quinta-feira, 7 de maio de 2020

Weintraub veta negociação de Bolsonaro com centrão no MEC e abre nova crise


Do Blog de Esmael


O ministro da Educação, Abraham Weintraub, vetou uma indicação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na pasta.

Segundo a coluna Radar, da revista Veja, estava tudo combinado e acertado com o centrão para que um cupincha da banda fisiológica do Congresso, apadrinhado por Ciro Nogueira, do PP, assumisse o comando do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que administra 58 bilhões de reais. Weintraub, no entanto, teria vetado o nome do indicado no estilo “ou ele ou eu”.

A ala militar do Planalto está tentando contornar a crise, destaca a coluna

É hoje só, amanhã não tem mais?



FERNANDO BRITO · no Tijolaço



A pesquisa da CNI, divulgada na noite de quarta-feira, ilustra bem como, além de uma enorme crueldade, é de completa inutilidade a ânsia de parte do empresariado, com Bolsonaro à frente, para que tudo reabra e a economia volta “à normalidade”.

Não há e não haverá normalidade, nem mesmo quando passar o auge desta epidemia, que nem sequer sabemos quando será e, cada vez mais, tememos que esteja longe.

Pois a pesquisa mostra que nada menos de três quartos das pessoas pretende reduzir seus níveis de consumo nos meses que se seguirem ao reinício das atividades do comércio.

Seja por medo (ou já realidade) da perda do emprego, pela redução da renda, pelo risco de circular, não haverá recuperação para o mercado de consumo e, como reflexo, para a indústria e os serviços.

Todas as contas – quase um puro “chute” – que se fazem sobre a queda do PIB (há números para escolher à vontade, de 3 a 11 negativos) contam com um parcial reaquecimento no terceiro e no quarto trimestre e há muitas dúvidas já se isso ocorrerá.

Baixar taxas de juros oficiais e liberar recursos dos compulsórios para que os bancos emprestem e financiem algum respiros ao consumo e aos investimentos, que já não funcionava antes, não vai funcionar neste cenário. Aliás, perguntem a qualquer pequeno ou médio empresário se ele acha nos bancos algo parecido a juros baixos…

Mal e mal, com as criminosas filas que se formam à frente das agências da Caixa, ainda se sustenta o comércio de alimentos e de artigos domésticos com o auxílio. Daqui a um mês e meio, nem isso, pois o presidente já anunciou que não o renovará, ainda que reconheça que é isso que está evitando saques nas periferias.

Ainda assim, cultivam a ilusão de que bastará passar o pior e se retomará com sucesso a política fiscalista, à procura de um superavit impossível, de lendários investimentos estrangeiros, de uma contabilidade primária onde a saúde da “empresa Brasil” se mede pelas colunas em azul, enquanto ela se desmonta e vai ao chão.

Assim como se deu ao senhor Nélson Teich a macabra tarefa de contar os mortos, sem qualquer reação ao avanço do Covid-19, parece que se mantém o senhor Paulo Guedes na função de zumbi econômico, atualmente dedicado à missão de convencer os seus chefes militares de que os investimentos estrangeiros virão se transformarmos o país numa liquidação de porta de garagem.

Temos, infelizmente, um elite política e econômica que, apesar de tudo estar se desenhando diante dela – como ocorreu com esta avisada pandemia – está presa a ideias que, ruins antes, já não tem qualquer aplicabilidade na realidade recessiva que virá.

Só uma política de investimento estatal, somada a um programa permanente de preservação do emprego e da renda, lentamente, será capaz de nos tirar do longo desastre que temos à frente.

Generais do Planalto vão a Maia para evitar impeachment de Bolsonaro

Maia e Bolsonaro (Foto: Alan Santos/PR | Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)
247 - Os generais Luiz Eduardo Ramos e Braga Netto foram até o gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, tentar reduzir o atrito entre o deputado do DEM e o inquilino do Palácio do Planalto.

Ambos os lados garantiram que suas respectivas tropas não vão trabalhar pelo impeachment — Maia falando pela Câmara e os ministros, pelos militares, informa Lauro Jardim no Globo.
A Secretaria de Comunicação do governo disse que “o Planalto não comentará” o tema.

Lula: “TRF4 manteve sentença ‘copia e cola’ de juíza da Lava Jato”



Do Blog de Esmael

O ex-presidente Lula, por meio de nota assinada por sua defesa, rebateu nesta quarta-feira (6) o julgamento virtual do Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF4), de Porto Alegre, que manteve condenação do petista em segunda instância para o caso do sítio em Atibaia (SP).

Em sessão virtual, por unanimidade, a 8ª Turma do TRF4 julgou improcedente recurso de Lula contra a condenação a mais de 17 anos de regime fechado.

Para a defesa do ex-presidente Lula, a condenação tem caráter injusto e arbitrário porque foi originariamente imposta por sentença proferida por “aproveitamento” de outra sentença proferida pelo ex-juiz Sergio Moro.


No Twitter, o ex-presidente protestou dizendo que o TRF4 manteve sentença ‘copia e cola’ da juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro na Lava jato, ao ignorar provas da sua inocência e que sua absolvição em processo pela justiça de Brasília já havia destruído a “tese do power point”. Ele também criticou o tribunal por negar acesso da defesa em julgamento virtual.

O advogado Cristiano Zanin Martins, na nota oficial, afirma que Moro foi o responsável pela instrução do processo com a parcialidade que sempre norteou sua atuação em relação a Lula, como ficou demonstrou pelo escândalo da Vaza Jato.

Lula foi condenado em novembro do ano passado a 17 anos, 1 mês e 10 dias pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em julgamento na segunda instância, acusado de receber propina de construtoras, que teriam reformado e decorado um sítio, em Atibaia, interior paulista, em troca de benefícios em contratos com a Petrobras.


A defesa do petista informa que irá definir o recurso que será interposto para reverter a manutenção da condenação pelo TRF4.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Programa Visita.com aproxima familiares e pacientes

Foto: Hélia Scheppa/SEI
Com o objetivo de minimizar o impacto emocional do isolamento necessário aos pacientes internados com Covid-19, o Governo de Pernambuco criou o programa Visita.com. As unidades da rede estadual de saúde receberão tablets e roteadores wi-fi que vão possibilitar o contato entre pacientes e seus familiares por meio de videoconferências. O Visita.com também será utilizado como um canal de comunicação entre as equipes médicas e as famílias, que poderão acompanhar a evolução clínica e o processo de recuperação dos pacientes através de boletins diários.

Para implantar o Visita.com, o Governo do Estado recebeu o apoio de parceiros privados, que doaram 100 tablets e 20 roteadores. As videochamadas serão feitas pelo WhatsApp. Cada unidade de saúde terá uma equipe de “comunicação e acolhimento”, formada por profissionais que não estão lidando diretamente com cuidados assistenciais. A rotina de visitas virtuais será organizada de forma a permitir ao menos uma intervenção diária, de acordo com o fluxo hospitalar, e cada paciente terá um familiar de referência.

“A situação de pandemia provocada pela Covid-19 impôs restrições de visitas e acompanhantes. No entanto, a interação social, além de humanizar o atendimento hospitalar, é, sem sombra de dúvidas, de suma importância para contribuir na recuperação dos pacientes. Além disso, é fundamental que os familiares possam estabelecer um canal para esclarecimento sobre a evolução clínica e o processo de recuperação do paciente. Por isso, vamos usar a tecnologia a favor do usuário do SUS”, ressaltou o secretário estadual de Saúde, André Longo.

O tempo recomendado para as videochamadas é de cinco a dez minutos por paciente, e haverá acolhimento psicológico antes e depois das visitas. No caso dos pacientes sem capacidade verbal efetiva, como os que estão entubados, as equipes devem optar por chamadas em modo viva-voz. Inicialmente, o Visita.com será implantado no Hospital de Referência Covid-19 – Boa Viagem, Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Hospital Agamenon Magalhães e Hospital Dom Hélder Câmara.

Danilo Cabral propõe medidas para reduzir filas no acesso a renda básica

Foto: Chico Ferreira
Desde o dia 16 de abril, quando teve início o pagamento da Renda Emergencial Básica, pessoas enfrentam filas quilométricas em todo país. A fim de tentar reduzir as filas e impedir a exposição da população ao risco de contaminação pela Covid-19, o deputado Danilo Cabral (PSB) apresentou quatro emendas à medida provisória 959/20, que define as regras que deverão ser seguidas pelos bancos para pagar os benefícios aos trabalhadores atingidos pela redução de salário e jornada ou pela suspensão temporária do contrato de trabalho.

“Aproveitamos a MP para tentar a adoção de providências para garantir o acesso à renda mínima e também proteger as pessoas. Encontramos uma alternativa, inserindo novos artigos ao texto original da matéria. Não é possível que continue essa total falta de respeito à população brasileira”, justificou Danilo Cabral.

O parlamentar, com a primeira emenda, sugere a ampliação das instituições para a realização do pagamento do auxílio emergencial. Além da Caixa Econômica Federal, estariam habilitadas as agências do Banco do Brasil, de lotéricas, dos Correios ou de bancos privados na forma do regulamento. A mesma emenda também veda as instituições financeiras efetuarem descontos, compensações ou pagamentos de débitos de qualquer natureza, mesmo a pretexto de recompor saldo negativo ou saldar dívidas preexistentes, que impliquem a redução do valor do benefício. 

A segunda emenda assegura o pagamento retroativo do auxílio emergencial para toda a população que, por problemas cadastrais, não acessaram o benefício no início da provisão. “Além das enormes filas, há muitas pessoas com dificuldades para realizar o cadastro por problemas operacionais, implicando em atraso e prejuízo para os beneficiários. Por se tratar de falhas causadas pelo governo, a responsabilidade pelos atrasos deve ser arcada pelo próprio governo”, explicou Danilo Cabral. 

O deputado também apresentou emenda para autorizar o emprego de apoio logístico das Forças armadas para organizar o atendimento aos beneficiários do auxílio emergencial. E determina que os bancos deverão adotar medidas para inibir a aglomeração de pessoas e disponibilizar atendimento adequado aos beneficiários do auxílio emergencial, podendo, para isso, estender o horário de funcionamento das agências bancárias.

"Já pedimos a convocação dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Cidadania) ao Plenário da Câmara Federal para prestarem esclarecimentos sobre as medidas adotadas pelo governo federal para garantir condições dignas de atendimento aos beneficiários do programa. Precisamos de soluções rápidas e eficazes”, disse Danilo Cabral. Amanhã (7), o ministro Onyx Lorenzini participará de reunião da comissão mista de acompanhamento das medidas relacionadas ao novo coronavírus e o deputado espera que algumas dessas medidas já sejam apresentadas. 

A MP 959/20 será analisada, agora, pelo Plenário da Câmara. Seguirá o rito sumário de tramitação das medidas provisórias definido pelo Congresso Nacional em virtude da situação de calamidade pública. A votação deverá ocorrer até o 9º dia de vigência do texto.

Túlio Gadêlha pede ao MPF e ao MPPE providências sobre Fake News a respeito de Covid-19 em Pernambuco

Kauê Pinto/Divulgação
O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) protocolou, nesta terça-feira (05), pedido ao Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF/PE) e ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para abertura de inquérito com objetivo de apurar criminalmente e tomar medidas cabíveis para combater a disseminação de Fake News a respeito da pandemia de Covid-19 no Estado. O pedetista sugere também a criação de Grupo de Trabalho especializado no combate à desinformação durante o período de enfrentamento ao vírus, frente aos riscos à população pernambucana.

“Diante do cenário de pandemia, a disseminação de Fake News sobre o Covid-19 afronta diretamente não só o direito de acesso à informação de todos os cidadãos, mas também atenta contra o direito à saúde”, diz Gadêlha, membro da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News.

O aumento de casos e de óbitos por Covid-19 no Brasil reforça a necessidade da população está bem informada e de manter o isolamento social, conforme orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Alguns destes conteúdos falsos questionam a validade de ações das autoridades de saúde, desacreditando as medidas de prevenção e a seriedade do combate ao novo coronavírus.

Estados como Ceará e Rio Grande do Norte publicaram, nos últimos dias, decretos com multas por descumprimento de medida de saúde para quem divulgar Fake News.


Grupo de Trabalho


O Grupo de Trabalho interinstitucional sugerido seria formado por MPF, MPPE, Secretaria Estadual de Saúde e Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco (Sinjope), em conjunto com outras organizações da sociedade civil para o desenvolvimento de ações integradas no combate a disseminação de Fake News relacionada à COVID-19. O GT, que é temporário, conta com objetivos específicos, prioridades e linhas de atuação dos procuradores e promotores.

MPPE pede à Justiça determinação de lockdown

JC Online
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) expediu uma medida liminar, hoje, determinando que o Governo de Pernambuco e a Prefeitura do Recife apliquem o "lockdown", inicialmente pelo prazo de 15 dias, como medida contra a disseminação do coronavírus (covid-19) no estado. O descumprimento da determinação acarreta na cobrança de multa diária de R$ 100 mil por cada recomendação desobedecida.
De acordo com o documento, o lockdown compreende as seguintes medidas:


  • Suspensão do funcionamento e atendimento ao público de todas as atividades e serviços não essenciais
  • Suspensão de atendimento ao público em todas as atividades e serviços essenciais – A exceção é para mercados, supermercados, farmácias e também serviços os que exijam a presença efetiva do consumidor, a exemplo de postos de gasolina, serviços de saúde, clínicas e hospitais veterinários, bancos e serviços financeiros (inclusive lotérica) e serviços funerários.
  • Manutenção de atendimento ao público nos demais serviços e atividades essenciais
  • Restrição ao transporte intramunicipal, intermunicipal e interestadual
  • Só será permitido o deslocamento e trânsito de pessoas e produtos relacionados aos serviços e atividades essenciais

Bolsonarista “revelou” quem mandou matar Bolsonaro; assista




Do Blog de esmael

O presidente Bolsonaro mantém uma rotina diária de parar na portaria da residência oficial, o Palácio da Alvorada, e conversar com apoiadores e jornalistas que ficam ali de plantão.


Muitas vezes o presidente faz duas paradas diárias e esses momentos são filmados e publicados nas próprias redes sociais de Bolsonaro. Além, é claro, dos registros da mídia.


O que costuma acontecer é uma mistura de rezas, pedidos e xingamentos contra adversários e contra a imprensa. Num desses encontros, uma bolsonarista “revelou” quem mandou matar Bolsonaro naquele atentado cometido por Adélio Bispo. Confira:


Apoiadora do presidente revela o nome de quem mandou matar Bolsonaro e choca Vaticano. Assista e compartilhe

Apoiadora do presidente revela o nome de quem mandou matar Bolsonaro e choca o Vaticano. Assista e compartilhe 👇


309 pessoas estão falando sobre isso

Se o ex-juiz Sérgio Moro ainda estivesse no governo, poderia ordenar o condução coercitiva de Sua Santidade o Papa Francisco para se explicar sobre a facada no Capitão Corona…

Prefeita de Caruaru anuncia cancelamento do São João

A prefeita Raquel Lyra, durante uma live, na noite desta terça-feira, confirmou que não haverá São João, em 2020, na Capital do Forró. A medida se dá em decorrência do alastramento do novo coronavírus, que tem sido responsável pela morte de centenas de pessoas em Pernambuco.

“Não há condições de fazer uma festa do tamanho do São João de Caruaru num ambiente de pandemia que estamos vivendo. Não vai ter São João, mas estamos pensando num outro modelo que iremos anunciar nesta sexta-feira”, afirmou a prefeita.

Segundo ainda Raquel, sem a realização da maior festa do município, que atrai turistas do país inteiro e até do exterior, a cidade deixa de movimentar algo em torno de R$ 200 milhões em 30 dias.

Bolsonaro e Moro falaram sobre queima de maquinário em operações do Ibama

Do Blog de Magno Martins

Ao mostrar seu celular para jornalistas, ontem, o presidente Jair Bolsonaro acabou deixando aparecer uma mensagem em que o ex-ministro da Justiça ressaltava que a Força Nacional não havia destruído máquinas de desmatadores durante operação do Ibama.
O site "O Antagonista" publicou primeiro a aparição do tema da Força Nacional no diálogo entre os dois.
Bolsonaro exibia troca de mensagens entre ele e o Moro da época em que o ex-juiz ainda era ministro. O objetivo era contestar versão apresentada por Moro, segundo a qual Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal.
Em determinado momento da conversa mostrada pelo presidente, aparece a parte em que o ex-ministro fala sobre a Força Nacional. Não é possível ver qual foi a mensagem de Bolsonaro que suscitou o assunto.
"Coronel Aginaldo da FN [Força Nacional] também nega envolvimento da FN nas destruições. FN só acompanha Ibama nas operações para segurança dos agentes, mas não participa da destruição de máquinas", escreveu Moro.
Antônio Aginaldo de Oliveira é o diretor da Força Nacional.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Eleitor tem até amanhã para fazer troca de domicílio eleitoral

Apesar das inúmeras informações envolvendo a temática da Covid-19, o eleitor brasileiro precisa ficar atento aos prazos eleitorais. Mesmo sem uma definição ainda sobre as eleições 2020, a data limite para mudança de domicílio eleitoral ou modificações no título de eleitor está próxima. Termina nesta quarta-feira, dia 06 de maio, o prazo para quem quer mudar a cidade onde vai votar ou fazer pequenos ajustes no documento de votação. Vale lembrar que esse prazo está restrito aos eleitores, pois o prazo para quem será candidato já encerrou em abril.

O eleitor que desejar ou precisar alterar seu alistamento eleitoral, realizar transferência do domicílio, revisão com mudança de Zona Eleitoral (em caso de justificada necessidade de facilitação da mobilidade do eleitor), revisão para alteração de dados indispensáveis para a expedição de documentos ou exercícios de direitos e revisão para regularização de inscrição cancelada poderá fazer essa alteração direto de sua casa sem a necessidade de se deslocar e de forma simples. Até às 23h59min de amanhã, por meio do serviço Pré-atendimento Eleitoral - Título Net, disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral e divulgado na página da internet do TRE-PE.

Especialista em Direito Eleitoral e presidente da comissão que trata sobre o assunto na OAB-PE, a advogada Diana Câmara destaca que esse ano o Tribunal Regional Eleitoral em Pernambuco montou uma estratégia para atender a população que precisa fazer esse tipo de alteração. Ela ainda destaca que, caso as pessoas tenham dificuldades, tentem fazer em horário de pouco fluxo, como à noite, na madrugada ou início da manhã. “O importante é insistir e não deixar para última hora. Após o eleitor realizar o preenchimento do formulário disponível no site da Justiça Eleitoral com seus dados pessoais e de endereço, ele deverá anexar ao requerimento imagens dos documentos necessários para comprovação da validade do seu requerimento, de acordo com a descrição de cada documento, em especial a imagem frente e verso do documento oficial de identificação e do comprovante de residência, fotografia, em estilo selfie, segurando, ao lado de sua face, um documento oficial de identificação para comprovação de que está sendo realizado pela própria pessoa”, explica.

A advogada ainda destaca a importância de respeitar os prazos eleitorais para evitar possíveis dificuldades pós-pandemia. “A propagação do Coronavírus mudou a realidade de muitas pessoas, no trabalho, em casa, e também na Justiça Eleitoral. Ainda não temos uma definição sobre o possível adiamento das eleições, por isso é importante respeitar esses prazos dados pelo Tribunal Superior Eleitoral”, pontua.

Bolsonaro revoga nomeação de ‘olavista’ Dante Mantovani na Funarte



Do Blog de Esmael

O presidente Jair Bolsonaro tornou sem efeito o ato do chefe da Casa Civil, general Braga Netto, que renomeou Dante Mantovani para a presidência da Funarte. A informação é da jornalista Eliane Cantanhêde, do jornal O Estado de São Paulo.

Mantovani havia sido afastado do cargo logo após a posse de Regina Duarte na Secretaria Especial da Cultura. Segundo a jornalista, Bolsonaro atendeu a pressões internas e externas para tentar evitar mais um desgaste político na imagem do governo.

A nomeação do olavista Dante Mantovani para presidente da Funarte foi publicada nesta terça-feira (5) no Diário Oficial da União (DOU).

A ex-atriz global enfrenta um pesado patrulhamento dos grupos bolsonaristas na Secretaria da Cultura e nos bastidores do governo sua possível demissão é falada abertamente.

Nesta quarta (6), Regina Duarte, que se encontra em Brasília, espera conversar com Bolsonaro.

Regina Duarte já admite sua demissão: Bolsonaro está me dispensando

Regina Duarte (Foto: ADRIANO MACHADO/REUTERS)

247 - Ex-atriz global, Regina Duarte, que aceitou se submeter ao projeto neofascista de Jair Bolsonaro como secretária de Cultura, deve sair humilhada do governo federal. “Não foi por falta de aviso”, diz José de Abreu. 

Em conversa com uma assessora na manhã desta terça-feira (5), ela disse que acredita estar sendo dispensada por Jair Bolsonaro.
Desmoralizada, Regina Duarte viu o Diário Oficial publicar nesta terça a nomeação do olavista Dante Mantovani para presidente da Funarte, dois meses depois de a secretária de Cultura tê-lo demitido. Três dias atrás, Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, subordinado à atriz, atacou-a abertamente nas redes sociais.

Músico fundador dos Titãs morre após contrair Covid-19



Ciro Pessoa, um dos fundadores da banda Titãs, morreu na madrugada de hoje, aos 62 anos. A informação foi confirmada por familiares e amigos como Branco Mello e Sérgio Britto, que junto a Tony Bellotto, ainda fazem parte da formação do grupo.

Segundo Isabela Johansen, ex-mulher do músico, Ciro "estava lutando contra o câncer e nas idas e vindas ao hospital, acabou contraindo Covid-19. Foi internado, mas infelizmente não resistiu".
"Estou profundamente triste com a partida nessa madrugada do meu irmão, músico, poeta e primeiro grande parceiro, Ciro Pessoa. Foi dele a ideia de reunir os amigos compositores no começo dos anos 80 pra fazermos uma banda de rock. E assim formamos os Titãs. Siga em paz, querido Ciro. Descansa meus olhos, sossega minha boca, me enche de luz…", escreveu Branco, citando o trecho de "Sonífera Ilha", uma das músicas do Titãs que tem Ciro entre os compositores. Ele também assina "Homem primata" junto a Tony Bellotto, Carlos Barmak, Branco Mello e Marcelo Fromer.
Além das composições com os Titãs, Ciro tem mais de 100 obras assinadas por ele, segundo o Ecad. O trabalho mais recente do músico foi com a banda Flying Chair.
"O corpo será cremado e assim que essa fase chegar ao fim faremos um grande show em sua homenagem, pois é isso o que ele queria", afirmou Isabela.

'Nosso silêncio foi o que mais irritou', diz enfermeira sobre agressão

Foto: Marcelo Tobias/ASCOM SindEnfermeiro

Do Diario de Pernambuco

Enfermeiras que participaram do ato simbólico em homenagem às vítimas da Covid-19 no Dia do Trabalhador comentaram, em live no domingo (3), sobre as agressões sofridas por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PSL). As cinco enfermeiras participantes explicaram que o movimento não tinha teor político e que que não esperavam pelo confronto.

A transmissão ao vivo foi realizado pelo canal Resistência Feminina no Facebook e durou cerca de uma hora. Cada participante falou sobre os sentimento vividos no dia. De acordo com a organizadora do ato, Ana Catarine Rocha, o motivo da manifestação era homenagear os profissionais de saúde que morreram vítimas de Covid-19 e quem está lutando pela vida das pessoas, na linha de frente.


“Assim que chegamos, começamos a sofrer agressões verbais. Não sei como eles interpretaram que era um movimento político, pois ficamos ali em silêncio e não reagimos a nenhuma provocação”, disse. “Nosso silêncio foi o que mais irritou e os deixou mais exaltados”, acrescenta.


No momento em que a enfermeira viu os manifestantes se aproximaram da colega de profissão para ofendê-la, Ana Catarine foi para a frente dela, mas permaneceu em silêncio. “Não foi porque eu travei ou porque eu não sabia reagir. Foi porque mantive a calma e porque sabia que partir para agressão física seria me igualar ao nível deles, seria a gente diminuir o ato e resumir tudo a uma briga”, explicou a enfermeira.

Ela contou que o homem contra a manifestação chegou a esbarrar na cabeça dela. “Mas uma coisa que mais assustou e que não apareceu nas câmeras foram os olhares agressivos e cheios de raiva”, relatou. 


A enfermeira que Ana Catarine defendeu também deixou o relato durante a live. “Não foi fácil, fiquei muito assustada, tive muito medo. Foi muito difícil ficar quieta com as atrocidades que aquele homem e aquela mulher diziam para mim”, declarou Bárbara. Para a carioca, o fato de ela estar filmando a abordagem foi um dos motivos para ela ter sido o foco das agressões. “Não sei o que aconteceu, mas eles vieram para cima de mim. Foi difícil manter a calma”, relembra. Para a profissional, porém, o ato fortaleceu a busca pela valorização da profissão.


A enfermeira Marcela Vilarim foi surpreendida pela hostilidade dos apoiadores do presidente. “Quando chegamos à praça eu achei que o pessoal que estava lá não iria mexer com a gente, que teriam respeito por sermos da área da saúde e porque não estávamos levantando nenhuma bandeira política”, conta. “Sofremos violência do início ao fim, mas a física aconteceu apenas naquele momento que ficou registrado na mídia. Uma das manifestantes foi quem chamou a polícia e só a partir disso que conseguimos fazer com que o pessoal se afastasse”, relembra.

Bolsonaro e Paulo Guedes negam auxílio emergencial para 46 milhões de brasileiros



A pandemia do coronavírus avança pelo país enquanto a população continua desamparada pelo governo federal. Segundo dados do Dataprev, empresa que coordena o cadastramento para o recebimento da renda emergencial de R$ 600, mais de 46 milhões de brasileiros não tiveram cadastro aprovado pela Caixa Econômica. Nesta segunda-feira (4), imensas filas foram registradas em agências de todo o país, com a expectativa para o pagamento aos nascidos nos meses de setembro e outubro.

Do total de 96,9 milhões que deram entrada no pedido de auxílio, 32,77 milhões de CPFs foram considerados inelegíveis e 13,67 milhões ainda estão sob análise. Os cadastros analisados referem-se ao período entre 7 e 22 de abril.

Até o final da semana passada, a Caixa Economica pagou R$ 35,5 bilhões a 50 milhões de pessoas. Enquanto o tempo passa, o governo se atrapalha e não apresenta alternativas para o dinheiro chegar às mãos de quem mais precisa.

Nesta segunda-feira (4), novas filas foram registradas em agências de todo o país, com a expectativa para o pagamento aos nascidos nos meses de setembro e outubro.

A Caixa chegou a antecipar o horário de abertura das agências para as 8h para agilizar a retirada do benefício.

Não adiantou. Muitos trabalhadores chegaram ainda na noite de domingo (3) e passaram a madrugada e a manhã aglomerados nas agências do banco.


Os saques em dinheiro para os beneficiários que estão recebendo o auxílio por meio da Poupança Social Digital seguem até terça-feira (5), com o pagamento aos nascidos em novembro e dezembro.

Há milhares de relatos de pedidos negados mesmo para pessoas que tem registro no CadÚnico e conta poupança na Caixa.

Outros tantos foram cadastrados há quase um mês, recadastrados e ainda seguem sob análise.

Na conta do twitter do Dataprev, multiplicam-se as reclamações de trabalhadores que não receberam o auxílio do governo federal e nenhuma explicação sobre como proceder para ter acesso ao dinheiro.

A Caixa informa que pelo menos 12,4 milhões de cadastros considerados “inconclusivos” devem ser refeitos. Mas não se pronunciou sobre outros cadastros indeferidos.

Até agora, o governo também não anunciou quando irá pagar a segunda parcela do auxílio emergencial. Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o calendário só será divulgado após aprovação do presidente Jair Bolsonaro. “Será semana que vem”, esquivou-se, na sexta-feira (1º).

Para piorar o quadro, o governo federal não vem pagando beneficiários do INSS. Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, 1,1 milhão de segurados aguardam além do prazo legal de 45 dias para receber aposentadorias, pensões e auxílios-doença.

*Do PT Nacional

Marília: “Pernambuco precisa de lockdown urgente”

Marília Arraes | Partido dos Trabalhadores
A deputada federal Marília Arraes defendeu na noite desta segunda-feira (04) uma tomada de atitude por parte do governador Paulo Câmara para que Pernambuco recorra com urgência ao lockdown (bloqueio em todas as atividades não essenciais), recurso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e já adotado com resultados positivos por outros Países, como Argentina, Portugal e Nova Zelândia. No Brasil, o Maranhão começará a adotar o lockdown a partir desta terça-feira (05)

“Todos os países que optaram pelo lockdown mostraram o quanto a medida foi eficiente. Se o Estado tivesse tomado essa decisão antes poderia ter evitado o avanço no número de contaminados e mortos. Faltou coragem para que se decretasse o lockdown. Isto é uma questão de saúde e de responsabilidade pública”, afirmou.

Marília lembra que a situação em Pernambuco é tão grave que hoje o número de mortes no Estado (691) é superior ao do Japão (556). Ela diz ainda que no Brasil, mesmo sem o lockdown, há também municípios que adotaram o isolamento com mais rigor e maior antecedência têm hoje menor incidência de infectados pelo COVID-19. É o caso de São José dos Pinhais e Ponta Grossa, no Paraná.

“Aqui no Recife também deveria ter existido maior rigor. O Governador e os prefeitos têm que ter coragem de tomar essa decisão que, apesar de difícil, pode salvar muitas vidas. Temos que ser referência em atitude e interromper este ciclo de contaminação e mortes. É preciso lockdown urgente!”, cobrou Marília Arraes.

Danilo apresenta Emenda isentando professores do congelamento salarial


O deputado federal Danilo Cabral (PSB) apresentou uma emenda ao projeto de lei 39/2020, que cria o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, oriundo do Senado, para inserir os professores entre os servidores que não terão os salários congelados até 2021. O texto será analisado na Câmara dos Deputados dentro do esforço para minimizar os efeitos da pandemia provocada pelo novo coronavírus no Brasil, destinando R$ 125 bilhões para estados e municípios.

No texto aprovado pelo Senado, os servidores das áreas de saúde e segurança pública, além das Forças Armadas, poderão ter os salários reajustados. “Faz-se necessário que os profissionais da educação também possam ser isentos do congelamento salarial. A ausência de remuneração adequada para as carreiras da educação e o consequente desestímulo à docência estão entre os principais entraves para a melhoria da educação no Brasil”, afirmou Danilo Cabral.
O deputado lembra que, ao longo da última década, o país adotou uma série de medidas para tentar reverter esse quadro, por meio da aprovação do Piso Nacional do Magistério, além da criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que posteriormente tornou-se Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
“É preciso destacar que a maior parte do financiamento das carreiras da educação se dá por meio do Fundeb, então, há uma fonte de financiamento assegurada para isso”, explica Danilo Cabral. Em 2019, o Fundeb destinou R$ 156,3 bilhões para estados e municípios, sendo no mínimo 60% destinado à remuneração de profissionais da educação.
Danilo Cabral destaca que a recuperação do Brasil no pós-pandemia dependerá também da Educação. “Qualquer solução para o país passa por uma educação pública de qualidade e isso se faz, também, com uma remuneração adequada para os profissionais da área”, justifica.

Estadão: Bolsonaro é quem estimula a violência dos novos fascistas que vestem verde e amarelo

Fotógrafo Dida Sampaio deixa manifestação após agressões (Foto: Reprodução/Twitter)

247 – "Os camisas pardas do bolsonarismo vestem verde e amarelo. As cenas de selvageria protagonizadas por esses delinquentes travestidos de patriotas durante manifestação com o presidente Jair Bolsonaro em Brasília, ao agredir o repórter fotográfico do Estado Dida Sampaio e outros profissionais de imprensa, envergonham a Nação", aponta editorial do jornal Estado de S. Paulo, nesta terça-feira.

"O Brasil civilizado demanda que as autoridades façam uma investigação independente, rigorosa e célere dos fatos, sem se deixarem constranger pela truculência e pelo despudor característicos dos bolsonaristas. O presidente Bolsonaro deveria ser o primeiro a exigir ampla apuração. Mas Bolsonaro quer fazer o País acreditar que ele nem sabe se houve alguma agressão, fartamente registrada", aponta ainda o texto. "Mais uma vez, o sr. Jair Bolsonaro trata os brasileiros como tolos. Tenta minimizar os múltiplos crimes e transgressões cometidos em comício que ele próprio estimulou – a começar pela aglomeração em plena pandemia de covid-19, passando pelas palavras de ordem golpistas e culminando com a covarde agressão a jornalistas."

O editorial responsabiliza Bolsonaro diretamente pela violência. "A esta altura, não é mais possível dissociar a violência bolsonarista daqueles que a inspiram. Mas só há um responsável direto pela espiral de afronta à democracia por parte dos desordeiros com camisas da seleção brasileira – este é o sr. Jair Bolsonaro, de quem se esperam desculpas não em privado, transmitidas por assessores, mas sim públicas, tal como foram as agressões, e essas desculpas devem ser dadas aos jornalistas atacados, a este jornal e ao País. Mas já não há mais esperança de que o presidente venha a desencorajar os boçais que agem em seu nome", prossegue o texto.


"A escalada golpista coincide com o avanço de investigações sobre o clã Bolsonaro. E também coincide com a redução significativa do apoio popular ao presidente: a mais recente pesquisa da XP/Ipespe mostrou que em uma semana cresceu sete pontos porcentuais, para 49%, a fatia de brasileiros que consideram o governo Bolsonaro 'ruim' ou 'péssimo'. O recado a Bolsonaro vai ficando assim claríssimo: cada vez menos brasileiros toleram um presidente que, eleito para governar para todos, escolheu agir como condutor de pandilha", finaliza o editorial.