34 turbinas e foi fruto de um investimento de € 130 milhões. Fornece energia tanto para o mercado livre quanto para o regulado, de acordo com o contrato de compra de energia de longo prazo, concedido à empresa após o leilão público de energia A-5, realizado pelo Governo Federal em 2011. O parque foi o primeiro investimento em energia eólica da Enel Green Power no Brasil e reduzirá em 126.318 toneladas as emissões de CO2.

Os parque híbridos são estratégicos porque permitem o compartilhamento de infraestruturas, como a conexão às linhas de transmissão, por exemplo, resultando em menores custos de implantação. Promovem ainda um melhor aproveitamento dos recursos naturais, pois no momento em que há redução na incidência de raios solares, os ventos sopram com maior força e vice-versa. O resultado é uma geração quase ininterrupta ao longo de um dia.

O modelo híbrido se mostra viável em 60% do território pernambucano. Estão mapeados 762 GW com potencial competitivo no Estado, conforme aponta o Atlas Eólico e Solar de Pernambuco. A publicação técnica, voltada para investidores do segmento e para o poder público, aponta os potenciais eólico e solar de Pernambuco e a disponibilidade de infraestrutura, cruzando essas informações com dados socioeconômicos e ambientais. As informações subsidiarão a expansão das energias renováveis de forma planejada, sustentável, socialmente inclusiva e com maiores externalidades às regiões contempladas. O Atlas será lançado pela Sdec neste segundo semestre de 2015.

AVANÇO - O avanço da geração de energia limpa rumo ao Agreste e Sertão é a nova face da política de interiorização do desenvolvimento empreendida pelo Governo de Pernambuco. Cidades como Tacaratu, cuja economia era até então voltada para a agropecuária de pequeno porte e o artesanato, com destaque para a tapeçaria, ocupa agora posição de destaque nacional no segmento de energias renováveis. A instalação e operação dos parques eólicos e solares representam ainda adição de maior valor agregado à atividade econômica da região, repercutindo na qualificação profissional e na oferta de serviços de apoio e resultando na constituição de novos polos econômicos dentro do Estado.

A Enel Green Power é uma subsidiária do Grupo Enel dedicada ao desenvolvimento e à gestão de empreendimentos de geração a partir de fontes de energia renovável e líder mundial no setor. Possui operações na Europa, Américas e África. É dona de uma capacidade de geração anual igual a, aproximadamente, 32 milhões de GWh a partir de fontes de energia como água, sol, vento e calor da Terra - o suficiente para atender às necessidades energéticas de mais de 10 milhões de residências.
O Reitor da Universidade de Pernambuco (UPE), Profº Pedro Henrique
Falcão, esteve nesta quarta-feira (23) em Petrolina, Sertão do Estado,
e em Juazeiro-BA, onde assinou o Protocolo de Intenção de Cooperação
Técnico-Científica, com outras instituições de ensino superior da
região; Universidade Federal do Vale do São Francisco, Universidade do
Estado da Bahia, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
do Sertão
Pernambucano, e a Autarquia Educacional do Vale do São Francisco,
Mantenedora da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina.
 
A solenidade aconteceu no final da tarde, no Auditório Tadeu Severino
Pires, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e contou com a
presença dos reitores das Universidades, Instituto e Autarquia, além
de representantes de instituições convidadas, principalmente do mundo
acadêmico. A UNIVASF esteve representada pelo seu Reitor, Professor
Julianeli Tolentino de Lima. A Universidade do Estado da Bahia (UNEB)
também esteve presente com seu Reitor, Professor José Bites de
Carvalho. O Reitor Adelmo Carvalho Santana assinou o documento pelo IF
Sertão-PE, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Sertão Pernambucano. A Autarquia Educacional do Vale do São Francisco,
mantenedora da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina,
foi representada por seu presidente, o professor Rinaldo Remígio
Mendes, além do Reitor Pedro Falcão, da
Universidade de Pernambuco.
 
O Reitor Pedro Falcão afirmou em seu discurso: "O momento de
assinatura dos convênios é histórico, considerando o interesse comum.
E para o desenvolvimento de projetos e atividades voltadas para a
qualificação profissional, desenvolvimento e difusão de tecnologias,
editoração e publicação,
planejamento e desenvolvimento institucional, abrangendo o ensino, a
pesquisa e a extensão."
 
O convênio tem validade de cinco anos.
 
MOBILIDADE ESTUDANTIL
 
Outro convênio realizado entre as instituições, refere-se à concessão
de mobilidade estudantil, que autoriza a possibilidade de estudantes
das IES signatárias cursarem componentes curriculares e/ou disciplinas
em outra instituição conveniada.
 
A mobilidade estudantil visa promover o acesso do estudante à
diversidade da cultura acadêmica, favorecendo a ampliação de sua
vivência sociocultural e oportunizando ao corpo discente a
integralização do currículo, a expansão da experiência e a formação
acadêmica, independentemente da oferta no curso de origem.
 
 

Mello: generalização das prisões preventivas causa perplexidade

por Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual
São Paulo – O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse, em entrevista à RBA, que há aspectos da Operação Lava Jato que causam “perplexidade”. Ele cita “a generalização das prisões preventivas” e também “a prisão preventiva como uma forma de fragilizar o preso”. O ministro ressalva não estar criticando a Polícia Federal, o Ministério Público e “muito menos o colega Sérgio Moro”.
Segundo Mello, em épocas de crise como a atual, o Judiciário não pode exercer seu papel com "uma ótica apenas política" e, principalmente o Supremo, precisa preservar princípios, parâmetros e "certos valores".
Para o magistrado, a “tônica muito ácida” do ministro Gilmar Mendes em relação ao PT e ao próprio governo não é positiva ao país. “Eu fico triste, porque o ministro tem uma bagagem jurídica constitucional invejável, e acaba se desgastando com certas colocações. Não é bom. Não é bom para o Tribunal, não é bom para a cidadania brasileira e não é bom para ele principalmente, como julgador”, afirma.
O julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.650, ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil e encerrado na semana passada, sobre financiamento privado de campanhas eleitorais, ficou na gaveta do ministro Gilmar Mendes por um ano e cinco meses. Ao proferir seu voto, Mendes fez duros ataques ao PT, apontou conluio entre a OAB e o partido, discutiu com o presidente da corte, Ricardo Lewandowski, e deixou o plenário do tribunal.
Na entrevista, Marco Aurélio confirma que a decisão contra o financiamento privado tem eficácia imediata e é irreversível. “A proclamação foi nesse sentido. A decisão se aplica às eleições municipais de 2016. É bom que realmente seja aplicada”, disse.
Segundo ministro mais antigo no Supremo (atrás apenas de Celso de Mello, nomeado por José Sarney), Marco Aurélio foi nomeado em maio de 1990 durante o governo de Fernando Collor. O magistrado vê também exageros na forma como o instituto da delação premiada está sendo utilizado no país. “Eu nunca vi tantas delações. E não se avança culturalmente assim, se forçando a mão. Nós precisamos realmente preservar princípios”, diz.
O STF declarou a inconstitucionalidade das doações de empresas a campanhas na semana passada. A decisão tem eficácia imediata e é irreversível, é isso mesmo?
É, a proclamação foi nesse sentido, e evidentemente a eficácia não é retroativa, ou seja, os mandatos em curso não serão alcançados. Agora, a decisão se aplica às eleições municipais de 2016. É bom que realmente seja aplicada. Vamos ver se barateamos um pouco mais as campanhas e, ao invés do marketing apenas, se tenha a revelação do perfil dos candidatos, que é o que interessa à sociedade brasileira.
Agora, qual foi a premissa do tribunal? Que o poder de eleger é do cidadão, não é de segmentos econômicos, porque, quem deve estar representado no Congresso e nas casas legislativas, nos executivos, é o povo, é o cidadão, é o eleitor. O que nós vínhamos tendo aqui no Brasil? Os segmentos econômicos eram pressionados a doar; a participação intensiva – e depois o troco saía muito caro para a sociedade – de segmentos econômicos que passavam a estar representados contrariando os interesses dos cidadãos em geral.
E incentivando a corrupção...
Exato. Porque claro que a empresa não tira do lucro líquido que ela aufere. Então ela tende a superfaturar e a introduzir tramoias para alcançar valores, e com esses valores financiar campanhas públicas, políticas.
Esse julgamento do Supremo pode ser considerado importante até como uma espécie de exercício de um papel de poder moderador entre os poderes da República?
Sem dúvida. Eu, por exemplo, sou favorável ao financiamento estritamente público. Mas, hoje, o que temos é um financiamento misto. Porque há o fundo partidário, que conta com verbas públicas, e há também o horário gratuito, que não é gratuito, porque todos nós pagamos por esse horário, já que os veículos de comunicação se compensam, em tributos. Mas enquanto tivermos o sistema misto, pelo menos vamos ficar com o financiamento privado apenas por parte dos eleitores.
O STF estaria hoje preenchendo um vácuo diante de uma omissão do Legislativo e até do Executivo?
O Supremo Tribunal Federal, como poder moderador, acaba atuando nesses espaços que ficam abertos. Mas ele atua de forma vinculada, ou seja, atua por provocação e segundo a Constituição Federal. E creio que isso é muito bom. Agora, tarda uma reforma política maior. Por exemplo, eu sou contrário a esse horário de propaganda eleitoral de partidos que não apresentam candidatos, que acabam negociando por cifras astronômicas o horário que teriam se houvesse candidato, mas continuam tendo sem candidato, negociando com certos segmentos. Isso é muito ruim.
O que o sr. pode comentar sobre as movimentações sobre impeachment da presidente, já que o processo acabaria no STF?
Veja, de início o processo de impeachment é um processo político. Agora, é claro que ele tem que ter um móvel, e esse móvel é aferível pelo Judiciário. O contexto é péssimo porque o Executivo nacional hoje está muito desgastado. Temos que aguardar o que vai ocorrer até o final do ano. Agora, a ordem natural das coisas direciona no sentido de a presidente terminar o mandato. O impeachment é uma exceção, e como exceção, tem que estar respaldada em aspectos concretos. Vamos aguardar para ver o que ocorre.
No momento está ou não respaldado em aspectos concretos?
Não dá ainda para falar. Nós temos que aguardar esse relatório que ocorrerá no âmbito do Tribunal de Contas da União, que pode revelar desvio de conduta no exercício da presidência e aí perceber qual será a deliberação da Câmara dos Deputados. Se a Câmara aceitará ou não, por exemplo essas colocações já existentes visando ao impeachment, principalmente essa última que partiu do (Hélio) Bicudo.
O jurista Dalmo Dallari criticou o ministro Gilmar Mendes e disse que o tribunal está em alguns momentos tendo posturas políticas...
O que se espera de quem tem essa missão sublime, que é a missão de julgar, é uma equidistância maior. Nós não podemos desconhecer que a tônica do ministro tem sido uma tônica muito ácida em termos de crítica ao PT e ao próprio governo. Agora, o Supremo tem atuado e decidido com equidistância.
Dallari disse isso mesmo, que os ministros de modo geral têm privilegiado a Constituição...
Sem dúvida. E eu, por exemplo, fico triste, porque o ministro Gilmar Mendes tem uma bagagem jurídica constitucional invejável, e acaba praticamente se desgastando com certas colocações. Não é bom. Não é bom para o Tribunal, não é bom para a cidadania brasileira e não é bom para ele principalmente, como julgador.
Vários juristas temem ameaças a garantias constitucionais, a direitos individuais, com abuso de prisões preventivas, uso indiscriminado de delação premiada como prova. Como o sr. avalia esse estado de coisas?
Eu disse agora, quando apreciamos essa última questão da preservação ou não da redistribuição do inquérito alusivo à senadora Gleise Hoffmann, que nessas épocas de crise temos que guardar princípios, guardar parâmetros, temos que tornar prevalecentes certos valores. Não dá para você ter uma ótica apenas política sobre a matéria, principalmente o Supremo, que é a guarda maior da Constituição. E, ao meu ver, ele vem atuando, a maioria vem se formando nesse sentido de tornar prevalecentes as normas constitucionais.
Atualmente no Brasil existe ameaça a direitos individuais, por exemplo na Lava Jato?
Há algo que causa perplexidade. Primeiro, ter-se a generalização das prisões preventivas. Isso é algo que não entra na minha cabeça, invertendo-se portanto a ordem natural, que direciona você a apurar para, selada a culpa, prender em execução da pena. Em segundo lugar, ressoa a prisão preventiva como uma forma de fragilizar o preso, aquele que está sob a custódia, e ele partir para a delação. Eu nunca vi tantas delações. E não se avança culturalmente assim, se forçando a mão. Nós precisamos realmente preservar princípios.
A Lava Jato pode acabar sendo anulada?
Anulada eu não acredito, mas que o contexto gera muita perplexidade, gera. Eu não estou criticando a Polícia Federal, não critico o Ministério Público, muito menos o colega Sérgio Moro. Mas em Direito, o meio justifica o fim. Você não pode potencializar o fim e colocar em segundo plano o meio, que é o que está assentado nas normas jurídicas.
Em julgamentos sobre constitucionalidade de interromper gravidez de feto anencefálico, união de homossexuais e células-tronco, o STF tem se manifestado a favor dos direitos relativos ao Estado laico. Esse entendimento está consolidado no tribunal?
Sem dúvida alguma. Eu só espero que cada colega que integra hoje o Supremo perceba a envergadura da cadeira. Nós temos uma responsabilidade muito grande. E somos, como está na Constituição Federal, os guardas maiores da Constituição. E nesse contexto de crise, somos convocados para atuar como poder moderador, e fixar realmente diretrizes harmônicas com o Direito posto. Nós não criamos o critério de plantão para solucionar certo conflito de interesses. Decidimos segundo a Constituição Federal e a legislação de regência.
O sr. disse pouco tempo atrás que não queria estar na pele da presidenta Dilma. Continua não querendo?
Eu acho que ela está realmente encurralada, está num período em que a legitimidade é questionada, porque as colocações que ela tem que fazer não logram a ressonância desejável, principalmente considerada uma crise, que é a crise maior no Brasil, que é econômica, financeira, e evidentemente isso desgasta a pessoa. Ela é uma pessoa, é um ser humano, e deve a certa altura se questionar, quanto à cadeira ocupada e a ressonância que os atos praticados a partir dessa cadeira estão tendo.
Como encara essas ameaças nas redes sociais até de matar a presidenta?
Na história do Brasil não temos episódios que atentem contra a vida, principalmente do dirigente maior. O que precisamos compreender é a situação dela. Foi quando eu disse que não queria estar na pele da presidente. Claro que se eu estivesse na direção, eu evitaria deixar que a situação chegasse ao ponto em que chegou. Agora, não acredito nesse caminho para um ato extremo desse, seria um retrocesso cultural.
Não estaria havendo condescendência da Polícia Federal e do Ministério Público diante de ameaças graves como essas?
A condescendência não há. É que geralmente essas colocações surgem de forma escamoteada, ninguém se apresenta e se identifica como querendo atentar contra a vida da presidente da República ou outro dirigente. Agora, ela tem uma estrutura, principalmente o gabinete militar, que viabiliza a segurança. E precisamos perceber que, acima dela, a pessoa Dilma Rousseff, está a Presidência da República, que tem um simbolismo muito grande. Nós precisamos respeitar as instituições.

Náutico goleia o ABC e diminui a desvantagem para o G4

(Foto: Clemilson Campos/Folha PE)
CLAUBER SANTANA / FOLHA PE
A campanha de recuperação do Náutico segue firme, assim como o sonho do acesso à Série A. Para consolidar mais um degrau no Campeonato Brasileiro, o Timbu goleou o ABC,neste sábado (26), por 3×0, na Arena Pernambuco. Depois de um primeiro tempo ruim, mesmo com um jogador a mais, os alvirrubros conquistaram o resultado com gols de Daniel Morais e Bergson, duas vezes, na etapa complementar.
Com a segunda vitória consecutiva – o que não acontecia desde a sexta rodada -, o Náutico chega aos 43 pontos e permanece na oitava colocação. Contudo, diminuiu para três pontos a desvantagem para o G4 da Série B. No próximo sábado (3), o Timbu enfrentará o Oeste, no José Liberatti, às 16h30. O ABC, vice-lanterna com 23 pontos, e pegará o Macaé, fora de casa, no mesmo dia e horário.
A estratégia inicial do ABC foi mais eficiente que a do Náutico, no primeiro tempo. Povoando o meio-campo, a equipe potiguar pressionou o Timbu, que teve dificuldades na saída de jogo. O panorama mudou um pouco apenas aos 17 minutos. O zagueiro Luizão cometeu falta em Bérgson na entrada da área e recebeu o cartão vermelho direto. O Alvinergro ficou com um jogador a menos, porém, com a mesma coragem do começo da partida, sem medo de atacar.
O Náutico, mesmo em superioridade numérica de jogadores, seguiu apresentando problemas no meio-campo. Sem jogadas trabalhadas, foram poucas as chances criadas. A melhor delas aconteceu num lindo lançamento de Lucas Farias para Fillipe Soutto. O volante recebeu livre na área e chutou para fora. A resposta do ABC foi ainda mais perigosa. Ednei cobrou escanteio e quase marca um gol olímpico. A bola bateu no travessão do goleiro Júlio César.
Na volta do intervalo, o técnico Gilmar Dal Pozzo realizou duas substituições: Daniel Morais e Hiltinho nas vagas Renato e Marino. O objetivo, atingido logo no início do segundo tempo, era ter mais força ofensiva. Aos três minutos, Daniel Morais arriscou de fora da área e mandou no canto esquerdo de Saulo para abrir o placar para o Timbu. O segundo tento saiu apenas dois minutos depois. Rogerinho lançou para Bergson, que invadiu a área e arrematou forte no meio das pernas de Saulo: 2×0.
No desespero por estar afundado na zona de rebaixamento, o ABC se jogou para o ataque e deixou o confronto mais aberto. Edno e Romarinho desperdiçaram boas oportunidades de diminuir o placar. O Náutico, nos contra-ataques, também perdeu boas chances. Mas, com calma, os donos da casa chegaram ao terceiro gol. Após linda troca de passes, Bergson saiu na cara do goleiro e com categoria mandou por cima de Saulo para dar números finais ao jogo.
Ficha do jogo
Náutico 3
Júlio César; Lucas Farias, Ronaldo Alves, Rafael Pereira e Gastón; Jackson Caucaia (William Magrão), Marino (Hiltinho), Fillipe Soutto e Rogerinho; Renato (Daniel Morais) e Bergson. Técnico: Gilmar Dal Pozzo
ABC/RN 0
Saulo; Ednei, Luizão, Adriano Alves e Marcílio (Michel); Fábio Bahia, Rafael Miranda, Erivélton (Mael) e Ronaldo Mendes (Wellington Bruno); Romarinho e Edno. Técnico: Hélio dos Anjos
Local: Arena Pernambuco (São Lourenço da Mata)
Árbitro: Flavio Rodrigues Guerra (SP).
Assistentes: Marcio Gleidson Correia Dias e Lucio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos (ambos do PA).
Gols: Daniel Morais (aos 3 do 2ºT) e Bergson (aos 5 e 34 do 2ºT)
Cartões amarelos: Jackson Caucaia e William Magrão (Náutico)
Cartão vermelho: Luizão (ABC/RN)
Público e renda: 6.126 / R$101.931,26
(Do blog de primeira)

Santa Cruz empata com Sampaio e se afasta do G4

Caso vencesse o Sampaio Corrêa, na tarde deste sábado (26) no Castelão, em São Luís, o Santa Cruz poderia entrar no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Entretanto, o tricolor não fez um jogo empolgante e ficou apenas no 0 a 0 com a equipe maranhense. Apesar do ponto conquistado fora de casa, o time comandado por Marcelo Martelotte caiu para a 6° colocação na tabela.
Para, enfim, entrar no grupo dos quatro melhores da competição, o Santa Cruz enfrenta o Bragantino, na próxima terça-feira (29), no estádio do Arruda. O Sampaio, por sua vez, encara o Botafogo, em casa.
O JOGO
Com as duas equipes brigando por uma vaga no G4, esperava-se um jogo aberto no Castelão. A expectativa foi confirmada. Logo aos 3 minutos de jogo, Edgar recebeu de Jheimy e chutou forte, mas a bola passou ao lado direito da meta tricolor. Os primeiros quinze minutos foram da equipe maranhense. Dentro de casa, a Bolívia pressionava e tinha mais posse de bola, mas sem nenhuma chance que assustasse o goleiro Tiago Cardoso.
Entretanto, à medida que os minutos passavam, o Santa Cruz conseguiu equilibrar as ações e quase abriu o placar. Em um contra ataque armado por Grafite, Luisinho driblou o zagueiro, mas bateu mal e desperdiçou boa chance. Pouco tempo depois, Luisinho tocou para Lelê, que pegou muito embaixo da bola e mandou por cima do gol maranhense. A polêmica da partida aconteceu aos 31. Após Daniel Costa cobrar falta, Danny Morais desviou, mas o árbitro assinalou falta do zagueiro coral sobre Edimar.
Após um primeiro tempo bem movimentado, as equipes não conseguiram produzir o mesmo futebol no segundo. Com erros de passe e pragmatismo de ambos os lados, maranhenses e pernambucanos não produziram jogadas perigosas. A única oportunidade de gol foi do Sampaio, e aconteceu no primeiro minuto. Daniel Damião foi até a linha de fundo e cruzou na área. Diones subiu mais que a zaga tricolor, mas cabeceou por cima.
O lance da equipe pernambucana que mais assustou o goleiro Rodrigo Viana veio através de Luisinho. Após cruzamento de Marlon, o atacante errou na hora do chute e perdeu boa chance.
FICHA TÉCNICA
Sampaio Corrêa 0
Rodrigo; Daniel Damião (Léo Rodrigues), Edimar, Plínio e William Simões; Diones, Léo Salino, Válber e Nadson (Pimentinha) (Vanger); Edgar e Jheimy. Técnico: Leonardo Condé.
Santa Cruz 0
Tiago Cardoso; Vítor (Bruninho), Alemão, Danny Morais e Allan Vieira (Marlon); Wellington Cézar, João Paulo, Lelê e Daniel Costa (Renatinho) Luisinho e Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.
Local: Estádio Castelão, em São Luiz (MA)
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL)
Assistentes: Pedro Jorge de Araújo e Esdras Albuquerque (ambos de AL)
Cartões amarelos: Daniel Damião e Edimar (Sampaio Corrêa); Wellington Cézar (Santa Cruz)
Púbico: 13.562
Renda: R$ 183.320,00 (Do blog de primeira)

Câmara não vai entrar no jogo pelo impeachment de Dilma


Paulo Câmara - foto Aluísio Moreira_SEI


O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, avisou neste final de semana à cúpula nacional do PSB que não pretende engrossar o coro de muitos deputados e senadores do partido em defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Ele disse que não há elementos objetivos que justifiquem o afastamento da presidente da República e recomenda ao PSB que vá devagar com o andor.
Na última terça-feira, deputados e senadores do partido, reunidos em Brasília, deram a atender, por ampla maioria, que não pretendem ficar a reboque do PSDB, DEM, PPS e Solidariedade, partidos que estão à frente do movimento pró impeachment. E embarcariam também na defesa desta tese.
Além de Paulo Câmara, também são contrários ao impeachment os outros dois governadores do partido – Ricardo Coutinho (PB) e Rodrigo Rollemberg (DF).
Todos enfrentam graves problemas financeiros e não pretendem comprar briga gratuitamente com a Presidência da República.
O PSB havia marcado uma reunião da executiva nacional para a próxima quarta-feira, a fim de definir o novo posicionamento do partido em relação ao governo federal, mas ela foi adiada para o mês de outubro.
Está marcada para a quarta-feira, sim, uma reunião dos três governadores com Dilma Rousseff na qual a presidente fará um apelo à trinca para apoiarem o pacote fiscal que tramite no Congresso prevendo, entre outras coisas, a recriação da CPMF.
Até lá, continua valendo a posição do PSB que foi aprovada na reunião anterior: de “independência” em relação ao governo central.(Do blog de inaldo sampaio)

Sampaio (PSDB) doou dinheiro não declarado a si mesmo

247 - O líder do PSDB na Câmara, deputado federal Carlos Sampaio (SP), um dos maiores defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff e que, nesta sexta-feira (25), pediu que ela seja incluída na Operação Lava Jato, doou a si mesmo R$ 40 mil. Mas o que chama atenção é que a doação dele para ele mesmo não saiu de suas contas bancárias. Foi em dinheiro vivo, e sem que ele tenha declarado possuir dinheiro em espécie em sua declaração de bens, da qual também não consta nenhuma atividade econômica que possa receber dinheiro em espécie.
Sampaio também afirma, em sua declaração de bens, ser um dos sócios da empresa Ciage (Centro de Inteligência, Análise e Gestão Educacional Ltda), aberta em fevereiro de 2013 e com sede em Campinas (SP). Mas, na verdade, é a mulher do tucano – a psicóloga Anna Beatriz R. F. Sampaio – que é a detentora, registrada na Junta Comercial do Estado de São Paulo e no quadro de sócios do CNPJ da Receita Federal, de 34% das cotas da Ciage.
Ou seja, na prestação de contas do tucano há uma doação fortemente suspeita e indícios de falsidade ideológica na declaração de bens relativa à Ciage.

No entanto...



A administração tirou das celas objetos que podiam ser vistos como “regalias” para os presos ilustres.
Marcelo Odebrecht perdeu uma mesinha que havia construído com pedaços de madeira e que ele vinha usando como escrivaninha.
Ficou desconsolado.   (Radar - Veja)