sábado, 8 de fevereiro de 2020

Dólar sobe e fecha no maior nível desde a criação do Real

(Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)
Por Agência Brasil

Em mais um dia marcado por forte volatilidade no mercado financeiro, o dólar subiu e voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real. O dólar comercial encerrou ontem, vendido a R$ 4,321, com alta de R$ 0,035 (0,82%).
A divisa operou em alta durante toda a sessão, mas estava perto da estabilidade pela manhã, passando a disparar perto das 12h. O dólar acumula alta de 7,67% em 2020. O euro comercial também subiu e fechou o dia em R$ 4,729, alta de 0,53%.
O Banco Central ( BC ) não tomou novas medidas para segurar a cotação. Ontem, a autoridade monetária leiloou US$ 650 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – com vencimento em abril. Na quinta-feira (6), o dólar comercial tinha atingido outro recorde nominal, fechando a R$ 4,286.
A turbulência repetiu-se no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia com queda de 1,23%, aos 113.770 pontos. Esse foi o segundo dia seguido de recuo do indicador, que acumula retração de 1,62% em 2020.
O dólar subiu em nível global, principalmente diante das moedas de países emergentes, depois da divulgação da geração de emprego em janeiro nos Estados Unidos. No mês passado, a maior economia do planeta criou 225 mil vagas de trabalho, número superior à previsão de 158 mil novos postos.
O bom desempenho do mercado de trabalho norte-americano abre espaço para eventuais aumentos de juros pelo Federal Reserve ( FED ), banco central dos Estados Unidos. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.
Na China , o receio de que o surto de coronavírus traga impactos para a segunda maior economia do planeta continuou a afetar o mercado financeiro. O confinamento dos habitantes de diversas cidades afetadas pela doença reduz a produção e o consumo da China.
A expectativa de desaceleração da economia chinesa impacta diretamente países como o Brasil , que exporta diversos produtos, principalmente commodities (bens primários com cotação internacional) para o país asiático. Com menos exportações, menos dólares entram no país, pressionando a cotação.
Entre os fatores dom ésticos que têm provocado a valorização do dólar , está a decisão do Comitê de Política Monetária ( Copom ) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima.
*Com informações da PBS, emissora pública de televisão norte-americana

Coronavírus: número de mortes sobe para 722 na China

Passageiros infectados são retirados de cruzeiro para tratamento – Kim Kyung-Hoon/Reuters/direitos reservados
Por Estadão Conteúdo
A Comissão Nacional de Saúde da China informou ontem, que o número de casos de coronavírus no país subiu para 31.774 e o total de mortes aumentou para 722. Na atualização anterior, havia 31.161 casos confirmados e 636 óbitos no país asiático.
Em comunicado, o órgão afirmou ainda que há 27.657 casos suspeitos na China e que 2.050 pessoas já foram curadas. O documento informou, também, que há 26 casos da doença confirmados em Hong Kong, com um óbito, dez casos em Macau e 16 em Taiwan.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

O Poder, jornal pelo zap, estreia segunda

A melhor notícia para quem gosta de saber das coisas em primeira mão e na velocidade dos tempos de ferramentas digitais: o jornal O Poder, o primeiro no País transmitido via Whatsapp, dobradinha deste blogueiro com o múltiplo comunicador José Nivaldo Júnior, chega ao seu celular na próxima segunda-feira.

Fiz algumas perguntinhas ao idealista e inquieto José Nivaldo. 
Você vai sumir do face nos próximos dias?
Não. Pelo contrário. Apenas vou ter que dar atenção aos clientes e concentrar o foco no jornal, que será lançado na próxima  segunda-feira, 10.
Inclusive, farei várias postagens sobre ele ao longo do fim de semana.

O que podemos antecipar sobre o jornal do zap? 
É o primeiro jornal do mundo, até aonde sei, concebido e direcionado para o leitor de WhatsApp. Algo novo, diferente, que acredito vai surpreender.
Quem formulou o projeto?
Escrevi meu primeiro artigo no Diário de Pernambuco aos 16 anos. Fui diretor e editor de jornal aos 17. Depois de 15 anos como (também) jornalista, optei pela publicidade. 
Nós últimos anos, tenho atuado como consultor em comunicação. Prestei serviços a grandes grupos, estudei e aprendi muito. Aí, concebi este projeto que agora vai sair do papel.
Qual vai ser o meu papel?
 
Concebi junto com minha equipe o jornal via WatsApp há algum tempo. Apresentei a ideia a alguns clientes potenciais. Muitos avançaram, mas nenhum bancou. Aí, dia desses, encontrei você  no restaurante e mostrei o projeto. Era o momento dele e você topou na hora. Firmamos uma parceria, somando currículos.

E, como bom jornalista, você deu o furo. Segunda-feira, teremos o número zero, 19h, no zap de todos os que "assinarem" até lá. Você será o porta voz dos nossos grandes furos, não tenho a menor dúvida.
E como faz para assinar? Quanto paga?
A assinatura é gratuita. Mas a partir de hoje a plataforma será disponibilizada. Ao longo do fim de semana esperamos cadastrar alguns milhares de assinantes batizados raiz, aqueles que confiaram no projeto sem ver o produto pronto, ainda.
Esses vão morrer sem sair dos nossos corações.
Do Blog de Magno martins

Onyx tenta retomar articulação política do governo Bolsonaro

Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni Foto: Jorge William / Agência O Globo
O Globo - Por Thais Arbex

Em meio ao esvaziamento da Casa Civil, o ministro Onyx Lorenzoni passou a trabalhar para reconquistar a articulação política do governo Jair Bolsonaro. Segundo aliados, a ideia de Onyx não é retomar o controle do diálogo com parlamentares no varejo, mas consolidar a relação com os principais líderes partidários e com a cúpula do Congresso.
A avaliação de Onyx e sua equipe é de que o general Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) não conseguiu assumir de fato o papel de intermediário entre as demandas do Legislativo e o Palácio do Planalto. Por isso, haveria espaço para o titular da Casa Civil mostrar ao presidente que, hoje, ele tem mais trânsito no Congresso do que o colega palaciano.
Embora tenha conseguido se estabilizar no cargo, aliados admitem ainda não haver clareza sobre papel atual de Onyx no governo, após ter perdido na semana passada o comando do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). Para eles, a preocupação do chefe da Casa Civil deve ser a de desenhar uma estratégia para deixar de ser peça decorativa no Planalto.
Nesse cenário, a avaliação é de que a relação estreita com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pode ser um ativo. Alcolumbre, inclusive, teria sido um dos principais articuladores pela sua permanência no governo.
Parte do Congresso, no entanto, vê a movimentação com descrença. Para essa ala, mesmo que o ministro se esforce para mostrar a deputados e senadores que atua com o aval de Bolsonaro, as recentes sinalizações do presidente indicam que seu poder foi minado. Ou seja, nessas condições, Onyx não teria respaldo para as negociações políticas e sua atuação seria inócua.
Parte dos colegas de Esplanada dos Ministérios também vê com descrença a permanência do ministro no governo. O entendimento é o de que, neste momento, não há mais condições de restabelecer a relação do chefe da Casa Civil com Bolsonaro e o restante do governo.
Apesar de ter como uma das principais funções a coordenação ministerial, Onyx, segundo integrantes da Esplanada, não tem conseguido desempenhar esse papel.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Escola, Volver!

Foto: Carolina Antunes/PR
Por Coluna de Carlos Brickmann
A nova escola militar, promessa de Bolsonaro, já existe – mais como sonho, já que sala de aula, que é bom, ainda não há nenhuma. Mas a pedra fundamental foi lançada por Bolsonaro nesta semana, ao lado de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, entidade que deu de presente o projeto. Presente com nosso dinheiro, claro: os impostos que sustentam o sistema S, maior fonte de renda dos sindicatos patronais.  São como o Imposto Sindical, em boa hora eliminado para os sindicatos de trabalhadores - e mantido para os patronais.
Já se sabe algo a respeito do novo tipo de escola: corte de cabelo de rapazes e moças, tipo de calçado. Só falta construir a escola e dar ensino de boa qualidade. Estará de volta o “vovô viu a uva”, da ótima cartilha Caminho Suave, que ajudou na minha alfabetização, ou haverá sistemas diferentes?
O detalhe curioso é o patrocínio do projeto pela Fiesp, que busca ficar próxima de Bolsonaro. Há pouco mais de um ano, Paulo Guedes prometia “enfiar a faca” no sistema S, como fez com o imposto sindical. São quase R$ 20 bilhões por ano. Boa parte é muito bem aplicada: ótimas escolas técnicas, ótimos clubes, ótimos cursos, ótimo trabalho de difusão cultural a baixo custo para os funcionários. Seria lamentável deixar de contar com esse dinheiro.
Mas outra parte dos recursos serve para fazer com que um presidente de sindicato ou associação tenha elevador privativo, viaje de helicóptero de um bairro a outro, faça sua campanha eleitoral. Nós pagamos

Tensão entre Trump e sua principal opositora

Trump esnoba Pelosi, e presidente da Câmara dos EUA rasga discurso.
Foto: Jonathan Ernst/Reuters
Por G1

O presidente americano Donald Trump e a presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, protagonizaram dois momentos de pouca — ou nenhuma — cordialidade durante o tradicional discurso de Estado da União, na noite de ontem.
Ao chegar à tribuna para falar diante do Congresso americano, Trump ignorou Pelosi, que havia estendido a mão para cumprimentá-lo. Mas não ficou claro se o presidente americano se recusou a apertar a mão de sua principal opositora, ou se simplesmente não viu o gesto.
A saia-justa ficou estampada no sorriso amarelo da presidente da Câmara dos EUA, que em um primeiro momento não encontrou outra reação se não dar de ombros (veja no vídeo abaixo). Mais tarde, no Twitter, ela provocou o republicano e escreveu: "Os democratas nunca deixarão de estender a mão da amizade para fazer o trabalho pelo povo".
Mas foi ao fim do discurso que Pelosi, a responsável por abrir o inquérito de impeachment contra Trump, deixou ainda mais explícito o seu incômodo com o presidente americano. A democrata se levantou atrás dele e rasgou em várias partes sua cópia do discurso.
Uma fonte afirmou à rede CNN que a atitude não foi planejada, e a um produtor da Fox News, Pelosi se justificou: "Foi a coisa mais cortês que eu poderia fazer considerando as alternativas".

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

‘Pedalada fiscal’ de Guedes e Bolsonaro foi de R$ 55 bilhões em 2019



Do Blog de Esmael

A “pedalada fiscal” de Bolsonaro e Guedes em 2019 foi de, pelo menos, R$ 55 bilhões. A informação é do Valor Econômico que minimizou o fato e chamou de “drible”.

O montante foi de despesas que ficam de fora do limite estabelecido pelo teto de gastos. Parte desse dinheiro continuará gerando despesas neste e nos próximos anos.

O maior volume de gastos fora do limite constitucional foi dos R$ 34,4 bilhões pagos à Petrobras. Fora o debate sobre os gastos, a questão é que Dilma Rousseff foi derrubada por muito menos que isso.

Com informações do Valor.

Porcentagem de trabalhadores informais poderá superar a dos formais

Até o fim da década, porcentagem de trabalhadores informais superará a dos formais.
Carteira de trabalhoCarteira de trabalho | Reprodução
O Globo - Por Ancelmo Gois
Do entregador de pizza ao homem de negócios
Ainda sobre o aumento da informalidade, que alcançou, segundo divulgou o IBGE na sexta, seu maior nível em três anos (41,1% da força de trabalho ocupada), veja este levantamento do economista José Roberto Afonso, craque na arte de fazer contas.
Em dezembro de 2019, do total de trabalhadores ocupados (ou seja, sem contar desempregados), 37,5% eram com carteira, ante 30,5% de informais (empregadores, autônomos, firmas individuais, MEI). Há sete anos, as mesmas proporções eram de 40,8% e 26,9%. “Mantendo a atual tendência, até o fim desta nova década os informais superarão os formais (com carteira), já contando servidores públicos”, disse o economista. Ou seja: cada vez mais, trabalha-se sem estar empregado.

Bolsonaro revolta governadores por culpá-los pelo preço alto dos combustíveis

(Foto: Agência Brasil)

247 - Os governadores estaduais consideraram um ataque institucional as declarações de Bolsonaro culpando-os pelo preço dos combustíveis. 

A coluna Painel da Folha de S.Paulo informa que o governador de São Pualo, João Doria, começou em um grupo de Watsapp a mobilização de governadores. 

Os governadores do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), e do Pará, Hélder Barbalho (MDB), acompanharam a posição do governador paulista. 

Hélder e Dória disseram que o ato de Bolsonaro foi irresponsável. O governador do Rio disse que assinaria qualquer tipo de nota contra as afirmações do chefe do Poder Executivo nacional. 

Dos 27 governadores, 23 assinaram a nota conjunta nesta segunda (3) sugerindo que, em vez do ICMS, Bolsonaro cortasse tributos federais que incidem sobre os combustíveis.

Dino eleva piso salarial dos professores do MA para R$ R$ 6.358,96



Do Blog de Esmael


O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), usou o Twitter nesta segunda-feira (3) para anunciar um novo aumento no piso salarial dos professores que atuam nas escolas do Estado.

Segundo o governador comunista, que é pré-candidato à presidência da República em 2022, o piso salarial dos educadores com jornada de 40 horas semanais no Maranhão deve passar para R$ 6.358,96. Antes, a remuneração era de R$ 5.750.

“Novo piso de remuneração para professores 40h no Maranhão deve passar para R$ 6.358,96. Proposta será enviada hoje para Assembleia Legislativa. Lembro que valor nacional é R$ 2.886,24”, escreveu Dino na rede social.


“Tomei a decisão de repassar 100% dos valores do FUNDEB para a folha de salários, e complementar com recursos próprios do Estado. A essência da aprendizagem reside nos professores. Dessa decisão resulta reajuste de até 17,5% nas menores remunerações (piso)”, completou.

PGR concede parecer favorável a regime semiaberto para Geddel

Foto: Arquivo/Reprodução/Justiça Federal
Por Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à concessão do regime de prisão semiaberta ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, que está preso desde julho de 2017.
Em outubro do ano passado, Geddel foi condenado pela Segunda Turma do STF a 14 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa na ação penal do caso relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados pela Polícia Federal (PF) em um apartamento localizado em Salvador.
O parecer da PGR, assinado pela subprocuradora Lindôra Araujo, foi motivado por um pedido da defesa do ex-ministro ao Supremo. Segundo os advogados, Geddel pode passar para o regime semiaberto, no qual o preso é autorizado a sair durante o dia para trabalhar e retorna ao presídio à noite.
Segundo a procuradora, o ex-ministro preenche os requisitos legais e tem direito à progressão de pena. “O réu foi condenado nesta ação penal a 14 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, bem como ao pagamento de 106 dias-multa. Desse modo, deve cumprir 29 meses e 18 dias para fazer jus ao beneficio pleiteado. Considerando que a prisão preventiva foi implementada em 03/07/2017, o requisito objetivo foi satisfeito. disse Lindôra.
A decisão caberá ao relator do caso, ministro Edson Fachin. 

China: casos de coronavírus sobe para 20.438; mortes aumentam para 425

Foto: crédito/AFP
Por Estadão Conteúdo
A Comissão Nacional de Saúde da China informou ontem que o número de casos de coronavírus no país subiu para 20.438 e o total de mortes aumentou para 425. Na atualização anterior, haviam 17.205 casos confirmados e 361 óbitos no país asiático.
Em comunicado, o órgão afirmou ainda que há 23.214 casos suspeitos na China e que 632 pessoas já foram curadas. O documento informou, também, que há 15 casos da doença confirmados em Hong Kong, 8 em Macau e 10 em Taiwan

Coronavírus: Hong Kong registra 1ª morte

Além do óbito no território semi-autônomo chinês nesta segunda-feira, uma pessoa morreu nas Filipinas no fim de semana. Portanto, chega a 426 os mortos em toda a China. Enquanto, ao redor do mundo, são 427 mortes confirmadas.
Hong Kong registrou a primeira morte por coronavírus Anthony Kwan/Getty Images
Por Redação da Veja
Hong Kong confirmou, nesta segunda-feira, 3 (terça-feira, no horário local), a primeira morte em decorrência do novo coronavírus. Desta forma, chegam a 426 os mortos em toda a China, além de mais de 20 mil casos confirmados da doença.
A vítima no território semi-autônomo é um homem de 39 anos. Esta foi a segunda morte confirmada fora da China continental, já que no fim de semana, as Filipinas registraram o primeiro óbito por conta do coronavírus no país. Desta forma, ao redor do mundo, são 427 mortos confirmadas.
Na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, epicentro da epidemia, está a maior parte das mortes: 414, além de mais de 13,5 mil casos. No mundo, 24 países confirmaram ter pessoas infectadas.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

BNDES pagou R$ 935 mil à diretoria em dezembro

Outros R$ 312 mil foram desembolsados a ex-diretores
Gustavo Montezano, presidente do BNDES, recebeu R$ 123 do banco em dezembro
Foto: Ana Branco / Agência O Globo
Época - Coluna de Guilherme Amado
Por Eduardo Barretto

O BNDES pagou R$ 935 mil para sua diretoria em dezembro de 2019.

Gustavo Montezano, presidente da estatal, recebeu R$ 123 mil no mês — R$ 81 mil de salário e R$ 40 mil de 13º.
O valor é ainda maior, se forem acrescentados os pagamentos para ex-diretores em quarentena.
Em dezembro, R$ 312 mil foram desembolsados para ex-integrantes da diretoria.
É que, pela lei da quarentena, eles devem receber salários seis meses após deixar o cargo, para evitar conflito de interesses na iniciativa privada.
Entre eles está Joaquim Levy, que presidiu o banco apenas nos primeiros seis meses no governo Bolsonaro.
(Por Eduardo Barretto)

Inglaterra: autor do ataque esteve recentemente preso

Ataque terrorista 
Foto: AFP/via ISTOÉ
Da ISTOÉ - Por AFP

O autor do ataque com faca de ontme em Londres havia sido condenado por distribuir propaganda terrorista e tinha deixado a prisão recentemente, informaram o jornal The Guardian e a emissora de televisão Sky News.
Segundo a Sky News, o agressor, que foi morto pela polícia, deixou a prisão no mês passado depois de cumprir metade da sentença de três anos pela qual foi condenado por distribuir material da Al Qaeda na internet.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, prometeu anunciar nesta segunda-feira “mudanças fundamentais” em relação ao tratamento dos autores de atos terroristas.
O governo conservador já havia anunciado um aperto legislativo após o ataque reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico, que deixou dois mortos no final de novembro na ponte de Londres, no centro da capital britânica.
No ataque deste domingo, três pessoas foram feridas, uma em estado grave, e o agressor foi morto.
De acordo com fontes oficiais, além de utilizar a faca, o terrorista vestia um colete-bomba falso.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

População em ‘situação de rua’ cresce 60% em São Paulo em 4 anos


São Paulo SP 19 06 2018 Cena Paulistana- minha casa minha vida de moradores de rua sob o elevado João Goulart(Minhocão) Foto Alan White /Fotos Publicas
O Censo da População em Situação de Rua, realizado pela Prefeitura de São Paulo, aponta um crescimento de 60% do número de moradores de rua na capital paulista. O levantamento demonstra a relação entre o salto no número de moradores de rua e a alta na taxa de desemprego — que era de 13,2% na cidade em 2015 e agora chega a 16,6%, informa Mônica Bergamo na coluna Painel, da Folha de São Paulo.
Em 2015, os moradores em situação de rua em São Paulo eram 15,9 mil.
Os dados do Censo da População em Situação de Rua serão divulgados oficialmente na sexta-feira (31).

Aliados de Onyx defendem que ele deixe o governo

Blog do Valdo Cruz
Esvaziado na Casa Civil com a decisão do presidente Jair Bolsonaro de tirar o Programa de Parcerias e Investimento (PPI) da pasta, o ministro Onyx Lorenzoni, na avaliação de seus aliados, deveria deixar o governo e voltar para a Câmara dos Deputados. O ministro está em férias e retorna a Brasília na segunda-feira (3).
Segundo interlocutores do ministro da Casa Civil, o presidente sinalizou claramente, pelas redes sociais, seu descontentamento com Onyx ao mandar demitir novamente Vicente Santini, exonerar o secretário-executivo que o havia substituído, Fernando Moura, e transferir o PPI para o Ministério da Economia.
Para seus aliados, o ministro perde praticamente qualquer poder à frente da Casa Civil e já vinha sendo bombardeado por outros ministros. Onyx Lorenzoni foi um dos primeiros a embarcar na candidatura de Jair Bolsonaro, chefiou a transição e ganhou como recompensa o comando daquele que deveria ser o principal ministério do governo.
Ao longo do ano passado, porém, ele foi perdendo poder. Primeiro, a articulação política. Depois, a Secretaria de Assuntos Jurídicos. Com isso, deixou de despachar diariamente com o presidente, como fazia. Havia ganhado, em compensação, o comando do PPI. Agora, perde o programa responsável pelas concessões e privatizações do governo.
'Terra arrasada'
A avaliação de assessores diretos do presidente é a de que Lorenzoni ficou “fragilizado”, mas Bolsonaro deve deixar com o ministro da Casa Civil a decisão de sair ou não do cargo. Segundo um interlocutor do presidente, ele vai aguardar o retorno do ministro, que pode antecipar a volta a Brasília para amanhã, para decidir seu futuro.
No Palácio do Planalto, a definição sobre a situação da Casa Civil depois de perder o comando do PPI para o Ministério da Economia é de “terra arrasada”. Nas palavras de um assessor palaciano, não sobrou praticamente nada de “relevante” na pasta, depois que ela já havia perdido a articulação política e a Secretaria de Assuntos Jurídicos.
A expectativa é a de que outros assessores de Lorenzoni também sejam demitidos nos próximos dias. Até agora, Vicente Santini e Fernando Moura foram exonerados, mas o presidente estaria irritado com outros auxiliares do ministro da Casa Civil.
No gabinete presidencial, a informação é a de que o presidente não sabia da nomeação de Vicente Santini para um cargo de assessor especial da Casa Civil, do qual Bolsonaro mandou exonerá-lo nesta quinta-feira (30). Na quarta (29), a Casa Civil havia informado que Bolsonaro sabia da nomeação do ex-secretário-executivo da pasta para um posto de assessor especial, o que irritou o presidente.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

MEC suspende início das inscrições para o Prouni

Para este semestre, o Prouni dispõe de 251.139 bolsas de estudo (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
(Foto: (Foto: Arquivo/Agência Brasil
Por Agência Brasil
Inicialmente programadas para terem início nesta terça-feira (28), as inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni) foram suspensas ontem pelo Ministério da Educação (MEC). O ministério ainda não estipulou nova data.
A decisão foi tomada após o Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região suspender a divulgação do resultado das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Segundo o MEC, o cronograma do do Sisu e o do Prouni, ambos programas de acesso à educação superior, só serão divulgados após uma decisão final da justiça.
O Sisu oferta vagas em instituições públicas de ensino superior. Já o Prouni oferta bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior. Mas ambos utilizam notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como foi comprovada a falha na correção (http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2020-01/inep-encontra-inconsistencia-em-correcao-do-enem) de algumas provas do Enem, a justiça atendeu o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) de suspender a divulgação dos resultados do Sisu. A ideia é não comprometer a transparência e a lisura do procedimento que dá acesso às vagas, seja de um programa, seja de outro.
Segundo a DPU, em seu pedido, a revisão das notas pode provocar alteração nos resultados finais de todos os candidatos. E essa alteração, ainda que de décimos, pode ser a diferença entre conseguir ou não a vaga pretendida.
O MEC, no entanto, vai disponibilizar aos estudantes a consulta de bolsas do Prouni, uma vez que se trata apenas de uma informação. Com isso, a consulta das mais de 251 mil bolsas relativas ao processo seletivo 1/2020 já está aberta.

OMS revê para "alta" ameaça global do coronavírus

Funcionária trabalha na fabricação de trajes de proteção em 27 de janeiro de 2020 em Nantong, China - AFP
Da ISTOÉ - Por AFP
A capital chinesa registrou ontem a primeira morte pelo coronavírus que está causando um temor crescente no mundo, diante das 106 mortes e cerca de 1.300 novos casos confirmados só na China, enquanto a OMS elevou a ameaça internacional da epidemia a “alta”.
As autoridades sanitárias da província chinesa de Hubei (centro), onde começou a epidemia, afirmaram que o vírus deixou mais 24 mortos, que somados aos 82 já reportados, somam 106, e infectou outras 1.291 pessoas, o que eleva o número de pacientes confirmados a mais de 4.000 em todo o país.
Um bebê de nove meses estaria entre os infectados.
A preocupação com o vírus levou Pequim a adiar o início do semestre letivo em escolas e universidades em todo o país.
As aulas estão suspensas devido ao feriado do Ano Novo Lunar e o ministério da Educação não divulgou uma data para o retorno das atividades. De acordo com uma circular do ministério, a retomada das aulas será decidida segundo a localização dos estabelecimentos.
O embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, assegurou ao secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que seu país “tem plena capacidade e confiança de vencer a batalha contra a epidemia”, segundo um comunicado da missão diplomática chinesa nas Nações Unidas.
Em entrevista na sede da organização, Jun admitiu que a China está em um momento crucial ao apresentar ao chefe da ONU a situação e os meios implementados por Pequim para combater a doença.
“A China está trabalhando com a comunidade internacional em um espírito de abertura, transparência e coordenação científica”, afirmou o embaixador chinês, segundo comunicado de seu gabinete.
“Com grande senso de responsabilidade, a China não poupa esforços para deter a propagação da doença e salvar vidas”, acrescentou.
Mais cedo, o presidente americano, Donald Trump, havia oferecido “qualquer ajuda necessária” ao gigante asiático, que isolou várias cidades para impedir a propagação da doença.
A Mongólia se tornou o primeiro país a fechar as rodovias que a ligam à China. As pessoas procedentes da província chinesa de Hubei, a mais afetada, não poderão entrar na Malásia.


Alemanha, Turquia e Estados Unidos desaconselharam seus cidadãos a viajarem à China, enquanto França, Estados Unidos, Japão e Marrocos preparam a evacuação de seus cidadãos.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

O imbróglio do Enem

Do Blog de Magno Martins

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anda meio sumido das redes sociais. Não por acaso, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vive um imbróglio há mais de dez dias. O último capítulo aconteceu na noite de ontem, quando a Justiça rejeitou pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para derrubar a decisão que suspende a divulgação do resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) assim que as inscrições forem encerradas – às 23h59 de ontem.
A AGU promete recorrer da decisão da presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), desembargadora Therezinha Cazerta. Com a decisão, o Sisu segue impedido de divulgar, amanhã, os resultados dos aprovados no Enem.
A desembargadora cobrou transparência no Enem. Segundo ela, as razões que levaram à suspensão do Sisu na primeira instância não foram sanadas. O processo que impede a divulgação das notas começou com uma ação da Defensoria Pública da União por causa dos 5.974 candidatos que receberam notas erradas.
Os problemas no Enem de 2019 começaram após uma série de reclamações por parte dos estudantes após o recebimento das notas. O ministro da Educação admitiu falhas no gabarito do Enem e falou em “inconsistências” na correção das provas.

domingo, 26 de janeiro de 2020

Consumidor ainda não tirou proveito da redução do preço da gasolina

Redução do preço da gasolina: tem alguém tirando proveito, e não é o consumidor
O Globo - Por Ancelmo Gois
A Petrobras diminuiu duas vezes o preço do combustível este mês, a primeira delas no dia 14. 
Mas nos postos a queda não é sentida pelos motoristas. Pelo contrário. A ANP divulga segunda (27), que o preço médio de revenda da gasolina apresentou, na última semana, uma variação positiva de 0,17% na comparação com a semana anterior. No caso do etanol, a elevação foi de 0,19%, e do diesel, de 0,24%.

Tempo de Moro no ministério está contado

Aguarde: Moro está de saída
Jair Bolsonaro e Sérgio Moro (Foto: Adriano Machado/Reuters)
Por Carlos Brickmann
Moro é popular, mas está sendo triturado por Pancrácio e Cavalão. Seu tempo de Ministério está contado – a menos que aceite perder a Segurança Pública. Moro já engoliu muito sapo, mas agora disse a amigos que, se for mais uma vez passado para trás, sai do Governo. Mas qual é o problema?
Cavalão é o apelido de Bolsonaro em seus tempos de Exército, pela força física. Pancrácio, nome de um “vale-tudo” grego, que teria sido praticado por Hércules e Teseu, era o apelido de Alberto Fraga, perito na luta, hoje líder da bancada da bala. Fraga e Bolsonaro são amigos há dezenas de anos. E Fraga defende a divisão do Ministério de Moro em Justiça (que ficaria ministro) e Segurança Pública, que ele controlaria – além de controlar a Polícia Federal.
Mas desde quando Fraga manda no Ministério? Desde que o presidente Bolsonaro propôs a secretários estaduais de Segurança, fora da agenda, que o Ministério de Moro fosse subdividido. Fez a proposta, ouviu protestos e elogios, soube da decisão de Moro e já disse que não pensa numa divisão do Ministério. Mas pensa: para agradar o amigo, por achar que Moro quer ser candidato à Presidência, por não tolerar que a popularidade de Moro seja maior que a sua. Bolsonaro adora encontrar conspirações.
Que tal uma em que o ministro da Justiça não toma providências para impedir que Flávio Bolsonaro enfrente os tribunais, nem coloca na chefia da Polícia Federal um homem da confiança do presidente, nem lhe faz declarações de apoio?

Brigas no governo Bolsonaro

Crédito: Reprodução
Por Carlso Brickmann
Carluxo, filho 02 de Bolsonaro, já acusou Fábio Wajngarten de trabalhar mal – e foi ele que indicou o titular da Secom. Regina Duarte fez uma declaração de que gostaria de selar a paz entre o Governo e os artistas – é justo o que Bolsonaro não quer ouvir, ele que prefere a espada à paz. Logo surgiram ataques a Regina – de um IPTU que ela estaria devendo hoje numa casa vendida há cinco anos. Já o diretor da Secom, além de ser atacado pelo 02, não é defendido por Moro. Mas Bolsonaro disse que ele fica e mais tarde, estudando   melhor o assunto, talvez mude.
O ministro do Turismo, acusado de chefiar um laranjal, está bem, sem que ninguém o toque. Aliás, nem Moro.