terça-feira, 5 de maio de 2020

Covid nas forças de Segurança de Pernambuco

A Secretaria de Defesa Social (SDS) de PE informa que suas forças estaduais de segurança tiveram 72 casos confirmados do novo coronavírus e dois óbitos até ontem, Ainda segundo a pasta, o Governo do Estado destinou cerca de R$ 760 mil para montagem de pelo menos dez novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) para o atendimento de policiais e bombeiros com a doença Covid-19. Dos 72 casos confirmados, 38 são agentes da Polícia Militar, 15 são do Corpo de Bombeiros, 13 são da Polícia Civil e seis são da Polícia Científica. “Em parte significativa desses casos, já houve cura, cumprimento de quarentena e retorno às funções nas ruas e unidades de segurança”, afirmou a SDS.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Novo diretor geral trocará chefia da PF no Rio

Reinaldo Azevedo
O novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Souza, decidiu trocar a chefia da superintendência do Rio de Janeiro, foco de interesse da família de Jair Bolsonaro.
Carlos Henrique Oliveira, atual comandante do estado, foi convidado para ser o diretor-executivo, número dois na hierarquia do órgão.
Sergio Moro disse em sua despedida que Bolsonaro queria trocar o diretor-geral para interferir politicamente na polícia.

Flávio Migliaccio morre aos 85 anos

Do Blog de Magno Martins

O ator paulista Flávio Migliaccio, 85 anos, foi encontrado morto na manhã de hoje no sítio que mantinha desde a década de 1970 na Serra do Sambê, em Rio Bonito. O ator ficou muito conhecido com o seriado infantil "Shazan, xerife & cia", ao lado de Paulo José. Migliaccio deixou uma carta para os familiares.

O corpo de Flávio foi encontrado pelo caseiro, Nelson Soares da Silva, no quarto do ator, agora pela manhã. O boletim de ocorrência foi feito pela quarta companhia do 35º BPM. Agora, a perícia de Araruama vai ao local para liberar o corpo.
A última participação do ator na TV foi em 2019 na novela "Órfãos da terra", no papel de Mamede Aud. Ele também participou do filme "Hebe", sobre a apresentadora Hebe Camargo, ao lado de Andrea Beltrão. Flávio avisou para a afilhada, Morgana, que iria para Rio Bonito na semana passada. Migliaccio era muito querido no município e participava ativamente da vida cultural e política da cidade.
Flávio tinha 17 irmãos. Entre eles, a atriz Dirce Migliaccio (1933-2009), que ficou muito conhecida como a Judiceia Cajazeira, de "O Bem-Amado", e como a Emília, de "Sítio do Pica-Pau Amarelo". O ator começou a carreira no teatro Arena.

População defende guinada econômica, com volta do investimento público e fim do modelo Guedes

(Foto: Reuters | Agência Brasil)

247 - A deterioração da imagem de Jair Bolsonaro, apontada pela pesquisa XP/Ipesp divulgada nesta segunda-feira (4), também derrubou a confiança da população quanto a condução da política econômica. Segundo o levantamento, 52% do eleitorado brasileiro acredita que a economia está sendo conduzida de forma errática pelo ministro Paulo Guedes. Ainda conforme a pesquisa, 62% da população defende uma mudança na política atual, priorizando investimentos públicos para estimular e recuperar a economia no período pós-pandemia

A pesquisa apontou, ainda, que os que acreditam que a economia está no rumo certo caíram de 35% para 32%. Já outros 29% disseram ser favoráveis à manutenção da atual política econômica, com a implantação de reformas, redução dos gastos públicos, perda de direitos trabalhistas, entre outros pontos. 

A pesquisa XP/Ipespe ouviu 1.000 eleitores de todas as regiões do país. As entrevistas foram feitas por telefone entre os dias 28 e 30 de abril. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos

Rolando Alexandre de Souza é o novo diretor da PF

Do Blog de Magno Martins
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) indicou para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza. A nomeação foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União (DOU) de hoje. Souza era o braço direito de Alexandre Ramagem como secretário de Planejamento e Gestão na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

"Com isso, pela primeira vez temos um alinhamento completo de uma agência de inteligência, que é ligada ao Executivo, com uma entidade de Estado. Havia o temor de que isso acontecesse", diz uma fonte na Polícia Federal.
Hoje, o Correio Braziliense revelou que a Abin vem sendo usada cada vez mais a serviço do presidente da República. A estrutura da entidade é usada para espionar aliados e instituições que desagradam ao Planalto.
Desde o último dia 24, o cargo tem gerado grande polêmica com a exoneração do então diretor-geral Maurício Valeixo, que causou o pedido de demissão do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, que saiu acusando o presidente de interferência política na PF e se tornou o novo inimigo de bolsonaristas.

Bolsonaro lidera manifestação antidemocrática em Brasília, ignorando perigo de contágio por coronavírus

Do Blog de Esmael

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) retomou a ofensiva antidemocrática neste domingo (3) ao participar de manifestação, em Brasília, com ataques ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à imprensa. Durante o protesto chapa-branca, em frente ao Palácio do Planalto, repórteres do Estadão, Folha, Poder 360 e Globo foram agredidos pela horda bolsonarista.

Bolsonaro liderou hoje mais uma jornada antidemocrática reunindo perigosamente centenas de pessoas, ignorando as recomendações das autoridades sanitárias de evitar aglomerações enquanto durar a pandemia de coronavírus.

O Brasil tem 101 mil casos confirmados de coronavírus e 7.025 mortes, segundo o Ministério da Saúde.

“Bolsonaro e seus apoiadores debocham das vítimas do coronavírus e da democracia brasileira”, criticou a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR). “Merecem repúdio de todos que queremos um país melhor e livre do autoritarismo e do ódio”, disse.

Gleisi usou o Twitter para mandar mais um recado para Bolsonaro: “Saia você e todo seu governo nefasto. Queremos você Fora!”

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como já anotado antes aqui no Blog do Esmael, soltou uma “notinha de repúdio” às agressões bolsonaristas.

“Ontem enfermeiras ameaçadas. Hoje jornalistas agredidos. Amanhã qualquer um que se opõe à visão de mundo deles. Cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror”, tuitou o Botafogo.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, disse que a agressão a cada jornalista é agressão à liberdade de expressão e agressão à própria democracia. “Isso precisa ficar bem claro e tem que ser claramente repudiado.”

“Bolsonaro diz que quer um governo ‘sem interferências’, ou seja, uma ditadura. É da essência da tripartição funcional do Estado que os Poderes interfiram uns nos outros. Na verdade, Bolsonaro está com medo da delação de Moro e de ser obrigado a mostrar o exame do coronavírus”, afirmou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, também se manifestou acerca da participação e ataques de Bolsonaro à democracia.

“Os limites que existem são os da Constituição, e valem para todos, inclusive e sobretudo para o presidente. A única paciência que chegou ao fim, legitimamente e com razão, é a paciência da sociedade com um governante que negligencia suas obrigações, incita o caos e a desordem, em meio a uma crise sanitária e econômica.”

ABI reprova em nota agressão a jornalistas em ato pró-Bolsonaro


"Rio de Janeiro, 3 de maio de 2020.
Jornalistas agredidos no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa
Hoje, 3 de maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, ironicamente mais uma vez jornalistas e profissionais de imprensa do Brasil sofreram agressões verbais e físicas por parte de seguidores do presidente Jair Bolsonaro. Em Brasília, manifestantes agrediram com chutes, murros e empurrões profissionais do jornal O Estado de São Paulo.
O fotógrafo Dida Sampaio registrava imagens do presidente em frente à rampa do Palácio do Planalto, em uma pequena escada na área restrita para a imprensa, quando foi empurrado por manifestantes, que lhe desferiram chutes e murros. O motorista do jornal, Marcos Pereira, levou uma rasteira. Os profissionais deixaram o local escoltados pela PM. Repórteres foram insultados.
Esses atos violentos são mais graves porque não há, de parte do presidente ou de autoridades do governo, qualquer condenação a eles. Pelo contrário, é o próprio presidente e seus ministros que incentivam as agressões contra a imprensa e seus profissionais.
A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) se solidariza com os agredidos e mais uma vez protesta e chama atenção da sociedade brasileira para a perigosa escalada da agressividade e da violência dos seguidores do presidente Bolsonaro, não só em relação a profissionais de imprensa como a autoridades da República e opositores."
Cid Benjamim
Presidente da Comissão de Liberdade de imprensa da ABI

Bolsonaro pode trocar comando do exército para tentar nomear Ramagem e dar golpe de Estado

General Edson Pujol, comandante do Exército (Foto: Divulgação)

247 - Jair Bolsonaro sinalizou que vai confrontar a decisão do Supremo Tribunal Federal, que barrou indicação de Alexandre Ramagem para o comando da Política Federal. O ocupante do Palácio do Planalto cogita tomar duas medidas que vão intensificar e agravar a crise política e institucional.

A participação de Bolsonaro em um ato contra a democracia neste domingo evidenciou a gravidade da situação. 

A primeira medida que está sendo estudada por Bolsonaro é fazer uma nova nomeação do delegado Alexandre Ramagem para o cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A segunda é remover do Comando do Exército o general Edson Leal Pujol, informa a Folha de S.Paulo.

domingo, 3 de maio de 2020

"A paciência que chegou ao fim é a da sociedade", diz presidente da OAB a Bolsonaro

Felipe Santa Cruz e Jair Bolsonaro (Foto: ABr | Reuters)

247 - O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, reagiu às declarações de Jair Bolsonaro e a sua participação em ato pelo fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. 

Santa Cruz rebateu a afirmação de Bolsonaro que se disse impaciente com os limites que vêm sendo impostos por outros Poderes, como as seguidas derrotas no Supremo e no Congresso. 

“Os limites que existem são os da Constituição, e valem para todos, inclusive e sobretudo para o presidente. A única paciência que chegou ao fim, legitimamente e com razão, é a paciência da sociedade com um governante que negligencia suas obrigações, incita o caos e a desordem, em meio a uma crise sanitária e econômica”, reagiu o líder dos advogados brasileiros.

Nas redes sociais, Santa Cruz acrescentou que a impaciência de Bolsonaro é porque a Constituição e não os seus desejos estão sendo aplicados.

"Bolsonaro saiu às ruas pra dizer que a Constituição vai ser aplicada. Mas é justamente isso que está sendo feito e o decepcionando fortemente. O que ele gostaria é que a Constituição fosse aplicada, sem a parte sobre "moralidade", e "impessoalidade" - e isso não vai ocorrer", afirmou.


Bolsonaristas agridem profissionais da Globo, Estado e Folha de S.Paulo com chutes, empurrões e murros



247 - Apoiadores de Jair Bolsonaro agrediram com chutes, murros e empurrões as equipes de profissionais da Globo, Estado e Folha de S.Paulo que acompanhavam uma manifestação pró-governo realizada neste domingo, 3, em Brasília. O fotógrafo Dida Sampaio, do Estadão, registrava imagens do presidente em frente a rampa do Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministérios, numa área restrita para a imprensa quando foi agredido. A informação é do jornal Estado de S.Paulo. 

Segundo a reportagem, Sampaio usava uma pequena escada para fazer o registro das imagens quando foi empurrado duas vezes por manifestantes, que desferiram chutes e murros nele. O motorista do jornal, Marcos Pereira, que apoiava a equipe de reportagem também foi agredido fisicamente com uma rasteira. Os manifestantes gritavam palavra de ordem como “fora Estadão”.

Os dois profissionais precisaram deixar o local rapidamente para uma área segura e procuraram o apoio da polícia militar. Eles deixaram o local escoltados pela PM. Os profissionais passam bem. Os repórteres Júlia Lindner e André Borges, que também acompanham a manifestação para o Estadão, foram insultados, mas sem agressões.

De acordo com a Folha de S. Paulo, Jair Bolsonaro foi alertado, conforme é possível ver em vídeo da transmissão que fez ao vivo via rede social, sobre as agressões a profissionais da Rede Globo e nada fez. 

"Expulsaram os repórteres da Globo, expulsaram os repórteres", disse uma pessoa a Bolsonaro, que respondeu: "pessoal da Globo vem aqui falar besteira. Essa TV foi longe demais".

Senado aprova ajuda aos Estados e Municípios

O Senado divulgou os valores que cada município recebeu dos R$ 23 bilhões que foram destinados pela União do Programa Federativo de Combate de Enfrentamento ao Coronavírus. Das 185 cidades pernambucanas, Recife foi a que obteve o maior repasse: mais de R$ 149 milhões, o que representa 17,22% da fatia. Já Fernando de Noronha, que possui o menor número de habitantes do estado, teve a menor quantia: pouco mais de R$ 277 mil.
Confira a lista completa clicando aqui.

Senado aprova ajuda de R$ 125 bi para estados e municípios, mas congela salários de servidores até 2022




Do Blog de Esmael

O Senado congelou salários e benefícios de servidores públicos até 2022, mas deixou de fora dessa regra os profissionais das áreas de saúde, segurança pública e das Forças Armadas.


O projeto aprovado na noite de ontem (2), em plenário virtual, prevê ainda ajuda financeira de R$ 125 bilhões para estados e municípios.

Além de congelamento de salários, os senadores também estabeleceram como contrapartida ao auxílio para estados e municípios a proibição no avanço de carreiras de servidores antigos, a vedação de contratação de novos servidores e a impossibilidade de despesas obrigatórias acima da inflação.

Na prática, o governo federal e o Congresso Nacional elegeram combater os servidores públicos como “inimigos número um” ao invés de enfrentarem a pandemia de coronavírus.

Nunca é demais lembrar, caro leitor, o Brasil tem cerca de R$ 4 trilhões em reservas que poderiam ser investidos neste momento de tragédia sanitária, porém o dinheiro é guardado para o pagamento religioso de juros e amortizações de uma suspeitíssima dívida interna.

O plenário do Senado aprovou neste sábado (2) o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus (PLP 39/2020), que prestará auxílio financeiro de R$ 125 bilhões a estados e municípios para combate à pandemia da covid-19. O valor inclui repasses diretos e suspensão de dívidas. Foram 79 votos favoráveis e um voto contrário. O tema segue para a Câmara dos Deputados.


O programa vai direcionar R$ 60 bilhões em quatro parcelas mensais, sendo R$ 10 bilhões exclusivamente para ações de saúde e assistência social (R$ 7 bi para os estados e R$ 3 bi para os municípios) e R$ 50 bilhões para uso livre (R$ 30 bi para os estados e R$ 20 bi para os municípios). Além disso, o Distrito Federal receberá uma cota à parte, de R$ 154,6 milhões, em função de não participar do rateio entre os municípios. Esse valor também será remetido em quatro parcelas.

Além dos repasses, os estados e municípios serão beneficiados com a liberação de R$ 49 bilhões através da suspensão e renegociação de dívidas com a União e com bancos públicos e de outros R$ 10,6 bilhões pela renegociação de empréstimos com organismos internacionais, que têm aval da União. Os municípios serão beneficiados, ainda, com a suspensão do pagamento de dívidas previdenciárias que venceriam até o final do ano. Essa medida foi acrescentada ao texto durante a votação, por meio de emenda, e deverá representar um alívio de R$ 5,6 bilhões nas contas das prefeituras. Municípios que tenham regimes próprios de previdência para os seus servidores ficarão dispensados de pagar a contribuição patronal, desde que isso seja autorizado por lei municipal específica.

O auxílio foi aprovado na forma de um texto apresentado pelo relator, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), e que substitui a proposta original enviada pela Câmara (PLP 149/2019). Dessa forma, o Senado, como autor do projeto de lei (PLP 39/2020), terá a palavra final sobre o assunto — ou seja, caso os deputados promovam mudanças, elas terão que ser confirmadas pelos senadores.

Arthur Virgílio pede para Bolsonaro brigar contra vírus

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), fala à GloboNews neste momento sobre a grave crise causada no sistema de saúde da cidade devido ao novo coronavírus. Durante a entrevista, fez um apelo e, ao mesmo tempo, um desabafo sobre o presidente Jair Bolsonaro: "O senhor já brigou com todo mundo, peço para que brigue agora contra o coronavírus", disparou.

sábado, 2 de maio de 2020

Moro divulgou delação de Palocci para favorecer Bolsonaro, diz Gilmar.

Do UOL, em São Paulo

Gilmar Mendes (esq.) conversa com o juiz Sérgio Moro em audiência no Senado, em 2016 - Jane de Araújo/Agência Senado
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou que Sergio Moro, ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, divulgou a delação do petista Antonio Palocci à Lava Jato, a poucos dias das eleições 2018, em benefício do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que disputou a Presidência contra Fernando Haddad (PT).

Em entrevista à Rádio Gaúcha, na sexta-feira (1º), Gilmar disse que a Lava Jato foi "a mãe ou o pai" do bolsonarismo.

"Ele [Moro] estava muito próximo desse movimento político, tanto é que na eleição, no segundo turno, ele faz aquele vazamento das confissões, das delações do Palocci. A quem interessava isso? Interessava ao adversário do PT", afirmou.

"Depois ele aceita esse convite, que foi muito criticado, para ser ministro do governo Bolsonaro, cujo adversário ele tinha prendido. É toda uma situação muito delicada, se discute muito a correição ética desse gesto", prosseguiu o ministro.

Delação veio à tona na semana das eleições

Então juiz responsável pela Lava Jato no Paraná, Sergio Moro levantou o sigilo do depoimento de Antonio Palocci à operação em 1º de outubro de 2018, seis dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais. Entre as acusações de seu depoimento, o ex-ministro do governo Lula (2003-2010) disse estimar que das cerca de mil MPs (medidas provisórias) editadas nos quatro governos do PT, em pelo menos novecentas houve cobrança de propina.

Dias depois, antes do primeiro turno, Bolsonaro deu uma entrevista à TV Record em que parabenizou Palocci pelo depoimento à Lava Jato e disse que o conteúdo da colaboração mudaria o resultado da eleição.

Questionado pela Rádio Gaúcha se havia uma intenção política de Moro ao levantar o sigilo da delação, Gilmar Mendes respondeu: "A mim, me bastam só os fatos. O vazamento dessa delação, naquele momento, tinha o intuito que se pode atribuir".

51,7% dos eleitores desaprovam gestão Bolsonaro, indica pesquisa



247 - O instituto Paraná Pesquisas divulgou um balanço neste sábado que indica uma queda de popularidade do governo Bolsonaro: 51,7% dos eleitores desaprovam a gestão do Governo Federal e 39% consideram a atuação de Bolsonaro ruim ou péssima. 

A pesquisa, realizada nos dias 28 e 29 de abril, consultou 2.006 eleitores, via telefone, em 26 Estados e Distrito Federal e em 182 municípios brasileiros. 

Veja a consulta: 

A administração do Presidente Jair Bolsonaro está sendo ótima, boa, regular, ruim ou péssima? De uma maneira geral, o Sr(a) diria que aprova ou desaprova a administração do Presidente Jair Bolsonaro até o momento?

9,8% ótima 

22% boa


13,4% Ruim 

25% Péssima 

De uma maneira geral, o Sr(a) diria que aprova ou desaprova a administração do Presidente Jair Bolsonaro até o momento?


44% Aprova 

51,7% desaprova 

4,3% não souberam opinar 

A administração do Presidente Jair Bolsonaro, está indo melhor ou pior do que o Sr(a) esperava?

58,8% pior 

35,3 % melhor 

5,9% não souberam opinar

Apoiadores de Moro e Bolsonaro entram em conflito na PF de Curitiba; polícia os mantém separados (vídeo)

Manifestantes na Polícia Federal de Curitiba (Foto: Reprodução)

247 - Aglomerados, apoiadores de Jair Bolsonaro e Sergio Moro entraram em conflito neste sábado em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba. Houve um princípio de confusão, mas a polícia controlou a situação.

Os apoiadores de Bolsonaro e de Moro estão agora separados pela Polícia Militar.

Os manifestantes aguardam a chegada do ex-ministro Moro que irá depor sobre as acusações feitas contra Bolsonaro.


Informações relatam que Moro preparou um dossiê com o histórico de 15 meses de conversas no Whatsapp para provar as denúncias de interferência de Jair Bolsonaro no comando da Polícia Federal.

Como ministro, Moro ouviu primeiros nãos


Por Marcelo Tognozzi*

Sergio Moro começou a apanhar de verdade em agosto do ano passado, quando a renomada professora de Direito da Universidade de Yale, Susan Rose-Ackerman, assinou um manifesto condenando seus métodos de fazer justiça. Susan foi uma espécie de fada madrinha da Lava-Jato e seu livro “Corrupção e Governo” inspirou o procurador Deltan Dallagnol, Moro e toda a República de Curitiba. O pedestal trincara.
Neste mesmo mês, Moro entrou em atrito com o presidente Bolsonaro. Até abril, quando saiu do governo, ele tentou administrar uma situação cujo desfecho era previsível. Deve ter sido muito difícil para uma pessoa acostumada a conjugar verbos no imperativo –cite, cumpra, intime– a experiência de ser ministro de um presidente que não abre mão um milímetro do seu poder e faz política brigando todo o tempo para dentro e para fora.
Moro passou no concurso de juiz em 1996. Aos 24 anos já era autoridade. Numa entrevista à Rede Vida, da Igreja Católica, dona Odete, mãe do Sergio, contou que antes de ser juiz ele viveu uma vida de menino classe média em Maringá, cidade do interior do Paraná, onde “nunca faltou nada” e sua rotina incluía, escola, aulas de tênis, tae-kwon-do e inglês. Nunca passou dificuldade e, principalmente, nunca apanhou.
Uma pessoa que se torna juiz federal aos 24 anos vê o mundo de um ponto de vista muito diferente dos demais humanos. Vive na redoma do Judiciário, não tem patrão, se acostuma a mandar e a receber anuênios, triênios e outros penduricalhos no contracheque. O maior problema de Moro no ministério não foi o estilo de Bolsonaro. Foi seu próprio jeitão de ser, batendo de frente com o presidente da Câmara e semeando animosidades num Congresso onde todos –absolutamente todos– são eleitos pelo voto popular, gostemos ou não da escolha dos eleitores. O resultado foi seu fracasso ao tentar aprovar suas propostas.
O parlamento já teve vários ex-juízes. O atual governador do Maranhão, Flávio Dino, foi um deles. O ex-desembargador paulista Regis de Oliveira, outro. Sempre militaram em campos opostos: o primeiro no PCdoB e, o segundo, no PSDB e PSC. Regis ingressou na magistratura aos 26 anos e nos dois mandatos que exerceu na Câmara deixou a marca da simpatia e da elegância. Dino virou juiz com a mesma idade. Presidiu a Associação dos Juízes Federais (Ajufe) e trocou a magistratura pela política em 2006.
Moro entrou na política por um caminho diferente: ainda era juiz quando começou a atuar. Trocou a toga pelo Ministério da Justiça e surpreendeu muita gente que acreditava na sua isenção. O juiz de 2014, aposentou o alfaiate de Maringá dos ternos e camisas negros com gravata vermelha e passou a vestir modelitos prét-à-porter mais suaves e elegantes. Como escreveu Monstequieu, “à medida que o luxo se estabelece numa república, o espírito volta-se para o interesse particular”. E, neste caso, o interesse era abrir caminho para a presidência da República.
Até então ele nunca havia apanhado, como bem registrou dona Odete. Em 24 de abril pulou no caldeirão ao deixar o Ministério da Justiça atirando. Tudo indica que, pelos seus cálculos, logo teria o passe disputado por partidos e continuaria inserido no dia a dia da política como ator altamente relevante. Mas parece que as coisas não são bem assim. Moro tem se explicado muito, se vacinado muito. Explicou entrevistas, previu ataques contra sua esposa, difamações por enquanto restritas à moagem do Twitter. A pior coisa na política é o sujeito ficar se explicando. Isso nunca acabou bem.
Até agora nenhum partido relevante cogitou filiar Sergio Moro. Seus pretendentes são uma legião de nanicos, com o Podemos do seu amigo e mentor Álvaro Dias puxando a fila. A situação do ex-ministro e ex-juiz é a de um candidato a candidato que depende muito mais dos outros do que dele próprio para chegar lá.
Seu caminho não tem volta. Conviverá com vaias, críticas justas e injustas, acusações, perseguições e desprezos. Não tem mais poder de mandar prender e soltar, intimar e processar. Até aqui a maior lição sobre sua trajetória brotou da lucidez de dona Odete ao falar da popularidade do filho famoso: “O orgulho você deixa guardado, porque ele é efêmero (…). Você não tem garantia alguma de que esta situação vai durar o resto da vida. Tudo isso um dia acaba”.
*Texto escrito para o site Poder 360

Prefeitura de Angelim inicia aração de terras de pequenos agricultores

A Prefeitura de Angelim, aproveitando as boas chuvas caídas nesta época, iniciou o período de aração das terras dos pequenos agricultores do município, serão disponibilizados mais de 800 horas de tratores na realização dos trabalhos.
Essa é a continuação dos trabalhos de fortalecimento da agricultura familiar que no município foi iniciada em 2017 quando da posse de Douglas Duarte a frente dos destinos de Angelim.

Clik no link abaixo com vídeo sobre o assunto

Moro preparou dossiê com 15 meses de conversas com Bolsonaro para entregar à Polícia Federal

(Foto: Reuters)

Da revista Fórum – O ex-ministro da Justiça preparou um dossiê com o histórico de 15 meses de conversas no Whatsapp para provar as denúncias de interferência de Jair Bolsonaro no comando da Polícia Federal. O documento será entregue na manhã deste sábado (2) no depoimento que o ex-juiz da Lava Jato fará à própria PF.

Segundo a coluna de Guilherme Amado, na revista Época, Moro teria gravado em seu whatsapp áudios, conversas, links e imagens trocadas com Bolsonaro e organizou o acervo de forma voluntária para ser entregue durante seu depoimento, que acontece na sede da PF em Curitiba.

Augusto Aras, que se irritou com entrevista de Moro à Veja e assumiu a defesa de Bolsonaro, escalou três procuradores para acompanhar a oitiva: João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita.

Covid 19 Agreste Meridional: Garanhuns e Caetés lideram casos

Levantamento feito nos portais das secretarias Municipais de Saúde do Agreste Meridional, apresenta um total de 48 pessoas que  já foram infectadas com a doença nos  vários municípios da região, até a noite desta quinta-feira (30), o número de casos nos municípios da região é o seguinte: Garanhuns 18; Caetés 06; São Bento do Una 05; Bom Conselho 04: Jurema 03; São João, Águas Belas, Lajedo e Correntes, 02 (cada); Capoeiras, Jupi, Jucati, e Lagoa do Ouro, 01 (cada).

com Informações do Blog Capoeiras