quinta-feira, 16 de abril de 2020

Governadores pedem ao Senado aprovação de auxílio


Blog do Camarotti
Governadores de 25 estados enviaram nesta quarta-feira (15) uma carta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para pedir a aprovação do projeto de auxílio a estados e municípios aprovado nesta semana pela Câmara dos Deputados.
A exceção foram os governadores de Roraima, Andonio Denarium, e de Rondônia, Marcos dos Santos.
O texto prevê ajuda de cerca de R$ 80 bilhões pelos próximos seis meses para compensar as perdas com a queda na arrecadação do ICMS e do ISS.

Leia a íntegra da carta:
CARTA AO SENADO FEDERAL EM APOIO AO PLP 149-B/2019.
Senhor Presidente do Senado Federal.
Os Governadores abaixo assinados vêm manifestar a V.Exa. e aos ilustres senadores da República o reconhecimento pelo empenho na adoção de medidas sociais, sanitárias e federativas neste momento de terrível crise.
A esse respeito, enfatizamos nosso apoio à aprovação integral do Projeto de Lei Complementar – PLP nº 149-B de 2019, que estabelece auxílio financeiro da União aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para mitigar os efeitos da pandemia de Covid19, possibilitando a recomposição temporária de receitas dos entes subnacionais.
Estamos dedicados à salvaguarda da população contra o novo coronavírus e contra as implicações econômicas decorrentes da atual emergência sanitária. Temos compromisso com a proteção da vida e, igualmente, com a defesa de empresas e empregos, o que somente será possível com a manutenção do adequado funcionamento do Estado.

Efetivamente, não haverá reconstrução nacional e retomada econômica se permitirmos o colapso social que adviria da interrupção de serviços públicos essenciais, como saúde, segurança, educação, sistema penitenciário, iluminação e limpeza pública.

A imediata aprovação do referido projeto constitui, assim, forma eficiente de evitar uma perturbação generalizada e salvar numerosas vidas. Afinal, a demora na apresentação de soluções concretas é o nosso maior inimigo depois do vírus.
Conhecedores do espírito patriótico do Senado Federal, enviamos esta respeitosa manifestação às senadoras e aos senadores da República, confiantes em seu acolhimento.
Brasília, 15 de abril de 2020.

Demissão: Mandetta e seu desabafo a Veja


Por Roberta Paduan, da Veja

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, comandou na tarde de ontem, mais uma entrevista coletiva diária da série iniciada há cerca de três meses em razão da pandemia do novo coronavírus. O tom de despedida e o balanço feito por ele e seus dois principais auxiliares — o secretário-executivo João Gabbardo e o secretário de Vigilância e Saúde, Wanderson de Oliveira — levam a crer que foi a última coletiva pilotada por Mandetta.
Em um clima praticamente de confraternização, que incluiu piadas e discursos de despedidas, Mandetta confirmou que Oliveira havia pedido para sair do ministério na manhã de hoje, mas que ele não aceitou a demissão. “Entramos juntos e sairemos juntos”, referindo-se aos dois secretários. A entrevista, como sempre, ocorreu no Palácio do Planalto, um andar abaixo do gabinete do presidente Jair Bolsonaro, que ainda procura um substituto para assumir a pasta. Horas depois da coletiva, Mandetta falou a VEJA por telefone em tom de desabafo sobre sua iminente demissão. A seguir, os principais trechos da conversa:
Ministro, a sua saída está certa, pelo que o senhor falou na coletiva. Até quando o senhor fica?
Fico até encontrarem uma pessoa para assumir meu lugar.
Não tem mesmo mais jeito de permanecer no governo, ministro?
De permanecer no governo? Não, não. São 60 dias nessa batalha. Isso cansa!
Sessenta dias do quê?
Sessenta dias tendo de medir palavras. Você conversa hoje, a pessoa entende, diz que concorda, depois muda de ideia e fala tudo diferente. Você vai, conversa, parece que está tudo acertado e, em seguida, o camarada muda o discurso de novo. Já chega, né? Já ajudamos bastante.
O senhor acredita que a política de combate à pandemia vai mudar?
Não sei, mas acho que o vírus se impõe. A população se impõe. O vírus não negocia com ninguém. Não negociou com o (Donald) Trump, não vai negociar com nenhum governo.
O que o senhor vai fazer quando sair do governo?
Não sei. Vou trabalhar. Tenho de ganhar o pão. Meu caçula, o Paulo, está no último da faculdade de direito na USP, em São Paulo. O Pedro, que é médico, está na residência de cirurgia geral na Santa Casa de Campo Grande, e a Marina, que é advogada e mãe do meu netinho.
Mas o senhor vai para o governo de Goiás, com o governador Ronaldo Caiado?
Não, não. Não tem nada disso. Eu posso ajudar lá informalmente, como posso ajudar qualquer outro governo ou prefeitura.
Mas o senhor tem plano de sair da vida pública?
Eu nunca planejei nada. A vida foi me apresentando oportunidades. Algumas eu aproveitei, outras não.
O senhor pretende ser governador de Mato Grosso do Sul ou de Goiás, como tem sido especulado recentemente?
Como ser governador? A eleição é só em 2022! Até lá tem muita coisa para acontecer. Agora tenho de trabalhar, ganhar o pão. Tenho meus filhos na faculdade ainda, tenho um netinho.
E a carreira parlamentar, o senhor pretende retomar?
Não. Já passei oito anos lá e já não queria concorrer na segunda eleição. Já foi o suficiente.
O senhor se arrependeu de ter entrado no governo Bolsonaro?
Não. De jeito nenhum. Não me arrependo de nada.
Estar à frente do ministério da Saúde nesse momento de pandemia foi o maior desafio que o senhor já enfrentou?
Não, já passei por desafios piores. Ir para os Estados Unidos, deixando a mulher e dois filhos pequenos para estudar, foi mais desafiador.
O senhor sabe quem vai substituí-lo?
Não, não sei. Mas nós vamos ajudar quem entrar, se quiser nossa ajuda. A gente tem compromisso com o país. Aqui é tudo marinheiro antigo, não tem principiante, ninguém vai torcer contra.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Justiça desmonta fake news espalhada pelo clã Bolsonaro contra Marisa: CDB é de R$ 26 mil e não de R$ 256 milhões

Especulação equivocada com valor mil vezes maior motivou fake news divulgadas pela família Bolsonaro e rádio Jovem Pan
(Foto: ANTONIO CRUZ/ABR)


Do site Lula.com.br - Os advogados do inventário de Dona Marisa Letícia Lula da Silva responderam hoje pedido de esclarecimento sobre o valor de investimentos em CDBs ao juiz da 1º Comarca de Família e Sucessões de São Bernardo do Campo. 

O juiz havia perguntado, em documento do dia 6 de abril, sobre o valor dos CDBs com uma suposição equivocada, confundindo o valor unitário de cada certificado com o valor unitário de debêntures de outra natureza, gerando um valor estimado muito acima do valor real dos CDBs de Dona Marisa, que correspondem a pouco mais de 26 mil reais.

Os advogados responderam ao juiz que:

“Não existe qualquer tipo de relação entre os documentos constantes às fls. 394/427 e 428/468 (escrituras de emissão de debêntures) com os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) de titularidade da Sra. Marisa Letícia Lula da Silva, tampouco existe relação entre tais CDBs e o valor nominal de R$ 100,00

Em razão da aplicação automática de valores que estavam disponíveis na conta-corrente que pertencia à D. Marisa e que já haviam sido trazidos a estes autos, foi identifica a existência de CDBs em nome da falecida, os quais, segundo extrato atualizado do Banco Bradesco, correspondem à quantia (líquida) de R$ 26.281,74 (vinte e cinco mil, duzentos e oitenta e um reais e setenta e quatro centos).

O valor real é 1000 inferior ao divulgado pelos parlamentares Carlos e Eduardo Bolsonaro e pela secretária de Cultura Regina Duarte, que divulgaram a fake news da estimativa equivocada nas suas redes sociais para caluniar uma pessoa falecida com fins políticos."

PE fornece material para Polo Têxtil produzir EPIs


Por Folha PE

O Governo de Pernambuco encontrou uma alternativa para movimentar a produção do polo de confecções do Agreste, fortemente impactado pela suspensão das atividades para combater o coronavírus. O Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco (NTCPE) produziu e passou a fornecer um caderno técnico com protótipos de equipamentos de proteção, como batas e máscaras, e que podem ser inseridos na linha industrial das fábricas. O documento descreve modelagens e insumos necessários para produzir cada produto. A medida tem como base dois pontos importantes: utilizar a base industrial já instalada e usar matéria-prima existente na região, inclusive com fornecedores locais. Cerca de 50 empresas já vêm cumprindo o protocolo para começar a produzir.
O setor têxtil e de confecções do Agreste movimenta, por ano, quase R$ 6 bilhões, além de ocupar cerca de 250 mil pessoas, entre empregos formais e informais em todo o Estado. Atualmente, é responsável por uma produção anual de mais de 225 milhões de peças. De acordo com o presidente do NTCPE, Wamberto Barbosa, trata-se de um projeto que prevê a reocupação de uma estrutura atualmente ociosa na região, devido ao coronavírus, e que pode aproveitar a demanda de atacadistas e do varejo que não tiveram impedimentos de continuar operando, como supermercados e farmácias. Outro canal de vendas no radar é o das redes sociais.
“O enfrentamento ao coronavírus impactou a economia global, mas a capacidade instalada do polo têxtil tem flexibilidade para atender essa nova demanda. A gente precisou pensar caminhos para reverter a situação e esse é um deles. Muita gente tem se reinventado nessa crise, então estudamos um modelo de produção que tivesse uma demanda que sustentasse a atividade e os empregos, mas que também permitisse aderência massiva do setor produtivo de confecções”, destacou.
O caderno técnico para produção de batas e máscaras pode ser solicitado aos gestores do NTCPE e também está disponível para download no site da instituição (https://www.ntcpe.org.br/). Vale ressaltar: em tempos de crise, a adaptação é uma medida positiva, porque não exige investimentos no ajuste da estrutura das fábricas e utiliza matéria-prima que já está nos estoques das empresas ou de fácil acesso, que são materiais com base no algodão (meia malha e moletinho). Atualmente, esse insumo é utilizado principalmente na produção de roupas de bebês.
Wamberto ressalta que esses produtos não têm os requisitos para atender os profissionais da saúde, mas estão aptos para a população em geral e, também, para serviços essenciais fora da área médica, como segurança pública (policiais e bombeiros), de coleta de lixo e outras atividades que não conseguiram parar totalmente. Segundo ele, as empresas já estão se sensibilizando para essa necessidade.
Selo de Qualidade
Apesar da alteração na produção e de ser uma novidade para boa parte das empresas, o padrão de qualidade seguirá sendo monitorado, reforça Maíra Fischer, secretária executiva de Políticas de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. “São manuais de produtos novos, de protótipos analisados e estudados para atender a população. Vamos acompanhar e, na medida em que as empresas forem se interessando, deverão passar os protótipos fabricados para o NTCPE, que vai emitir um selo de qualidade e liberar a produção em escala.” O governo também estuda uma linha de crédito para o setor, que será ofertada via Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE).
Em paralelo, o NTCPE vai buscar os canais de venda para movimentar essa produção nova, seja compras do governo ou o próprio atacado e o varejo que não foi impactado com a suspensão das atividades, que é o caso de supermercados e farmácias. “As empresas também devem reforçar a divulgação em seus canais próprios”, detalha Wamberto Barbosa.

Mandetta espera demissão nas próximas horas e pelo Twitter

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avisou sua equipe que espera sua demissão para as próximas horas. Seus assessores creem que ela será pelo Twitter. Equipe de Mandetta já limpa as gavetas no ministério para sair da pasta junto com o chefe
Luiz Henrique Mandetta e Jair Bolsonaro 
(Foto: José Dias/PR | Adriano Machado/Reuters)


247 - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avisou na noite desta terça-feira (14) sua equipe que será demitido por Jair Bolsonaro e que espera sua demissão para as próximas horas.

Segundo a jornalista Mônica Bergâmo, em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo, um dos principais auxiliares de Mandetta, o secretário de vigilância em Saúde, Wanderson Keleber de Oliveira, enviou carta aos funcionários de sua área nesta quarta (15) afirmando que "a gestão de Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto". Oliveira afirmou ainda que "só Deus para entender o que querem fazer".

O jornal Estado de S.Paulo informa que ainda não está confirmado o sucessor a Mandetta. Uma solução provisória, segundo integrantes do governo, seria colocar o "número 2" do ministério, João Gabbardo, no cargo de ministro, informa o jornal Estado de S.Paulo. 

Segundo o jornal, Gabbardo foi secretário de saúde do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) na década de 90, quando o agora deputado era prefeito de Santa Rosa (RS). O "número 2" do ministério tem ainda bom diálogo com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni (DEM), e é visto como um apoiador de Bolsonaro, para quem fez campanha em 2018.

A reportagem do jornal Estado de S.Paulo ainda indica possíveis nomes para ocupar a pasta da Saúde: 

- Antonio Barra Torres - médico, contra-almirante e presidente substituto da Anvisa;- Ludhmila Hajjar - diretora de Ciência e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia; 

- Claudio Lottemberg - Presidente do Conselho do Hospital Israelita Albert Einstein;

- Nise Yamaguchi - Oncologista e imunologista defensora do uso da cloroquina para pacientes com sintomas leves da covid-19

A tensão entre Bolsonaro e Mandetta intensificou-se após o ministro da Saúde participar do programa Fantástico, da Rede Globo, no último domingo e fazer críticas ao ocupante do Planalto. A ala militar do Planalto, que vetou sua demissão na semana passada, após a entrevista passou também a defender sua demissão

Bacia leiteira de Pernambuco quer prorrogar ICMS e renegociar empréstimo no BB e BNB



Os produtores da bacia leiteira de Pernambuco querem do governo do estado a prorrogação do recolhimento do ICMS e do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF), ao qual devolvem 10% dos benefícios fiscais que receberam, além da renegociação de empréstimos tomados no Banco do Brasil e no Banco do Nordeste. A proposta foi feita hoje (terça, 14) na segunda reunião da Frente Operacional de Combate ao Covid 19 no Agreste (Foco Agreste), em Garanhuns.

Segundo o presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Pernambuco, Saulo Malta, é dramática a situação do setor, com a vertiginosa queda na demanda causada pela pandemia do novo coronavírus. Outra solicitação dos produtores, feita pelo empresário Stênio Galvão, da empresa Bom Leite, foi o aumento das compras de lácteos, como queijo e leite, pelo governo do estado e prefeituras para o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).

A prefeita de São Bento do Una, grande produtor de leite e ovos, Débora Almeida (PSB), sugeriu que as prefeituras pernambucanas incluam queijo e ovos nas suas cestas básicas. “Todas essas medidas são factíveis e certamente ajudarão a estratégica bacia leiteira do estado a respirar”, assinalou o deputado federal Fernando Rodolfo (PL), idealizador da Foco Agreste.

O deputado estadual Sivaldo Albino, líder do PSB na Assembléia Legislativa, prometeu levar ao governador Paulo Câmara, durante a segunda reunião da Foco Agreste, reivindicação do comércio para que se permita a abertura de uma porta destinada ao pagamento de carnês. São o mecanismo mais usado nas vendas a prazo em alguns municípios, como Garanhuns e Lajedo, no qual só 20% das vendas a prazo são feitas com cartão de crédito, segundo o presidente do CDL (Clube dos Dirigentes Lojistas) local, Ivo Júnior, apoiado pelo representante do CDL de Garanhuns, Geandré Nogueira.

Participaram também da reunião de hoje (terça, 14) da Foco Agreste, por plataforma virtual, o secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto, a deputada estadual Priscila Krause e o deputado federal Augusto Coutinho (Solidariedade), além de empresários da região.

A próxima reunião da Frente está marcada para as 14h de quinta-feira, com a participação de médicos de várias cidades do agreste. Como na primeira reunião, no sábado, será transmitida ao vivo pelo Facebook (perfil focoagreste).

Mandetta avisa que será demitido nesta semana

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avisou em conversa com membros de sua equipe que será demitido ainda nesta semana e que Bolsonaro procura um nome para substituí-lo
Luiz Henrique Mandetta (Foto: Isac Nbrega/PR)

247 - Em conversa que teve tom de despedida com sua equipe na noite desta terça-feira (14), após a entrevista coletiva da qual participou no Palácio do Planalto, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avisou sua equipe que Jair Bolsonaro procura um nome para substituí-lo. A demissão ocorrerá ainda nesta semana. 

Segundo a coluna Painel da Folha de S.Paulo, Mandetta avisou que combinou de esperar a escolha do substituto e de ficar até a exoneração de fato ocorrer.

Mandetta esteve presente na reunião do conselho, com Bolsonaro e os demais ministros. Segundo relatos, o chefe da Saúde ficou em silêncio durante todo o encontro.

Durante a pandemia do coronavírus, Mandetta e Bolsonaro têm defendido opiniões antagônicas sobre a prevenção e controle da doença. Bolsonaro se opõe ao isolamento social defendido pelo Ministério da Saúde em consonância com toda a comunidade médica e a Organização Mundial da Saúde.

Bolsonaro também tentou impor, contra toda evidência científica, o uso da hidroxicloroquina como medicamento para a cura da doença. 

As divergências entre o ocupante do Planalto e o ministro se tornaram públicas e assumiram tom de conflito aberto.

Onyx deu demonstração de submissão a Bolsonaro, avaliam membros do DEM

Membros do DEM se disseram perplexos ao ver Onyx Lorenzoni fazer elogios a Jair Bolsonaro menos de dois meses após o que, segundo eles, foi uma humilhação do ministro, quando foi retirado da Casa Civil
Jair Bolsonaro conversa com ministro Onyx Lorenzoni 
(Foto: REUTERS/Adriano Machado)


247 - Integrantes do DEM avaliam que o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, deu a maior demonstração de sua submissão a Jair Bolsonaro nesta terça (14), quando elogiou o ocupante do Planalto durante coletiva de imprensa ao lado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Segundo a coluna Painel, a avaliação é que ele defendeu o governo sem chamado, chutou o balde com Mandetta e mostrou que só pensa na sua relação com Bolsonaro.

Nos bastidores, Onyx é referido como "empregado" do ocupante do Planalto. Membros do DEM se disseram perplexos ao ver a declaração de Onyx por ocorrer menos de dois meses após o que, segundo eles, foi uma humilhação do ministro, quando foi retirado da Casa Civil.

Na coletiva, Onyx defendeu a reabertura de cidades que estariam "a milhares de quilômetros" de um caso de covid-19. "O Brasil precisa olhar para o espectro da fome e da miséria", disse.

O ministro também citou o auxílio emergencial de R$ 600 às famílias de baixa renda e trabalhadores informais. Segundo ele, 35 milhões de informais foram cadastrados e 16,4 milhões, considerados elegíveis.

Onyx afirmou que até a próxima sexta-feira cerca de 11,2 milhões de pessoas poderão ter recebido o benefício. "Nenhum país do mundo tem uma operação desse porte", acrescentou.

Festival de besteiras


Por Carlos Brickmann

Hoje, por aqui, há notícias de impacto e notícias chatas. As notícias chatas são chatas. As notícias de impacto não são notícias. Mas a festa continua.
O governador do Pará, Hélder Barbalho, do MDB, disse que vai botar os presos na rua para vigiar os cidadãos em pontos de ônibus e evitar que fiquem a menos de um metro uns dos outros. Verdade: os presos viraram guardas.
Na Passeata da Morte (aquela em que carregaram um caixão para fazer piada com as vítimas do coronavírus), palavras de ordem para não ver Globo nem Bandeirantes, compradas pelos chineses. Há quem acredite.
Um criador de gado aguenta amigos que tentam convencê-lo a não vender bois para frigoríficos que exportem carne para a China. Pelo que dizem, os chineses são todos comunistas. Parece que só agora estão descobrindo isso.
Boato da moda: a tecnologia 5G permite transmitir, pelo celular, a palavra do demônio. Mas não é sempre: se a Qualcomm, americana, vencer a corrida internacional para implantar o 5G, tudo bem. Mas se for a Huawei chinesa... Se bem que, há alguns anos, diziam que, se um LP da banda Yes fosse tocado ao contrário, seria possível ouvir as palavras Six Six Six – ou 666, o Número da Besta. A Banda Yes é inglesa, e lá os comunistas nunca tiveram votos.
E aqui disseram na TV que a China tem um trilhão de habitantes, embora seja menor que o Brasil. A China tem um milhão de km² a mais que o Brasil. E terá um trilhão de habitantes se multiplicar a população real por 715 mil.

O que diz e o que não diz o vice-presidente do Brasil


Por Carlos Brickmann
Preste atenção no que diz o general Mourão. Ele monta frases delicadas, gentis, que merecem análise. Preste atenção, mais ainda, no que ele não diz.
Mourão disse que o importante são as “ações concretas” de Bolsonaro, e não aquilo que o presidente declara. “Temos de olhar mais as ações do que as palavras”. Traduzindo, “o que ele fala não se escreve”. Mas Mourão vai em frente: “Não teço críticas públicas porque seria deslealdade. Se ele me perguntar, a gente troca impressões e eu apresento o que penso”.
Sabe quando é que Bolsonaro vai perguntar alguma coisa a Mourão?

terça-feira, 14 de abril de 2020

Coronavírus: Pernambuco adquire 50 ventiladores pulmonares por R$ 1,6 milhão

Do NE10

A Anvisa informou a flexibilização de normas para estimular o aumento da fabricação de equipamentos médicos para o tratamento de pacientes com covid-19.

Contratação foi assinada pelo secretário de Saúde André Longo -
 FOTO: LEO MOTTA/JC IMAGEM


Diante da pandemia do novo coronavírus, o Governo de Pernambuco adquiriu, via dispensa de licitação, 50 ventiladores pulmonares para atender as necessidades da Secretaria de Saúde estadual. A empresa contratada foi a Air Liquide Brasil LTDA, num valor de R$ 1.649.850,00. A ratificação da compra foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (14).

Quando o assunto é o novo coronavírus, um dos aparelhos mais mencionados é o ventilador mecânico, que auxilia os pulmões do paciente a inspirar e expirar e diante da grande procura, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, na última semana, que vem implementando ações para ampliar a capacidade produtiva de equipamentos essenciais ao enfrentamento da covid-19. As medidas incluem a publicação da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 356/2020, que flexibiliza, simplifica e agiliza processos de regularização sanitária de equipamentos médicos.

"Em alguns casos, principalmente entre idosos ou pessoas com o sistema de defesa comprometido, à medida em que o novo coronavírus ataca os pulmões a doença pode levar a problemas respiratórios, pneumonia e falência de múltiplos órgãos. Considerando o aumento global e excepcional da demanda por ventiladores por causa da pandemia, é necessário ampliar a oferta desses produtos. A preocupação com uma possível insuficiência ou desabastecimento de ventiladores surge por conta do impacto decorrente disso, que é a morte de pacientes que precisem de ajuda artificial para respirar por ausência de suprimento de oxigênio. Por isso, neste cenário, excepcionalidades regulatórias são positivas", diz trecho de material divulgado pela Anvisa no último dia 10 de abril.

Em Rondônia, pessoas são diagnosticadas com Covid-19 após irem à ‘Coronafest’



Do Blog de Esmael

Várias pessoas que participaram de uma festa que ficou conhecida como “Coronafest”, em Rondônia, tiveram diagnóstico confirmado para o novo coronavírus.

O comunicado foi feito pelo governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), em uma rede social, e pelo secretário de Saúde do estado, Fernando Máximo.

Segundo o secretário de Saúde, vários casos de Covid-19 foram diagnosticados no estado nesta segunda-feira (13). Após uma investigação dos casos, Máximo afirmou que as autoridades sanitárias identificaram que parte desses casos era composta por pessoas que haviam participado da “Coronafest”. A festa foi realizada em Porto Velho no início do mês de abril. Desde o dia 20 de março, Rondônia está em estado de calamidade pública e eventos com mais de cinco pessoas estão proibidos. O governo disse que vai investigar o caso.

“Estou muito decepcionado. Pra não dizer revoltado. Hoje, identificamos vários casos positivos de coronavírus. Foi feita uma investigação e descobriu-se que essas pessoas estavam numa festa no dia 4 de abril. Não estavam trabalhando, querendo levar o pão para casa. Na verdade, estavam se divertindo e colocando a vida delas em risco e a sua vida, de quem está aí guardando a quarentena”, afirmou o secretário.

De acordo com o último boletim epidemiológico sobre o novo coronavírus divulgado pelo Ministério da Saúde, Rondônia tem 42 casos confirmados da doença e dois mortos.

Governador do Rio de Janeiro testou positvo para o Corona virus

Do Blog de Esmael

O governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel anunciou, através das suas redes sociais, que foi infectado com coronavírus. De acordo com Witzel, os sintomas começaram a aparecer na sexta-feira (10).

“Quero comunicar a todos que desde sexta-feira não venho me sentindo bem, pedi para que fosse o teste do covid e hoje veio o resultado positivo. Tive febre, dor de garganta, perda de olfato. Continuarei trabalhando, aqui do Palácio Laranjeiras, mantendo as restrições, as recomendações médicas, e tenho certeza que vou superar mais essa dificuldade. Pode contar comigo, povo fluminense, vou continuar trabalhando. E peço à população fluminense para que fique em casa. A doença não escolhe ninguém, e o contágio é rápido”, declarou Witzel.

Na segunda, Witzel prorrogou até o dia 30 de abril as medidas restritivas no Estado. Em decreto, o governador disse que ainda há a necessidade de manter a situação de emergência no Rio devido ao número crescente de casos de Covid-19.

Assim, ficam mantidas medidas como o fechamento de escolas públicas e privadas e a suspensão da realização de eventos esportivos, shows, feiras científicas, entre outros, em locais abertos ou fechados. Academias, centros de lazer, centros esportivos e shoppings também devem permanecer fechados. Também seguem suspensos o funcionamento de cinemas, teatros e afins.

O governo estadual determinou ainda que a população não deve frequentar praias, lagoas, rios e piscinas públicas e clubes.

Prefeitura de Angelim vai distribuir Kits merenda aos estudantes da Rede Municipal

Prefeitura de Angelim através da Secretaria de Educação, irá iniciar nesta quarta-feira dia 20 a entrega dos Kits de Alimentação Escolar para as famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Isto em consonância com a lei federal 13.957, desta forma, todas as famílias cujos pais tenham filhos estudando na Rede Municipal de Educação serão contempladas com uma cesta de alimentos para aqueles estudantes.

A prefeitura de Angelim iniciará a entrega das referidas cestas pela zona urbana e na sua maior escola a Miguel Calado ( dias 15 e 16 ) que irá contemplar em torno de 1200 famílias. em seguida será a vez da Escola Pedro Alves ( dia 17 ) no povoado de Quatro bocas e em seguida será a vez das pequenas escolas da zona rural, visto que no sistema às famílias que têm filhos em mais de uma escola da Rede já será contemplada na primeira entrega e os kits serão de acordo com a quantidade de filhos  estudantes..
A entrega obedecerá aos critérios demandados pelos orgãos de saúde para evitar aglomeração 

Nos Kits merenda constarão itens como:

Kit 

Arroz
Macarrão
sardinha em conserva
Leite em pó
achocolatado
biscoito
feijão
flocão
óleo 
margarina....


Angelim adota barreira sanitária nas entradas da cidade


Do Blog do Sr.Cariri

A Prefeitura de Angelim juntamente com Secretaria de Saúde, no dia de ontem (13), tomaram providências na realização de barreiras sanitárias, cujo trabalho preventivo foi realizado nas duas principais entradas da cidade, sentido Canhotinho e Garanhuns, abordando motoristas, colhendo informações de quem chega, de onde vem e se vai permanecer no município.


Segundo Fernanda Barros, Secretária Municipal de Saúde, o intuito não é bloquear entrada de ninguém na cidade. Apenas estamos buscando deixar o nosso município mais seguro com a ajuda do Altíssimo e de nossa população. Usamos produtos que não causam danos a saúde dos passageiros e motoristas, muito menos danificar os veículos. O nome do produto é GLUTAN. Ainda outro produto é usado para higienizar a parte interna dos veículos de quem assim permitir.

Polícia investiga incitação a homicídio contra Doria na manifestação bolsonarista

Durante ato na avenida Paulista, o advogado bolsonarista Marcelo Pegoraro utilizou caixas de som para falar que o o governador João Doria (PSDB) "vai morrer" e que "a gente vai lá na tua casa e vamos quebrar sua casa inteira"
João Doria, Jair Bolsonaro e Marcelo Pegoraro (Foto: Gov. SP | Reprodução)


247 - O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), apresentou notícia-crime contra o advogado Marcelo Pegoraro, que teria feito ameaças de morte contra o tucano durante protesto na Avenida Paulista no último sábado (11). De acordo com a defesa de Doria, Pegoraro cometeu os crimes de ameaça, injúria e incitação ao homicídio. A Polícia Civil vai apurar o caso. 

No ato, o advogado bolsonarista, militante do Aliança pelo Brasil, utilizou caixas de som para falar que o chefe do Executivo paulista "vai morrer" e que "a gente vai lá na tua casa e vamos quebrar sua casa inteira". Também chamou o governador de "filha da puta". Os relatos foram publicados no blog do Fausto Macedo.

"Ao afirmar 'cê vai morrer, filha da puta', referindo-se ao noticiante, o indivíduo que aparece no vídeo incitou que terceiros atentem contra a vida do governador do Estado de São Paulo", alega a defesa do tucano, representada pelo advogado Fernando José da Costa. 


"Tal circunstância corrobora a existência do 'dolo' em sua conduta, consistente na 'consciência' e 'vontade' de ameaçar o noticiante, incitar à população a praticar crimes e descumprir as medidas de contenção à propagação do covid-19".

Garanhuns precisa de um Hospital Municipal urgente. Fechar o anterior foi um erro. E a UPA24h?

Do Blog de Ronaldo Cesar



















A V Regional de Saúde tem 21 municípios em sua abrangência, apenas dois deles não têm hospital municipal: Jucati e Garanhuns. O primeiro talvez se explique pela falta de demanda, de tão pequeno, o outro é falta de interesse mesmo, por mais que o prefeito diga que a prefeitura não tem recursos para prover um hospital municipal. Como então conseguem Jupi, Caetés, Angelim, Canhotinho, Terezinha,..., e mais de uma dezena de municípios, todos eles menores que Garanhuns? Alguns municípios têm hospital de fazer inveja, com bloco cirúrgico funcionando, escala de médicos fechadinha, equipes motivadas, farmácia, etc.


O prefeito pode dizer que aqui na cidade polo regional vai gastar mais com hospital, mas é lógico que também recebe bem mais, como aponta qualquer planilha de liberação de recursos federais que se tenha acesso. Portanto, não ter hospital municipal não é questão de dinheiro, mas de interesse e prioridade.


Por anos a fio, o Hospital Regional Dom Moura esteve aí para absorver a demanda municipal. Mas isto é certo? Errado. O Hospital Regional é regional, ou seja, é para atender a região (desculpem a redundância) em casos de média e alta complexidade, dentro de suas atribuições. A baixa complexidade, ou seja, os atendimentos de urgência básicos devem ser atendidos pelo município, e não em PSFs, mas em um hospital. O Hospital Infantil tem assimilado parte da responsabilidade da prefeitura, mas é eletivo e ambulatório. Não tem emergência. Não tem servidor público. É prático para o município pagar a tantos serviços particulares terceirizados, mas ele mesmo deixa de oferecer o serviço essencial. Provavelmente, se somar o que tem gasto com terceirizados, bancasse com sobras seu hospital público.


Assim que o atual prefeito tomou posse cuidou logo de fechar o Hospital Municipal herdado do ex-prefeito Luis Carlos, instalado na antiga Casa de Saúde Santa Terezinha. O prefeito chamou de casa de parto, e disse que não valia o investimento. Fechou. Não procurou readequar, investir, melhorar... Não, simplesmente fechou. Poucos questionaram. Como se fecha um hospital? Passou os anos credenciando instituições particulares e nunca ofereceu um leito sequer em sua gestão. Ou seja, tirando os PSFs para ambulatório, o Hospital Dom Moura continua sendo a porta de entrada para qualquer emergência em Garanhuns. E pior, por vezes criticado por aqueles que deveriam cumprir sua função. 


Cedo ou tarde a conta chegaria para a população, principalmente a mais carente, e a hora parece ser agora. Nesta pandemia, o município de Garanhuns não tem um leito sequer para nenhum paciente, ficou totalmente à mercê do estado e da rede particular. Quando a gente diz nenhum, é nenhum mesmo. E nem vemos movimento no sentido de resolver esta questão. 


Além do fechamento do hospital, tem a questão do prédio da UPA24H, na entrada da Cohab II, que como fica meio escondida, ninguém fala, e por vezes nem lembra, mas já era para ter sido inaugurada há uns quatro ou cinco anos. Era para ser uma UPA24H, não foi, poderia virar uma Policlínica, não virou. Resultado, o prédio está lá abandonado, inacabado e se deteriorando. Faltam recursos ou falta vontade de resolver? Estão fotos aí acima para mostrar como se encontra.


A sociedade calada não reclama, não cobra, não provoca. E a população mais carente, que geralmente busca estes serviços públicos, paga caro com a própria saúde.


Garanhuns precisa do seu Hospital Municipal urgente, se der para ser no prédio da UPA24H, que seja, ou que se projete, planeje, priorize e construa. É para isto uma gestão, elencar prioridades e investir. A população vai descobrir da pior forma a falta de um Hospital Municipal.


E antes de terminar, falo também daquele hospital prometido por Eduardo Campos, lembram? Pois é, ele estava deixando o governo para se candidatar a presidente, e dali pra cá os recursos federais para construção minguaram. Paulo Câmara preferiu segurar as contas do estado que iniciar uma construção e deixar pela metade. E se tivesse feito, o HRDM iria para o município, mas o prefeito disse que não tinha interesse, assim, ficamos com o Dom Moura mesmo, bancado pelo estado, que cumpre a função de estado e município de Garanhuns, que representa quase 80% dos pacientes atendidos em suas emergências adulto, pediátrica e odontológica, em sua maternidade e pediatria, em seu bloco, CTI e UTI, enfermarias.. E o estado ainda banca a UPAE, que atende mensalmente milhares de pessoas dos 21 municípios da regional.


Está na hora de Garanhuns voltar a ter seu hospital. Tomara que o prefeito reconsidere sua visão, mesmo em final de mandato. Ou que aqueles que possam ocupar sua cadeira no futuro priorizem a saúde e a educação.


Garanhuns está recebendo mais de R$ 1 milhão para investir no combate à pandemia, dá para dar uma geral no prédio da UPA24h, equipar com o básico, e depois vai estruturando, para não fechar mais. Pode virar UPA24h, UPA DIA, Policlínica, hospital, ... Mas alguma coisa precisa ser feita. Passou da hora