segunda-feira, 6 de novembro de 2017

O governo daqueles que não têm nada a perder

Gregório Duvivier – Folha de S.Paulo
A última edição de "A Fazenda", da Record, traz uma novidade. Todos os integrantes já participaram de algum reality. O programa quis dar uma segunda chance ao Marcos, o ex-BBB expulso do programa após agredir a namorada, convidando, além dele, a Mayla, irmã da namorada agredida. "O encontro dos dois", prometia a emissora antes de Mayla não ir, "vai ser polêmico", mostrando nova acepção do adjetivo "polêmico".

O governo Temer é uma espécie de "A Fazenda" dos governos. Todos os integrantes só estão ali porque não foram aceitos em nenhum outro lugar no mundo. Isso torna ambos muito divertidos de assistir, afinal ninguém ali tem nada a perder. Mentira. No caso do participante de "A Fazenda", ainda existe a possibilidade de ele integrar o Governo Temer.
Assim que o ministro da Justiça tomou posse, disse que sua experiência em segurança se limitava a ter sido assaltado. Se isso bastasse, acho que todo cidadão brasileiro estaria preparado pra assumir o cargo. Caso o ministro tenha sido assaltado uma vez só, posso me gabar de que estou cinco vezes mais preparado que ele.
O Ministro percebeu, nessa semana, que ele é o único que não pode ser eliminado do reality, já que o rabo do presidente está nas suas mãos. Aproveitando-se da imunidade, foi à rádio dizer que a polícia militar do Rio era cúmplice do crime organizado, e os deputados e o governador também. Uau! disse um amigo, seria muito importante que essa informação chegasse ao ministro da Justiça.
O ministro parece um policial que uma vez me falou: "Não fica aqui não que tem muito assalto". "Ué", disse, "vocês não vão ficar aqui?". E ele: "A gente passou aqui só pra te avisar". Meio fofo. Meio esquisito.
Luislinda Valois assumiu a pasta dos Direitos Humanos nesse governo cujo principal legado foi a revogação da Lei Áurea. Se você trabalha 20 horas por dia num canavial levando chibatadas já não pode chamar de "escravidão", mas de "estágio não remunerado". Luislinda preferiu não se manifestar sobre esse assunto chato até a semana passada, quando fez discurso revoltado porque não permitem que ela acumule seu salário de R$ 31 mil com sua aposentadoria de R$ 30 mil. Afinal, ganhar só R$ 31 mil, pra ela, "se assemelha ao trabalho escravo", mostrando que o conceito de trabalho escravo, nesse governo, é mesmo muito flexível.
Tanto na Fazenda quanto no Planalto, parece que todo mundo só está lá pela mala de dinheiro.

TCE vê caixa-preta e manobra fiscal de Alckmin

olha de S.Paulo - Gabriela Sá Pessoa
São Paulo tem as contas em dia e não atrasa salários. A frase é repetida como um mantra pelo governo estadual e será usada como trunfo em uma eventual campanha presidencial do governador Geraldo Alckmin (PSDB), no ano que vem. Mas há caixas pretas e pouca transparência no azul das contas paulistas, segundo quem fiscaliza as contas estaduais tucanas. No último mês de junho, o TCE (Tribunal de Contas do Estado), num ato inédito, aprovou com ressalvas as últimas contas do tucano.

Os conselheiros alertam que podem rejeitar o balanço de 2017, caso o Estado não esclareça as desonerações fiscais que concede e não cumpra o pagamento de precatórios, as dívidas que o governo assume após perder ações judiciais. 
Hoje, nem a Assembleia Legislativa nem o TCE dizem saber quanto Alckmin concede em benefícios fiscais e como compensa o dinheiro que deixa de arrecadar –duas exigências da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
"O governo precisará ser mais transparente com as renúncias fiscais", escreveu o conselheiro Antonio Roque Citadini, relator das contas de 2016 no TCE. "Constatei uma informação simplista, na Lei de Diretrizes Orçamentárias, indicando que a renúncia fiscal em 2016 tem previsão de R$ 15 bilhões. No relatório de fiscalização, porém, nenhum dado há sobre a matéria."

domingo, 5 de novembro de 2017

Marina e Bolsonaro serão nanicos nas eleições em 2018


247 - Na primeira eleição presidencial direta após o fim da ditadura militar, um candidato calvo e com espessa barba negra se notabilizou ao aparecer diariamente na propaganda da TV com um discurso acelerado e invariavelmente encerrado com o bordão "meu nome é Enééééas!".
Daqui a alguns meses, importantes concorrentes ao Palácio do Planalto podem reviver os apuros enfrentados por Enéas Carneiro (1938-2007) há quase 30 anos.
Disputando o segundo lugar nas pesquisas, Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC) –que negocia ingresso no PEN– poderão bater uma espécie de recorde caso não consigam formalizar alianças.
Em 1989, Enéas tinha 15 segundos a cada bloco. Projeção da Folha para o tempo a ser distribuído entre os candidatos em 2018 mostra Marina com 12,8 segundos e Bolsonaro com 10 segundos em cada bloco –um à tarde e outro à noite, nas terças, quintas e sábados dos 37 dias que antecedem o 1º turno. 
As inserções são consideradas mais importantes ainda pois pegam o eleitor "de surpresa", incluindo aquele que se recusa a assistir o horário eleitoral. A regra de divisão é a mesma.
Marina e Bolsonaro terão direito a uma inserção de 30 segundos a cada dois dias.
A única saída para contornar essa situação é a coligação com outras legendas, que agregam tempo de TV.

Igreja estuda permitir padres casados na Amazônia

A medida seria uma forma de combater a escassez de sacerdotes

Agência ANSA
Segundo reportagem publicada pelo jornal italiano "Il Messaggero" na última quinta-feira (2), o cardeal brasileiro Cláudio Hummes propôs ao Pontífice que inclua na agenda do encontro episcopal a possibilidade de estender o sacerdócio aos chamados "viri probati", homens casados, de fé comprovada e capazes de administrar espiritualmente uma comunidade de fiéis.
Essa realidade fazia parte dos primórdios da Igreja Católica, mas hoje é objeto de divisão dentro da Cúria. O objetivo da medida seria aumentar o escasso número de padres à disposição na Amazônia e facilitar o desejo de Francisco de "evangelizar" essa porção do planeta, principalmente os indígenas.
A proposta iria ao encontro da meta do Sínodo, que é achar "novos caminhos" para levar a doutrina católica aos povos amazônicos. Ainda segundo "Il Messaggero", o Papa poderia usar a Amazônia como "experimento" para a ordenação de "viri probati", mas a questão deve enfrentar resistência dentro da Cúria.

Conta do bode: e o dinheiro pago a mais a juízes do MT?


Apesar da determinação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em agosto, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso ainda não devolveu os valores, superiores a R$ 100 mil,pagos a 84 magistrados da corte.

Um dos juízes do TJMT chegou a ganhar R$ 503,9 mil em julho.
Na ocasião, o CNJ considerou os pagamentos irregulares e o presidente do TJMT, Rui Ramos, alegou que o tribunal apenas quitou passivos relativos ao trabalho dos juízes entre 2004 e 2009.
Ninguém foi encontrado na assessoria da corte para comentar o caso na sexta (3).  (Daniela Lima - Folha de S.Paulo)

Marca do ridículo e oportunismo do governo Temer

Luislinda virou a marca do ridículo e do oportunismo do governo Temer
Elio Gaspari – Folha de S.Paulo
Luislinda Valois deveria ter sido demitida do cargo de ministra dos Direitos Humanos em fevereiro, quando se soube que ela anexara a sua biografia o título de "embaixadora da paz da ONU" e o Palácio do Planalto engolira a lorota. O título não existe. Nessa linha, Dilma Rousseff, com seu doutorado da Unicamp, teria ido para casa anos antes.

A repórter Naira Trindade revelou que a senhora Valois requereu o direito de acumular sua aposentadoria de desembargadora com o salário de ministra, argumentando que sua situação "sem sombra de dúvida, se assemelha ao trabalho escravo".
Faturaria R$ 61,4 mil mensais.
A doutora deveria ter sido demitida mesmo antes de anunciar que desistira do pleito. Ela continuará ministra numa equipe onde já esteve Geddel Vieira Lima e estão Moreira Franco e Eliseu Padilha. Negra, mulher, tucana, Valois foi colocada lá porque é negra, mulher e tucana. Seu pleito ajudou a mostrar a empulhação que há nas nomeações de mulheres por serem mulheres e de negros por serem negros.
(O fato de ela ser tucana é irrelevante, pois não se sabe o que é isso.)
A doutora deveria ser demitida pela péssima qualidade de sua argumentação, mas ela tem direito a acumular a aposentadoria com o salário. Há hipocrisia na barulhenta condenação da ministra. O que ela queria é feio, mas é legal. Como desembargadora aposentada pelo Tribunal de Justiça da Bahia, ela faz parte de uma casta intocada pela onda moralizante da Lava Jato.


As acumulações são legais, já os penduricalhos pecuniários que enfeitam as togas são constitucionalmente discutíveis. A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, nunca tomou providência para reprimir essa situação que condena em manifestações literárias. Em São Paulo, há casos de desembargadores que já receberam mais de R$ 100 mil mensais. Em março passado, de cada dez magistrados paulistas, sete haviam recebido contracheques com quantias superiores ao teto constitucional de R$ 33,7 mil.

Os estados mais violentos do Brasil

Sergipe lidera a lista de estados com as maiores taxas de mortes violentas do país, segundo Anuário de Segurança Pública
Sergipe: o estado foi considerado o mais violento do Brasil em 2016 (FRANCO HOFFCHNEIDER/ Guia Quatro Rodas/Divulgação)
EXAME – Valéria Bretas

Dados do 11º Anuário de Segurança Pública, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública  e divulgados nesta semana, revelam que 2016 foi o ano mais violento da história do Brasil: 61,6 mil pessoas foram assassinadas no ano passado.
Para se ter uma boa ideia, o número de assassinatos cometidos no Brasil em 2016 foi equivalente às mortes provocadas pelas bombas atômicas que dizimaram a cidade de Nagasaki, em 1945, no Japão.
Os estados brasileiros que registraram as maiores taxas por esse tipo de crime foram Sergipe (64 mortos para cada 100 mil pessoas), Rio Grande do Norte (56,9 mortos para cada 100 mil pessoas) e Alagoas (55,9 mortos para cada 100 mil pessoas).
Já a Bahia lidera em números absolutos: 7.110 pessoas foram mortas no ano passado. Rio de Janeiro e São Paulo aparecem em seguida com 6,2 e 4,9 mil assassinatos registrados ao longo do ano, respectivamente.
Veja o ranking dos estados mais violentos do Brasil:
Ranking
Estado
Taxa de mortes violentas (por 100 mil habitantes)
Número absoluto
Variação % (2015-2016)
Sergipe
64,0
1449
11,54
Rio Grande do Norte
56,9
1976
17,98
Alagoas
55,9
1877
3,26
Pará
50,9
4209
10,27
Amapá
49,6
388
52,10
Pernambuco (5)
47,6
4479
14,37
Bahia
46,5
7110
12,80
Goiás
43,8
2934
-5,15
Ceará
39,8
3566
-14,23
10º
Rio de Janeiro
37,6
6262
24,34
11º
Mato Grosso (5)
35,5
1172
-5,56
12º
Maranhão
33,7
2342
1,98
13º
Paraíba (5)
33,1
1322
-12,58
14º
Rondônia (5)
32,8
586
6,96
15º
Espírito Santo
32,6
1296
-12,33
16º
Rio Grande do Sul (5)
31,2
3518
8,51
17º
Acre (5)
29,8
243
2,17
18º
Amazonas
29,4
1177
-19,95
19º
Tocantins
27,1
415
3,84
20º
Paraná
25,9
2914
1,88
21º
Mato Grosso do Sul (5) (6)
22,7
608
0,16
22º
Distrito Federal
22,1
659
-7,03
23º
Piauí (5)
21,9
704
4,34
24º
Minas Gerais (5)
20,7
4348
-0,41
25º
Roraima
19,8
102
-1,67
26º
Santa Catarina
15,0
1038
4,95
27º
São Paulo
11,0
4925
-5,96

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Ruas da invasão: Calçamento está sendo reformado.


O prefeito Douglas Duarte (PSB) Angelim notificou a empresa contratada pela gestão anterior para executar os serviços de calçamento em paralelepípedos no Bairro Nova Aliança (Invasão) os serviços feitos a menos de um ano já estavam com buracos em todas as ruas. 

Com a notificação a empreiteira que obedecendo a legislação que regem obras e serviços públicos, está realizando todas as reformas e correções que se fizerem necessárias. 

Como gestor público temos que responsabilizar quem fez. Fazer a coisa certa é nossa obrigação e isso estou tentando fazer. Assim se expressou o prefeito Douglas Duarte com relação as medidas tomadas pelo Município.




Lava Jato causou mais danos ao Rio do que Cabral

A Operação Lava Jato é responsável direta pela falência do Estado do Rio de Janeiro. Foi a famigerada Operação que destruiu a indústria naval, a indústria de peças e equipamentos para o setor de óleo e gás, a engenharia e toda a cadeia produtiva relacionada, acabando com centenas de milhares de postos de trabalho ou, o que é pior, remanejando esses postos de trabalho para a mão de obra estrangeira.

Em questão de meses, as grandes empresas nacionais tiveram suas obras paralisadas, levando centenas de milhares de trabalhadoras e trabalhadores ao desemprego. Diante disso, pergunto: quem ganha com a quebra da indústria nacional?

Pra se ter uma ideia, o impacto destrutivo da Operação Lava Jato no setor brasileiro de construção civil é de nada menos que 1 milhão de demissões no setor. E tem mais: as empresas chinesas conseguiram comprar ativos antes controlados pelas empreiteiras brasileiras, que também perderam espaço na África, onde tinham posição dominante. A China assumiu a primeira posição no ranking de investidores estrangeiros no Brasil pós-golpe. Foi assim no caso da chinesa State Grid, que comprou 23% da Camargo Corrêa na CPFL Energia. Também no caso da China Gezhauba, que ficou com um pedaço da Andrade Gutierrez na São Paulo San Lorenzo Water Supply Co., e no da HNA Infrastructure, que abocanhou a parte da Odebrecht no aeroporto do Galeão, no Rio.

A Operação Lava Jato ficou mais de três anos destruindo a imagem da Petrobrás através vazamentos seletivos e ilegais para a grande mídia, em especial, para a Rede Globo. Não satisfeitos, o consórcio golpista e entreguista ressuscitou o REPETRO, um programa especial de exportação e importação de bens destinados à exploração e à produção de petróleo e gás natural criado nos anos 90, nos governos FHC. Nesse modelo de importação e exportação, as importações de máquinas e equipamentos não pagam imposto, o que significa o fim da indústria nacional e da política de conteúdo local.

Não há Estado com uma economia dependente do Petróleo e de sua cadeia produtiva como é o caso do Rio de Janeiro que aguente o entreguismo do consórcio golpista e as ações arbitrárias, fascistas e de desmonte do Estado brasileiro como as da Operação Lava Jato.

Petrobras volta a reajustar gás de cozinha, e alta acumulada chega a 54%



Gás de botijão de 13 kg no Recife; Petrobras atribui reajuste aos preços internacionais

NICOLA PAMPLONA na Folha de São Paulo

A Petrobras anunciou nesta sexta (3) novo reajuste no gás de cozinha para embalagem em botijões de 13 quilos. Desta vez, a alta será de 4,5%, causada, segundo a estatal, pela alta nas cotações internacionais.

Foi o quinto aumento consecutivo. Desde que a companhia mudou sua política de preços para o GLP (gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha), em junho, foram seis aumentos e uma única redução, no dia 5 de julho.

Nesse período, o produto vendido em embalagens de até 13 quilos acumula aumento de 54%.

Em comunicado distribuído nesta sexta, a Petrobras diz que, se o repasse ao consumidor for integral, o botijão de gás ficará 2%, ou R$ 1,21, mais caro.

"O reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no hemisfério Norte", afirmou a estatal.

Na quarta (30) a empresa havia anunciado aumento também no preço do GLP para embalagens maiores do que 13 quilos, mais usadas por comércio e indústria. A alta foi de 6,5%.

Neste caso, o reajuste acumulado desde junho é de 29,5%.

Desde 2013, a estatal pratica preços diferentes para os dois produtos. A política foi iniciada ainda no começo do governo Lula com o objetivo de conter a inflação e oficializada em 2015 em resolução do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).

A nova política de preços mantém a diferença: para o cálculo do GLP industrial, a Petrobras inclui o custo de importação, além das cotações internacionais e margem de lucro.

A ANP, porém, defende o fim da diferença de preços, alegando que prejudica a atração de investimentos para o setor