terça-feira, 16 de junho de 2015

Polícia encontra mais de R$ 600 mil em casa de auxiliar


247 - Agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriram mandados de busca e apreensão na casa do presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto, nessa segunda-feira, 15. Também a sede do órgão, no bairro Rebouças, e mais outros oito pontos – em Curitiba, Paranaguá e Jacarezinho –, inclusive nas casas de outros quatro funcionários, foram visitados por policiais para a busca de provas.
A ordem partiu da juíza Ariane Maria Hasemann, da 1ª Vara Criminal de Paranaguá, acatando o pedido da promotora Priscila da Mata Cavalcante. No fundo falso de um armário na casa de um dos investigados foram apreendidos R$ 649 mil (em dinheiro). O nome do funcionário que estava com o dinheiro não foi informado pelo Ministério Público. Ao todo, 14 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.
O presidente do IAP responde a ações de improbidade administrativa e abuso de autoridade, e também a processos penais, por suspeitas de irregularidades em licenças ambientais. Tarcísio é funcionário de carreira da instituição e ocupa a presidência do IAP desde 2011. Os demais funcionários investigados – um diretor jurídico, um chefe regional e dois fiscais – foram afastados dos cargos.
O IAP não é o único órgão do governo do Paraná a ser alvo de operações policiais nos últimos meses. Também a Secretaria de Estado de Administração e Receita Estadual em Londrina tiveram documentos apreendidos por decisão judicial em investigações que envolvem licitação irregular e suspeitas de corrupção.

Em nota, o governo estadual declarou que todos os documentos buscados sempre estiveram disponíveis nos procedimentos administrativos instaurados e relativos aos pedidos de licenciamento. “Resta evidente que as medidas adotadas são descabidas, desnecessárias e desproporcionais pela absoluta falta de urgência nos provimentos”, diz o texto.

Morre Olacyr de Moraes, o “rei da soja”



Do portal O Globo
O empresário paulista Olacyr de Moraes, conhecido como “rei da soja”, morreu na madrugada desta terça-feira, em São Paulo. Ele sofria de câncer no pâncreas e estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, onde foi velado das 8h às 11h, em cerimônia restrita a familiares e amigos mais próximos.
De lá, o corpo foi levado para o Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, região da Grande São Paulo, onde houve uma cerimônia na presença de filhos e netos. O corpo será cremado nesta quarta-feira.
O falecimento foi informado em nota no site oficial do empresário:
“É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do empresário Olacyr de Moraes, 84 anos, na manhã de hoje, em São Paulo. Olacyr lutou bravamente contra um câncer de pâncreas descoberto no início de 2014, mas acabou sucumbindo à doença”.
No Congresso, o senador Blairo Maggi (PR-MT), um dos maiores produtores de soja do Brasil, lamentou a morte do amigo.
“Olacyr foi um visionário que acreditou no potencial do centro-oeste, quando ninguém mais acreditava ser um solo apropriado para o cultivo de grãos. Perdi um amigo e o Brasil um grande homem”, disse Blairo Maggi.
Já a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) divulgou nota afirmando que “Olacyr foi um desbravador e empreendedor, apostou na agricultura no Centro-Oeste e investiu na produção e pesquisa de grãos”.

O empresário Olacyr Francisco de Moraes nasceu em Itápolis, interior do estado de São Paulo, no dia 1º de abril de 1931, e já esteve à frente de um patrimônio de US$ 2 bilhões. Filho de um vendedor de máquinas de costura, aos 19 anos abriu, com seu irmão, Odimir, e seu pai, Augusto, a empresa de transporte de cargas 'Argeu Augusto de Moraes e Filhos Ltda'.

O veto de Dilma

Por Maurílio Ferreira Lima*
Estamos em junho de 2015. A presidente Dilma tem 6 meses de mandato em 2015 e ainda todo o ano de 2016, 2017e 2018. Nem ela nem ninguém pode dizer quem será o presidente eleito em 2018.
A presidente Dilma não governa o País, apenas levando em conta o momento presente. Problemas que hoje foram provocados gerarão consequências não para ela, mas para os futuros governantes, sobretudo. Ela não tem o direito de pensar que as consequências do que foi provocado hoje não estourando no seu colo, não é problema dela. É problema do País e ela foi eleita para governar o Brasil e ninguém melhor do ela, que tem quase vinte anos de exercício do poder, com Lula durante oito anos e depois governando como eleita, porque aceitou e quis e ganhou uma eleição, sabe que governar um País com tanta desigualdade como o Brasil, não é tarefa que gera alegrias e apenas felicidades.
Esses problemas envelhecem, torna os cabelos brancos, aumenta as rugas do tempo no rosto, impede de ter amigos, elimina qualquer privacidade e constitui para muitos um milagre ver uma pessoa que enfrentou um câncer, aguentar o que a presidente Dilma aguenta hoje.
Inflação em alta, custo de vida para comer, vestir, morar e circular, esmagando as pessoas. O desemprego ameaça aumentar o número de desempregados, o endividamento geral liquida o consumo e só tem gente anunciando nas revistas, jornais, rádio e TV que nunca um governante foi tão mal avaliado.
Hoje, a presidente conta nos dedos de quem tem ainda apoio. Os presidentes da Câmara e do Senado comandam as dificuldades no Congresso Nacional e importantes lideranças procuram um meio de incrimina-la como corretas, comedora de toco e qualquer meio legal de apea-la do poder e coloca-la na cadeia.
Igual a um condomínio, aonde os condôminos elegem um síndico, que tem a responsabilidade de enfrentar e resolver os problemas, o Brasil não quer saber se a presidente Dilma, dorme ou não, mas que exerça suas responsabilidades. Governar não é correr atrás de palmas e aplausos.
Por tudo isto a presidente Dilma tem que vetar a, loucura feita por congressistas irresponsáveis que eliminaram o fator previdenciário, criado por FHC, para empurrar com a barriga o colapso da previdência social. Sem esse fator a previdência social que atinge cerca de 35 milhões de pessoas, com dependentes chegam a metade da população brasileira, quebra curto prazo.
Na linha de frente da busca do colapso, estão às chamadas centrais sindicais, CUT, Frente Sindical e outras menores que ameaçam invadir Brasília.
Para impedir o veto presidencial, o general responsável pela segurança presidencial deve solicitar a Polícia Militar de Brasília, o efetivo que for necessário, para garantir a ordem pública na esplanada ministerial. Proteger os prédios da Praça dos Três Poderes, Palácio do Planalto, Congresso e STF e deixar um grande efetivo do Exército brasileiro de prontidão para agir com todos os meios necessários se for preciso.
Como não estamos em Cuba, Coreia do Norte, China e países fundamentalistas Islâmicos, quem quiser venha manifestar com bandeira ou sem bandeira, grite, xingue a presidente, sua mãe e netos, mas o veto presidencial a loucura que ameaça o colapso do País, tem que ser anunciado antes de quarta-feira.
Depois será a batalha no Congresso para derrubar ou manter o veto. Mas isto é outra página. O problema urgente no momento é assinar e publicar o veto.
É isso que o Brasil espera da presidente Dilma.

* Ex-deputado federal

Temperatura alta no Recife

Do blog de jamildo    

Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT
Declaração não significa apontar um nome do partido, reforça Humberto. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT
Por Giovanni Sandes
Da coluna Pinga-fogo do Jornal do Commercio desta terça-feira (16).
O senador Humberto Costa (PT) é enfático: “O PT vai ter candidato à prefeitura do Recife em 2016.” Ele ressalta não cravar, com isso, o nome do partido, mas que se trata de uma questão de sobrevivência do PT ter candidatura.
A assertiva de Humberto vem em um período atribulado no Recife, iniciado segunda-feira da semana passada, no dia 8. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, veio ao Recife e anunciou a disposição de lançar o ex-deputado Paulo Rubem como candidato a prefeito da capital. A sigla ainda tem à disposição a vereadora Isabella de Roldão.
O assunto repercutiu durante a semana, até que na sexta o ministro Armando Monteiro Neto, do PTB, realimentou a discussão ao dizer que vê como positivo o nome de seu vice na campanha de 2014, Paulo Rubem, como eventual candidato do PDT.
Armando disse que “as eleições estão muito próximas”, falou que o PTB precisa decidir se vai ter candidatura própria e, sem tom cobrança, falou que para o cenário das oposições no Recife ficar mais claro para 2016, o PT precisava se posicionar e ainda havia a candidatura ou não do deputado federal tucano Daniel Coelho.
No fim de semana, o presidente municipal do PSDB, André Régis, voltou a dar como certa vez a candidatura de Daniel. E agora Humberto responde: o PT terá candidato.
Claro, não se deve levar tudo a ferro e a fogo. No PSDB e PDT, há quem diga para ir com calma. Mas o conjunto indica a tendência de vários candidaturas no Recife, em 2016.

Cunha ostenta reunião com grupos facistas

247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se reuniu no começo da tarde desta segunda (15/6), em São Paulo, com movimentos que pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
Em meio a um novo embate com o governo Dilma, o peemedebista fala em ‘coincidência’ e disse que o encontro já estava marcado “há muito tempo”.
Segundo interlocutores de Cunha, no entanto, o objetivo é pressionar o PT. No último sábado, ele foi vaiado por militantes da legenda no encerramento do 5° Congresso do partido em Salvador (BA).
“Tinham vários movimentos, mais de cinquenta. Eles deram o nome de ‘união’ e me apresentaram a pauta deles. No fim, até falaram sobre (o pedido de impeachment da presidente Dilma) o que eles protocolaram. Foi protocolado e ainda está sob análise. Eu mesmo não tinha nem lido”, disse Cunha. E
Em sua página no Facebook, ele postou imagem do encontro com a legenda: “Hoje estive reunido em São Paulo com alguns dos principais movimentos de rua. Fiquei muito contente como debate e este será o primeiro de muitos”.
No início da noite, o peemedebista voltou a reclamar do PT. “O presente, com as agressões continuadas, é sempre um problema. O PT sempre insiste em buscar as agressões. E não foi só um ‘movimento’ que foi ali fazer coro. Ali teve pessoas que defenderam a manutenção da aliança atacando”, disse.

Após o congresso do PT, ele ironizou as vaias no Twitter: "Quero agradecer as manifestações de hostilidade no congresso do PT. Isso é sinal que estou no caminho certo. Ficaria preocupado se fosse aplaudido lá''.

Governador envia a Assembleia projeto que institui o Programa de Recuperação de Créditos Tributários

Facilitar a negociação de débitos para os contribuintes que não conseguiram cumprir com o pagamento de algum tributo ao Estado. Com esse objetivo, o Governo de Pernambuco encaminhou à Assembleia Legislativa, na última sexta-feira (12), um projeto de Lei complementar que institui o Programa de Recuperação de Créditos Tributários. Com a medida, os contribuintes poderão, por exemplo, quitar seus débitos com o Executivo estadual através de mutirões de conciliação realizados pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco, parceiro do Governo.

O projeto dará efetividade à cobrança dos créditos tributários do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICM), relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ICD). A execução do programa vai contribuir para redução do quantitativo de processos, além da recuperação dos prejuízos causados ao Tesouro Estadual, incrementando, assim, a arrecadação.

Elaborado pela Secretaria da Fazenda em conjunto com a Procuradoria Geral do Estado, o projeto de Lei prevê a redução parcial de multas e juros em percentuais que variam entre 50% e 90%, com pagamento integral à vista ou parcelado. O parcelamento de débitos do ICM e do ICMS poderá ser dividido em até 12 parcelas mensais, com valor mínimo de R$ 100 por parcela. Já os débitos do IPVA e do ICD, em até 18 parcelas mensais, com valor mínimo de R$ 100 por parcela. O projeto de Lei complementar também prevê parcelamento do saldo remanescente de débito já parcelado ou que tenha sido objeto de reparcelamento.


Câmara terá audiência hoje com Levy

O governador Paulo Câmara estará hoje terça-feira, 16 de junho em Brasilia para uma audiência às 11:00 horas com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a audiência será no Ministério da Fazenda.

FHC, em 2004, a ricaços: 'preciso de R$ 30 milhões'

Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania - Em 2004, a agenda do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estava carregada. Suas palestras em eventos empresariais haviam se tornado uma sensação, segundo matéria publicada pela revista época em 23 de abril daquele ano.
Desde que, havia um ano, entrara no circuito dos “gurus corporativos”, Fernando Henrique já fizera duas dezenas de palestras, a maioria remunerada.
As exposições de FHC duravam de 50 minutos a 1 hora, em média. Em seguida, respondia a perguntas da plateia.
O preço para ouvir o tucano ao vivo variava de 50 000 a 75 000 dólares, mais os encargos fiscais, conforme o porte da empresa e sua lucratividade. Como o câmbio, à época, estava em cerca de 3 reais por dólar, as palestras do tucano rendiam de 150 a 225 mil reais.
O dinheiro tinha que ser depositado 14 dias antes da data da palestra. A soma, então, segundo a revista, era, “de longe, o valor mais alto obtido por um palestrante brasileiro.”
Na matéria “O Guru FHC”, Exame relatou que, “a título de comparação”, o ex-ministro Pedro Malan cobrava 38 000 reais por palestra, o que já era quantia “bem superior à média do mercado nacional”.
Exame ainda relatou, em sua edição de 23 de abril de 2004, que, com FHC, o instituto de pesquisa ACNielsen conseguira “atrair pela primeira vez a São Paulo os 15 presidentes de filiais latino-americanas, além do CEO”
“Nossa lista começou com 120 convidados e acabaram comparecendo 180″, afirmou à revista o empresário Germano Rocha, então presidente da Medial Saúde, que comemorou com um café da manhã no hotel Meliá seu 40o aniversário de fundação.
A palestra de FHC ganhou ampla repercussão, rendendo ainda para a Medial a citação da marca na mídia. Foi nela que, segundo Exame, “Fernando Henrique pediu ‘valentia moral’ ao governo”.
Em palestra posterior à Ambev, a empresa mantivera em sigilo o nome do conferencista. O evento que reunira cerca de 1 000 pessoas no hotel Casagrande, no Guarujá. Anunciado, FHC ganhou quase 5 minutos de aplausos frenéticos.
Apesar de toda essa ovação – sempre segundo a matéria da Exame de 23 de abril de 2004 –, pesquisa feita à época com vários executivos do mercado brasileiro conferira nota 2,9 à “eficiência gerencial” do governo FHC, uma nota “abaixo de regular”.
A matéria da Exame foi publicada logo após FHC retornar de um rega-bofe em um sofisticado resort na Ilha de Comandatuba que fora retratado pela colunista da Folha de São Paulo Monica Bergamo, em matéria de 18 de abril de 2004, publicada 5 dias antes da matéria da revista da Editora Abril.
Na reportagem “Uma ilha e mil fantasias”, Bergamo relata como começara um evento em que o tucano dava continuidade a uma coleta de recursos para montar seu instituto que, segundo matéria autocensurada pela revista Época pouco antes de a mídia começar a questionar doações recebidas pelo Instituto Lula – confira aqui, aqui e aqui–, começara quando ele ainda era presidente da República.
Observação: sim, caro leitor, você leu direito o parágrafo anterior. FHC começou a pedir dinheiro a empresários enquanto ainda era presidente da República e, sim, a revista Época censurou a própria matéria há alguns dias, no exato momento em a mídia começou a “acusar” Lula por receber doações de empresas APÓS deixar o poder. Época tirou do ar matéria que publicou no fim de 2002, pouco antes de FHC deixar o poder.

Retomemos, pois, o divertido convescote de que participaram FHC, a mesma Camargo Correa que agora é “acusada” de doar ao Instituto Lula e muitos outros ricaços. Com vocês, o rega-bofe de Comandatuba, sob a batuta do anfitrião João Dória Junior.

Tirania da maioria


Bernardo Mello Franco – Folha de S.Paulo
Não é bom amplificar a voz de políticos que pregam a intolerância e a divisão da sociedade. O debate público não avança nada, mas eles ganham o espaço que tanto procuram. Sem eco às suas polêmicas fabricadas, bolsonaros e felicianos teriam menos chance de se eleger.
A regra deve ser quebrada se a verborragia passa a ameaçar direitos fundamentais. Isso ocorreu na última quarta, quando deputados da bancada evangélica interromperam uma votação para atacar a Parada Gay e rezar no plenário.
Naquela noite, subiu à tribuna o deputado Capitão Augusto, que desfila pela Câmara de farda da PM. Em resposta a Roberto Freire, que havia criticado a mistura de fé e política, ele disse o seguinte: "A democracia, antes de mais nada, é o respeito da vontade da maioria. Enquanto nós, cristãos, formos maioria no Brasil e maioria nesta casa, vossa excelência, assim como os demais ateus, têm que respeitar a nossa vontade".
A democracia é o regime de governo da maioria, mas só existe quando as minorias são respeitadas. Nenhum grupo hegemônico pode tirar direitos de quem tem menos poder. Um país onde a "vontade da maioria" se impõe "antes de mais nada" é uma tirania. Para entender isso, o deputado não precisa ler Tocqueville. Basta folhear a Constituição.

Eleito pelo PR, o capitão quer criar o Partido Militar Brasileiro. Diz estar indeciso entre o número 38, em referência ao revólver, e o 64, em homenagem ao golpe. Defensor da pena de morte, ele é um retrato da direita tacanha que ganha força no Congresso. Figuras assim sempre circularam nas sombras, mas agora contam com um aliado poderoso: o deputado Eduardo Cunha, que controla os holofotes da Câmara.

Humberto destaca capacidades de Pernambuco para atrair hub da Latam


Paulo se reúne com bancada federal nesta segunda. Foto: Roberto Pereira/Sei
Paulo se reúne com bancada federal nesta segunda. Foto: Roberto Pereira/Sei

Após reuniões estratégicas com representantes da Secretaria de Aviação Civil e Ministério da Defesa, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, mostrou-se confiante na capacidade técnica de Pernambuco para atrair o hub (centro de conexões de voos) da Latam. O petista participou nesta segunda-feira (15) do encontro convocado pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).
Segundo Humberto, Pernambuco tem boas chances de garantir o hub. “Há uma série de atrativos técnicos e logísticos que nos colocam à frente dos nossos concorrentes. As perspectivas são muito boas”, disse Humberto.
Apesar das diferenças políticas, o senador reconheceu a articulação política desprendida por Paulo Câmara para atrair o projeto. “O governador Paulo Câmara tem se empenhado pessoalmente para garantir o empreendimento e creio que todas as forças políticas do Estado estão unidas para que o centro de conexões seja instalado em nosso Estado”, disse o senador.
Pernambuco disputa o hub com Ceará e Rio Grande do Norte. O empreendimento vai contabilizar investimentos de US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 4 bilhões). A escolha da Latam deve ser anunciada até o fim do ano para que a companhia inicie a operação em dezembro de 2016. A expectativa do setor aeronáutico brasileiro é de que o novo centro de voos crie entre 8 mil e 12 mil empregos diretos e indiretos.

Aécio X Alckmin: 'não é hora do PSDB definir candidato'

247 - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG) minimizou nesta segunda-feira (15) o início da ofensiva do tucanato paulista pela candidatura do governador Geraldo Alckmin à Presidência, em 2018. Aécio disse ser "confortador" para a sigla reunir vários nomes com a possibilidade de disputarem o cargo, mas defendeu que o partido não "salte etapas" e discuta o assunto "no momento certo".
"É confortador para todos nós termos no PSDB, em condição de disputar as eleições e de vencê-las, nomes da estatura do governador de São Paulo. Mas teremos a responsabilidade de não saltar etapas. E, no momento certo, no momento das eleições, o PSDB tomará, unido, a sua decisão, e será aquela que for melhor para o Brasil", disse Aécio.
Ao se declarar favorável à realização de prévias no PSDB caso mais de um tucano queira disputar a Presidência, o senador disse que, além de Alckmin, o partido tem nomes como os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), José Serra (PSDB-SP), o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) e o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
"Mais do que a definição de nomes, temos que deixar muito claro qual o projeto de país que temos a oferecer. E é sobre isso que estaremos mergulhados nesses próximos meses e até mesmo anos", afirmou Aécio.
Aécio afirmou que a escolha do candidato ao Planalto não é a atual "agenda" do partido, que vai realizar convenção nacional no dia 5 de julho para "reafirmar os seus princípios", sem incluir no debate a sucessão presidencial.
"Essa é uma questão que será discutida lá na frente. Mas essa não é a agenda hoje do PSDB. Mas vejo com muita alegria que o PSDB tem um leque de opções e de de alternativas que nenhuma outra força partidária no Brasil, com todo respeito que tenho a elas todas, tem a oferecer", desconversou.