sábado, 15 de fevereiro de 2020

Procurador pede que TCU apure diárias e viagens de Guedes

Procurador pede que TCU apure se diárias e viagens de Paulo Guedes estão dentro a lei.
Guedes fala ao público do Fórum Guedes fala ao público do Fórum | World Economic Forum/Walter Duerst

O Globo - Por Lauro Jardim

O sub-procurador Lucas Furtado enviou uma representação ao TCU em que pede providências do tribunal para "verificar possível irregularidade relacionada aos pagamentos de diárias e passagens aéreas" utilizados por Paulo Guedes.
Na representação, Furtado destaca uma informação publicada pela "Folha de S. Paulo" de que Guedes "recebeu dos cofres públicos até julho de 2019 diárias para dar expediente na cidade onde mora, no Rio de Janeiro, incluindo em datas sem compromisso na agenda".
A soma dá um total de 60 viagens "bancadas com dinheiro público" em 2019. Dessas, "38 aconteceram a partir de quinta-feira, tendo como destino o Rio de Janeiro". Segundo Furtado, são gastos "altamente indecorosos".
Furtado não deixou de lado em seu texto nem o episódio da Disney. Segundo o subprocurador, a relação de viagens e diárias de Guedes contrastam "com a suposta e indevida facilidade das “domésticas” para custearem, com recursos próprios, suas viagens de lazer"
Eis o pontos que Furtado pede que o TCU apure se:
*"as viagens que coincidiram com os finais de semana, atenderam interesse público ou privado".
*"seria legítimo, legal e adequado do ponto de vista moral o pagamento de indenização por despesas extraordinárias com pousada, alimentação e locomoção urbana quando o beneficiário, que já recebe auxílio moradia por não residir em Brasília, se desloca até a cidade onde têm residência".
Segundo ressalta Furtado em sua representação, "o princípio da moralidade, independentemente de eventuais autorizações legais quanto às despesas em questão, já deveria bastar para conter ações" como essas

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Bernie Sanders vence primárias democratas em New Hampshire

Do Blog de Esmael
Foto: Mike Segar – Reuters.

O senador americano Bernie Sanders, de 78 anos, foi o vencedor das primárias do Partido Democrático em New Hampshire, nos Estados Unidos. Na segunda votação para a escolha de um nomeado, o democrata alcançou esta terça-feira 25,7%, seguido de perto por Pete Buttigieg, com 24,4%. “A nossa vitória esta noite é o princípio do fim para Donald Trump”, declarou Sanders.


Com 87% dos votos apurados, o senador Bernie Sanders foi o mais votado esta terça-feira (11), seguido de perto por Pete Buttigieg, antigo prefeito da cidade de South Bend, Indiana.

O senador americano agradeceu ao New Hampshire pela “grande vitória” alcançada, vitória que diz ser “o início do fim para Donald Trump”.

Na semana passada, no Iowa, Pette Buttigieg recebeu o maior número de delegados – mais um que Sanders – e por isso é nesta altura quem segue à frente nas eleições. Em New Hampshire, os dois candidatos devem alcançar o mesmo número de delegados (9) que são atribuídos por aquele Estado.

Pete Buttigieg, veterano de guerra com 38 anos, felicitou o adversário pela vitória alcançada em New Hampshire, mas enfatizou também o resultado obtido pela sua candidatura: “Muitos de vocês disseram que querem enfrentar uma nova era de desafios com uma nova geração na liderança”, apontou.

Neste processo das eleições primárias, os candidatos tentam reunir o maior número de delegados – quase 4.000 delegados convencionais – que lhes garantam o apoio na Convenção Democrata, em julho. Esses delegados marcam presença na reunião do partido e declaram o seu apoio consoante a decisão dos eleitores do Estado que representam.

Na votação de terça-feira, Pette Buttigieg dividiu grande parte dos votos moderados com a senadora Amy Klobuchar, que obteve 19,8% dos votos após uma boa prestação no debate democrata de sexta-feira. Os grandes derrotados da noite foram a senadora Elizabeth Warren e o ex-vice-presidente Joe Biden, candidatos que lideraram nas sondagens a nível nacional, mas que não chegaram aos 10% e não vão eleger qualquer delegado por New Hampshire.

A vitória de Sanders coloca-o na frente como o candidato da esquerda do Partido Democrático, apenas quatro meses depois de um ataque cardíaco que quase o deixou de fora da corrida. Mas tão significativa quanto a vitória de Bernie Sanders, registo para a ascensão repentina de Amy Klobuchar, o sucesso continuado de Pete Buttigieg e o colapso das campanhas de Joe Biden e Elizabeth Warren, resume o New York Times.


Ainda assim, nos dois primeiros Estados que votaram nas eleições primárias, Bernie Sanders obteve menos de 30%, longe dos resultados obtidos em 2016 contra Hillary Clinton. Entre os moderados, a divisão e a incerteza continua a imperar, com Pette Buttigieg e colocar-se na frente, seguido de Amy Klobuchar.

Entretanto, dois antigos favoritos à nomeação democrata, Warren e Biden, já se viram obrigados a reduzir os custos com a campanha devido aos maus resultados iniciais de forma a conseguirem manter-se na corrida.

No entanto, os analistas sublinham que os dois primeiros escrutínios – no Iowa e New Hampshire – são muito homogêneos e não apresentam a mesma diversidade populacional que seja representativa do país. Por exemplo, a Carolina do Sul, que só vota a 29 de fevereiro, tem uma grande comunidade afro-americana e o voto neste Estado poderá ser decisivo para apurar a viabilidade da campanha de Joe Biden.

A aparente confusão e indecisão poderá beneficiar o antigo prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, que não entra nas contas dos quatro primeiros Estados que foram a votos. O milionário tem investido na máquina de campanha e só irá competir com os restantes na Super Tuesday (Super Terça-Feira), que se realiza em março.

Assim, o processo de nomeação ameaça ser prolongado e moroso, podendo estender-se até à primavera.



A eleição presidencial nos Estados Unidos, quando virtualmente se enfrentarão Trump e Sanders, dar-se-á em novembro próximo

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Em carta, governadores querem novo Fundeb de R$ 150 bilhões


Governador Carlos Massa Ratinho Junior participa em Brasília, do VIII Fórum Nacional de Governadores – Brasília, 11/02/2020 – Foto: Rodrigo Félix Leal/AEN

Do Blog de Esmael-O Fórum dos Governadores, realizado nesta terça-feira (11) em Brasília, reivindica a aprovação imediata do novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Eles querem perenizar o Fundeb criado em 2006 fixando-o na Constituição, haja vista que o fundo atual se extingue neste ano de 2020.

Os governadores de todos os estados brasileiros querem um novo Fundeb cuja a soma dos fundos (estaduais + complementação da União) totaliza aproximadamente R$ 150 bilhões, sendo a principal fonte de recursos para a educação básica no Brasil.

A proposta dos governadores consiste na ampliação da participação da União no financiamento da educação básica, com o aumento progressivo da complementação da União ao Fundeb para 40% do total dos fundos, com aumento de 10% para 20% no primeiro ano e aumento progressivo de 2% ao ano posteriormente, até atingir 40%.

O Fundeb é um fundo de natureza contábil, criado no âmbito de cada Estado e do Distrito Federal, em um total de vinte e sete Fundos, visando à universalização da educação básica, à melhoria da qualidade do ensino e à valorização dos profissionais da educação.

De acordo com o art. 212 da Constituição Federal, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem aplicar no mínimo 25% da receita resultante de impostos em MDE, enquanto a União deve aplicar no mínimo 18%. O Fundeb é, portanto, uma subvinculação, relacionada à vinculação constitucional.

Danilo Cabral vai à PGR contra fila no Bolsa Família


O deputado federal Danilo Cabral (PSB) acionou a Procuradoria-Geral da República contra as filas no cadastramento do Bolsa Família. Em janeiro, segundo dados do Ministério da Cidadania, cerca de um milhão de pessoas aguardavam para ingressarem no programa de transferência de renda. O governo Bolsonaro registra o período mais longo de baixo índice de entrada de novos beneficiários da história da iniciativa.

“Justamente quando as pessoas precisam de mais proteção social, devido à crise que assola o país, o governo promove cortes e dificulta o acesso ao benefício”, critica Danilo Cabral. O deputado lembra que o número de pessoas vivendo no Brasil abaixo da linha de extrema pobreza bateu recorde. De acordo com dados do IBGE, existem 13,5 milhões de brasileiros com renda mensal per capita abaixo de R$ 140. O número equivale a 6,5% da população do país.
A representação protocolada na PGR, hoje, explica Danilo Cabral, é para cobrar do Ministério Público Federal a participação no debate. “Queremos que sejam adotadas providências no sentido de assegurar os direitos dos cidadãos e apurar as responsabilidades das autoridades competentes”, justificou.
O Bolsa Família atende famílias com filhos de 0 a 17 anos e que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 por mês. O benefício médio é de R$ 191.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Coração de pedra, Bolsonaro deixa de 1 milhão na fila do Bolsa Família

Bolsonaro coração
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em um ano, diminuiu o benefício do Bolsa Família para 1 milhão de famílias de regiões mais pobres do País.

Segundo levantamento da Folha de S. Paulo em 200 municípios brasileiros, houve um recuo do programa em uma de cada três cidades pobres no País.

Bolsonaro congelou o Bolsa Família e há cinco meses não liberou auxílios às famílias cuja renda está abaixo da situação de pobreza, de acordo com dados oficiais de novembro de 2019.
Para economizar e formar o superávit primário para o pagamento da dívida interna (banqueiros), o governo federal passou a controlar o acesso ao programa que desde 2007 não tinha fila.
Em janeiro, cerca 1 milhão de famílias aguardavam uma resposta do Ministério da Cidadania por uma ajuda.
O programa Bolsa Família consiste no atendimento de famílias com filhos de zero a 17 anos, que vivem em condições de extrema pobreza com renda per capita de até R$ 89 mensais.
A faixa de pobreza consiste em rendimento per capita entre R$ 89,01 e R$ 178.
O benefício médio do Bolsa Família é de R$ 191.

João Doria e Bia Doria decidem se separar



Do Blog de Esmael

O governador paulista João Doria e a artista plástica Bia Doria resolveram se separar, após um casamento de 27 anos. A informação foi publicada, em O Globo, na coluna do jornalista Lauro Jardim neste domingo (9).

O jornalista informa ainda que a separação do casal foi de forma consensual e amigável.

Durante a campanha eleitoral de 2018 circulou pelas redes sociais e grupos de whatsapp um vídeo onde Dória aparecia junto com três mulheres participando de uma suruba. O então candidato a governador impugnou a veracidade do material e negou atividade sexual fora de seu casamento.

O episódio gerou especulaçôes sobre um possível estremecimento da relação entre Doria e sua esposa Bia.

MEC deve divulgar nesta segunda lista de espera do Sisu

Cronograma inicial previa que a lista de alunos que aguardam uma vaga em universidades públicas seria divulgada na sexta; MEC adiou cronograma e não justificou o motivo.
Por G1
O Ministério da Educação (MEC) deve divulgar nesta segunda-feira (10) os nomes dos estudantes que estão na lista de espera a uma vaga nas universidades públicas, disponibilizadas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) neste primeiro semestre de 2020. A divulgação será diretamente para as instituições de ensino, que deverão convocar os candidatos aprovados.
O cronograma inicial previa que a divulgação da lista ocorreria na sexta-feira (7). No entanto, os nomes não chegaram às universidades ou houve uma lista errada – ao menos sete universidades e institutos federais adiaram a convocação.
No mesmo dia, o MEC informou em nota que havia adiado o cronograma e que a divulgação estava prevista para segunda-feira (10), sem justificar o motivo da mudança. Procurado pelo G1, o MEC não deu retorno até a mais recente atualização desta reportagem.
MEC adia divulgação de lista de espera do Sisu após estudantes relatarem erro
O Sisu usa notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para selecionar os estudantes. Após os erros apontados na correção dos gabaritos do exame de 2019 – que o MEC chamou de "inconsistências" –, o Sisu passou a enfrentar diversos problemas (leia mais abaixo).

O prazo para que os estudantes que não foram classificados na primeira chamada manifestassem interesse em entrar na lista de espera terminou na terça-feira (4). Na quinta (6), houve relatos em redes sociais de que o sistema do MEC não considerou as inscrições daqueles que escolheram apenas uma opção de curso.

"Parasita" é o grande vencedor do Oscar 2020

Produção sul-coreana se tornou a 1ª não falada em língua inglesa a vencer como Melhor Filme. Joaquin Phoenix, Renee Zellweger, Brad Pitt e Laura Dern venceram. Veja vídeos da premiação.
Do G1
"Parasita" foi o grande vencedor do Oscar neste domingo (9). A cerimônia dos melhores do cinema aconteceu em Los Angeles.
A dramédia sul-coreana sobre diferença de classes recebeu quatro estatuetas e se tornou o primeiro não falado em língua inglesa a vencer como Melhor Filme.


sábado, 8 de fevereiro de 2020

Lula: "lava jato" deu prejuízo de R$ 142 bi e quase destruiu o Brasil

Ex-presidente Lula também afirma que o lavajatismo gosta de difundir que devolveu R$ 500 milhões à Petrobras, mas esconde que fez desaparecer mais de 2 milhões de empregos só na construção civil


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(Foto: 247)

Conjur - O lavajatismo gosta de difundir que devolveu R$ 500 milhões à Petrobras, mas esconde que fez desaparecer mais de 2 milhões de empregos só na construção civil. Ou que desmontou a indústria da infraestrutura, causando prejuízos da ordem de R$ 142 bilhões ao país. Esse é o argumento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista exclusiva à TV ConJur.

Neste terceiro bloco, Lula diz que “essa molecada” do Ministério Público de Curitiba desafiou o Judiciário, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal e quase destrói o país. Entre os resultados do consórcio, diz ele, está a eleição de Jair Bolsonaro, a negação da política e da democracia.

“A verdade demora”, afirma, quase repetindo Fernado Collor de Mello, que dizia ser “o tempo é o senhor da razão”. As revelações do Intercept seriam apenas a primeira fase do que ainda se vai saber sobre os bastidores da “operação”.

Lula discorda de que a “lava jato” seja filha direta da “satiagraha”, construída em seu governo. Para ele, a origem genética da trama que o enredou foi o caso do Banestado, que teve o mesmo protagonista, Alberto Youssef.

Para o ex-presidente, o doleiro de Londrina, vizinha de Maringá, cidade de Sérgio Moro, foi uma espécie de agente infiltrado do ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, que atuou como facilitador do escândalo que envolveu a Petrobras e inúmeros casos que, na vida real, nada tinham a ver com a estatal.

Nos próximos dias, a ConJur apresentará novos trechos do contra-ataque do ex-presidente.  

Clique aqui e leia a íntegra da entrevista.

Paulo Guedes chama funcionário público de ‘parasita’ ao defender reforma administrativa



Do Blog de Esmael

O ministro da Economia, Paulo Guedes, “chutou o pau da barraca” ao abordar a proposta de reforma administrativa do governo Bolsonaro, nesta sexta-feira (7), durante uma palestra na Escola Brasileira de Economia e Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV EPGE) no encerramento de um seminário sobre o Pacto Federativo.


Segundo ele, os funcionários públicos já têm como privilégio a estabilidade no emprego e “aposentadoria generosa”. O ministro argumentou que a máquina pública, nas três esferas de governo, não se sustenta financeiramente por questões fiscais e, por isso, a carreira do funcionalismo precisa ser revista.

“O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático”, disparou Guedes.

Em nota, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) disse repudiar as declarações do ministro, afirmando que os auditores exercem “com orgulho e lisura” suas atribuições.

“O assédio institucional que vem sendo praticado pelo Sr. Paulo Guedes em relação aos servidores públicos já ultrapassa os limites legais e merece reação à altura”, diz a Unafisco.

A declaração também gerou reação do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Tipicas de Estado (Fonacate), que pretende acionar a Justiça contra o que considerou assédio moral aos servidores públicos.

“É uma agressão gratuita e desmedida aos 12 milhões de servidores públicos do país. Nós não podemos admitir um nível de insulto tão vil de alguém que deveria zelar pelo funcionalismo público”, disse o presidente do Fonacate, Rudinei Marques.

A Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef) também se manifestou. “Como servidores públicos que são, os defensores prestam um serviço de qualidade a milhões de brasileiros que necessitam de assistência jurídica gratuita”, afirmou a Anadef.

UNE derrota Weintraub e Bolsonaro e sua carteirinha digital fajuta


Orlando Silva (PCdoB-SP) um dos conselheiros políticos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Do Blog de Esmael

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi derrotado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) na guerra das carteirinhas digitais.

Em setembro do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro e o titular do MEC editaram uma medida provisória (895) criando a carteirinha de estudante digital –a “ID Estudantil”.

“Essa lei de hoje, apesar de ser uma bomba, é muito bem vinda, vem do coração. E vai evitar que certas pessoas, em nossas universidades, promovam o socialismo. Socialismo esse que não deu certo em lugar nenhum do mundo, e devemos nos afastar deles”, discursou na época o presidente.

Uma lei de 2013 prevê que a carteirinha seja emitida por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

Até agora, o governo emitiu 285 mil carteirinhas digitais por meio de aplicativo de celular. Elas perderão validade a partir de segunda-feira (17) juntamente com a MP 895.

A UNE e a Ubes contaram com a articulação do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), ex-presidente da UNE nos anos 90, um dos principais conselheiros políticos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Pelo amigo comunista, Maia até pediu a cabeça do ministro da Educação.

A “ID Estudantil” é um documento que permite que estudantes paguem meia entrada em shows, teatro, cinema e outros eventos culturais.

A UNE acusa o MEC de usar o banco de dados dos estudantes para fazer guerra ideológica contra a entidade, promover a escola sem partido e a direita no ambiente escolar.

De acordo com o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão vinculado ao MEC, são 8 milhões de alunos matriculados no ensino superior e 60 milhões na educação básica e fundamental em todo o País.


Depois de quase perder o monopólio da emissão da “ID Estudantil”, a UNE e a Ubes estudam lançar sua carteirinha de estudante digital também por meio de aplicativo no celular.

Quanto à MP 895 de Weintraub e Bolsonaro, que caduca no domingo (16), ela só poderá ser reeditada em 2021.

Dólar sobe e fecha no maior nível desde a criação do Real

(Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil)
Por Agência Brasil

Em mais um dia marcado por forte volatilidade no mercado financeiro, o dólar subiu e voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real. O dólar comercial encerrou ontem, vendido a R$ 4,321, com alta de R$ 0,035 (0,82%).
A divisa operou em alta durante toda a sessão, mas estava perto da estabilidade pela manhã, passando a disparar perto das 12h. O dólar acumula alta de 7,67% em 2020. O euro comercial também subiu e fechou o dia em R$ 4,729, alta de 0,53%.
O Banco Central ( BC ) não tomou novas medidas para segurar a cotação. Ontem, a autoridade monetária leiloou US$ 650 milhões para rolar (renovar) contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – com vencimento em abril. Na quinta-feira (6), o dólar comercial tinha atingido outro recorde nominal, fechando a R$ 4,286.
A turbulência repetiu-se no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3 (antiga Bolsa de Valores de São Paulo), fechou o dia com queda de 1,23%, aos 113.770 pontos. Esse foi o segundo dia seguido de recuo do indicador, que acumula retração de 1,62% em 2020.
O dólar subiu em nível global, principalmente diante das moedas de países emergentes, depois da divulgação da geração de emprego em janeiro nos Estados Unidos. No mês passado, a maior economia do planeta criou 225 mil vagas de trabalho, número superior à previsão de 158 mil novos postos.
O bom desempenho do mercado de trabalho norte-americano abre espaço para eventuais aumentos de juros pelo Federal Reserve ( FED ), banco central dos Estados Unidos. Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.
Na China , o receio de que o surto de coronavírus traga impactos para a segunda maior economia do planeta continuou a afetar o mercado financeiro. O confinamento dos habitantes de diversas cidades afetadas pela doença reduz a produção e o consumo da China.
A expectativa de desaceleração da economia chinesa impacta diretamente países como o Brasil , que exporta diversos produtos, principalmente commodities (bens primários com cotação internacional) para o país asiático. Com menos exportações, menos dólares entram no país, pressionando a cotação.
Entre os fatores dom ésticos que têm provocado a valorização do dólar , está a decisão do Comitê de Política Monetária ( Copom ) do Banco Central de reduzir a taxa Selic – juros básicos – para 4,25% ao ano, o menor nível da história. Juros mais baixos desestimulam a entrada de capitais estrangeiros no Brasil, também puxando a cotação para cima.
*Com informações da PBS, emissora pública de televisão norte-americana

Coronavírus: número de mortes sobe para 722 na China

Passageiros infectados são retirados de cruzeiro para tratamento – Kim Kyung-Hoon/Reuters/direitos reservados
Por Estadão Conteúdo
A Comissão Nacional de Saúde da China informou ontem, que o número de casos de coronavírus no país subiu para 31.774 e o total de mortes aumentou para 722. Na atualização anterior, havia 31.161 casos confirmados e 636 óbitos no país asiático.
Em comunicado, o órgão afirmou ainda que há 27.657 casos suspeitos na China e que 2.050 pessoas já foram curadas. O documento informou, também, que há 26 casos da doença confirmados em Hong Kong, com um óbito, dez casos em Macau e 16 em Taiwan.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

O Poder, jornal pelo zap, estreia segunda

A melhor notícia para quem gosta de saber das coisas em primeira mão e na velocidade dos tempos de ferramentas digitais: o jornal O Poder, o primeiro no País transmitido via Whatsapp, dobradinha deste blogueiro com o múltiplo comunicador José Nivaldo Júnior, chega ao seu celular na próxima segunda-feira.

Fiz algumas perguntinhas ao idealista e inquieto José Nivaldo. 
Você vai sumir do face nos próximos dias?
Não. Pelo contrário. Apenas vou ter que dar atenção aos clientes e concentrar o foco no jornal, que será lançado na próxima  segunda-feira, 10.
Inclusive, farei várias postagens sobre ele ao longo do fim de semana.

O que podemos antecipar sobre o jornal do zap? 
É o primeiro jornal do mundo, até aonde sei, concebido e direcionado para o leitor de WhatsApp. Algo novo, diferente, que acredito vai surpreender.
Quem formulou o projeto?
Escrevi meu primeiro artigo no Diário de Pernambuco aos 16 anos. Fui diretor e editor de jornal aos 17. Depois de 15 anos como (também) jornalista, optei pela publicidade. 
Nós últimos anos, tenho atuado como consultor em comunicação. Prestei serviços a grandes grupos, estudei e aprendi muito. Aí, concebi este projeto que agora vai sair do papel.
Qual vai ser o meu papel?
 
Concebi junto com minha equipe o jornal via WatsApp há algum tempo. Apresentei a ideia a alguns clientes potenciais. Muitos avançaram, mas nenhum bancou. Aí, dia desses, encontrei você  no restaurante e mostrei o projeto. Era o momento dele e você topou na hora. Firmamos uma parceria, somando currículos.

E, como bom jornalista, você deu o furo. Segunda-feira, teremos o número zero, 19h, no zap de todos os que "assinarem" até lá. Você será o porta voz dos nossos grandes furos, não tenho a menor dúvida.
E como faz para assinar? Quanto paga?
A assinatura é gratuita. Mas a partir de hoje a plataforma será disponibilizada. Ao longo do fim de semana esperamos cadastrar alguns milhares de assinantes batizados raiz, aqueles que confiaram no projeto sem ver o produto pronto, ainda.
Esses vão morrer sem sair dos nossos corações.
Do Blog de Magno martins

Onyx tenta retomar articulação política do governo Bolsonaro

Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni Foto: Jorge William / Agência O Globo
O Globo - Por Thais Arbex

Em meio ao esvaziamento da Casa Civil, o ministro Onyx Lorenzoni passou a trabalhar para reconquistar a articulação política do governo Jair Bolsonaro. Segundo aliados, a ideia de Onyx não é retomar o controle do diálogo com parlamentares no varejo, mas consolidar a relação com os principais líderes partidários e com a cúpula do Congresso.
A avaliação de Onyx e sua equipe é de que o general Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) não conseguiu assumir de fato o papel de intermediário entre as demandas do Legislativo e o Palácio do Planalto. Por isso, haveria espaço para o titular da Casa Civil mostrar ao presidente que, hoje, ele tem mais trânsito no Congresso do que o colega palaciano.
Embora tenha conseguido se estabilizar no cargo, aliados admitem ainda não haver clareza sobre papel atual de Onyx no governo, após ter perdido na semana passada o comando do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). Para eles, a preocupação do chefe da Casa Civil deve ser a de desenhar uma estratégia para deixar de ser peça decorativa no Planalto.
Nesse cenário, a avaliação é de que a relação estreita com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), pode ser um ativo. Alcolumbre, inclusive, teria sido um dos principais articuladores pela sua permanência no governo.
Parte do Congresso, no entanto, vê a movimentação com descrença. Para essa ala, mesmo que o ministro se esforce para mostrar a deputados e senadores que atua com o aval de Bolsonaro, as recentes sinalizações do presidente indicam que seu poder foi minado. Ou seja, nessas condições, Onyx não teria respaldo para as negociações políticas e sua atuação seria inócua.
Parte dos colegas de Esplanada dos Ministérios também vê com descrença a permanência do ministro no governo. O entendimento é o de que, neste momento, não há mais condições de restabelecer a relação do chefe da Casa Civil com Bolsonaro e o restante do governo.
Apesar de ter como uma das principais funções a coordenação ministerial, Onyx, segundo integrantes da Esplanada, não tem conseguido desempenhar esse papel.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Escola, Volver!

Foto: Carolina Antunes/PR
Por Coluna de Carlos Brickmann
A nova escola militar, promessa de Bolsonaro, já existe – mais como sonho, já que sala de aula, que é bom, ainda não há nenhuma. Mas a pedra fundamental foi lançada por Bolsonaro nesta semana, ao lado de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, entidade que deu de presente o projeto. Presente com nosso dinheiro, claro: os impostos que sustentam o sistema S, maior fonte de renda dos sindicatos patronais.  São como o Imposto Sindical, em boa hora eliminado para os sindicatos de trabalhadores - e mantido para os patronais.
Já se sabe algo a respeito do novo tipo de escola: corte de cabelo de rapazes e moças, tipo de calçado. Só falta construir a escola e dar ensino de boa qualidade. Estará de volta o “vovô viu a uva”, da ótima cartilha Caminho Suave, que ajudou na minha alfabetização, ou haverá sistemas diferentes?
O detalhe curioso é o patrocínio do projeto pela Fiesp, que busca ficar próxima de Bolsonaro. Há pouco mais de um ano, Paulo Guedes prometia “enfiar a faca” no sistema S, como fez com o imposto sindical. São quase R$ 20 bilhões por ano. Boa parte é muito bem aplicada: ótimas escolas técnicas, ótimos clubes, ótimos cursos, ótimo trabalho de difusão cultural a baixo custo para os funcionários. Seria lamentável deixar de contar com esse dinheiro.
Mas outra parte dos recursos serve para fazer com que um presidente de sindicato ou associação tenha elevador privativo, viaje de helicóptero de um bairro a outro, faça sua campanha eleitoral. Nós pagamos

Tensão entre Trump e sua principal opositora

Trump esnoba Pelosi, e presidente da Câmara dos EUA rasga discurso.
Foto: Jonathan Ernst/Reuters
Por G1

O presidente americano Donald Trump e a presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, protagonizaram dois momentos de pouca — ou nenhuma — cordialidade durante o tradicional discurso de Estado da União, na noite de ontem.
Ao chegar à tribuna para falar diante do Congresso americano, Trump ignorou Pelosi, que havia estendido a mão para cumprimentá-lo. Mas não ficou claro se o presidente americano se recusou a apertar a mão de sua principal opositora, ou se simplesmente não viu o gesto.
A saia-justa ficou estampada no sorriso amarelo da presidente da Câmara dos EUA, que em um primeiro momento não encontrou outra reação se não dar de ombros (veja no vídeo abaixo). Mais tarde, no Twitter, ela provocou o republicano e escreveu: "Os democratas nunca deixarão de estender a mão da amizade para fazer o trabalho pelo povo".
Mas foi ao fim do discurso que Pelosi, a responsável por abrir o inquérito de impeachment contra Trump, deixou ainda mais explícito o seu incômodo com o presidente americano. A democrata se levantou atrás dele e rasgou em várias partes sua cópia do discurso.
Uma fonte afirmou à rede CNN que a atitude não foi planejada, e a um produtor da Fox News, Pelosi se justificou: "Foi a coisa mais cortês que eu poderia fazer considerando as alternativas".

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

‘Pedalada fiscal’ de Guedes e Bolsonaro foi de R$ 55 bilhões em 2019



Do Blog de Esmael

A “pedalada fiscal” de Bolsonaro e Guedes em 2019 foi de, pelo menos, R$ 55 bilhões. A informação é do Valor Econômico que minimizou o fato e chamou de “drible”.

O montante foi de despesas que ficam de fora do limite estabelecido pelo teto de gastos. Parte desse dinheiro continuará gerando despesas neste e nos próximos anos.

O maior volume de gastos fora do limite constitucional foi dos R$ 34,4 bilhões pagos à Petrobras. Fora o debate sobre os gastos, a questão é que Dilma Rousseff foi derrubada por muito menos que isso.

Com informações do Valor.

Porcentagem de trabalhadores informais poderá superar a dos formais

Até o fim da década, porcentagem de trabalhadores informais superará a dos formais.
Carteira de trabalhoCarteira de trabalho | Reprodução
O Globo - Por Ancelmo Gois
Do entregador de pizza ao homem de negócios
Ainda sobre o aumento da informalidade, que alcançou, segundo divulgou o IBGE na sexta, seu maior nível em três anos (41,1% da força de trabalho ocupada), veja este levantamento do economista José Roberto Afonso, craque na arte de fazer contas.
Em dezembro de 2019, do total de trabalhadores ocupados (ou seja, sem contar desempregados), 37,5% eram com carteira, ante 30,5% de informais (empregadores, autônomos, firmas individuais, MEI). Há sete anos, as mesmas proporções eram de 40,8% e 26,9%. “Mantendo a atual tendência, até o fim desta nova década os informais superarão os formais (com carteira), já contando servidores públicos”, disse o economista. Ou seja: cada vez mais, trabalha-se sem estar empregado.