terça-feira, 11 de julho de 2017

Lula: Bolsonaro é fruto do ódio despejado na política


Folha de S. Paulo – Carolina Linhares

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (10) que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), seu possível adversário na eleição presidencial de 2018, é "resultado do ódio despejado pela Rede Globo na política".
"Falar em democracia é muito importante e necessário. [...] Na medida em que a gente se cala, na medida em que a gente aceita as mentiras que são contadas todo dia, eles vão ocupando espaço. Vão negando a política, os partidos, o movimento sindical, as reivindicações. Daqui a pouco a gente começa a achar normal o mundo ser assim. De repente a gente vê começar a surgir um tipo igual Bolsonaro", afirmou Lula.
"Ele não é resultado de mérito algum. Ele é resultado do ódio despejado pela Rede Globo na política desse país", completou.
Em evento organizado pelo Instituto Lula em Belo Horizonte, o ex-presidente afirmou que se voltar ao Planalto será para fazer "mais e melhor". "Acho que eu poderia ter feito mais. Eu poderia ter dado um passo a mais, sobretudo nos meios de comunicação", disse.
Lula defendeu as eleições diretas e afirmou que, após articular o impeachment, o presidente Michel Temer (PMDB) é que será derrubado. "Eles deram um golpe e agora vão dar um golpe na barba dele, a turma dele."
Em referência aos seus processos na Lava Jato, o petista disse que há provas: "já provei minha inocência, agora eles têm que provar a minha culpa".
Lula pode sofrer sua primeira condenação pelo juiz Sergio Moro nos próximos dias. Ele é acusado de ter recebido propina por meio de um tríplex em Guarujá (SP).
Em relação a outra acusação, de que a OAS teria pago pelo transporte e armazenamento do seu acervo presidencial, Lula afirmou que essa tarefa deveria ficar a cargo da União e não dos ex-presidentes.
"Eu ganhei muita coisa. Só de papel, eram 11 contêineres, de carta e bilhete. E a gente precisa arrumar condições de tomar conta. Quem deveria cuidar do acervo do presidente é a União."
"Eu tenho até pena do Paulo Okamotto [presidente do Instituto Lula] pelo tanto que a Receita Federal vai lá. A Receita num dia, Polícia Federal no outro, Ministério Público no outro. [...] A gente acha que é uma provação. Se Deus quer, vamos passar por isso, com tranquilidade e cabeça erguida", disse.
Lula afirmou ainda que "não há saída fora da política". "Hoje estamos com as instituições todas desmoralizadas. Ninguém acredita em Poder Judiciário, partido político, na Presidência, na Câmara dos Deputados... Essa negação de tudo não ajuda em nada."
DEMOCRACIA
O ex-presidente falou no lançamento da segunda etapa do Memorial da Democracia, um museu digital e multimídia criado pelo Instituto Lula sobre a luta pela democracia no país.
"Teve um tempo em que se imaginava que democracia era o direito de gritar que estava com fome. Mas a gente aprendeu que democracia é comer", disse Lula. "Quando eu entrei no palácio, parou de entrar príncipe e princesa e passou a entrar sem-terra."
Lula explicou ainda que, a princípio, a ideia era constituir o Memorial da Democracia na região central de São Paulo e que houve aprovação dos vereadores, mas o Ministério Público embargou o projeto. Por isso, o museu hoje é virtual.
O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), também estava presente e engrossou o coro pela eleição de Lula em 2018. Pimentel disse que ao viajar pelo Estado, só escuta "uma frase no coração dos mineiros: em 2018, é Lula de novo com a força do povo".
O governador afirmou ainda que Minas será o "refúgio" de Lula caso ele precise e que "sempre será recebido de braços abertos".
O ex-ministro da Comunicação e coordenador do museu, Franklin Martins, e o ex-ministro da Cultura e atual secretário da Cultura de BH, Juca Ferreira, fizeram parte da cerimônia.
Compuseram ainda a mesa do evento o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas, deputado estadual Adalclever Lopes (PMDB), líderes de movimentos de esquerda, reitores de universidades e secretários de Estado.
Lançado em 2015, o Memorial da Democracia continha os períodos de 1964 a 2002. Agora serão inaugurados mais dois trechos, que vão de 1930 a 1964. É possível navegar por meio da linha do tempo, além de vídeos, recortes de jornais e músicas da época.
O evento lotou os 1.700 assentos do teatro do Palácio das Artes, no centro de Belo Horizonte. Formada majoritariamente por militantes de esquerda, a plateia gritou palavras de ordem como "Fora, Temer", "Diretas Já", "Aécio na cadeia" e "Lula guerreiro do povo brasileiro".
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi aclamada pelo público ao ser mencionada entre nomes de mineiros ilustres pelos apresentadores do evento, os cantores Aline Calixto e Fábio Renegado.

Em privado, Maia dá como irreversível queda de Temer


Folha de S. Paulo - Marina Dias e Daniela Lima

Rodrigo Maia (DEM-RJ) passou o último domingo (9) imerso em articulações. Às vésperas de uma semana decisiva para o governo Michel Temer, traçou a diversos interlocutores um cenário em que trata a queda do presidente como irremediável. 
No comando da Câmara e sucessor imediato ao Planalto caso o afastamento e a derrocada de Temer se concretizem, Maia encerrou o fim de semana com uma reunião em sua residência oficial em que serviu pizza e sopa e estava cercado de parlamentares da base aliada ao governo. 
Um dos deputados que estavam no encontro contou que, em tom sóbrio, Maia reproduziu a alguns dos presentes o diagnóstico que disse ter feito, horas antes, ao próprio Temer, no Palácio do Jaburu. 
Segundo este interlocutor, o presidente da Câmara afirmou ter dito ao presidente da República que ele poderá sobreviver à votação, no plenário da Casa, da primeira denúncia apresentada pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, mas que certamente sucumbiria quando a segunda acusação chegasse à Câmara. 
A avaliação de Maia é que o resultado da primeira votação influenciará diretamente a segunda, visto que os deputados da base se desgastariam uma vez em defesa de Temer, mas numa outra ocasião ficaria "mais difícil". 
Maia também se queixou de ministros e aliados do presidente, que vêm questionando sua lealdade diante de relatos de que tem se reunido com políticos que articulam um cenário pós-Temer. 
Afirmou ainda que, antes do jantar em sua casa, havia participado de um almoço com "gente importante" que fazia a mesma avaliação sobre o futuro do governo. 
O relato dava conta de um encontro que Maia havia protagonizado horas antes, logo após se reunir com o presidente no Jaburu. 
Depois da conversa com Temer, de pouco menos de uma hora, o presidente da Câmara, em carro descaracterizado, foi a uma casa no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, para um almoço. 
Era o convidado principal de um encontro promovido pelo vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, Paulo Tonet. 
A reportagem da Folha chegou ao local por volta das 14h45. Menos de uma hora depois foi abordada, pela primeira vez, por um dos seguranças da casa, que questionou o motivo da campana. 
Passados 15 minutos, um segundo funcionário da residência interpelou a reportagem. Ele disse: "o vice-presidente da Globo quer saber quem você é e para quem você trabalha". 
A reportagem informou nome e veículo, e confirmou que Maia estava na residência, com mais cinco políticos, entre eles, os deputados Benito Gama (PTB-BA) e Heráclito Fortes (PSB-PI) e o ministro Fernando Bezerra Coelho (Minas e Energia). 
Os carros dos convidados -todos sem placa oficial- só deixaram o local à noite, por volta de 19h15, após cerca de cinco horas. Motoristas foram orientados a entrar na garagem para que os passageiros embarcassem com os portões fechados. 
Heráclito disse que o encontro estava "marcado há mais de um mês" e que "não teve nada de conspiração". 
"Era para ser lá em casa mas Tonet resolveu fazer na casa dele", disse. "As pessoas estão vendo coisa onde não existe. Maia tem sido muito correto", completou. 
Pouco depois, o presidente da Câmara telefonou a alguns deputados, ministros e líderes de partido, convidando-os para comer em sua residência oficial, assim que saíssem de uma reunião com Temer no Alvorada. 
Em sua casa, Maia falou sobre a conversa com o presidente mais cedo, relatou seu almoço com a direção da emissora e vaticinou o fim do atual governo. 
Na pizza com sopa, estavam presentes os ministros Antonio Imbassahy (Governo) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), além dos deputados Benito, Heráclito e dos líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Congresso, André Moura (PSC-SE). 
Parlamentares que participaram do encontro deixaram o local afirmando que o clima não estava bom para Temer e que a relação de Maia com o Planalto azedou. 
Procurado, Maia não quis comentar as reuniões.

Kaio assume Habitação e Bivar mandato na Câmara



Aliado do deputado federal Daniel Coelho, que disputou a eleição para prefeito do Recife em 2016, o empresário Luciano Bivar, que controla o PSL no Estado, assumirá o mandato de fdeputado federal na condição de primeiro suplente da sua coligação. O acordo foi fechado, ontem, pelo governador Paulo Câmara com o deputado Kaio Maniçoba durante encontro no Palácio das Princesas. Convidado para a Secretaria de Habitação no lugar de Bruno Lisboa, Kaio abre vaga na Câmara para Bivar, que exercerá o mandato por dez meses. O anúncio deve ser feito hoje ou amanhã.(Do blog de magno martins)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Relator defende aceitação de denúncia contra Temer pela Câmara

Da Veja.com
O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia contra Michel Temer (PMDB) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), defendeu a aceitação pela Câmara da acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “A denúncia é grave”, disse o relator. Apesar de ser do mesmo partido do presidente, Zveiter já era considerado um parlamentar de atuação independente, provocando o temor na base aliada de que poderia adotar essa posição diante da denúncia.
Formada por 66 deputados, a CCJ é a comissão que tem a responsabilidade de analisar a adequação da denúncia à Constituição brasileira. Após a leitura do relatório, o colegiado deve ouvir a defesa técnica de Temer, representada pelo advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, e encerrar o encontro com a concessão de um pedido de vista por parte do presidente da Comissão, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).
Na quarta-feira, iniciam-se os debates, com o direito à fala dos 66 titulares e 66 suplentes, totalizando 132 parlamentares. Além destes, os líderes partidários podem se manifestar a qualquer momento. A expectativa de Pacheco é que a Comissão possa analisar o relatório de Zveiter até a próxima sexta-feira, em votação simbólica que pode influenciar a decisão do plenário. Lá, o parecer do parlamentar precisa do apoio de 342 dos 513 deputados para ser aprovado, em votação nominal e aberta.
A posição de Zveiter, um deputado do PMDB que se coloca contra um presidente de quem é correligionário, pode intensificar a erosão da base aliada, uma vez que estimularia traições ao governo em outros partidos. Com baixa aprovação, Temer se esforça para convencer parlamentares a se exporem em sua proteção, enfrentando resistências dos que miram às próprias reeleições, em 2018.
No entanto, para fortalecer sua defesa em plenário, o governo estaria por trás de substituições na CCJ, nas quais líderes de partidos da base aliada substituíram deputados favoráveis à denúncia por colegas dispostos a defenderem o presidente. Entre os partidos que executaram movimentações desse tipo, estão PR, PSD, SD e o próprio PMDB.

Batalhão da PMPE no Cabo ganhará nova sede

Para reforçar e ampliar o policiamento no Cabo de Santo Agostinho e no Ipojuca, o governador Paulo Câmara assinou, hoje, o termo de doação de terreno para a construção da nova sede do 18º Batalhão de Polícia Militar de Pernambuco. Localizada na PE-60, a área foi doada pelo Grupo Santo Inácio S.A. (Sisa) e receberá o apoio de R$ 1 milhão para a implantação do equipamento, advindos de emendas parlamentares. O anúncio ocorreu durante a passagem da sede do Governo de Pernambuco pelo município, em celebração dos 140 anos de emancipação política do Cabo.
O Batalhão, que hoje funciona no bairro da Cohab, também será reforçada com ações previstas no Plano de Segurança de Pernambuco, lançado em abril, e dará uma contribuição significativa para o combate à violência nos municípios.
"Nós vamos reformular todo o 18º batalhão da Polícia Militar aqui, que abrange as cidades do Cabo e do Ipojuca, para que ele esteja preparado para receber os novos policiais e, ao mesmo tempo, poder dar respostas rápidas à população no tocante à segurança. Essa é uma área que é um desafio enorme, mas que a gente há de vencer com muito trabalho, perseverança e, acima de tudo, com o apoio do povo de Pernambuco", ressaltou o governador.
Paulo ainda pontuou que a ação, que integra o Plano de Segurança de Pernambuco, vai contribuir para o reforço da atuação da PM nos dois municípios. "A questão da segurança está demandando muita atenção, todos sabem. E meu governo está atento e vem trabalhando, incansavelmente, para trazer de volta o sossego que todos nós almejamos. Ainda no decorrer deste ano de 2017, realizaremos importantes ações efetivas de combate à violência em todos os seus aspectos", cravou. 
O chefe do Executivo estadual aproveitou sua passagem pelo município para visitar o local onde será erguida a nova sede da tropa. Os investimentos para a implantação do batalhão são frutos de duas emendas parlamentares - de R$ 500 mil cada – indicadas pelos deputados Everaldo Cabral e pelo prefeito Lula Cabral, no período em que ele era membro da Assembleia Legislativa.
RESSOCIALIZAÇÃO – Através da Secretária Estadual de Justiça e Direitos Humanos, um convênio foi assinado entre o Governo do Estado e a prefeitura municipal para a contratação de 100 egressos reeducandos, que cumprem pena perante o prato no penitenciário de Pernambuco, em regime aberto livramento condicional. Os reeducandos poderão exercer atividades como serviços gerais, motorista, jardineiro, apoio administrativo, entre outras funções, no intermédio da cooperação entre as partes.
Pelo trabalho eles serão remunerados com um salário mínimo (R$ 937,00) e vale-transporte. Além do Cabo de Santo Agostinho, o órgão de execuções penais de Pernambuco mantém parcerias com as prefeituras de Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Petrolina e Olinda.
Através do convênio, regulamentado pela Lei de Execução Penal, o empregador fica isento de encargos trabalhistas, como FGTS, 13º salário e férias. O que representa uma redução de aproximadamente 40% na despesa com o reeducando. Pode promover jornadas de trabalho de até 40 horas/semanais e utilizar a iniciativa como prática de responsabilidade social da empresa.

Sérgio Moro no gueto de Curitiba

Blog do Esmael
O erro de cálculo da força-tarefa lava jato empurrou de vez o juiz Sérgio Moro para o gueto.
O advogado Masael Caetano dos Santos, conhecido como "Advogado dos Pobres", registrou neste sábado (8), no Centro de Curitiba, o fiasco de uma manifestação em apoio à lava jato, Moro & Cia.
Apenas três manifestantes atenderam à convocação do MBL e do movimento O Sul é o meu País, que defende a divisão dos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul do resto do país.
Neste domingo (9), no tradicional Parque Barigui, também na capital paranaense, o fiasco não foi menor. Seis pessoas compareceram ao comício pela lava jato e pela intervenção militar.
O discurso de todos esses grupos de extrema-direita, para angariar simpatia dos mais desavisados, era que seriam protestos em apoio à lava jato, não contrários ao ex-presidente Lula. Entretanto, os organizadores foram traídos pelas camisetas que pregavam "Lula nunca mais".
Lava jato desgraçou o país
Sob o signo do combate à corrupção, a lava jato jogou o país numa crise política e econômica cuja faceta mais triste é o desemprego de 14 milhões de brasileiros.
Some-se ao desemprego de pais, mães e jovens, a lava jato propiciou a ascensão de Michel Temer (PMDB) e Rodrigo Maia (DEM-RJ), via golpe de Estado, bem como a derruba da presidente eleita Dilma Rousseff (PT).
A instalação dos golpistas no poder, segundo o "insuspeito" O Globo, recolocou o Brasil no mapa da fome da ONU. A situação tende a piorar com a aprovação da reforma trabalhista esta semana, de acordo com especialistas.
Gueto e saída
Tal militância política de procuradores e do juiz da lava jato é que os botou no gueto de Curitiba. O erro de cálculo da força-tarefa foi apenas a pá de cal.
Portanto, só há uma solução possível para recuperar novamente o Brasil: restauração da democracia pelo voto direto; somente a eleição direta é capaz de devolver o protagonismo ao povo e a legitimação ao governo.

FHC diz não a Temer e reitera pedido por renúncia e novas eleições

247 – Fracassou a tentativa de Michel Temer de encontrar uma tábua de salvação no ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O tucano, que era uma das últimas esperanças de Temer para se manter no poder, disse não ao convite do Palácio do Planalto para um novo conchavo em torno do golpe.
“Precisamos pensar no país, não só no governo. Temer precisa conversar com as grandes forças políticas do País, não só o PSDB”, disse FHC, neste domingo.
Ele também afirmou sua posição explicitada num artigo recente, em que pede renúncia de Temer e novas eleições, está mantida. O ex-presidente também não saber se terá tempo para ver Temer antes do dia 11, quando viaja para a Europa.
FHC perdeu muito de sua reputação ao não conter o ímpeto golpista dos tucanos e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas agora parece disposto a um ajuste de rota e defendeu a posição do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), presidente interino do PSDB, que defende o desembarque da nau golpista.
“Não tenho como antecipar a posição do partido. Mas ele expressou sentimento da Câmara, sentimento da sociedade, mas não o de todos os governadores”

Prédio desaba em Garanhuns

Um prédio residencial desabou já no início da manhã de hoje em Garanhuns, no Agreste Meridional, na Rua Capitão João Paes, Boa Vista. O Samu e Corpo de Bombeiros foram acionados e prestam socorro às vítimas neste momento. Não há registro de mortes. Uma mulher acabou de ser retirada do local com a filha. Também um bebê foi socorrido, todos encaminhados ao Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns. Outras três possíveis vítimas estão em meio aos escombros, sendo um homem, uma idosa e outra moradora, segundo o portal Imprensa do Agreste.

Por que Lula lidera? É a pobreza, estúpido!


Helena Chagas - Blog O Divertentes

Alguns podem não entender ainda, mas estão a cada dia mais claras as razões pelas quais o ex-presidente Lula, mesmo sob o bombardeio da Lava Jato, e às vésperas de ser condenado, continua à frente nas pesquisas presidenciais de 2018. É a pobreza, estúpido! A manchete do jornal O Globo deste domingo é simbolo da enxurrada de dados negativos que comprovam o enorme retrocesso social dos últimos tempos: crise pode levar Brasil de volta ao mapa da fome, uma estatística da ONU, da qual havia saído há três anos.
Os personagens dessas estatísticas, na maioria parte do contingente de 14 milhões de desempregados, provavelmente não estão preocupados em verificar se a crise a qual se refere o jornal tem o nome Michel Temer ou Dilma Rousseff. Poderá mesmo vir a se chamar Rodrigo Maia.
Mas esse pessoal se lembra que, não muito tempo atrás, fazia parte da fatia de pelo menos 20 milhões de viventes que deixaram a linha da pobreza. Alguns conquistaram a casa própria no Minha Casa Minha Vida, compraram todos os eletrodomésticos que puderam no Minha Casa Melhor, viram seus filhos chegar à faculdade graças ao Fies ou ao Prouni, viajaram de avião… Chegaram, enfim, a fazer parte da chamada nova classe média.
Cadê ela, a nova classe média? Tomou doril. Mudou o governo, veio o ajuste fiscal, os programas sociais foram desidratados. Apesar de manter o discurso em torno do Bolsa Família, que atinge 25% da população, na prática o governo Temer excluiu beneficiários – num momento de crise em que a lógica indicaria exatamente o contrário –  desacelerou o aumento no volume de recursos e, recentemente, suspendeu o reajuste previsto. Encolheram também outros programas, como o BPC, o Farmácia Popular, o PPA, de compra de alimentos da agricultura familiar para distribuição à população de baixa renda.
Todo mundo sabe que nunca nos livramos da pobreza no Brasil. Mas é inegável que ela foi enormemente reduzida nos anos petistas, e a fome praticamente erradicada. O retrocesso social, agora, tem peso muito maior. É sempre muito pior tirar de quem já teve acesso a algum tipo de melhoria de vida do que manter o estágio anterior de iniquidade em que tantos brasileiros nascem, vivem e morrem.
São essas pessoas, incluindo a ex-nova classe média, que votam no Lula. Seriam, segundo os especialistas, aqueles 30% que, em tese, o PT sempre teve – o que não dá para ganhar a eleição. Teoricamente, o PT precisa daquela fatia da classe média que, de 2002 a 2014, completou o que faltava para eleger e reeleleger Lula e Dilma.
Esses, da velha classe média, são justamente os que mais se impressionam e revoltam com a corrupção, calcanhar de Aquiles de Lula hoje, e não parecem dispostos a voltar a votar no PT. A ver. Afinal, é também um pessoal sensível ao desemprego que se alastrou, à falta de perspectiva para seus filhos no ensino superior e na vida profissinal, à violência crescente nas grandes cidades e, agora, à falta de dinheiro para hospitais (já que muitos não podem mais pagar o plano de saúde), para vaga nas escolas, para a vigilância da polícia rodoviária e para a emissão de passaportes

Rodrigo Maia aparece em delações

Mas está livre de disparos atômicos
Folha de S. Paulo - Mônica Bergamo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aparece em delações premiadas —mas está livre de disparos atômicos tanto da JBS quanto de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) caso venha a assumir a Presidência da República no lugar de Michel Temer. 
Maia aparece na delação da JBS como beneficiário de R$ 100 mil para campanhas eleitorais. Mas Joesley Batista mal o conhece e dificilmente acrescentaria informações bombásticas sobre o parlamentar em novos depoimentos à Justiça. 
Já Cunha também citou Maia nas conversas em que tenta fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Mas nada que abale a República, segundo pessoa familiarizada com as tratativas. 
A delação da Odebrecht, portanto, segue sendo a mais delicada para Maia: ele teria recebido R$ 1 milhão em três anos eleitorais e é investigado sob a suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. 

Maia diz que se sente injustiçado pelo Planalto

O presidente da Câmara, Rofrigoo Maia reclama de cobranças e diz a aliados que se sente "injustiçado" pelo Planalto
Folha de S. Paulo 
Por Painel

Laços desfeitos O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), manifestou profundo incômodo com a desconfiança de aliados de Michel Temer sobre suas atitudes. Maia confidenciou a pessoas próximas que se sente “injustiçado” e que o governo cobra uma posição pró-ativa num momento em que ele opta pela institucionalidade. Queixou-se especialmente do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O democrata confidenciou que não saiu feliz da conversa que teve com Temer, neste domingo (9).
 

Último nó Ao desfiar seu novelo de críticas, Maia poupou Michel Temer. Aliados do presidente da Câmara afirmam que o único elo ainda preservado é a relação pessoal com o peemedebista.

domingo, 9 de julho de 2017

Banho de loja prepara Fabinho para suceder Maia e presidir a Câmara

Por Andrei Meireles No Blog os Divergentes
Quem acompanha de perto, percebe mudanças de uma semana para outra na postura de Rodrigo Maia. Quanto mais vira uma possibilidade real de poder, por mais que se esforce em não dar bandeira, ele se mostra e é visto de forma diferente. Ganha dimensão.

Foi também assim com Michel Temer quando ele se viabilizou para suceder Dilma Rousseff. Lá e cá a derrota foi e é definida como golpe. Bobagem. Esse é o jogo que quando ganham todos eles gostam de jogar.
Mesmo quando a opção de quem está na fila é posar de estátua, caso de Itamar Franco, a perspectiva de troca de guarda causa frisson entre os políticos, aficionados e especialistas nesse tipo de jogo. E produz os mesmos resultados.
Faz parte do ofício.
Quem se candidata a ser eleito para qualquer mandato público faz uma aposta — real, adaptada ou pura ficção – no papel com que vai tentar seduzir o eleitor. Quem exerce mandato já passou por essa preliminar.
Na divertida selva urbana que é a Câmara dos Deputados, os mais variados exemplos de sucesso nessa peneira popular se exibem no dia a dia. Disputam entre si momentos de atenção.
Quem olha de fora, acha que chegar ali é o suficiente. Nem imagina quanto é difícil para alguém, que só está lá pelo passaporte popular, se destacar naquela multidão em que, com muitos ou poucos votos, todos são iguais.
Sair dessa manada, em que juntos e misturados poucos chamam a atenção, para se tornar uma estrela nacional é um grande desafio.
Rodrigo Maia já superou essa barreira. Quem o segue na fila se prepara para um salto ainda maior.
Por qualquer critério, Rodrigo Maia faz parte da elite.
Se ele assumir a cadeira de Michel Temer, seu sucessor na Presidência da Câmara será o deputado Fábio Ramalho.
Até se eleger vice-presidente da Câmara como zebra das zebras, Fábio era o Fabinho Liderança, um camarada boa praça, que se notabilizou por juntar gente diferente em megas almoços e jantares. Na casa dele, no Cafezinho da Câmara, onde fosse, quem chegasse seria bem recebido para saborear deliciosas comidas mineiras.
Bons anfitriões costumam ter sucesso na política brasileira. Mas isso fica para outro dia.
Até meses atrás, o boa praça Fabinho era apenas um franco atirador na política. Arriscou e venceu a parada pela vice-presidência. Pouco mudou. Continuou a ser o mesmo personagem.
Andava pela Câmara com ternos amorfanhados, gravatas tortas, cabelos desgrenhados, barbas mal feitas.
No mesmo passe de mágica que tornou Rodrigo Maia presidenciável, Fabinho virou o elegante deputado Fábio Ramalho.
Terno e gravata impecáveis, corte de cabelo e óculos sob medidas, discurso de alto clero na ponta da língua.
Como Rodrigo Maia, Fábio Ramalho se diz o mais fiel aliado de Michel Temer. Pelo bem do país, nenhum dos dois diz querer a queda de Temer.
É assim que se sempre se processa a transição à brasileira.
Acompanhe os próximos capítulos.

Conta de Lula e Dilma nunca existiu afirma Joesley em depoimentos


247 – O empresário Joesley Batista, que implodiu Michel Temer ao revelar que comprou o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, prestou novos depoimentos à Polícia Federal, em que deixou claro não tem nada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem contra a presidente deposta Dilma Rousseff.
A famosa conta suíça com US$ 150 milhões em propinas para PT nunca existiu. Foi o que ficou claro nos novos depoimentos de Joesley, segundo nota publicada pelo jornalista Lauro Jardim.
O empresário afirmou que apenas transferia doações eleitorais para o PT a partir daquela conta, que também foi usada para pagar despesas pessoais dele próprio, Joesley.
Com a repatriação aprovada após o golpe, os recursos foram legalizados e pertencem ao empresário – não a Lula ou Dilma.
Ou seja: era apenas a conta usada pela empresa para contabilizar suas doações eleitorais.

O Temer de Temer

  Bernardo mello franco na Folha d São Paulo
O derretimento de Michel Temer começa a confirmar a máxima de que não existe espaço vazio na política. À medida que o presidente encolhe, abatido por novas prisões e delações, crescem a apostas no deputado Rodrigo Maia para ocupar o seu lugar.
A articulação saiu da sombra nesta quinta, quando o senador Tasso Jereissati declarou que Maia pode garantir "estabilidade para o país". Outro tucano, o senador Cássio Cunha Lima, disse a investidores que o governo "já caiu" e que o Brasil terá um novo presidente "em 15 dias".
Os holofotes se voltaram para o presidente da Câmara, que é o primeiro na linha sucessória da República. Ele pode retardar ou acelerar a derrocada de Temer, do qual será beneficiário direto e imediato.
O deputado tem a confortável opção de jogar parado. Se a Câmara aceitar a denúncia, a Presidência cairá em seu colo por 180 dias, sem eleição direta ou indireta. Isso o libera de fazer campanha aberta pelo cargo.
No entanto, só haverá 342 votos para afastar o presidente se Maia usar sua influência sobre o plenário. Ele terá que se tornar o Temer de Temer, reeditando a conspiração liderada pelo peemedebista para tomar a cadeira de Dilma Rousseff.
O deputado se movimenta com discrição. Ele tem recebido agentes de bancos e corretoras para repetir que seguirá a cartilha do mercado. Na sexta, tuitou uma espécie de programa resumido de governo, no qual se comprometeu com a agenda das reformas. Foi uma versão em 140 caracteres da "Ponte para o Futuro", a plataforma liberal usada pelo ex-vice para atrair apoio do empresariado.
Enquanto Temer cometia novas gafes na Alemanha, Maia passou os últimos dias na Argentina, onde só se falou na sucessão no Brasil. Sua comitiva incluiu o líder do centrão e metade do "G8", um grupo de deputados veteranos que conhecem todos os atalhos da Câmara. Em 2016, o grupo atuou em conjunto para assegurar a aprovação do impeachment.

Delação de Cunha acusa 50 deputados, diz revista


Maioria dos deputados teria recebido propina de esquemas montados em estatais e fundos de pensão



Maioria dos deputados teria recebido propina de esquemas montados em estatais e fundos de pensão
O ex-deputado Eduardo Cunha promete contar detalhes sobre pelo menos 50 deputados no acordo que negocia com a Operação Lava Jato.
A maioria dos parlamentares teria recebido propina de esquemas montados em estatais e fundos de pensão, diz a revista Veja
Outros casos seriam relacionados a oferta de voto -- na véspera da cassação de Eduardo Cunha -- em troca de pagamento.
Um dos parlamentares teria solicitado R$ 1 milhão para ajudá-lo no Conselho de Ética. 
A negociação da delação de Cunha, contudo, deve ser "dura", como teria garantido um dos auxiliares de Janot à revista.
"Ele vai ter que apresentar provas. Não basta só falar."

Encontro secreto teria selado derrubada de Temer



Do Jornal do Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia(DEM) teria recebido sigilosamente na residência oficial, na noite de quarta-feira, o senador Tasso Jereissati, comandante interino do PSDB. Na ocasião, os dois teriam discutido sobre a formação de um novo governo em caso de queda de Michel Temer. 
Na quinta-feira (6), Tasso Jereissati afirmou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem “condições de juntar os partidos” para dar “um mínimo de estabilidade para o país”, e que o governo "caminha para a ingovernabilidade". 
De acordo com a revista Veja, os dois teriam concordado em manter a equipe econômica, seguir com as reformas e realizar mudanças pontuais no ministério.
Enquanto isso, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles disse em vídeo publicado neste sábado (8) que uma trajetória de crescimento é "mérito deste governo, do presidente [Michel] Temer, mérito da equipe que ele escolheu", e frisou que "o presidente Temer continua".
"Como já tenho dito em outras oportunidades, é que o presidente Temer continua, que esse governo continua, a equipe econômica está junto, foi escolhida por ele, vai continuar, e esta trajetória de recuperação da economia é um fato consolidado e que irá em frente", destacou.
O vídeo foi publicado na página "Agora Na Economia" e compartilhado pela página do Ministério da Fazenda, no Twitter. 
"Esse governo continua, a equipe econômica está junto, foi escolhida por ele"
O ministro Meirelles conclui o vídeo dizendo que as pessoas "podem continuar investindo, podem continuar consumindo, que o país vai manter essa trajetória de crescimento e de recuperação da economia".

Crise sangra mais o nordeste

Folha de S. Paulo – Vinícius Torres Freire

A gente se horroriza de ver tantas pessoas largadas na degradação da miséria nas ruas do centro rico da cidade mais rica do Brasil, São Paulo. Não raro remexem o lixo à procura de comida ou de latas que lhes renderão centavos. Dormem nas calçadas geladas. Não lembrava de ver tantos faz bem mais de uma década.
Não devem ser as cenas mais lúgubres do país. Os três anos de recessão desgraçaram mais a vida de uma região bem mais pobre, o Nordeste, do que pouco se fala.
Desde que a ruína começou, no início de 2014, o número de pessoas com algum tipo de trabalho diminuiu em cerca de 2,3 milhões no Brasil inteiro. Quase 69% dessa baixa de empregos ocorreu no Nordeste. Note-se que a região contava apenas com 24,5% da população ocupada em 2014. É desproporcional ao ponto da calamidade.
Do total dos rendimentos perdidos no país desde 2014, 46,5% se foram no Nordeste, que, no entanto, tinha apenas cerca de 16,6% da massa nacional de rendimentos do trabalho (contas baseadas na Pnad Contínua do IBGE). Os resultados do Nordeste continuam ruins se a comparação é feita com os dados de 2015 ou 2016, mesmo que a região acompanhe a despiora nacional recente.
Pelas contas do Boletim Regional do Banco Central, o PIB do Nordeste estagnava ainda em fevereiro (dado mais recente), quando o restante do país crescia, na comparação trimestral. As vendas no varejo encolhiam, no trimestre, subindo na média do país. A inflação é maior no Nordeste.
A queda dos PIBs das maiores economias da região, Bahia, Pernambuco e Ceará, foi da ordem de 5% em 2016, ante 3,6% da média nacional.
Essa tristeza acontece de resto em Estados em que os rendimentos do trabalho equivalem, em geral, à metade da média daqueles de São Paulo, a cerca de R$ 1.400 por mês (a disparidade deve ser ainda maior, se considerados os rendimentos do capital, em geral subdeclarados).
No caso de quem faz bico, a situação é ainda pior. No Nordeste, a informalidade afeta quase 50% dos empregados (quem trabalha sem carteira, por conta própria e com a família, sem salário). No Sudeste, 33%.
A crise foi mais destrutiva em Pernambuco, onde se registrou a maior baixa nacional na massa de rendimentos do trabalho: perda de 17% em relação a 2014 (no Brasil, de 2,5%). Em seguida, nos próximos Alagoas e Sergipe, com perdas em torno de 9%. Depois, Bahia e Ceará, quase 6%, desgraça semelhante à do Rio de Janeiro. Paraíba, Rio Grande do Norte e Maranhão ficaram no azul ou quase.
Que praga se abateu sobre o Nordeste? Aqui é possível dar apenas pinceladas cinzas e grossas, pois se trata de quatro anos, de nove Estados, e os estudos são escassos.
Houve cinco anos de seca, que abateu muito o Ceará. Houve o colapso de preços e produção de derivados de petróleo, que abalou a Bahia. A interrupção do desastroso projeto da refinaria Abreu e Lima e o colapso da indústria naval derrubaram Pernambuco, que ainda perdeu com a baixa produção de energia elétrica (seca) e de automóveis. A ruína da Petrobras e do investimento federal em obras, enfim, contribuíram para o desarranjo nordestino.