quarta-feira, 21 de agosto de 2019

A atuação discreta de Eduardo Bolsonaro


De O Estado de S. Paulo - Coluna do Estadão

Indicado informalmente para ocupar a Embaixada do Brasil em Washington (EUA), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) teve até agora atuação discreta como deputado federal. Dos 44 projetos de lei e PECs que o filho 03 do presidente Jair Bolsonaro apresentou desde 2015, quando assumiu seu primeiro mandato, nenhum chegou a virar lei. Quase metade (19) é relacionada à segurança pública, alguns com forte viés conservador. O último deles propõe aumentar para 50 anos de prisão a pena para quem cometer homicídio por “imposição de ideologia de gênero”.
Assinado também por Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF), o texto ganhou de cara o codinome “Lei Rhuan Maycon”, em referência ao menino de 9 anos morto pela mãe e pela namorada. Segundo elas afirmaram, desejavam que o garoto fosse uma menina.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

BNDES: caixa preta ou dossiê contra adversários?


Estadão - Vera Magalhães

A abertura do que Jair Bolsonaro costuma chamar de “caixa preta” do BNDESresvalou em material de artilharia das redes bolsonaristas contra dois potenciais adversários do presidente em 2022: Luciano Huck e João Doria Jr. Tanto o apresentador da TV Globo quanto o governador de São Paulo constam da relação de pessoas que se utilizaram de uma linha de financiamento do banco, aberta em 2013, para a compra de aeronaves da Embraer em condições favoráveis.

Huck, Doria e outros que aparecem na lista não cometeram nenhuma ilegalidade. O questionamento possível é quanto à existência de uma linha para subsidiar jatinhos para ricos num banco que deveria ser de fomento à atividade econômica. Mas a divulgação dos nomes dos contemplados pela linha de crédito e a imediata viralização disso pelas redes sociais e por meio de memes do WhatsApp cumpre o claro propósito de começar a desconstruir a imagem de virtuais adversários de Bolsonaro, e é preciso se estar atento para o uso de estruturas de Estado para este fim.

Homem sequestra ônibus na ponte Rio-Niterói


Um homem armado faz passageiros de um ônibus da Viação Galo Branco como reféns na Ponte Rio-Niterói desde as 5h30 de hoje, de acordo com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Ainda não se sabe qual é a motivação do sequestrador, que ameaça incendiar o veículo.

A Ponte Rio-Niterói está totalmente interditada, no sentido Rio. O sentido Niterói está temporariamente bloqueado, para implantação de faixa reversível, de acordo com a Ecoponte. Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) implantaram fechamentos também nos acessos à ponte pela Avenida Brasil e pelo Viaduto do Gasômetro.
Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Corpo de Bombeiros cercam o veículo que está parado na altura do Vão Central. Viaturas dos bombeiros chegaram ao local por volta das 7h10. 
Equipe do BOPE está em negociação com o sequestrador.  Até o momento, seis vítimas foram liberadas  e 16 seguem dentro do veículo.
O homem, que se identificou como policial militar para entrar no ônibus, não fez nenhuma demanda específica para liberar os reféns, de acordo com a porta-voz.
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse, em sua conta no Twitter, que acompanha desde cedo o sequestro do ônibus e está em contato direto com o comando da Polícia Militar. Para Witzel, "a prioridade é a proteção dos reféns".
Em entrevista ao Bom Dia Rio, a mulher de um dos reféns contou que o marido lhe avisou do sequestro. "Sempre roubam carteira e celular, mas esse tipo de coisa nunca aconteceu", destacou Eliziane Terra.
"Ele saiu para trabalhar 4h30. Quando foi por volta de 5h26 ele me mandou uma mensagem dizendo que o ônibus estava sendo sequestrado: 'Estamos indo para a ponte'. A princípio eu pensei que era um assalto. Eu levantei, acordei o meu filho e disse: 'Seu pai está sendo assaltado'", revelou.
A linha de ônibus 2520D da Viação Galo Branco saiu do Jardim Alcântara, em São Gonçalo, em direção a Estácio, na região central do Rio.
No Facebook, o Centro pediu para que os passageiros que chegam de Niterói utilizem o serviço de barcas para fazer a travessia. 
Cerca de 150 mil veículos passam por dia pela Ponte Rio-Niterói. Nos horários de pico, cerca de 8 mil carros passam por hora pela ponte.

Filha: pastora sabia de plano para matar marido

Pastora-deputada e o plano
Jornal Extra

Uma das filhas adotivas da pastora e deputada federal Flordelis dos Santos de Souza confirmou, em depoimento à Polícia Civil em 24 de junho, que pediu a um dos irmãos, Lucas Cézar dos Santos, para matar o seu pai, o pastor Anderson do Carmo. Marzy Texeira da Silva tambem relatou que a mãe sabia de seu plano. Ela deu as declarações aos policiais no mesmo dia em que Lucas falou, em depoimento, que recebeu pedidos de Marzy para assassinar Anderson três meses antes da morte do pastor.
Ainda em seu depoimento, Marzy afirmou que, em conversa pelo WhatsApp, ofereceu a Lucas R$ 10 mil para matar o pastor. Ela contou que a quantia seria paga com dinheiro que furtaria da própria vítima. Marzy alega que Lucas aceitou o combinado e afirmou que pretendia assassinar Anderson dentro da casa da família, em Pendotiba, Niterói, onde ele acabou sendo executado.
Ainda de acordo com Marzy, o próprio pastor descobriu que estavam planejando sua morte e chamou um por um na família, inclusive ela própria. Ainda de acordo com o depoimento, Flordelis também usava um outro chip que tinha para falar com a filha. Marzy também alegou à polícia que Flordelis pediu à filha para apagar todas as conversas no WhatsApp nas quais foram feitos comentários sobre a morte do pastor.

Bolsonaro adiou a escolha do novo PGR, diz porta-voz


Reuters

O governo federal publica nos próximas dias uma medida provisória com a mudança do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central, e a determinação de que o órgão passará a ser dirigido por servidores de carreira do próprio BC, informou nesta segunda-feira o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros.
 “O Coaf estará sob o guarda-chuva do BC transformando-se em uma unidade de inteligência financeira, gerenciada por funcionários desse órgão”, disse o porta-voz.
A ideia de transferir o Coaf para o BC foi anunciada há 10 dias pelo presidente e serviu para solucionar o problema criado pela decisão de Bolsonaro de vetar a continuidade de Roberto Leonel, indicado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, na presidência do órgão.
PGR
O porta-voz disse ainda que Bolsonaro não deve anunciar na terça-feira o nome do novo procurador-geral da República, como havia prometido.
“O presidente comentou que em face do número elevado de pessoas qualificados para PGR tem tido dificuldade de fazer uma escolha. No momento adequado ele fará esse anúncio”, afirmou.
Rêgo Barros confirmou que Bolsonaro recebeu nesta segunda o procurador Lauro Cardoso, como tem recebido outros nomes cotados para o cargo.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Governador e vice de Sergipe têm mandatos cassados

Do Blog de Magno Martins
O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) votou por 6x1 pela cassação dos mandatos do governador Belivaldo Chagas (PSD) e da vice Eliane Aquino (PT), hoje. A denúncia foi feita pelo Ministério Público Eleitoral em novembro do ano passado.

A defesa disse que irá recorrer. Até a decisão final do Tribunal Superior Eleitoral, o governador e a vice permanecem no cargo. Segundo o MPE, se a decisão de perda do mandato for confirmada, serão realizadas novas eleições no estado.
Segundo o TRE, o entendimento foi de que a chapa composta por Belivaldo e Eliane se beneficiou de eventos públicos realizados durante o período eleitoral, como a assinatura de ordem de serviços em formatos festivos amplamente divulgados, o que de acordo com o entendimento da maioria dos juízes eleitorais se configurou em abuso do poder público.
Eles determinaram ainda inelegibilidade de Belivaldo Chagas por oito anos a contar da data das últimas eleições.

Bolsonaro gasta R$ 1,6 mi com medalhas

Presidente da República egresso da carreira militar, Jair Bolsonaro (PSL) deu em seus primeiros meses de governo impulso ao gasto para confecção de um apetrecho caro à caserna, as medalhas.

Os ministérios das Relações Exteriores, da Defesa, Exército, Marinha, Aeronáutica e Escola Superior de Guerra têm mais de 50 tipos diferentes de condecorações, da Medalha do Pacificador à Medalha Sangue do Brasil.
O custo para confecção delas ficou em R$ 1,6 milhão nos primeiros meses de 2019 – dados que vão até abril ou junho, a depender do órgão.
Apesar de o governo ter patrocinado um contingenciamento que atingiu severamente diversas pastas, entre elas a da Educação, o desembolso para as medalhas supera, proporcionalmente, os feitos em 2017 e 2018, se assemelhando aos de 2016 (R$ 3,7 milhões) caso sigam no mesmo ritmo até o fim do ano.
Os valores foram obtidos pela Folha de São Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação.
Em abril, o presidente concedeu ao guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, o mais alto grau da Ordem de Rio Branco, do Itamaraty, condecoração dada pelo governo do Brasil para “distinguir serviços meritórios e virtudes cívicas, estimular a prática de ações e feitos dignos de honrosa menção”. Ele admitiu Olavo no grau de grã-cruz da ordem.
Na mesma ocasião, foram agraciados, com medalhas de grau inferior, os filhos Flavio (senador) e Eduardo (deputado federal), além de ministros, governadores e congressistas aliados, entre eles o deputado federal Helio Negão (PSL-RJ), espécie de sombra do presidente da República.
Capitão do Exército reformado, Bolsonaro se destaca tanto em dar quanto em receber medalhas.
A Folha identificou que o presidente da República recebeu ao menos sete tipos diferentes de medalhas, quatro delas durante a gestão daquele que ele aponta hoje como seu arquirrival, o petista Luiz Inácio Lula da Silva – só parte dos órgãos divulga publicamente a lista dos agraciados pelas condecorações.
As medalhas começaram a aparecer com mais intensidade na lapela de Bolsonaro na primeira gestão de Lula, quando o capitão reformado estava em seu quarto mandato na Câmara dos Deputados – local em que permaneceu por 28 anos como parlamentar do chamado baixo clero, o contingente de baixíssima projeção política nacional.
Após ter deixado o serviço ativo do Exército absolvido em um processo em que era suspeito de planejar atentados a bomba no Rio, Bolsonaro pautou todos os seus mandatos na Câmara pela defesa dos interesses corporativos dos militares.
De acordo com os registros oficiais, em 2004, 2005 e 2006 ele recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico, a Medalha da Vitória (Ministério da Defesa), a Ordem do Mérito Militar (Exército) e a Medalha Santos-Dumont (Aeronáutica).
Em geral, elas têm por objetivo recompensar pessoas que tenham prestado relevantes serviços às Forças. A da Vitória, especificamente, destina-se a agraciar aqueles que contribuíram para a difusão dos feitos dos brasileiros que lutaram na 2ª Guerra Mundial. Clique aqui e confira a matéria da Folha de São Paulo na íntegra.

Procuradores estão incomodados com participação de Flávio Bolsonaro no processo de escolha do novo PGR

Do O Globo

O subprocurador Antonio Carlos Simões Martins Soares, indicado por Flávio

A divulgação de notícias sobre a possibilidade de que o subprocurador Antônio Carlos Simões Soares possa ser indicado para o cargo chefe do Ministério Público Federal (MPF) está provocando um forte clima de insatisfação entre procuradores. Integrantes do MPF ouvidos pelo GLOBO nesta segunda-feira sustentam que Soares não teria condições de chefiar o MPF num momento tão complicado do país.


Segundo esses procuradores, Soares está há apenas dois anos em Brasília como subprocurador-geral, nunca comandou uma grande investigação e permanece desconhecido entre boa parte dos colegas de instituição.

Subprocuradores e procuradores estão incomodados com a participação do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no processo de escolha do futuro procurador-geral. O advogado do senador teria sido um dos responsáveis pela indicação de Soares. Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, é alvo de uma investigação do Ministério Público do Rio sobre supostas fraudes no gabinete do parlamentar.


Soares, que já cursou a Escola Superior de Guerra, instituição de estudos ligada ao Ministério da Defesa, já esteve com Bolsonaro.

(…)

Reação a Bolsonaro ameaça ser praga para o agronegócio

FERNANDO BRITO · no Blog Tijolaço


Os agroboys bolsonaristas que se cuidem.

Nélson de Sá, na Folha de hoje, mostra os estragos dos coices ambientais de Jair Bolsonaro.

Dois dos principais veículos de comunicação alemães, o Der Spiegel e Die Zeit fazem uma verdadeira conclamação por sanções comerciais contra o Brasil, por conta do desmatamento da Amazônia.

“É hora de sanções contra o Brasil”, diz a revista, enquanto o jornal sugere que “é preciso apertar onde dói”, ou seja, nos negócios com a Alemanha.

Fala-se abertamente em boicotar a compra de soja brasileira. Os agricultores do GrainBelt, nosso maior concorrente em exportações do produto para os alemães agradecem, penhorados, sobretudo nesta época de encrenca comercial com a China.

O Die Zeit propõe, expressamente:

Talvez seja mais promissor começar em um ponto que fere mais o Brasil: nos interesses econômicos de seus exportadores, por exemplo, agricultores que vendem soja e carne bovina em grande escala para metade do mundo. A União Europeia é um dos principais importadores e acaba de assinar um acordo de livre comércio com o Mercosul, o mercado comum sul-americano

Claro, por déficit cognitivo, existência fútil e excesso de sertanejo universitário, os agroboys vão demorar a compreender – se é que vão – as consequências do que está fazendo seu “Mito”.

Mas os papais dos filhinhos, estes já estão vendo e é sinal disto a entrevista de Blairo Maggi, eleitor de Bolsonaro ao Valor, dizendo que o discurso presidencial anula todo o esforço do agronegócio para se firmar no mundo.

O acordo com a União Europeia, tão festejado, parece ter nascido morto.

“Bolsonaro atira pelas costas nos seus soldados”

Gustavo Bebianno: ex-ministro demitido do governo diz que presidente vai ficar isolado e que ‘fenômeno de 2018’ não se repetirá
Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

A caminho do Palácio dos Bandeirantes, onde se encontraria com o governador de São Paulo, João Doria, pouco antes da filiação do deputado Alexandre Frota ao PSDB, Gustavo Bebianno adianta seus planos para o futuro: quer participar da eleição de 2020, talvez como candidato a prefeito do Rio, filiado ao próprio PSDB ou ao DEM.
“Recebi alguns convites e, na hora certa, vai ser decidido”, disse ao Estado na sexta-feira. Demitido da Secretaria-Geral da Presidência, Bebianno afirmou que sua saída do governo e a expulsão de Frota do PSL mostram um “viés autoritário” do presidente Jair Bolsonaro, cujo destino seria terminar o governo isolado. “Ele próprio atira nos seus soldados. E pelas costas.”
Como o sr. avalia a expulsão de Alexandre Frota pelo PSL?
O partido tem de ser composto por vozes que destoam entre si. Ele tem de ter um núcleo, um alinhamento, mas é muito saudável que haja divergências internas. Então, este tipo de atitude revela um viés muito autoritário que infelizmente vem sendo demonstrado pelo presidente desde a sua eleição. É muito preocupante o presidente determinar ao seu partido uma ordem sumária para que um de seus membros seja expulso. O presidente revela uma absoluta falta de lealdade com seus próprios soldados. Algumas pessoas dizem que o Jair tem deixado seus soldados para trás. Acho que é muito pior. Acho que ele próprio atira nos seus soldados. E pelas costas.


Leia entrevista completa clicando ao lado: Gustavo Bebianno: 'Bolsonaro atira pelas costas nos seus soldados

Após último capítulo da Vaza Jato, ministros falam em ‘crime’ durante operação





Da Folha:


O registro de pedidos de membros da força-tarefa da Lava Jato a integrantes da Receita de rastreamento informal de dados de contribuintes elevou em muitos graus a temperatura dos comentários de ministros de cortes superiores sobre os métodos dos investigadores.

Os magistrados que antes falavam em faltas funcionais graves agora usam a palavra “crime” para definir o saldo dos episódios revelados pela Folha e pelo site The Intercept neste domingo (18).


Como já existem procedimentos que investigam a atividade da Receita, as notícias de uma atuação conjunta e informal de agentes do Fisco com a Lava Jato tendem a ampliar a pressão sobre o órgão.

Pessoas que conhecem o presidente do Banco Central, Roberto Campos, dizem que ele está disposto a romper qualquer laço entre o Coaf e servidores que atuaram na Lava Jato. No intuito de cessar as suspeitas dos três Poderes sobre o órgão, ganha força a tese de que nenhum deles deve permanecer.

(…)

domingo, 18 de agosto de 2019

Glenn: Moro e Deltan acreditam ter o direito de ser corruptos



247 - O jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept, explica a relação do comportamento de Sergio Moro e Deltan Dallagnol contra a lei do abuso de autoridade com sua atuação durante a Operação Lava Jato.

"Um tema consistente das revelações da #VazaJato é que Moro e Deltan fingiram ser fanáticos sobre o combate à corrupção enquanto acreditavam que tinham o direito de ser corruptos. Ainda acreditam nisso, e é por isso que estão lutando contra punições por corrupção de juízes e MPF", observa.

Em novo capítulo da Vaza Jato publicado neste domingo 18, mensagens revelaram que a força-tarefa obteve com a Receita Federal dados sigilosos de suspeitos sem autorização judicial, por meio de aplicativos de conversas (leia mais).

Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que trata do abuso de autoridade. A matéria criminaliza todo o comportamento da Lava Jato com seus investigados e suspeitos. Moro e Dallagnol são contra as medidas.

De onde ela vai tirar esse dinheiro todo?


Parlamentares dizem aguardar que a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), cumpra a promessa de que Jair Bolsonaro vai enviar à Câmara proposta que libera R$ 330 milhões a bolsas de pesquisa.

A verba foi uma contrapartida exigida pelos parlamentares em troca da autorização para o governo emitir R$ 248 bilhões em dívidas para saldar despesas, driblando a chamada regra de ouro.
Na sexta (16), o ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) disse que, sem os R$ 330 milhões, os bolsistas do CNPq ficarão sem receber a partir de setembro.  (FSP)

Ações de Bolsonaro alarmam procuradores

Na Receita e no Coaf; escolha de PGR pode desencadear reação
Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Sinais emitidos por Jair Bolsonaro colocaram em alerta integrantes da PGR. Somada às mudanças na Receita Federale no Coaf, a demora para indicar o nome que vai liderar o MPF fez grupos de procuradores se organizarem para planejar reação caso a escolha do presidente seja heterodoxa. Para um articulado membro da carreira, se o Planalto optar pelo subprocurador Antonio Carlos Simões Soares, como aventado nos últimos dias, “caos será pouco para descrever o que será da Procuradoria”.
A predileção da família Bolsonaro por Soares foi revelada pela revista Época. Recebido pelo presidente dia 13, ele é um desconhecido até para procuradores experientes. Como os rumores sobre o apoio a ele no Planalto cresceram, investigadores que disputaram eleição interna para a lista tríplice foram buscar informações.
Faça-se a luz - Um desses procuradores conta que, ao questionar um colega sobre a personalidade de Soares, ouviu como resposta: “Ele é trevoso”.
Apontado como uma indicação de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Soares caiu nas graças da família do presidente pelas mãos de outra pessoa, o advogado Frederick Wassef. Este representa Flávio na ação que levou o presidente do STF, Dias Toffoli, a suspender apurações que tenham usado dados da Receita e do Coaf sem aval da Justiça.

Todos por Pernambuco encerra a primeira rodada com mais de 5 mil propostas da sociedade


Visualização da imagem

Governador Paulo Câmara percorreu as regiões de Itaparica, Moxotó e Pajeú e ouviu as sugestões do povo pernambucano


SERRA TALHADA - Concluindo a primeira rodada do Todos por Pernambuco, o governador Paulo Câmara comandou, nesta sexta-feira (16.08), o Seminário neste município do Sertão do Pajeú. Ao todo, mais de 5 mil propostas e 338 vídeos foram enviados pelo povo dos sertões de Itaparica, Moxotó e Pajeú, alcançando o objetivo de criar um ambiente de construção coletiva. Os seminários são oportunidades de discutir com a população de cada região o que é melhor para os municípios, por meio do processo de escuta popular. Além disso, durante os eventos, são apresentadas as ações do Governo de Pernambuco e o planejamento previsto para cada região.

“Começamos o Todos por Pernambuco na quarta-feira, no Itaparica. Ontem, estivemos no Moxotó e, hoje, estamos aqui no Pajeú para realizar essa ação que é fundamental para o avanço de Pernambuco. Com essa interação, com esse processo de escuta que nos aproxima, a gente vai estar mais perto porque, com tudo que a gente ouviu ao longo do dia de hoje, vai ser possível fazer um planejamento priorizando o que é importante para a região. Todas as sugestões vão se somar para, a partir daí, termos condições de tirar do papel muitas das propostas que a população nos enviou e fazer aquilo que é necessário para melhorar a vida do povo pernambucano”, afirmou o governador Paulo Câmara.

Somente no Sertão do Pajeú, foram gravados 115 vídeos na cabine digital e 460 propostas na ilha de propostas disponibilizada no evento. Entre elas, está a de Maria de Lurdes Silva, agricultora de 52 anos e moradora da comunidade Fazenda Três Passagens, em Serra Talhada. Mulher do campo e plantadora de milho, ela afirma que a água é uma das questões mais importantes para o seu trabalho. “Na comunidade onde moro é muito seco, então minha proposta foi pedir um poço e uma cisterna para melhorar nossa situação. Se tivéssemos água, podia plantar tomate e alface e, assim, não precisaria comprar”, disse Maria de Lurdes, que esteve na cabine digital disponibilizada no local. Para ela, a iniciativa do Governo é muito importante. “Acho que é assim que tem que ser para que Pernambuco e o país cresçam mais e para melhorar a nossa vida”, acrescentou.

A água também foi o pleito da agricultora Rosilene Gomes, 35 anos, moradora do distrito de Sítio Canoa, localizado neste município. “Nossa comunidade precisa de cisternas para as novas casas, além de encanamento. Dessa forma, melhoraria bastante a vida da gente”, pontuou.

Depois de apresentar as principais obras do Governo de Pernambuco na região do Pajeú, o secretário de Planejamento e Gestão, Alexandre Rebêlo, enfatizou que as propostas recebidas pela população serão todas trabalhadas e, na medida do possível, serão incorporadas ao Plano Plurianual, que vale por quatro anos. “É um método de trabalhar mais junto das pessoas. A intenção é realmente estar com a população, entendendo a demanda de cada região do Estado”, explicou.

Moro manobrou para julgar Cunha em Curitiba

Dois ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que o então juiz Sergio Moro não quis apreender telefones celulares de Eduardo Cunha para evitar que pessoas com foro privilegiado tirassem as investigações da 13ª Vara Federal em Curitiba e as levassem para o STF. A teoria dos ministros é que Moro queria manter Cunha sob sua alçada, como um troféu. Seria uma manobra combinada com o procurador da República Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato.

Para ministros, essa atitude explicaria o motivo de Moro ter se posicionado perante o Ministério Público contra eventual acordo de delação premiada do então ex-presidente da Câmara dos Deputados.
Eduardo Cunha conversava com a república inteira, especialmente com integrantes do primeiro escalão do Executivo e ministros de tribunais superiores, como membros do STF. Um ministro indaga se alguém se lembra de alguma operação da Lava Jato que tenha deixado de apreender celulares. Um advogado criminalista tem a mesmo teoria dos dois ministros do STF a respeito da conduta de Moro no episódio Cunha _uma reportagem feita em parceria entre o “The Intercept Brasil” e o “Buzzfeed”.

Paulo Câmara: "Não há prioridade maior do que a educação"

Governador inaugura prédio definitivo do campus da Universidade de Pernambuco em Serra Talhada, visando implantar novos cursos além do de medicina

SERRA TALHADA – Após vistoriar as obras do Hospital Geral do Sertão - Governador Eduardo Campos, o governador Paulo Câmara inaugurou, nesta sexta-feira (16.08), o prédio definitivo do campus da Universidade de Pernambuco (UPE), que formou esta semana a primeira turma de medicina. O governador, inclusive, prestigiou a colação de grau dos 20 formandos, na noite desta sexta. A nova estrutura da UPE - que contemplará 24 cidades pernambucanas, além de estudantes dos Estados do Ceará, Bahia e Sergipe - recebeu um investimento de R$ 5,2 milhões. Paulo Câmara assinou, ainda, ordens de serviço para a implantação de sistemas adutores nos campus da UPE, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e do Instituto Federal Sertão de Pernambuco, beneficiando cerca de 14 mil alunos e funcionários.

“É importante destacar que, em meio a tantos desafios, estamos conseguindo avançar em sonhos antigos para a população de Pernambuco. Tomar a decisão de interiorizar o ensino superior e trazer cursos que exigem uma complexidade maior, como o de medicina, e esse sonho se tornar realidade depois de seis anos me deixa muito orgulhoso. Em breve, no inicio de 2020, o Hospital Geral do Sertão terá a primeira etapa entregue e será uma referência importante para o curso de medicina. Também vamos iniciar as residências medicas aqui em Serra Talhada e isso será importante para a fixação dos médicos no interior do Estado. Para mim, não há prioridade maior do que investir na educação”, afirmou Paulo Câmara.

O reitor da UPE, Pedro Falcão, registrou que o momento é de muita alegria e emoção com a interiorização da universidade. “Estamos dando a oportunidade de as pessoas do interior se formarem e se especializarem em suas cidades. O que era um sonho para muitos, hoje é realidade. Com certeza, nossa equipe vai trabalhar para trazer outros cursos superiores”, garantiu.

Atualmente, a unidade da instituição conta com 111 alunos matriculados e 21 docentes efetivos. A inauguração cria condições para a abertura de novos cursos, em especial na área de saúde, caminhando para transformar a região num polo médico. Com 3,3 mil metros quadrados, a nova unidade conta com biblioteca, auditório, área de convivência, almoxarifado, secretaria/escolaridade, laboratórios, salas de aula, salas de professores, sala de coordenação e sala de tutorias.

Entre os municípios beneficiados com a nova estrutura da UPE estão Arcoverde, Belém de São Francisco, Cabrobó, Carnaíba, Caruaru, Ibimirim, Lagoa Grande, Limoeiro, Petrolina, Recife, São José do Egito, Serra Talhada, Surubim, São Lourenço da Mata, Santa Terezinha, Princesa Izabel, além dos estados do Ceará, Bahia e Sergipe (alunos matriculados); São José do Belmonte, Mirandiba, Carnaubeira da Penha, Floresta, Santa Cruz da Baixa Verde, Calumbi, Betânia (municípios circunvizinhos).

O secretário de Ciência e Tecnologia, Aluísio Lessa, frisou a importância de um ambiente universitário no interior do Estado. “Trazer a UPE para Serra Talhada foi um enorme esforço do Governo de Pernambuco. O que estamos fazendo é levar vida à vida das pessoas. Com essa nova estrutura, grandes profissionais da medicina surgirão para melhorar a qualidade da saúde pública da região”, pontuou.

Aprovada emenda de Danilo Cabral que assegura recursos para educação

A Comissão de Orçamento do Congresso Nacional aprovou emenda do deputado federal Danilo Cabral (PSB) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2020) que proíbe o governo federal de cortar o orçamento do Ministério da Educação. Pelo texto, os recursos destinados ao MEC no próximo ano não poderão ser inferiores ao valor pago em 2019, corrigido pela inflação. “A educação, como sempre pregamos em nosso mandato, deve ser uma área prioritária, por isso, queremos preservar o orçamento do setor”, explica o parlamentar.

Neste ano, o governo Jair Bolsonaro já contingenciou R$ 6,1 bilhões do Ministério da Educação de um orçamento inicial de R$ 25 bilhões. Esses cortes, a partir de uma análise dos dados disponíveis no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (SIOPE), afetaram todas as áreas, do ensino básico ao superior, com descontinuidade de ações importantes, como a interrupção de pesquisas.

“Apesar da tentativa retórica de amenizar a gravidade desses cortes, as condições impostas pelo bloqueio do orçamento, em especial no caso das universidades e institutos federais, que dependem basicamente do orçamento da União, ameaça diretamente o funcionamento das instituições”, explica Danilo Cabral.

A LDO norteia o orçamento do governo federal para 2020 e é o primeiro passo para a definição de onde serão gastos os recursos, que será estabelecido na elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). A matéria aguarda para ser votada pelos parlamentares em uma sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado. Em seguida, irá para sanção presidencial.

Até caseiro do sítio de Atibaia foi investigado clandestinamente

Deltan Dallagnol pediu ao atual chefe do Coaf que desse uma “olhada informal” nas informações fiscais do caseiro Elcio Vieira da Silva, conhecido como Maradona. O objetivo, claro, era perseguir o ex-presidente Lula

(Foto: Lula sítio Atibaia)

247 – A reportagem do Intercept revela os meandros do estado policial montado pela Lava Jato. "Em 15 de fevereiro daquele 2016, Dallagnol sugeriu aos colegas no grupo 3Plex que pesquisassem as declarações anuais de imposto de renda do caseiro Elcio Pereira Vieira, conhecido como Maradona”, informa a reportagem. “Vcs checaram o IR de Maradona? Não me surpreenderia se ele fosse funcionário fantasma de algum órgão público (comissionado)”, disse. “Pede pro Roberto Leonel dar uma olhada informal”. Uma semana depois, Moro autorizou a quebra do sigilo fiscal do caseiro.


15 de fevereiro de 2016 – grupo 3Plex

Deltan Dallagnol – 15:53:20 – Vcs checaram o IR de Maradona? Não me surpreenderia se ele fosse funcionário fantasma de algum órgão público

Dallagnol – 15:53:24 – (comissionado)

Julio Noronha – 15:55:00 – Não olhamos… Vou colocar na lista de pendências

Dallagnol – 15:56:32 – Pede pro Roberto Leonel dar uma olhada informal

Noronha – 15:56:39 – Ok!

"Em 6 de setembro de 2016, o procurador Athayde Ribeiro Costa informou aos colegas no grupo 3Plex que pediu a Leonel para averiguar se os seguranças de Lula tinham adquirido uma geladeira e um fogão, dois anos antes, para equipar o triplex que a empreiteira OAS diz ter reformado para o petista no Guarujá. Costa enviou ao auditor sem autorização judicial, os nomes de oito seguranças que trabalhavam para o ex-presidente, além do nome de duas lojas”, apontam ainda os jornalistas do Intercept.

Informado sobre o teor das conversas envolvendo o atual chefe da instituição, o Coaf não se manifestou. Roberto Leonel também preferiu ficar em silêncio.

Eduardo embaixador seria nepotismo, diz Senado

Consultoria do Senado diz que indicação de Eduardo para embaixada seria nepotismo
Presidente tem insistido na nomeação, e cabe ao Senado aprovar ou não a escolha
Ricardo Della Coletta eThiago Resende – Folha de S.Paulo

Um parecer elaborado por consultores do Senado classifica uma possível indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, como nepotismo. Apesar das críticas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem insistido em indicar o filho para o cargo de embaixador no país. Cabe ao Senado, porém, aprovar ou não a escolha do presidente. A avaliação da consultoria do Senado considera que embaixador é um cargo comissionado comum. Por isso, na visão dos consultores, o presidente da República não poderia indicar o próprio filho à vaga.
O parecer é de caráter consultivo. Ou seja, serve para ajudar os senadores na decisão de uma possível indicação do filho de Bolsonaro, mas os parlamentares não precisam necessariamente votar de acordo com as considerações dos técnicos.
Os técnicos do Senado lembram ainda que em outros países não é comum que o cargo de embaixador seja exercido exclusivamente por servidores de carreira do serviço exterior. Isso, contudo, não significa que a maioria dos chefes de missão diplomática seja de pessoas fora dessa formação.
Assinado por Renato Monteiro de Rezende e Tarciso Dal Maso Jardim, o parecer é de 13 de agosto e foi um pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Os consultores levaram em consideração uma súmula do STF (Supremo Tribunal Federal) de 2008 que impede a nomeação de cônjuges e parentes para cargos de direção, assessoramento, cargos de comissão ou de confiança, entre outros casos.
Um decreto nesse mesmo sentido foi assinado em 2010 incluindo a restrição também ao presidente e vice-presidente da República.

Meu cargo, minha vida


Coluna de Carlos Brickmann

Ao formar seu Governo, parecia que Jair Bolsonaro se escorava na fama de dois de seus ministros, ou superministros: Sérgio Moro e Paulo Guedes. Bolsonaro se revelou um profundo conhecedor da natureza humana: os dois são importantes, mas a caneta presidencial é mais importantes do que eles.
Guedes, que no mercado financeiro sempre operou com eficácia e em silêncio, passou a falar, sempre repetindo o discurso do Capitão do Time: agora, além de dar palpite na política interna de um país vizinho, chegou a perguntar desde quando o Brasil precisou da Argentina.
Ele sabe a resposta, claro: desde que a Argentina é a maior importadora de carros brasileiros, desde que a Argentina dá ao Brasil US$ 4 bilhões de superavit comercial. O economista Paulo Guedes sabe o valor de US$ 4 bilhões.
Pior é Moro, que no Ministério se tornou um colecionador de derrotas. E é ótimo para aceitar desfeitas. Bolsonaro prometeu-lhe que, como o Coaf não ficaria sob seu comando, manteria o presidente indicado por ele. Em seguida, mandou afastar o citado presidente.
Embora a Polícia Rodoviária Federal seja subordinada ao Ministério da Justiça, Bolsonaro disse num discurso que a mandaria suspender o uso de radares móveis (pode ser que depois tenha avisado o ministro).
Em seguida, sempre sem ouvir Moro,  mandou trocar o diretor da Polícia Federal no Rio. Bolsonaro age como se não houvesse ninguém no Ministério da Justiça. E talvez tenha razão.