segunda-feira, 20 de abril de 2020

Jean Wyllys critica silêncio de Moro após Bolsonaro revelar que pretende ser ditador no Brasil

"Cumplicidade com o mal ou covardia diante deste?", criticou o ex-deputado federal, que se exilou após receber ameaças de morte

247 – "Alguém tem alguma notícia do ministro da Justiça de Bolsonaro, o cafona ex-juiz Sergio Moro? Alguém explica por que este sujeito que ocupou capas de revistas e noticiário está tão calado em relação a seu chefe e amigo? Cumplicidade com o mal ou covardia diante deste?", questionou o ex-deputado federal Jean Wyllys em seu twitter, após Jair Bolsonaro revelar que pretende implantar uma nova ditadura no Brasil, ao dizer que "não vamos negociar", numa manifestação que pedia a volta do AI-5

Globo diz que Bolsonaro cruzou a linha ao anunciar que pretende implantar uma nova ditadura no Brasil

Jornal da família Marinho, que apoiou a ditadura de 1964 e o golpe de 2016, agora descobre o monstro que ajudou a criar, mas ainda não aderiu explicitamente ao Fora Bolsonaro
(Foto: PR | Reprodução)


247 – "O presidente Bolsonaro tem feito jus à biografia de um político radical que construiu a carreira na bancada do baixo clero na Câmara sem nunca ter se preocupado em se distanciar do lado mais escuro da ditadura militar. Eleito legitimamente presidente da República, Jair Bolsonaro tem sido coerente com seu passado e, à medida que se sente legalmente tolhido a praticar um enfrentamento sem base científica da epidemia da Covid-19, radicaliza, tendo chegado a um ponto perigoso ontem, ao participar de manifestação em Brasília em que se pregou golpe militar", aponta o jornal O Globo, da família Marinho, em editorial publicado nesta segunda-feira.

Cúpula militar do governo descarta risco à democracia


Blog da Andréia Sadi

A cúpula militar do governo tenta, nos bastidores, minimizar a presença do presidente no ato pró-intervenção militar ontem, em Brasília. O argumento é que Bolsonaro quis agradar sua base de apoiadores ligada à ala ideológica.
Atuando como bombeiros, ministros da ala militar repetem quase em coro que não existe qualquer ameaça concreta à democracia porque as Forças Armadas rechaçam apoio a essa ideia. "Não há risco", disse um general ao blog.
Outro integrante da ala militar do governo ouvido pelo blog vai na mesma linha: diz que o presidente "dá vazão" a esses apoiadores antidemocráticos "na retórica", uma vez que ele não teria "poder sozinho" a respeito de uma ruptura democrática, pois isso está fora de cogitação para as Forças Armadas.
"O ator principal do pedido desse agrupamento são as Forças Armadas, que estão totalmente fora, não concordam com nada do que estão defendendo", disse esse general ao blog.
No entanto, reservadamente, auxiliares do presidente reconhecem que a relação com o Congresso, que já estava ruim, vai se inviabilizar em um momento em que o Planalto tentava construir uma ponte paralela com líderes do centrão, isolando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
Após os ataques de Bolsonaro ao que chama de "velha política", parlamentares de diferentes partidos reagiram nos bastidores com críticas ao discurso do presidente.
No STF
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) comentou ao blog a ida do presidente ao ato. Para o ministro, "não há espaço para retrocesso".

"Os ares são democráticos e assim continuarão. Visão totalitária merece a excomunhão maior. Saudosistas inoportunos. As instituições estão funcionando", disse o ministro.

domingo, 19 de abril de 2020

Gilmar Mendes e Barroso, do STF, criticam Bolsonaro por defesa de golpe contra a democracia

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso criticaram a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na manifestação deste domingo (19), em Brasília, que pediu um novo “AI-5” e o fechamento do Congresso Nacional e da Suprema Corte.

O ministro Luís Roberto Barroso cobrou reação ao aumento do tom usado pelo próprio presidente Jair e por seus apoiadores contra o Congresso Nacional. “É assustador ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos de democracia. Defender a Constituição e as instituições democráticas faz parte do meu papel e do meu dever. Pior do que o grito dos maus é o silêncio dos bons”, afirmou Barroso, em suas redes sociais, citando o líder do movimento negro americano Martin Luther King.

“Só pode desejar intervenção militar quem perdeu a fé no futuro e sonha com um passado que nunca houve. Ditaduras vêm com violência contra os adversários, censura e intolerância. Pessoas de bem e que amam o Brasil não desejam isso”, finalizou.

Já o ministro Gilmar Mendes disse que a crise do coronavírus só será superada com responsabilidade politica, união de todos e solidariedade. “Invocar o AI-5 e a volta da Ditadura é rasgar o compromisso com a Constituição e com a ordem democrática”, escreveu no seu perfil das redes sociais.

20 governadores divulgam carta aberta em defesa da democracia

Documento declara apoio aos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, por ataques de Bolsonaro e foi divulgado no dia em que o chefe do Planalto participou de um ato que pedia intervenção militar
Jair Bolsonaro; Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia no detalhe 
(Foto: Alan Santos/PR | Agência Senado)


247 - Vinte governadores assinaram uma Carta Aberta em defesa da democracia em apoio ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), após ataques feitos por Jair Bolsonaro às duas lideranças do Congresso.

Para os signatários, as falas de Bolsonaro, que na sexta-feira 17 acusou o Congresso, STF e o governador João Doria (PSDB-SP) de articular um golpe contra ele, “afrontam princípios democráticos que fundamentam nossa nação”. O embate entre o Executivo, Congresso e os governadores tem sido principalmente por conta das regras do isolamento social para combater a disseminação do coronavírus.

“Nossa ação nos estados, no Distrito Federal e nos municípios tem sido pautada pelos indicativos da ciência, por orientação de profissionais da saúde e pela experiência de países que já enfrentaram etapas mais duras da pandemia, buscando nesse caso evitar escolhas malsucedidas e seguir as exitosas”, diz trecho da carta.

O documento foi assinado neste sábado 18, mas publicado neste domingo 19, dia em que Bolsonaro participou de um ato em Brasília em defesa da intervenção militar e do AI-5, dando ainda mais importância à carta. 

Aos manifestantes, Bolsonaro discursou dizendo não querer “negociar nada”. “Estou aqui porque acredito em vocês”, afirmou, dizendo ainda que “acabou a época da patifaria” e que “é agora o povo no poder”.

Confira a íntegra do documento e os governadores que assinaram:

Delirar é preciso


Por Carlos Brickmann
Encerrado o episódio Mandetta – que, em princípio, deve se preservar para outros voos, evitando filiar-se à oposição aberta ao presidente – o novo adversário de Bolsonaro foi escolhido: Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Foi Maia que conseguiu aprovar a reforma da Previdência, o que irrita Bolsonaro desde aquela época: como se atreveu a brilhar mais do que ele?
Maia pode atrapalhar muito os passos do Governo, que até hoje não tem boa relação com o Congresso. Não faz mal: Bolsonaro não vive sem um inimigo para chamar de seu. Diz que Maia – por ter conseguido, em votação massacrante, aprovar um substancial auxílio federal aos Estados, que devido à pandemia perdem boa parte da arrecadação – “está conduzindo o Brasil para o caos”. E – textual – “parece conspirar e querer me tirar do Governo”. Bateu duro: “Quando você (Maia) fala em diálogo, a gente sabe qual é o teu diálogo, então esse tipo de diálogo não vai ter comigo”.
A resposta de Maia é que Sua Excelência o critica para desviar a atenção da saída do ministro Mandetta. Prometeu reagir às pedradas de Bolsonaro “com flores”

A segunda autópsia em Adriano Nóbrega


O Globo - Coluna de Lauro Jardim

O resultado da autópsia realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro no corpo do miliciano Adriano da Nóbrega confirmou que são precisas as informações que constavam no laudo do primeiro exame feito pela polícia da Bahia.
Registraram-se dois disparos: um na região entre o pescoço e a clavícula, o outro, no peito. A causa da morte foi atestada como anemia aguda. Segundo a polícia fluminense, os trajetos dos disparos foram identificados da mesma forma, assim como as fraturas nas costelas, todas causadas pela passagem das balas.
Dias após a morte de Adriano, Flávio Bolsonaro pôs em dúvida o resultado do exame. O filho do presidente, que já homenageara o miliciano e empregava a mãe e a mulher dele em seu gabinete, postou em seu Twitter um vídeo de um corpo de costas, com uma etiqueta. Nela, o nome do miliciano.
O 01 afirmou no post:
— Perícia da Bahia (governo PT) diz não ser possível afirmar se Adriano foi torturado. Foram 7 costelas quebradas, coronhada na cabeça, queimadura com ferro quente no peito, dois tiros a queima-roupa (um na garganta de baixo p/cima e outro no tórax, que perfurou coração e pulmões).
Na ocasião, o governo da Bahia afirmou que as imagens não foram gravadas nas dependências do IML e questionou a veracidade delas.

sábado, 18 de abril de 2020

Projeto permite a contratação de médicos formados no exterior durante pandemia

Foto: Chico Ferreira
Com a perspectiva de que faltem médicos para atender os pacientes contaminados pelo novo coronavírus, os deputados Danilo Cabral e Luciano Ducci, ambos do PSB, apresentaram o projeto de lei 1.894/20, que dispõe sobre o registro temporário de médicos brasileiros formados no exterior. Estima-se que existam cerca de 15 mil médicos nessa situação, devido à suspensão do Exame do Revalida. 

A proposta dos parlamentares atende uma demanda dos governadores, especialmente do Nordeste, que encaminharam um pedido ao Ministério da Saúde, nesta sexta-feira (17), para que a pasta aceite que os médicos brasileiros formados em universidades estrangeiras possam atuar no enfrentamento à pandemia. "O Congresso pode ajudar, na forma da lei, a atender o pedido dos governadores, a partir da aprovação da proposta”, afirma Danilo Cabral. 

De acordo com o projeto, os Conselhos Regionais de Medicina poderão conceder registros temporários aos médicos brasileiros formados em instituição de educação superior estrangeira com habilitação para exercício da Medicina, os quais terão validade enquanto durarem os efeitos do estado de calamidade. A ideia é reforçar as equipes de saúde pública, envolvidas diretamente combate ao Covid-19.

“Já há um grande número de profissionais de saúde afastados de suas funções por causa da Covid-19 e espera-se que esse desfalque aumente nas próximas semanas, potencializando a crise no sistema de saúde”, destaca Luciano Ducci. Ele acrescenta que a proposta prevê que os profissionais que solicitarem o registro serão obrigados a atuar exclusivamente na atenção básica da rede pública de saúde, nos moldes do Programa Mais Médicos para o Brasil. “Dessa forma, liberamos os médicos que já têm os seus registros profissionais definitivos, para atuar na atenção especializada à saúde, reforçando as equipes dos centros de tratamento de terapia intensiva, por exemplo”, acrescenta. 

Pelo texto, os critérios para contratação dos referidos profissionais deverão ser fixados por cada ente da federação, que ficará responsável pela remuneração dos serviços prestados. “Acreditamos que estamos num momento em que é preciso somar esforços, para podermos ampliar o atendimento aos pacientes e dar uma resposta e um desafogo àqueles que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus”, diz Danilo Cabral. 

Os deputados lembram que a última edição do Exame Revalida foi realizada em 2017 e, até o momento, não foi concluída, deixando os médicos brasileiros formados em instituições do exterior sem a possibilidade de exercer a Medicina.

Paulo Câmara sanciona Lei garantindo pensão integral para famílias de servidores da saúde e serviços essenciais, vítimas do novo Coronavírus


Foto: Hélia Scheppa/SEI
Depois de aprovado ontem, em sessão virtual da Assembleia Legislativa, o governador Paulo Câmara sancionou hoje (17.04), a Lei que que garante uma pensão especial mensal às famílias de servidores vítimas do novo Coronavírus. Estão cobertos pela Lei os servidores que mantiverem trabalho de forma presencial nas áreas de Segurança Pública e Saúde, Infraestrutura, Assistência Social, Sistema Prisional e Socioeducativo, Recursos Hídricos e Defesa do Consumidor.

O Projeto com os artigos da Lei foi encaminhando à Assembleia Legislativa no início do mês de abril pelo Governo do Estado. A proposta tramitou pelas comissões de Constituição, Legislação e Justiça e pela Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação, antes de ir à votação. O pagamento de todas as pensões será efetuado com recursos próprios do Governo do Estado. Essa Lei foi tomada como "reconhecimento aos profissionais que estão à frente das ações de atenção direta à população, durante o estado de calamidade pública". 

A Lei garante às famílias o salário integral dos servidores vítimas da Covid-19. As pensões deverão ser solicitadas em até 30 dias após o óbito.

Governo de PE zera ICMS da conta de energia


Por G1
O governo de Pernambuco decidiu zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da conta de energia elétrica para quem consome entre 141 e 220 quilowatts por mês, devido à pandemia do novo coronavírus. A decisão foi comunicada neste sábado (18), pelo governador Paulo Câmara (PSB), durante pronunciamento transmitido pela internet 
De acordo com o governador, a retirada dos impostos vai zerar o valor da conta de energia para 176 mil famílias pernambucanas. Para chegar a esse percentual, segundo o governo estadual, o acordo prevê que governo federal irá assumir o custo da operadora de energia.
"Essa medida na conta de luz, ela se soma a outra medida já anunciada de isenção do pagamento da conta de água às famílias de baixa renda no estado de Pernambuco e se soma também a outras ações do governo de Pernambuco na área social, como o pagamento do 13° do Bolsa Família, cuja terceira parcela nós realizamos na última quinta-feira (16)", afirmou o governador.
A tarifa social, em Pernambuco, existe desde 2007, para quem consumir até 140 quilowatts por mês.
O governo federal também publicou uma medida provisória que isenta os consumidores de baixa renda do pagamento das contas de luz, entre 1º de abril e 30 de junho. Nesse caso, o benefício contempla consumidores de baixa renda, que consomem até 220 quilowatts-hora (kWh). A Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) disponibilizou um telefone para cadastro dos que ainda não estão inscritos nessa tarifa.

Itália: recorde de curados pode ser fim da pior fase


Por RFI

Ao anunciar a cura de mais de 2.500 contaminados pelo coronavírus em apenas um dia, o chefe da Proteção Civil da Itália, Angelo Borrelli, não escondeu sua satisfação. O país mais castigado pela Covid-19 na Europa observa a quantidade de pacientes diminuir nas UTIs há um mês, o que pode ser um indício do fim da fase mais mortal da epidemia.
"Em 3 de abril tínhamos 4.068 pacientes nas UTIs, hoje temos um pouco mais de 2.800", um número inédito desde 20 de março, afirma Franco Locatelli, presidente do Conselho Superior da Saúde da Itália. Segundo ele, "a pressão nos hospitais foi claramente aliviada" nos últimos dias.
Na sexta-feira (17), as autoridades ainda anunciaram 575 mortos em 24 horas, aumentando o balanço para 23 mil óbitos desde o início da epidemia. Mas outros dados instigam otimismo no país, como a estabilização da quantidade de doentes. Em Nápoles, Bolonha, Veneza, Florença e Roma esse número vem baixando a cada dia.
Além disso, em mais de 65 mil testes realizados em um dia - outro recorde - apenas 5% acusaram positivo ao coronavírus. Para Locatelli, essa é uma prova a mais "da eficácia das medidas de confinamento tomadas para barrar o contágio". "Tudo isso nos ajuda a tomar consciência sobre o grande trabalho realizado nos hospitais e sobre a colaboração dos cidadãos", reitera o presidente do Conselho Superior da Saúde da Itália.
Preparação para o desconfinamento
Com a quantidade de doentes baixando, a Itália está ansiosa para a saída do confinamento. "Estamos nos preparando para reabrir em 4 de maio", afirma Atilio Fontana, governador da Lombardia, a região mais castigada da Itália pela Covid-19, com 12 mil mortos.
Em vigor desde 9 de março, as medidas estritas de confinamento estão em vigor até 3 de maio. Mas o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, sofre uma forte pressão do empresariado pela reabertura de lojas e comércios.
A ideia é apoiada por alguns membros do governo, como a ministra da Família, Elena Bonetti. "Algo precisa mudar nas duas próximas semanas para as crianças. Nossas crianças têm o direito de brincar!", afirmou durante a semana.
Já as autoridades do sul do país - menos atingido pelo coronavírus - temem uma volta à normalidade prematura. Vicenzo De Luca, governador da região de Campânia, no sudoeste, afirma que se o "deconfinamento" for permitido à toda a população, ele pode decretar a proibição da entrada de italianos do norte.
Sinal de que a vitória contra o coronavírus ainda está longe, comboios militares transportaram na sexta-feira dezenas de corpos de Bergamo à Novara, no norte do país, onde as funerárias não conseguem mais atender à demanda devido à alta quantidade de óbitos.

Câmara de Vereadores de Angelim aprova aumento do Piso Nacional dos Professores


Presidente do Poder Legislativo angelinense - Maurílio Cavalcanti
Em sessão extraordinária, em regime de Urgência Urgentíssima, realizada na manhã desta sexta-feira (17), a Câmara Municipal de Angelim (PE), com a presença dos nove vereadores, aprovou por unanimidade, o Projeto de Lei Ordinária nº 002, de 13 de abril do ano de 2020, que reajusta o piso salarial do Magistério Público da Educação Básica no Município de Angelim/PE, de autoria do Poder Executivo.


De acordo com a proposta enviada pelo Prefeito Douglas Duarte e acatado pelos Vereadores Angelinenses Em observância ao disposto no artigo 5º da Lei Federal nº 11.738/2008, que institui o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica e Lei Municipal nº 605/2009, fica concedido o reajuste de 12,84% aos profissionais do Magistério Público Municipal de Angelim, passando para: I - R$ 3.386,00 o valor do menor vencimento básico dos professores com carga horária de 200 horas/aula; II - R$ 2.886,15 o valor do menor vencimento básico dos professores com carga horária de 187,5 horas/aula.
O prefeito Douglas Duarte, destaca que é preciso valorizar os profissionais da Educação “Estamos trabalhando para valorizar e fazer a educação do município cada vez melhor.

Com informações do Blog do Sr. Cariri

Maia e Guedes deixam de se falar em meio à pandemia

Por Folha de S. Paulo
Entre idas e vindas, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Paulo Guedes (Economia) trocaram mensagens até a semana passada. Depois disso, o telefone emudeceu. A relação dos dois, que já se deteriorava desde a reforma da Previdência, quando Maia tomou para si o protagonismo da aprovação, desandou no Orçamento impositivo e inflamou com o socorro aos estados. A visão na Economia é a de que Maia age como líder do DEM com o objetivo de ajudar eleitoralmente aliados nas cidades.
O projeto de ajuda aos estados foi a gota d'água na relação, pois Jair Bolsonaro, subsidiado por Guedes, viu-se alijado da política, vendo Maia oferecer benesses em nome da União aos estados.
Para aliados de Maia, Guedes se ressente da perda de holofotes em temas econômicos. No caso dos estados, a briga tem como pano de fundo a resistência em ajudar João Doria (PSDB-SP) contra o coronavírus, o que é indispensável.
A auxiliares, Guedes tem dito que Maia tentou um assalto aos cofres da União e que perdeu a confiança no presidente da Câmara a ponto de avaliar se não é o caso de proibir sua equipe de enviar informações a ele. O ministro busca saber tudo o que Maia anda falando e pedindo. Diz temer dar munição para o deputado atirar de volta.

Covid-19 pode ter matado entre 3.800 e 15.600 no Brasil


Do UOL

O Brasil pode ter hoje ao menos o dobro de mortes pelo novo coronavírus em comparação com o número oficial divulgado pelo governo federal, aponta estudo exclusivo feito a pedido do UOL pelo Observatório Covid-19 BR.
O grupo, que reúne pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras, também chegou a calcular que, em um cenário mais pessimista, o número pode ser até nove vezes o dado oficial. O levantamento levou em conta a demora entre as ocorrências das mortes e a entrada delas nas estatísticas do governo.
O estudo foi feito com dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde até a última quarta-feira (15), quando o país registrava 1.736 mortes. Com base neste número, o país já poderia ter entre 3.800 e 15.600 mortes, de acordo com o cálculo feito pelo UOL usando a análise do observatório. 
Ontem, esse número oficial foi atualizado para 2.141, porém não é possível usar a projeção feita no observatório nele, pois ela levou em conta o cenário da última quarta-feira.
Para fazer a análise, o observatório utilizou as informações da data de óbito apresentadas pelo governo nos boletins dos dias 29 e 30 de março e 2, 4, 5, 6, 7, 8, 10, 11, 13, 14 e 15 de abril.

Pesquisa mostra que mais pobres defendem isolamento total por medo de coronavírus

Do Blog de Edmar Lyra


Embora Jair Bolsonaro defenda fortemente a flexibilização do isolamento social sob o argumento de que os mais pobres precisam retomar seus trabalhos, pesquisa realizada pelo Instituto Travessia na grande São Paulo mostrou que justamente essa camada da população é quem mais defende a permanência em casa neste momento. A principal justificativa é o medo de não conseguir atendimento nos hospitais públicos e ver familiares sendo vítimas da doença. O auxílio emergencial garantido pelo governo pode ter ajudado nesta avaliação porque aliviou, de certa forma, dificuldades econômicas.

Vale lembrar. O estado de São Paulo é hoje o epicentro da covid-19 no Brasil. Até ontem, foram registrados 853 óbitos pela doença. No Brasil, são 1.924 mortes no total. Nas cidades com poucos casos, a pressão pela liberação das atividades é crescente.

Olho na conta. A pesquisa identificou que nas classes mais altas a preocupação maior é com os impactos econômicos causados pela pandemia. Isso se dá porque essas pessoas acreditam ter informações suficientes para enfrentar a doença e confiam no acesso e no tratamento dos hospitais particulares.

Detalhes. Das mil pessoas ouvidas pelo instituto, 62% de quem recebe até dois salários mínimos declararam ser a favor do isolamento total. Já 52% das pessoas que ganham mais de dez salários mínimos defendem um isolamento parcial com a retomada de algumas atividades econômicas.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Marília pergunta cadê o Ministro Moro?


Por Marília Arraes*
Venho chamando a atenção para a escalada da violência e da falta de políticas na área da segurança pública. 
O ministro Sérgio Moro não trabalha! Ele reage, é bem diferente! 
Quando estoura uma situação no Ceará ou em outro estado ele envia a Força Nacional de segurança pra mostrar trabalho. Segurança não é isso! 
Em meio a essa epidemia os números são alarmantes. O aumento da violência contra as mulheres, contra os idosos, o aumento de homicídios e feminicídios, a precariedade nos presídios, nossas fronteiras desprotegidas...
Não há estratégia nenhuma do Governo Federal e nem articulação com os estados. Até agora o ministro Moro só apareceu em 2 entrevistas coletivas como papagaio de pirata! 
Tenho destacado, sempre, que a melhor estratégia é trabalhar preventivamente e antecipadamente, e não quando os problemas tomam dimensão. Falta coordenação e gestão ao Governo Federal e aos seus ministros.
*Deputada Federal pelo PT-PE 

Presidente que acusa 2 Poderes de conspiração ou vai cair ou vai dar golpe.

Reinaldo Azevedo Colunista do UOL



Pronto!

O presidente Jair Bolsonaro já está livre do ministro Luiz Henrique Mandetta. Agora ele quer demitir outras pessoas: Rodrigo Maia, presidente da Câmara; João Doria, governador de São Paulo, e alguns ministros do Supremo.

Bem, vamos ver até quando a institucionalidade suporta isso.

O presidente diz dispor de dados de Inteligência segundo os quais essa articulação busca derrubá-lo.


Dados de Inteligência? Foram repassados pela Abin, que é subordinada ao general Augusto Heleno, chefe do GSI? A ser assim, o ministro teria de ser convocado pelo Senado para revelar o golpe em andamento. Seria uma convocação virtual, claro!

Então ficamos assim: ainda ontem à noite, depois de nomear o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, o presidente foi para a porta do Alvorada cometer crimes comum e de r esponsabilidade. Convocou os brasileiros às ruas, chamou de covardes os que ficam em isolamento social e incitou a população contra os governadores.

E tudo isso no dia em que demitiu o ministro da Saúde em meio à crise provocada pela pandemia. E não o demitiu por seus eventuais defeitos, mas em razão de suas qualidades.

E Bolsonaro acha que outros querem derrubá-lo.

Notem bem: ele acusa de conspiração um governador, ministros do Supremo e o presidente da Câmara; não dispõe, por óbvio, de prova nenhuma, atribui tal informação a uma investigação conduzida por um órgão de Estado. E pronto! Que fique tudo por isso mesmo.

Como ele não pode demitir nenhum dos supostos envolvidos, já sabemos qual é a palavra de ordem a mobilizar a sua súcia nas redes sociais. A coisa tem aquele chulé moral indisfarçável do tal "Gabinete do Ódio", comandado por Carlos Bolsonaro.

E AUGUSTO ARAS?
Augusto Aras, procurador-geral da República, vai, mais uma vez, se calar. Afinal, não é?, é tão corriqueiro que um presidente da República faça acusações dessa natureza...

Pensem nos desdobramentos: se a cúpula do Congresso e do Judiciário estão unidos para derrubá-lo, o que ele deveria fazer? Dar um golpe preventivo?

GUERRA DO ICMS
Em entrevista à CNN Brasil, soltou os cachorros contra Rodrigo Maia por causa da correta e prudente proposta de reposição do ICMS aprovada pela Câmara. Nada menos de 25 dos 27 governadores enviaram uma carta ao Senado endossando o texto. Já escrevi bastante a respeito.

Algumas falas do valente, referindo-se a Maia:
"Parece que a intenção é me tirar do governo. Quero crer que esteja equivocado":
"Se isso tudo for aprovado, e outras coisas virão pela forma como está se comportando, vão matar a galinha dos ovos de ouro, que é o Brasil";
"Isso que o senhor está fazendo não se faz com o nosso Brasil. Lamento, mas não se faz com o Brasil. Isso é falta de patriotismo, falta de um coração verde e amarelo, falta de humanismo com este país maravilhoso que se chama Brasil";
"Qual o objetivo do senhor Rodrigo Maia? Resolver o problema ou atacar o presidente da República? O sentimento que eu tenho é que ele não quer amenizar os problemas. Ele quer atacar o governo federal, enfiar a faca";
"Não temos como pagar uma dívida monstruosa que está aí, não temos recurso. Qual a intenção? É esculhambar a economia para enfraquecer o governo para que eles possam voltar em 2022?"

ELES QUEM?
A que "eles" se refere Jair Bolsonaro? Como se nota, a sua preocupação é eleitoral, a exemplo de sua atuação desastrosa no caso do coronavírus. Não fosse Maia, reitero, o governo estaria catatônico até agora. Foi o presidente da Câmara que deu viabilidade à PEC do Orçamento Paralelo, à PEC da Guerra, que dá condições operacionais a um governo que estava na lona, aturdido, perplexo, batendo cabeça.

Maia respondeu muitos tons abaixo da histeria de Bolsonaro, que parece ter decidido arrumar um inimigo novo para minimizar o desgaste com a demissão de Mandetta. Disse:
"Independente de questões políticas, nunca deixei de dialogar com quadros técnicos de ninguém. Agora, também não podemos aceitar que apenas uma visão de Brasil sobre a crise prevaleça. O que prevalece é o diálogo. Não há nenhuma intenção da Câmara de prejudicar o governo, de enfrentar o governo. Queremos sentar na mesa com urgência com pautas preestabelecidas. O presidente não vai ter de mim ataques. Ele pode atacar. Ele joga pedra, e o Parlamento vai jogar flores para o governo federal."

É a melhor resposta que pode dar o presidente da Câmara enquanto estivermos todos ilhados.

BOLSONARO SE TRAI
Bolsonaro e Paulo Guedes querem dar a mixaria de R$ 22 bilhões aos Estados a título de compensação do ICMS. Sabem que isso se parece mais com uma piada trágica do que com uma compensação. Tendo um cheque em branco para gastar, os valentes preveem que o socorro a empresas aéreas e de energia vai custar R$ 48 bilhões, mas pretendem compensar 27 Estados com menos da metade. Não pode ser sério.

Ao falar, no entanto, em eleições, Bolsonaro revela a natureza do jogo. Ele quer os Estados quebrados, de pires na mão, para se transformar na única referência em meio ao caos. É isso! Quer ser o rei do caos.

FIM DA LINHA
Querem que eu diga o quê? Um presidente que acusa os outros dois Poderes de conspiração ou está perto de dar um autogolpe ou está caminhando para o abismo.

Se acredito na possibilidade de autogolpe? Responda você, leitor: se fosse da cúpula das Forças Armadas, aceitaria ser liderado por Bolsonaro numa quartelada? Bateria continência para Carlucho?

Cientistas que pesquisam cloroquina sofrem ameaças de morte dos bolsonaristas no AM

Pesquisadores que investigam os efeitos da cloroquina no tratamento da Covid-19 estão sofrendo ameaças de morte em Manaus. "Filho da puta maldito. Deve ser espancado quando pisar na rua!!" - escreveu um bolsonarista na rede social de um dos cientistas. Motivo: a pesquisa não confirma o que diz Bolsonaro.
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado | Reprodução)


247 - "Filho da puta maldito. Deve ser espancado quando pisar na rua!!" e "Assassino comunista fdp" -essas são algumas das ameaças que cientistas do Amazonas estão recebendo nas redes sociais, de perfis bolsonaristas fakes. Eles estão conduzindo uma pesquisa sobre o efeito da cloroquina no tratamento do coronavírus e os resultados iniciais não confirmam a propaganda de Jair Bolsonaro, que garante ser a droga um remédio milagroso contra a infecção.

A pesquisa CloroCovid-19, é feita com 81 pacientes em estado grave internados em Manaus. Participam dela 70 pesquisadores de instituições como Fundação de Medicina Tropical (FMT), de Manaus, a Fiocruz, a USP e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Os pacientes foram divididos em dois grupos. Um grupo foi tratado com dosagem baixa, adotada em um hospital dos EUA, e outro recebeu dose mais alta, adotada na China, relata a Folha de S.Paulo.

O objetivo, segundo os pesquisadores, é "verificar se há ação benéfica da cloroquina, em comparação com dados de outros estudos internacionais, nos quais pacientes em condições clínicas semelhantes não usaram cloroquina". Os primeiros resultados foram divulgados no dia 6 de abril em entrevista coletiva online de um pesquisador ao lado do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC). O cientista afirmou que os pacientes "se beneficiaram discretamente" da cloroquina e que os resultados encorajavam a continuidade, mas que, em dose mais alta, o medicamento "pode, sim, dar arritmias graves e levar à morte".


No mesmo dia da entrevista coletiva, a pesquisa suspendeu a dose mais alta porque "havia tendência de mais efeitos colaterais nos pacientes em uso da maior dose". Onze pacientes do grupo de alta morreram até agora, na maioria idosos

Depois da coletiva, diversos pesquisadores passaram a receber ameaças, que estão sendo investigadas pela polícia. "O debate não apenas está tendo forte viés ideológico, mas também prejudicando a reputação de pesquisadores com forte tradição de pesquisa no Brasil e no mundo, o que pode ser um efeito deletério grave em momentos como o que estamos vivendo", afirmam os autores da pesquisa, em nota conjunta.

Aprovado PL que amplia alcance da renda emergencial

A Câmara dos Deputados aprovou, ontem, o projeto de lei 873/20, do Senado Federal, que amplia o alcance do auxílio emergencial a ser pago a trabalhadores informais de baixa renda durante a pandemia de Covid-19. A emenda do deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) que inclui cuidadores, babás e artesãos entre as categorias aptas a receber auxílio foi acatada. O projeto segue para o Senado e, depois, sanção presidencial.

O pedetista ponderou que o PL do Senado representa um avanço. “A presença de cuidadores é essencial ao bem-estar dos idosos. Em virtude do surto de Covid-19, que tem como seu principal grupo de risco os idosos, muitos cuidadores tiveram de se afastar de seus afazeres. Portanto, não podem ser deixados sem apoio e sem essa renda emergencial”, justificou Gadêlha. “Do mesmo modo, as babás, que cuidam de nossas crianças e também tiveram de se afastar”.
A emenda do pedetista, além de abranger aqueles que cuidam de crianças e idosos, engloba também a economia criativa, ao incluir os artesãos entre as profissionais em condições de receber a renda emergencial.
De acordo com o Ministério do Trabalho, 34 mil pessoas trabalham como cuidadores no Brasil. Já segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 153 mil trabalhadores domésticos, grupo em que a profissão de babá se enquadra, e 8,5 mil artesãos no país.
O PL do Senado promove mudanças na Lei nº 13.982, de 2 de abril de 2020, expandindo o alcance do auxílio emergencial de R$ 600 a ser pago a trabalhadores informais de baixa renda durante a pandemia.

Após demissão de Mandetta, Bolsonaro continua à deriva

O presidente e o minisro no Palácio Alvorada - Foto Orlando Brito


Para Jair Bolsonaro, a demissão de Luiz Henrique Mandetta foi como se livrar de um engasgo. Seu ministro da Saúde estava entalado na garganta do presidente desde que se transformou em principal referência nacional por seu papel no combate ao novo coronavírus. Mais até que o espinho do ciúme, ele passou a ser encarado como outra ameaça ao projeto de tornar Bolsonaro líder inconteste de uma direita que, a exemplo da esquerda que a antecedeu, também tem planos de poder a longo prazo. A lista de desafetos já era grande a começar pelos governadores João Doria e Wilson Witzel.
Dr. Henrique Mandetta ao chegar ao auditório do Ministério da Saúde
 para falar de sua saída do governo de Jar Bolsonaro – Foto Orlando Brito

A pandemia do covid-19 atropelou, também, esses devaneios. Bolsonaro encolheu enquanto seu ministro ganhou visibilidade e musculatura no enfrentamento da crise. Tirá-lo do caminho, além do alívio temporário para o próprio ego, em nada modificou a realidade. A evolução da epidemia continua uma incógnita para os especialistas e a população. As mesmas dúvidas que tinha Mandetta, apesar das pressões de Bolsonaro, persistem com o novo ministro Nelson Teich.

Por falta de testes e de preparo do nosso sistema de saúde para um pancadão do vírus nas periferias das médias e grandes cidades, os riscos de qualquer precipitação para interromper esse isolamento social já a meia boca são enormes. Evidente que, fanfarronice à parte, o próprio Bolsonaro tem medo disso. Basta olhar seu comportamento.


A arriscada demissão de Mandetta, um forte ponto fora da curva, em nada alterou o paradoxo presidencial. Bolsonaro continua alternando momentos de lucidez com desvarios. A grosso modo, dá para distinguir o presidente no Palácio do Planalto, sob influência direta de seus generais, onde exibe algum bom senso, e o provocador da porta do Alvorada para fora que perde as estribeiras. Nessa quinta-feira foi igual. Ao chegar ao Alvorada, soltou o verbo:

— Tem que enfrentar a chuva, pô. Tem que enfrentar o vírus. Não adianta se acovardar, ficar dentro de casa. Nós sabemos que a vida é uma só. Sabemos dos pais que estão preocupados com os filhos voltarem à escola. Mas tem que voltar à escola, nós não temos nenhuma notícia de alguém abaixo de 10 anos de idade que contraiu o vírus e foi a óbito ou foi para a UTI.

Em algum ponto do seu cérebro um curto-circuito o faz esquecer de toda a argumentação médica mundo afora do por que suspender as aulas. Nem com o mantra de que médico não abandona paciente, o doutor Henrique Mandetta conseguiu administrar esse comportamento ciclotímico de Bolsonaro. Os cuidados agora estão a cargo do doutor Nelson Teich. O bastão passou do ortopedista para o oncologista. A dúvida é se não seria mais apropriado um psicanalista.

A conferir.

Do Blog Os Divergentes ANDREI MEIRELES