sexta-feira, 17 de maio de 2019

Desafio: venham para cima de mim, não vão me pegar

Vera Magalhães – Estadão
No rescaldo do protesto de quarta-feira, novas manifestações começam a ser gestadas. Apoiadores do presidente convocam para o dia 26 o ato “Todos Contra o Centrão”, e os críticos dos cortes da Educação levaram ao primeiro lugar no Twitter a hashtag #Dia30VaiserMaior, para o repeteco dos atos de quarta.
Meu filho, minha vida - Outra razão para a irritação de Bolsonaro durante a improvisada e inócua viagem a Dallas foram os desdobramentos das investigações sobre seu filho Flávio, cuja quebra de sigilos atingirá também ex-assessores do próprio presidente e de outro filho, o vereador Carlos.
Bolsonaro acusou o Ministério Público e a imprensa de quererem atingi-lo ao mirar no filho. “Venham para cima de mim, não vão me pegar”, bravateou.

Filho expõe Bolsonaro

Do Blog do Magno Martins
O presidente Bolsonaro não anda nervoso e agredindo jornalistas apenas por causa das reações nas ruas aos cortes de 30% nas verbas destinadas às universidades federais. Seu inferno astral tem nascedouro mais complexo, é familiar, está dentro de casa: a quebra dos sigilos fiscal e bancário do seu filho Flávio, senador da República, autorizado pela Justiça.

Relatório do Ministério Público do Rio (MPRJ) aponta indícios de que Flávio Bolsonaro comprou e vendeu imóveis para lavar dinheiro, no valor de R$ 9 milhões. O MP também aponta indícios de que houve um esquema criminoso organizado no gabinete do senador quando ele era deputado estadual no Rio. O negócio é mais cabeludo do que se possa imaginar.
Uma investigação do Ministério Público do Rio aponta indícios de que um esquema no gabinete do então deputado estadual tinha clara divisão de tarefas para desviar recursos públicos. Promotores afirmam ainda que o ex-motorista Fabrício Queiroz tentou assumir a responsabilidade sozinho “para desviar o foco”. Flávio tira o sono do pai porque está sendo investigado por peculato, apropriação de bens alheios e lavagem de dinheiro.

Câmbio, a R$ 4,04, e Bolsa têm piores índices do ano.

FERNANDO BRITO no Tijolaço




O dólar, pouco antes de 16 horas, bateu em R$ 4,04. A Bolsa, minutos tepois, cravou a mínima de abaixo dos 90 mil pontos. Já vinha em queda e ganhou o “empurrão” de mais um iminente risco em barragem da Vale.

São os piores indicadores desde o primeiro dia útil do ano.

Não havia “razões externas” para usar como justificativa: o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, naquele momento, subia quase 1%.

Também não é só pessimismo com a situação econômica do país, porque isso vem entrando nas contas dos investidores desde o início de março.

É o mercado financeiro se preparando para o “barata voa” político que está se afigurando.

Jair Bolsonaro conseguiu dar ao PT uma força que o partido já não tinha, ao dizer que só viu “faixas de Lula Livre” nas imensas manifestações de anteontem.

O capitão leva o barco já estropiado para o meio da tempestade.

Quer que o medo reforce a autoridade que não consegue ter.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Manifestação no Rio lembra a das Diretas-JáManifestação no Rio lembra a das Diretas-Já



Do Tijolaço

Pelas fotos, é possivel dizer que nunca, desde o Comício das Diretas, em 1984, uma manifestação na Avenida Presidente Vargas juntou tanta gente como a de hoje.

Se isso são 250 mil, como dizem, então o comício das Diretas-Já, que ficou conhecido como o Comício do Milhão, era deste tamanho. E não era.

As fotos, aí em cima, não mentem. E a de hoje abrange uma extensão maior da via…

Isso não é um acontecimento casual. Não é um acaso.

É um sinal.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

É a Educação, estúpido!

Por Helena Chagas no Blog Os Divergentes


A amplitude e capilaridade da mobilização contra os cortes de recursos das universidades, que agregou palavras de ordem diversas, surpreendeu até mesmo seus organizadores. Mal ou bem, pelos braços dos jovens, as ruas voltaram a se manifestar, com sinal à esquerda e num protesto contra um governo de direita que nem completou ainda cinco meses.


Ninguém sabe como será o dia seguinte ao 15 de maio, e nem sequer se os protestos voltarão a se repetir. Se tivesse um mínimo de competência política, o governo Bolsonaro trataria de demitir novamente seu ministro da Educação, recuaria nos cortes chamaria a turma para 
dialogar. Como não tem, dificilmente fará isso.
Ao contrário, deve predominar a lógica do confronto, a preferida do presidente. Nesta quarta, o próprio Bolsonaro pode ter levado mais gente às ruas só chamar de “idiotas” e “imbecis” os manifestantes. Esse tipo de erro costuma ser fatal.

É muito provável, portanto, que o país esteja no limiar de um novo processo, que não sabemos ainda no que vai dar mas que certamente terá consequências. Por muitas razões, até pelo sinal político trocado, parece ser um movimento bem diferente do de 2013.

Mas é bom lembrar que em sua linha de frente estão os jovens, que apesar de terem ido protestar contra Bolsonaro, não simpatizam tanto assim com os atuais partidos políticos. Qualquer tentativa de apropriação do movimento pelos políticos tradicionais poderá ser mal recebida, e essa aproximação terá que ser feita com cuidado.

Acima de tudo, a bandeira da Educação e a dimensão do protesto vêm mostrar que, apesar dos pesares, nos últimos anos muito mais gente estudou e teve acesso ao ensino, inclusive universitário.

É simbólico e importante que a ameaça a essa conquista – ainda que a Educação esteja longe de ter chegado a um grau satisfatório para todos os brasileiros – seja o fator responsável por uma possível inflexão politica no país. Como diria um certo marqueteiro americano, se brasileiro fosse: “É a Educação, estúpido!”.

Mais um tsunami atinge o clã Bolsonaro: Flavio comprou 19 imoveis sem renda declarada



247 - Segundo os promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro, entre 2010 e 2017, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) - então deputado estadual - "lucrou 3,089 milhões de reais em transações imobiliárias em que há 'suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas', informou a Veja nesta quarta-feira (15). Entre salas e apartamentos, o filho de Jair Bolsonaro investiu 9,425 milhões de reais na compra de 19 imóveis.

A Veja obteve documento sigiloso em que o MP afirma que a suposta fraude pode ter ocorrido para 'simular ganhos de capital fictícios' que encobririam 'o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos' da Assembleia Legislativa do Rio.

"No documento, os promotores citam casos em que teria havido uma valorização excessiva de imóveis comprados por Flávio. Em 27 de novembro de 2012, ele comprou, por 140 mil reais, um apartamento na Avenida Prado Junior, em Copacabana – 15 meses depois, em fevereiro de 2014, vendeu o imóvel por 550 mil reais, o que representa um lucro de 292%. De acordo com o índice Fipezap, utilizado no mercado imobiliário, a valorização de imóveis no bairro ficou, no período, em 11%. Também em novembro de 2012, Flávio comprou, por 170 mil reais, um apartamento na Rua Barata Ribeiro, também em Copacabana, que, um ano depois, seria vendido por 573 mil reais, lucro de 237%. No período, o índice de valorização ficou em 9%. Na medida cautelar, os promotores apontam que os valores declarados para a compra foram inferiores aos do mercado; e, os da venda, superiores. Citam também que os dois imóveis foram intermediados por um americano, Glenn Howard Dillard. Proprietário do apartamento na Prado Junior, o também americano Charles Eldering, acuou Dillard de não ter lhe repassado o valor da venda", conta a reportagem.

O MP afirma na ação ter encontrado elementos que indicam a prática, no gabinete do então deputado, dos crimes de peculato (apropriação, por funcionário público de bens alheios), lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Dia de lutas pela educação ocorreram em todo o País

Todos os estados e o Distrito Federal registraram, hoje, manifestações contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC). Pela manhã, houve atos em ao menos 149 cidades. Universidades e escolas também fizeram paralisações após convocação de entidades ligadas a sindicatos, movimentos sociais e estudantis e partidos políticos.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não gostaria de contingenciar verbas, mas que isso é necessário. Ele também declarou que os manifestantes são "uns idiotas úteis, uns imbecis".
"A maioria ali é militante. É militante. Não tem nada na cabeça. Se perguntar 7x8 não sabe. Se perguntar a fórmula da água, não sabe. Não sabe nada. São uns idiotas úteis, uns imbecis que estão sendo utilizados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais do Brasil", afirmou Bolsonaro nesta quarta, durante visita ao Texas (EUA). Veja a situação dos protestos nos estados
São Paulo
Na capital paulista, estudantes e professores da Universidade de São Paulo (USP) – que é estadual, mas foi afetada pela suspensão de bolsas de pós-graduação – fecharam uma das entradas da instituição, na Zona Oeste da cidade. Estudantes secundaristas também faziam manifestação, pouco depois das 7h, pelas ruas de Higienópolis, bairro nobre da região central de São Paulo. Atos também foram registrados nas cidades de Campinas, Santos, Sorocaba, Bauru, Ribeirão Preto, Araraquara, Rio Claro e São Carlos.
Rio de Janeiro
No Rio, universidades e escolas suspenderam as atividades para protestar. No início da manhã, não havia movimentação em escolas tradicionais como o Colégio Pedro II. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo) e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro estão entre as que confirmaram paralisação. Na Região Serrana há manifestações em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo e algumas escolas estão sem aulas.
Bahia

Na Bahia, escolas públicas e particulares de Salvador amanheceram sem aula. A suspensão das atividades ocorre somente nesta quarta. Estudantes e professores fizeram protesto no Centro da cidade que, segundo organizadores, reuniu 50 mil pessoas. A PM não divulgou estimativa de público até a última atualização desta reportagem. Manifestações também foram realizadas em Feira de Santana, Vitória da Conquista, Ilhéus e Juazeiro do Norte, no interior do estado.
Ceará
Em Fortaleza, um grupo de estudantes de instituições federais do Ceará bloqueou a Avenida da Universidade, no Bairro Benfica. O ato começou por volta das 5h. Por volta de 7h20, os estudantes desbloquearam a via e seguiram para outro protesto no Centro de Fortaleza. Juazeiro do Norte, Tauá, Crato, Sobral Cedro, Iguatu, Canindé, Crateús, Quixadá e outras cidades do interior do Ceará também tiveram mobilização de estudantes e professores.
Minas Gerais
Em Belo Horizonte, estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) participaram dos atos, que começaram às 7h na na Avenida Amazonas, no bairro Nova Suíça. Eles carregavam faixas com dizeres como "Luto pela educação" e "A aula hoje é na rua". Os protestos se espalharam por outras partes da cidade e concentraram o maior público no Centro.
Sergipe
Em Aracaju, os manifestantes bloquearam um dos acessos ao campus da Universidade Federal de Sergipe. Estudantes também se concentraram na porta do Instituto Federal de Sergipe (IFS).
Tocantins
Em Palmas, estudantes fecharam o portão de entrada da Universidade Federal do Tocantins e da Universidade Estadual do Tocantins. Com cartazes e latas, os manifestantes faziam barulho e gritam palavras de ordem pedindo mais atenção para educação. No interior do estado, também há manifestações em Gurupi, Araguaína, Dianópolis e Araguatins.
Pernambuco

Em Pernambuco, houve paralisação de professores de universidades federais. Na Zona Oeste do Recife, professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) fizeram atendimento à população gratuitamente, como formar de conscientizar sobre a importância do serviço prestado. Em Caruaru, no Agreste pernambucano, e em Serra Talhada, no Sertão, manifestantes também foram às ruas. Em Petrolina, manifestantes fecharam a Ponte Presidente Dutra, que liga Juazeiro, na Bahia, ao município pernambucano.
Distrito Federal
No DF, escolas da rede pública de ensino suspenderam as aulas nesta manhã. Na Esplanada dos Ministérios, manifestantes se reuniram em frente à Biblioteca Nacional e seguiram pela via em direção à Praça dos Três Poderes. Por volta de 11h20, a PM estimava cerca de 15 mil manifestantes. Os organizadores falavam em 50 mil pessoas.
Paraíba
Na Paraíba, instituições públicas de ensino básico, fundamental, médio e superior suspenderam as atividades. Além da capital, João Pessoa, cidades como Campina Grande, Sousa e Areia tiveram protestos.
Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, escolas e universidades pararam as atividades. Em Porto Alegre, a Polícia Militar usou gás lacrimogênio e bombas de efeito moral para dispersar manifestantes na frente da UFRGS. Um grupo havia bloqueado a rua do local. Na região de Santa Maria, ao menos 50 escolas municipais e estaduais amanheceram sem aulas. Estudantes da Universidade Federal de Santa Maria bloquearam uma via da cidade. Também há protestos e paralisações em Rio Grande, Caxias do Sul, Panambi e Cruz Alta.
Maranhão
Em São Luís, manifestantes bloquearam a Avenida dos Portugueses. A presidente da Associação dos Professores da Ufma, Sirliane Paiva, afirmou que o corte invibializa o progresso do ensino público.
Alagoas
Em Maceió, integrantes de entidades sindicais, professores, funcionários e alunos do ensino público federal, estadual e municipal realizaram protesto nesta manhã no bairro do Farol.
Rio Grande do Norte
Escolas estaduais do Rio Grande do Norte suspenderam as aulas como forma de adesão ao protesto nacional.
Piauí
Em Teresina, estudantes universitários e secundaristas ocuparam a Praça Rio Branco, no Centro, e seguiram até o prédio da prefeitura. No interior do estado foram realizados protestos em Parnaíba, Cocal e Angical do Piauí.
Goiás
Em Goiás, escolas e universidades suspenderam as aulas por conta dos atos. Além da capital, Goiânia, cidades como Jataí e Catalão também tiveram protestos.
Paraná
Em Curitiba, manifestantes se reuniram em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), na praça Santos Andrade. Também há protestos em Maringá e Ponta Grossa.
Santa Catarina

Em Santa Catarina, houve manifestações de professores e estudantes em cidades como Florianópolis e Itajaí. Foram registrados atos em Florianópolis, Itajaí e Blumenau, no Vale; São Francisco do Sul e Camboriú, no Litoral Norte catarinense; Lages, na Serra; Joinville, no Norte; e Concórdia e Chapecó, no Oeste.
Amazonas
Em Manaus, servidores e alunos da Universidade Federal do Amazonas fizeram ato na Avenida Rodrigo Otávio, Zona Sul da cidade. Duas faixas da via foram bloqueadas pelos manifestantes.
Acre
Em Rio Branco, funcionários e estudantes da Universidade Federal do Acre fizeram um café da manhã na rua e fecharam o principal acesso à instituição. Também foram registrados atos de professores, alunos e servidores do Instituto Federal do Acre (Ifac), em Rio Branco, e em algumas cidades do interior do estado. Na capital, centrais sindicais fecharam, pela manhã, a avenida Brasil, uma das principais do município. O movimento conta com ao menos 1,2 mil pessoas, segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), organizadora do ato.
Mato Grosso do Sul
Escolas municipais e estaduais, além de instituições federais em Mato Grosso do Sul aderiram à greve de um dia contra os bloqueios na educação nas cidades de Campo Grande, Ponta Porã e Dourados. Há manifestações em campus de vários municípios de pelo menos duas instituições federais: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul.
Roraima
Em Boa Vista, professores, técnicos e estudantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR), fecharam os portões da instituição. Além da UFRR, participam do ato o Instituto Federal de Roraima (IFRR) e parte da Universidade Estadual (UERR). O Colégio de Aplicação da UFRR e a Escola Agrotécnica também paralisaram.
Pará

No Pará, as universidades federais paralisaram as atividades. Segundo sindicato, em Belém, mais de 10 mil trabalhadores técnicos, estudantes e professores da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) e Instituto Federal do Pará (IFPA) ficaram concentrados em frente ao prédio do Instituto de Ciências das Artes (ICA). Também houve atos em cidades como Marabá e Santarém.
Mato Grosso
Instituições federais, estaduais e municipais de educação em Mato Grosso também aderiram à mobilização nacional.
Espírito Santo
Em Vitória, estudantes e professores da rede estadual de ensino seguiram em protesto da Praça do Papa em direção à Assembleia Legislativa do Espírito Santo.
Rondônia
Estudantes e professores do Instituto Federal de Rondônia (Ifro) fizeram um manifesto no campus do Ifro de Guajará-Mirim (RO), na fronteira com a Bolívia. Os alunos e servidores se reuniram no Ifro e logo depois caminharam até a rotatória principal da cidade.
Em Porto Velho, estudantes da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir) protestaram no centro da cidade.
Amapá
Estudantes, professores e servidores protestaram no campus Macapá da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Com faixas, cartazes e caixas de som, o grupo fechou a entrada da universidade, localizada na Zona Sul da capital.

Governo de Pernambuco convoca 580 concursados para a Saúde

Com o objetivo de reforçar o atendimento médico para a população em áreas estratégicas para o serviço público, como o atendimento de emergência adulto e pediátrico, além da assistência materno-infantil, o governador Paulo Câmara assina, amanhã, às 9h, no Palácio do Campo das Princesas, a convocação de 580 profissionais de saúde de diversas áreas aprovados no último concurso para a Secretaria Estadual de Saúde (SES).
Ao todo, 312 médicos, 110 enfermeiros, 28 fisioterapeutas, 25 farmacêuticos, 01 assistente social, 84 técnicos de enfermagem e 20 técnicos em farmácia irão atuar em 11 hospitais: Agamenon Magalhães, Barão de Lucena, da Restauração, Getúlio Vargas, Otávio de Freitas, Correia Picanço e Geral de Areias, no Recife; Jaboatão Prazeres (Jaboatão dos Guararapes), Belarmino Correia (Goiana), José Fernandes Salsa (Limoeiro), Regional do Agreste (Caruaru), Dom Moura (Garanhuns), Inácio de Sá (Salgueiro) e Professor Agamenon Magalhães (Serra Talhada). Também serão reforçadas as equipes das unidades da Farmácia de Pernambuco.
Na categoria médica, serão chamados profissionais das especialidades de Tocoginecologia, obstetrícia, pediatria, neonatologia, radiologia, urologia, neurologia, neurocirurgia, cardiologia, clínica médica, traumato-ortopedia, cirurgia pediátrica, geral e vascular e intensivista pediátrico e adulto, qualificando os plantões das unidades da rede estadual. Com essa nomeação, sobe para 7,2 mil profissionais de saúde aprovados em concursos públicos convocados para a SES pelo Governo do Estado desde 2015, sendo mais de 1.150 médicos. Estes números colocam o governador Paulo Câmara como o que mais contratou profissionais concursados para a rede estadual em toda a história da Saúde Pública em Pernambuco.
“Pernambuco ocupa, desde 2015, a liderança do Nordeste na alocação de recursos próprios em Saúde. Mesmo com esse alto grau de investimento, nós precisamos reconhecer que é preciso fazer ainda mais. Esse anúncio de hoje reforça a priorização e compromisso do governador Paulo Câmara com a saúde da população e tem como foco uma melhor prestação de serviço ao nosso povo. Estamos trabalhando na reposição e readequação das escalas de profissionais nas emergências da rede pública, garantindo acesso a toda a linha do cuidado”, destaca o secretário estadual de Saúde, André Longo.
Nos próximos dias, os convocados serão chamados, por meio de telegrama, para perícia, posse e posterior lotação. Após esse trâmite, todos terão 30 dias para iniciar as atividades na unidade em que for lotado.

Grito de que há ladrões na Câmara esquentou o clima

Convocação de ministro da Educação esquenta clima na Câmara
Coluna do Estadão – Alberto Bombig
Foi tenso o embate entre o líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), e o Centrão, segundo relatos, por conta da convocação do ministro da Educação. Em certo momento, Waldir disse a deputados que Abraham Weintraub dará uma “aula” no plenário. Um membro do Centrão rebateu: “Que bom, porque eu sou burro”. O líder do PSL, então, provocou: “Vem ensinar porque é professor, se fosse delegado, como eu, viria para prender”.
A sugestão de que há ladrões na Casa esquentou o clima e ajudou na derrota acachapante do governo.Quando percebeu o erro cometido, o PSL tentou corrigir os rumos e orientou a votação contra a convocação de Weintraub em plenário. Já era tarde.

"Ou o presidente é mentiroso?". Recuo do recuo

Recuo do recuo irrita deputados
Após o governo de Jair Bolsonaro “recuar do recuo” sobre o contingenciamento nas universidades federais prometido para líderes partidários, alguns deputados ficaram irritados.

Não apenas porque a promessa do presidente não será cumprida, mas também pelo modo com que alguns governistas desmentiram a informação passada no plenário da Câmara.
A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann, por exemplo, chamou a informação de “boato barato”, mesmo ela tendo saído da boca do líder de governo na Câmara, Major Vítor Hugo.
“Se o governo não sustenta o que foi falado pelo presidente na frente de 12 parlamentares, não sou eu que vou sair como mentiroso”, disse o deputado Capitão Wagner (Pros-CE).
“Se é boato, quem criou o boato foi o governo, que fez o recuo do recuo. Espero que os parlamentares que estiveram presentes na reunião com o presidente Bolsonaro possam indagar amanhã o ministro Abraham Weintraub sobre a ligação feita. Ou o presidente é mentiroso?”, afirmou.  Estadão – BR 18)

Abuso: STJ, o caso mais rumoroso de prisão preventiva

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo
Pelo peso de uma decisão unânime, o veredito do STJ a favor da libertação do ex-presidente Michel Temer foi lido no Congresso e entre magistrados de cortes superiores como o primeiro sinal enfático e “pedagógico” do tribunal contra “abusos nas prisões preventivas”.
Com o foco da Lava Jato sob o Rio, a sentença produzida pela corte, avaliam juristas, deputados e senadores, indica a Marcelo Bretas e aos juízes do TRF-2 que novas medidas deste tipo encontrarão resistência em Brasília.
Um ministro do STJ comentou, no início desta semana, que a corte errou ao ter deixado Temer passar o fim de semana encarcerado. O caso do ex-presidente foi o mais rumoroso de prisão preventiva já analisado pelo tribunal.

Panela de pressão nas ruas


Com a convocação de Abraham Weintraub ao plenário da Câmara na véspera do protesto contra sua política educacional marcado para esta quarta (15), deputados do PSL simularam sabatina com o ministro.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação espera que os 4,5 milhões de servidores das escolas públicas de ensino fundamental e médio parem nesta quarta.
A UNE pediu que as pessoas saiam às ruas, pacificamente, com livros e camisetas de cursos, além de fardas e jalecos. O Ministério da Justiça teme protestos violentos. (Daniela Lima – FSP)

terça-feira, 14 de maio de 2019

Governo de Pernambuco amplia investimento na UPE

Com o compromisso de seguir fortalecendo a educação pública pernambucana, o governador Paulo Câmara anunciou, nesta terça-feira (14/05), um importante reforço no orçamento da Universidade de Pernambuco (UPE). O chefe do Executivo estadual garantiu um aumento de 26% no custeio da instituição, em relação ao valor empenhado no ano passado. Em 2018, o orçamento da UPE foi de R$ 21,6 milhões. Com o incremento, a instituição contará com 27,2 milhões. 

"Educação é a maior prioridade da nossa gestão. Pernambuco e o Brasil só vão superar essa crise, que vem desde 2014, investindo do ensino básico ao superior. Por isso, estamos não só assegurando os recursos da UPE, como também ampliando o orçamento da nossa universidade", indicou Paulo Câmara.

O reforço no custeio da UPE vai contribuir para o cumprimento de sua função estratégica, contribuindo também para o crescimento da instituição e para o desenvolvimento do Estado. O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Aluisio Lessa, destacou a importância da decisão na busca por soluções inovadoras para os desafios sociais. 

"Essa é uma medida que garante o incentivo do estado na ciência e inovação. Apostamos que este é o caminho para vencer as dificuldades do mundo moderno", reforçou.

A UPE está presente em todas as regiões do Estado através do seu complexo multicampi, que é formado por 15 unidades de ensino distribuídas no Recife e Região Metropolitana, Nazaré da Mata, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Salgueiro, Petrolina, Serra Talhada e Palmares.

“A reitoria vem trabalhando ao longo dos dois mandatos para o fortalecimento e consolidação da única instituição pública universitária do Estado. O Governador Paulo Câmara é bastante sensível sobre a importância da Universidade que gera e dissemina conhecimento do litoral ao sertão pernambucano”, destaca o Reitor da UPE, Prof. Pedro Falcão.

Em decisão unânime, STJ decide soltar Michel Temer

Do Blog de Magno Martins
Por unanimidade, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu liminarmente (provisoriamente) conceder habeas corpus e libertar o ex-presidente Michel Temer, preso na sede do Comando de Policiamento de Choque, da Polícia Militar, em São Paulo.
Os quatro ministros que votaram (Antônio Saldanha, Laurita Vaz, Rogério Schietti e Néfi Cordeiro) se manifestaram favoravelmente à libertação de Temer e do coronel João Baptista Lima Filho, ex-assessor e amigo pessoal do ex-presidente – outro integrante da turma, o ministro Sebastião Reis Junior se declarou impedido e não participou da sessão.
Com a decisão, Temer e Lima permanecem em liberdade pelo menos até o julgamento definitivo do mérito do habeas corpus, pela própria Sexta Turma, em data ainda não definida.
Os ministros que votaram na sessão desta terça se manifestaram pela substituição da prisão pelas seguintes medidas cautelares:
  • proibição de manter contato com outros investigados;
  • proibição de mudança de endereço e de se ausentar do país;
  • entregar o passaporte;
  • bloqueio dos bens até o limite de sua responsabilidade;
  • não contato com pessoas jurídicas relacionadas ao processo;
  • proibição de exercer funções de direção em órgãos partidários.
Temer e Lima são réus por corrupção, lavagem de dinheiro e peculato em uma ação penal que tramita no Rio de Janeiro e apura supostos desvios na construção da Usina Angra 3, operada pela Eletronuclear.

Delação sobre Maia vem a calhar para Sérgio Moro



POR FERNANDO BRITO · no Tijolaço



O fato de Rodrigo Maia, que está a anos-luz de ser algum “varão de Plutarco”, ter ascendido à posição de mais importante líder parlamentar do país já seria uma prova incontestável da miséria institucional a que fomos levados.

Mas é pior: até ele a máquina montada por Sérgio Moro precisa destruir e é preciso muito boa vontade para achar que o vazamento dos termos do acordo que o “juiz da Lava Jato” em Brasília, Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, homologou.

Henrique Constantino, dono da Gol, teria, segundo os jornais, dado uma “contribuição” de valor não especificado, em circunstâncias igualmente não especificadas, ao presidente da Câmara.

É evidente que Maia não é nenhuma flor a se cheirar, mas é muito curioso que, às vésperas do confronto entre a Câmara e Moro pela devolução ou não do Coaf ao Ministério da economia apareça o caso.

Que, claro, foi imediatamente repercutido e amplificado pelas tropas bolsonaristas no twitter, sob a voz de comando do filho “pitbull” Carlos Bolsonaro. Lá em cima você vê o desempenho da “hashtag” GoldoBotafogo, sob a qual se abrigam.

Parece haver um estoque de petardos guardado à espera das necessidades do PSM, o “partido do Sérgio Moro”.

Só que parece, também, que o efeito deste tipo de artilharia, depois de cinco anos de Lava Jato, enfadou a sociedade.

Maia tem como “devolver” a granada. E o fará discretamente, fingindo que “nem liga” para ela.

Paulo Câmara inaugura obras e entrega certidões fundiárias

O governador Paulo Câmara estará no município de Abreu e Lima, nesta terça-feira (14.05), para várias inaugurar reformas realizadas na cidade e assinar a regularização fundiária de 5.848 unidades habitacionais. Pela manhã, Paulo Câmara participa do hasteamento da bandeira do município. Em seguida, inaugura as reformas do Posto de Saúde de Caetés I e Caetés III e das Praças de Caetés I e Praça Padre Ivan. As obras foram reformadas com recursos do FEM – Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal.


O governador também assina a certidão de regularização fundiária de 5.848 unidades habitacionais em Abreu e Lima, levando em consideração todos os núcleos habitacionais construídos pela Cohab no município. A ação beneficiará 29.240 pessoas diretamente com a escritura definitiva (títulos de propriedade). A entrega é o marco inicial do processo de regularização fundiária na cidade e faz parte do Programa Meu Imóvel Legal, da Pernambuco Participações e Investimentos S.A (PERPART).

Danilo Cabral articula com reitores reação aos cortes na educação

Coordenador da Frente Parlamentar de Valorização das Universidades, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) relatou quais estratégias estão sendo adotadas na Câmara Federal para reverter o bloqueio no orçamento das universidades e institutos federais do país. Durante a reunião com os reitores, realizada na tarde desta segunda-feira (13), ele anunciou que oposição continuará em obstrução nas votações da Casa até que o governo reabra o diálogo sobre o assunto. O parlamentar destacou que o ministro Abraham Weintraub estará na Comissão de Educação nesta quarta-feira (15) e será pressionado sobre os cortes. 

“O fato é que a partir da implantação do teto de gastos no orçamento, em 2017, há uma penalização do conjunto de políticas públicas e, hoje, vivenciamos uma disputa autofágica pelas migalhas do orçamento. Nesse período, só da educação foram retirados R$ 11 bilhões e o governo não sinaliza de que aumentará os investimentos com se faz necessário, apenas reduz ainda mais o orçamento”, afirmou Danilo Cabral. Ele ressaltou que não há disposição do governo para dialogar e, por isso, segundo o parlamentar, a oposição está disposta a não votar nenhuma matéria de interesse do governo até que haja sinalização favorável à educação. 

Danilo Cabral disse também que, como ação da Frente Parlamentar, foram recolhidas assinaturas para um requerimento de urgência para um projeto de lei que retira a limitação de empenho e movimentação financeira na educação. O texto está pronto para ir à votação em Plenário. “Além dessas açoes, promoveremos audiências públicas em todo país e analisamos a judicialização do assunto. Estamos na luta por uma educação pública de qualidade e precisamos reforçar a necessidade de mobilização de toda a sociedade para reverter esse cenário”, acrescentou. O deputado pediu que todos compareçam à manifestação marcada para a próxima quarta-feira (15).

Em Pernambuco, o contingenciamento que atingiu as universidades (UFRPE, UFPE e Univasf) e os institutos federais soma de R$ 140 milhões. “O bloqueio vai impactar em todas as atividades das universidades, inviabilizará o funcionamento das instituições”, explicou Maria José de Sena, reitora da UFRPE. Ela destacou que as instituições podem parar a partir de setembro. 

O reitor da UFPE, Anísio Brasileiro, ressaltou que é preciso atuar de forma conjunta em defesa de políticas públicas para a educação. “É importante buscar alianças em toda sociedade para defender a educação pública do país. Esse corte inviabiliza um projeto de desenvolvimento do país”, disse. Hoje, as universidades federais têm um milhão de alunos em 4,9 mil cursos de graduação no Brasil. 

A reitora do Instituto Federal do Sertão, Leopoldina Lócio, destacou que as despesas são ascendentes e que, desde 2015, os orçamentos dos institutos federais têm sido cortados e, posteriormente, congelados. “Cortaram R$ 2 milhões em 2016, mais R$ 2 milhões no ano seguinte e, a partir disso, trabalhamos com R$ 4 milhões a menos. Temos como meta de termos 1,2 mil estudantes por campus e não há como atendê-los com menos recursos a cada ano”, afirmou. A reitora Anália Rodrigues, do Instituto Federal de Pernambuco, acrescentou que o bloqueio impacta não só nos serviços das instituicoes, mas na vida dos alunos. “Estamos retirando a esperança dos nossos estudantes”, disse.

Além dos reitores Maria José de Sena, Anísio Brasileiro, Anália Rodrigues e Leopoldina Lócio e do deputado Danilo Cabral, estiveram presentes os parlamentares Wolney Queiroz (PDT), Tulio Gadêlha (PDT), Tadeu Alencar (PSB), João Campos (PSB), Marília Arraes (PT), Carlos Veras (PT) e Raul Henry (PMDB).

Quebra de sigilo apavora os Bolsonaro




Desde a semana passada, ligou-se aqui "os pontinhos" e afirmou-se que o "tsunami" previsto por Jair Bolsonaro atingia aquilo que é o mais importante para ele: o seu clã .


Hoje, o surgimento de declarações do pai e do filho Flávio atacando a investigação do caso Fabrício Queiroz como "uma perseguição política" também era sinal de que algo pesado estava a caminho.

Estava: o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a quebra do sigilo bancário do senador Flávio Bolsonaro , do ex-policial militar Fabrício Queiroz e de quase uma centena de funcionários do gabinete do filho presidencial e de empresas que fizeram negócios com o agora senador.

E por um período de 11 anos, de janeiro de 2007 a dezembro de 2018. Tanto quanto de 10 anos de sigilo fiscal, para analisar a variação patrimonial de todos eles.

Vão sobrar ligações suspeitas, milícias. Um esgoto, mesmo se tratando de apenas uma parte dos negócios milicianos e da pior política a que se dedicaram durante todo este tempo.

Bolsonaro está tão doido para se livrar de Moro quanto Moro para sair

Por Helena Chagas no Blog Os Divergentes

Bolsonaro e Moro - Foto Orlando Brio

O então juiz Sérgio Moro foi um belo retrato na parede do Ministério do recém-eleito Jair Bolsonaro quando este precisou mostrar que dava conta de montar um governo estrelado. Em menos de cinco meses, porém, Moro se transformou num vaso chinês – aquela peça maravilhosa, valiosíssima, mas que ocupa muito espaço, fica sem lugar e ninguém sabe o que fazer com ela. Para os conhecedores dos meandros do poder, a realidade é que, a esta altura, Bolsonaro está tão doido para nomear Moro para o STF quanto Moro para ser nomeado. Variam apenas os estilos de (não) mostrar isso.


Hoje, o único jeito de Bolsonaro se livrar do quase indemissível Moro – que provocaria um grande estrago de imagem se saísse chutando o balde – é promovê-lo ao Supremo, o que também é uma saída honrosa para o ex-juiz. Mas por que essa separação tão precoce? Normalmente, presidentes gostam de manter ministros reluzentes e até relutam em nomeá-los para outros postas antes do fim do governo.

Porque Moro é hoje o principal obstáculo a uma composição das forças políticas no Congresso para baixar de vez a bola da Lava Jato, que continua sendo uma sombra sobre tudo o mais que tramita por lá, como, por exemplo, a reforma da Previdência. O engavetamento do projeto Moro de mudança da legislação penal, bem como iniciativas que pretendem aprovar a lei para punir o abuso de autoridade – e até mesmo a transferência do Coaf para a pasta da Economia – fazem parte desse pacote.
Senador Flávio Bolsonaro – Foto Orlando Brito

O fato de o PSL do presidente da República ser o único partido ostensivamente contrário a essa articulação dificulta, mas não inviabiliza a participação de Bolsonaro nesse arranjo, que poderá ter entre seus beneficiários o filho presidencial 01, envolvido no chamado Caso Queiroz. Quem viu nesta segunda a entrevista do senador Flavio Bolsonaro ao Estadão, acusando o Ministério Público, que pediu a quebra de seu sigilo, de agir politicamente contra o governo, e o Judiciário de nada fazer, sabe para que lado se inclinará o coração do pai. E não é o mesmo lado de Moro.
Onyx e Bolsonaro – Foto Orlando Brito

Que Moro e Bolsonaro não estão do mesmo lado vem ficando claro há tempos. O engavetamento do pacote do ministro vem sendo lamentado apenas de forma protocolar pelo presidente, que tentou disfarçar mas, no fundo, também lavou as mãos em relação à transferência do Coaf. Nos bastidores, esse movimento teve a concordância do articulador político do Planalto, Onyx Lorenzoni, mais preocupado em salvar como um todo a MP 870, da reforma administrativa. Da mesma forma, Moro não vem sendo consultado em decisões importantes de sua área, como a nomeação para tribunais superiores e até a assinatura do decreto que facilitou o porte de armas.

Depois da declaração de Bolsonaro sobre o “compromisso” que teria de nomeá-lo para o Supremo, o ministro da Justiça correu a dizer que não impôs qualquer condição para aceitar o cargo. Fez o que pôde para evitar a exposição de uma desastrada indicação precoce. Um ano e meio antes da previsão de vaga na Suprema Corte, isso provavelmente vai irritar setores do STF e armar no Congresso – que terá que aprovar a indicação – uma armadilha para o próprio Moro.

Será que deputados e senadores, muitos investigados e citados na Lava Jato e em outras operações, não vão se aproveitar da situação para dobrar o ministro da Justiça nos assuntos que lhe interessam?

Tudo indica que, por incompetência política, ou ansiedade em se livrar da principal estrela de sua equipe, Bolsonaro produziu um tremendo estrago.

Moro quer se abrigar da chuva

Sérgio Moro demorou, mas percebeu o óbvio: a “indicação” ao STF com mais de um ano de antecedência o deixa ao relento, sujeito a intempéries.
Vera Magalhães - Estadão
O ministro da Justiça primeiro pareceu se regozijar com o anúncio feito por Jair Bolsonaro em entrevista ao domingo de que a próxima cadeira do Supremo será sua. Depois a ficha começou a cair. Moro passou, então, a dizer que não houve combinação prévia para sua indicação para a corte, e que isso não foi condição para que ele aceitasse trocar a magistratura pelo Executivo.

Foi o próprio Bolsonaro quem colocou as coisas nesses termos. E ao reiterar o que disse ser um compromisso pareceu pretender mandar um recado para que Moro aguente firme as provações políticas, porque o prêmio da Mega Sena virá lá adiante.
O presidente agiu como político neófito. Não existe indicação que tenha de passar pelo crivo do Congresso feita com tanta antecedência. Parlamentares já articulam, por exemplo, mudanças na regra de aposentadoria de magistrados, para torná-la compulsória aos 80, e não mais aos 75 anos. Daí por que a cautela de Moro.

Uma "bomba", contas de filho de Bolsonaro

Devassa nas contas de Flávio tem potencial ‘avassalador’, avaliam políticos e magistrados
Daniela Lima – Painel - Folha de S.Paulo
A abrangência da quebra dos sigilos fiscal e bancário do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) chamou a atenção de políticos e magistrados que observam, de longe, o desenrolar das investigações no Rio. Integrantes de órgãos de controle chamaram de “avassaladora” a devassa de mais de dez anos nas contas do filho do presidente, de sua mulher e de mais de 80 ex-funcionários, entre eles Fabrício Queiroz. A amplitude do material indica apuração de vida muito longa —e várias ramificações.
Cartomante - A quebra dos sigilos de Flávio, revelada pelo jornal O Globo, foi rapidamente associada por políticos ao “tsunami” anunciado por Jair Bolsonaro na semana passada. Integrantes de partidos de centro e centro-direita disseram que pai e filho, se antecipando à ofensiva, deram indícios de que houve vazamento.
Havia expectativa entre integrantes do Ministério Público do Rio que não atuam no caso de uma ação ainda mais incisiva sobre Fabrício Queiroz, como um pedido de prisão. Em local incerto desde o início do ano, Queiroz é apontado como a ponte entre o gabinete de Flávio e familiares de milicianos.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Humberto: Governo vende ilusão com Reforma da Previdência


Para uma plateia de prefeitos pernambucanos das mais variadas regiões do Estado, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, fez duras críticas ao governo Jair Boslonaro (PSL), na manhã de hoje. Segundo o senador, o presidente tenta vender a Reforma da Previdência como a solução para os problemas do país, quando, na verdade, ela vai ampliar desigualdades e gerar impacto financeiro negativo direto para os municípios.

“Eles querem vender essa proposta como se fosse uma formula mágica, que vai resolver todos os problemas do Brasil. Em certo grau, a gente já ouviu isso quando eles aprovaram a Reforma Trabalhista. Mas essa é uma conversa equivocada de quem ou está mal informado ou mal intencionado. Se ficarmos batendo em uma única tecla e falando da Previdência sem resolver questões emergenciais, como o do desemprego no Brasil, o país vai para o buraco”, disse o senador em reunião na Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), que contou com a presença de outros representantes da bancada federal do Estado.
Na ocasião, Humberto também se comprometeu com uma série de pautas defendidas pelos prefeitos pernambucanos, como o Pacto Federativo.  Para o senador, é fundamental a mobilização dos prefeitos por mais recursos para os municípios.
"A gente sabe como as prefeituras estão enfrentando dificuldades neste momento de crise. E vale lembrar: se aprovado, o projeto de Reforma da Previdência irá afetar diretamente a economia dos pequenos e médios municípios do Brasil, especialmente de Pernambuco. Todos sabemos que, na maioria das cidades do Estado, os recursos da Previdência Social movimentam muito mais a economia do que o próprio Fundo de Participação dos Municípios. Como vão ficar essas cidades sem esses recursos?”, questionou o senador.

domingo, 12 de maio de 2019

Tribunal de olho nos gastos de Doria


O Tribunal de Contas Municipal (TCM) apontou em uma auditoria que o então prefeito João Doria gastou mais do que poderia com publicidade oficial em um ano eleitoral. Segundo reportagem da Folha, Doria utilizou R$ 73,8 milhões com propaganda no primeiro semestre de 2018, 122% a mais do que seria permitido pela legislação. A lei federal 9.504/97 determina que agente público não pode aplicar em publicidade em ano eleitoral mais do que a média dos últimos três anos. Assim, o limite seria de R$ 33,3 milhões.

Em sua defesa, Doria diz que foi tudo feito na legalidade. A assessoria do governador entende que a lei veda despesas de publicidade de órgãos públicos em disputa na eleição. Ou seja, seria ilegal apenas se a disputa fosse pela Prefeitura de São Paulo. O TCM discorda dessa alegação e aponta na auditoria que houve inobservância” à legislação.  (Estadão – Coluna)

Primeiro grande protesto na gestão Bolsonaro

É empacotado como ato em defesa da educação para ampliar adesão
Daniela Lima –Painel – Folha de S.Paulo
Organizadores dos protestos marcados para o dia 15 em todo o país mudaram o mote do chamado para tentar ampliar a adesão. Antes centrado nos professores e na crítica à reforma da Previdência, ele foi adaptado para reclamar do corte de verbas de universidades e institutos federais e, por fim, empacotado como resposta aos “ataques à educação”.
Com isso, estudantes, redes estaduais e municipais, algumas instituições privadas e até diretórios acadêmicos liberais confirmaram presença.
Primeiro, os professores chamaram greve geral contra mudanças na aposentadoria. Após o anúncio dos cortes, só na última semana estudantes de ao menos 14 universidades federais decidiram se somar às marchas.

Armas e erros: Maia estica a corda sobre Bolsonaro


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi aconselhado a não derrubar de uma vez todo o decreto de Jair Bolsonaro que facilitou o porte de armas.

O número de excessos cometidos pelo presidente foi tão grande que aliados do democrata viram no texto “o primeiro teste que ele fez da resistência do Legislativo”.
Maia foi orientado a analisar a norma ponto a ponto para não criar atrito desnecessário com o grupo de bolsonaristas que é a favor da liberação do porte de armas.
Por isso, ele já dizia na sexta (10) que ia buscar um acordo.(FSP – Painel)