Ao lado do secretário estadual de
Planejamento e Gestão, Danilo Cabral, e do prefeito de Surubim, Túlio
Vieira, o governador Paulo Câmara entregou, nesta segunda-feira (30/11),
obras viabilizadas com recursos da edição 2014 do Fundo Estadual de
Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM). O projeto municipal incluiu a
construção da Praça Marcelino Champagnat, no bairro São José, e a
pavimentação de ruas, um total de R$ 1,6 milhão.
Antes
da solenidade realizada na Escola Estadual, Paulo participou da
cerimônia de lançamento da pedra fundamental do Moda Center, centro
comercial voltado à indústria têxtil. O governador conheceu os detalhes
do projeto de implantação do empreendimento, que vai gerar mais de oito
empregos no município.
Na
ocasião, Paulo ressaltou que, apesar dos desafios impostos pela
economia nacional, Pernambuco segue atraindo novos negócios. "O que é
mais difícil no Brasil, no dia de hoje, é a pessoa acreditar que esse
País pode dar certo. E os empresários pernambucanos têm acreditado
nisso", frisou o governador.
O
diretor-presidente do Moda Center, Severino Albuquerque, pontuou que o
empreendimento inicia uma nova era no município. O empresário disse
ainda que o novo centro será entregue dentro de 18 meses, na rota que
liga Surubim a Toritama. "Esse centro comercial vai dar um novo ânimo ao
comércio da região", afirmou Severino, que vai investir R$ 20 milhões
na construção do centro.
Para
Danilo Cabral, o FEM impulsiona a economia local e ajuda os prefeitos a
cumprirem os seus compromissos. O gestor disse ainda que a construção
do centro comercial foi uma necessidade apontada durante o Seminário
Todos por Pernambuco.
"O
Moda Center é uma resposta objetiva. Nós viemos aqui no Todos por
Pernambuco e ouvimos, de mais de três mil pequenos fabricos que temos na
região, que a gente precisava estruturar a comercialização da
confecção. Aqui nós estamos falando de R$ 20 milhões de investimento
privado, mas se não fosse a confiança no Governo, nada aconteceria",
ressaltou Danilo Cabral.
A interligação dos sistemas de
Palmerinha e Jucazinho vai oferecer segurança hídrica para oito
municípios do Agreste Setentrional. A autorização para a elaboração do
projeto foi dada pelo governador Paulo Câmara, nesta segunda-feira
(30/11), em um ato público em Surubim.
Executada
pela Compesa e com um custo total de R$ 40 milhões, a intervenção será
dividida em etapas. A obra vai beneficiar 125 mil pessoas, nos
municípios de Surubim, Salgadinho, Casinhas, Santa Maria do Cambucá,
Vertentes, Vertente do Lério, Frei Miguelinho e Toritama.
Para
o chefe do Executivo estadual, a obra vai ajudar a minimizar os efeitos
da estiagem na região, que sofre com a pior seca dos últimos 80 anos.
Ele pontuou ainda os esforços do Governo para manter os investimentos no
segmento.
"Esse
é um projeto importante que vai trazer água da Adutora do Siriji, na
Mata Norte, para seis municípios do Agreste. Nós tivemos que elaborar um
projeto estruturador que não nos deixasse dependente da Adutora do
Agreste, uma obra que não está andando como deveria. Diante disso, nós
não vamos descansar para proporcionar uma melhor infraestrutura hídrica
para a região", cravou Paulo.
O
presidente da Compesa, Roberto Tavares, explicou que o documento
assinado hoje pelo governador autoriza a elaboração do projeto e a
aquisição da tubulação, que será entregue dentro de 45 dias. "A gente
separou esse projeto em etapas, para que a integração de Palmerinha e
Jucazinho pudesse ser feita primeiro. E depois, vamos fazer uma Adutora
de 36 quilômetros, trazendo água de Vicência, na Mata Norte", detalhou o
gestor.
ÁREA RURAL – Na
oportunidade, o chefe do Executivo estadual ainda garantiu a instalação
de poços em 15 comunidades rurais de Surubim e a implantação de outros
dois sistemas simplificados de água, dentro de 60 dias.
Para
a instalação dos poços foram destinados R$ 300 mil, investimento que
vai beneficiar 450 famílias. Já para a construção dos sistemas, o
Estado, através da secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, separou
R$ 750 mil, beneficiando 150 famílias, nas comunidades do Sítio Taepes e
Sítio Capim de Cima.
Ao
destacar a importância dos investimentos para a região, Nilton Mota,
titular da pasta de Agricultura, pontuou os esforços da equipe para
manter os projetos. "Apesar do momento de dificuldade, o Governo do
Estado conseguiu reestruturar os investimentos e executar obras
importantes para Pernambuco", destacou.
"Matar mulher é feminicídio; matar presidente é magnicídio; matar criança é infanticídio; matar de vergonha é Delcídio". Postagem no twitter
As gravações das conversas entre o Senador Delcídio do Amaral,
Bernardo Cerveró [filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró] e
Edson Ribeiro [advogado do ex-diretor], são reveladoras do quão
entranhável é a corrupção no estamento da política e dos negócios.
Se aquelas conversas fossem divulgadas sem a identificação dos
interlocutores, ninguém hesitaria em reconhecer se tratar de um bando de
bandidos reunidos para arquitetar crimes. Este fato é, em si mesmo,
estarrecedor e escandaloso. A cassação do mandato de senador e a
expulsão de Delcídio do PT serão os desdobramentos naturais.
Tão escabroso quanto este fato, entretanto, é a seletividade do
condomínio policial-jurídico-midiático de oposição, que recortou os
minutos convenientes da 1 hora e 35 minutos da gravação e desprezou os
trechos nos quais a quadrilha relembra a podridão e a roubalheira deles
na Petrobrás ainda no governo FHC.
Eles fizeram menção, por exemplo, à dinheirama depositada em bancos
suíços originada de propina que receberam da empresa Alstom em 2001 e
2002, quando Delcídio era diretor da Petrobrás e Cerveró seu gerente. E
também revelaram o nome do personagem que a décadas usa o lobista
Fernando Baiano como preposto: o espanhol Gregório Preciado, que é
casado com uma prima do senador tucano José Serra.
Qual o procedimento policial e judicial instalado para investigar
estes dois aspectos reveladores da gênese da corrupção na Petrobrás?
Resposta: - nenhum! Houve cobertura midiática demonstrando
jornalisticamente as conexões e os tentáculos tucanos na corrupção na
Petrobrás? Resposta: nenhuma!
A seletividade do condomínio policial-jurídico-midiático de oposição
tem sido uma norma de conduta. Os responsáveis pela Lava Jato na Polícia
Federal, no Ministério Público e no Judiciário simplesmente
desconsideram testemunhos, indícios e provas que implicam políticos
ligados ao PSDB e, além de não investigarem, arquivam as denúncias. E a
mídia oposicionista completa o serviço, acobertando a verdade inteira.
Foi assim com Pedro Barusco, o ex-gerente que confessou ter começado
sua prática delituosa na Petrobrás na década de 1990, durante o governo
FHC. Diante da confissão deste funcionário corrupto que devolveu 100
milhões de dólares roubados em 20 anos, qual a apuração da Lava Jato
sobre o período FHC? Resposta: - nenhuma!
Por uma estranha discricionariedade, o inquérito contra o senador
tucano Anastasia foi arquivado, e a investigação sobre os 10 milhões de
reais transferidos pelas empresas implicadas na Lava Jato ao PSDB na
gestão do ex-presidente do Partido, Sérgio Guerra [já falecido], nunca
prosperou. Qual a reação midiática a isso? Resposta: - nenhuma!
O chamado "mensalão" foi implacavelmente julgado para justiçar o
período dos governos do PT. Entretanto, como está a investigação do
"mensalão" mineiro, inventado pelo tucanato muitos anos antes? Resposta:
- paralisada, podendo prescrever, e os envolvidos estão "todos soltos".
A realidade não permite ilusões ou fanatismos alienantes: o Brasil
está enfrentando uma das maiores crises morais e políticas da sua
história. A corrupção é um fator desencadeante da corrosão moral que
aflige o país. O mais importante, porém, é que pela primeira vez tudo
está sendo investigado sem interferências do governo.
Esta conquista civilizatória do Brasil, de identificar e castigar a
corrupção, poderá ser anulada por manobras maniqueístas do condomínio
policial-jurídico-midiático de oposição, que recorta e seleciona a
narrativa a ser construída, que visa preservar o PSDB e aniquilar o PT.
Isso é contraproducente, porque dos mais de 100 indiciados na Lava Jato
até agora, apenas 4 são identificados com o PT, e a imensa maioria
pertence a outros partidos políticos.
Delcídio é um elo da corrupção histórica na Petrobrás; ele é o elo
entre o presente e o passado; o elo corrupto entre o período FHC e o
período Lula. Se, em razão disso, a Lava Jato não averiguar a raiz da
corrupção na empresa, será uma agressão à justiça e à democracia.
Mais além da Lava Jato, é necessário um esforço de recomposição ética
no Brasil, porque a corrupção está disseminada inclusive em práticas
"legais", ainda que imorais, em várias esferas da atividade pública nos
três Poderes.
Só moralismo não resolve. Menos ainda o falso e seletivo moralismo. É
necessário encarar esta crise de frente. O Brasil está num "mandrake
político", porque nenhuma força política se mostra crível como
alternativa na crise. O país está à beira do abismo político e moral que
ameaça produzir um forte estrago à economia nacional.
Este momento de impasse é, também, um momento de rediscussão de um
novo ordenamento jurídico-institucional. A atual lógica, em especial
quanto ao sistema político, é uma das causas da transição inconclusa da
ditadura para um Estado de bem-estar social. O PMDB, Partido
individualmente minoritário, domina a ciência de navegar neste sistema
obsoleto e fisiológico, é um dos principais fatores do atraso e do
retrocesso.
É urgente, por isso, se buscar o apoio da sociedade brasileira para a
convocação de uma Assembleia Constituinte autônoma e específica, que
discuta um novo ordenamento jurídico-institucional, começando pela
reforma política e pela democratização profunda do Estado.
O
Ministério Público de Contas e os auditores do Tribunal de Contas da
União fazem uma campanha nas redes sociais para evitar que o ministro
Aroldo Cedraz seja reeleito presidente da corte nesta quarta-feira
(2/12). O ministro é investigado em sindicância interna que apura
suspeita de tráfico de influência envolvendo seu filho, o advogado Tiago
Cedraz, cujo escritório já atuou em diversos processos no tribunal de
contas. Tiago passou a ser investigado na operação “lava-jato” após o
dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, afirmar em delação premiada que
pagou R$ 1 milhão para que ele atuasse a seu favor no TCU.
O
novo Código de Processo Civil dará força a uma prática pouco utilizada
para punir devedores de pensão alimentícia. Se o pagamento for
interrompido sem justa causa, o juiz poderá encaminhar o caso ao
Ministério Público e o devedor responderá pelo crime de abandono
material, com pena de até quatro anos. Atualmente a prisão é de no
máximo 60 dias.
Uma
imagem poderosa marcou o enterro dos cinco jovens executados pela PM do
Rio no fim de semana. Aos prantos, a mãe de um dos mortos segurava uma
bandeira do Brasil cheia de furos, como o carro alvejado pelos fuzis.
A
perícia contou mais de 60 buracos no veículo. Quatro policiais foram
presos, sob suspeita de mudar a cena do crime para tentar culpar as
vítimas. Eles registraram as mortes como "auto de resistência",
definição oficial para legítima defesa.
Os
jovens foram fuzilados ao fim de um dia de festa. Eles comemoravam o
primeiro emprego do caçula, de 16 anos. O mais velho tinha 25 e
trabalhava com o pai como pedreiro.
As
mortes provocadas pela polícia se tornaram epidemia no Rio. Nos últimos
dez anos, foram 8.466, média superior a dois casos por dia. A
impunidade é regra mesmo quando há alguma investigação. Dos 220
inquéritos abertos em 2011, só um resultou em denúncia até abril desde
ano, segundo a Anistia Internacional.
Wilton,
Wesley, Cleiton, Carlos Eduardo e Roberto tinham o perfil típico das
vítimas da PM. Eram homens (99,5% dos casos), negros (79%) e estavam
entre os 15 e os 29 anos (75%). Também eram pobres, claro, e tinham o
azar de morar na vizinhança do batalhão de Irajá, recordista de "autos
de resistência".
Para
o diretor-executivo da Anistia no Brasil, Atila Roque, os casos mostram
a "banalização do extermínio" no Rio. "Estamos diante de uma rotina de
horror. Não é razoável que agentes que carregam armas para defender a
sociedade sejam responsáveis por executar cidadãos", afirma.
O
secretário José Mariano Beltrame chamou a ação dos PMs de
"indefensável". O governador Luiz Fernando Pezão se disse "muito
triste". As palavras não vão consolar as famílias nem evitar novas
tragédias.
"Enquanto
a sociedade não exigir uma política de segurança que tenha a defesa da
vida como valor principal, isso continuará a acontecer", diz Atila
Roque. Alguém duvida?
Quem
estava no plenário, não se esquece: na campanha para presidente da
Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), cansado do que considerava à época
provocações de Eduardo Cunha sempre atacando o Partido dos Trabalhadores
de maneira generalizada, defendeu-se com esta: “Nós aqui somos julgados
pelo que falamos , pelo que propomos e pelas emendas e medidas
provisórias que fazemos ou deixamos de fazer”.
Muitos peemedebistas consideram a frase um ataque direto ao então
candidato Eduardo Cunha. Depois disso, em 30 de janeiro, durante uma
entrevista, Chinaglia foi ainda mais incisivo. A propósito de um mandato
de “altivez” e “independência” prometido por Cunha, Chinaglia comentou:
“É só pesquisas as Medidas Provisórias para ver onde é que essa altivez
acaba. Queremos um Parlamento que tenha de fato a independência para
atender ao povo brasileiro. Não apenas para fazer um discurso que acaba
no dia seguinte da eleição, basta chegar em algum tipo de acordo".
(Denise Rothenburg - Correio Braziliense)
Policiais civis de Pernambuco decretaram “estado de greve” na
última sexta-feira (27) após assembleia realizada em frente à sede do
Sinpol (Sindicato dos Policiais).
Segundo o presidente Áureo Cisneiros, em decorrência
do “estado de greve” os policiais retomarão o calendário de
mobilizações, estando o próximo protesto previsto para esta terça-feira
(1/12), em Petrolina.
Caso as negociações com o Governo do Estado não avancem, os policiais
devem decretar greve por tempo indeterminado logo no início de 2016.
O Governo do Estado se diz disposto a negociar, mas não acena com
reajuste de salário porque Pernambuco já está no limite de gasto com a
folha estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Barbosa comanda reunião com os técnicos para definir cortes (Foto: Reinaldo Ferrigno/ Agência Câmara)
O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, comanda na tarde deste
domingo (29) uma reunião com técnicos da pasta para discutir detalhes do
corte de R$ 10,7 bilhões nas despesas do governo. O contingenciamento, o
terceiro do ano, cujo decreto será publicado nesta segunda-feira (30),
será feito nas despesas não obrigatórias do governo.
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento,
a reunião é fechada à imprensa. A assessoria acrescentou que ainda não
foi definido o formato do anúncio desta segunda-feira (30).
Ao anunciar o novo corte, o governo informou que uma nota técnica será divulgada com detalhes e esclarecimentos sobre a medida.
A decisão foi tomada depois que se tornou inviável a aprovação, pelo
Congresso Nacional, da nova meta fiscal de R$ 119,9 bilhões para este
ano. O valor inclui o pagamento integral dos atrasos nos repasses a
bancos públicos. Na quarta-feira (25), a votação prevista foi adiada
pelos parlamentares por causa da prisão do líder do governo no Senado,
Delcídio do Amaral (PT-MS).
Na sexta-feira (27), o Palácio do Planalto informou que o bloqueio
será temporário, até que a revisão da meta seja aprovada. Segundo
economistas ouvidos pela Agência Brasil, o decreto poderá causar
paralisia da máquina pública caso o Congresso demore a alterar a meta.
O desembargador Bartolomeu Moraes (TJ-PE) foi empossado nesta sexta-feira (27) na presidência da Associação Nacional dos Desembargadores – Andes.
A solenidade aconteceu na sede da associação, no Rio de Janeiro. Ele
ficará à frente do cargo no triênio 2016-2018, tendo como
vice-presidente a desembargadora Cleonice Silva Freire (TJ-MA).
O 1º secretário é o desembargador Eduardo Paurá Peres (TJ-PE) e o 1º tesoureiro o desembargador Alberto Virgínio (TJ-PE).
“Chego com o intuito de servir à Justiça Brasileira. Nosso
compromisso será cumprido rigorosamente, com muito trabalho, dedicação,
transparência e responsabilidade. Agradeço aos meus pares a confiança
depositada. Vamos trabalhar com afinco para fortalecer ainda mais a
entidade: buscar alternativas viáveis em defesa dos interesses e das
necessidades de todos os magistrados e da melhoria da prestação do
serviço jurisdicional”, disse o desembargador pernambucano.
O plano de trabalho do presidente eleito prevê ações voltadas para
problemas mais específicos da categoria, como a regulamentação da
aposentadoria compulsória. Bartolomeu Bueno é defensor irrestrito da
extensão dos benefícios da chamada “PEC da Bengala”, que altera de 70
para 75 anos a idade da aposentadoria, para todos os servidores
públicos, em especial para a magistratura.
Também serão prioridades na agenda do novo presidente – o
acompanhamento efetivo dos Projetos de Lei, Emendas Constitucionais e
Normativas voltadas para a magistratura; resgatar a discussão sobre a
aprovação do Estatuto da Magistratura; ampliar o quadro de sócios para
congregar os cerca de 2,2 mil desembargadores do Brasil; intensificar as
relações com as associações congêneres, buscar a independência do Poder
Judiciário, sua autonomia administrativa, orçamentária e financeira,
entre outras ações.
O
governador Paulo Câmara alerta, neste domingo, em entrevista ao Canal
Livre (BAND), que muitos Estados estão “sub-notificados” em relação ao
vírus zika, causador do aumento dos casos de microcefalia. A entrevista
vai ao hoje (29/11), a 0h15. “Pernambuco foi o primeiro Estado a
identificar e a discutir publicamente o problema. É absolutamente
alarmante”, afirmou Paulo.
Na
entrevista aos jornalistas do Canal Livre, o governador fala ainda
sobre a polêmica volta da CPMF, único “plano” do Governo Federal para
ajudar a financiar a saúde pública. Entre outros temas, Paulo respondeu
sobre seca, transposição, segurança pública, crise econômica,
impeachment de Dilma Rousseff, sua relação com a presidente, os rumos do
PSB e os últimos acontecimentos da Operação Lava Jato.
O
governador de Pernambuco lembrou que o vírus zika já atingiu 18 Estados
e não demorará a chegar aos demais. “Nós tivemos uma vigilância mais
rápida e eficiente. É preciso atacar”, disse Paulo, que reúne, nesta
segunda-feira (30.11), às 16h, em Gravatá, todos os prefeitos
pernambucanos para tratar do Plano Estadual de Enfrentamento das Doenças
Transmitidas pelo Aedes Aegypti (Dengue, Chikungunya e Zika)com a
presença dos ministros da Saúde, Marcelo Castro, e da Integração
Nacional, Gilberto Occhi.
Para
o governador Paulo, ocorreu um “relaxamento” do poder público e da
sociedade com o mosquito Aedes Aegypti. Na avaliação do governador de
Pernambuco, com a crise econômica, iniciada ainda em 2014, os cortes nas
despesas terminaram também por atingir a saúde pública e o problema se
agravou.
Paulo
Câmara conclamou todos a participar em um mutirão, a olhar suas casas e
ajudar a combater o mal. “Nós estamos escrevendo a história de uma nova
doença no Brasil”, disse, pedindo união e colaboração da população com
os agentes públicos. “Nossa preocupação é o aumento desse problema a
partir de janeiro (após a chegada oficial do verão)”, frisou o
governador.
Em
sua passagem pelo Agreste pernambucano, na manhã desta segunda-feira
(30/11), o governador Paulo Câmara entrega a restauração da PE-095, em
Limoeiro, às 8h, em uma solenidade oficial. Às 10h, o chefe do Executivo
estadual autoriza o início de novas obras que vão reforçar o
abastecimento de água em Surubim.
Em
Limoeiro, o chefe do Executivo estadual comanda a cerimônia de entrega
da PE-095, em um trecho que liga o município a Caruaru.A
recuperação de 80 quilômetros da rodovia começou em fevereiro deste ano
e custou R$ 62 milhões. A intervenção na rodovia é fundamental para o
bem-estar da população e para o escoamento da produção da Jeep.
Na
Escola Severino Farias, em Surubim, Paulo autoriza o inicio da obra que
vai interligar o sistema de Siriji ao de Palmerinha, a implantação de
outros dois sistemas de abastecimento de água, além da construção de 15
poços na área rural do município. As três intervenções vão demandar um
investimento de mais de R$ 5 milhões, recursos do Estado e do Banco
Mundial.
Câmara
também vistoria obras viabilizadas com recursos da edição 2014 do Fundo
Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM). O projeto da
Prefeitura de Surubim incluiu a construção da Praça Marcelino
Champagnat, no bairro São José, e a pavimentação de ruas no município,
um total de R$ 1,6 milhão.
O Governo do Estado, através da Secretaria de Planejamento e
Gestão (Seplag), deu início ao pagamento dos R$ 30 milhões do Fundo Estadual de
Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM), pactuado com os prefeitos
pernambucanos durante marcha realizada no início do mês no Recife. Serão atendidas
102 cidades, beneficiando 161 projetos. Recebem os recursos todos os municípios
aptos, de acordo com a legislação do FEM.
“Com esta iniciativa, Pernambuco mostra ao País que é
possível ter, na prática, uma melhor distribuição dos recursos públicos da
federação, garantindo investimentos que melhoraram a qualidade de vida da
população e preservam empregos”, destaca o secretário de Planejamento e Gestão,
Danilo Cabral. Segundo ele, o FEM representa o esforço conjunto do Estado e
municípios no sentido de atravessar esse momento desafiador que vive o Brasil.
O secretário executivo de Apoio aos Municípios da Seplag,
Flávio Figueiredo, ressalta que a liberação dos recursos é importante para movimentar
a economia local. “A natureza das obras
realizadas com recursos do FEM permite que seja utilizada mão de obra local e
materiais adquiridos no próprio município”, afirma.
Estão aptos a receber a segunda parcela de 2014 todos os
municípios que prestaram contas dos recursos investidos no FEM 2013. Recebem a
terceira parcela de 2014 aqueles municípios cujas obras atingiram 60% do
andamento. Já a quarta parcela de 2014 será paga aos municípios que concluíram
100% da obra. “É importante frisar que não ficará nenhuma pendência de 2015
para o próximo ano. Todos os municípios aptos vão receber os recursos”, afirma Flávio
Figueiredo.
O FEM, até outubro, já investiu R$ 307,3 milhões em obras
realizadas em parceria entre o Governo do Estado e as prefeituras. O Fundo
financiou a pavimentação de 998 ruas, a construção ou reforma de 59 praças, a
reforma ou ampliação de 35 unidades escolares e de 48 unidades de saúde. Além disso,
foram reformados ou construídos cinco matadouros e oito mercados públicos.
Nos três anos de existência do FEM, o Governo do Estado
destinou R$ 732 milhões para todos os municípios pernambucanos. As obras financiadas
com recursos da primeira edição do Fundo foram concluídas neste ano.
Ao contrário do prefeito do Recife, Geraldo Julio, e até da posição
adotada por seu próprio partido, o PSDB, o prefeito de Jaboatão, Elias
Gomes, admite discutir a recriação da CPMF, proposta defendida pelo
Governo Dilma. “Representaria, no Recife, um incremento de até R$ 100
milhões em 2016. Não é uma questão de gostar ou não. É que, sem ele, não
se sobrevive”, justifica o tucano, referindo-se à queda nos repasses do
Governo Federal para os municípios. E prossegue, argumentando:
“Desastre não é aprovar CPMF, é não ter dinheiro para Saúde, grande
problema dos municípios”. Na avaliação dele, vale mais a pena “ter o
desgaste de ter a receita”. Há um acordo em gestação para aprovar o
imposto que envolve a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), a
Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e a Associação Brasileira dos
Municípios (ABM). O assunto foi tema de reunião dos representantes
dessas entidades com o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo
Berzoini, no dia 19. A ordem é agilizar a aprovação do imposto.
Quero me inteirar sobre o caso Delcídio e digito seu nome no Twitter.
Chego logo a uma nota fabulosa, escrita pela nova titular da coluna Radar, da Veja, a ex-Folha Vera Magalhães.
No
mundo do jornalismo de nossos dias, não configura conflito de
interesses Vera ser casada com um assessor de Aécio. Bem, Vera reproduz
uma frase atribuída à mulher de Delcídio, Maika. Segundo Vera, num
telefonema Maika revelou de quem é a culpa pelos infortúnios do marido.
É de Dilma, aquela fdp, diz a nota.
Quer
dizer: a culpa não é de seu marido, com seu comportamento indecente.
Nem é dela mesma, que viu Delcídio gastar dinheiro em proporções épicas,
incompatíveis com um homem que deveria viver do salário de senador da
República.
Publicamos no DCM, neste sábado, o relato de um cronista social de Campo Grande sobre a festa de debutante de uma filha de Delcídio, em 2011.
Um trecho:
A
noite ficará marcada na memória social de Campo Grande e de Mato Grosso
do Sul. Não apenas pela natural suntuosidade que sugeria a atmosfera,
mas pela singular energia que emanava em cada pedacinho da festa.
Parecia mágica. Num estonteante vestido, na parte de cima, inteiro em
Cristais Givenchy, com saia em tufos de tule dourado com pastilha de
paetês, confeccionado por Júnior Santaella especialmente para ela, Maria
Eugênia parecia flutuar.
Estava
em casa, envolvida pela família, recebendo as amigas exatamente do modo
como havia imaginado. À irmã, Maria Eduarda, foi entregue a missão de
construir o espetáculo da alegria. Ao longo de um mês, a mansão vinha se
transformando para ser um espaço dourado de 1,6 mil metros,
inteiramente coberto em teto transparente, onde frondosas árvores
naturais surgiam iluminadas na lateral do espaço.
Os grandes filósofos do passado coincidiam em dizer que, diante da miséria humana, é mais sábio rir do que chorar.
Riamos, então.
Maika organizou a festa, e sabe quanto foi gasto nela. Ela sabe também qual é o salário de senador do marido.
Mas não: não ocorreu a ela que havia uma fonte misteriosa de dinheiro para bancar a vida faustosa da família.
Ela
lembra, neste caso, Claudia Cruz. Claudia levou uma vida de princesa
europeia sem, aparentemente, se perguntar como não faltava dinheiro
sequer para aulas de tênis numa das academias mais caras do mundo, a de
Nick Bolletieri, nos Estados Unidos. Ali foram revelados jogadores como
Agassi e Sharapova.
Milton Friedman, o grande economista conservador, disse celebremente que não existe almoço grátis. Alguém sempre paga a conta.
Mas para as mulheres de alguns políticos brasileiros é como se a vida em
pleno fausto fosse gratuita. Maika poderia talvez ter evitado os
problemas que seu marido enfrenta hoje se fosse mais rigorosa com as
contas domésticas.
Mas não.
Ela não tem culpa, de acordo com a nota de Vera Magalhães.
O
jornal britânico The Sunday Times, em artigo assinado pelo
editor-executivo Ian Dey sobre o trabalho do Juiz Moro, compara o
magistrado brasileiro ao agente do Tesouro dos EUA, Elliot Ness, que
levou Al Capone à Justiça e cuja história deu origem ao filme “Os
Intocáveis”.
Diz o título:
"Eliot Ness brasileiro está fora de controle"
Segundo o texto, na própria Inglaterra há críticas à postura de
“intocável” do juiz Sérgio Moro, que vem sendo acusado por entidades
internacionais de “desrespeitar a Constituição Federal brasileira e
também tratados de defesa dos direitos humanos em seus mandados de
prisão”.
Em alguns casos, acrescenta Dey, há dúvidas se o princípio da inocência está sendo respeitado.
Para o Times, a atitude de Moro levanta suspeitas de que ele estaria se
preparando para uma candidatura à Presidência da República nas próximas
eleições, “especialmente em um momento de forte pressão pela saída de
Dilma Rousseff”.
Menciona, ainda, que o CEO do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, está
preso desde junho sem julgamento porque não assinou acordo de delação
premiada.
Esses acordos, inclusive, também são alvo de questionamento por especialistas, conclui o texto.
Daqui
a dez anos, quando o suspeito já estiver miseravelmente condenado, sem
amigos, esquecido pela família, preso à cama com um câncer, aí o Supremo
considera que ele nunca foi culpado de nada…
A segundo etapa do “método“ Moro prevê que a vitima do pré-julgamento tente se socorrer no próprio PiG.
Em defesa da sua reputação e da família, e sócios, colaboradores, o coitado recorre ao PiG para expor sua versão.
Foi o que condenado do Bumlai tentou várias vezes.
Não adianta nada, porque o PiG dará sempre a versão que melhor se encaixar ao “método”.
A vítima será sempre o cordeiro que turva água do lobo (de Curitiba).
Portanto, o “método” Moro prevê que a vítima se enforque no PiG, ao se defender.
O que atinge o superior objetivo de manipular a opinião pública contra o suspeito.
(Especialmente perto das eleições. Para ferrar o PT.))
O condenado se torna duplamente condenado: no vazamento e na versão que o PiG dá à sua defesa.
O “método” contém uma terceira etapa.
O enjaulamento do suspeito.
Fazer ele mofar no cárcere de Curitiba.
Quanto mais tempo melhor.
Para que mais vazamentos surjam, e para que o previamente condenado resolva confessar.
Os
servidores da GRE Agreste Meridional e convidados das escolas tiveram
hoje, 23, um dia especial de atenção à saúde do homem. Aderindo ao
movimento Novembro Azul, o Núcleo de Atenção ao Servidor (NAS) da
Gerência Regional promoveu uma manhã de informação e conscientização
acerca do câncer de próstata.
Após
a abertura realizada pela gestora Adelma Elias, a programação iniciou
com um momento Fitness conduzido pelos profissionais da academia Hit,
uma das parceiras da GRE Agreste Meridional na ação. Já o diálogo sobre a
importância do cuidado com a saúde masculina ficou por conta do médico
urologista Dr. Guilherme Agra.
Membro
Titular da Sociedade Brasileira de Urologia, o especialista fez um
resgate social para demonstrar como o homem, historicamente, ainda
procura assistência médica menos do que o ideal. Ele apresentou os
objetivos do movimento Novembro Azul e falou sobre as principais formas
de diagnóstico e tratamento do câncer de próstatas. O formato deu espaço
para que a plateia, atenta em tempo integral da palestra, fizesse
perguntas e tirasse todas as dúvidas sobre o tema.
O
Novembro Azul originou-se de um movimento pela saúde do homem surgido
na Austrália, em 2003. Esta Campanha se espalhou em vários países e no
Brasil se juntou às iniciativas do Ministério da Saúde alguns anos após o
lançamento da Política Nacional de Saúde do Homem em 2009. Tem como
finalidade conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção e
do diagnóstico precoce do câncer de próstata e outras doenças
masculinas.
Sob a liderança do governador Paulo Câmara (PSB), parlamentares,
especialistas em segurança pública e representantes da sociedade civil
reuniram-se no Palácio do Campo das Princesas, hoje, em um ato
suprapartidário pela preservação e fortalecimento do Estatuto do
Desarmamento. O movimento - pioneiro no Brasil - é uma resposta ao risco
de forte retrocesso nas políticas de controle da violência com a
possibilidade da aprovação do projeto de lei, em tramitação no Congresso
Nacional, que permite às pessoas andarem armadas nas ruas.
O chefe do Executivo estadual afirmou que fortalecimento do Estatuto
dialoga diretamente com as políticas de segurança do Estado, que,
através do Pacto pela Vida, tem atuado incessantemente na redução de
homicídios e, sobretudo, na preservação de vidas. Desde 2004, Pernambuco
já recolheu mais de 10 mil armas.
"Esse foi o pontapé inicial de uma discussão que já vinha sendo feita
no Brasil. Mas que, nos últimos meses, temos nos aprofundado.
Pernambuco, diante do desafio que é fazer segurança pública no Brasil,
sabe que a flexibilização do Estatuto do Desarmamento precisa ser
combatida incansavelmente", defendeu o governador.
Em concordância com as palavras de Paulo, o ministro da Justiça, José
Eduardo Cardozo, ressaltou que o projeto de lei em tramitação no
Congresso Nacional é um retrocesso e que o ato suprapartidário é uma
chance de dialogar contra essa possibilidade de recuo nas políticas
públicas contra a violência. "Armas não são instrumentos de defesa.
Armas são instrumentos de ataque", resumiu o ministro.
Para o presidente do Senado, Renan Calheiros, não há como ter certeza
de que a matéria será aprovada pelo Congresso Nacional, mas assegurou
que a sociedade vai se mobilizar para fortalecer o Estatuto do
Desarmamento e se unir em prol de políticas de segurança. "A mobilização
social vai influir diretamente, tanto na Câmara, quanto no Senado. A
flexibilização é um retrocesso e o parlamento não pode se associar com
esses mercadores de vida", argumentou.
Considerado uma das maiores autoridades na área no País, o secretário
de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, defendeu
ainda a aplicação de uma pena mais dura para quem faz uso de armas de
fogo. "O cidadão comum não quer andar armado. Ele tem vergonha de ter
que portar uma arma. Ele pode dizer que não tem segurança. Então, vamos
canalizar os esforços para melhorar", argumentou, assegurando que o ato é
uma clara demonstração da vontade de boa parte dos cidadãos.
O deputado federal Raul Jungmann pontuou ainda que a flexibilização
do estatuto é impulsionada pela indústria bélica brasileira, que é
segunda maior do Hemisfério Sul. "A indústria bélica financia esse
propósito, visando apenas desregulamentação do mercado. Essa
desregulamentação pode aumentar os lucros, mas vai aumentar também as
mortes", alertou o parlamentar.
REPACTUAÇÃO – Destacando que as estratégias e custos
com as políticas de segurança pública no Brasil recaem para os Estados,
o ministro José Eduardo Cardozo defendeu uma repactuação das obrigações
entre entes da federação. "É fato que o Brasil é um país violento. É
fato que nós temos que estar juntos para enfrentar essa violência. É
fato que hoje o Governo Federal pretende dialogar com os Estados na
formação de um pacto de redução de homicídios, onde vários elementos
foram aqui trabalhados em Pernambuco, com o Pacto pela Vida, lançado
pelo ex-governador Eduardo Campos", salientou o ministro.
Paulo Câmara frisou que os avanços conquistados pelo Pacto pela Vida
em Pernambuco nos últimos anos contribuem para um amplo debate nacional
sobre a segurança pública. "Esse não é um tema só de Pernambuco. É um
tema para todos os Estados e para o Governo Federal. Precisamos ter um
trabalho cada vez maior em nossas fronteiras e ver uma forma de estarmos
mais interligados, utilizando nossas inteligências em favor da vida",
sacramentou o governador.
O banco Bradesco acaba de vencer o leilão para a administração
da folha de pessoal do Estado. A instituição financeira aceitou pagar R$
696 milhões pela licitação, em disputa acirrada com o Santander.
Depois da aprovação pela Assembleia Legislativa para a gestão Paulo
Câmara usar cerca de R$ 100 milhões em depósitos judiciais, a venda da
folha era a operação mais importante do governo socialista para
equilibrar as contas. De olho nestes recursos extras, até os fazendários
já marcaram assembleia nesta terça-feira.
O valor obtido com a venda pode ser considerado muito expressivo, se
se considerar uma novidade em relação ao contrato anterior. O
recadastramento dos aposentados e pensionistas do regime próprio do
Estado ficará sob responsabilidade do banco vencedor, assim como a prova
de vida, procedimento a ser realizado anualmente, sempre no mês de
aniversário.
No caso dos ativos, o processo de recadastramento é feito online, no
Portal do Servidor, também no mês do aniversário. Trata-se de um custo
extra que não é computado para efeito da venda.
O LEILÃO
A disputa começou com valor inicial de R$ 497 milhões para o
gerenciamento das contas por um prazo de cinco anos, a partir de 02 de
fevereiro de 2016. Lance a lance Bradesco e Santander travaram um duelo
emocionante pela folha de pagamento, que por volta das 10h, uma hora
após o início, já estava em R$ 502 milhões.
A modalidade do leilão era pregão presencial, do tipo maior lance ou
oferta. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal haviam demonstrado
interesse inicialmente, mas não participaram.
Atualmente, o pagamento dos servidores é feito pelo mesmo Bradesco. O
banco assumiu desde 2010, após lance de R$ 700 milhões. O contrato
atual tem vigência até 01 de fevereiro de 2016.
O Bradesco vai gerenciar a conta salário de aproximadamente 220 mil
funcionários ativos, aposentados e pensionistas do Estado e a folha de
pagamento gira em torno de R$ 850 milhões mensais.
Dono da Editora que, segundo o Nassif,
está sob a suspeita de produzir uma falência esquisita, ao transferir
ativos sãos para empresa de que é sócio e deixar os ativos contaminados
no colo da Abril, já putrefata, faz tempo.
(Quem vai posar para a última Playboy? Alguma delegada aecista da Vara de Guantánamo?)
Será verdade o que diz o Nassif ?
O Dr Moro sabia disso?
Ou não lê o Nassif?
E agora, como fica essa capa da Veja - o Lula e a Dilma sabiam de tudo, hein, Dr Moro?
Essa capa é uma patranha histórica.
Nas 8.908 delações do tri-delator Youssef, que se conhece do Banestado, em alguma dessas delações ele confirmou a "informação"?
Essa "informação" foi excretada numa edição antecipada da Veja, para dar tempo de o jornal nacional transformar detrito sólido de maré baixa em Chanel #5.
Com
isso, nessa latrina em que a Veja e o jornal nacional se banhavam,
foram deslocados oito pontos percentuais de votos da Dilma para o Aecím,
segundo entrevista do prefeito Haddad!
Só na Grande São Paulo.
Oito pontos!!!
Imaginem o estrago que fez no resto do Brasil.
(Menos em Minas, onde o Aecím perdeu no primeiro e no segundo turno.)
Ou seja, a Veja e o jornal nacional cometeram um crime eleitoral.
Paulo Emílio, 247 - O vice-líder do
governo na Câmara dos Deputados, Sílvio Costa (PSC-PE), cobrou
explicações ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e também
da oposição sobre as doações feitas pela empreiteira Odebrecht ao
Instituto FHC. "A Polícia Federal já colocou o Instituto FHC nas
investigações da Lava jato. Tem e-mails de funcionários do Instituto
acertando como justificar o parcelamento em 12 vezes de R$ 975 mil, se
seria palestra ou outra coisa, em uma espécie de mensalão de R$ 75 mil
ao longo de 12 meses para FHC. Para a mídia e para a oposição, o
dinheiro da Odebrecht para Lula é um dinheiro do mal, fruto de crime, e
para FHC é um dinheiro do bem?", questionou o parlamentar em entrevista
ao Brasil 247.
Segundo Sílvio, "é revoltante e estarrecedor o tratamento de certa
parcela da mídia para com o ex-presidente tucano. "Não vi uma nota em
relação a este pagamento de R$ 975 mil que a Odebrecht doou ao Instituto
FHC. A grande mídia faz diariamente matérias sem base contra o
ex-presidente Lula, enquanto FHC já está na Lava jato. Tem que ter
tratamento equânime para ambos", cobrou .
"Nem mesmo a oposição deu uma fala sequer sobre a doação feita pela
empreiteira ao Instituto FHC. Como aconteceu isso com quem a mídia e a
oposição, incluindo ele próprio, se diz tão sério? Não vou agredir FHC,
ao contrário do que eles fazem com o Lula, mas seria bom que ele se
explicasse sobre isso", disse Sílvio Costa.
Dizendo-se indignado com os ataques contra Lula, o parlamentar disse
desconhecer as razões do "ódio impressionante que parte da mídia tem
contra o ex-presidente Lula". "Não sei que mal ele (Lula) fez. Será foi
ele ter tirado 40milhões de pessoas da linha de pobreza? Será que foi
botar pobre para andar de avião, colocar filho de pobre para estudar
medicina? Será que foi pagar o FMI? Será que foi ter respeitado a
Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Poder Judiciário?",
questionou. "Ou será pelo fato de que nunca nos últimos 12 anos se
investigou tanto a corrupção como agora?", destacou.
"A Operação Lava Jato é importante, vai amadurecer o país. Situação
bem diferente aconteceu quando FHC era presidente e o Romeu Tuma
(ex-delegado da PF) quis investigar as privatizações. O que aconteceu
naquela época? FHC o demitiu. Portanto não é justo dizer que o foi o PT
quem inventou a corrupção. Correto é dizer que o PT foi quem mais
investigou a corrupção neste país", afirmou. Queiram ou não a grande
midiae a oposição, nunca se investigou tanto como nos últimos 12 anos",
disse.
O
líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT), se integrou, ontem, à
Marcha das Águas formada por sindicalistas, trabalhadores rurais,
membros da sociedade civil e lideranças políticas para pedir agilidade
nas obras da Adutora do Agreste. Centenas de pessoas saíram na última
quinta-feira do município de Iati e percorreram a pé cerca de 100
quilômetros até chegar à cidade de Tupanatinga, na manhã de ontem.
“É uma alegria poder participar desta marcha e assumir um compromisso
de a gente continuar lutando pela adutora. O que se vê aqui é a união
de forças de diferentes atores políticos que estão dizendo o quanto é
importante esta obra para a população. Não adianta o governo federal e o
governo estadual ficarem jogando a responsabilidade um para o outro. O
que a gente tem que fazer é trabalhar juntos, é garantir mais recursos.
Asseguro aqui que vou fazer o possível e o impossível para que a obra
caminhe com mais celeridade. Vou, inclusive, pedir uma audiência pública
para conversarmos com o ministro da Integração”, garantiu o senador
Humberto Costa, que vai agendar um encontro da comitiva com o gestor da
pasta, Gilberto Occhi.
Também presente ao evento, o prefeito de Águas Belas, Genivaldo
Menezes (PT), fez questão de agradecer o empenho do senador em garantir
mais recursos para a adutora. “O que a gente viu aqui foi o compromisso
do senador Humberto com o povo, de caminhar lado a lado e entender a
seca que a gente está passando”, afirmou. Para o prefeito de
Tupanatinga, Manoel Tomé (PT), a ação foi apenas o início de uma série
de atividades que irão garantir a agilidade na construção da adutora.
“Vamos em frente. Vamos ao Palácio do Campo das Princesas, vamos a
Brasília. Esta Marcha não vai parar até atingir o seu objetivo”,
afirmou.
Orçada em R$ 1,3 bilhão, a Adutora do Agreste faz parte do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC), mas vem sofrendo com o atraso na
obra, que foi iniciada há dois anos e ainda não tem previsão definitiva
para a sua conclusão. A adutora deve beneficiar diretamente 32
municípios da região e a sua conclusão se torna ainda mais importante
por conta do período prolongado de estiagem, que vem atingindo todo o
Agreste.
Em algumas regiões, há cinco anos não chove. Segundo o coordenador do
MST em Pernambuco, Jaime Amorim, o problema da falta de água, que vem
afetando a região, pode ter um grande efeito acelerador. “A seca é um
grande problema, mas também pode ser o início da solução. É a
possibilidade da gente lutar para resolver as coisas”, afirmou.
A
Raiz Movimento Cidadanista, que realizou neste fim de semana encontro
nacional em São Paulo -- o último antes de sua fundação como partido,
prevista para janeiro --- já está presente em oito Estados brasileiros,
segundo informa Mônica
Bergamo, hoje na sua coluna da Folha de S.Paulo. O grupo foi criado
por dissidentes da Rede Sustentabilidade e tem a participação da
deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP).
Depois
de janeiro, começa a coleta de assinaturas para registrar a nova
legenda, que pretende "dar uma resposta ao desencantamento com os
partidos tradicionais".
A
Raiz se divide em 30 "círculos temáticos" pelo país, com cerca de mil
membros, que discutem assuntos como direitos das mulheres e dos animais.
Da Folha de S.Paulo – Reynaldo Turollo JR e Flávio Ferreira
Um
ano após ser concluído pela Polícia Federal, o principal inquérito
criminal que investigou o cartel acusado de fraudar licitações de trens
em São Paulo entre 1998 e 2008, em sucessivos governos do PSDB, está
parado no Ministério Público Federal.
Responsável
pelo caso, o procurador da República Rodrigo de Grandis ainda não
decidiu se apresenta à Justiça denúncia criminal contra os suspeitos do
caso, o que deflagraria uma ação penal após a PF ter indiciado 33 pessoas.
Grandis
disse à Folha que ainda não protocolou a acusação formal porque aguarda
o envio de documentos bancários por autoridades estrangeiras para
comprovar crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Os
indiciados são suspeitas de praticar os crimes de corrupção ativa e
passiva, formação de cartel, fraude a licitações, evasão de divisas e
lavagem de dinheiro, segundo o inquérito finalizado pela PF em 28 de
novembro de 2014.
Entre
os indiciados estão o ex-presidente da CPTM (Companhia Paulista de
Trens Metropolitanos) Mario Bandeira, o ex-gerente de Operações José
Luiz Lavorente (os dois apenas por fraude a licitações) e os
ex-diretores da estatal João Roberto Zaniboni e Ademir Venâncio de
Araújo.
Na
lista dos acusados pela PF estão ainda ex-diretores das empresas
Siemens, Alstom, CAF, Bombardier, Daimler-Chrysler, Mitsui e TTrans,
além do consultor Arthur Gomes Teixeira, apontado como intermediário de
suborno.
Na
ocasião da conclusão do inquérito, os indiciados negaram a prática dos
crimes. A investigação refere-se aos governos de Mário Covas, José Serra
e Geraldo Alckmin.
Para
a PF, os indícios reunidos eram suficientes para iniciar uma ação
penal, uma vez que, junto ao relatório, representou pelo sequestro de
valores de sete empresas, o que a Justiça acatou.